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terça-feira, 15 de outubro de 2024

Professor e Criança, conexão fundamental para a transformação social

Ao fazer uma singela homenagem à sua querida tia Ninfa, que também foi sua primeira professora, João Teodoro, presidente do Sistema Cofeci-Creci, valoriza esta importante profissão!


Margarina não é marca, é produto. Em 1869, na França de Napoleão III (1808 a 1873), houve uma crise alimentícia. A manteiga, que era muito consumida, tornou-se escassa. O governo desafiou os cientistas a encontrarem para ela um substituto. O químico Hipóllyte Mergé-Mouriès misturou sebo de boi, úbere de vaca e leite. A mistura (hoje feita à base de óleos vegetais) resultou saborosa e se tornou popular. O nome é de origem grega: margaron (brancura perolizada). O novo produto ganhou sua primeira fábrica na Holanda, no ano de 1871. 

No meu tempo de criança, na então insipiente, hoje magnífica cidade de Maringá, no Estado do Paraná, pelo menos no meio social em que eu vivia, não se cogitava em jardim de infância ou pré-escola. Aos sete anos, entrávamos diretamente no primeiro ano do ensino básico. Foi assim que aconteceu comigo. Minha primeira professora era também minha tia por afinidade, casada com meu tio Joaquim, irmão de minha mãe. Descendente de espanhóis, o nome dela chamava atenção de todos: Teóphila Ninpha. Ficou conhecida como Dona Ninfa. 

A tia Ninfa, de saudosa memória, era uma pessoa maravilhosa. Tinha o coração bem maior do que seu físico podia suportar. Era amorosa, carinhosa, sábia, dedicada e honesta. Com ela se compatibilizavam todos os bons adjetivos que pudermos imaginar, inclusive o de bonita. Ela era linda, de corpo e alma! Porém era muito rigorosa com seus próprios conceitos. Um dia, no final do meu primeiro ano de estudos, ela decidiu testar minha capacidade de leitura. Mas, ao invés de um livro, ela pôs em minha frente um pote de Margarina. 

Pois bem! Minha tia me desafiou a ler em voz alta o nome do produto. Mas ao invés de ler com fluência eu li: mar-ga-rida. Ou seja, gaguejando, li as duas primeiras sílabas e completei as outras duas por dedução do nome próprio “Margarida”. Ferrei-me! Na correta concepção da tia Ninfa, eu não sabia ler fluentemente e não podia ascender ao segundo ano, no qual, em tese, todos teriam de saber ler e interpretar textos curtos. Confesso que fiquei chateado, e preocupado. Como explicar aos meus pais que eu não passaria de ano?! 

No entanto, minha tia estava certa! Hoje, eu considero que, se não fosse aquela sua atitude enérgica, eu não teria conseguido ser quem eu sou. Obrigado tia Ninfa! Neste mês (outubro) comemoramos duas datas importantes: dia 12 é o dia da criança, pilar básico de toda sociedade. Dia 15 é o dia do professor, responsável pela formação de nossa personalidade. O Brasil, com toda a sua rica diversidade cultural e histórica, enfrenta um desafio crucial: a crise na educação, que só poderá ser elidida pela ação enérgica e comprometida de nossos mestres. 

Bons professores podem fomentar o amor pelo aprender, despertar a curiosidade e estimular o pensamento crítico. Além de transmitir conhecimentos, eles podem desenvolver a autoestima e a autonomia dos alunos. Ademais, podem influenciar significativamente na formação da personalidade, transmitindo valores como respeito, ética e cidadania. A educação de qualidade e desideologizada é direito de todos e dever do Estado. Então, homenageemos os professores e todas as crianças na certeza de que, juntos, construiremos um Brasil melhor! 

João Teodoro da Silva - iniciou a carreira de corretor de imóveis em 1972. Empresário no mercado da construção civil, graduado em Direito e Ciências Matemáticas. Foi presidente do Creci-PR por três mandatos consecutivos, do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Paraná de 1984 a 1986, diretor da Federação do Comércio do Paraná e é presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis desde 2000.



Sistema Cofeci-Creci
site do Cofeci


Me Too Brasil divulga nota de alerta sobre a violência política de gênero na eleições

A organização que defende vítimas de violência sexual manifestou apoio às candidatas vítimas de abuso, ataques verbais, morais, físicos e psicológicos no 1º turno, e criticou o perigo do apagamento dos casos de violência cometidos por candidatos homens

 

O Me Too Brasil divulgou uma nota pública manifestando solidariedade e apoio às candidatas que sofreram violência política de gênero no primeiro turno das eleições municipais de 2024. O documento destaca o caso de Lili Rodrigues, candidata a vice-prefeita de Porto Velho (Psol/RO), que denunciou ter sido estuprada após uma reunião política. Segundo a organização brasileira, este episódio representa uma das mais brutais denúncias de violência contra mulheres no atual pleito. 

A organização ressaltou que, além do caso de Lili Rodrigues, as candidatas de todo o país foram alvo de ataques verbais, morais, físicos e psicológicos, o que caracteriza a violência política de gênero como uma ferramenta para silenciar e deslegitimar as mulheres na esfera pública. “A violência sexual atinge profundamente a dignidade e a integridade das vítimas. No contexto político, ela amplifica o machismo e busca impedir a participação feminina nas decisões públicas”, afirmou a nota. 

O Me Too Brasil também criticou a omissão e o apagamento de casos de violência cometidos por candidatos homens, o que, segundo a organização, perpetua uma cultura de impunidade. A entidade alertou que ignorar ou minimizar essas denúncias reforça a mensagem de que tais atos são irrelevantes e não prejudicam as candidaturas masculinas, desrespeitando as vítimas e enfraquecendo a ética política. 

Esta eleição municipal é a primeira realizada sob a vigência da Lei nº 14.192/2021, que criminaliza a violência política contra mulheres. No entanto, o Me Too Brasil lamenta que essa nova legislação não tenha sido suficiente para impedir casos de agressão e assédio. “Esse crime afeta todas as mulheres, pois desestimula a participação feminina na política, criando barreiras invisíveis, mas poderosas, para quem luta por seus direitos”, reforçou o movimento. 

Os números da participação feminina nas eleições ainda revelam um cenário de desigualdade. A organização destaca que, no 1º turno, apenas 13,2% dos prefeitos eleitos no primeiro turno são mulheres, um aumento tímido em relação ao pleito de 2020, quando o índice foi de 12%. A organização vê esses dados como um reflexo das violências enfrentadas pelas mulheres em ambientes políticos historicamente dominados por homens. 

No segundo turno, oito mulheres disputam prefeituras em 15 capitais, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, e o Me Too Brasil diz que vai acompanhar de perto o pleito. A organização reafirmou seu compromisso com a defesa das vítimas de violência sexual e com a luta por um ambiente político seguro e igualitário. “Sem essa garantia, o Brasil continuará a reproduzir um sistema político machista, excludente e opressor”, concluiu a nota.

O Me Too Brasil é uma organização sem fins lucrativos que defende os direitos das vítimas de violência sexual, oferecendo escuta, acolhimento, e atendimento psicológico, jurídico e assistencial. Com uma equipe de voluntários, já atendeu mais de 400 vítimas por meio de seus canais especializados, acessíveis pelo site oficial e pelo telefone gratuito 0800 020 2806. O atendimento é sigiloso e centrado na vítima. A organização também promove campanhas de conscientização, atua em advocacy e litigância estratégica, buscando melhorar a proteção às vítimas por meio do diálogo com os poderes públicos.
 

Leia a nota completa:

 

Alerta contra a violência política de gênero nas eleições de 2024 

O Me Too Brasil vem a público prestar solidariedade e apoio às candidatas mulheres que sofreram violência política de gênero no primeiro turno das eleições de 2024, em especial, à candidata a vice-prefeita de Porto Velho (Psol/RO), Lili Rodrigues, que corajosamente denunciou que foi estuprada após uma reunião política. O caso representou a mais brutal denúncia de violência contra mulheres neste pleito que teve ocorrências de ataques verbais, morais, físicos e psicológicos às candidatas. 

A violência sexual atinge a dignidade, a integridade física e psicológica de maneira profunda e devastadora. É uma tentativa de controle, dominação e humilhação da vítima. Quando ocorre no contexto político, ela reflete e amplifica a expressão cruel do machismo de deslegitimar, restringir e até impedir a participação das mulheres nas decisões públicas. 

Ao mesmo tempo, o Me Too Brasil observa que a omissão e o apagamento de violências contra mulheres cometidas por candidatos homens compromete a transparência e perpetua uma cultura de impunidade. Quando denúncias são ignoradas ou minimizadas, transmite-se a mensagem de que esses atos são irrelevantes e não desqualificam os candidatos, desrespeitando as vítimas e enfraquecendo a ética no cenário político. 

Esta foi a primeira eleição municipal realizada sob a vigência da Lei nº 14.192/2021, que criminaliza a violência política contra a mulher. Esse crime afeta todas as mulheres por reforçar barreiras e desestimular a participação feminina na vida pública e nas esferas de decisão. Ela não apenas agride a vítima direta, mas ameaça todas as mulheres que lutam por seus espaços e direitos. 

A luta pela representatividade feminina na política tem envolvido diversos setores da sociedade, entre organizações da sociedade, empresárias e políticas mulheres, mas ainda há um longo caminho a para a diversidade ainda ser trilhado. No primeiro turno desta eleição, 9 em cada 10 prefeitos eleitos são homens. Apenas 13,2% são mulheres, mesmo sendo a maioria entre os eleitores, o que significa um pequeno aumento em relação aos 12% do pleito em 2020. 

A organização manifesta apoio a todas as candidatas que sofreram violência nestas eleições e está acompanhará de perto o 2º turno, que terá a participação de oito mulheres nas eleições de 15 capitais. A organização segue em defesa das vítimas de violência sexual e da liberdade de participação e expressão política das mulheres. Sem a garantia de um ambiente seguro e livre de violências contra as mulheres, o Brasil continuará a reproduzir um sistema político machista, excludente e opressor.


Gol e Latam Alteram Regras de Despacho de Bagagens: O Que Isso Significa Para Suas Viagens Corporativas e de Lazer?

Gol e Latam Alteram Regras de Despacho de Bagagens: O Que Isso Significa Para Suas Viagens Corporativas e de Lazer?

 

As companhias aéreas Gol e Latam, que atendem a uma grande parte dos viajantes corporativos e de lazer no Brasil, anunciaram recentemente mudanças significativas nas suas políticas de despacho de bagagens. Com novos limites de peso e tarifas ajustadas, essas alterações impactam especialmente quem viaja frequentemente a trabalho, participa de eventos ou opta por viagens de luxo, segmentos nos quais a R3 Viagens atua fortemente.

O que mudou?


Latam Airlines:

  • Nova Tarifa Basic: Agora, os passageiros podem levar apenas um item pessoal de até 10 kg, que deve ser armazenado sob o assento à frente. Esta tarifa é ideal para viagens rápidas com pouca bagagem, como em rotas da América do Sul, como Rio de Janeiro a Santiago.
  • Classes Tarifárias Revisadas: As opções de tarifa Light, Standard e Full continuam, oferecendo desde bagagem de mão de até 12 kg até múltiplos despachos de bagagens.


Gol Linhas Aéreas:

  • A Gol também revisou os valores e limites de peso para bagagens despachadas, oferecendo preços mais competitivos para quem comprar com antecedência. As tarifas para o despacho de bagagens adquiridas no check-in presencial agora são mais altas.

Impacto para Viagens Corporativas e de Lazer

Essas novas regras podem impactar diretamente os viajantes frequentes, sejam aqueles em viagens corporativas, de lazer ou em eventos. Aqui estão alguns pontos importantes:

  • Viagens a Trabalho: Com as novas regras, é essencial planejar a bagagem com antecedência para evitar taxas adicionais e atrasos. Reservar o despacho de bagagem ao comprar a passagem garante preços mais baixos.
  • Viagens de Luxo: Para quem viaja com conforto, as classes Standard e Full da Latam oferecem maior flexibilidade e conveniência para despachar bagagens sem complicações, ideais para quem precisa de mais espaço.
  • Eventos e Incentivos: Empresas que organizam eventos devem considerar os novos custos e regras de bagagem ao planejar a logística de suas viagens.

Dicas da R3 Viagens para Evitar Problemas com Bagagem

A R3 Viagens se preocupa em garantir uma experiência de viagem tranquila e confortável para todos os seus clientes. Confira algumas dicas para se adaptar às novas regras de bagagem:

  1. Compre com Antecedência: Adquira o despacho de bagagem no momento da compra da passagem para garantir os melhores preços.
  2. Verifique Limites de Peso e Dimensões: Certifique-se de que sua bagagem está dentro dos limites permitidos para evitar cobranças extras.
  3. Considere o Tipo de Tarifa: Para quem precisa de mais espaço, as classes superiores oferecem mais flexibilidade.


Tabela de Valores de Bagagem – Latam e Gol (2024)

Companhia Aérea

Item Pessoal

Bagagem de Mão

Bagagem Despachada

Excesso de Bagagem

Latam Airlines

Até 10kg (tarifa Basic)

Até 12kg (demais tarifas)

R$ 70 a R$ 140 (1ª bagagem, até 20kg)**

R$ 50/kg extra (doméstico)

Gol Linhas Aéreas

Até 10kg

Até 10kg

R$ 110 (antecipado) ou R$ 160 (no check-in) (1ª bagagem, até 23kg)**

R$ 170 (voos nacionais) / R$ 350 (voos internacionais)

Conte com a R3 Viagens 

para um Planejamento Perfeito

"As mudanças nas regras de bagagem, embora possam parecer pequenas, são extremamente relevantes para nossos clientes corporativos e de lazer, que buscam eficiência e conforto em suas viagens. Estamos aqui para garantir que essas transições sejam suaves e que o planejamento da viagem atenda a todas as necessidades", afirma Wilson Silva, CMO da R3 Viagens.

A R3 Viagens oferece um suporte completo no planejamento de viagens corporativas, eventos e pacotes de luxo. Entre em contato com nossa equipe para garantir que sua próxima viagem seja um sucesso, independentemente das novas regras de bagagem.


8 em cada 10 adultos acreditam que o uso de celulares nas escolas deve ser proibido

 

  • 87% defendem que os pais devem controlar o tempo de tela dos filhos
  • 94% reconhecem que a exposição precoce a celulares é prejudicial para crianças e adolescentes
  • 86% concordam que o celular pode afetar o desenvolvimento infantil, prejudicando aprendizagem e socialização

Com a crescente presença de dispositivos digitais e a alteração dos hábitos cotidianos, pais, educadores e especialistas estão cada vez mais preocupados com os efeitos do tempo de tela, o acesso precoce à internet e às redes sociais, e os impactos na saúde e no desenvolvimento de crianças e adolescentes. Esse cenário torna a discussão sobre monitoramento e controle do uso da tecnologia mais relevante do que nunca. Diante disso, o Ministério da Educação deseja aprovar na Câmara dos Deputados a proibição dos telefones celulares nas escolas. 

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva e QuestionPro revela que 8 em cada 10 adultos (80%) acreditam que o uso de celulares nas escolas deve ser proibido. A concordância com essa medida é significativa entre diferentes grupos demográficos:

  • Pais: 82% apoiam a proibição.
  • Brasileiros sem filhos: 72% concordam com a medida.
  • Geração Z (18 a 29 anos): 68% são favoráveis à proibição.
  • Pessoas com 61 anos ou mais: 87% apoiam a restrição.

“Depois da pandemia, período em que a internet teve um papel fundamental para que as crianças mantivessem os estudos, a população começa a perceber os efeitos negativos do uso excessivo de telas e do acesso à internet na infância e adolescência. Hoje, a maioria da população é a favor da proibição do uso do celular dentro das escolas – e a proibição é majoritária mesmo entre os mais jovens”, afirma Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. 

A pesquisa também destaca um contraste significativo entre a idade que os adultos consideram adequada para que crianças e adolescentes tenham o primeiro celular e a idade em que os jovens desejam ter o aparelho. Embora a maioria das redes sociais exija idade mínima de 13 anos, 85% dos brasileiros dizem que os jovens querem estar conectados antes dessa idade. Além disso:

  • 69% acreditam que a idade ideal para ter o primeiro celular é a partir dos 13 anos.
  • 86% acreditam que os jovens desejam ter um celular antes dessa idade.

“A diferença reflete como o desejo de estar conectado surge cada vez mais cedo, criando desafios para pais e educadores que buscam equilibrar a segurança e o desenvolvimento saudável", pontua Renato. 

A percepção geral é de que essa realidade faz com que os jovens percam momentos de lazer tradicionais, dedicando mais tempo às telas. 94% reconhecem que a exposição precoce aos celulares pode ser prejudicial para crianças e adolescentes. Quase a mesma porcentagem, 90% (139 milhões de brasileiros), concorda que as crianças de hoje não querem mais brincar na rua por causa do uso do celular ou para assistir TV. 

Diante dessa situação, a maioria defende que os pais devem controlar o tempo de tela dos filhos, independentemente da classe social:

  • Classes AB: 87% defendem o controle dos pais sobre o tempo de tela.
  • Classes DE: 81% apoiam a necessidade de controle parental.

Além disso, 86% concordam que os celulares podem prejudicar o desenvolvimento das crianças, afetando a aprendizagem e a socialização.

 

Os efeitos negativos percebidos incluem:

  • Vício em tecnologia: 75% dos entrevistados apontam este problema.
  • Aumento da ansiedade e depressão: 71% acreditam que o uso excessivo de celulares contribui para essas condições.
  • Problemas de sono: 70% reconhecem impactos negativos no sono das crianças e adolescentes.
  • Desempenho escolar prejudicado: 68% observam que o uso do celular afeta negativamente o rendimento acadêmico.
  • Dificuldades nas relações sociais: 54% identificam prejuízos na socialização.
  • Exposição ao cyberbullying: 50% estão preocupados com esse risco.

"O uso cada vez mais precoce do celular tem afetado o comportamento das crianças e mudado dinâmicas de socialização. Estamos diante de um desafio novo: uma maioria de pais que vivenciaram uma infância sem smartphones tendo que lidar com o acesso precoce de crianças e adolescentes", conclui Renato. 

A pesquisa também analisou as percepções sobre o controle parental em diferentes faixas etárias:

  • Tanto os mais novos quanto os mais velhos defendem o controle dos pais sobre o tempo de tela dos filhos.
    • Baby boomers (61 anos ou mais): 87% defendem o controle parental.

    • Geração Z (18 a 29 anos): 79% apoiam o controle, embora em menor proporção.
  • Em relação ao controle do conteúdo acessado pelas crianças:
    • Baby boomers: 87% defendem a necessidade de controle do conteúdo.
    • Geração Z: 82% concordam com o controle, mas são menos enfáticos.

Outro dado relevante é que 9 em cada 10 brasileiros (94%) reconhecem que a exposição precoce aos celulares pode ser prejudicial para crianças e adolescentes, indicando uma consciência generalizada sobre os potenciais riscos associados ao uso excessivo de tecnologia na infância. 

Além disso, o levantamento identificou que 90% dos brasileiros, ou 139 milhões de pessoas, concordam que as crianças de hoje não querem mais brincar na rua por causa do uso do celular ou para assistir TV, evidenciando uma mudança significativa nos hábitos de lazer e interação social das novas gerações.

"A pesquisa destaca um contraste importante entre a idade que os adultos consideram adequada para que crianças e adolescentes tenham o primeiro celular e a idade em que os jovens desejam ter o aparelho. Essa diferença reflete como o desejo de estar conectado surge cada vez mais cedo, criando desafios para pais e educadores que buscam equilibrar a segurança e o desenvolvimento saudável", reforça Renato. 

Os efeitos negativos percebidos incluem não apenas aspectos psicológicos, mas também físicos e sociais. Além dos problemas de sono, ansiedade e depressão, há preocupações com o desempenho escolar e a capacidade de estabelecer relações interpessoais saudáveis. O cyberbullying, mencionado por 50% dos entrevistados, é outra questão crítica que pode ter consequências duradouras na vida dos jovens. 

Diante desse cenário, pais e educadores buscam estratégias para equilibrar o uso da tecnologia com atividades que promovam o desenvolvimento integral das crianças e adolescentes. A implementação de políticas públicas, como a proposta de proibição do uso de celulares nas escolas, é vista por muitos como um passo importante nessa direção. 

"A tecnologia é uma ferramenta poderosa que oferece inúmeras oportunidades, mas é essencial que seu uso seja acompanhado de orientações adequadas. O controle parental não deve ser visto como uma restrição, mas como uma forma de garantir que as crianças tenham uma relação saudável com a tecnologia, aproveitando seus benefícios sem sofrer com os efeitos negativos", acrescenta Renato. 

A discussão sobre o tempo de tela e o acesso precoce à tecnologia também reflete diferenças geracionais. Enquanto os baby boomers vivenciaram uma infância sem a presença de dispositivos digitais, a geração Z já nasceu em um mundo altamente conectado. Essa diferença influencia as percepções e atitudes em relação ao controle e ao monitoramento do uso da tecnologia. 

Mesmo entre os mais jovens, há reconhecimento dos potenciais riscos associados ao uso excessivo de celulares. Embora a geração Z seja menos enfática em relação ao controle parental (79% defendem o controle do tempo de tela e 82% o controle do conteúdo), a maioria ainda concorda com a necessidade de algum nível de supervisão.

 

Metodologia da Pesquisa

A pesquisa quantitativa realizada pelo Instituto Locomotiva e QuestionPro contou com uma amostra de 1.491 entrevistas realizadas em todo o país, no período de 24 de junho a 8 de julho. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. As entrevistas abrangeram diversas regiões e perfis socioeconômicos, garantindo a representatividade dos dados e das percepções da população brasileira sobre o tema. 



Instituto Locomotiva
QuestionPro

 

A urgência da inclusão dos idosos nas cidades brasileiras

A Política Nacional de Cidades Inteligentes e o projeto de lei 976/2021 são discussões urgentes para a sociedade

 

À medida que nos aproximamos de 2050, há uma realidade inegável e visível: o envelhecimento acelerado da população em áreas urbanas. De acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), as cidades deverão ser a casa de mais de 43% dos idosos em todo o mundo até 2050. Esse cenário impõe a necessidade de uma transformação urbana que alie inovação tecnológica e inclusão social, com o propósito de criar cidades inteligentes, mas também mais humanas e, principalmente, mais acolhedoras e amigas dos idosos (age-friendly). 

O Estatuto do Idoso (Lei n°10.741/2003) no artigo 3, trata que é a obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária. Ao analisar esse dispositivo, o próprio legislador determinou uma união de esforços por parte de toda a sociedade, em conjunto com o Poder Público, de assegurar os direitos fundamentais às pessoas idosas. Isso passa, em certa medida, pelo planejamento das cidades, como cidades inteligentes, sustentáveis e resilientes – temas previstos nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (Organização das Nações Unidas) na Agenda 2030.  

É importante lembrar, também, que o artigo 230 da Constituição Federal é claro ao estabelecer que a família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade, bem estar e garantindo a elas o direito à vida. 

Além disso, a OMS (Organização Mundial de Saúde) estuda o tema há muitos anos e tem definido um conjunto de áreas de atuação nas quais as cidades devem focar para garantir o devido apoio aos cidadãos idosos. Essas áreas englobam temas importantes como transporte, habitação, participação social, respeito e inclusão social, participação cívica e emprego, apoio comunitário e serviços de saúde. 

Nesse contexto, o papel da transformação digital das cidades é de extrema relevância. Basta verificar alguns exemplos em países europeus, como é o caso da Espanha, em especial na cidade de Barcelona, que implementou uma série de tecnologias inteligentes para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. Entre elas, estão sensores de tráfego para gerenciar o fluxo de veículos; iluminação pública inteligente, que se ajusta automaticamente à luz do dia e ao tráfego de pedestres; e um aplicativo para celular que permite aos cidadãos relatarem problemas na cidade, como buracos nas ruas ou lixo acumulado.

Ademais, a cidade implementou um sistema de ônibus inteligente que usa dados em tempo real para ajustar as rotas e horários dos ônibus, tornando o transporte público mais eficiente e acessível. A cidade também está trabalhando em projetos de energia renovável e eficiência energética para reduzir sua pegada de carbono e tornar-se mais sustentável.

Outros países europeus têm sido inovadores na adoção de tecnologias e soluções para o bem estar dos idosos. Na Holanda, sistemas de iluminação inteligente que se ajustam com base na luz ambiente, melhorando a visibilidade e segurança dos idosos. Na Alemanha, a digitalização dos serviços de saúde tem permitido um acesso mais fácil e seguro aos cuidados médicos para a população idosa, em uma iniciativa que se alinha ao conceito de cidades inteligentes e inclusivas. Na Finlândia, a utilização de veículos autônomos tem a função de transportar pessoas idosas, garantindo não apenas a segurança, mas também independência e dignidade a essas pessoas.

Na China, as áreas verdes estão cada vez mais preservadas nas cidades, como é o caso do Parque do Povo, em Shanghai. Esses são alguns bons exemplos de cidades amigas aos idosos, que efetivamente têm um cuidado específico para esse público na zeladoria do local, em áreas planas com acessibilidade para uma caminhada, jardins aconchegantes, um paisagismo esteticamente atraente, com muitas plantas e flores, entre outros casos. São iniciativas que atraem esse público, inclusive incentivando a prática de atividades esportivas, de saúde e de cultura. Existe a integração dos idosos com as danças, e demonstrações e práticas de Tai Chi Chuan. 

Há outros exemplos de uso de tecnologias inclusivas para idosos na China como semáforos inteligentes, que calculam o tempo de travessia com base na velocidade de locomoção dos pedestres. Outros exemplos são os aplicativos de transporte público como o Wechat ou Alipay, que fornecem informações em tempo real sobre horários de ônibus, metrô e outros meios de transporte, facilitando a mobilidade dos idosos. Há, ainda, no WeChat e outros aplicativos de saúde e bem estar, funcionalidades que lembram os idosos de tomarem medicamentos, agendarem consultas médicas e acompanharem sua saúde. 

Em muitos lugares do mundo também é fácil detectar o uso de assistentes virtuais e voz. Assistentes como a Alexa ou o Google Assistente podem ajudar os idosos a controlar dispositivos domésticos, fazer chamadas e obter informações usando comandos de voz, bem como outros dispositivos, ferramentas e apps com sensores de queda que são instalados em residências ou áreas públicas e enviam alertas para cuidadores ou serviços de emergência. 

Compreender a relação do envelhecimento da população e as mudanças urbanas é fundamental para os atuais gestores públicos. Nesse sentido, é preciso destacar o Projeto de Lei (PL) n° 967/2021, que institui a Política Nacional de Cidades Inteligentes (PNCI), com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos munícipes. O PL estabelece princípios e diretrizes que promovem a redução das desigualdades e a inclusão social, especialmente a dos idosos e das pessoas com deficiência. Além disso, a PNCI visa elevar a competitividade das cidades e qualificar o capital humano. 

Portanto, mesmo que não haja menção direta aos idosos, a política busca abordar questões de inclusão e bem-estar para todos os cidadãos. Isso nos mostra que a aprovação do PL 967/2021 é necessária e urgente, ao mesmo tempo em que é essencial dar a oportunidade de combinar os artigos 7° a 10° do referido projeto que trata do plano de cidade inteligente - instrumento de gestão urbana essencial à coordenação e à sustentabilidade das ações políticas e programas essenciais. A elaboração e execução do plano devem proporcionar a participação social, inclusive por meio de cocriação, definido no projeto como o processo em que todas as partes interessadas, especialmente os cidadãos, tenham espaços igualitários garantidos para exposição, discussão e seleção de ideias e para a tomada de decisões. A existência do plano é condição para acesso a recursos federais destinados a ações de cidades inteligentes, exceto nos casos em que tais ações refiram-se à própria elaboração do plano, a instrumentos de repasse já celebrados, a capacitação de gestores municipais e estaduais e ao desenvolvimento de políticas para qualificação do capital humano das cidades.

O desafio do envelhecimento da população nas cidades é uma oportunidade para redefinir o futuro urbano e a tecnologia não é apenas uma ferramenta, mas também uma facilitadora. A Constituição Federal e o Estatuto do Idoso possuem uma ampla regra sobre os direitos fundamentais dos idosos. Consequentemente, em uma relação de união por parte da sociedade civil, a família e o Poder Público, é fundamental que se tenham ações e políticas públicas voltadas para os idosos. 

A cocriação de planos de cidades inteligentes conforme o PL n° 976/2021 é um caminho que pode trazer inúmeros benefícios. Os idosos podem e devem participar dessa cocriação, principalmente fazendo o uso de tecnologias para o bem estar da população como um todo. As cidades estão se transformando em espaços que promovem a inclusão e a acessibilidade, no qual a tecnologia avançada e a preocupação social se entrelaçam para criar ambientes amigos da longevidade, seja para os cidadãos idosos atuais ou para os idosos do futuro. 

 

Thomas Law - advogado, doutor em Direito Comercial pela PUC/SP e presidente do IBCJ (Instituto Brasileiro de Ciências Jurídicas), IBRACHINA (Instituto Sociocultural Brasil China) e Founder do IBRAWORK.


A nova era do marketing exige coleta de dados

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O pilar do sucesso no ecossistema do Grupo SD


Com o avanço das tecnologias digitais, a coleta e análise de dados se tornaram pilares fundamentais para as estratégias de marketing. Ferramentas como CRM, automação de marketing e softwares de gestão de performance desempenham papéis cruciais na coleta de informações que impulsionam decisões mais assertivas. No centro dessa revolução está o Grupo SD — um ecossistema integrado de tecnologia e marketing composto pelas empresas SD3, Adverse, Smart Data e Starmed— que utiliza os dados como combustível para gerar resultados expressivos.

 

Dados como Alicerce das Estratégias de Marketing 

Os dados são essenciais para campanhas modernas, fornecendo insights valiosos sobre o comportamento dos consumidores. A SD3, por exemplo, se destaca na criação de conteúdo e branding, utilizando dados para entender melhor o público-alvo e personalizar suas campanhas. “Na SD3, usamos dados coletados por nossas ferramentas de CRM para segmentar nossos conteúdos de maneira precisa, garantindo que nossas mensagens cheguem ao público certo no momento certo,” explica Fernando Soni, CEO da SD3. A empresa faz uso de tecnologias que monitoram interações em redes sociais, capturam feedbacks e ajustam as estratégias de comunicação conforme as tendências identificadas. 

Já a Adverse foca em marketing de performance, utilizando automação de marketing para coletar e analisar dados desde o primeiro ponto de contato com os leads. A empresa desenvolve estratégias de geração de leads automatizadas que monitoram como os visitantes interagem com conteúdos online, ajustando as campanhas em tempo real para maximizar a conversão. “A automação nos permite capturar informações cruciais sobre o comportamento do consumidor e ajustar nossas ações com agilidade, garantindo que estamos sempre um passo à frente,” comenta João Brocatto, CEO da Adverse. Com uma abordagem centrada em dados, a Adverse consegue transformar cada interação em um aprendizado que otimiza continuamente os resultados.

 

Integração e Gestão de Dados: A Chave para o Sucesso 

A Smart Data é o braço do Grupo SD focado na inteligência de negócios, utilizando ferramentas avançadas de gestão de dados para integrar informações de diversas fontes em uma visão única e coesa. A empresa oferece relatórios automatizados que ajudam seus clientes a entenderem melhor os dados que estão coletando, transformando-os em insights acionáveis. “Nosso objetivo é simplificar a complexidade dos dados, oferecendo uma visão clara e prática que apoie a tomada de decisões estratégicas,” afirma Carlos Souza, CEO da Smart Data. A empresa integra dados de CRM, automação de marketing e outras ferramentas em dashboards dinâmicos que possibilitam uma análise em tempo real, conectando diretamente as ações de marketing aos resultados financeiros. 

A gestão de performance permite que todas essas informações sejam utilizadas de forma eficaz, ajustando campanhas conforme os resultados são gerados. O uso de dados não se limita apenas à coleta; o verdadeiro valor está na capacidade de interpretá-los e aplicá-los estrategicamente. No ecossistema do Grupo SD, essa integração é vital para garantir que cada ação de marketing tenha um impacto mensurável e positivo.

 

Desafios e Oportunidades na Era dos Dados 

Embora o uso de dados ofereça inúmeras vantagens, as empresas ainda enfrentam desafios na capacitação de suas equipes para operar essas ferramentas de forma eficaz. A lacuna de habilidades é evidente, com muitos profissionais de marketing ainda não totalmente preparados para lidar com a vasta quantidade de dados gerados diariamente. “A integração da tecnologia com a capacitação dos profissionais é um dos principais focos do Grupo SD. Investimos em treinamento contínuo para garantir que nossas equipes estejam sempre atualizadas e prontas para extrair o máximo das ferramentas que utilizamos,” ressalta Soni. 

O Grupo SD exemplifica como um ecossistema de tecnologia e marketing pode transformar dados brutos em estratégias de sucesso. Com uma abordagem integrada que combina a especialização em criação de conteúdo, automação de marketing e inteligência de negócios, o grupo utiliza os dados para criar campanhas mais eficazes e personalizadas, alinhadas com as necessidades do mercado atual. À medida que o marketing orientado por dados continua a evoluir, a capacidade de coletar, analisar e aplicar essas informações será a chave para o sucesso empresarial, e o Grupo SD está na vanguarda dessa revolução, redefinindo o futuro do marketing.

 

Empresa: SD3
NOME: Fernando Soni
CARGO: CEO
FONE: 41 999279190
REDES: Instagram @fersoni @agencia.sd3
EMAIL: fernando@sdtres.com.br
SITE: www.sd3.com.br
ENDEREÇO FÍSICO: Rua Desembargador Motta 1499, sala 102


Carreira de influenciador: sonho de milhões, sucesso de poucos

Uma pesquisa realizada pela Morning Consult revelou que 86% de pessoas entre 13 e 38 anos nos Estados Unidos preferem se tornar influenciadores digitais ao invés de seguir carreiras tradicionais. No Brasil, o cenário não é muito diferente. O sucesso de figuras como influenciadores em plataformas como YouTube, TikTok e Instagram parece promissor: milhões de seguidores, parcerias lucrativas e a ilusão de uma vida repleta de glamour. 

Entretanto, o que muitos jovens ignoram é que o sucesso nesse mercado é exceção, não regra. Para cada influenciador que conquista a fama e a fortuna, há milhões de outros que enfrentam a dura realidade de um mercado saturado, onde apenas poucos conseguem se destacar.

 

Essas plataformas criaram uma cultura em que qualquer pessoa, em teoria, pode se tornar famosa e rica. Uma pesquisa da Ypulse indicou que 75% dos jovens da Geração Z acreditam que é possível transformar a criação de conteúdo online em uma carreira de sucesso. Porém, essa crença não condiz com os dados reais do mercado.

 

De acordo com o Business Insider, apenas 3% dos influenciadores conseguem monetizar seu conteúdo a ponto de viver exclusivamente dessa atividade. Ou seja, enquanto milhões de jovens tentam a sorte criando conteúdo, a maioria não consegue se sustentar dessa forma. A competição é feroz e o mercado de influenciadores é um jogo de poucos vencedores.


 

A ilusão do sucesso fácil e seu efeito na saúde mental


Um dos maiores riscos que esses jovens enfrentam é a ilusão de que se tornar um influenciador é um caminho rápido para a fama e a fortuna. O algoritmo das redes sociais favorece os extremos: aqueles que rapidamente acumulam seguidores com vídeos virais ou aqueles que já entram com uma base sólida, muitas vezes por meio de outros recursos, como dinheiro, contatos ou mesmo sorte.

 

Essa ilusão de "sucesso fácil" pode ter consequências sérias. Jovens investem horas diárias criando conteúdo, muitas vezes em detrimento de outras atividades, como estudos ou trabalho, acreditando que estão a um passo de "viralizar". O problema? A realidade mostra que o sucesso é muito mais imprevisível e raro. Dados da HypeAuditor indicam que mais de 60% dos influenciadores no Instagram ganham menos de US$30 por mês com sua atividade.

 

Muitos desses jovens esquecem que, para cada influenciador milionário, há milhares que lutam para se destacar, muitas vezes sem sucesso. A ideia de que "qualquer um pode ser influenciador" esconde a dura realidade de um mercado saturado, onde a falta de uma estratégia clara e consistente pode levar ao fracasso.

 

Além do risco econômico, há também o impacto emocional. A busca incessante por seguidores, likes e validação pode trazer sérios prejuízos à saúde mental. Um estudo realizado pela Royal Society for Public Health mostrou que as redes sociais, apesar de promoverem a interação, também estão associadas ao aumento da ansiedade, depressão e baixa autoestima, especialmente entre os jovens.

 

A expectativa de alcançar o sucesso a qualquer custo, somada à comparação constante com influenciadores já estabelecidos, cria um ciclo de frustração e ansiedade. Quando o reconhecimento esperado não chega, esses jovens podem sentir que falharam em uma jornada que parecia acessível e promissora.

 

A realidade do mercado de trabalho e a busca pelo equilíbrio

Enquanto milhões de jovens sonham em ser a próxima grande estrela das redes sociais, o mercado de trabalho tradicional continua a oferecer oportunidades sólidas e mais previsíveis. Carreiras em Tecnologia, Engenharia, Saúde, Educação e outros setores seguem sendo essenciais para a economia global.

 

Estudos da McKinsey revelam que, nos próximos anos, carreiras ligadas à inteligência artificial, análise de dados e sustentabilidade serão algumas das mais promissoras, com alta demanda e boas remunerações. No entanto, muitos jovens têm ignorado essas oportunidades em favor de uma "carreira de influenciador", muitas vezes sem se preparar para a dura realidade desse mercado.

 

Uma pesquisa da Harvard Business Review mostrou que, enquanto 70% dos jovens que se tornam influenciadores acabam desistindo em menos de um ano, profissões ligadas à Tecnologia e Saúde apresentam alta taxa de estabilidade e crescimento.


 

Como, afinal, encontrar um equilíbrio para a carreira?

 

A criação de conteúdo online não precisa ser vista como algo isolado ou única opção, mas como uma habilidade complementar. Jovens podem usar suas plataformas para construir uma presença digital, enquanto desenvolvem outras competências e carreiras. Influenciadores de sucesso como Nathalia Arcuri, por exemplo, usaram suas formações acadêmicas e experiência de mercado para criar conteúdo de valor, diferenciando-se no meio digital. 

A chave para o sucesso sustentável é diversificar as apostas. O mercado de trabalho valoriza cada vez mais profissionais híbridos — aqueles que conseguem combinar conhecimentos técnicos com habilidades de comunicação e criação de conteúdo. É possível explorar o mundo digital sem abandonar a construção de uma carreira sólida em setores mais tradicionais, mas é preciso esforço e busca contínua de conhecimento, mantendo o pensamento a longo prazo.



Virgilio Marques dos Santos - um dos fundadores da FM2S, gestor de carreiras, doutor, mestre e graduado em Engenharia Mecânica pela Unicamp e Master Black Belt pela mesma Universidade. TEDx Speaker, foi professor dos cursos de Black Belt, Green Belt e especialização em Gestão e Estratégia de Empresas da Unicamp, assim como de outras universidades e cursos de pós-graduação. Atuou como gerente de processos e melhoria em empresa de bebidas e foi um dos idealizadores do Desafio Unicamp de Inovação Tecnológica.
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