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segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

IOF em Compras no Exterior com Cartão de Crédito É Reduzido para 3,38% a Partir


O ano começa com boas notícias para viajantes internacionais. A partir de amanhã, 2 de janeiro de 2025, a alíquota do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) aplicada a compras realizadas no exterior com cartão de crédito será reduzida para 3,38%, como parte de um plano do governo brasileiro que prevê a extinção total do imposto até 2028.

Essa mudança, que impacta positivamente o bolso dos consumidores, é uma das exigências para que o Brasil se torne membro pleno da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A seguir, entenda o contexto dessa decisão e os impactos para viajantes e empresas.

 

O Contexto da Redução do IOF

O IOF é um imposto federal aplicado em diversas operações financeiras, como crédito, câmbio, seguros e investimentos. No caso de compras internacionais com cartão de crédito, a alíquota até pouco tempo atrás era de 6,38%, tornando essa forma de pagamento uma das menos atrativas para viajantes.

Com o objetivo de aderir à OCDE, o governo brasileiro deu início a um plano de redução gradual da alíquota de IOF em operações cambiais, que culminará em sua eliminação completa até 2028. Essa medida faz parte do Código de Liberalização de Capitais, uma exigência da organização para que o Brasil possa se integrar ao grupo de 38 países-membros.

A OCDE é responsável por promover políticas públicas que impulsionem prosperidade econômica, igualdade e bem-estar social, e representa mais de 60% do PIB mundial.

 

Cronograma de Redução do IOF

O plano de redução do IOF em compras internacionais com cartão de crédito segue o seguinte cronograma:

  • 2023: Alíquota reduzida para 5,38%.
  • 2024: Redução para 4,38%.
  • 2025: Redução para 3,38% (vigente a partir de 2 de janeiro).
  • 2026: Redução para 2,38%.
  • 2027: Redução para 1,38%.
  • 2028: Eliminação completa da taxa, com alíquota zerada.

Essa mudança beneficia diretamente consumidores que utilizam o cartão de crédito em viagens, tornando-o uma opção mais competitiva em relação a outros métodos de pagamento, como dinheiro em espécie e cartões pré-pagos, que possuem taxas administrativas.

 

Impactos para Consumidores e Empresas

A redução do IOF é especialmente relevante para viajantes corporativos, que frequentemente utilizam o cartão de crédito em transações no exterior. A seguir, destacamos alguns dos principais impactos:

  1. Menor custo nas compras internacionais: Com a alíquota reduzida para 3,38%, o uso do cartão de crédito se torna mais econômico.
  2. Maior praticidade e segurança: A redução incentiva o uso do cartão em vez de dinheiro em espécie, que pode ser arriscado em viagens.
  3. Controle financeiro mais eficaz: Com a possibilidade de registrar todas as despesas na fatura do cartão, viajantes e empresas podem gerenciar melhor seus gastos.

Para as empresas que realizam viagens corporativas, essa redução também traz vantagens:

  • Redução de custos operacionais em despesas no exterior.
  • Maior flexibilidade no uso do cartão para pagamentos e reservas internacionais.
  • Facilitação na gestão de despesas de viagem dos colaboradores.

 

O Papel da R3 Viagens no Novo Cenário

Com as mudanças no IOF, a R3 Viagens, uma das principais agências de viagens corporativas em São Paulo, se posiciona como parceira estratégica para empresas que buscam otimizar suas despesas de viagem e aproveitar as vantagens dessa redução.

"Estamos atentos às mudanças no setor e prontos para ajudar nossos clientes a navegarem por esse novo cenário. A redução do IOF é uma oportunidade para reavaliar estratégias de pagamento e gerenciamento de viagens internacionais, e a R3 Viagens está aqui para oferecer as melhores soluções", afirma o gestor de viagens da R3.

A agência oferece suporte completo para empresas, desde o planejamento financeiro até a gestão das viagens, garantindo que os clientes aproveitem as melhores condições do mercado.

 

Dicas para Economizar nas Próximas Viagens

Com o IOF reduzido, o uso do cartão de crédito em viagens internacionais se torna mais vantajoso. Veja algumas dicas da R3 Viagens para aproveitar ao máximo:

  1. Combine métodos de pagamento: Leve parte do dinheiro em espécie para pequenas despesas e use o cartão para compras maiores.
  2. Fique de olho no câmbio: Mesmo com o IOF reduzido, as taxas de conversão podem variar. Planeje suas compras em momentos de câmbio mais favorável.
  3. Aproveite programas de fidelidade: Muitos cartões oferecem acúmulo de milhas, que podem ser convertidas em viagens futuras.
  4. Conte com especialistas: Empresas podem contar com a R3 Viagens para criar estratégias de economia em viagens corporativas.

 

O Que a Redução do IOF Significa Para o Futuro

A redução do IOF é um passo importante para integrar o Brasil à economia global. À medida que o imposto for eliminado até 2028, o uso de cartões de crédito em viagens internacionais deve se popularizar, impulsionando transações globais e facilitando os deslocamentos de profissionais e turistas. 



R3 Viagens
www.r3viagens.com.br


A eterna busca pela produtividade


Está aí uma dor crônica de 10 entre 10 empresas que eu trabalho: a busca pela tal produtividade. Mas sinto que, na verdade, o mercado vê muito mais esse tema como uma palavra-chave do mundo corporativo do que de fato como um problema transversal à nossa sociedade. E se a gente quiser resolver, vai precisar aprofundar e entender de onde vem a raiz da falta de produtividade do Brasil e do brasileiro.

Segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a produtividade da indústria brasileira acumulou queda de 1,2% entre 2013 e 2023. E continua caindo – 1,4% no primeiro trimestre e 0,3% no segundo trimestre deste ano.

O envelhecimento da sociedade brasileira e a redução da parcela economicamente ativa exigirão do país mais recursos para garantir saúde, moradia, enfim, sustento com qualidade de vida para essa população. Em poucas palavras, a única forma de fechar a conta e preservar o crescimento do PIB é com aumento da produtividade.

Usando como comparativo: nos Estados Unidos, o índice de produtividade é de 2% e o número se mantém há 100 anos. Óbvio que eles vivem seus problemas na política, no aumento da desigualdade e outros; mas, lá, tem uma coisa que funciona melhor: a educação. Já no Brasil, conforme o Instituto Brasileiro de Economia (FGV/IBRE), o índice brasileiro é em média de 0,3% ao ano, medido entre 1981 e 2019.

Assim como nos Estados Unidos, na Coreia do Sul o investimento em educação é alto. Até meados dos anos 1970, o país tinha a mesma produtividade que o Brasil. Hoje, graças a um novo modelo educacional, o índice de lá é três vezes maior que o daqui.

Não que os números brasileiros não sejam otimistas.

Segundo o Ministério da Educação, com base no Censo de Educação Superior, 2023 teve 9,9 milhões de alunos matriculados, o maior registrado em nove anos.

Isso representou um crescimento de 5,6% em relação a 2022. Mas, se aprofundarmos a leitura, o ranking de competitividade de 64 países – avalia economia, eficiência do governo, negócios, infraestrutura etc. – da escola suíça IMD, coloca o Brasil na posição 61. Educação e qualidade precisam caminhar juntas e, infelizmente, sabemos que a qualidade da nossa educação é deficitária.

Atualmente, os profissionais estão aquém das habilidades necessárias para a transformação da economia, da cultura, para desenvolver e aderir às novas formas de trabalho, como a digitalização e o fomento da IA. As empresas já entenderam que isso gera escassez de talentos e, consequentemente, uma grande dificuldade em contratar pessoas que realmente estejam prontas para o mercado.

Cada vez mais, as empresas vão se tornar empresas-escola. E quando eu digo empresa escola é quebrar as barreiras organizacionais e promover a educação para seus colaboradores, mas também para seus consumidores e fornecedores.

Grandes empresas como Google e Amazon declaram que a eficiência operacional se deve ao investimento em educação corporativa. A IBM assumiu o compromisso de treinar 30 milhões de pessoas com foco em IA. Até aqui, já treinou globalmente 11,5 mi. Seu objetivo maior é fomentar a inovação e garantir vantagem competitiva. Por aqui, o caminho para a consolidação da empresa escola vai se pavimentando. No levantamento do Linkedin, 80% das “25 Melhores Empresas Para Carreira no Brasil”, de 2024, investem em educação para seus colaboradores. Em pesquisa da HR First Class desse ano, 73% dos entrevistados afirmam que a educação corporativa beneficia todo o ecossistema das empresas, e 95% acreditam nela como o melhor instrumento para alinhar os colaboradores à cultura da empresa e reter talentos – aposta que também é feita pela Deloitte, com seus programas de desenvolvimento.

Voltando um pouco ao exemplo norte americano, um profissional lá consegue produzir até cinco vezes mais do que o brasileiro. Ele não trabalha menos, mas em quantidade de horas compatível. Claro que também recebe capacitação, tem mais acesso a recursos tecnológicos e atua sob práticas gerenciais avançadas.

Em países produtivos, as empresas ineficientes não conseguem sobreviver, são engolidas pelo mercado. Mas, que tipo de produtividade almejamos?

Há um ano, pelo menos, começamos a falar sobre a produtividade tóxica – aquela que queremos a qualquer custo – e o quanto isso impacta negativamente na saúde mental das pessoas. E que, além de tudo, não é sustentável, tem vida curta. Não é por aí. Trabalhar mais não significa trabalhar melhor.

Com mais de 15 anos de experiência em educação corporativa junto a grandes organizações, acredito que a virada de chave vai ocorrer na mudança de lentes para o trabalho, encarando como algo completamente diferente do que fizemos até hoje.

A gente vai ter que reinventar as formas de trabalhar, se desenvolver, se capacitar, reaprender, desaprender muita coisa pra reaprender de novo. Temos a inteligência artificial, tecnologias e metodologias ágeis, a própria inovação, o design, enfim, instrumentos e recursos que nos ajudarão nessa transformação, auxiliando a encarar os desafios e as pautas diárias – não trabalhando mais, mas trabalhando melhor. E tudo isso passa pela educação com qualidade, seja a básica, seja a formação e o aperfeiçoamento dos profissionais.

E é aí que entra talvez o grande pulo do gato das empresas que queiram enfrentar com profundidade o problema da produtividade. Mas se enganaram os responsáveis ​​por RH que isso se resolve com um treinamento (barato e rápido, e que normalmente vem de alguma escola executiva que encara a educação como uma promoção na Black Friday). Estamos falando de qualidade e consistência. É entender essa questão como algo sistêmico e profundo e continuar a jornada dos colaboradores com foco no desenvolvimento.

Gosto muito da futurista Amy Webb. No South by Southwest 2024, ela nos classificou como GEN T (transitional generation ou uma geração de transição). Hoje, prefiro essa ideia do que focar apenas nas gerações X, Y e Z. É bater na mesma tecla, literalmente.

Prefiro nos ver como uma única geração e, juntos, encontrar a melhor forma de trabalhar; reinventar o trabalho para que ele, de fato, seja consistente para nosso desenvolvimento e crescimento enquanto nação. E as empresas terão um papel quase que social de entregar a educação para a sociedade.

É um pouco sobre todos nós.


Mariana Achutti - fundadora e CEO da newnew e uma das principais referências em educação corporativa no Brasil. Também fundou a Sputnik e foi sócia da Perestroika. Em sua jornada de mais de 15 anos, contribuiu para transformar o universo corporativo através da educação criativa e disruptiva em empresas como Google, Facebook, Globo, O Boticário, Ambev, entre outras. Mari é selo Top Voices no LinkedIn e se destaca nos principais veículos de mídia do país discutindo temas como empreendedorismo, novas lideranças e maternidade.



40% dos brasileiros começam 2025 endividados, revela pesquisa

55% da população quer economizar ao máximo em meio a desafios financeiros

Bem estar segue como prioridade com 76% dos brasileiros no foco da saúde  física e mental

Enquanto brasileiros seguem otimistas para suas vidas pessoais, o pessimismo reina nas expectativas para o país

 

O brasileiro encara 2025 com uma mistura de resiliência e preocupação. De acordo com uma pesquisa inédita da Hibou, realizada com 1.506 pessoas de todo o país, 40% começam o ano endividados, mas a palavra "esperança" lidera as expectativas, refletindo o desejo de renovação. 43% afirmam que gastarão menos neste ano do que em 2024, 26% vão gastar a mesma coisa que ano passado, e uma minoria corajosa diz que vai gastar mais em 2025 (11%). 

Paralelamente, 76% colocam o cuidado com a saúde no topo de suas metas, evidenciando uma busca crescente por equilíbrio físico, mental e emocional.

“O ano de 2024 foi marcado por exaustão e superação. Agora, o brasileiro mostra que está determinado a recomeçar, priorizando a saúde e o autocuidado enquanto tenta equilibrar o orçamento. É uma demonstração clara de resiliência em meio às adversidades,” analisa Ligia Mello, CEO da Hibou e coordenadora da pesquisa.


2024: um ano de dificuldades e lições para o futuro

Descrito de maneira espontânea como "difícil" por 11,6% dos entrevistados, o ano de 2024 foi também um período de aprendizado. Palavras como "gratidão" (8,4%) e "desafiador" (7,8%) complementam a narrativa de um ano que testou os limites emocionais e financeiros, mas que deixou lições valiosas. O contraste entre dificuldade e superação reflete a capacidade do brasileiro de transformar adversidades em força para enfrentar o futuro.


Saúde é o grande foco de 2025

O cuidado com a saúde, tanto física quanto mental, emerge como prioridade absoluta para 76% dos brasileiros, um dado que mostra o impacto de anos desafiadores e a necessidade de equilíbrio. 46% desejam ler mais e 32% querem tirar férias,  revelando mais necessidade de autocuidado e priorização da vida pessoal. Para muitos, 2025 será um ano de reconexão com os entes queridos: 38% desejam passar mais tempo com a família, reforçando a importância das relações humanas no processo de recuperação emocional. Além disso, 35% planejam viajar pelo Brasil, evidenciando a busca por momentos de lazer e descontração, mesmo em um cenário financeiro apertado.


Dilema financeiro do novo ano

Embora 55% dos brasileiros afirmem que vão economizar ao máximo em 2025, o endividamento persiste como um obstáculo significativo. Cerca de 40% começam o ano com dívidas, sendo que destes, 27% estão devendo valores superiores a R$15.000,00. Além disso, 22% acumulam dívidas entre R$5.000,00 e R$10.000,00.Esses números mostram que, embora a intenção de economizar seja evidente, a realidade financeira continua desafiadora para uma parcela considerável da população. Como resposta, 46% pretendem adotar uma postura mais estratégica, priorizando promoções para compras conscientes, em um esforço para equilibrar o orçamento sem abrir mão de necessidades básicas e bem-estar.

“A pesquisa nos mostra que, mesmo diante de adversidades, o brasileiro não perde a capacidade de lutar por um futuro melhor. A priorização da saúde, do autocuidado e do equilíbrio financeiro é um reflexo de um povo resiliente, que transforma dificuldades em combustível para seguir adiante. Entramos em 2025 com um misto de esperança e pragmatismo, mas com o olhar sempre voltado para dias melhores,” conclui Ligia.


Lazer e viagens: momentos essenciais em tempos incertos

Independente da situação financeira, 46% dos brasileiros pretendem viajar em 2025. Esse grupo define o ato de viajar com as palavras “vida” (13%) e “liberdade” (9,7%). Ainda dos 46% que querem viajar, o exterior é a escolha para 46%, seguido de resorts all-inclusive com 40% de preferência, além de cidades históricas (40%) e até praia deserta (37%). A maioria, 52%,  pretende viajar com o(a) companheiro(a) e 35% com toda a família. 


Expectativas para o Brasil: ceticismo em relação ao cenário coletivo

Enquanto os brasileiros demonstram otimismo em relação às suas metas pessoais, as perspectivas para o país são mais sombrias. 60% acreditam que a economia vai piorar em 2025, enquanto 48% esperam uma deterioração da segurança e 38% temem desafios crescentes na saúde pública. O emprego vai piorar também na visão de 37% dos brasileiros. Esses números refletem um ceticismo coletivo, evidenciando a desconfiança em relação às condições estruturais do país, mesmo que o otimismo pessoal permaneça intacto.

 

Hibou


Projeto de Lei que limita o uso de celular nas escolas, aprovado pelo Senado, prioriza a qualidade do ensi

Para a psicopedagoga e escritora Paula Furtado, com um propósito educativo, é possível que as redes de ensino criem momentos de interação pessoal, leitura e escrita manual

 

A partir de 2025 haverá mudanças significativas no ambiente escolar no que diz respeito ao uso de tecnologia, pois, no final do ano passado, o Senado aprovou o projeto que restringe a utilização de celulares nas instituições públicas e privadas de Ensino Infantil e Médio do País, inclusive em todo o espaço educacional, desde a sala de aula até recreios, intervalos e atividades extracurriculares. Também em dezembro de 2024, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, já havia sancionado o Projeto de Lei com tal objetivo por meio da Assembleia Legislativa (Alesp).

Com isso, fica vedado o acesso a dispositivos eletrônicos conectados à internet pelos estudantes, exceto em casos de necessidade pedagógica ou para apoio a alunos com deficiência. Antes de virar lei, o texto precisará da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao determinar que escolas e secretarias de educação criem protocolos específicos para o armazenamento seguro dos aparelhos durante o período escolar, a lei também evita o uso inadequado dos celulares, sem comprometer a segurança dos equipamentos dos alunos.


Melhorar o aprendizado e a convivência entre os alunos

Segundo a psicopedagoga e escritora Paula Furtado, a iniciativa visa melhorar a atenção e a interação social das crianças, e promover um ambiente mais saudável e produtivo. “Considero que a recente sanção da Lei é uma medida inicial necessária para enfrentar os desafios educacionais contemporâneos. O uso excessivo de dispositivos móveis em sala de aula tem demonstrado prejudicar a concentração, a socialização e o desempenho acadêmico dos estudantes”, reforça Paula.

Sem o uso da tecnologia é possível que as redes de ensino criem momentos de interação pessoal, leitura e escrita manual. Até então, durante os intervalos, era comum ver crianças isoladas em seus celulares, muitas vezes em grupos, mas cada uma imersa em seu próprio mundo virtual, o que reduz a interação entre elas. “Criar espaços sem tecnologia pode ajudar a fomentar conexões mais significativas e contribuir, também, para a socialização e saúde mental da turma”, pontua a profissional.


Adaptação

Com essa atual mudança, a comunicação entre a unidade de ensino e os pais é necessária para que sejam informados sobre as decisões tomadas e possam reforçar, em casa, a importância do uso consciente dos dispositivos. “É fundamental que escolas, famílias, educadores e alunos se unam para conscientizar sobre o uso saudável e funcional do celular, assegurando que essa ferramenta seja utilizada de maneira construtiva no processo educativo”, explica Paula.

 


Paula Furtado - pedagoga, formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com especialização em Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia, Educação Especial, Arte de Contar Histórias e Arteterapia pelo Instituto Sedes Sapientiae e Leitura e Escrita, também pela PUC-SP. A profissional já trabalhou como professora de Educação Infantil e Ensino Fundamental na rede particular de ensino, e já atuou como assessora pedagógica em escolas públicas e particulares. Paula Furtado atende crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizado. Nesta área da educação, a pedagoga ministra cursos para formação de educadores nas instituições de ensino pública e particular e realiza palestras para pais sobre a importância de contar histórias. Como autora, Paula completa seu trabalho escrevendo diversos livros infantojuvenis (100 obras até o momento) e, dentro de suas atuações de jornada literária, também foi coordenadora e supervisora psicopedagógica em diversas publicações infantis (Contos de fadas, Lendas e Folclore) com Girassol Brasil e Mauricio de Sousa. A autora conclui suas atividades escrevendo para diferentes revistas de educação sobre temas pedagógicos, além de trabalhar na criação e patente de Jogos Pedagógicos como: Desafio, Detetive de Palavras, De Olho na Ortografia, dentre outros.
@paulafurtadopf


BOLETIM DAS RODOVIAS

 Início de tarde com lentidão na Ayrton Senna/Carvalho Pinto 


A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo no início da tarde desta segunda-feira (6). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 - Na rodovia Anchieta (SP-150), o tráfego é normal nos dois sentidos. Na Rodovia dos Imigrantes (SP-160), o tráfego é lento no sentido capital do km 58 ao km 48, no sentido litoral o tráfego é normal. 

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330), apresenta tráfego normal nos dois sentidos. Na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), sentido capital, há congestionamento do km 15 ao km 13+360, no sentido interior o tráfego é lento do km 69 ao km 70.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

O corredor apresenta lentidão do km 21 ao km 18 no sentido capital, no sentido interior o tráfego é normal.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Programa de Concessão atendeu mais de 1,5 milhão de motoristas em 2024

Divulgação: Entrevias
Serviço gratuito oferecido aos usuários das rodovias concedidas de São Paulo, representa cerca de três assistências por minuto durante o ano passado

 

As rodovias de São Paulo reguladas pela  ARTESP – Agência de Transporte do Estado de São Paulo - foram responsáveis por 1,58 milhão de atendimentos em 2024. As concessionárias oferecem serviços de segurança e conforto aos usuários, como socorro mecânico, guincho, atendimento médico, além de informações sobre a rodovia e banheiros nos Postos SAU – Serviço de Atendimento ao Usuário.  

Ao longo dos 11 mil quilômetros de rodovias concedidas pelo Estado de São Paulo, as equipes estão prontas para atender desde acidentes até partos na rodovia. Ocorrências com animais, objetos nas pistas e maus súbitos são parte na rotina dos socorristas. Durante todo o ano de 2024, foram registrados em média 216 atendimentos pré-hospitalares (APH) diários, somando 79.338 no total. Além disso, foram registrados 369.670 serviços de guincho, 391.824 socorros mecânicos e 2.636 apreensões de animais.  

Para solicitar atendimento, o usuário deve realizar contato por meio do telefone 0800 ou aplicativo da concessionária responsável pela rodovia ou usar o totem digital para teleatendimento disponível nos postos do Serviço de Atendimento aos Usuários (SAU). Todo o atendimento é monitorado pelo Centro de Controle Operacional (CCO) da concessionária e integrado 24h por dia ao Centro de Controle de Informações (CCI) da ARTESP.

 

Exemplos de serviços oferecidos:

·         Socorro mecânico;

·         Atendimento Pré-Hospitalar;

·         Guincho;

·         Atendimento médico;

·         Apreensão de animais;

·          Informações sobre a rodovia.


10 tendências para guiar estratégias de CX em 2025

NICE apresenta as principais novidades para o setor de atendimento ao cliente


O Customer Experience (CX) segue em transformação acelerada, impulsionado pelas novas tecnologias, especialmente pela inteligência artificial (IA). Essa evolução exige foco e visão por parte das empresas para que suas operações de atendimento a clientes se mantenham na liderança, tanto na percepção do mercado quanto em resultados reais de negócios.

Pensando nesse cenário, a NICE, empresa líder em soluções de software para a experiência do cliente e Inteligência Artificial, oferece insights essenciais para guiar a estratégia de CX das empresas em 2025.  Confira as 10 principais tendências que moldarão o futuro das interações com os clientes, na visão da NICE:

  1. CX não é apenas parte do negócio – é o próprio negócio: o sucesso do negócio está diretamente ligado à qualidade da experiência do cliente. Empresas que lideram em CX superam seus concorrentes no desempenho financeiro. Elevar o CX a uma prioridade dos seus executivos e alinhar todas as áreas nesse objetivo é requisito para aumento da fidelização e da participação de mercado.
  2. A IA vai afetar 100% das funções relacionadas a CX até 2026: a IA está revolucionando o CX ao capacitar funcionários comcopilotos” de IA que ampliam suas habilidades e eficiência operacional para proporcionar uma experiência de cliente mais eficaz.
  3. Estratégia proativa será dominante: o engajamento proativo está se tornando essencial para CX. As empresas estão utilizando análises preditivas para antecipar as necessidades dos clientes, garantindo uma experiência mais fluida e melhorando a eficiência operacional.
  4. A distância entre líderes e retardatários de CX está crescendo: organizações que conseguem atender de forma consistente as expectativas dos clientes estão ampliando sua liderança. Melhorar o sentimento do cliente antes, durante e depois de cada interação é essencial para garantir lealdade e uma experiência positiva.
  5. Convergência entre gestão do conhecimento e gestão de IA: a integração de IA com bases de conhecimento vetorizadas está resolvendo o problema de "alucinações" de IA, garantindo interações mais precisas e confiáveis com os clientes.
  6. Ascensão dos assistentes virtuais autônomos: agentes de IA autônomos estão redefinindo o trabalho em CX. Essas ferramentas são capazes de realizar tarefas complexas de forma independente, colaborando com humanos para otimizar operações e aumentar a eficiência.
  7. CX bem-sucedida é digital-first, mas não somente digital: embora a digitalização seja fundamental, o toque humano continua sendo indispensável em situações complexas. A integração entre atendimento por bots e por humanos oferece uma experiência completa e personalizada.
  8. O valor da IA será medido em resultados, não promessas: empresas visionárias já estão obtendo retornos tangíveis com a IA em CX. Iniciar com projetos de IA de baixo risco e alto impacto, como a automatização de resumos das interações, pode pavimentar o caminho para maiores ganhos.
  9. PMEs prosperam com a convergência de UCaaS e CCaaS: pequenas e médias empresas estão se beneficiando da integração de soluções de comunicação e atendimento ao cliente em uma única plataforma, reduzindo custos e melhorando a eficiência operacional.
  10. Novos KPIs de CX centrados em IA surgirão em 2025: com a IA assumindo um papel central em CX, novos indicadores de desempenho focados na eficácia da IA, como taxas de resolução assistida por IA e satisfação do cliente com interações automatizadas, se tornarão essenciais. Empresas devem adotar a observabilidade da IA para medir o ROI de forma eficiente.

Essas tendências mostram a necessidade de as empresas adaptarem suas estratégias de CX para aproveitar o potencial completo das tecnologias e garantir as melhores experiências para seus clientes. "Alinhar as iniciativas de CX às necessidades em constante evolução dos consumidores é a chave para garantir que sua empresa não apenas acompanhe o ritmo do mercado, mas lidere o caminho na entrega de experiências excepcionais", finaliza Luiz Camargo, vice-presidente da NICE para a América Latina.
Para mais informações, acesse: https://get.nice.com/Forrester-2025-Trends-PT.


 NICE

Live-commerce: como elevar as vendas no Brasil?

Comprar online já virou algo rotineiro para muitas pessoas. Mas, e se você pudesse adquirir os produtos desejados enquanto assiste a uma live da empresa que gosta ou, até mesmo, através de influenciadores que segue? Essa é a proposta do live-commerce, estratégia de vendas que está bombando em outros países e que já está sendo positivamente explorada por grandes marcas daqui – com potencial enorme de ser ainda mais investida nas empresas nacionais para ampliar seu alcance no mercado e, com isso, potencializar seus lucros.

A aderência à essa estratégia vem sendo significativamente melhorada ao longo dos últimos anos ao redor do mundo. Na China, como exemplo, dados divulgados no Relatório de Desenvolvimento de Alta Qualidade da Indústria de Comércio Eletrônico com Transmissão ao Vivo mostrou que a taxa de penetração desse tipo de comércio eletrônico cresceu de 4,9% para 37,8% entre 2019 e 2023, atingindo cerca de 597 milhões de usuários apenas no ano passado.

Essa popularidade foi rapidamente percebida por outras nações, inclusive no Brasil. Neste ano, muitas marcas aproveitaram para testar essa estratégia de união das lives com as vendas online na Black Friday, obtendo faturamentos enormes que chamaram a atenção do mercado para as possibilidades e oportunidades que o live-commerce pode trazer para seus negócios.

Afinal, além do fato de muitos brasileiros terem o hábito de comprar, frequentemente, de forma online, favorecidos, ainda, pelo crescimento das redes sociais, presenciamos, ainda, uma popularidade das lives no país nos últimos anos – principalmente, em decorrência da pandemia, onde, por estarmos dentro de casa, as operações digitais acabaram se tornando a única forma de muitas empresas continuarem abertas à distância.

Os influenciadores também ganharam destaque nesse sentido, formando parcerias com determinadas marcas a fim de fomentar a divulgação de seus produtos à sua rede fiel de seguidores. Ao se tornarem porta-vozes, repassam a seus fãs credibilidade e segurança na divulgação destes itens, engajando cada vez mais pessoas a adquirirem estes produtos.

Cronologicamente, essa estratégia de vendas em uma transmissão ao vivo não é uma novidade no mercado, visto que muitas emissoras, antigamente, já faziam isso através de discursos de escassez de seus itens, visando gerar o senso de urgência de compra pelos consumidores. O que está ganhando tanta repercussão atualmente com o live-commerce é o fato de possibilitarem, com o apoio das redes sociais, influenciadores e ferramentas tecnológicas, uma maior interatividade e personalização de seus produtos.

Nestas lives, as empresas podem tornar a relação com seu público-alvo mais dinâmica e menos engessada do que se tem com o e-commerce tradicional. Aproveitar o acompanhamento em tempo de real de seus clientes para interagir através de perguntas e respostas, realizar ofertas exclusivas para quem estiver assistindo, fazer enquetes, sorteios, e muitas outras atividades que engajem, atraiam e retenham cada vez mais pessoas.

Muitas emissoras nacionais também estão explorando este esquema em seus programas, visando atingir um público pouco aderente às redes sociais e que também tenham interesse em determinados produtos. Uma estratégia bastante inteligente em termos de vendas, aumentando a capilaridade de alcance para além do digital.

O mercado de live-commerce tem muito ainda o que expandir, tendo espaço suficiente para que as empresas inovem, sejam criativas e fomentem seu nome frente aos concorrentes. Mas, assim como todo comércio, os mesmos desafios em termos de atendimento se mantêm, o que ressalta a importância de cuidarem de toda a logística de comunicação com seu público antes, durante a transmissão, e no pós-venda.

Por mais que as redes sociais sejam um palco bastante atrativo para isso, há, ainda, um amplo bastidor por trás suportando este processo – o qual deve ser composto por estratégias omnichannel que unam canais digitais robustos complementando a jornada dos clientes, de forma que possam escolher onde e como se comunicar com suas marcas.

Com uma base bem estruturada de consumidores, existem muitos canais de comunicação que podem ser explorados para divulgar a realização destas lives, anunciar os produtos que serão promovidos e, após a transmissão, continuar o atendimento aos clientes com a mesma interação e personalização, e suportá-los com qualquer demanda que tenham posteriormente.

Um grande recurso que temos hoje no mercado, nesse sentido, é o RCS, sistema de mensageria do Google que possibilita o envio de textos, imagens, gifs, e um carrossel completo nas mensagens, asseguradas por um selo de autenticação da empresa verificado pela própria multinacional.

Muito ainda pode ser explorado pelas empresas com o live-commerce, já se mostrando como uma tendência capaz de elevar bastante as vendas corporativas e o engajamento com seu público. Resultados, estes, que serão apenas conquistados com os cuidados destacados acima, de forma que os usuários tenham todo o suporte necessário para conduzir e interagir sua jornada de compras em canais que tenham afinidade, criando experiências e relacionamentos marcantes entre as partes.

 

Thiago Gomes - Diretor de Customer Success e Produtos na Pontaltech.

Pontaltech


O Direito Imobiliário e o processo de regularização de um imóvel

O proprietário que está bem informado evita muitos problemas no futuro e, além disso, proporciona a tranquilidade jurídica de saber que seu patrimônio está, de fato, sob sua proteção.


Este dificilmente aparece nas listas de promessas de novo ano, porém como advogado atuante na área de direito imobiliário, frequentemente me deparo com histórias de pessoas que, por desconhecimento ou descuido, vivem anos com imóveis em situação irregular. São situações que, embora pareçam inofensivas à primeira vista, podem se tornar grandes dores de cabeça no futuro – especialmente em momentos como venda, inventário ou obtenção de crédito.

Quero compartilhar com você algumas reflexões importantes sobre esse tema e por que regularizar o seu imóvel pode ser uma das decisões mais acertadas para proteger seu patrimônio.

Um dos casos mais recorrentes que atendo envolve o famoso "contrato de gaveta". Imagine o seguinte: você comprou um imóvel de forma legítima, assinou um contrato de compra e venda com o antigo proprietário, mas nunca formalizou essa transação no cartório. Para muitos, isso é suficiente, pois o imóvel já é usado e considerado "seu". Porém, no mundo jurídico, a história é bem diferente.

Sem o devido registro no cartório, aquele imóvel, aos olhos da lei, continua pertencendo ao antigo proprietário. Isso significa que, se houver dívidas em nome dele, o imóvel pode ser penhorado. Além disso, em caso de falecimento, o bem pode ser incluído em um inventário do qual você sequer faz parte. É um risco desnecessário que pode ser evitado com a regularização.

O processo de regularização começa com um diagnóstico detalhado da situação do imóvel. Isso envolve consultar a matrícula no cartório de registro, reunir documentos como escritura pública e verificar se há débitos, como IPTU atrasado ou taxas municipais. Cada caso é único, mas há etapas comuns que podem ser seguidas:

  1. Consulta de Documentação: Verifique a situação do imóvel no cartório e na prefeitura. Isso revelará a existência de pendências, como falta de escritura ou débitos fiscais.
  2. Quitar Débitos: Caso existam dívidas, é preciso regularizá-las antes de prosseguir. Muitos municípios oferecem condições especiais no fim do ano, com descontos ou parcelamentos.
  3. Formalização Jurídica: Para quem só possui um contrato de compra e venda, é essencial lavrar uma escritura pública em cartório e, em seguida, registrar o imóvel no seu nome ou ainda se valer de outras possibilidades como a Ação de Usucapião para ter o imóvel em seu nome.
  4. Atualização de Construções: Reformas ou ampliações não informadas podem gerar problemas. Nesse caso, será necessário contratar um engenheiro ou arquiteto para atualizar a planta e regularizar a construção.

A regularização não é apenas uma questão de formalidade; é um investimento na segurança do seu patrimônio. Um imóvel devidamente registrado tem maior valor de mercado e pode ser facilmente vendido, financiado ou utilizado como garantia em negociações. Além disso, elimina riscos jurídicos, como disputas em heranças ou bloqueios judiciais.

Há também o lado prático. Muitos municípios oferecem programas de anistia fiscal no final do ano, permitindo que proprietários regularizem débitos e obtenham descontos significativos. É uma oportunidade única para resolver pendências de forma econômica.

Certa vez, atendi um cliente que herdou um imóvel de um parente próximo, mas descobriu que ele nunca havia sido registrado. Para completar, o imóvel possuía uma dívida de IPTU acumulada por anos. O processo de regularização acabou sendo mais longo e custoso do que o necessário, justamente porque a situação foi negligenciada por décadas. Se a documentação estivesse em dia, o cliente poderia ter economizado tempo, dinheiro e, principalmente, evitado o estresse e vendido na hora. Esse caso é um alerta para quem ainda adia a regularização do seu imóvel.

Regularizar um imóvel pode parecer burocrático, mas é um passo essencial para proteger o que você conquistou. Como advogado, vejo diariamente a diferença que isso faz na vida dos meus clientes. Um imóvel regularizado é um patrimônio seguro, valorizado e livre de incertezas jurídicas.

Se você tem dúvidas sobre a situação do seu imóvel ou precisa de orientação sobre como começar esse processo, procure um profissional especializado. Estar bem informado e agir agora pode evitar muitos problemas no futuro – e te trazer a tranquilidade de saber que seu patrimônio está, de fato, sob sua proteção.

 

Aleksander Szpunar - atua na área de Regularização de Imóveis e Ações de Usucapião; preside a Comissão de Direito Imobiliário da OAB Águas de Lindóia; e é membro do Instituto Brasileiro de Direito Imobiliário (IBRADIM).

 

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