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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Inovações e tendências do varejo para 2025

Qual a importância das feiras internacionais para o varejo mundial? 

 

A participação em eventos internacionais tem se mostrado fundamental para quem deseja entender o caminho que o varejo está tomando. Em janeiro, duas feiras de grande impacto se destacaram: a Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas, e a NRF (National Retail Federation), em Nova Iorque. Elas aconteceram em sequência e, segundo o especialista em Marketing de Produto Rafael Ribas que participou de ambas, trazem uma visão complementar sobre o futuro dos negócios, aliando soluções tecnológicas de ponta a novas formas de interação com o cliente.

A CES, organizada pela Consumer Technology Association, é famosa por apresentar inovações em eletrônicos, mobilidade, biotecnologia e realidade virtual. De acordo com Ribas, esse ano ficou claro que a realidade aumentada e virtual deixaram de ser apenas conceitos distantes. Fabricantes de óculos inteligentes passaram a oferecer kits de desenvolvimento que se conectam facilmente a softwares específicos, permitindo que empreendedores adaptem essas ferramentas a setores como arquitetura e indústria. Conforme o especialista, há aplicações interessantes também para o varejo, pois a possibilidade de criar experiências imersivas contribui para a ambientação de lojas e para o treinamento de equipe em ambientes simulados.

Já na NRF, principal feira global voltada ao varejo, o grande destaque foi a Inteligência Artificial (IA). Embora seja pesquisada desde meados do século passado, a IA só recentemente se tornou acessível a empresários de todos os portes, o que, na opinião de Ribas, está “revolucionando a forma como os lojistas lidam com gestão de estoque, identificação de produtos vencidos e até mesmo a análise do perfil do consumidor”. Em vez de vistoriar manualmente cada item na prateleira, hoje já existe a possibilidade de usar câmeras inteligentes que identificam produtos em falta ou próximos da data de validade, otimizando tempo e custos operacionais.

Outro exemplo interessante compartilhado por Ribas é a aplicação da visão computacional para entender melhor quem entra na loja ou passa pela vitrine. A tecnologia consegue captar, em tempo real, informações de gênero, faixa etária e até expressões faciais, fornecendo dados valiosos para ajustar campanhas, decorações e ofertas. Ele observa que essas soluções despertam curiosidade no público, mas também exigem do varejista um cuidado maior na hora de interpretar e utilizar as informações, respeitando a privacidade e as leis de proteção de dados.

Apesar de toda essa automação, as duas feiras discutiram a importância de capacitar profissionais em vez de simplesmente substituí-los. Conforme o especialista, as empresas que investirem em formação para lidar com IA e outras tecnologias vão encontrar mais facilmente o equilíbrio entre inovação e a experiência humana no atendimento. A ideia é que as máquinas cuidem das tarefas mais repetitivas, enquanto as pessoas se concentram nas decisões estratégicas e na relação com o cliente.

As tendências apresentadas nesses eventos, incluindo a ampliação do live shopping (vendas ao vivo pela internet) e a adoção crescente de estratégias de retail media (anúncios em canais próprios do varejo), estão intimamente ligadas à Inteligência Artificial. Ferramentas de análise de dados, embutidas nas plataformas de transmissão, ajudam a detectar padrões de consumo e adequar imediatamente as ofertas ao perfil de quem assiste. Ribas destaca que esse tipo de interatividade reforça o vínculo emocional com a marca, gera engajamento e pode multiplicar as vendas em pouco tempo.

A sustentabilidade foi outro ponto de convergência na CES e na NRF. Com a ajuda de sistemas inteligentes, varejistas conseguem reduzir desperdícios na cadeia de suprimentos e monitorar cada etapa de produção, colaborando para minimizar o impacto ambiental. A adoção de práticas ecológicas, segundo o especialista, tem um apelo cada vez maior para o consumidor, que tende a valorizar empresas comprometidas com a responsabilidade social.

Para quem está planejando os próximos passos no varejo, as duas feiras deixam uma mensagem clara: é hora de encarar a tecnologia como parceira de negócios e de adotar uma postura curiosa e flexível diante das mudanças. As inovações apresentadas no início do ano já estão se desdobrando em implementações concretas, e a previsão é de que, em 2025, boa parte dessas soluções — de vitrines inteligentes a lojas sem caixas — seja realidade para muitos segmentos do mercado. 

 

Rafael Ribas - Especialista em Marketing de Produto
Instagram: @rdpr.oficial
Rua Salvador, 187, Cajuru. Curitiba-PR



O que fazer em Paraty? Roteiro de três dias com experiências gastronômicas, passeios e opção de hospedagem


Paraty é um destino encantador que combina história, natureza e sabores únicos em uma experiência inesquecível. Para esta viagem, preparamos um roteiro de três dias repleto de momentos marcantes, ideal para curtir em família, com seu parceiro ou até mesmo sozinho.

 

Dia 1: Passeio na Escuna Maria Panela

 


Reserve o dia para um passeio a bordo da escuna Maria Panela. A experiência, com seis horas de duração, começa no trajeto de lancha da marina até o Saco do Mamanguá, um dos lugares mais belos da baía, onde a embarcação fica ancorada. Logo na chegada você ganha um drink refrescante e pode saborear petiscos deliciosos.  

O Saco do Mamanguá é conhecido como "fiorde tropical", e é um dos últimos refúgios de Mata Atlântica preservados na região. Com suas montanhas imponentes que abraçam o mar, o lugar descortina um espetáculo natural que encanta e convida à contemplação. A bordo da escuna, você também pode curtir atividades como stand-up paddle, mergulho, caiaque e snorkeling, aproveitando as águas cor de esmeralda características deste trecho da baía.  

  

Dia 2 - Café da manhã no Empório DAQUI, passeio pelo Centro Histórico, e Livraria das Marés e jantar no Restaurante Quintal das Letras

 


No segundo dia, comece a manhã no Empório DAQUI, um local que comercializa produtos como mel de uruçu, queijos artesanais e especiarias, promovendo os sabores da região com um toque especial. A atmosfera acolhedora torna a visita uma verdadeira conexão com a cultura local. Depois, caminhe pelas ruas de pedra do Centro Histórico que é considerado pela UNESCO como "o conjunto arquitetônico colonial mais harmonioso".  

No final da tarde, visite a Livraria das Marés onde é possível folhear os clássicos e os últimos lançamentos da literatura contemporânea. 

 

 

Para encerrar o dia, vá jantar no Restaurante Quintal das Letras que fica dentro da Pousada Literária onde é possível encontrar refeições com os sabores nativos da Mata Atlântica, a sazonalidade dos alimentos e o uso de ingredientes locais e cultivados de forma orgânica, seja na Fazenda Bananal ou em parceria com pequenos produtores da região. 


Dia 3: Imersão na Fazenda Bananal

 


A poucos minutos do Centro Histórico de Paraty, a Fazenda Bananal é um refúgio único, que guarda os segredos e encantos da Mata Atlântica. A fazenda do século XVII proporciona aos visitantes uma vivência de imersão genuína na floresta, em uma propriedade de 180 hectares de área preservada. Passar um dia ali é uma maneira contemporânea de mergulhar na história de Paraty e do Brasil colonial. O lugar também oferece experiências lúdicas e educativas na floresta, trilhas, oficinas, exposições de arte e uma programação integrada aos principais eventos de Paraty.  No restaurante, com enormes janelas abertas para o verde, os sabores nativos protagonizam pratos da alta gastronomia, elaborados com ingredientes orgânicos cultivados nos sistemas agroflorestais (SAFs) e hortas da fazenda.  

 


OCanto
https://www.ocantodobrasil.com.br/
Instagram: @ocanto.br

 

Escrita e leitura: o papel da família e da escola frente aos desafios da era digital

O desenvolvimento da escrita começa antes mesmo de a criança entrar na escola, com os pais atuando como os primeiros incentivadores. Já a escola tem o papel essencial de oferecer a orientação formal, adaptando o aprendizado às necessidades de cada aluno. Ambas as partes, família e instituição, compartilham a responsabilidade de promover o hábito da escrita desde cedo, reconhecendo sua importância para o desenvolvimento da linguagem, a ampliação do vocabulário e a compreensão das regras da língua.

Além disso, a prática da escrita organiza o pensamento, fortalece o raciocínio lógico e estimula a imaginação. Incentivar essa habilidade desde a infância contribui para o crescimento integral da criança, ajudando-a a se comunicar, interpretar e criar de forma mais eficaz.

É fundamental destacar a importância da atuação das escolas nesse contexto, que deve ser coerente e positiva para impactar de forma significativa o desenvolvimento da escrita e incentivar sua continuidade. Essa prática, assim como a leitura, precisa ser mais do que um ato de descoberta, deve se tornar uma experiência prazerosa. Essa abordagem pode se configurar como uma estratégia eficaz diante dos desafios enfrentados nesse campo. Um levantamento do Centro de Pesquisas em Educação, Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional revela que, entre os alunos brasileiros de 15 e 16 anos, 66,3% relataram que o livro mais extenso que já leram não ultrapassou 10 páginas.

Leituras compartilhadas, jogos de cartas, adivinhações, diários e bilhetes são formas de incentivar a escrita em casa, enquanto a comunicação familiar cotidiana fortalece as habilidades comunicativas da criança. No entanto, em famílias com baixa escolaridade, a escola desempenha um papel crucial ao assumir a responsabilidade de complementar esse estímulo e apoiar o desenvolvimento da escrita e da linguagem.

Em alguns momentos, tanto na família, quanto na escola, as crianças manifestam suas emoções por meio da escrita, seja fazendo um bilhetinho, ou cartinha para as pessoas que admiram – amigos, professores, pais e até o famoso Papai Noel, que faz parte de suas invenções e mexe com os desejos da criança. Momentos como esses são oportunidades valiosas para incentivar a escrita e a leitura, carregando em cada palavra sentimentos como interesse, amor e autenticidade.

É necessário reconhecer a escrita, majoritariamente, como a maior de todas as tecnologias, sendo necessária para a relação com qualquer outra. Mas, vale reconhecer também as inúmeras dificuldades que a sociedade vem enfrentando para manter as crianças engajadas com a leitura e a escrita, diante dos impactos significativos no desenvolvimento cognitivo que as tecnologias têm oferecido, devido ao uso excessivo de telas, como: dificuldade em manter o foco; distanciamento de atividades psicomotoras; menos contato familiar e social; dependência digital, etc.

Para lidar com essa exposição às telas, precisa partir de casa, primordialmente, uma vez que é nela que as crianças passam a maior parte do seu dia, a regulação de tempo para uso de dispositivos eletrônicos, incluindo a TV, o incentivo a atividades “naturais” – fora das telas - modelar comportamentos saudáveis na família, orientar o uso da internet para fins “utilitários”, com conteúdos educativos que favoreçam o aprendizado e desenvolvimento cognitivo e intelectual.

São estratégias que podem colaborar com a escola, e juntos - família e instituição educativa - ajudar as crianças a encontrarem equilíbrio saudável entre tecnologia e realidade e, obviamente, inseri-los em um processo natural de leitura e escrita, como necessidade de desenvolvimento para a vida. 

Dicas para incentivar a leitura e a escrita:

- Incentive a escrita criativa: proponha atividades como bilhetes, diários e cartinhas para tornar a escrita divertida e significativa.

- Reduza o tempo de telas: estabeleça limites e priorize atividades como jogos, leituras e brincadeiras.

- Modele bons hábitos: mostre que ler e escrever são prazerosos, escolhendo conteúdos interessantes e participando junto com a criança.

- Trabalhe em parceria com a escola: alinhe práticas com os professores para fortalecer o aprendizado e equilibrar tecnologia e atividades educativas. 



Márcia Neves - Professora do Colégio Progresso Bilíngue de Santos há mais de 10 anos com formação em Letras pela Universidade Católica de Santos, pós-graduada em Alfabetização e Letramento e autora dos livros “Grades de liberdade”, “Poesia o lugar encantado das crianças” e “Haicais Bucólicos


Estudantes das Etecs começam ano letivo de 2025 em todo Estado

 

Divulgação
Na Etec de São José dos Campos, as atividades de acolhimento aos ingressantes começaram na segunda-feira (3)

Mais de 230 mil jovens são aguardados no primeiro dia de aula das 228 Etecs; alunos podem receber orientações e participar da programação de boas-vindas nas unidades

 

Nesta quarta-feira (5), mais de 230 mil alunos iniciam o semestre letivo nas Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) do Centro Paula Souza (CPS). Desse total, cerca de 89 mil foram aprovados no último Vestibulinho e iniciam sua jornada de aprendizado nos Ensinos Médio, Médio integrado ao Técnico, Técnico e Articulado ao Ensino Superior Tecnológico (AMS), bem como nas Especializações Técnicas. Para os demais, é hora de retomar a rotina de estudos, receber os novos colegas e reencontrar os já conhecidos.

Cada uma das 228 unidades do Centro Paula Souza (CPS) e classes descentralizadas preparou atividades para recepcionar os veteranos e os calouros. O estudante pode consultar a Etec em que está matriculado (por telefone, e-mail ou presencialmente) para se inteirar da programação de boas-vindas.

“É um momento muito especial no calendário escolar, hora de integração entre quem está adentrando o universo das Etecs com aqueles que já trilham o caminho da Educação Profissional e Tecnológica e vislumbram um futuro no mercado de trabalho ou na continuidade da vida acadêmica”, reflete o coordenador de Ensino Médio e Técnico do CPS, Almério Melquíades de Araújo.


Histórias inspiradoras

Os primeiros dias de aula são destinados parcialmente para apresentar as estruturas física e pedagógica das unidades para os estudantes ingressantes: salas de aula, laboratórios, espaço maker, professores, coordenadores e direção. Em alguns casos, para ajudar na integração, veteranos e ex-alunos entram em ação, acompanhando os calouros em visitas guiadas, trocando experiências em rodas de conversa e palestras, entre outras atividades. 

É o caso da Etec Profª Ilza Nascimento Pintus, de São José dos Campos, onde os veteranos estão responsáveis pelo acolhimento dos recém-aprovados desde segunda-feira (3). Os próprios estudantes dos segundos e terceiros anos de cada curso do Ensino Médio integrado ao Técnico montaram o roteiro das dinâmicas de apresentação das habilitações, além de um tour pelo campus da Etec e entrega dos livros didáticos. “As atividades também envolvem os pais e responsáveis dos alunos novos”, completa o diretor da unidade, Samuel Alexandre de Almeida.

Na mesma região, na Etec Prof. José Sant’Ana de Castro, localizada em Cruzeiro, veteranos e egressos que desenvolveram projetos e participaram de olimpíadas de conhecimento servem de inspiração para os novatos, apresentando suas trajetórias. “Nosso objetivo é incentivar quem está chegando a se engajar no desenvolvimento de ideias inovadoras e participar de competições”, explica o diretor da unidade, Leonardo Meirelles Alves.

Ex-alunos da Etec de Caraguatatuba, no Litoral Norte, aprovados na primeira chamada do Provão Paulista Seriado também compartilham suas experiências e expectativas com os novos colegas. O diretor da Etec, Arnaldo Toshio Hamaguti, avalia que a atividade “é uma oportunidade para que possam falar dos seus sentimentos com a entrada no Ensino Superior.” Os estudantes egressos serão homenageados com certificados de menção honrosa.

Em Sorocaba, na Etec Armando Pannunzio, os ingressantes sorteiam dois “padrinhos” entre os alunos veteranos. Estes organizam rodas de conversa para apresentar a escola e responder dúvidas dosa recém-chegados.

E os estudantes do terceiro ano dos cursos integrados da Etec Dr. Domingos Minicucci Filho, de Botucatu, realizam dinâmicas de integração para os novos etecanos, com atividades específicas de acordo com cada área técnica.


Atividades de integração

Na Etec Cônego José Bento, de Jacareí, a volta às aulas ocorre com trilha sonora proporcionada por apresentações musicais dos alunos, que também acompanham os novos colegas por um tour pela fazenda-escola.

Atividades artísticas também ocorrem na Etec Júlio de Mesquita, de Santo André, no Grande ABC, com apresentações de música, teatro e dança, nos três primeiros dias de aula. Outra Etec do ABC, a Jorge Street, de São Caetano do Sul, organiza gincanas para ambientar as novas turmas.

Na Etec Prefeito Alberto Feres, de Araras, entre quarta (5) e sexta-feira (7) os alunos da terceira série aguardam os novos colegas com gincanas, quiz, concurso de música e de fantasia e arrecadação de alimentos. Cada veterano “adota” um aluno recém-chegado, do mesmo curso, ficando responsável por mostrar a escola, tirar dúvidas e apresentá-lo aos colegas, promovendo a sua integração.

Já em Mongaguá, a programação da Etec Adolpho Berezin inclui apresentações de dança e diversos jogos, como “bingo humano” e “qual é a música”. Na Etec de Ibaté, apresentações musicais e dinâmicas de grupo são algumas das atividades oferecidas aos alunos.

Em Avaré, a Etec Prof. Fausto Mazzola promove o Integratec, evento voltado para a integração e acolhimento dos ingressantes. A programação oferece dinâmicas de apresentação e interação entre calouros e veteranos, desafios cooperativos, gincanas, atividades lúdicas e caça ao tesouro, entre outras.

Além das reuniões de boas-vindas com pais e alunos ingressantes para introdução ao universo da unidade, a Etec de Poá, na Região do Alto Tietê, também prevê uma festa chamada “Integração”, programada para dia 21 de fevereiro.


Novidades

Diversas unidades iniciam o semestre com novidades, como por exemplo a Etec Carlos de Campos, localizada na região central da Capital, que oferece o curso inédito de Articulação da Formação Profissional Média e Superior (AMS) em Agenciamento de Viagem.

Também na Capital, na Etec Jornalista Roberto Marinho, e na Etec de Carapicuíba, estreia o Ensino Médio Integrado ao Técnico em Publicidade. Duas novas Especializações Técnicas começam a ser oferecidas em Etecs da cidade de São Paulo: Gastronomia Internacional, na Etec Santa Ifigênia; e Danças a Dois, na Etec de Artes. Muitas outras unidades também passam a oferecer novas turmas de cursos já existentes.

Já a Etec Prof. Jadyr Salles ganhou uma sede nova, no mesmo campus da recém-implantada Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) Porto Ferreira, na Região Central, que começa as atividades dia 10 de fevereiro. Dividido em cinco blocos, o local conta com cerca de 6 mil metros quadrados de área construída, sendo 1,2 mil metros quadrados destinados ao prédio da Fatec, 1,5 mil metros quadrados ao prédio da Etec, e outros 3,1 mil metros quadrados para dois blocos, destinados a diversas áreas comuns: biblioteca, auditório com capacidade para 300 pessoas e quadra poliesportiva coberta, entre outros ambientes. 

Em observação às novas regras de utilização de celulares nas escolas de educação básica, as Etecs iniciam um trabalho de conscientização para que os alunos não usem dispositivos eletrônicos durante o período em que estiverem nas dependências das unidades de ensino. Os aparelhos poderão ser acessados apenas com autorização de professores, para atividades com fins pedagógicos.

 

Centro Paula Souza


BOLETIM DAS RODOVIAS

Manhã de quarta-feira com tráfego lento nas rodovias concedidas

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo na manhã desta quarta-feira (5). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 - Há lentidão na Rodovia Anchieta (SP-150), sentido capital, entre o km 13 ao km 10 e do km 19 ao km 17. No sentido litoral, o tráfego é normal. Na Rodovia dos Imigrantes (SP-160), há congestionamento no sentido capital do km 16 ao km 14, no sentido litoral o tráfego flui normalmente. 

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330) registra lentidão no sentido capital do km 14 ao km 11+360, entre o km 61 ao km 60 e do km 108 ao km 104, no sentido interior o tráfego é normal. Na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), há lentidão em direção à capital do km 17 ao km 13+360. Quem segue em direção ao interior, encontra tráfego normal.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

A Rodovia Raposo Tavares (SP-270) registra lentidão do km 36 ao km 34 no sentido capital, sentido interior o tráfego é normal. Na Rodovia Castello Branco (SP-280), sentido capital, há congestionamento do km 32+500 ao km 26+500, e lentidão do km 15+500 ao km 13+700 e do km 17 ao km 16. No sentido interior, o tráfego é lento do km 21 ao km 24.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

O corredor registra tráfego normal no sentido interior. No sentido capital, o tráfego está lento do km 22 ao km 18 por excesso de veículos.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


Escrita e leitura: o papel da família e da escola frente aos desafios da era digital

O desenvolvimento da escrita começa antes mesmo de a criança entrar na escola, com os pais atuando como os primeiros incentivadores. Já a escola tem o papel essencial de oferecer a orientação formal, adaptando o aprendizado às necessidades de cada aluno. Ambas as partes, família e instituição, compartilham a responsabilidade de promover o hábito da escrita desde cedo, reconhecendo sua importância para o desenvolvimento da linguagem, a ampliação do vocabulário e a compreensão das regras da língua.

Além disso, a prática da escrita organiza o pensamento, fortalece o raciocínio lógico e estimula a imaginação. Incentivar essa habilidade desde a infância contribui para o crescimento integral da criança, ajudando-a a se comunicar, interpretar e criar de forma mais eficaz.

É fundamental destacar a importância da atuação das escolas nesse contexto, que deve ser coerente e positiva para impactar de forma significativa o desenvolvimento da escrita e incentivar sua continuidade. Essa prática, assim como a leitura, precisa ser mais do que um ato de descoberta, deve se tornar uma experiência prazerosa. Essa abordagem pode se configurar como uma estratégia eficaz diante dos desafios enfrentados nesse campo. Um levantamento do Centro de Pesquisas em Educação, Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional revela que, entre os alunos brasileiros de 15 e 16 anos, 66,3% relataram que o livro mais extenso que já leram não ultrapassou 10 páginas.

Leituras compartilhadas, jogos de cartas, adivinhações, diários e bilhetes são formas de incentivar a escrita em casa, enquanto a comunicação familiar cotidiana fortalece as habilidades comunicativas da criança. No entanto, em famílias com baixa escolaridade, a escola desempenha um papel crucial ao assumir a responsabilidade de complementar esse estímulo e apoiar o desenvolvimento da escrita e da linguagem.

Em alguns momentos, tanto na família, quanto na escola, as crianças manifestam suas emoções por meio da escrita, seja fazendo um bilhetinho, ou cartinha para as pessoas que admiram – amigos, professores, pais e até o famoso Papai Noel, que faz parte de suas invenções e mexe com os desejos da criança. Momentos como esses são oportunidades valiosas para incentivar a escrita e a leitura, carregando em cada palavra sentimentos como interesse, amor e autenticidade.

É necessário reconhecer a escrita, majoritariamente, como a maior de todas as tecnologias, sendo necessária para a relação com qualquer outra. Mas, vale reconhecer também as inúmeras dificuldades que a sociedade vem enfrentando para manter as crianças engajadas com a leitura e a escrita, diante dos impactos significativos no desenvolvimento cognitivo que as tecnologias têm oferecido, devido ao uso excessivo de telas, como: dificuldade em manter o foco; distanciamento de atividades psicomotoras; menos contato familiar e social; dependência digital, etc.

Para lidar com essa exposição às telas, precisa partir de casa, primordialmente, uma vez que é nela que as crianças passam a maior parte do seu dia, a regulação de tempo para uso de dispositivos eletrônicos, incluindo a TV, o incentivo a atividades “naturais” – fora das telas - modelar comportamentos saudáveis na família, orientar o uso da internet para fins “utilitários”, com conteúdos educativos que favoreçam o aprendizado e desenvolvimento cognitivo e intelectual.

São estratégias que podem colaborar com a escola, e juntos - família e instituição educativa - ajudar as crianças a encontrarem equilíbrio saudável entre tecnologia e realidade e, obviamente, inseri-los em um processo natural de leitura e escrita, como necessidade de desenvolvimento para a vida. 

Dicas para incentivar a leitura e a escrita:

- Incentive a escrita criativa: proponha atividades como bilhetes, diários e cartinhas para tornar a escrita divertida e significativa.

- Reduza o tempo de telas: estabeleça limites e priorize atividades como jogos, leituras e brincadeiras.

- Modele bons hábitos: mostre que ler e escrever são prazerosos, escolhendo conteúdos interessantes e participando junto com a criança.

- Trabalhe em parceria com a escola: alinhe práticas com os professores para fortalecer o aprendizado e equilibrar tecnologia e atividades educativas.

 

Márcia Neves - Professora do Colégio Progresso Bilíngue de Santos há mais de 10 anos com formação em Letras pela Universidade Católica de Santos, pós-graduada em Alfabetização e Letramento e autora dos livros “Grades de liberdade”, “Poesia o lugar encantado das crianças” e “Haicais Bucólicos


terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Fevereiro Roxo inspira cuidados humanizados para pacientes com doenças crônicas

Alzheimer, fibromialgia e lúpus são condições crônicas que recebem atenção durante o mês; abordagem multidisciplinar evita a progressão das doenças 

 

A campanha Fevereiro Roxo atenta para a conscientização de três condições que trazem impactos coletivos: Alzheimer, fibromialgia e lúpus. A prevenção, o diagnóstico precoce e tratamentos são o alvo das discussões durante o período. 

Em comum, essas doenças são crônicas, ou seja, persistem ao longo do tempo e não têm cura definitiva. Elas também geram incapacitação funcional, mas, com auxílio especializado, podem ser administradas para que os pacientes tenham qualidade de vida e longevidade. 


Alzheimer

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que causa o declínio progressivo das funções cognitivas, com mudanças na memória, comportamento e raciocínio dos pacientes. Segundo o Ministério da Saúde, são 1,2 milhão de casos no país, e 100 mil novos diagnósticos anualmente, com prevalência em idosos. 

A prevenção do Alzheimer é feita durante toda a vida. “A manutenção de hábitos saudáveis, como a prática regular de exercícios físicos, uma dieta balanceada, estímulo cognitivo e o controle de condições como hipertensão, diabetes e colesterol, devem ser incentivadas para evitar o desencadeamento da doença na terceira idade”, explica o Dr. Marcelo Valadares, neurocirurgião funcional e pesquisador da Disciplina de Neurocirurgia na Unicamp. 

O diagnóstico precoce pode retardar o avanço inevitável da doença. Os tratamentos disponíveis incluem medicamentos para estabilizar os sintomas e proporcionar mais independência aos pacientes, enquanto terapias complementares, como fisioterapia, acompanhamento psicológico e estimulação cognitiva mantêm o paciente ativo e engajado.


Fibromialgia

A fibromialgia, caracterizada principalmente por dor crônica persistente, fadiga e mudanças de humor, afeta 2% da população brasileira. No entanto, ainda é frequentemente subdiagnosticada e mal compreendida.

A condição é complexa e envolve sintomas além da dor. Sinais como fadiga, distúrbios do sono, problemas cognitivos (conhecidos como "névoa cerebral"), rigidez muscular e sensibilidade aumentada em várias partes do corpo podem ser indicativos da fibromialgia, que tem o diagnóstico desafiador devido a semelhança dos sintomas com outras condições médicas.

“O tratamento auxilia a prevenir as crises, gerenciar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes para que seja possível ter uma vida plena”, avalia o médico. Além dos medicamentos, é necessário incluir tratamentos como fisioterapia, a introdução de exercícios físicos leves na rotina, terapia ocupacional, técnicas de relaxamento, mudanças na dieta e estilo de vida, entre outras abordagens multidisciplinares. 


Lúpus

Com períodos de atividade e remissão, o lúpus afeta aproximadamente 65 mil brasileiros, mas o subdiagnóstico, o que pode atrasar tratamentos adequados e impactar a qualidade de vida dos pacientes. 

Por ser uma doença autoimune - quando o sistema imunológico ataca os próprios tecidos do corpo -, o quadro clínico é diversificado, com indícios como fadiga, dores articulares, lesões cutâneas, sensibilidade ao sol e problemas renais, entre outros sintomas que podem se sobrepor a diferentes doenças. 

“O tratamento tem como objetivo controlar os sintomas, prevenir danos permanentes aos órgãos afetados e proporcionar mais qualidade de vida às pessoas”, explica o especialista. Entre as abordagens terapêuticas, estão os medicamentos imunossupressores, anti-inflamatórios e corticosteroides, que devem ser associados a mudanças no estilo de vida, como proteção solar rigorosa, manejo do estresse e atividade física moderada.


Tratamento individualizado e empatia

Condições complexas como Alzheimer, lúpus e fibromialgia necessitam de tratamento individualizado para um cuidado integral, uma vez que cada uma apresenta manifestações únicas e requer abordagens específicas para atender às necessidades de cada paciente. 

Adicionalmente, o tratamento complementar, com a prática de exercícios, alimentação balanceada e atividades adequadas para cada quadro, promove benefícios tanto físicos quanto emocionais. Estratégias complementares, integradas aos tratamentos médicos convencionais, oferecem um cuidado mais abrangente e aumentam o bem-estar e a autonomia dos pacientes no dia a dia.

Todas as condições envolvem desafios emocionais e sociais que afetam não apenas os pacientes, mas também suas famílias. Compreender as limitações impostas pelo Alzheimer, o impacto imprevisível do lúpus e a dor persistente da fibromialgia é fundamental para estabelecer um vínculo de confiança entre profissionais de saúde e pacientes. “A escuta ativa e o reconhecimento do sofrimento emocional ajudam a fortalecer a adesão ao tratamento e a melhorar a qualidade de vida, promovendo um cuidado mais humano e efetivo”, destaca o Dr. Marcelo Valadares. 

  

Dr. Marcelo Valadares é médico neurocirurgião e pesquisador da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A Neurocirurgia Funcional é a sua principal área de atuação. Seu enfoque de trabalho é voltado às cirurgias de neuromodulação cerebral em distúrbios do movimento, cirurgias menos invasivas de coluna (cirurgia endoscópica da coluna), além de procedimentos que envolvem dor na coluna, dor neurológica cerebral e outros tipos de dor. O especialista também é fundador e diretor do Grupo de Tratamento de Dor de Campinas, que possui uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e educadores físicos. No setor público, recriou a divisão de Neurocirurgia Funcional da Unicamp, dando início à esperada cirurgia DBS (Deep Brain Stimulation – Estimulação Cerebral Profunda) naquela instituição. Estabeleceu linhas de pesquisa e abriu o Ambulatório de Atenção à Dor afiliado à Neurologia.
www.marcelovaladares.com.br
Instagram: @drmarcelovaladares
Facebook: facebook.com/drmarcelovaladares


Quais são os direitos dos pacientes com câncer?

 

Pacientes oncológicos têm direitos sociais garantidos por lei
Freepik

Brasil deve registrar mais de 700 mil casos em 2025; no Dia Mundial do Câncer (04/02), especialista fala sobre como garantir os direitos e acesso ao tratamento

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê 35 milhões de novos casos de câncer no mundo até 2050; aumento de 77% em relação aos números estimados em 2022. Os dados projetam que uma em cada cinco pessoas desenvolverá a doença durante a vida. Só no Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que devem ser feitos 704 mil novos registros da doença em 2025, com 70% dos casos concentrados nas regiões Sul e Sudeste do país. 

As projeções reforçam a importância do Dia Mundial do Câncer (04/02), que coloca em evidência o tema e acende um alerta sobre como as políticas públicas estão se organizando para atender esse volume de pacientes e assegurar seus direitos.

 

Estatuto da Pessoa com Câncer

A advogada e professora do curso de Direito do Centro Universitário Integrado, de Campo Mourão (PR), Dayana Boareto, explica que no Brasil existem diversas normas voltadas aos direitos dos pacientes oncológicos. “A principal delas é a Lei nº 14.238/2021, conhecida como Estatuto da Pessoa com Câncer. Ela estabelece, por exemplo, acesso integral e equânime a serviços de saúde, atendimento prioritário e humanizado e isenção de alguns impostos e taxas”. 

Mas além desta lei, a advogada lembra que outros dispositivos legais - como o Estatuto do Idoso, o Código de Defesa do Consumidor e a Legislação Previdenciária - também garantem direitos importantes aos pacientes oncológicos. “As leis asseguram mais do que a integralidade do tratamento de saúde; elas também tratam de questões que envolvem o direito ao trabalho e à educação”.

 

Quais são os direitos de um paciente com câncer?

O acesso ao tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é o primeiro e principal direito que todo paciente oncológico tem. Mas o desdobramento do tratamento inclui diversas etapas e situações que também estão previstas na legislação. A começar pela informação clara e completa sobre a doença, opções de terapia e prognóstico. 

O fornecimento sem custo de medicamentos, o acompanhamento psicológico e social e o tratamento fora do domicílio também estão assegurados, assim como a prioridade na tramitação dos processos judiciais e administrativos. 

“Os benefícios previdenciários como auxílio-doença, prestação continuada (BPC) e aposentadoria por invalidez podem ser solicitados, mas nesses casos, o paciente precisa atender aos requisitos exigidos pelo INSS para cada tipo de benefício”, esclarece Dayana. 

A advogada lembra que existem ainda outros direitos que não são tão comuns, mas que as pessoas com a doença podem exercer. Estão entre eles a prioridade no atendimento em serviços públicos e privados; levantamento do FGTS; quitação de financiamento de imóveis de habitação (pelo seguro habitacional); transporte coletivo gratuito; serviço de atendimento ao consumidor e judiciário de forma preferencial. 

“Vale destacar que esses são apenas alguns dos direitos dos pacientes com câncer.  A legislação brasileira está em constante evolução e outros direitos podem ser aplicados em casos específicos, a depender da necessidade”, destaca a professora do curso de Direito do Centro Universitário Integrado, de Campo Mourão (PR).

 

Onde buscar ajudar para garantir esses direitos?

Embora a legislação brasileira seja clara e específica no amparo aos pacientes oncológicos, a falta de recursos na saúde, a desigualdade na oferta e acesso aos serviços nas diferentes regiões do país, o excesso de burocracia do sistema previdenciário e a falta de conhecimento da população impedem o pleno exercício dos direitos desses indivíduos. 

Por isso, além de assegurar que saibam o que a lei os garante, é importante também que esses pacientes conheçam quais providências podem ser tomadas quando seus direitos são violados. 

Segundo Dayana, “é possível fazer uma denúncia da situação junto ao Ministério Público e à Ouvidoria do SUS do município. Outra opção é procurar auxílio de associações para pacientes com câncer, para se informar e receber orientações. O indivíduo também pode buscar um advogado para recorrer aos seus direitos na justiça”.

  


Centro Universitário Integrado



Cuidados com os dentes durante as férias podem evitar problemas futuros

Saúde bucal em dia ajuda a ter um recesso mais tranquilo e sem imprevistos 

 

As férias são um momento de descanso, mas os cuidados com a saúde bucal não devem ser esquecidos. Com viagens, alimentação fora de casa e alterações na rotina, os dentes ficam mais vulneráveis a problemas como cáries, inflamações e até traumas, especialmente em atividades ao ar livre.

Uma pesquisa do IBGE revelou que apenas 53% dos brasileiros mantêm hábitos básicos de higiene bucal, como escovar os dentes e usar fio dental regularmente. Durante as férias, essa falta de cuidado pode aumentar, levando a complicações que poderiam ser evitadas.

O Dr. José Todescan Júnior, especialista em Prótese Dental e membro da International Federation of Esthetic Dentistry (IFED), a prevenção é indispensável, mesmo fora da rotina habitual. “Os dentes permanentes são para toda a vida, e situações como quedas ou impactos podem causar danos irreversíveis. Por isso, manter cuidados regulares é essencial, especialmente em períodos de mudanças nos hábitos diários”, explica.


Traumas dentários: o que fazer em situações de urgência

Acidentes durante as férias podem levar a traumas dentários, como avulsão (quando o dente sai completamente da boca) ou fraturas. O Dr. Todescan esclarece que, nesses casos, a rapidez na ação faz toda a diferença. “Se um dente for avulsionado, ele deve ser recolocado no alvéolo imediatamente e o paciente deve procurar um cirurgião-dentista. É importante não limpar a raiz com gaze ou outros materiais, pois isso pode comprometer o reimplante”, orienta.

Caso não seja possível recolocar o dente, ele recomenda armazená-lo em soro fisiológico, leite ou até mesmo dentro da boca do paciente até conseguir atendimento. “O tempo é determinante para o sucesso do reimplante. É uma situação de urgência, que exige uma resposta rápida para preservar o dente”, acrescenta.

Nos casos em que ocorre quebra de parte do dente, é essencial localizar e preservar o fragmento. “O fragmento deve ser colocado em soro fisiológico, leite ou até na própria boca, e o paciente deve procurar o dentista imediatamente. A chance de colagem ou restauração diminui se houver demora no atendimento”, explica o especialista.

Já quando o trauma causa sangramento interno, o tratamento de canal é indispensável. “Sempre que o dente apresentar sangramento interno, é necessário tratar o canal. Além disso, em casos de escurecimento após pancadas, mesmo sem fraturas visíveis, o extravasamento de sangue pode ser a causa. Nesses casos, o acompanhamento clínico e radiográfico é fundamental para avaliar a vitalidade do dente”, detalha.


Prevenção para férias mais tranquilas

Mesmo em períodos de descanso, manter uma rotina básica de higiene bucal é fundamental. Escovar os dentes após as refeições, utilizar fio dental regularmente e evitar excessos no consumo de alimentos açucarados e bebidas ácidas são medidas que ajudam a prevenir complicações.

Dr. Todescan reforça que traumas dentários são situações de urgência. “O sucesso do tratamento depende diretamente de um atendimento rápido. Procurar o dentista sem demora pode evitar a perda do dente ou complicações mais graves”, afirma.

A atenção à saúde bucal durante as férias é essencial para evitar problemas que poderiam comprometer não apenas o sorriso, mas também o bem-estar do período de descanso. 





José Todescan Júnior - Atuando com excelência na área de Odontologia há mais de 33 anos, José Todescan Júnior é especialista em Prótese Dental, Odontopediatria e Endodontia pela USP. Membro da IFED (International Federation Esthetic Dentistry) e da Associação Brasileira de Odontologia Estética e membro da ABOD (Associação Brasileira de Odontologia Digital), ele acredita que o profissional que se aperfeiçoa em diversas áreas pode escolher sempre o melhor para os pacientes. Para mais informações, acesse o LinkedIn.



Clínica Todescan
Para mais informações, acesse o site, LinkedIn e Instagram.



Fevereiro Laranja: mês de conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce da leucemia


Campanha também reforça a necessidade da doação de medula óssea e do acompanhamento médico para identificação precoce da doença
 


O Fevereiro Laranja é uma campanha dedicada à conscientização sobre a leucemia, um tipo de câncer que afeta a medula óssea – responsável pela produção das células do sangue. A iniciativa visa alertar a população sobre a doença, a importância do diagnóstico precoce e incentivar a doação de medula óssea. A realização do transplante alogênico de medula óssea pode ser necessária para muitos pacientes com leucemia aguda atingirem a cura.

Para a doação de medula óssea, o cadastro é feito no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME) e amplia as chances de encontrar doadores compatíveis para pacientes que aguardam transplante e não têm doadores familiares. O processo de doação é simples e pode salvar vidas.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a leucemia é responsável por milhares de novos casos anualmente no Brasil, atingindo tanto adultos quanto crianças. Somente em 2020, o Brasil teve mais de 10.000 casos. Estima-se que, entre 2023 e 2025, teremos cerca de 11.540 novos casos no país.

O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de um tratamento bem-sucedido, tornando fundamental que a população esteja atenta a sintomas como fadiga excessiva, infecções recorrentes, sangramentos espontâneos, manchas roxas pelo corpo, gânglios inchados e palidez.

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Atualmente, as leucemias são classificadas em agudas e crônicas. As agudas, por sua natureza agressiva, exigem avaliação imediata e, frequentemente, internação hospitalar para o início do tratamento. Já as crônicas possuem um curso mais indolente e permitem acompanhamento ambulatorial em muitos casos. A prevalência desses subtipos varia de acordo com a faixa etária e com características genéticas e moleculares.

“A leucemia aguda pode evoluir rapidamente, por isso a detecção precoce é fundamental para um tratamento adequado e para o sucesso dos resultados. Muitas pessoas desconhecem os sinais da doença e demoram a buscar ajuda. Por isso, campanhas como o Fevereiro Laranja são essenciais para ampliar o conhecimento da população. Além disso, é importante reforçar o cadastro como doador de medula óssea, que pode ser a esperança para muitos pacientes. Trata-se de um simples exame de sangue, e qualquer pessoa saudável pode se tornar um possível doador e mudar vidas”, destaca o médico Evandro Fagundes, referência em leucemias e coordenador da equipe de Hematologia do Hospital Felício Rocho.


O Vozes do Advocacy lança Campanha Acesso à Saúde Não Pode Esperar

A iniciativa tem o intuito de chamar a atenção do Governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para as filas de consultas com especialistas e para incorporação do sistema de monitoramento contínuo de glicose


Nestes meses de janeiro e fevereiro, o Vozes do Advocacy, que integra 27 organizações de diabetes no país, promove a Campanha Acesso à Saúde Não Pode Esperar. A iniciativa tem o intuito de chamar a atenção do Governador do Estado de São Paulo Tarcísio de Freitas para que receba os integrantes da organização não governamental. A ideia é que o Governador possa ouvir os pleitos para aprimorar o acesso ao tratamento do diabetes e da obesidade no Estado.

Levantamento feito pelo Vozes do Advocacy em novembro do ano passado, por meio da Lei de Acesso à Informação, mostrou que há 14.513 pessoas esperando 278 dias para agendar consulta com os oftalmologistas na Grande São Paulo; na região de Araçatuba 7322 indivíduos aguardam 473 dias para conseguir a consulta com o especialista, em Campinas são mais de 18 mil pessoas esperando 227 dias. Sem falar do acesso aos exames, 7.356 cidadãos esperam 174 dias pelo mapeamento de retina na Grande São Paulo, 4 indivíduos aguardam 316 dias em Araçatuba, 655 indivíduos esperam 437 dias em Campinas, sem citar as outras regionais e os tratamentos.

O Vozes do Advocacy levou estes dados à Secretaria Estadual de Saúde em três reuniões no ano passado, mas não teve qualquer retorno. Em 2023, o Vozes mostrou os mesmos em audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e nada aconteceu. Entre 2019 e 2023, já havia estado em 12 reuniões junto à Secretaria, que recebeu as organizações de pacientes e de médicos e não fez qualquer movimento para solucionar esta questão.

Outra demanda é com relação à incorporação do Sistema de Monitoramento Contínuo de Glicose. No ano passado foi apresentado um Projeto de Lei sobre esta temática mas não foi bem recebido pelo Governador. O Vozes do Advocacy gostaria de apresentar um projeto piloto, que contemplasse as crianças e adolescentes do Estado. Esta tecnologia já foi incorporada em alguns municípios paulistas, que mostraram diminuição dos episódios de hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue), internações e hospitalizações.

Além disso, é importante atualizar a linha de cuidado da obesidade. Em janeiro do ano passado, um jovem com obesidade faleceu no chão de uma ambulância por falta de maca para que pudesse levá-lo para o Hospital Geral de Taipas, depois de percorrer seis hospitais sem ter atendimento.

“Como o Secretário de Saúde do Estado de São Paulo Eleuses Paiva não fez qualquer movimento a favor dos pleitos, solicitamos uma reunião com o Governador Tarcísio de Freitas. Soubemos que a linha de cuidado do diabetes tem previsão de ser atualizada somente em 2027, enquanto isso, milhares de pessoas se tornarão improdutivas, com a deficiência visual. A não implementação de políticas públicas, que possam melhorar a adesão das pessoas ao tratamento do diabetes, evitando assim uma série de complicações, como a cegueira, é um retrocesso tanto para a saúde das pessoas como também para o próprio Sistema Único de Saúde”, esclarece Vanessa Pirolo, presidente do Vozes do Advocacy.

Para chamar a atenção do Governador, a organização lança o Acesso à Saúde Não Pode Esperar. A iniciativa tem o intuito de publicar nas redes sociais uma Campanha para provocar o Governador de São Paulo a atender os membros das organizações paulistas, integrante do Vozes do Advocacy, para dar uma resposta para as demandas. A ação também prevê sensibilizar os influenciadores digitais a respeito desta temática, para que possam compartilhar em suas redes sociais.

“Nós precisamos que o Governo do Estado de São Paulo olhe o diabetes e a obesidade como prioridade este ano. Afinal, o gasto com saúde relacionado ao diabetes no Brasil atingiu 42,9 bilhões de dólares em 2021, o terceiro maior do mundo. Mais de 60% deste valor é investido em complicações da condição. Precisamos que os gestores compreendam que: a capacitação de clínicos gerais/médicos de família em diabetes e obesidade, a maior contratação de especialistas nas redes paulistas e a oferta de mais infraestrutura e de uma linha de cuidado atualizada nas unidades de saúde vão resultar em menor custo quando comparado ao investimento em internações, hospitalizações e tratamento de complicações do diabetes e da obesidade”, complementa Vanessa Pirolo.

Sobre o Vozes do Advocacy

Com a participação de 25 associações e de 2 institutos de diabetes, o Vozes do Advocacy é uma Federação de Organizações que promove o diálogo entre os diferentes atores da sociedade, para que compartilhem conhecimento e experiências, com o intuito de sensibilizar a população brasileira sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoces do diabetes da obesidade e das complicações de ambas as condições, além de promover políticas públicas, que auxiliem o tratamento adequado delas.

 

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