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sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Pesquisas revelam que mais de 5,6 milhões de idosos podem desenvolver demência até 2050

Especialista aponta como cuidados no dia a dia desse público são essenciais para prevenir o desenvolvimento da condição


Recentemente, Ministério da Saúde divulgou o Relatório Nacional sobre a Demência: Epidemiologia, (re)conhecimento e projeções futuras. Segundo o documento, 8,5% das pessoas com 60 anos ou mais, o que equivale a 2,71 milhões de indivíduos, convivem atualmente com essa condição. As projeções indicam que até 2050, o número pode subir para 5,6 milhões de pessoas.

A análise regional do estudo revelou que a demência é mais prevalente entre mulheres, representando 9,1% dos casos, enquanto entre os homens o percentual é de 7,7%. O relatório também chama atenção para os riscos, o subdiagnóstico e o estigma que ainda cercam essa condição, dificultando a implementação de medidas preventivas e o acesso ao tratamento adequado.

Jéssica Ramalho, Diretora de Operações da Acuidar, reforça a importância dos cuidados diários na prevenção da prevenção não somente da demência, como de diversas condições neurológicas que podem afetar o grupo. “Acompanhar de perto o comportamento e as necessidades dos idosos é essencial. Pequenas mudanças na rotina e na forma de cuidar podem ajudar a prevenir não apenas a demência, mas também outras condições associadas ao envelhecimento”, explica.

 

Como identificar mudanças no comportamento dos idosos?

A identificação precoce de alterações no comportamento é um fator essencial para prevenir o agravamento de doenças neurodegenerativas. É necessário observar sinais como perda de memória frequente, dificuldades em realizar tarefas cotidianas e mudanças de humor sem motivo aparente. Além disso, a falta de interesse por atividades que antes eram rotineiras pode ser um alerta.

“Os cuidadores e familiares precisam estar atentos e buscar orientação profissional assim que essas mudanças se manifestem”, afirma Jéssica. Para a especialista, o diagnóstico precoce possibilita a adoção de medidas que podem retardar o avanço da demência e garantir uma melhor qualidade de vida ao idoso.

 

Métodos de tratamento

Os cuidados para evitar o desenvolvimento de demência e outras condições incluem, além do acompanhamento médico, a adoção de práticas que estimulem a saúde física e mental dos idosos. “A prática de exercícios físicos regulares, por exemplo, contribui para a manutenção das funções cognitivas, enquanto atividades que envolvam raciocínio, como leitura e jogos de memória, ajudam a manter o cérebro ativo”, afirma. 

A especialista pontua que a alimentação balanceada é outro fator importante, devendo ser rica em nutrientes que auxiliem na proteção das células cerebrais. O consumo de frutas, verduras e peixes ricos em ômega-3 é recomendado para reduzir o risco de demência e doenças cardiovasculares.

Por fim, o suporte emocional e social tem grande impacto no bem-estar do idoso. Manter a interação com familiares e amigos, participar de grupos sociais e realizar atividades em conjunto promovem o estímulo cognitivo e ajudam a combater o isolamento, que pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de demência.

 

a Acuidar
https://www.acuidarbr.com.br/


Dia Mundial do Ovo: Consumir 40 por dia, no ‘estilo Gracyanne’ faz bem? Médico desvenda riscos e benefícios

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Ele já foi considerado o vilão do colesterol, depois se tornou o melhor amigo da dieta. Nutrólogo especialista em alta performance, Dr. Rodrigo Schröder afirma que o ovo está entre a lista de alimentos mais saudáveis, mas que a forma de consumo pode atrapalhar

 

Do café da manhã ao ingrediente principal de diversas receitas, o ovo pode ser considerado até mesmo um item cultural na geladeira do brasileiro. No entanto, já foi protagonista de uma grande polêmica nutricional, sendo considerado o maior inimigo do colesterol por anos. Popularizado principalmente pelo universo fitness, o posto de vilão ficou para trás e o ovo ganhou até um dia para chamar de seu, celebrado em 11 de outubro.

 

Dr. Rodrigo Schröder, um dos maiores nomes da Medicina e Performance esportiva e referência em comunicação sobre saúde, com mais de 1 milhão de seguidores nas redes, explica porquê o ovo pode ser considerado um dos alimentos mais saudáveis do mundo e justifica que o título de inimigo da saúde só é válido de acordo com o modo de preparo.

 

“Historicamente, o ovo foi considerado um vilão devido ao seu alto teor de colesterol. No entanto, o impacto do colesterol do ovo no corpo humano é mínimo. Pesquisas mostram que o que altera é a forma de preparo. Se for frito, por exemplo, altera, mas não pelo ovo e sim pela fritura”, explica o médico.

 

O ovo pode ser aliado à saúde do cérebro e até dos olhos. Isso se deve a quantidades consideráveis de nutrientes presentes no alimento, sendo uma excelente fonte de proteína, vitaminas A, D, E, K, diversas do complexo B e minerais como ferro, selênio e zinco. Rodrigo explica os efeitos da composição:

 

“Os benefícios incluem o suporte ao desenvolvimento cerebral e à saúde ocular devido à presença de colina e luteína. As proteínas auxiliam na construção e reparação dos tecidos, enquanto as vitaminas e minerais têm papeis cruciais em várias funções do corpo, incluindo a imunidade e a coagulação sanguínea”.

 

Famosos do universo fitness como Gracyanne Barbosa, já revelaram que consomem quantidades exorbitantes, chegando a 40 ovos por dia. E apesar dos inúmeros benefícios, o excesso esconde um risco. “Não existe um limite superior para o consumo de ovos. No entanto, qualquer alimento que se consuma excessivamente pode trazer intolerância alimentar, sendo o ovo ou outro alimento”, explica o médico.

 

Inclusive, o potencial alergênico do ovo, principalmente em crianças, é considerado bem alto, entretanto, facilmente identificado. “Os sintomas podem incluir urticária, problemas respiratórios, dores de estômago e em casos graves, anafilaxia. A intolerância ao ovo pode resultar em sintomas digestivos como gases e inchaço”.

 

Engana-se quem pensa que o alimento tornou-se popular entre o público fitness apenas pela concentração de proteína. Segundo Schröder, os benefícios para os atletas vão além. “Vitaminas do complexo B que ajudam no metabolismo energético e ácidos graxos essenciais que podem ajudar na recuperação muscular. É quase um poli vitamínico só faltando a vitamina C.”

 

O médico também destaca a facilidade e versatilidade do preparo como um ponto alto, lembrando apenas de deixar a fritura - real inimiga do colesterol - como última opção.

 

Entre todas as polêmicas acerca dos ovos, também surgiram burburinhos sobre o uso de antibióticos e hormônios na criação de galinhas, o que tornaria o consumo de ovo perigoso. Rodrigo, no entanto, esclarece que em muitos países, incluindo o Brasil, o uso de hormônios na avicultura é proibido, enquanto antibióticos são regulamentados estritamente para evitar resíduos nos ovos.

 

“Consumidores preocupados podem optar por ovos de galinhas criadas sem antibióticos ou buscar selos de certificação que garantam práticas de produção adequadas”, aconselha.

 



Dr. Rodrigo Schröder - formado em Medicina, com residência em Ortopedia e Traumatologia. Entretanto, foi em sua pós graduação de Nutrologia Esportiva e Medicina do Esporte e no mestrado em Nutrição e Dietética que ele se encontrou e hoje é um dos maiores profissionais do país em Medicina e Performance Esportiva. Na agenda de consultas, celebridades do entretenimento como Vera Fischer, Anderson Leonardo, Bárbara Coelho, Rodriguinho e outros; e do esporte, como Bárbara Seixas, Lara Nobre, Diego Alves e mais.
https://www.instagram.com/rodrigoschroder/


QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS CAUSAS DAS DORES NO JOELHO? ESPECIALISTA EXPLICA

Aproximadamente 69% dos brasileiros sofrem com dores nas articulações do joelho, descobrir a causa pode ajudar no tratamento efetivo

 

Quem nunca sentiu aquela dorzinha chata no joelho? Pois é, essas dores podem ser um verdadeiro obstáculo para uma vida ativa e saudável. As dores no joelho são um problema de saúde comum que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e elas podem ser causadas por diversos motivos. 

Segundo Raquel Silvério, Fisioterapeuta e Diretora Clínica do Instituto Trata, “É fundamental compreender as causas subjacentes das dores no joelho, a fim de abordar adequadamente esses problemas e buscar tratamento. A prevenção e a gestão adequada dessas causas podem ajudar a minimizar a incidência de dores no joelho e melhorar a qualidade de vida”, comenta. 

O joelho é uma das articulações mais complexas e sobrecarregadas do corpo humano, suportando o peso corporal e permitindo uma variedade de movimentos essenciais. No entanto, essa complexidade também torna o joelho suscetível a uma série de lesões e condições dolorosas. As dores no joelho podem afetar pessoas de todas as idades e níveis de atividade física, causando desconforto e limitando a qualidade de vida. Neste texto, discutiremos as causas mais comuns de dores no joelho e opções de tratamento disponíveis. 

Sendo assim, confira quais são as cinco causas mais comuns de dores no joelho:

  • Lesões Esportivas: Atividades esportivas e exercícios intensos podem resultar em lesões nos ligamentos, tendões e cartilagem do joelho. Torções, impactos diretos e movimentos bruscos podem levar a danos que desencadeiam dores significativas.
  • Desgaste da Cartilagem: A osteoartrite, um processo degenerativo que afeta a cartilagem protetora das articulações, é uma causa comum de dores no joelho. Com o tempo, a cartilagem pode se desgastar, levando a fricção e desconforto durante o movimento.
  • Sobrecarga e Excesso de Peso: O excesso de peso coloca uma pressão adicional sobre as articulações dos joelhos, podendo resultar em dor e inflamação. A sobrecarga crônica devido a um estilo de vida sedentário também pode contribuir para o problema.
  • Condições Médicas Pré-existentes: Algumas condições médicas, como a artrite reumatóide, podem causar inflamação nas articulações, incluindo os joelhos. Essas inflamações frequentemente resultam em dores e limitações na mobilidade.
  • Má Postura e Alinhamento: Uma postura inadequada e um alinhamento desfavorável das pernas e quadris podem causar desequilíbrios musculares, colocando pressão irregular nos joelhos. Com o tempo, isso pode levar a dores e desconforto 

Por fim, a fisioterapeuta Raquel complementa que para reduzir o risco de dores no joelho, é importante praticar hábitos saudáveis, como manter um peso adequado, realizar exercícios de fortalecimento muscular, usar calçados adequados para atividades esportivas e adotar técnicas de treinamento adequadas. 

“Além disso, em caso de dores persistentes no joelho, é fundamental procurar a orientação de um profissional de saúde, como um médico ortopedista, para obter um diagnóstico preciso e um plano de tratamento personalizado. Lembrando sempre que a prevenção e o cuidado adequado são fundamentais para manter a saúde e a funcionalidade dessa importante articulação do corpo humano", finaliza a fisioterapeuta.


 
Raquel Silvério - Fisioterapeuta e Diretora Clínica do Instituto Trata, a profissional possui especialização em fisioterapia músculo esquelética pela Santa Casa de São Paulo, além de formação em terapia manual ortopédica nos conceitos Maitland e Mulligan e forte experiência em tratamentos da coluna vertebral.


Câncer de mama: estudo mostra que resultado de teste pode guiar tratamento de pacientes com alteração genética

Pesquisa canadense com mulheres recentemente diagnosticadas com a doença revela que uma a cada 20 pacientes apresenta uma mutação acionável, com indicação de intervenções especializadas

 

A maioria dos casos de câncer de mama no Brasil está relacionada a fatores esporádicos, sem ligação com histórico familiar. A análise vem do Projeto AMAZONA, estudo que se propôs a entender o perfil epidemiológico de mulheres brasileiras. De acordo com a publicação, cerca de 85% dos diagnósticos são atribuídos ao estilo de vida, como tabagismo, sedentarismo, ingestão de alimentos ultraprocessados e consumo excessivo de bebida alcoólica, entre outros hábitos. No entanto, 15% das pacientes desenvolvem a neoplasia devido a vulnerabilidades genéticas. Identificar essas alterações precocemente pode ser determinante para a prevenção do desenvolvimento de tumores. 

De acordo com a pesquisa nacional, pacientes com menos de 40 anos apresentam características clínico-patológicas desfavoráveis no momento do diagnóstico do câncer de mama, incluindo subtipos mais agressivos e estágio avançado quando comparados a pessoas com idade superior. Isso sugere uma investigação ampla, para entender o perfil genético das brasileiras. No país, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), até 2025 serão registrados 73.610 novos casos da doença ao ano. No Rio de Janeiro a estimativa é de 10.290 ocorrências. 

Pesquisa realizada por três hospitais canadenses e divulgada neste ano pela revista Jama, da Associação Médica Americana, feita com mulheres recentemente diagnosticadas com câncer de mama, mostra que uma a cada 20 pacientes apresenta uma mutação acionável, ou seja, com indicação para algum rastreio ou procedimento. E, para um terço dessas pessoas, o achado vai guiar o tipo de tratamento a ser seguido. 

Segundo a oncogeneticista da Oncoclínicas Rio de Janeiro, Marcela Bulcão, o resultado do estudo canadense reforça a necessidade de incentivar a testagem universal entre as brasileiras, um tema que já vem sendo discutido no país, para a garantia de diagnósticos precoces e que levem a cuidados individualizados. 

“Caso a mulher tenha uma mutação acionável, é possível oferecer um novo tipo de cirurgia, mudar a adjuvância (terapia para destruir células cancerígenas ainda presentes no organismo, mesmo após um procedimento), sugerir o rastreio de outros órgãos, orientar a família. E, se o achado puder guiar o tratamento, significa que ela poderá ter um cuidado mais específico, relacionado ao tipo de câncer dela”, explica a médica. 

No Brasil, o rol de critérios da Agência Nacional de Saúde (ANS) para indicação de testagem genética ainda é muito limitante, segundo Marcela. Ter histórico familiar, por exemplo, não torna a paciente elegível ao exame. Outros fatores devem ser levados em consideração, como diagnóstico antes dos 45 anos; mulheres com tumor triplo negativo; que tenham um ou mais casos na família de câncer de ovário, próstata ou pâncreas e, ainda, pertencentes à população descendente de judeus ashkenazi. 

“Atualmente, é possível fazer um rastreio mais adequado, temos acesso a testes precisos. E isso é fundamental para o diagnóstico precoce, pois a população está vivendo mais e aumentou-se a incidência de câncer”, ressalta a especialista. 

A oncologista clínica da Oncoclínicas Rio de Janeiro, Sabrina Cristofaro comenta que a conduta referente ao câncer de mama no país está cada vez mais caminhando para a medicina de precisão, e o sequenciamento genético é fundamental nessa jornada. “Antigamente não havia um painel ampliado, era feito somente o sequenciamento básico. O teste amplo agora faz parte do cotidiano do oncologista. E nós, assim como os mastologistas, também podemos pedir o exame. A solicitação não é mais restrita ao geneticista”, comenta a médica. 

Sabrina ressalta que ainda há muitas perguntas a serem respondidas em relação à testagem genética para o câncer de mama. Em alguns resultados, por exemplo, não fica claro se a alteração apresentada é patogênica, ou seja, se há risco de desenvolvimento de tumores. No entanto, ter essas respostas permite aos especialistas oferecer cuidados mais assertivos. 

“É fundamental dar essa orientação às pacientes e, assim, direcionar o tratamento cada vez mais de forma individualizada”, acrescenta a oncologista.

 

Grandes mulheres contam com um forte aliado: o diagnóstico precoce 

Para apoiar na conscientização sobre o câncer de mama, ao longo do mês de Outubro, estará no ar a campanha “É sempre hora de se cuidar” da Oncoclínicas&Co. A ação promove conteúdos informativos e estimula a realização de exames e consultas sempre em dia. Com ativações em redes sociais, ambientes físicos e anúncios nas grandes mídias, a iniciativa tem por objetivo incentivar o diagnóstico e tratamento precoce, aumentando assim as chances de cura.

Para outras informações, acesse: Link

  

Oncoclínicas&Co


54% dos brasileiros acreditam que Saúde Mental é o maior problema de saúde do país, revela Ipsos


Índice aumentou pelo quinto ano consecutivo; câncer, abuso de drogas, estresse e obesidade também estão entre os problemas de saúde mais citados pelos brasileiros

 

Dados do novo relatório global Health Service Report 2024, revelam percepções e desafios relacionados aos sistemas de saúde no mundo. A pesquisa, elaborada pela Ipsos, empresa especialista em pesquisa de mercado e opinião pública, avaliou também o cenário brasileiro quanto às doenças que a população acredita que sejam os principais problemas de saúde no país. 54% das pessoas no Brasil acreditam que a saúde mental seja, hoje, o principal problema de saúde enfrentado pelos brasileiros. O estudo completo traz ainda as principais preocupações sobre a qualidade dos serviços de saúde, acesso a tratamentos, desafios de saúde pública e como a pandemia da Covid-19 deixou impactos no setor. 

A pesquisa foi conduzida entre 26 de julho e 06 de agosto de 2024 com a participação de 23.667 adultos entre 18 e 74 anos de 31 países. Para países como Brasil, Chile, Colômbia e outros, a amostra representou uma parcela mais urbana e conectada da população. A margem de erro foi calculada com base no intervalo de credibilidade da Ipsos, com uma precisão de +/-3,5 pontos percentuais para amostras de 1.000 e +/-5,0 pontos percentuais para amostras de 500. 

A Saúde Mental continua sendo a maior preocupação de saúde no mundo. Em média, 45% das pessoas entrevistadas nas nações pesquisadas consideram este tema como o maior problema de saúde em seus países. Esse número era de 27% em 2018. A crescente conscientização e preocupação com o bem-estar mental tem reforçado e impactado nesses resultados. 

O câncer e a obesidade continuam a ser uma das principais preocupações, especialmente entre as gerações mais velhas, enquanto a obesidade também figura como o problema mais preocupante de diversos países. Menos da metade dos entrevistados acreditam que seu país oferece os mesmos cuidados para todos (41%), revelando uma percepção de desigualdade no acesso a serviços de saúde. 

A pesquisa também revelou uma queda na qualidade percebida do sistema de saúde no mundo todo. Apenas 44% das pessoas classificaram a qualidade dos serviços como “boa”, uma queda significativa frente aos 53% de 2021, durante a pandemia de Covid-19. Em média, 64% dos entrevistados acreditam que seus sistemas de saúde estejam sobrecarregados.


Cenário brasileiro

Os brasileiros que participaram da pesquisa indicaram a Saúde Mental como principal problema de saúde enfrentado no país. Nos últimos anos, o índice de preocupação com Saúde Mental aumentou. Em 2018, apenas 18% citavam a saúde mental como o principal problema. O salto aconteceu durante a pandemia, quando o tema foi o mais citado por 40% dos entrevistados em 2021, 49% em 2022 e 52% no ano passado, atingindo um novo pico agora em 2023. No Brasil, o problema da saúde mental é também mais citado pelas mulheres, quando comparado às respostas dos homens (14 p.p a mais). 

Além disso, os brasileiros também notam o crescimento do estresse como um problema enfrentado. Em 2022, 27% relataram que esse era um dos principais problemas na saúde do país. Esse número cresceu para 29% em 2023 e para 31% em 2024. 

Por outro lado, o câncer, o abuso de drogas e a obesidade diminuíram seus índices de percepções como principais problemas de saúde enfrentados pelos brasileiros, embora ainda estejam entre os cinco principais com 34%, 32% e 18%, respectivamente. 

“O debate sobre saúde mental nas empresas, na mídia e no dia a dia do brasileiro é um fator determinante para, hoje, ele ser reconhecido como o principal problema de saúde do país. Isso se deve muito, também, às campanhas que ganham força para as pessoas terem mais qualidade de vida e buscam mais formas de melhorar seu próprio bem-estar”, comenta Amanda Sousa, gerente de pesquisas de Healthcare na Ipsos no Brasil. 

Quanto à qualidade dos serviços de saúde no Brasil, os entrevistados brasileiros são ainda mais críticos que a média global. Apenas 31% consideram “boa” a qualidade dos serviços de saúde no país – mesmo índice do ano passado. O número deixa o Brasil como o 6º país que pior avalia a qualidade dos serviços locais. 

Já entre os principais desafios da saúde no país, 75% dos entrevistados citam que as filas de espera para marcar consultas são muito demoradas. Para 82% dos brasileiros, o acesso a serviços de saúde de qualidade é muito caro para a maioria das pessoas no país. O número deixa o Brasil como a segunda nação que mais concorda com esta afirmação, atrás apenas da Hungria (86%).

A pesquisa completa está disponível no site da Ipsos.



Mito ou Verdade: bebês podem ter rinite?

Especialista do maior hospital de otorrinolaringologia da América Latina (IPO) explica sobre a doença 

 

Bebês podem ter rinite? Esta pergunta faz parte do repertório de famílias que vivenciam bebês que espirram muito ou desenvolvem quadros que, num primeiro momento, aparentam ser alérgicos. E sim, bebês podem ter rinite. Por, exemplo a rinite alergica é uma doença genética que pode ser transmitida pelos pais. Quando os dois pais são alérgicos, as chances são de 50%. A doença costuma ser mais comum após os dois anos de idade e atinge cerca de 50% das crianças em idade escolar. 

Existem várias causas para a rinite em bebês, entre elas resfriados, exposição a cheiros fortes, poeira e doença do refluxo gastro esofágico que pode direcionar o conteúdo do leite que esta no estômago ate a região nasal . “A partir dos cinco anos, é possível fazer exames para averiguar cada situação. Antes disso, o sistema imunológico não está formado completamente e não é possível afirmar”, conta o médico Paulo Mendes Junior, otorrinolaringologista do IPO, maior referência do segmento na América Latina. 

Um sintoma comum em bebês que confunde com o diagnostico de rinite e sinusite é o refluxo gastroesofágico, quando o ar do estômago sobe até a garganta e dá a sensação de congestionado similar a rinite, principalmente após a amamentação. "Oriento as mamães a sempre darem de mamar com a criança o mais inclinado mais vertical para cima no colo, e colocar para deitar somente uma hora depois”, afirma o especialista. 

Entre as medidas para controle da rinite, está fazer a limpeza nasal com soro fisiológico três vezes ao dia. “Se o bebê estiver com muita secreção, lavar com mais frequência e até usar bombinha de aspiração para retirar a secreção que fica muitas vezes parado no pequeno nariz e assim dificuldando a respiração, sono e amamentação”, diz Paulo Mendes Junior. Lavar o nariz favorece a respiração e evita o contato com vírus e bactérias no ar e, inclusive, que venha a se transformar em sinusite, ou até mesmo uma adenoidite, que é uma inflamação na adenoide.

Para o tratamento, além das lavagens nasais, existem remédios que devem ser recomendados apenas após uma consulta, como sprays nasais ou antialérgicos, de acordo com o peso e idade da criança ou bebê. “É importante destacar que a rinite precisa ser tratada em qualquer fase da vida, pois ela gera diversos incômodos. Quanto antes ela for analisada, principalmente na fase inicial da vida, maiores serão a chances de um controle assertivo do problema e a partir dos 5 anos com os testes de alergia já realizados, tem a possibilidade de indicar uma imunoterapia ou seja uma vacina de rinite em gotas que pinga em casa 3 vezes na semana para controlar e muito os sintomas e complicações da rinite e evitando tantos corticoides e antialergicos”, completa o especialista.


5 cuidados para proteger os olhos das crianças nas brincadeiras ao ar livre e durante o jogo de videogame

 A oftalmopediatra do H.Olhos Márcia Ferrari explica que essas atividades auxiliam no desenvolvimento da visão, mas devem ter supervisão 


Brincar é essencial para o desenvolvimento das crianças, estimula a imaginação, a criatividade e a socialização. A criança que brinca se conecta com o mundo, vivencia experiências e aprende a interagir com os outros. E os benefícios ocorrem tanto em atividades ao ar livre, quanto ao jogar videogame ou assistir um desenho. 

A oftalmopediatra Márcia Ferrari, do H.Olhos, Hospital de Olhos da Rede Vision One, explica que "a estimulação visual depende da entrada, nos olhos, de cor, luz, forma e movimento, ou seja, tudo o que tem em um jogo de videogame ou um desenho animado”. 

Já nas brincadeiras ao ar livre a criança desenvolve a visão para longe e realiza atividades como correr, pular e escalar que fortalecem os músculos, melhoram a progressão motora e ajudam a desenvolver equilíbrio e resistência. Mas é importante que os pais fiquem atentos para garantir a segurança dos pequenos enquanto brincam. 

A médica recomenda 5 cuidados para proteger a visão durante os jogos e brincadeiras, principalmente se a criança usa óculos: 

- manter a criança a uma distância segura da TV e do aparelho de videogame;

- limitar o uso de dispositivos eletrônicos a uma hora por dia, entre os 6 e 10 anos, e de duas a três horas para os adolescentes;

- evitar o acesso ao videogame ou a TV no período da noite, pois a luz artificial pode interferir no ciclo de sono da criança;

- nas brincadeiras ao ar livre, prender os óculos para que fiquem bem fixados ao rosto e evitar armações de metal.

- em dias ensolarados, colocar um chapéu ou boné na criança para proteger os olhos da luminosidade intensa do sol. 

De acordo com a oftalmopediatra Márcia Ferrari, "embora os óculos escuros sejam uma opção para proteção da visão dos raios solares, eles só são indicados para crianças que possuem albinismo ou apresentam fotofobia, que é a sensibilidade excessiva à luz".

Para as crianças que realizam atividades esportivas com frequência e precisam utilizar óculos, a médica lembra que hoje existem armações com baixo risco de quebra, que possuem um acolchoamento por dentro para aumentar a proteção. O importante é garantir supervisão e os cuidados adequados para os pequenos poderem desenvolver suas habilidades com segurança.


Os olhos do bebê não param de lacrimejar? Saiba o que pode ser

A obstrução congênita é uma das principais causas do excesso de lágrimas, especialmente nos recém-nascidos. Especialista ensina a identificar e o que fazer em tais casos 

 

É muito comum em recém-nascidos: os olhinhos curiosos, vivos e que demoram a abrir totalmente podem ficar lacrimejando, de modo que parece que o bebê está sempre chorando. Embora bebês, de fato, chorem muito, a produção de lágrimas em excesso precisa ser investigada. Por trás do lacrimejamento podem estar problemas mais graves, como glaucoma, doença que responde por 20% dos casos de cegueira em crianças, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). “No entanto, uma das principais causas do lacrimejamento em crianças é a obstrução congênita, uma condição na qual, por defeito na formação da via lacrimal ou estreitamento no sistema de ductos, essa lágrima não é escoada e fica acumulada”, explica a oftalmologista e especialista em Plástica Ocular e Vias Lacrimais do Hospital CEMA, Rita de Cássia Lima Obeid. 

As lágrimas têm um efeito protetivo sobre os olhos: além da lubrificação, elas auxiliam no combate aos agentes externos, que podem ser nocivos. Para manter os olhos lubrificados, a lágrima que está na superfície ocular é drenada por um sistema de ductos e pequenos canais, que se inicia no canto medial da pálpebra e termina na cavidade nasal. “Qualquer obstrução nesse sistema de drenagem faz com que ocorra o extravasamento da lágrima. Essa dificuldade de escoamento é o que os especialistas chamam de epifora”, detalha a médica. 

Além da obstrução congênita, o lacrimejamento excessivo em crianças pode ser causado por um aumento da quantidade de lágrima produzida, por processos irritativos, como corpos estranhos, quadros infecciosos, como conjuntivites, ou alérgicos, anomalias anatômicas da pálpebra e glaucoma congênito. “Observa-se excesso e acúmulo de lágrima em bebês, geralmente, após 15 a 20 dias de nascido. São olhos que apresentam conjuntivites de repetição e contínuo acúmulo de lágrimas no canto interno dos olhos. As pálpebras podem ficar vermelhas e inchadas, com crostas nas bordas”, esclarece a especialista em Vias Lacrimais. 

Embora a obstrução congênita possa se resolver espontaneamente, é importante que os pais busquem ajuda médica, pois por trás do lacrimejamento excessivo podem estar outros problemas. “Ao perceberem essas alterações, é importante procurar um especialista em vias lacrimais para que ele verifique o que está ocorrendo. Um diagnóstico assertivo é importante para um tratamento precoce e eficiente”, afirma a oftalmologista. Na maioria dos casos, esse lacrimejamento vai ser tratado de acordo com a causa. Mas pode ser necessário, em algumas situações, uma intervenção cirúrgica.


Dislexia, déficit de atenção e transtorno de linguagem: por que é tão importante o diagnóstico precoce?

 Médico do Hospital Paulista explica que a identificação rápida é essencial para definir linhas de tratamento a esses distúrbios e destaca a importância dos pais e profissionais de educação nesse processo 


Em um mundo cada vez mais competitivo, a alfabetização é a chave para o sucesso acadêmico e social. No entanto, cerca de 4% das crianças brasileiras enfrentam um obstáculo significativo nesse caminho: a dislexia. Esse transtorno específico de aprendizagem, que se manifesta principalmente durante a fase de alfabetização, pode impactar profundamente o futuro dessas crianças, dificultando não apenas a leitura e a escrita, mas também sua autoconfiança e interação social. 

De acordo com o Dr. Gilberto Ferlin, médico foniatra do Hospital Paulista, para entender melhor a dislexia é fundamental realizar o “diagnóstico etiológico”, que investiga a origem do distúrbio. “Identificar as causas subjacentes frequentemente encontradas no desenvolvimento atípico da linguagem permite um planejamento mais assertivo das terapias, ajudando a minimizar as dificuldades acadêmicas e sociais associadas”, enfatiza o médico.


Déficit de atenção

Ele explica que, muitas vezes, a dislexia não aparece isoladamente. O déficit de atenção, um transtorno que afeta a capacidade de concentração e o controle dos impulsos, pode ocorrer junto com a dislexia, tornando o aprendizado ainda mais desafiador. “Crianças com ambos os distúrbios enfrentam um panorama complicado, pois as dificuldades de foco podem agravar os problemas de leitura e escrita. Essas crianças podem se sentir ainda mais frustradas, pois, além das dificuldades específicas da dislexia, elas lidam com a falta de atenção e organização”, esclarece. 

Por isso que o diagnóstico correto é tão importante – conforme destaca o Dr. Ferlin. “O médico foniatra desempenha um papel fundamental, buscando alterações na linguagem e no comportamento que possam explicar o quadro. Um diagnóstico preciso pode guiar o tratamento de maneira integrada, abordando tanto a dislexia quanto o déficit de atenção”.


Particularidades 

A particularidade de cada caso, por sua vez, demanda intervenções especificas para as múltiplas combinações possíveis, tanto para o diagnóstico de TDAH como dos transtornos específicos de aprendizagem, especialmente se associados ou não. 

A eficácia das intervenções pode passar por adequação dos métodos de ensino. Propostas como avaliações orais, atividades práticas e prazos mais longos para tarefas escritas são algumas das estratégias recomendadas. “As habilidades de leitura e escrita são formas simbolizadas de comunicação e dependem da linguagem. Assim, o foco deve estar nas habilidades linguísticas, que são essenciais para a aprendizagem”, destaca o médico.


Conscientização 

Com a aproximação do Dia das Crianças, Dr. Ferlin alerta sobre a importância da conscientização em torno da dislexia, do déficit de atenção e dos transtornos de linguagem. “É vital que a sociedade reconheça o impacto que esses transtornos podem ter na vida social e acadêmica das crianças. A identificação precoce é um passo crucial, e os pais têm um papel central nesse processo”.

Abaixo seguem os principais sinais que pais e professores devem sempre observar nas crianças:


Sinais de dificuldades/transtorno de aprendizagem:


Dificuldades de leitura. Ou seja, leitura lenta e hesitante; erros frequentes ao ler palavras, mesmo que já conhecidas.


Problemas com a escrita. Ou seja, dificuldade em escrever palavras corretamente (ortografia); reescrever frequentemente ou evitar tarefas de escrita.


Dificuldades em matemática. Ou seja, dificuldade com senso numérico, memorização de fatos aritméticos, precisão e fluência em cálculos e raciocínio matemático.


Sinais de alterações em habilidades linguísticas. Ou seja, nashabilidades que as pessoas desenvolvem ao se relacionarem e comunicarem umas com as outras.


Dificuldades em rimar ou aprender canções. Ou seja, em reconhecer ou criar rimas, assim como em memorizar letras de músicas.


Confusão com sons e letras. Isto é, dificuldade em identificar e manipular sons de palavras (fonemas). É comum a inversão ou troca de letras em palavras (ex: "b" por "d").


Sinais de Déficit de Atenção (TDAH):


Dificuldade em Manter a Atenção. Ou seja, em se concentrar em tarefas ou atividades, além do desvio frequente de atenção durante aulas ou tarefas.


Impulsividade. Ou seja, dificuldade em esperar a sua vez ou interromper os outros. Tomar decisões precipitadas sem pensar nas consequências.


Desorganização. Ou seja, dificuldade em seguir instruções ou completar tarefas. Bagunça frequente em materiais escolares e ambiente.


Hiperatividade. Isto é, agitação constante, dificuldade em ficar parado. Necessidade de se mover frequentemente, mesmo em situações inadequadas.


Desatenção que gera “esquecimento”. Não lembrar de compromissos, tarefas ou objetos pessoais. Dificuldade em lembrar-se de instruções ou recados.


Obs: Se pais ou professores notarem esses sinais, é importante buscar uma avaliação profissional. O diagnóstico precoce pode facilitar intervenções adequadas e ajudar as crianças a desenvolverem suas habilidades de aprendizagem e sociais. Além disso, um ambiente de apoio e compreensão é fundamental para o sucesso dessas crianças.

 

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Outubro Rosa: Atenção à saúde da população transgênero na prevenção do câncer de mama

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Segundo o ANTRA, estima-se que o país tenha mais de 4 milhões de pessoas transgênero


Durante o mês de outubro, marcado pela campanha do Outubro Rosa, a importância da conscientização sobre a prevenção ao câncer de mama ganha destaque. Contudo, é fundamental ampliar essa discussão, considerando populações vulneráveis, como a comunidade transgênero, que requer um olhar especial no manejo de suas necessidades de saúde. 

No Brasil, a população trans enfrenta desafios diários, inclusive no acesso à saúde. Segundo dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), estima-se que o país tenha mais de 4 milhões de pessoas transgênero. Entretanto, muitas delas são negligenciadas no atendimento médico adequado, especialmente no que se diz ao cuidado preventivo de doenças como o câncer. 

Além disso, o país lidera as estatísticas globais de violência contra pessoas trans, o que acentua ainda mais a necessidade de políticas públicas inclusivas. No contexto da prevenção de cânceres, essa população requer uma atenção especial, dadas as particularidades relacionadas às terapias hormonais e cirurgias de transição. 

O Dr. Thiago Assunção, oncologista do Instituto Paulista de Câncer (IPC), reforça a necessidade de atenção diferenciada para pessoas trans na prevenção e rastreamento de diversos tipos de cânceres, como o de mama e de próstata. 

"As terapias hormonais e cirurgias de transição de gênero são frequentemente utilizadas pela população trans, o que requer um cuidado redobrado dos profissionais de saúde, visto que essas intervenções podem alterar o risco de desenvolvimento de certos tipos de câncer", alerta o Dr. Thiago. Ele destaca que, em muitos casos, as cirurgias de masculinização (como a mastectomia) não removem completamente o tecido mamário, mantendo o risco de câncer de mama nos homens trans.
 

Diretrizes para rastreamento e prevenção 

Baseado nos dados do Instituto de Medicina da Universidade Johns Hopkins e do Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia (ACOG), o Dr. Thiago ressalta que tanto homens quanto mulheres transgêneros devem seguir protocolos de rastreamento oncológico adaptados a suas particularidades biológicas e histórico de saúde familiar.
 

Homens transgêneros

  • Para aqueles que passaram pela mastectomia, mas não removeram completamente a glândula mamária, recomenda-se o rastreamento regular do câncer de mama com exames clínicos anuais e ultrassonografia mamária.
  • Homens trans sem terapias hormonais devem seguir as recomendações de rastreamento conforme as mulheres cisgênero, com especial atenção para mutações genéticas no BRCA1 e BRCA2.


Mulheres transgêneros

  • Mulheres trans em uso de terapia hormonal feminilizante ou que apresentem mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 devem ter o rastreamento individualizado de acordo com os fatores de risco e histórico familiar.
  • O câncer de próstata também deve ser considerado, uma vez que, mesmo após cirurgias de redesignação, a glândula prostática permanece. A recomendação é realizar exames de PSA e toque retal a partir dos 50 anos, ou antes, caso haja histórico familiar positivo para essa neoplasia.


Inclusão e acolhimento
 

Dr. Thiago reforça a importância de capacitar as equipes multidisciplinares de saúde para que acolham adequadamente os pacientes transgêneros. "É essencial que os profissionais de saúde estejam bem informados e preparados para abordar as dúvidas e angústias dessa população. Infelizmente, muitas vezes esses indivíduos são negligenciados ou até mesmo evitam o atendimento por receio de constrangimento", destaca o oncologista. 

A criação de políticas públicas e centros de saúde especializados voltados para a comunidade trans deve ser incentivada. "Garantir o acesso à saúde de qualidade e ao rastreamento oncológico adequado é um passo fundamental para assegurar que essa população não seja invisibilizada, sobretudo em campanhas tão importantes quanto o Outubro Rosa", finaliza o Dr. Thiago Assunção. 

O cuidado com a saúde da população transgênero requer uma abordagem individualizada e sensível às suas necessidades específicas. No contexto do Outubro Rosa, é fundamental garantir que todos os grupos vulneráveis, incluindo as pessoas trans, recebam a atenção adequada para a prevenção e tratamento do câncer.


12 de outubro

 

Dia Mundial dos Cuidados Paliativos: a importância da atenção integral a pacientes com doenças graves

Especialista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz reforça a importância da assistência integral a pacientes com doenças graves
 


12 de outubro é o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, data que visa ampliar a conscientização sobre essa assistência voltada para o alívio do sofrimento e a promoção da qualidade de vida. 

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, em 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu os conceitos de cuidados paliativos como um tipo de assistência oferecida por uma equipe multidisciplinar, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de pacientes e seus familiares diante de doenças graves. 

Esses cuidados envolvem a prevenção e o alívio do sofrimento, além da identificação precoce, avaliação e tratamento da dor e de outros sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais. 

A Dra. Ana Paula Ramos, médica responsável pelo setor de Terapia de Suporte e Cuidados Paliativos do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, reforça que essa prática vai além do acompanhamento em estágios terminais. 

"Existe um estigma de que os cuidados paliativos são destinados apenas ao fim da vida, o que não é correto. Eles são indicados para qualquer pessoa com uma condição grave de saúde, seja ela crônica ou aguda. Nosso principal foco é garantir qualidade de vida, independentemente da fase da doença," explica a médica. 

Segundo dados da OMS, cerca de 56,8 milhões de pessoas necessitam de cuidados paliativos anualmente, das quais 25,7 milhões estão no último ano de vida. No entanto, apenas 14% deles recebem o cuidado necessário, evidenciando um enorme desafio global.
 

O trabalho da Instituição

O Hospital mantém uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogos, que oferece assistência àqueles com outras doenças graves. O enfoque da equipe é integral, abrangendo o controle de sintomas físicos e o suporte psicológico e emocional, tanto para pacientes quanto para suas famílias. 

A identificação de pacientes que podem se beneficiar dos cuidados paliativos é feita a partir da solicitação das equipes médicas ou por meio de busca ativa conduzida pela equipe assistencial, garantindo que todos os pacientes em potencial sejam devidamente assistidos. 

Dra. Ana Paula ressalta a importância do diálogo constante e transparente com as famílias. “Cuidar de um paciente com uma doença grave envolve todos ao seu redor. Nosso papel não é só aliviar o sofrimento físico, mas também preparar e apoiar as famílias nessa jornada, fornecendo suporte contínuo e integral.”
 

O impacto dos cuidados paliativos 

Os cuidados paliativos proporcionam não apenas benefícios diretos ao paciente, como também melhoram consideravelmente a qualidade de vida das famílias. 

No Hospital Alemão Oswaldo Cruz, os pacientes são acompanhados de forma contínua, sendo aproximadamente metade deles com condições oncológicas e a outra metade com doenças não oncológicas, como doenças neurológicas degenerativas e cardíacas, o que reflete a diversidade de condições que podem se beneficiar dessa abordagem. 

O Hospital também se destaca na formação de novos profissionais. Desde 2021, oferece um curso de pós-graduação em cuidados paliativos em sua Faculdade, contribuindo para a capacitação e disseminação dessa abordagem no Brasil. 

Além disso, a equipe assistencial do Hospital realiza reuniões frequentes para discutir casos clínicos, com o objetivo de aprimorar constantemente o atendimento e garantir que todos os pacientes recebam a melhor assistência possível.
 

Esclarecendo mitos sobre os cuidados paliativos

Um dos maiores obstáculos na disseminação dos cuidados paliativos é a desconstrução de mitos sobre essa prática. Um equívoco comum é acreditar que eles significam a interrupção de todos os tratamentos médicos, o que não é verdade. A Dra. Ana Paula esclarece: "os cuidados paliativos não excluem terapias que prolongam a vida, como a quimioterapia ou até mesmo transplantes, desde que essas intervenções estejam alinhadas com o bem-estar do paciente." 

Muitos também acreditam que cuidados paliativos são indicados apenas quando não há mais esperança de cura, mas como destaca a Dra. Ana Paula, não é bem assim: “um dos maiores mitos é que os cuidados paliativos são sinônimo de morte iminente, mas na verdade eles são uma forma de garantir conforto e qualidade de vida em qualquer estágio da doença.” 

Outro mal-entendido frequente envolve o uso da morfina, analgésico que tem alto potencial no tratamento de dores agudas ou dores crônicas muito intensa. frequentemente associada à aceleração da morte. "A morfina é fundamental para o controle da dor e, quando administrada de forma adequada, melhora a qualidade de vida do paciente sem antecipar o óbito", enfatiza a especialista.

 

Hospital Alemão Oswaldo Cruz
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