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terça-feira, 15 de outubro de 2024

Nova pesquisa revela que 65% da geração Z almeja desenvolvimento profissional e crescimento na carreira, desafiando estereótipos em relação aos membros mais novos da força de trabalho

Pesquisa recente da Udemy mostra quais são as habilidades que a geração Z quer desenvolver, como integrar a IA nos programas de aprendizado para essa geração e em que áreas os líderes podem apoiar a capacitação de maneira rápida

 

A Udemy, marketplace líder em habilidades e plataforma de aprendizado, lançou um novo relatório, chamado A geração Z no ambiente de trabalho: Dando as boas-vindas à próxima geração. Reconhecendo a importância da geração Z para a força de trabalho do futuro, a pesquisa, lançada recentemente e baseada nas respostas de mais de 6.500 alunos de várias gerações, desafia muitas percepções estereotipadas sobre a geração Z (definida no relatório como pessoas nascidas entre 1997 e 2012). Frequentemente retratados como “desanimados” e “desinteressados em voltar ao escritório”, os dados da Udemy sobre a geração Z desmentem esses clichês, mostrando que os entrevistados dessa geração são, na verdade, os mais motivados pelo desenvolvimento profissional (65%), em comparação com seus colegas millennials e da geração X. Além disso, apesar da crescente demanda por conteúdo relacionado à IA generativa na plataforma da Udemy e do alto engajamento da geração Z com a IA generativa, eles são a geração mais cética quanto à eficácia da IA no aprendizado online. 

A geração Z deve representar 27% da força de trabalho global até 2025 e se tornar a geração com maior fatia da força de trabalho até 2035. Com muitos profissionais da geração Z começando na carreira, entender como atrair, engajar e reter esses profissionais é uma estratégia empresarial essencial para sustentar a vitalidade e o crescimento organizacional. A pesquisa da Udemy oferece insights valiosos sobre o que a geração Z busca nos empregadores, quais são as habilidades que considera críticas para o desenvolvimento na carreira e o que a motiva a conquistar as habilidades necessárias. 

“Todas as gerações trazem mudanças para a força de trabalho e criam novas oportunidades para que os líderes reavaliem a abordagem de aprendizado e desenvolvimento, a fim de engajar os profissionais no aprendizado contínuo”, diz Bruno Barreto, vice-presidente da Udemy para a América Latina. “O relatório da Udemy é dedicado aos líderes, para que eles apoiem a geração Z na sua capacitação enquanto acompanham as tendências dos tempos atuais e do futuro, como a IA generativa.” 

O relatório A geração Z no ambiente de trabalho: Dando as boas-vindas à próxima geração desconstrói estereótipos sobre a geração Z e explora temas que os empregadores devem considerar para engajar essa geração:

 

A geração Z adere ao aprendizado impulsionado por IA, mas exige que ele seja feito de maneira responsável.

·         A maioria dos entrevistados da geração Z no Brasil (79%) disse que possivelmente deve usar uma plataforma de aprendizado online que ofereça uma experiência de aprendizado personalizada por IA. Apesar desse interesse em utilizar a IA para o aprendizado, os entrevistados da geração Z no Brasil também se preocupam com a precisão da IA nas experiências de aprendizado personalizadas por IA (52%) e com a confiança exacerbada em ferramentas de IA (43%).

·         Tanto a geração Z quanto os millennials e a geração X querem aprender a usar a IA generativa de forma eficaz. Os cursos de IA generativa na plataforma da Udemy atraíram mais de 4 milhões de matrículas no último ano, com oito novas matrículas por minuto. Embora aproveitar o poder da IA seja atraente para os profissionais da geração Z, os líderes devem avaliar como implementar a IA para garantir que ela melhore a experiência dos alunos da geração Z e não comprometa o processo por meio de vieses ou imprecisões.

 

A trajetória de carreira da geração Z depende do aperfeiçoamento de soft skills.

·         Embora a geração Z reconheça o valor de desenvolver habilidades em programação (36%) e IA (30%) para estar melhor preparada para o trabalho, ela também está interessada em aprimorar habilidades como comunicação (30%) e pensamento crítico/resolução de problemas (26%). 

A maioria dos entrevistados da geração Z (84%) considera as soft skills fundamentais para o sucesso profissional. Com essas habilidades se tornando cada vez mais necessárias na força de trabalho, os líderes podem usar ferramentas como a Intelligent Skills Platform da Udemy para identificar que soft skills precisam ser aprendidas pela geração Z e desenvolvê-las. Assim, outras gerações podem aprender com a geração Z a usar essas soft skills de forma eficaz no trabalho, com o objetivo de se aprimorar na carreira, o que também contribui para o sucesso empresarial.

 

Com a geração Z buscando conhecimento, os líderes de RH e de aprendizado e desenvolvimento precisam estar à altura do desafio.

·         Quase todos os entrevistados da geração Z no Brasil (98%) dedicam pelo menos uma hora por semana ao aprendizado. O método de aprendizado preferido pela geração Z são os cursos completamente online (44%) e os projetos práticos no mundo real (12%). 

A preferência da geração Z por métodos de aprendizado sustentados e situacionais contradiz os estereótipos que sugerem que o principal método de absorver informação da geração é por meio de vídeos curtos nas redes sociais. Com a força de trabalho se tornando cada vez mais da geração Z, os líderes de aprendizado e desenvolvimento podem projetar programas de aprendizado com essas preferências em mente ou considerar oferecer formatos variados de aprendizado, como o aprendizado de acordo com grupos unidos por determinadas características, com o objetivo de conciliar as preferências de aprendizado e comunicação entre gerações.

 

Para saber mais sobre o que a geração Z deseja aprender no trabalho, faça o download do relatório A geração Z no ambiente de trabalho: Dando as boas-vindas à próxima geração. Para acessar cursos projetados para desenvolver as habilidades mais demandadas pela geração Z, visite udemy.com/personal-plan. Para saber como as organizações podem se associar à Udemy Business para desenvolver as habilidades da próxima geração na força de trabalho, visite business.udemy.com.

 

Metodologia:

O relatório é baseado em insights de uma pesquisa quantitativa conduzida pela equipe de pesquisa de mercado da Udemy entre 1º de abril e 7 de maio de 2024. A pesquisa reuniu respostas de 6.677 alunos em todo o mundo, abrangendo várias gerações, como a geração Z, os millennials e a geração X. Os participantes foram sorteados de dez países – Brasil, Austrália, China, Alemanha, Índia, Japão, México, Coreia do Sul, Reino Unido e Estados Unidos. Os entrevistados são provenientes de painéis externos e da própria base de usuários da Udemy, permitindo uma comparação abrangente de insights demográficos.

 

Udemy
Facebook: @UdemyBrasil


Crucial para expansão das empresas, ascensão da liderança feminina no mercado é questão de tempo

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra por Domicílio (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a ocupação feminina bateu record no ano de 2023, quando mais de 43.3 milhões de mulheres estavam no mercado de trabalho. No segundo trimestre de 2024, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), revelou que o nível da ocupação das mulheres no Brasil expandiu ainda mais, alcançando uma parcela de 48,1%.

Para além do espaço, as mulheres também têm conquistado cada vez mais reconhecimento e igualdade no mercado. Segundo o levantamento Mulheres no Mercado de Trabalho, elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria da Confederação Nacional da Indústria - CNI, na última década, as brasileiras alcançaram salários mais próximos aos dos homens, aumentando a paridade salarial em 6,7 pontos. Quanto aos cargos de liderança, o relatório  aponta que a participação das mulheres expandiu 9,5% em uma década, alcançando, em 2023, uma parcela de 39,1%. 

Em dado cenário, é factível e instigante afirmar que, embora ainda haja um caminho longo a ser percorrido no que diz respeito à presença feminina no mercado de trabalho e em posições de tomada de decisão, é questão de tempo até que as mulheres sejam maioria à frente das grandes corporações. Aqui, é crucial enfatizar que fundamento tal alegação em dados e não apenas em um ideal. 

Nesta conjuntura, gostaria de evidenciar que as mulheres, atualmente, são mais qualificadas que os homens. Tal informação é corroborada pelos dados divulgados em março de 2024, pelo IBGE, que apontam que, do total de formandos em cursos de graduação presencial, 60,3% são mulheres, contra apenas 39,7% de homens. ‘Na prática’, as mulheres também se mostram mais preparadas. Segundo uma pesquisa da organização Leadership Circle, as lideranças femininas são mais eficazes do que a de homens em todos os níveis de gerenciamento e faixas etárias.

Ainda conforme esse estudo, os principais tópicos que favorecem a maior eficiência das lideranças femininas são o fato de as mulheres pontuarem substancialmente mais em todas as dimensões criativas; serem mais tendentes a liderar a partir de uma mentalidade criativa; e, construírem e cultivarem conexões mais fortes. 

Em números, o relatório The Ready-Now Leaders, elaborado pela Ong Conference Board, mostra que as corporações com pelo menos 30% de mulheres em cargos de tomada de decisão têm 12 vezes mais probabilidade de rankear entre as 20% melhores em performance financeira. Já o relatório ‘Mulheres nos negócios e na gerência: por que é mudar é importante para os negócios’, divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), revela que as empresas que abraçam a diversidade vivenciam expansão de 10% a 15% do lucro e contemplam aperfeiçoamento dos índices de atração e retenção de talentos, além da melhora na reputação e imagem pública.

Em resumo, em pleno ano de 2024, não deveríamos mais ter que debater sobre a presença, a qualificação e os benefícios da presença de mulheres no mercado de trabalho e em posições de liderança. O fato é que o mundo está evoluindo, e as empresas que não se adaptarem a essas mudanças estarão apenas se prejudicando.  



Giordania R. Tavares - graduada em administração pela UNICID, com especialização pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. A executiva tem mais de 20 anos de experiência no mercado de portas rápidas industriais e equipamentos desenvolvidos especialmente para isolamento e segurança dos mais variados ambientes industriais e logísticos, e como CEO foi responsável por tornar a Rayflex expoente de mercado no Brasil e na América Latina.



Tempestade em São Paulo: especialistas debatem responsabilidades e prejuízos

Moradores de diversas regiões da capital paulista e Grande São Paulo ficam sem energia

 

Mesmo três dias após o temporal que atingiu o Estado de São Paulo, com ventos de aproximadamente 108 km/h e deixando milhões de pessoas sem energia elétrica, 537 mil imóveis ainda permanecem sem luz nesta segunda-feira,14/10, segundo dados da Entidade Nacional de Eletricidade (Enel). Os números mostram que outros municípios, além da capital paulista, continuam enfrentando o problema, como Cotia, Taboão da Serra e São Bernardo do Campo. A concessionária ainda não divulgou um prazo oficial para a total normalização do serviço.

De acordo com Eduardo Jardim, advogado e professor emérito da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, a situação não pode ser atribuída exclusivamente à Enel, que tem sido alvo de críticas tanto da mídia quanto do governo. O advogado argumenta que a má gestão da arborização e a anacrônica fiação elétrica aérea são os principais responsáveis pelos transtornos: “ Se as árvores fossem melhores cuidadas e a fiação elétrica fosse subterrânea, nada disso teria ocorrido. Medidas essas que devem ser adotadas pelo Poder Público”. Ele também destaca um estudo do Instituto Acende Brasil, que aponta que 90% dos danos ocorreram devido à queda de árvores sobre a rede elétrica e  ressalta que cidades como Paris e Londres, que adotaram sistemas de fiação subterrânea há mais de cem anos, não enfrentam problemas semelhantes e que o grande problema.

O advogado Emanuel Pessoa, especializado em Direito Empresarial, Mestre em Direito pela Harvard Law School, Doutor em Direito Econômico pela USP, apresenta uma visão distinta, baseada no que o Direito denomina Teoria do Risco: quem, no desempenho de uma atividade econômica se beneficia dos riscos dela, também deve responder por esses riscos. Embora a tempestade seja um “ato da natureza”, a Enel, ao lucrar com o fornecimento de energia, deve assumir os riscos associados à sua operação. 

Segundo Emanuel, isso vale também, por exemplo, para as companhias aéreas, que não podem se eximir de responsabilidade quando um avião cai em função de uma tempestade. Igualmente, a regra se aplica para os bancos, que não podem alegar que o assalto excluiria a responsabilidade pelas perdas dos correntistas, já que o próprio banco aumenta o risco de crime ao concentrar dinheiro em um determinado lugar.

O especialista instrui que os consumidores que sofreram prejuízo devem buscar reparação pelos danos causados pela tempestade. “Todo aquele que tiver sofrido perdas com a falta de energia pode e deve acionar a Enel na justiça, não importando qual seja o prejuízo sofrido”.

 

Emanuel Pessoa - Emanuel Pessoa é advogado especializado em Direito Empresarial, Mestre em Direito pela Harvard Law School, Doutor em Direito Econômico pela USP e Professor da China Foreign Affairs University, onde treina a próxima geração de diplomatas chineses.

 

Ecovias realiza simulado de acidente com múltiplas vítimas e produto perigoso na Rodovia Anchieta


Exercício envolverá dois veículos de passeio, uma motocicleta e uma carreta, além de 9 vítimas em cenários realistas

 

No dia 17 de outubro, a partir das 10h, a Ecovias realizará um simulado de acidente com múltiplas vítimas e produto perigoso no km 20 da Rodovia Anchieta, sentido litoral. O exercício faz parte do plano de preparação para emergências e será inspirado em um acidente real já vivenciado pelas equipes da concessionária. O treinamento envolverá dois automóveis, uma motocicleta e uma carreta transportando ácido fosfórico, além da simulação de nove vítimas com diferentes níveis de gravidade. 

O cenário começa com um veículo de passeio que apresenta uma pane mecânica na faixa 1. O motorista tenta acessar o acostamento pela faixa 2, mas o carro fica atravessado na pista, bloqueando o tráfego. Uma carreta transportando produto perigoso, sem tempo suficiente para frear, colide com o veículo, que capota e começa a pegar fogo. 

Logo após, outro automóvel tenta desviar para a faixa 1, mas colide com uma motocicleta. Descontrolado, o carro retorna à faixa 2 e atinge a traseira da carreta, provocando um vazamento de combustível, prontamente contido pelas equipes de emergência. 

A operação será coordenada pela Ecovias, como parte do Programa de Redução de Acidentes (PRA), em parceria com o Corpo de Bombeiros, 1º Batalhão de Policiamento Rodoviário, Artesp, CETESB, SAMU, Porto Seguro, PAM-SBC, Ísott EcoDry, Ambipar e SMR. O exercício destacará a importância da resposta rápida e coordenada em situações de alto risco. 

“Estamos sempre buscando formas de aprimorar nossos treinamentos para garantir que nossas equipes estejam prontas para lidar com emergências de alta complexidade”, afirma Márcio Vono, coordenador de tráfego da Ecovias. “A segurança viária é nossa prioridade diária, e esses exercícios são essenciais para otimizar a cooperação com os órgãos parceiros e aprimorar o atendimento aos usuários”, conclui Vono.

 

Operação viária

Para viabilizar o simulado, haverá um bloqueio no km 19 da pista central da via Anchieta, sentido litoral, com o desvio do tráfego para a pista marginal, também no sentido litoral, a partir das 8h. Todo o trecho será sinalizado para garantir a segurança dos participantes e motoristas, minimizando os impactos no tráfego.

 

Serviço:

Simulado de acidente com múltiplas vítimas e produto perigoso

Data: 17/10/2024

Local: Pista Central da rodovia Anchieta, no km 20 – sentido litoral, na região de São Bernardo do Campo (SP)

Horário: 10h

 

L1, H1B ou EB-2: Advogado revela como escolher o visto ideal para trabalhar nos EUA

 Segundo Daniel Toledo, especialista em Direito Internacional, é importante considerar o perfil do profissional e seus objetivos no país antes de decidir a categoria ideal


O mercado de trabalho nos Estados Unidos oferece diversas oportunidades para profissionais estrangeiros, com uma ampla gama de vistos disponíveis para diferentes perfis. Entre os mais procurados, os vistos L1, H1B e EB-2 se destacam, cada um com suas particularidades e exigências. Conhecer as diferenças entre eles é essencial para quem busca o melhor caminho para trabalhar legalmente no país.


Visto L1: transferência de executivos e especialistas

De acordo com Daniel Toledo, advogado que atua na área do Direito Internacional, fundador da Toledo e Associados, escritório de advocacia internacional com unidades no Brasil e nos Estados Unidos,  o visto L1 é uma excelente opção para empresas multinacionais que desejam transferir seus executivos e funcionários especializados para subsidiárias ou coligadas nos Estados Unidos. “Para ser elegível, o profissional deve ter trabalhado na empresa fora dos EUA por pelo menos 12 meses nos últimos três anos”, revela.

Uma das principais vantagens do L1 é a possibilidade de estender a permanência por até sete anos para executivos (L1A) e cinco anos para funcionários com conhecimento especializado (L1B). O visto também permite que o cônjuge e os filhos menores de 21 anos acompanhem o titular por meio do visto L2, permitindo que o cônjuge trabalhe legalmente nos EUA.

De modo geral, esse visto é ideal para empresas que já possuem operações no país e desejam transferir seus principais executivos para garantir o sucesso de suas operações nos Estados Unidos.


Visto H1B: profissionais qualificados com patrocínio

O visto H1B, por sua vez, é voltado para profissionais que possuem bacharelado ou formação superior e que são contratados por uma empresa nos Estados Unidos para desempenhar uma função especializada. “Ao contrário do L1, que requer uma conexão prévia com a empresa no exterior, o H1B depende de um empregador americano que patrocina o visto e oferece uma vaga de trabalho”, declara.

Uma característica importante do H1B é que ele está sujeito a um limite anual, o que significa que apenas um número limitado de vistos é emitido a cada ano. Em 2024, o limite é de 85.000 vistos, dos quais 20.000 são reservados para candidatos com diplomas avançados de universidades americanas.

O H1B tem uma duração inicial de três anos, podendo ser renovado por mais três, com um limite máximo de seis anos. O cônjuge também pode acompanhar o titular do visto com o visto H4, mas não tem permissão automática para trabalhar nos EUA.

Toledo acredita que este visto é ideal para profissionais de áreas como tecnologia, engenharia, finanças, e outras funções altamente qualificadas. “São setores onde há uma grande demanda por especialistas estrangeiros”, pontua.


Visto EB-2: profissionais com habilidades excepcionais ou diploma avançado

O visto EB-2 é uma das opções mais atraentes para quem busca não apenas trabalhar nos Estados Unidos, mas também obter o Green Card e, consequentemente, a residência permanente. “Voltado para profissionais com habilidades excepcionais ou grau avançado de formação, como mestrado ou doutorado, o EB-2 se destina a indivíduos que possam trazer benefícios substanciais à economia americana”, afirma o advogado.

Para ser elegível ao EB-2, o profissional precisa ser patrocinado por um empregador nos EUA, que deve demonstrar a necessidade de contratar um estrangeiro qualificado. “No entanto, há a possibilidade de solicitar o "National Interest Waiver" (NIW), uma dispensa que permite que o próprio candidato submeta sua petição, caso consiga provar que sua presença é de interesse nacional para os EUA”, pontua.

Diferentemente do H1B e do L1, o visto EB-2 oferece um caminho direto para o Green Card, permitindo que o profissional e sua família residam permanentemente nos EUA. “Essa categoria é ideal para especialistas altamente qualificados, como médicos, engenheiros, cientistas e pesquisadores, que desejam construir uma carreira sólida e de longo prazo no país”, declara.

Toledo acredita que ao escolher entre os vistos L1, H1B e EB-2, é importante considerar o perfil do profissional e seus objetivos nos Estados Unidos. “Cada visto possui requisitos específicos, e a orientação de especialistas é fundamental para garantir que o processo seja conduzido de forma correta e eficiente”, finaliza. 



Daniel Toledo - advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em Direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC. Toledo também possui um canal no YouTube com mais 350 mil seguidores com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB Santos, professor honorário da Universidade Oxford - Reino Unido, consultor em protocolos diplomáticos do Instituto Americano de Diplomacia e Direitos Humanos USIDHR. Para mais informações, acesse o site.


Toledo e Advogados Associados
Para mais informações, acesse o site

 

Trânsito mata mais que armas de fogo em várias partes do Brasil

Medidas de prevenção, como o exame toxicológico, são essenciais para aumentar a segurança nas estradas

 

O trânsito brasileiro segue sendo uma das maiores causas de mortes evitáveis no Brasil, superando até mesmo homicídios por armas de fogo em 13 estados e no Distrito Federal. Dados recentes do Atlas da Violência 2024, em estudo da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego do Rio Grande do Sul (Abramet/RS), revelam que, em 2022, foram registradas 34.892 mortes no trânsito, enquanto os homicídios por arma de fogo somaram 33.580. Estes dados alarmantes demonstram que a insegurança no trânsito é uma epidemia silenciosa que precisa ser tratada com a mesma seriedade do combate à violência. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as mortes no trânsito não são “acidentes”, mas sim uma crise de saúde pública mundial. E a resposta para essa crise passa, entre outros fatores, pelo aumento da fiscalização e pelo controle rígido sobre o uso de substâncias psicoativas por motoristas. 

“O exame toxicológico é uma ferramenta essencial para mudar o alarmante cenário de insegurança no trânsito brasileiro. Ele não apenas ajuda a identificar e retirar das estradas motoristas sob o efeito de substâncias psicoativas, mas também atua preventivamente, impedindo acidentes evitáveis”, destaca Pedro Serafim, presidente da Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox). 

O endurecimento da política de exames toxicológicos no Brasil já apresenta resultados positivos. Com mais de 1,2 milhão de motoristas positivados e 350 mil removidos das estradas desde 2016, a medida tem contribuído diretamente para a redução de sinistros no trânsito. 

“A conformidade com essa obrigação legal não apenas protege empresas e motoristas de sanções, mas também contribui significativamente para a segurança viária e a preservação da vida humana”, completa Pedro.

O exame toxicológico periódico deve ser realizado a cada dois anos e seis meses por todos os motoristas que tenham CNH nas categorias C, D e E. Sua principal finalidade é garantir que o condutor continue habilitado com a CNH regular e livre do uso de substâncias psicoativas. Não realizar o exame no prazo estipulado acarreta em infração gravíssima, com multa de R$1.467,35, sete pontos na CNH e suspensão do direito de dirigir por três meses.
 

Para mais segurança no trânsito, CLT exige o exame randômico para motoristas profissionais  

O exame toxicológico randômico, segundo a Lei Federal nº 14.599/2023 e a Portaria nº 612/2024 do MTE, é uma exigência para empresas que têm motoristas das categorias C, D e E contratados sob o regime CLT e complementa a testagem no âmbito da CNH. Este exame é realizado após sorteio feito por laboratórios acreditados pela Norma ABNT NBR ISO/IEC 17025 para seleção aleatória dos profissionais que serão testados, sem possibilidade de aviso prévio - uma medida para coibir fraudes. Ainda, as empresas têm de testar randomicamente todos os motoristas contratados a cada 30 meses. A medida contribui para a redução de acidentes nas estradas brasileiras, garantindo que os motoristas estejam livres de substâncias psicoativas que comprometam a segurança no trânsito. 

Além disso, a portaria determina que o empregador insira no eSocial um conjunto de informações sobre os exames dos motoristas das categorias C, D e E, que devem ser realizados na admissão, demissão e na seleção randômica, sendo: CPF do motorista, data do exame, CNPJ do laboratório e código do relatório médico. A ausência desse registro pode resultar em multas que variam de R$600 a R$4.000, além de outras penalidades, como a perda de cobertura de seguro em caso de sinistro e restrições na participação de licitações públicas.


Empreendedorismo por oportunidade: como incentivar mulheres

O empreendedorismo por oportunidade, especialmente entre as mulheres, está em constante evolução. Além de representar desenvolvimento feminino, ele contribui para a diversidade de pensamento e a criação de soluções mais empáticas e conectadas com as necessidades reais das pessoas. A combinação de tendências como o foco no propósito, a valorização de características femininas e o impacto social global torna esse campo não apenas promissor, mas também indispensável para o futuro dos negócios. No entanto, para fomentar esse ecossistema, é necessário continuar derrubando barreiras culturais e sociais, ao mesmo tempo em que se oferece suporte prático e chances para o crescimento. 

 

Tendências no empreendedorismo feminino 

O avanço tecnológico, especialmente com a ascensão da inteligência artificial (IA), tem sido uma das grandes transformações no cenário de negócios. Porém, esse progresso não exige apenas domínio técnico. Quanto mais as tecnologias avançam, mais fica visível a necessidade de conectar negócios e produtos com a essência humana. Isso é especialmente verdadeiro no empreendedorismo feminino, onde habilidades de conexão, empatia e compreensão das necessidades humanas são fundamentais. 

Uma tendência crescente é o feminino enquanto valor, com destaque para características como empatia, intuição e sensibilidade em negócios. Essas qualidades serão cada vez mais valorizadas em um mundo onde consumidores e empresas buscam propósito e impacto social. 

Outras vantagens das mulheres são a conexão com o público, a criação de experiências inovadoras e a sensibilidade para gerar produtos mais adequados às necessidades dos consumidores. Além disso, as empreendedoras estão desafiando o estereótipo de heroína. Hoje, elas entendem a importância de estabelecer limites, priorizar responsabilidades e valorizar a si mesmas, fazendo com que os outros também as valorizem. 

 

Desafios

Mesmo com tendências promissoras, o empreendedorismo feminino enfrenta desafios. Entre os principais estão o acesso a recursos e investimentos, além da conciliação das responsabilidades domésticas com o trabalho. Estereótipos de gênero, barreiras culturais e sociais também continuam a limitar o potencial de mulheres, dificultando a aceleração da igualdade. 

Para driblar esses obstáculos, é essencial desenvolver resiliência e adotar um filtro pessoal para ignorar ruídos e preconceitos. A busca constante por conhecimento e a participação em iniciativas que promovam o empreendedorismo feminino são passos cruciais para aumentar o número de mulheres nos negócios.

 

Ações de incentivo 

O governo desempenha um papel essencial na criação de incentivos, como a redução de impostos, o acesso a investimentos e financiamentos, e a facilitação de conexões entre pequenos negócios e clientes. Porém, ações práticas podem ser tomadas pelas próprias mulheres, entre elas a capacitação contínua, a participação em redes de apoio e o networking. 

A capacitação não se limita ao aprendizado técnico, pois envolve também o compartilhamento desse conhecimento e a criação de conexões. Participar de eventos, conversar com outras profissionais e falar do seu próprio negócio são maneiras eficazes de gerar novas oportunidades. A união em comunidades e redes de apoio, onde as empreendedoras possam trocar experiências e colaborar, também é um elemento fundamental para o crescimento do empreendedorismo feminino. 




Carolina Gilberti - CEO da Mubius WomenTech Ventures, a primeira WomenTech do Brasil. E-mail mubiusventures@nbpress.com.br.


Mubius WomenTech Ventures
https://mubius.ventures/


Dia do Professor: Vistos de imigração para docentes para os EUA

No mês em que se celebra a figura do mestre, vistos EB-1B e EB-2 NIW apresentam caminhos promissores para aqueles que desejam viver o ambiente acadêmico americano


Com a aproximação do Dia dos Professores, celebrado neste 15 de outubro, a imigração para os Estados Unidos se torna um tema relevante para educadores e pesquisadores em busca de novas oportunidades. Os vistos EB-2 NIW e EB-1B oferecem caminhos promissores para aqueles que desejam contribuir com suas habilidades no ambiente acadêmico e de pesquisa americano.

 

O visto EB-2 NIW (National Interest Waiver) é uma opção para profissionais qualificados que demonstram que suas atividades têm relevância nacional. Ao contrário de outros vistos, o EB-2 NIW não exige uma oferta de trabalho, o que facilita o processo. Para se qualificar, os candidatos devem apresentar habilidades excepcionais ou um grau avançado, além de comprovar a importância de seu trabalho por meio de publicações, pesquisas e cartas de recomendação. O Dr. Vinicius Bicalho, advogado especializado em imigração e fundador da Bicalho Consultoria Legal, destaca que “um planejamento detalhado pode ser o fator determinante para o sucesso na obtenção do visto”.

 

Por outro lado, o visto EB-1B é voltado para professores e pesquisadores que têm reconhecidas contribuições em suas áreas. Essa categoria prioriza aqueles com habilidades extraordinárias e realizações notáveis em pesquisa ou ensino. Assim como o EB-2 NIW, o EB-1B também permite que familiares do beneficiário acompanhem o processo de imigração, facilitando a transição para a nova vida nos Estados Unidos.


O mês de outubro, que celebra a educação, ressalta ainda mais a importância dessas oportunidades. O EB-2 NIW e o EB-1B não apenas oferecem um caminho para obter o green card, mas também reconhecem o valor das contribuições educacionais e de pesquisa, que são fundamentais para o desenvolvimento e a inovação.

 

“Neste mês comemorativo à figura dos professores, que seja um lembrete da importância de apoiar a educação e a pesquisa, tanto no Brasil quanto no exterior. O visto EB-2 NIW e o EB-1B são oportunidades valiosas para aqueles que buscam fazer a diferença em suas áreas”, comenta Bicalho.

 

A Bicalho Consultoria Legal, com escritórios no Brasil, Portugal e Estados Unidos, é uma referência em processos migratórios, oferecendo assessoria jurídica e consultoria em diversas áreas para aqueles que desejam internacionalizar suas carreiras. A empresa conta com uma equipe multidisciplinar, pronta para auxiliar educadores e pesquisadores a conquistarem seus objetivos de imigração. 

 



Bicalho Consultoria
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Apagão em São Paulo já causou pelo menos R$ 1,65 bilhão em prejuízos ao varejo e aos serviços da cidade

Entidade – que está em diálogo com autoridades e com a ENEL – reforça que maior metrópole do Brasil não pode ficar tanto tempo sem energia elétrica

 
A falta de eletricidade em parte significativa da cidade de São Paulo, que já dura três dias, está gerando prejuízos graves aos setores do varejo e de serviços. Cálculos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) mostram que, considerando o faturamento que ambos deixaram de registrar no período, as perdas brutas já somam cerca de R$ 1,65 bilhão.
 
Esse valor deverá ser maior, porque a empresa responsável pela distribuição de energia, a ENEL, ainda não forneceu respostas concretas sobre o retorno do serviço à totalidade dos imóveis que dependem da rede.
 
Os números da FecomercioSP mostram que só o varejo paulistano teve prejuízos de pelo menos R$ 536 milhões nos dias em que parte dos agentes do setor ficou sem funcionar. No caso dos serviços, as perdas somaram R$ 1,1 bilhão. Esses dados foram compilados levando em conta que, aos fins de semana, o comércio de São Paulo tende a faturar, em média, R$ 1,1 bilhão por dia, enquanto os serviços têm receitas de R$ 2,3 bilhões.


 
RELIGAÇÃO URGENTE

A Federação está trabalhando desde sexta (11) para colaborar com os setores mais afetados pelo novo apagão em São Paulo, dialogando com autoridades –como a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEL) e a Prefeitura de São Paulo – e, em paralelo, exigindo que a ENEL faça a restauração da distribuição com o máximo de urgência possível. Para a FecomercioSP, é inaceitável que a maior metrópole brasileira sofra com constantes cortes de energia, como vem acontecendo nos últimos meses.
 
Pior do que isso, a cidade não pode ficar tanto tempo sem eletricidade em meio a esses episódios. A interrupção atual já dura três dias, enquanto a última, no fim de 2023, durou uma semana. A falta desse serviço básico acarreta problemas significativos para a população e prejuízos enormes ao empresariado.
 
Como já reforçado em outras ocasiões, a Federação tem apontado à ENEL como muitas empresas estão contabilizando perdas econômicas a cada dia sem luz, como mercados, restaurantes, farmácias e lojas do varejo, além de serviços que ficam impossibilitados de operar, já que, além da energia, estão sem acesso à Internet.
 
Sem contar os custos excedentes para estabelecimentos que, diante da situação alarmante, não viram outra opção que não locar geradores, contratar mão de obra extra ou comprar combustíveis para manter dispositivos operando. Além disso, o apagão prejudica o fornecimento de água, já que muitos edifícios do centro possuem bombas hidráulicas de distribuição.
 
A nova interrupção do fornecimento de energia evidencia, além do mais, como é fundamental discutir uma Reforma Administrativa a nível nacional, já que todas as instâncias de governo, apesar de grandes arrecadadoras de tributos, não conseguem fornecer serviços básicos à população – quanto mais com qualidade minimamente aceitável. Neste caso, tanto setores relevantes da economia do País – como o comércio e os serviços de São Paulo – quanto as classes mais pobres, que dependem da energia elétrica no cotidiano, são os mais prejudicados.
  

 
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Escrever à mão ainda é essencial na era digital

 Escrever à mão ainda é essencial na era digital

 

Em um mundo cada vez mais digital, no qual crianças se familiarizam desde cedo com telas e teclados, a pergunta que muitos educadores e pais se fazem é: ainda faz sentido ensinar a escrita cursiva? Afinal, com a evolução das tecnologias, seria a caligrafia uma habilidade obsoleta? A resposta, felizmente, é um enfático não. A prática da escrita à mão, especialmente em letra cursiva, continua sendo uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças e deve ser vista como parte importante do processo de alfabetização. 

Na trajetória educacional, a escrita à mão desempenha um papel que vai muito além de formar letras e palavras. Ela está intimamente conectada ao desenvolvimento de habilidades motoras finas, à construção da memória e à organização do pensamento. Estudos recentes mostram que o ato de escrever à mão ativa regiões do cérebro associadas ao raciocínio, à linguagem e ao processamento de informações de forma mais profunda do que a digitação. Ou seja, ao segurar um lápis e desenhar letras, as crianças estão formando importantes conexões neurológicas que impactam diretamente na sua capacidade de aprender e reter informações. 

Além dos benefícios cognitivos, a escrita cursiva tem uma dimensão emocional que merece destaque. Aprender a escrever em letra cursiva exige prática, paciência e persistência, qualidades fundamentais para o desenvolvimento da atenção e da concentração. No Colégio Visconde de Porto Seguro, por exemplo, incentivamos o uso da escrita cursiva não apenas como parte do processo de alfabetização, mas também como uma forma de estimular a autoconfiança dos alunos. À medida que percebem a melhora na qualidade de sua caligrafia, as crianças desenvolvem habilidades como a autoconsciência e a autogestão. 

A escrita cursiva também desempenha um papel único na organização e no desenvolvimento do pensamento crítico. Quando escrevem à mão, as crianças precisam se concentrar no que estão expressando e em como vão organizar seus pensamentos no papel. Isso reforça a clareza de ideias, uma habilidade que leva à melhoria da expressão verbal e escrita. Além disso, diversos estudos indicam que o ato de escrever à mão ajuda na retenção de informações, algo que a digitação não consegue replicar de maneira tão eficaz. Em um mundo onde somos bombardeados com estímulos digitais e informações fragmentadas, essa habilidade de foco e memória se torna ainda mais valiosa. 

Outro aspecto fundamental é a relação entre a escrita à mão e o letramento digital. À primeira vista, pode parecer que a tecnologia e a caligrafia estão em lados opostos, mas na verdade elas podem se complementar. O desenvolvimento das habilidades motoras finas e a percepção visual ao escrever à mão criam uma base sólida para a alfabetização digital. No contexto das tecnologias emergentes, é compreensível que muitos questionem o papel da caligrafia no currículo escolar. Entretanto, ao valorizarmos a escrita cursiva, não estamos desconsiderando o poder transformador do digital. Pelo contrário, estamos reforçando a ideia de que algumas práticas tradicionais essenciais e as novas tecnologias devem coexistir e se complementar. A educação deve, cada vez mais, oferecer uma formação integral, equilibrando o desenvolvimento humano e cognitivo com o uso consciente e eficaz das ferramentas digitais. 

Outro ponto importante é o aspecto cultural e histórico da escrita cursiva. Aprender a escrever em letra cursiva é também um exercício de preservação de um patrimônio cultural que atravessa gerações. Quando dominam essa técnica, as crianças têm a oportunidade de acessar textos manuscritos de diferentes épocas, além de desenvolver sua própria “impressão digital” no papel – algo único, pessoal e intransferível. 

A caligrafia, portanto, não deve ser encarada como um resquício do passado, mas como uma aliada no presente que contribui para formar estudantes capazes de se comunicar e de interagir com o mundo, transitando com facilidade entre o analógico e o digital. Minha experiência com estudantes e professores reforça que o equilíbrio entre esses dois mundos é o caminho para preparar nossas crianças para os desafios de uma sociedade em constante mudança, reconhecendo sua contribuição para a preservação do conhecimento e da cultura humana.

Em suma, na era digital, a escrita cursiva continua sendo uma ferramenta valiosa para o desenvolvimento das crianças, promovendo habilidades motoras, cognitivas e socioemocionais que vão muito além do simples ato de formar letras no papel. Mesmo em meio à transformação tecnológica, a escrita à mão permanece um pilar essencial no processo de alfabetização e no desenvolvimento integral de nossos estudantes. Afinal, é essencial valorizar e preservar a escrita cursiva como uma habilidade dinâmica e contextualizada na educação.

  

Luciana Gomes Cunha Centini - diretora do Ensino Fundamental I do Colégio Visconde de Porto Seguro, em São Paulo



4 formas de utilizar o Chat GPT para se preparar na reta final do Enem

Freepik

O assessor pedagógico da Mind Makes, Victor Haony, traz dicas que vão ajudar estudantes no uso responsável e eficaz de ferramentas de Inteligência Artificial para revisar os conteúdos

 

Cada vez mais, as ferramentas de Inteligência Artificial (IA) têm sido aprimoradas, trazendo benefícios que podem ser aplicados, inclusive, no âmbito educacional. Um estudo recente do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior (Semesp) revela que 74% dos educadores são a favor do uso da Inteligência Artificial na educação, mas somente 39,2% declaram utilizar a tecnologia em sala de aula.  

 

“A Inteligência Artificial já está presente em nosso dia a dia”, afirma Victor Haony, assessor pedagógico da Mind Makers, solução da SOMOS Educação que trabalha com disciplinas inovadoras para estimular a criatividade. “O que nos cabe, enquanto educadores, é ensinar aos alunos o uso responsável dessa tecnologia de modo que ela atue como um complemento no dia a dia de estudo”, acrescenta. 

 

Neste contexto, Haony recomenda aos estudantes que vão prestar vestibular e Enem o uso dessa tecnologia para potencializar seus estudos, tornando a etapa de revisão dos conteúdos mais prática e funcional. Entre as ferramentas gratuitas, o assessor pedagógico sugere o ChatGPT, ferramenta online, que pode auxiliar de diversas maneiras. 

 

“Os vestibulandos podem pedir auxílio da plataforma para criar repertório em redações e compreender melhor um conceito que eles não tenham entendido”, explica Haony. “É possível também recorrer à ferramenta para pedir auxílio na correção de uma redação ou compreender o passo a passo da solução de um exercício, considerando diversos níveis de dificuldade”, acrescenta. 

 

Pensando em facilitar a vida do vestibulando, o assessor pedagógico da Mind Makers listou 4 formas de utilizar a ferramentas de Inteligência Artificial para revisar os conteúdos na reta final do Enem e dos principais vestibulares! Confira: 

 

1. Revisar os conteúdos com provas de outros anos: ferramentas gratuitas como o ChatGPT têm um histórico limitado, o que pode não ser ideal para estudar atualidades. No entanto, o estudante pode usá-las para consultar exames e provas anteriores, identificando os conteúdos mais recorrentes e como eles são cobrados nos principais vestibulares, facilitando uma revisão mais direcionada; 

 

2. Resumir tópicos importantes para a prova: na reta final, é importante ter algumas informações na ponta da língua, como fórmulas de química ou datas relevantes da história. Para isso, o aluno pode solicitar que a IA liste esses principais tópicos, organizando-os por temas ou relevância para o vestibular. Dessa forma, pode revisar de forma rápida e eficaz os conceitos-chave, fortalecendo sua memória e aumentando a confiança para a prova; 

 

3. Corrigir exercícios: ao resolver problemas complexos de matemática ou cálculos de física, o vestibulando pode apresentar erros pontuais. Assim, uma boa ideia é repassar a resolução do exercício para o ChatGPT, ou outra ferramenta de IA, que poderá localizar e indicar o equívoco, além de mostrar a explicação detalhada, ajudando o estudante a revisar conceitos e fórmulas que possam ter sido aplicados de forma incorreta; 

 

4. Apoio na redação: para muitos, a redação do Enem pode parecer um pesadelo por suas exigências técnicas. Por isso, o apoio de ferramentas de IA pode ser essencial para garantir um bom texto. O vestibulando pode pedir ajuda na delimitação do repertório cultural, na revisão do texto, na sugestão de propostas de intervenção ou, até mesmo, se espelhar nos moldes de um texto criado pelo programa. 




Mind Makers - solução educacional do grupo SOMOS Educação


Emissão de visto EB-5 cresce 42% em 2024

Interessados precisam investir US$ 800 mil em uma empresa ou negócio comercial nos EUA
 

Diversos são os motivos que levam os brasileiros a buscarem oportunidades além das fronteiras do Brasil. Segundo dados das Comunidades Brasileiras no Exterior, um levantamento realizado pelo Ministério das Relações Exteriores, em agosto de 2023, a maior concentração de brasileiros que moram fora de seu país de origem está na América do Norte, com os Estados Unidos no topo da lista.

Entre os diversos tipos de vistos disponíveis, o visto de investidor EB-5, é um dos caminhos para se obter o Green Card por investimento. Esta modalidade de visto para investidores estrangeiros que fazem um aporte de no mínimo US$ 800 mil em uma empresa ou negócio comercial nos EUA tem o objetivo de criar ou preservar pelo menos 10 empregos de tempo integral para trabalhadores qualificados nos EUA. Se compararmos 2023 com 2024, até setembro, houve um aumento de 42% na emissão de vistos EB-5. Em 2024, 2.620 investidores já aplicaram para o visto EB-5 (diversas nacionalidades).

“O visto EB-5 tem se destacado em 2024 devido à resiliência da economia americana, aliada à qualidade de vida e segurança em regiões como Orlando. Além disso, a redução dos custos de vida e a facilidade de ingresso em universidades americanas de prestígio têm sido fatores importantes para pais que buscam oferecer mais oportunidades para o futuro profissional de seus filhos. A dificuldade em obter uma residência legal nos EUA para toda a família também torna o visto EB-5 uma opção atraente para aqueles que buscam estabilidade no país”, afirma Marcelo Gorenstein, Diretor da LCR Capital Partners no Brasil e América Latina.

Desde a criação do programa, em 1990, US$ 53,6 bilhões foram investidos nos Estados Unidos, contribuindo para a economia e as comunidades do país, além de criar empregos para trabalhadores norte-americanos. É estimado que desse valor, US$ 545 milhões vieram de brasileiros. Em 2023, foram investidos US$ 2,1 bilhões no Programa EB-5, e este ano, até setembro de 2024, já foram investidos US$ 2,2 bilhões, demonstrando que 2024 encerrará com um volume maior do que 2023.

O Brasil está entre as principais nacionalidades que aplicam para o visto EB-5, estando entre as 10 principais nacionalidades que recebem o visto EB-5 (vistos emitidos) desde 2016. O país foi considerado o sétimo maior a receber vistos EB-5 no ano fiscal de 2023. “É importante ressaltar que uma única aplicação para o visto de investidor EB-5 permite inclusão de cônjuge e filhos menores de 21 anos”, explica Marcelo.


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