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quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

RS terá novo programa para renegociação de dívidas tributária

A Assembleia Legislativa aprovou o projeto que cria o programa “Acordo Gaúcho,” oferecendo condições facilitadas para regularização fiscal.

 

O Rio Grande do Sul está prestes a implementar uma medida para a renegociação de dívidas tributárias. O Projeto de Lei 547/2023, que institui o programa “Acordo Gaúcho,” foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado e agora segue para sanção e regulamentação pelo Poder Executivo. 

O programa de transação tributária oferece condições diferenciadas para empresas e pessoas físicas regularizarem suas dívidas com o Estado, incluindo descontos expressivos e prazos ampliados para pagamento. 

-Pequenas empresas e pessoas físicas poderão obter abatimentos de até 70% do valor total da dívida, com parcelamentos em até 145 meses.

-Grandes empresas terão descontos de até 65% e poderão parcelar em até 120 vezes.

-Para dívidas menores, como até R$ 25 mil de ICMS ou R$ 12 mil de outros tributos, os abatimentos chegam a 50%, com parcelamento em até 60 parcelas.

-O programa também permitirá a compensação de dívidas com créditos de precatórios e créditos acumulados ou de ressarcimento de ICMS, incluindo ICMS-ST, desde que devidamente homologados pela autoridade competente. 

Sandro Wainstein, advogado especializado em gestão de riscos e negociação, destacou a importância da medida para o cenário tributário e econômico do Estado. "O programa ‘Acordo Gaúcho’ representa um avanço significativo, ao oferecer mecanismos de regularização fiscal adaptados às diferentes capacidades econômicas dos contribuintes. É uma oportunidade única para pessoas físicas e jurídicas sanarem suas pendências e recuperarem sua saúde financeira, contribuindo para o fortalecimento econômico do Rio Grande do Sul." 

A adesão ao programa será disponibilizada aos contribuintes após sua regulamentação. 

 


Sandro Wainstein
www.wainstein.com.br


Vai se casar em 2025? Conheça os regimes matrimoniais

  

A comunhão parcial de bens é o regime mais comum no Brasil. Para outro modelo, é necessário um pacto antinupcial” 

 

O casamento civil oficializa a união de duas pessoas e define direitos e deveres sobre patrimônio de cada um. No Brasil, o Código Civil prevê diferentes regimes de bens para os casais. Para evitar surpresas após o casamento, é fundamental conhecer as características dos acordos matrimoniais. 

O professor de Direito Civil e Processual da Faculdade Una de Sete Lagoas, Carlos Eduardo Vieira Gonçalves explica que os principais regimes de bens são: comunhão parcial de bens, separação total, comunhão universal de bens e participação final nos aquestos. 

“A comunhão parcial de bens é regime padrão no Brasil. Então, desde que o casal decida adotar um modelo que seja diferente, é necessário que se faça o que se chama de pacto antinupcial. Um contrato que tem o objetivo de regular o regime de bens que será aplicado durante a união”, explica o professor de Direito. 

De acordo com o Código Civil, na comunhão parcial de bens, o que foi adquirido durante o casamento ou união estável é considerado comum para o casal, enquanto os bens que pertenciam a cada um antes da união e os bens recebidos por herança ou doação durante o casamento permanecem sendo de propriedade individual. 

Na separação total de bens, o patrimônio adquirido durante o casamento e antes dele, assim como os bens herdados e doados, pertencem unicamente a quem é o proprietário nominado. “Então, quem se casa no regime de separação total de bens são as pessoas que têm muito patrimônio, que desejam preservar o que possuem”, destaca Carlos Eduardo. 

O jurista ressalta a existência de dois tipos de separação total de bens. “Tem a separação voluntária, que reflete a escolha livre de ambos, e a legal, que é determinada por lei para pessoas com mais de 70 anos de idade”.

Quem já foi casado e ainda não concluiu a divisão dos bens deve escolher o regime de separação total de bens em um novo casamento. Essa obrigatoriedade visa evitar conflitos futuros e garantir a proteção do patrimônio individual de cada cônjuge. “A existência de filhos não interfere nessa regra, pois a decisão sobre o regime de bens é pessoal e muitas vezes está ligada à forma como cada um administra seus bens e negócios”, comenta o professor. 

“No entanto, se houver o falecimento e o regime for de separação total de bens, o cônjuge supeste, aquele que sobreviveu, vai ser herdeiro em relação aos bens que foram adquiridos durante o casamento. Se tiver filhos comuns, o cônjuge herda um percentual menor. Para o caso em que o cônjuge tenha filhos de outro relacionamento, a outra parte recebe um percentual maior”, detalha. 

No regime de comunhão universal de bens, o casal compartilha absolutamente todos os bens. “Isso inclui bens que receberam de doação, herança, prêmio de loteria, uma joia que eles acharam, o salário, o FGTS”, exemplifica o advogado, reforçando que tudo o que o casal tiver de patrimônio pertence aos dois. 

“Dessa forma, 50% é de “João” e 50% é de “Maria”, e o que acontece enquanto João e Maria forem vivos, os filhos não têm direito a nada. Não existe expectativa de direito hereditário”, pontua Carlos Eduardo, garantindo que os filhos só herdam quando o pai ou a mãe falecem. “Se João morre, o que acontece é que os 50 mil que eram dele passam a pertencer aos filhos de João, sejam eles filhos comuns ou não com Maria. Então, se João tem três filhos com Maria e dois de outro casamento, são cinco filhos, cada filho vai ter direito a 10 mil de reais e a Maria fica com os seus 50 mil”, detalha o professor de Direito. 

Já na participação final nos aquestos (bens adquiridos), o regime matrimonial combina a separação total de bens com a comunhão parcial de bens. “Nessa modalidade, cada cônjuge tem um patrimônio próprio, que é constituído pelos bens que já possuía antes do casamento. Caso ocorra o divórcio, os bens adquiridos durante o casamento com recursos de ambas as partes são divididos. A partilha se concentra nos bens adquiridos a título oneroso, ou seja, comprados” conclui o advogado. 


Férias silenciosas: profissionais conciliam trabalho remoto e viagens para explorar novos destinos

Apesar de controversa entre as empresas, a prática pode aumentar a produtividade e os resultados das equipes
 

Nem todo mundo pode ou consegue viajar com a família ou amigos nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, períodos tradicionais de férias. Por isso, muitos colaboradores têm aderido ao hush-cation, chamado no Brasil de “férias silenciosas” - dessa forma, o trabalhador continua executando sua função enquanto está aproveitando para conhecer um novo destino. Segundo levantamento da RVshare, 56% dos profissionais afirmam que é muito provável que façam esse tipo de viagem em algum momento. 36% da Geração X e dos millennials que trabalham remotamente já tinham esse plano em 2023. 

Apesar dos sistemas de trabalho remoto e híbrido permitirem aos funcionários trabalhar de qualquer lugar, desde que tenham conexão à internet, isso não costuma ser bem visto pelas empresas. Na contramão desse pensamento, Fabíola Cottet, sócia-diretora da MAVERICK 360, incentiva a prática na agência que há 11 anos adota o sistema remote first. “Viagens não são apenas uma forma de explorar lugares e conhecer novas culturas, mas também uma oportunidade de aumentar a criatividade e o foco. Quando saímos da rotina, conseguimos enxergar soluções inovadoras para os desafios diários”, afirma. 

A empresária é um exemplo vivo de como o modelo de trabalho remoto pode ser enriquecedor. Com 28 países já visitados, ela destaca como a flexibilidade proporciona uma rotina mais equilibrada. “O formato permite realizar diversas viagens e nós, como agência, também incentivamos esses momentos. Na nossa experiência, isso contribui para a produtividade, já que os profissionais têm maior autonomia para organizar suas demandas e prioridades”, finaliza. 

Se por um lado alguns empregadores têm receio de que os trabalhadores sejam menos produtivos ou diminuam a qualidade das suas entregas por estarem em um ambiente não convencional, em empresas como a MAVERICK 360 isso faz parte da cultura empresarial. “A liberdade geográfica é inegociável. A agência surgiu com esse objetivo, de não depender de um ambiente físico ou ter que ficar preso dentro de um escritório, e os resultados positivos mostram que isso funciona”, ressalta Rick Garcia, publicitário e sócio-fundador da MAVERICK 360. 

Esse conceito reflete no dia a dia da gerente de operações Guta Bolzan, que presta serviços há mais de cinco anos para a empresa. Ela conta que não existem regras ou impedimentos relacionados à localização dos profissionais e as viagens são, inclusive, incentivadas. “Estamos comprometidos com resultados, seguindo prazos e processos, mas o local em que estamos nunca foi uma questão. Afinal, basta uma conexão à internet para enviar as demandas de qualquer lugar do mundo”, explica.
  

Modelando pepinos para um futuro melhor

Já se dizia, tempos atrás, que “é cedo que se desentortam os pepinos”, quando o assunto era educar crianças. Uma alusão perfeita se pensarmos somente no pepino que cresce na terra e se desenvolve, mas quando o assunto é educação, “não formal”, aquela que vem de casa, os ditos populares precisam passar por reciclagens e atualizações.

A cultura oral já nos ensinou que o seio familiar é o nosso primeiro contato com ensinamentos, sendo na sala de casa, que a forja, dá a forma de como será o resto de nossas vidas. Como podemos perceber, educação e cultura são parceiros e transversais, conversam o tempo todo e nos mostram que não há polaridades entre educar e aculturar, pois aprendemos de forma igual, fora dos bancos escolares e levaremos por onde formos.

Diferentemente de Jean Piaget, Maria Montessori, Auguste Comte, que pensaram educação, o produtor rural que faz o ciclo do pepino completo para poder chegar à mesa, pensou na cultura do plantio. Porém, estão falando transversalmente, em educação e cultura como subsídios para a sobrevivência humana. Colocando dessa forma, a pergunta que não cala e reaparece junto com as COPs (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) é: ainda dá tempo de salvar a humanidade?

Sabemos que o modelo econômico e energético que escolhemos é o causador de toda essa destruição, mas nos tornamos reféns e dificilmente conseguiremos avançar na discussão, pois, para piorar, são eles que bancam qualquer tipo de reação contrária aos modelos expostos. Em outras palavras, “deixam chorar, mas não deixarão cantar”. 

Na COP24, como nas anteriores, não enfatizaram a importância que a educação e a cultura têm no papel de formadores de cidadãos conscientes ambientalmente. Neste contexto, a família educadora é quem vai dar os primeiros passos nesta formação ambiental e preservacionista. É ela que dará exemplos, contando e lendo histórias, tratando bem a fauna e a flora, cuidando dos resíduos, implantando suas culturas, sejam quais forem, de forma sustentável e as repassando de forma clara para serem perenes.

 


Don Policarpo - geógrafo, professor e consultor em meio ambiente com pós-graduação em História da África. Escritor, com mais de 20 títulos, publicou “A Árvore dos alados” livro infantojuvenil sobre preservação da natureza.


Celulares já estão proibidos nas escolas de São Paulo: ‘cases’ individuais surgem como solução

Novos cases da Zippy garantem privacidade,
conformidade com a lei e tranquilidade para estudantes,
 professores, escolas e famílias
(Foto: Divulgação)
Lei entrou em vigor nesta semana em todo o estado e instituições de ensino precisam se adequar; projeto de âmbito nacional está em sanção presidencial

 

O uso de celulares nas instituições de ensino do Estado de São Paulo, tanto públicas quanto privadas, está proibido a partir desta semana. Nesse contexto, surge a necessidade urgente de entender como essa teoria se traduzirá na prática. As escolas e os governos que aderirem à nova legislação terão um curto período de férias para se adequar às novas diretrizes. A discussão é complexa, uma vez que os smartphones são propriedade privada, o que levanta questões sobre a possibilidade de serem retirados dos alunos sem o devido consentimento. 

Em resposta a essa nova realidade, a Zippy, uma startup de tecnologia focada no desenvolvimento de produtos para o setor educacional, lançou uma solução inovadora: uma “capinha” individual que garante 100% de conformidade com a nova lei. Esses cases de Neoprene são projetados para acomodar aparelhos de qualquer tamanho, marca ou modelo, e permanecem lacrados por magnetizadores de tecnologia importada durante todo o horário letivo, evitando que os alunos tenham acesso aos dispositivos, inclusive a notificações. 

É um produto simples, universal e prático, fácil de usar para qualquer faixa etária e em qualquer escola do Brasil. Trata-se de uma solução permanente que permite à escola implementar uma política de controle sem se responsabilizar pelos dispositivos, o que também minimiza possíveis conflitos entre estudantes, responsáveis e professores”, explica João Pismel, sócio da Zippy. “Com uma política institucional clara, a fiscalização deixa de ser uma tarefa dos professores, que não têm essa função como parte de suas atribuições, beneficiando todas as partes envolvidas”, acrescenta. 

O Projeto de Lei nº 537/2023, aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) em 5 de dezembro de 2023, foi sancionado pelo Governador Tarcísio de Freitas (PL) duas semanas depois, em 19 de dezembro. Os novos cases já estão sendo distribuídos em colégios da capital. “Estamos concentrando nossos esforços na rede privada para apresentar e consolidar a eficácia do nosso produto. Após estabelecermos parcerias com essas instituições, estaremos prontos para expandir nossa atuação na rede pública, garantindo que todas as escolas possam se beneficiar de uma solução inovadora e confiável para o cumprimento da nova legislação”, revela Pismel. 

A nova normativa, regulamentada pela Lei nº 17.600, está sendo implementada gradualmente nas unidades de ensino e tem como objetivos principais: 1) minimizar distrações e melhorar o foco e o desempenho dos alunos nas atividades pedagógicas, já que o uso dos aparelhos será restrito durante o horário letivo, exceto em situações específicas autorizadas por professores ou pela direção; 2) combater o bullying virtual e reforçar a educação digital; 3) reduzir o uso inadequado dos dispositivos para entretenimento; e 4) fomentar a interação social no ambiente escolar. 

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha em outubro deste ano revelou que 65% dos pais, mães e responsáveis por adolescentes entre 12 e 18 anos apoiam o banimento do uso de celulares nas escolas. Além disso, 62% dos entrevistados se mostraram contrários ao uso de smartphones e celulares, mesmo durante os intervalos. 

“Cada unidade de ensino pode decidir se as capinhas ficam com os alunos ou se permanecem na escola, distribuindo os desacopladores em pontos estratégicos. Os estudantes chegam ao colégio, colocam seus celulares na capinha, trancam e, ao final do dia, realizam a desmagnetização. Oferecemos garantia e manutenção, e os magnetizadores são entregues proporcionalmente ao número de usuários”, detalha Pismel. 

“Dessa forma, as escolas não assumem o risco de armazenar os celulares, evitando perdas e danos, e conseguem demonstrar ao governo e aos órgãos fiscalizadores uma política ativa de implementação da lei”, conclui.

 

Lei nacional

Agora, tal proposta pode se tornar uma lei federal. Aprovado pela Câmara dos Deputados em 27 de setembro e pelo Senado em 18 de dezembro do ano passado, o projeto de lei nº 2.308/2023 estabelece regras para o uso de celulares nas escolas de todo o Brasil, preconizando os mesmos escopos estabelecidos em São Paulo. O texto deve ser sancionado em breve pela Presidência da República e entrar em vigor ainda em 2025.

Confira 7 tendências em IA e automação para 2025, na visão da UiPath


Banco de imagens  
A IA Agentic será capaz de planejar e direcionar
os recursos e ferramentas necessários para responder
 a comandos em linguagem natural

Crescimento da Agentic AI, redefinição de modelos de trabalho, expansão do uso e regulamentação da IA estão entre as tendências mapeadas pela empresa

 

A GenAI criou as bases para um novo salto no uso da Inteligência Artificial: a Agentic AI. Esta é a primeira tendência que a UiPath, (NYSE: PATH), empresa líder em automação comercial e software de IA, mapeou para 2025. A partir disso, outros seis foram destacados no white paper desenvolvido pela empresa com base em insights extraídos de sua base de mais de 10 mil clientes, sua comunidade global de desenvolvedores, parceiros de mercado, cientistas de IA, consultorias, entre outras fontes.

De acordo com Edgar Garcia, vice-presidente da UiPath para a América Latina, "não há dúvida de que a IA agentic está chegando com força total, levando o uso da IA a outro nível. O Gartner1 já classificou a Agentic AI como uma das 25 principais tendências tecnológicas para 2025, e o IDC2 destacou que os investimentos globais na tecnologia atingirão a marca de US$ 400 milhões ainda este ano. “A expectativa é que a categoria cresça 10 vezes até 2028", destaca o executivo.

Com a expansão da Agentic AI, uma revisão significativa dos modelos de trabalho atuais e uma escalada da regulamentação da IA também estão entre as previsões da empresa. Confira o que esperar do uso da IA pelas empresas neste ano:

 

1: Expansão da Agentic AI: categoria deve crescer 10 vezes até 2028

A GenAI já é conhecida por todos nós. Ela lançou as bases para um novo salto na IA aplicada que transformará profundamente as empresas e a maneira como trabalhamos: a Agentic AI.

A Agentic AI é um tipo de inteligência artificial que permite que os agentes de software planejem, tomem decisões e se adaptem de forma autônoma e em tempo real. Esses agentes orientados para a ação, ou, mais simplesmente, trabalhadores virtuais, são construídos sobre GenAI e grandes modelos de linguagem (LLMs) - mas com novos poderes para planejar e agir por meio de um conjunto de grandes modelos de ação (LAMs) e outras IAs avançadas.

Eles serão capazes de planejar e direcionar os recursos e ferramentas necessários para responder a comandos de linguagem natural e gatilhos de eventos, raciocinar por meio de processos complexos, realizar uma série de ações para atingir um objetivo e aprender e melhorar continuamente.

Entre os benefícios desses novos agentes de trabalho está a oportunidade de redesenhar os processos de negócios, alcançando maior velocidade, eficiência e precisão. De acordo com o Gartner3, até 2028 os agentes devem tomar 15% de todas as decisões necessárias de forma autônoma. Em outras palavras, humanos e agentes virtuais trabalharão cada vez mais lado a lado.

 

2: Orquestração: a Agentic AI precisará de um ecossistema de agentes para atingir seu potencial máximo de forma estruturada

Sem infraestrutura de suporte, orquestração e controles, a Agentic AI não será capaz de escalar com eficiência. As empresas precisarão de infraestruturas dinâmicas e integradas. A tecnologia deve permitir que uma infinidade de agentes trabalhe com eficiência em cenários tecnológicos fragmentados e operações altamente complexas. Ele deve permitir a colaboração entre agentes, robôs e pessoas, ao mesmo tempo em que oferece controle, visibilidade e governança ativa.

O ecossistema completo para automação de agentes corporativos ainda não foi totalmente consolidado, mas deve se consolidar até 2025. As empresas de tecnologia de IA, incluindo a UiPath, estão investindo no desenvolvimento de plataformas de automação de agentes de nível empresarial.

A orquestração é fundamental para garantir o uso máximo da Agentic AI, pois coordena as tarefas do agente, gerencia fluxos de trabalho e otimiza as operações na complexa colcha de retalhos de tecnologias, sistemas e aplicativos corporativos.

 

  1. A Agentic AI será aplicada a oportunidades de automação de longo prazo e em diferentes tipos de setores.

De acordo com Garcia, "a Agentic AI aplicada à automação – que estamos chamando de automação de agentes – trará possibilidades de uso para diversas áreas, incluindo casos de uso mais complexos, que historicamente têm sido difíceis de gerenciar em termos de custo e tempo".

Na previsão da UiPath, alguns exemplos estariam no atendimento ao cliente, com aumento de produtividade nos call centers, a possibilidade de ações de vendas e marketing hiperpersonalizadas, pois são baseadas em dados em tempo real, contexto, modelos preditivos, entre outras ferramentas, desenvolvimento de software, pesquisa científica, entre muitas outras possibilidades.

  1. Compartilhamento de tarefas com a máquina: começa a grande realocação de trabalho.

O "futuro do trabalho" chegou. Com as possibilidades que a Agentic AI trará, as empresas terão que redesenhar seus modelos de trabalho e realocar seus profissionais. Será necessário redefinir papéis, retreinar pessoas e redistribuir tarefas e processos entre trabalhadores virtuais e humanos.

A McKinsey prevê que, até 2030, 30% de todas as horas de trabalho serão realizadas por máquinas e não por pessoas. Isso exigirá que os recursos humanos treinem e aprimorem milhares de funcionários no uso de novas ferramentas de IA e na parceria eficaz com os agentes.

 

  1. A IA integrada permitirá que empresas desiludidas com a Inteligência Artificial vejam seu potencial novamente. As empresas de tecnologia já estão colhendo os frutos da IA e espera-se que isso cresça ainda mais em 2025.

Vale a pena notar que, embora os líderes sêniores em todo o mundo estejam investindo milhões de dólares em IA, cerca de metade dos protótipos de IA chegam à produção. Isso pode até desencorajar alguns setores, mas não o de software.

A Gartner projeta que, até 2026, mais de 80% dos fornecedores de software corporativo terão incorporado IA em seus produtos – em comparação com apenas 1% em 2023.

Os copilotos estão em praticamente todos os principais fornecedores de software corporativo, incluindo Google, GitHub, SAP, Salesforce, Microsoft e outros. "Na UiPath, temos o UiPath Autopilot, que, assim como os demais copilotos, já está gerando valor", destaca Garcia.

A empresa prevê, para o próximo ano, um aumento de treinamentos, monitoramento e incentivos para a adoção de copilotos entre os usuários finais.

 

  1. Novas técnicas e ferramentas estão surgindo para ajudar a resolver o dilema do big data

Dados desorganizados e dispersos criam dificuldades na construção e dimensionamento de modelos de IA. Em uma pesquisa recente com executivos de IA, 36% disseram que tiveram dificuldade em obter bons dados de treinamento para seus modelos e 39% disseram que garantir a segurança e a privacidade dos dados era um grande desafio.

Felizmente, estão surgindo novas técnicas e ferramentas que aproveitam o GenAI, grandes modelos de linguagem (LLMs) e outros avanços recentes na ciência da IA para fornecer soluções novas e melhores para o dilema dos dados. Os principais são: gráficos de conhecimento, geração aumentada de recuperação (RAG), GraphRAG e LLMs internos/privados.

 

  1. Regulamentação crescente do uso de IA

A escalada da regulação será uma resposta ao rápido crescimento da IA, que já está moldando a economia global e afetando diversas áreas, como saúde, educação, trabalho e segurança, na visão da empresa.

Esses regulamentos visam evitar riscos como discriminação algorítmica, violação de privacidade, uso indevido de dados e aumento da desigualdade. Além disso, há um esforço para estabelecer diretrizes sobre a responsabilidade das empresas que desenvolvem e usam IA, promovendo transparência e prestação de contas.

"A Agentic AI é a 'próxima onda' da IA. Sabemos que seu uso se expandirá rapidamente à medida que as empresas entenderem seu potencial para diferentes setores da economia. Também acreditamos no aumento da regulamentação, pois é essencial que a tecnologia cresça de forma ética e transparente e desenvolvemos nossas soluções com base nessas diretrizes. Por fim, as empresas devem começar a repensar seus modelos de trabalho, capacitando suas equipes para trabalhar em sinergia com a IA", finaliza Garcia.

Para baixar o White Paper completo, clique aqui.


Sobre a UiPath

UiPath (NYSE: PATH) tem a missão de aprimorar a geração de valor para que mais pessoas possam trabalhar de forma mais criativa, colaborativa e estratégica. A UiPath Business Automation Platform, com a tecnologia de IA, combina a solução líder de automação robótica de processos (RPA), com um conjunto completo de recursos para entender, automatizar e operar processos de ponta a ponta, oferecendo uma relação exclusiva de criação de valor. Para organizações que precisam evoluir para sobreviver e prosperar em tempos de grandes mudanças, a UiPath é The Foundation of Innovation™. 

 

  

Referências: 

1Gartner®*, “Gartner Top 10 Strategic Technology Trends for 2025,” outubro de 2024

2 IDC, “Worldwide Intelligent Process Automation Software Forecast, 2024-2028,” agosto de 2024.

3National CIO Review, “LIVE from Gartner IT Symposium: The Rise of Agentic AI,” outubro de 2024

4McKinsey & Company, “The economic potential of generative AI: The next productivity frontier,” junho de 2023

5Gartner®*, “Emerging Tech Impact Radar: Artificial Intelligence,” janeiro de 2024.

6 LXT, “The Path to AI Maturity 2024 - An Executive Survey,” março de 2024.

 

Crise climática e saúde: o papel da ONA nas ações para ajudar a reduzir os impactos no seto

Setor de saúde é responsável pela emissão de cerca de 5% de CO2 no mundo, ONA destaca que acreditação contribui para a redução da pegada do carbono ao estabelecer padrões de qualidade e segurança nas instituições

 

A gravidade da crise climática causada por catástrofes ambientais cada vez mais constantes tem despertado uma preocupação em escala mundial. As emergências do clima não causam apenas impactos sociais e econômicos, mas afetam diretamente a saúde da população. E quando se fala em saúde, atualmente, o setor tem uma contribuição significativa na pegada do carbono. Segundo a ONG Health Care Without Harm, organização não governamental que trabalha para transformar os cuidados de saúde em todo o mundo para reduzir sua pegada ambiental, a área de saúde é responsável por 4,4% das emissões de gases do efeito estufa no mundo.


As estatísticas também mostram que a pegada climática global de saúde é equivalente às emissões anuais de gases de efeito estufa de 514 usinas movidas a carvão e comparam que se o setor de saúde fosse um país, seria o quinto maior emissor do planeta. Ainda de acordo com o relatório da ONG internacional, 71% das emissões de saúde são atribuídas à cadeia de suprimentos, como produção, transporte e descarte de bens e serviços.


A preocupação com o assunto não deve ser vista apenas como um alerta, mas como um chamado à ação. É o que propõem os padrões e boas práticas ESG - Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e de Governança).


Neste contexto, a Organização Nacional de Acreditação (ONA) e outras entidades similares vêm desempenhando um papel importante na promoção da sustentabilidade no setor da saúde através de novas certificações que incentivem práticas ambientalmente sustentáveis nas instituições. A organização destaca que a acreditação pode contribuir para a redução de emissões de gases do efeito estufa, ao incentivar a otimização dos processos assistenciais e a redução da variabilidade clínica. “Ao estabelecer padrões de qualidade e segurança, a acreditação promove a eficiência operacional, o que pode levar à redução do tempo de internação e da realização de exames desnecessários”, explica, a gerente geral de operações da ONA, Gilvane Lolato.


Ela destaca ainda, que a organização tem trabalhado constantemente e incluído critérios ambientais nos padrões de acreditação, através da revisão dos padrões, como gestão de resíduos, consumo de energia e água, e emissões de gases do efeito estufa, dentre outros. A parceria com outras entidades e organizações, como Ministério do Meio Ambiente e associações médicas, para desenvolver ferramentas e recursos que auxiliem as instituições de saúde a implementarem práticas sustentáveis, também tem sido feita. “A ONA também tem investido na promoção de eventos e treinamentos, como workshops e cursos para capacitar profissionais da saúde sobre a importância da sustentabilidade e as melhores práticas para reduzir o impacto ambiental”, acrescenta.


Gestão de dados e redução de desperdícios – A organização vê um papel fundamental para a gestão de dados e a redução de desperdícios na construção de um futuro mais sustentável para a saúde, uma vez que a gestão de dados e a redução de desperdícios são fundamentais para a criação de sistemas de saúde mais resilientes e ambientalmente responsáveis.


“Através da análise de dados, é possível identificar oportunidades de melhoria e implementar ações mais eficazes para reduzir o impacto ambiental. A redução de desperdícios, por sua vez, contribui para a otimização dos recursos e a redução de custos, além de diminuir a geração de resíduos”, explica Gilvane.


Sustentabilidade na saúde foi destaque na Conferência da ISQua em Instambul: Um documento publicado em 2024, durante a Convenção Anual da ISQua, destaca a importância da sustentabilidade e serve de orientação para as associações acreditadas. De acordo com a gerente, se trata de um documento, elaborado pela ISQua em conjunto com o Centro de Sustentabilidade de Genebra e que contou com a participação da ONA.


O documento traz uma reflexão sobre a urgência dos sistemas de saúde resilientes em toda a questão de mudança do clima. “Foram discutidos alguns pontos como os caminhos práticos para que as associações possam estruturar e colocar, em prática, ações para tentar reduzir o impacto ambiental. Também detalha o papel da acreditação e o quanto ela pode ajudar na condução da reorganização interna com ações assertivas. Entre outros pontos principais, comenta ainda educação e defesa das partes sustentáveis “, explicou.


Atualização do Manual Brasileiro de Acreditação ONA


O primeiro Manual Brasileiro de Acreditação da ONA foi lançado em 2001. O documento deve ser atualizado a cada quatro anos, por meio de levantamentos que servem como parâmetro para a organização avaliar se os requisitos e padrões exigidos estão claros para as instituições. Além disso, essas revisões permitem identificar melhorias que podem ser implementadas para auxiliá-las em seu trabalho.


A atualização está em processo de revisão e será apresentada na versão 2026 do manual. Esse trabalho foi baseado em um levantamento realizado a partir da versão de 2022, que incluiu mais de três mil avaliações realizadas entre janeiro de 2022 e junho de 2024. A iniciativa contou com a participação das 1.400 organizações acreditadas até aquele período. Durante a pesquisa, aspectos como sustentabilidade, impacto ambiental e mudanças climáticas ganharam destaque no levantamento, incluindo os seguintes pontos:


-Diretrizes:  refletem o padrão de quanto cada organização de saúde consegue estruturar uma ação com responsabilidade ambiental, focada no impacto que gera. Este tópico também destacou a questão da produção de resíduos e política reversa.


- Contingências: representam o quanto as organizações de saúde conseguem executar os planos e preparar as pessoas para os impactos ambientais. Neste tópico, outros dados que também dizem respeito a geração de resíduos, ciclo de vida, descarte e reutilização de equipamentos foram avaliados.


- Social: (impacto ambiental e responsabilidade social): foram inclusos tópicos como, diversidade e inclusão, direitos humanos, saúde e bem-estar. Já no quesito ambiental: redução e pegada de carbono, redução de reciclagem de resíduos, avaliação de impacto ambiental, entre outros.


Gilvane destacou que após o levantamento elaborado para a revisão do manual três iniciativas já foram adotadas pela ONA com relação ao tema mudança de clima na saúde e estão em fase de implementação juntamente com a revisão, são eles:


- Reforço da Governança, Social Ambiental e Pessoas na Seção da liderança dos manuais ONA;


- Promoção de encontros para apresentação de ações e boas práticas entre clientes e acreditados ONA;


- Recomendação e publicação de recomendações e referência externas a respeito do assunto.

 

Desafios e soluções na implantação dos padrões de sustentabilidade - A ONA ressalta que a adoção de padrões de sustentabilidade no setor de saúde enfrenta diversos desafios. Entre eles, destaca-se o custo de implementação de medidas sustentáveis, que pode demandar investimentos iniciais significativos, representando um obstáculo para muitas instituições. “A complexidade do setor também é um ponto crítico, já que a área da saúde é altamente diversificada e heterogênea, dificultando a definição de padrões universais. Além disso, a falta de conhecimento é uma barreira importante, pois muitos profissionais de saúde ainda não estão familiarizados com questões ambientais e práticas recomendadas para reduzir o impacto ambiental das instituições", complementa Gilvane.


Entre os exemplos de medidas a serem adotadas a ONA sugere:


- Gestão de resíduos: Implementação de programas de coleta seletiva, redução da geração de resíduos e tratamento adequado dos resíduos perigosos.


- Consumo de energia: Utilização de fontes de energia renovável, otimização do consumo de energia em edifícios e equipamentos, e implementação de sistemas de gestão da energia.


- Consumo de água: Redução do consumo de água através de medidas como a reutilização da água e a instalação de sistemas de irrigação eficientes.


- Aquisição sustentável: Priorização de produtos e serviços com menor impacto ambiental na cadeia de suprimentos.

- Mobilidade sustentável: Incentivo ao uso de transportes públicos e não motorizados pelos colaboradores e pacientes.

 

Cenário de acreditação no Brasil - Das mais de 380 mil organizações de saúde instaladas no País, segundo CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), 1932 são acreditadas. Deste total, a ONA é responsável por 72,1% no mercado de acreditação, o que corresponde a mais de 1.500 organizações de saúde acreditadas, dos quais 422 são hospitais. Deste montante, 0,45% das instituições de saúde estão certificadas no Brasil. Considerando que 68,4% (917) são de gestão privada; 22,2% (298) são de gestão pública; 8,3% (111) de gestão filantrópica e 0,1% (gestão militar). 


Atualmente, 61% das instituições acreditadas pela ONA estão concentradas na região Sudeste. O Sul é responsável por 12,7%; Nordeste 12,1%; Centro-Oeste, 11,4% e Norte por 2,8%. www.ona.org.br

 

Implosão, a técnica que dá lugar às transformações

 Eficiência e precisão marcam trajetória da metodologia no Brasil


A prática de implosões começou a ganhar destaque mundial no começo do século XX, à medida que a tecnologia evoluiu e viabilizou a demolição precisa de grandes estruturas e edificações. No Brasil, a história é marcada por pioneirismo e transformações urbanas significativas. O primeiro caso da América Latina ocorreu no edifício de 30 andares Mendes Caldeira em 1975, na Praça da Sé, em São Paulo, que completará 50 anos em 2025. O acontecimento marcou o início de um método revolucionário que combina eficiência, segurança e economia.
 

Optar por uma implosão requer um estudo que envolve o tamanho da área, a vocação da estrutura e os prazos. Quando sua possibilidade é comprovada, o processo é composto por outras etapas complexas e rigorosas, que vão desde o planejamento ao isolamento e comunicação com a população. Além disso, o dimensionamento das cargas explosivas, os temporizadores, as vistorias cautelares e o envelopamento com telas, uma estratégia que impede que destroços se espalhem, são regidos por protocolos de confiabilidade. Essas fases, que demoravam meses e até mesmo anos para serem concluídas, evoluíram a ponto de serem executadas em semanas.

A aplicação é mais competitiva do que outros métodos, como a demolição manual, por questões relacionadas a custos e preservação, reduzindo o tempo de exposição a riscos. “Especialistas em explosivos são decisivos, pois entendem perfeitamente as reações químicas. Nós, engenheiros civis, somos indispensáveis quando o assunto é conhecer a estrutura e definir quais os melhores pontos para colocar o explosivo”, afirma o engenheiro Roberto Racanicchi, coordenador adjunto do Colégio de Instituições de Ensino Superior de São Paulo (CIES-SP).

Um exemplo emblemático que aconteceu em São Paulo foi o Complexo Penitenciário do Carandiru, no dia 8 de dezembro de 2002. Para implodir três pavilhões (de números seis, oito e nove), foram utilizadas cargas controladas, cuidadosamente distribuídas em pilares e vigas, programadas para detonar em até sete segundos com sequências milimetricamente calculadas. O prédio foi envolvido com telas e a área foi completamente evacuada e cercada. A operação contou com o apoio da Polícia Militar, Defesa Civil e equipes de emergência, que garantiram a segurança do local.


As unidades dois e cinco foram demolidas três anos depois, em julho de 2005. O espaço, antes marcado por tragédias e um massacre, deu lugar ao Parque da Juventude, com ambientes esportivos, uma biblioteca e uma Escola Técnica Estadual (ETEC), resgatando o valor social e urbanístico da região. Responsável por esse acontecimento, o engenheiro Manoel Jorge Diniz Dias, conhecido como Manezinho da Implosão, já liderou mais de 200 desmantelamentos estruturais ao longo da sua carreira. “Herdei o legado do engenheiro Hugo Takahashi, pioneiro da técnica no Brasil”, conta. 

Hugo Takahashi era engenheiro civil e ficou popularmente conhecido como o ‘pai das implosões’ no país, devido ao seu pioneirismo. Com décadas de experiência, coordenou e executou obras de demolições controladas de grande porte, combinando alta precisão e cautela.

Em muitos casos a implosão é inviável, como aconteceu com um prédio localizado na 25 de Março, onde ocorreu um incêndio em 2022. Devido a sua densidade, edificações próximas e subsolo perto do rio, a colisão no solo seria grande e impactaria a fundação de toda a vizinhança.

“Essa avaliação do entorno é fundamental. Para essa situação, a escolha ideal seria a demolição parcial, retirando partes da estrutura por vez, mas esse procedimento demoraria meses”, afirma Racanicchi. A técnica é aplicada em sustentações maiores e que estão em colapso, evitando casas residenciais e construções mais antigas, por exemplo. “É fundamental conhecer todos os detalhes da planta, o que nem sempre é possível em obras realizadas há muitos anos. Sem esse mapeamento, é impossível sua efetivação”, completa.

Hoje, prestes a completar 50 anos de operação no país, a implosão é cercada de protocolos rigorosos que garantem a proteção das operações, sempre em parceria com órgãos públicos competentes, como a Defesa Civil e as prefeituras. “Expor pessoas a riscos por meses é algo evitável quando se opta pela implosão, que é mais rápida, precisa e econômica”, finaliza Dias.



Crea-SP

 

Nova abordagem de estudos transforma o aprendizado e o bem-estar de alunos em 2025 Especialista em matemática apresenta estratégias inovadoras de alto desempenho para impulsionar o entendimento e preservar a saúde mental dos estudantes

  

Com a chegada de 2025, surge a oportunidade de já começar a repensar nas estratégias de aprendizado e adotar hábitos que impulsionem o desempenho escolar. Neste cenário, o conceito de estudo de alto desempenho ganha destaque ao propor métodos que integram neurociência e técnicas de organização pessoal, promovendo uma rotina mais produtiva e equilibrada para estudantes de todas as idades. 

Esse modelo não trata apenas de estudar mais, mas de estudar melhor. Ao considerar aspectos como planejamento, foco e aplicação prática do conhecimento, é possível transformar o aprendizado em um processo eficiente e prazeroso. Além disso, o desenvolvimento dessas habilidades impacta diretamente no bem-estar mental dos alunos, uma preocupação crescente no contexto educacional contemporâneo. 

De acordo com a professora Letícia Sakaguti, especialista em ensino de alto desempenho em matemática, um dos pilares dessa abordagem é o entendimento das mudanças comportamentais como escolhas conscientes. “O estudo de alto desempenho utiliza técnicas de programação neurolinguística e neurociência para que os alunos compreendam o porquê de agir de forma diferente. Isso torna a mudança uma decisão e não uma obrigação”, explica. 

Para Letícia, o primeiro passo é revisar a rotina e garantir que aspectos básicos, como alimentação, hidratação, sono e atividades físicas, estejam em ordem. Em seguida, é essencial planejar o tempo de estudo, respeitando as três etapas do aprendizado: contato, degustação e prática. “A escola é o local de contato com o conteúdo, mas o verdadeiro aprendizado acontece ao longo dessas três fases. Por isso, é importante dedicar um tempo extra para a prática fora da sala de aula”, reforça. 

Outro ponto crucial é a constância. Letícia compara o processo de aprendizado à rotina de atividades físicas. “Com um pouquinho todo dia, o cérebro se acostuma com a prática e entende o volume de informações que deve passar da memória de curto prazo para a de longo prazo. A chave é manter a regularidade”, destaca. 

A especialista também ressalta a importância da matemática no desenvolvimento de habilidades como raciocínio lógico e pensamento crítico, que são aplicáveis em diversas áreas do conhecimento. “A matemática ajuda a associar as peças do quebra-cabeça da vida, tornando o aprendizado mais dinâmico e relevante”, diz. Apesar da crescente integração da tecnologia na educação, ela reforça a importância da prática escrita. “Escrever à mão cria conexões neurais fortes e contribui para a autonomia do aluno”, afirma. 

Ao final, Letícia deixa um recado: “Comecem logo novos hábitos. Quanto mais cedo aprenderem a se organizar e maximizar seus potenciais, melhor serão os resultados. Mais importante ainda é preservar a saúde mental em um mundo tão acelerado. Treinar a mente para prevenir problemas é uma das melhores escolhas que podemos fazer por nós mesmos”. 

 

Letícia Mayumi Justus Sakaguti - conhecida como Professora Letícia, tem 34 anos e é uma profissional com ampla formação acadêmica e experiência no ensino. Ela é pós-graduanda em Neuropsicopedagogia pelo Grupo Educacional Censupeg e Coach Criacional pelo Instituto Gerônimo Theml. Além disso, possui formação como Practitioner em Programação Neurolinguística pela Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística e graduação em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal de Ouro Preto. Atualmente, Letícia leciona Matemática para os Ensinos Fundamental I e Médio, aplicando seus conhecimentos em Neuropsicopedagogia e Programação Neurolinguística para desenvolver métodos de ensino inovadores e eficazes.


Ouro: vale a pena investir no metal em 2025?

 Rodrigo Azevedo, economista e sócio-fundador da GT Capital, explica sobre as melhores formas de se investir no metal

 

Com recordes de valor alcançados em 2024, o ouro segue sendo um dos ativos mais tradicionais e atrativos do mercado financeiro para 2025, ainda mais em um cenário conturbado no Brasil em que os investidores buscam segurança devido às preocupações com o cenário fiscal. O metal teve uma valorização de quase 50% nos últimos 12 meses, batendo recorde de US$ 2.690 a onça-troy, medida que corresponde a 31,1 gramas. 

Segundo Rodrigo Azevedo, economista, planejador financeiro e sócio-fundador da GT Capital, o contexto global para esse ano favorece o ouro. “Embora o metal tenha registrado recordes em 2024, a perspectiva de taxas de juros mais baixas ao redor do mundo e a manutenção de riscos geopolíticos mantêm o ouro como um ativo estratégico para investidores”, explica. Azevedo também destaca a busca por diversificação cambial como um fator relevante. “O interesse crescente dos bancos centrais em reduzir a dependência do dólar também está sustentando a demanda pelo metal”, acrescenta.
 

O que analisar antes de investir? 

Para os investidores pessoa física, investir em ouro exige planejamento e conhecimento das diversas modalidades. O economista orienta que é essencial entender qual forma de investimento se alinha melhor ao perfil de risco e aos objetivos financeiros do investidor. Ele também alerta para a importância do horizonte de investimento. “O ouro é mais eficiente no longo prazo, funcionando como um ativo de proteção em momentos de alta volatilidade nos mercados”, afirma. 

Apesar dos custos e da falta de rendimentos regulares como juros ou dividendos, o ouro se consolida como uma alternativa segura para diversificar o portfólio. “A relevância do ouro como proteção é indiscutível. Ele é um ativo que responde bem em cenários de crise ou aumento de tensão geopolítica”, conclui Azevedo. 

Assim, para quem busca diversificação, proteção e estabilidade, o ouro segue sendo um investimento interessante em 2025.

 

Como investir em ouro? 

Há diversas formas de investir no metal, desde as mais acessíveis até aquelas voltadas para investidores mais experientes. 

De acordo com Azevedo, a mais fácil e acessível é através de fundos de investimentos, ETFs e BDRs, o que pode ser feito por meio de bancos e escritórios de assessoria de investimento. “O custo é a taxa de administração no caso dos fundos e a corretagem na compra e venda dos ETFs ou BDRs”, diz. Azevedo explica que a compra de contratos futuros também está disponível nessas instituições. Neste caso, com cobrança de corretagem, emolumentos e custódia. 

“Não é tão comum, mas também é possível comprar ouro físico através de bancos e empresas especializadas. Neste caso, é cobrado um spread do preço do ouro negociado no mercado”, explica.


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