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sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Obesidade infantil acende alerta quanto a antecipação da puberdade

 Consumo exagerado de telas na infância eleva riscos em meninas e meninos
 

A obesidade tem impacto significativo na saúde cardiovascular, além de ser um fator que pode interferir na puberdade, principalmente nas meninas. A frase é da Dr.ª Lívia Franco, endocrinologista pediatra e docente do curso de Medicina do Centro Universitário de Indaiatuba (UniMAX), que reforça que, especialmente em meninas, a obesidade está consistentemente associada a um início mais precoce dos marcos puberais, como o desenvolvimento mamário e a menarca.  

“Sabemos de estudos que apresentam que meninas obesas e até mesmo com sobrepeso têm essa tendência a atingir esses marcos mais cedo do que meninas com peso normal”, alerta a médica, acrescentando que tal situação de obesidade e comportamento sedentário podem elevar os níveis estradiol, o que pode contribuir para o início precoce da puberdade. Nos meninos, a relação é mais complexa. Estudos indicam que a obesidade pode estar associada a um início mais precoce de eventos puberais, como o aumento do volume testicular. 

Lívia Franco destaca ainda que o melhor caminho é a prevenção da obesidade infantil. “Elaborar estratégias em diversas frentes, em casa, na rede pública de saúde, na sociedade como um todo, para mitigar os riscos associados ao início precoce da puberdade e suas consequências para a saúde a longo prazo”, salientou.
 

Prevenção

O alerta acontece no Dia Nacional de Prevenção à Obesidade, comemorado nesta sexta-feira, 11 de outubro. De acordo com o estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), atualmente 56% dos adultos brasileiros têm obesidade ou sobrepeso. O mesmo estudo alega que, se a previsão se comprovar, bem como se foram mantidas as tendências atuais de consumo e estilo de vida, dentro de 20 anos, três quartos dos adultos brasileiros estarão acima do peso. 

Conforme a Dr.ª Lívia Franco, apesar desse estudo trazer números de pessoas já na fase adulta, ele pode ser reflexo dos hábitos da infância e adolescência. “O número de crianças e adolescentes com obesidade, entre cinco e 19 anos, em todo o mundo, aumentou 10 vezes na última década. Se nada for feito, estima-se que a prevalência de obesidade infantil aumente em 60% na próxima década, chegando a 254 milhões de crianças e adolescentes, entre cinco e 19 anos, no ano de 2030. Nesse mesmo ano de 2030, estima-se que o Brasil ocupará o quinto lugar no ranking de países com maior número de crianças e adolescente com obesidade”, sintetiza a especialista. 

O mais importante, segundo a médica, é compreendermos que a obesidade é uma doença crônica, que não envolve apenas estética e pode acarretar prejuízos para toda a vida. “É relevante também entender como avaliamos a obesidade na pediatria, uma vez que ao avaliar os gráficos do índice de massa corporal diversas vezes nos deparamos com o diagnóstico de obesidade grave em crianças que aos olhos dos pais são apenas mais cheinhas”, esclarece.
 

TV, vídeo game e celular

Um ponto que chama atenção é o uso constante de tecnologias, com muitas horas de dedicação, menos cuidado com o sono e uma consequente alimentação desregrada. “Dependendo da idade, temos diferentes perfis, desde o que fica horas à frente da TV, vídeo games e celulares. Nesses casos é comum crianças e jovens se alimentarem de forma desordenada, comendo mais fastfood, salgadinhos, frituras, sucos processados, entre outros”, salienta a pediatra.

A médica explica ainda que é fundamental pensar nos primeiros 1.000 dias de vida, que vão desde a concepção do feto até a criança completar 2 anos de idade e são fundamentais para o neurodesenvolvimento. “As escolhas dos pais nesse período ditam parte importante do futuro dos pequenos”, complementa a pediatra.

Dra. Lívia Franco salienta que toda sociedade precisa agora lutar contra a epidemia de obesidade e, consequentemente, contra as telas, que são fatores fundamentais no processo de aumento de prevalência da doença. “Levando em conta a prevenção do sobrepeso e da obesidade, é fundamental que os pais estejam atentos às fases da criança, desde a primeira infância, escolhendo uma alimentação saudável, com alimentos frescos e o mínimo processado possível, bem como uma rotina de práticas esportivas de acordo com cada idade”, sintetiza.

 

Grupo UniEduK


Shopping Santa Cruz promove ação para conscientização acerca do Câncer de Mama durante o Outubro Rosa

 

Foto: Marketing/Shopping Santa Cruz

 

Ação que conta com o apoio do Hospital São Camilo acontece até o dia 18 de outubro no próprio empreendimento

 

No intuito de prevenir, informar e conscientizar sobre o Câncer de Mama, até 18 de outubro, o Shopping Santa Cruz, localizado na Zona Sul de São Paulo, em parceria com o Hospital São Camilo, promove uma ação para conscientização acerca do Câncer de Mama pelo terceiro ano consecutivo no Piso Térreo do empreendimento. A ação visa fornecer informações sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento do câncer de mama, bem como atender e esclarecer dúvidas dos clientes e visitantes. 

A campanha enfatiza a necessidade de manter os exames em dia e de procurar um especialista diante de qualquer alteração, uma vez que o diagnóstico precoce salva vidas. “É preciso incentivar as pessoas a conversarem com suas famílias sobre predisposição hereditária e os cuidados preventivos, e nós como shopping podemos favorecer isso por meio da parceria com o Hospital São Camilo, referência em atendimento hospitalar e oncológico”, enfatiza Larissa Fernandes, Gerente de Marketing do Shopping Santa Cruz. Para isso, o shopping está buscando educar e informar os visitantes sobre a importância do cuidado preventivo, criando um espaço acolhedor para que as pessoas se sintam seguras em buscar orientação sobre o tema. 

Além deste ponto de orientação, durante todo o mês de outubro, o Shopping Santa Cruz vai promover a conscientização a respeito do Outubro Rosa nas suas redes sociais, mês da conscientização sobre o câncer de mama. O objetivo é manter o tema em destaque e reforçar o seu compromisso com a saúde e bem-estar de seus clientes.
 

Sobre o Câncer de Mama

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer – INCA, o câncer de mama é uma doença rara em mulheres jovens e sua incidência aumenta com a idade. Além disso, a maior parte dos casos ocorre a partir dos 50 anos. Homens também desenvolvem câncer de mama, mas estima-se que a incidência nesse grupo represente apenas 1% de todos os casos da doença. No Brasil, o câncer de mama é o mais incidente em mulheres com taxas mais altas nas regiões Sul e Sudeste, com destaque para a previsão de 73.610 casos novos a cada ano do triênio 2023-2025.

 

Serviço

Período: até 18 de outubro 

Horário de funcionamento: até o dia 13 de outubro das 10h às 22h e de 14 a 18 de outubro das 10h às 20h

Local: Shopping Santa Cruz - R. Domingos de Morais, nº 2564 – Piso Térreo - Vila Mariana/São Paulo – SP

 

Alimentos são aliados decisivos para quem busca engravidar, garante especialista

Enquanto antioxidantes e ácido fólico são essenciais para ovulação adequada, zinco é fundamental para a fertilidade


Além da alimentação, o lubrificante de fertilidade é outro método natural que auxilia a engravidar 


 A dificuldade para engravidar é uma realidade que somente no Brasil atormenta mais de 8 milhões de casais, demonstra recente relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Em contrapartida, pesquisas e artigos científicos vêm demonstrando que uma ação simples, consumir determinados alimentos, pode auxiliar quem busca ter um filho. 

“É fato que a alimentação pode auxiliar muito na melhora da fertilidade feminina, na melhora da ovulação, do ciclo menstrual e dos hormônios que envolvem a fertilidade, como progesterona, estradiol, testosterona, entre outros”, explica a nutricionista Carol Faria, que é especialista no tema fertilidade.

Segundo estudo publicado pelo MDPI Journal List, especializado em veiculação de artigos científicos, o selênio, encontrado em alimentos como castanha do Pará, sardinha, feijão preto e ovos, é importante para a produção dos óvulos, no metabolismo hormonal e ainda auxilia no sistema imunológico. “O ômega 3 também desenvolve importante papel na fertilidade feminina, pela melhora da ovulação. Essa substância é encontrada em peixes, nozes, amêndoas e abacate”, esclarece a nutricionista.

Para Carol Faria, há ainda outros alimentos que podem auxiliar quem deseja engravidar. “Em vegetais verdes e frutas vermelhas encontramos antioxidantes e ácido fólico, importantes para uma ovulação adequada. Abóbora, espinafre, feijão, carnes, cacau, nozes e castanhas contém zinco, que ajuda na produção de hormônios da tireóide, também importante para a fertilidade. Já ovos, sardinha, salmão, fígado e leite contam com vitamina D, essencial na formação das células que desenvolvem os óvulos”, afirma.


Mas, somente a alimentação é capaz de ajudar?

Segundo a especialista, além de um cardápio com alimentos que ajudam a engravidar, outra estratégia, também natural, aproxima a tão sonhada gravidez da realidade. “Casais também devem contar com a ajuda de um lubrificante de fertilidade, que ajuda na mobilidade do espermatozóide, entre várias outras vantagens. Conciliar uma alimentação adequada com esse tipo de produto pode ser decisivo para o sucesso da concepção”, afirma.

Adotar mais de uma estratégia é realmente o caminho a seguir para aqueles que buscam ter filhos, é que afirma o especialista Bruno Jacon de Freitas, farmacêutico e Gerente de Qualidade e Assuntos Regulatórios da Euroart Import, que trouxe para o Brasil o lubrificante íntimo Conceive Plus. “Combinar atividades físicas, manutenção do peso ideal, alimentos nutritivos e que auxiliam a concepção a um lubrificante de fertilidade pode realmente fazer com que a gravidez aconteça. Artigos e pesquisas científicas vêm demonstrando isso nos últimos anos”, comenta.

Ainda segundo Jacon, o Conceive Plus equilibra o pH da vagina e aumenta o tempo de sobrevivência dos espermatozóides, permitindo que eles sobrevivam por até 72 horas. “Quanto mais tempo eles forem capazes de fecundar um óvulo, maior a probabilidade de coincidir com a ovulação da mulher no período fértil, e esse fator pode ser determinante”, comenta.

Desenvolvido por médicos da Universidade de Harvard (EUA) e produzido na França pela Sasmar Farmacêutica desde 2009, o Conceive Plus foi autorizado pela Anvisa e passou a ser comercializado oficialmente no Brasil nesse ano. “O consumidor só precisa ficar atento à sua segurança, garantindo que vai comprar o lubrificante com rótulo em português, pois esse é o produto aprovado pela Anvisa”, esclarece Jacon.


Euroart Import


Menstruação aumenta o libido? Saiba os riscos e benefícios de fazer sexo no período mestrual

O médico e terapeuta sexual João Borzino também fala sobre os transtornos psíquicos menstruais

 

A menstruação é um processo natural que faz parte da vida de todas as mulheres durante vários anos, desde a adolescência até à menopausa. Apesar disso, o tema é cercado de tabus. Um deles é sobre ter relações sexuais durante o período mestrual.

Inclusive, muitas mulheres sentem mais desejo sexual na menstruação. "A porcentagem de mulheres que experimentam aumento da libido durante o período menstrual pode variar dependendo dos estudos e das populações pesquisadas, mas, em média, cerca de 20% a 25% das mulheres relatam sentir um aumento no desejo sexual durante a menstruação. Isso não significa que estas vão procurar mais atividade sexual, pois podem se sentir inibidas pelo sangramento", explica o médico e terapeuta sexual João Borzino.

Ele citou os motivos que podem estar relacionados a este aumento de libido no período menstrual;

1. **Variações Hormonais**

- Durante a menstruação, os níveis de hormônios, como o estrogênio e a progesterona, são mais baixos. Para algumas pessoas, essa diminuição pode aumentar a libido, uma vez que o corpo está em um estado mais relaxado, e alguns hormônios que inibem o desejo sexual estão em níveis mais baixos.

- No entanto, algumas mulheres podem experimentar um aumento nos níveis de testosterona ao final do ciclo menstrual, o que também pode elevar o desejo sexual.

2. **Aumento da Sensibilidade**

- Durante a menstruação, o fluxo sanguíneo para a região pélvica é maior, o que pode aumentar a sensibilidade e, para algumas pessoas, tornar a estimulação mais prazerosa.

- Essa sensibilidade extra pode facilitar o orgasmo e tornar a experiência sexual mais intensa.

3. **Alívio das Cólicas Menstruais** “ Santo Remédio”

- Orgasmos durante a menstruação podem ajudar a aliviar as cólicas e outras dores menstruais. Isso ocorre porque o orgasmo libera endorfinas e oxitocina, que são hormônios naturais de relaxamento e bem-estar. Lembrando aqui que logo após o orgasmo, muitas mulheres referem cólicas, porém há grande alivio do quadro como um todo.

- Essas substâncias têm propriedades analgésicas e podem contribuir para reduzir a sensação de dor.

4. **Benefícios Emocionais e de Conexão**

- Algumas pessoas relatam que a intimidade sexual durante a menstruação ajuda a fortalecer o vínculo emocional com o parceiro, além de proporcionar uma sensação de conforto e segurança.

- Para quem se sente mais sensível emocionalmente durante o período menstrual, o contato íntimo pode ser uma forma de receber apoio emocional.

5. **Liberdade e Conforto**

- Para muitas pessoas, o desejo sexual durante a menstruação está ligado ao alívio de não precisar se preocupar com a gravidez (desde que a contracepção seja considerada). Essa tranquilidade pode favorecer um relaxamento maior e um desejo sexual mais intenso.

De acordo com João Borzino, se você ou seu parceiro estiverem confortáveis, não há razão para evitar a atividade sexual durante a menstruação. O médico deu algumas dicas para aproveitar a experiência:

1. **Comunicação**: Conversar com o parceiro sobre o que vocês sentem a respeito e sobre as preferências e limites ajuda a criar um ambiente de conforto e confiança.

2. **Preparação**: Usar toalhas escuras na cama ou optar pelo banho como local da atividade sexual pode ajudar a minimizar qualquer desconforto relacionado ao fluxo menstrual.

3. **Lubrificação Natural**: Durante a menstruação, o corpo já está naturalmente lubrificado, o que pode aumentar o prazer e diminuir a necessidade de lubrificantes adicionais.

4. **Posições Confortáveis**: Algumas posições, como a posição de colher, podem ser mais confortáveis e menos intensas durante o período menstrual.

5. **Higiene e Proteção**: Lembre-se de usar preservativos para evitar o risco de infecções, pois o sangue menstrual pode aumentar a possibilidade de transmissão de infecções.

O terapeuta sexual afirma que o desejo sexual durante a menstruação é perfeitamente normal e pode até mesmo ser intensificado devido a fatores hormonais e sensoriais. Para ele, o importante é que você e seu parceiro estejam confortáveis e abertos para explorar novas maneiras de se conectarem.

No entanto ter relações sexuais durante a menstruação pode aumentar o risco de transmissão de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) devido a algumas razões específicas. Aqui estão os principais pontos a considerar:

### 1. **Maior Risco de Transmissão**

- Durante a menstruação, o **colo do útero fica ligeiramente mais aberto** para permitir a passagem do fluxo menstrual. Isso pode facilitar a entrada de bactérias e vírus, aumentando o risco de infecções.

- O sangue menstrual pode transportar patógenos, como o HIV e a hepatite, que podem ser transmitidos para o parceiro se não forem tomados cuidados apropriados.

- Algumas ISTs, como o HIV e o vírus da hepatite, são transmitidas mais facilmente por meio de fluidos corporais. O sangue menstrual aumenta a quantidade de fluidos expostos, o que pode elevar o risco de transmissão para ambas as partes.

### 2. **Vulnerabilidade ao Desequilíbrio da Flora Vaginal**

- Durante a menstruação, o pH vaginal tende a ficar mais alto (menos ácido), o que pode aumentar a chance de proliferação de bactérias e, consequentemente, a chance de contrair infecções bacterianas, como a vaginose bacteriana.

- A presença de sangue também pode alterar o ambiente vaginal, facilitando o desenvolvimento de infecções por fungos e outras infecções bacterianas.

### 3. **Infecções que Podem Ser Transmitidas com Maior Facilidade**

Algumas ISTs que podem ser transmitidas durante o sexo, independentemente do ciclo menstrual, incluem:

- **HIV**: O sangue menstrual aumenta a exposição ao HIV, que é transmitido por fluidos corporais.

- **Hepatite B e C**: Vírus que também podem ser transmitidos pelo contato com sangue infectado.

- **Gonorreia e Clamídia**: Essas bactérias podem se proliferar com mais facilidade quando o colo do útero está mais aberto, como ocorre durante a menstruação.

- **Herpes Genital**: Esse vírus pode ser transmitido pelo contato direto e aumenta o risco de transmissão, independentemente do ciclo, mas o aumento da circulação sanguínea na região pode favorecer a infecção.

### 4. **Reduzindo os Riscos**

Se você decidir ter relações sexuais durante a menstruação, algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco de transmissão de ISTs e de infecções em geral:

- **Use preservativo**: Isso é essencial para proteger contra ISTs e para reduzir a exposição aos fluidos corporais.

- **Mantenha a higiene**: Tomar banho antes e depois do sexo pode ajudar a manter a área genital limpa e reduzir a presença de bactérias.

- **Evite o uso de dispositivos intrauterinos**: Alguns especialistas recomendam cautela com o uso de dispositivos que alteram o colo do útero durante o período menstrual, especialmente em relação ao sexo, para diminuir o risco de infecções.

### 5. **Consulte um Profissional de Saúde**

Se tiver dúvidas ou preocupações específicas, especialmente se for portador de uma IST, é sempre recomendável conversar com um profissional de saúde sobre os riscos e sobre medidas adicionais para garantir a segurança durante as relações sexuais.

Borzino pontua que com o uso de métodos de barreira, como o preservativo, é possível aproveitar a intimidade durante a menstruação de forma mais segura, minimizando os riscos para ambos os parceiros.

Transtornos psíquicos menstruais

O médico também falou sobre os transtornos psíquicos menstruais. De acordo com ele, referem-se a uma série de alterações emocionais e comportamentais que podem ocorrer antes ou durante o ciclo menstrual.

"Essas alterações estão geralmente associadas à flutuação hormonal e podem variar em intensidade, afetando o bem-estar psicológico e a qualidade de vida". João Borzino listou alguns dos transtornos mais comuns:

### 1. **Síndrome Pré-Menstrual (SPM)**

A SPM é uma condição comum que afeta cerca de 75% das mulheres em idade reprodutiva. Os sintomas podem aparecer na fase lútea do ciclo menstrual, que ocorre cerca de uma a duas semanas antes da menstruação, e incluem:

- **Sintomas emocionais**: Irritabilidade, ansiedade, tristeza, mudanças de humor, cansaço e dificuldade de concentração.

- **Sintomas físicos**: Inchaço, sensibilidade nos seios, dores de cabeça e aumento do apetite.

Os sintomas tendem a desaparecer logo após o início da menstruação, mas podem interferir no dia a dia dependendo da gravidade.

### 2. **Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM)**

O TDPM é uma forma mais grave da SPM e afeta entre 3 a 8% das mulheres em idade reprodutiva. Ele inclui sintomas emocionais mais intensos e incapacita alguns aspectos da vida diária.

- **Sintomas emocionais**: Depressão intensa, raiva, irritabilidade, sentimentos de desesperança e, em casos mais graves, pensamentos suicidas.

- **Sintomas físicos**: Semelhantes aos da SPM, mas frequentemente mais severos.

O TDPM é classificado como um transtorno depressivo no DSM-5 ( Manual Psiquiátrico Internacional de Diagnóstico), e geralmente requer tratamento, que pode incluir terapia, mudanças de estilo de vida e, em alguns casos, medicação.

### 3. **Depressão Menstrual**

Algumas mulheres experimentam uma intensificação dos sintomas de depressão durante a fase lútea do ciclo menstrual. Embora essa condição ainda não seja totalmente compreendida, acredita-se que a queda nos níveis de serotonina e o aumento nos níveis de progesterona possam contribuir para esses sintomas.

- **Sintomas**: Sentimentos de tristeza profunda, desesperança, fadiga extrema e, em alguns casos, desmotivação e apatia.

A depressão menstrual pode ser uma característica do TDPM ou de outras condições, como a depressão crônica ou o transtorno bipolar.

### 4. **Ansiedade Menstrual**

Algumas mulheres sentem sintomas de ansiedade severa durante o ciclo menstrual. Os sintomas incluem nervosismo, inquietação e, em casos mais graves, ataques de pânico.

- **Sintomas emocionais**: Preocupações excessivas, tensão muscular, insônia e sensação de estar “no limite.”

- **Sintomas físicos**: Taquicardia, falta de ar e sudorese.

### 5. **Disforia Menstrual Relacionada ao Gênero** ( disforia é um termo médico que pode se referir a diferentes estados de mal-estar, como:

• Uma mudança repentina do estado de ânimo, que pode causar sentimentos de tristeza, pesar, angústia, melancolia e pessimismo

• Uma instabilidade do humor, acompanhada de mal-estar, inquietude e reações coléricas

• Uma inadequação da pessoa em relação ao seu sexo, que pode levar a depressão e outros transtornos psicossociais)

Esta condição, que frequentemente afeta pessoas trans e não-binárias, refere-se ao aumento dos sintomas de disforia de gênero (disforia de gênero é um tipo de disforia que ocorre quando uma pessoa não se sente confortável com as características de seu corpo), durante o ciclo menstrual. O desconforto com as características corporais associadas ao sexo biológico, combinado com sintomas menstruais, pode intensificar sentimentos de desconexão com o próprio corpo ( estamos falando daqueles que são biologicamente mulheres porém se sentem homens, pois é um paradigma).

### 6. **Transtorno Bipolar e o Ciclo Menstrual**

Mulheres com transtorno bipolar podem perceber um agravamento de seus sintomas maníacos ou depressivos no período pré-menstrual ( irritabilidade, agressividade, tristeza, alucinações e delírios). A fase lútea ( logo após a ovulação), pode intensificar episódios de depressão e tornar o manejo do transtorno mais difícil durante esse período.

O terapeuta sexual também pontuou os tratamentos e Estratégias de Controle

1. **Mudanças no Estilo de Vida**: Dieta equilibrada, exercícios físicos regulares e sono adequado ajudam a reduzir os sintomas.

2. **Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)**: A TCC pode ajudar a gerenciar as emoções e melhorar a resiliência contra sintomas emocionais intensos.

3. **Medicação**: Em alguns casos, antidepressivos, ansiolíticos ou anticoncepcionais podem ser recomendados. Consulte um médico para avaliar o melhor tratamento.

4. **Mindfulness e Meditação**: Essas práticas podem ajudar a reduzir o estresse e promover o bem-estar emocional durante o ciclo.

5. **Acompanhamento Médico**: Consultar um ginecologista, psiquiatra ou profissional de saúde mental especializado pode ser fundamental para o diagnóstico e tratamento.

"Os transtornos psíquicos menstruais são reais e podem ter um impacto profundo na vida de quem os vivência. Felizmente, existem tratamentos e recursos disponíveis para ajudar no manejo desses sintomas e melhorar a qualidade de vida", finaliza.


Estudo compara e atesta a eficácia de duas abordagens de psicoterapia no tratamento da insônia

Estima-se que a insônia crônica atinja cerca de 10% da população
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Enquanto a Terapia Cognitivo-Comportamental apresentou resultados mais rápidos, o efeito da Terapia de Aceitação e Compromisso foi mais duradouro, mostra ensaio conduzido na USP com 227 voluntários

 

Estudo conduzido na Universidade de São Paulo (USP) com 227 voluntários avaliou a eficácia de duas abordagens distintas de psicoterapia no tratamento da insônia. Os resultados, divulgados no Journal of Consulting and Clinical Psychology, indicam que a chamada Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), cujo foco está em trabalhar comportamentos e pensamentos relacionados ao sono, apresentou efeitos mais rápidos. Já a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), que visa ampliar a flexibilidade psicológica do indivíduo, teve efeitos melhores depois de alguns meses de tratamento, mesmo na ausência de orientações específicas sobre o sono.

“Trata-se de uma ótima notícia para os insones. Já se sabia que a TCC é eficaz para o tratamento da insônia, oferecendo ótimos resultados. Nosso trabalho, no entanto, é o primeiro a avaliar, em um número grande de participantes, as respostas da ACT e compará-las com as da TCC e com a ausência de tratamento. Isso é importante, pois nem todos os pacientes conseguem melhorar com a TCC”, conta Renatha El Rafihi-Ferreira, professora do Departamento de Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia da USP e primeira autora do artigo.

Estima-se que uma em cada quatro pessoas no mundo sofra com sintomas de insônia. Na maioria dos casos eles têm curta duração e são provocados por questões pontuais, como estresse ou doença. Já a insônia crônica atinge 10% da população. Esse índice inclui indivíduos com dificuldade para adormecer ou para permanecer dormindo, bem como aqueles que acordam antes do tempo desejado pelo menos três vezes por semana, ao longo de três meses ou mais.

Na pesquisa financiada pela FAPESP, os 227 participantes diagnosticados com insônia foram divididos em três grupos. Um deles realizou sessões coletivas de TCC, o outro de ACT e o terceiro ficou em uma suposta lista de espera e não fez nenhuma terapia. O objetivo foi comparar as três situações no fim do período de seis semanas. As avaliações e intervenções do ensaio clínico foram todas conduzidas on-line.

Como explica a pesquisadora, as duas abordagens seguem lógicas distintas. Enquanto a TCC foca nos hábitos e na higiene de sono, bem como na modificação de crenças e pensamentos sobre as causas e consequências da insônia, a ACT busca entender a forma como o indivíduo se relaciona com o sono, além de analisar a função dos comportamentos que estão mantendo a insônia.

Desse modo, uma pessoa com uma higiene do sono muito ruim, por exemplo – que não faz atividade física, chega tarde em casa, tem pouco espaço na rotina para o sono e para cuidar de si próprio –, na TCC vai seguir recomendações para cuidar dessa rotina a partir de técnicas comportamentais e mudanças de crenças (entendimentos que o indivíduo tem sobre si mesmo, o mundo e os outros). Já na ACT o foco seria entender a função de manter determinado comportamento ou estilo de vida que faz com que o paciente tenha hábitos prejudiciais para o sono.

El Rafihi-Ferreira explica que a ACT visa desenvolver a flexibilidade do indivíduo, aumentando a capacidade de se contatar com o presente (inclusive por meio de mindfulness). “Dessa forma, o paciente primeiro vai aprender a aceitar a dificuldade de sono para só então se comprometer a resolvê-la. A insônia é um problema que afeta a vida do indivíduo em vários sentidos, fazendo com que ele foque muito mais na sua dificuldade e ignore vários outros aspectos da vida. Ao mudar o foco das queixas para a aceitação de sentimentos e pensamentos associados ao problema, a ACT pode ser uma boa opção para o tratamento”, explica.

Vale ressaltar que, para evitar o desconforto de passar uma noite em claro, é relativamente comum que o indivíduo opte por comportamentos que podem prejudicar o sono, como ficar rolando a tela do celular antes de dormir ou ingerir bebidas alcoólicas na tentativa de adormecer. “A ACT propõe uma abertura para sentir esse desconforto, o que chamamos de aceitação, aliada ao comprometimento de atingir o que de fato é importante para a pessoa a longo prazo, isso é, seus valores, mesmo que para isso precise sentir desconforto a curto prazo. Talvez por ter uma abordagem mais global, tabalhando questões muito além desses maus hábitos de sono, a ACT não apresente resultados tão rápidos quanto a TCC”, explica.

Segundo El Rafihi-Ferreira, este é o terceiro de uma série de estudos que comparam a Terapia Cognitivo-Comportamental e a Terapia de Aceitação e Compromisso para indivíduos com insônia crônica.

No primeiro deles, ambas as terapias tiveram efeitos semelhantes na melhora da insônia. “Neste primeiro ensaio incluímos estratégias comportamentais específicas para o sono na ACT, como, por exemplo, a orientação de usar a cama apenas para o sono e sexo, estratégia presente no protocolo de TCC”, diz a pesquisadora.

Já no segundo a ACT foi aplicada sem estratégias comportamentais específicas para o sono. “Nesse estudo, nas primeiras semanas, a ACT apresentou melhora na insônia em 50% dos participantes, enquanto a TCC mostrou melhora em 65% deles. No entanto, após seis meses do término do tratamento, os participantes da ACT continuaram melhorando, aumentando de 50% para 56% dos participantes com redução de queixas de insônia, enquanto na TCC a porcentagem caiu de 65% para 58% com o passar do tempo”, conta.

“Isso mostra que a ACT é melhor no longo prazo, enquanto os resultados da TCC são obtidos no curto prazo, embora sejam mais difíceis de serem sustentados”, diz.

O terceiro estudo, realizado com os 227 participantes insones, mostrou que a TCC teve resultados melhores a curto prazo e que a ACT e a TCC são semelhantes no longo prazo. “Este mostrou que a diferença entre as duas terapias é muito pequena e que ambas são eficazes. No entanto, o protocolo de TCC envolve orientações que são de difícil adesão para alguns pacientes. Como, por exemplo, a orientação de levantar-se da cama ao acordar no meio da noite. Nosso estudo mostrou que, mesmo na ausência dessas recomendações específicas sobre o sono, a ACT também é eficaz”, diz.

Além do artigo, o estudo rendeu um livro voltado para psicólogos e outros profissionais da saúde com maior detalhamento sobre os dois tipos de psicoterapia. Há também relatos de casos de pacientes com insônia. O trabalho foi premiado no Congresso da Association for Contextual Behavioral Science (ACBS), em 2023. A pesquisadora também recebeu o prêmio da American Psychological Association (APA), em 2024, pelo conjunto de estudos realizados.


Impactos

A privação de sono tem um peso econômico relevante, pois está associada a maior suscetibilidade a infecções, obesidade, problemas cardiovasculares e transtornos psiquiátricos, como ansiedade e depressão. Além disso, há redução da produtividade, aumento de absenteísmo e da utilização de serviços médicos. Estima-se que um insone precise seis vezes mais de atendimento médico do que uma pessoa que dorme bem.

“Além de melhorar a qualidade de vida do indivíduo como um todo, os tratamentos para insônia geram impactos em termos de saúde pública, reduzindo custos de utilização de cuidados de saúde e melhorando questões de produtividade no trabalho, por exemplo. Por isso, é tão importante, principalmente para países de renda baixa e média, como é o caso do Brasil, demonstrar que mais uma abordagem de psicoterapia realizada em grupo e no formato on-line tenha efeitos tão eficientes”, afirma a pesquisadora.

Outro ponto destacado pela pesquisadora é que, com a comprovação da eficiência, a ACT pode surgir como uma esperança para os pacientes refratários à TCC ou que não conseguiram seguir as orientações da terapia no longo prazo. El Rafihi-Ferreira explica que uma das técnicas mais eficazes para insônia presente no protocolo da TCC também é uma das mais difíceis de obter adesão dos pacientes.

Isso porque, na técnica de restrição de tempo na cama, presente no protocolo da TCC, o tempo de cama e o tempo de sono do indivíduo são calculados e, posteriormente, é estabelecida uma janela de sono com horários de dormir e acordar que se aproximem do tempo total de sono do indivíduo. Dessa forma, por exemplo, se uma pessoa permanece na cama por nove horas, mas está dormindo apenas seis, a janela de sono da pessoa será de seis horas. Pela estratégia, a privação parcial de tempo de cama e sono produz um aumento na pressão de sono que teria o efeito de reduzir os despertares noturnos. Posteriormente com acompanhamento profissional, o tempo de permanência na cama vai aumentando gradualmente.

“Apesar de eficaz, essa técnica é de difícil adesão. Nosso estudo mostrou que, mesmo na ausência desta técnica, a ACT foi também eficaz para a insônia. O que pode facilitar o tratamento daqueles indivíduos que não conseguem seguir esse tipo de orientação”, afirma.

O artigo Acceptance and Commitment Therapy Versus Cognitive Behavioral Therapy for Insomnia: A Randomized Controlled Trial pode ser lido em: https://psycnet.apa.org/fulltext/2025-05522-002.html.
 

Já o estudo Acceptance and commitment therapy-based behavioral intervention for insomnia: a pilot randomized controlled trial está acessível em: www.scielo.br/j/rbp/a/GJXW97vNSPqkH7Vp5xS7BmF/?lang=en.

E o artigo A Pilot Randomized Controlled Trial (RCT) of Acceptance and Commitment Therapy Versus Cognitive Behavioral Therapy for Chronic Insomnia pode ser encontrado em: www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/15402002.2022.2071272.

 


Maria Fernanda Ziegler
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/estudo-compara-e-atesta-a-eficacia-de-duas-abordagens-de-psicoterapia-no-tratamento-da-insonia/52990



Dia das Crianças: para 58% dos brasileiros, crianças estão mais conscientes que seus pais sobre questões ambientais

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 Apenas 36% dos entrevistados dizem conversar frequentemente sobre o tema com os pequenos


 

A educação ambiental tem como objetivo formar indivíduos preocupados e conscientes   das questões ambientais, a sustentabilidade e a preservação da natureza. Em um contexto em que nunca foi tão importante pensar nas formas de conservação do planeta, a discussão sobre o ensino de tópicos relacionados ao meio ambiente se faz essencial, especialmente para as crianças.

 

É na infância que acontece a fase mais importante de aprendizagem. E, com frequência, as crianças parecem estar mais antenadas que os adultos em questões essenciais do dia a dia. Não à toa, para 58% dos brasileiros, as crianças estão mais conscientes que seus pais sobre questões ambientais. É o que mostra uma pesquisa da Descarbonize Soluções, empresa especializada em soluções de energia limpa.

 


 

Este é um cenário em que a grande maioria dos entrevistados (78%) afirma que recebeu educação ambiental nos seus tempos de escola. Mesmo assim, os pequenos demonstram estar mais atentos para os tópicos de sustentabilidade, sendo não apenas uma geração que traz esperança para o futuro, como uma que pode inspirar e ensinar as gerações passadas.


 

Papo de gente grande (e dos pequenos também)

 

Sabendo da importância do tópico ambiental, é indispensável que o tema seja assunto entre adultos e crianças que integram o mesmo círculo social - sejam entre pais e filhos, sobrinhos, alunos. E, mesmo que essa troca parta, essencialmente, da ideia de que uma pessoa mais velha irá instruir uma criança, é nesse espaço que os pequenos também podem compartilhar o que sabem, criando um local de diálogo em que ambas as partes aprendem juntas.

 

Neste cenário, os brasileiros parecem estar atentos à relevância de tratarem de assuntos relacionados ao meio ambiente com crianças ao seu redor. 36% dos entrevistados afirmaram que conversam frequentemente sobre questões ambientais com crianças, tratando do assunto pelo menos uma vez por semana. 32% ainda disseram que tratam sobre o tema ocasionalmente, considerando algumas vezes no mês; 19% abordam a questão raramente, sendo uma vez a cada um ou dois meses, e outros 5% nunca conversaram sobre o tema.

 


 

Tatiane Fischer, CMO da Descarbonize Soluções, reflete sobre a importância de o assunto estar cada vez mais presente entre os grupos sociais: “Mostrar para as crianças os hábitos sustentáveis que devem ser construídos dentro de casa, por exemplo, pode ser feito de uma forma lúdica que os aproxime do assunto. Essa é uma forma de criar a participação e gerar o interesse para que elas também possam trazer e compartilhar aquilo que aprendem em outros lugares. É o ciclo da educação ambiental que, ao passar pelo ambiente familiar, pela escola e pelos amigos, se completa e forma cidadãos mais conscientes”, reflete Fischer.


 

É papel das escolas?

 

Mas de quem é, afinal, o papel primordial do ensino das questões ambientais para as crianças? Para 67% dos entrevistados, essa responsabilidade deve ficar principalmente com as escolas. Na sequência, aparece o papel dos pais, indicado por 62% dos respondentes, enquanto outros 59% destacam a função dos governos.

 


 

Indo ao encontro da expectativa dos brasileiros sobre o papel das escolas na educação ambiental infantil, eles também acreditam que as instituições estão acompanhando a evolução da pauta. Segundo o estudo, 61% dos entrevistados entendem que as escolas estão cada vez mais atentas às questões ambientais, enquanto, na mesma proporção, 19% acreditam que elas estão menos atentas ou que não variaram com o tempo em relação às questões do meio ambiente.

 

Já em relação a qual momento a educação ambiental deveria ser introduzida para as crianças, 51% dos respondentes da pesquisa entendem que o assunto deve ser apresentado quanto antes às crianças, no caso, ainda na educação infantil (até os cinco anos). Outros 28% acreditam que o tema deve ser tratado a partir do ensino fundamental I (entre 6 e 10 anos), e 14% entendem que o assunto deve entrar no ensino fundamental II (entre 11 e 14 anos).

 

“As escolas desempenham um papel crucial na difusão do conhecimento sobre questões ambientais, seja por meio de aulas, palestras, eventos ou atividades. Em um contexto onde nem todos os lares abordam o tema com as crianças, as instituições de ensino se tornam uma oportunidade para popularizar essa pauta. Além de temas tradicionais como reciclagem e mudanças climáticas, é importante que as escolas incluam tópicos como energias renováveis, mobilidade urbana limpa e economia circular, mostrando às crianças as diversas formas de transformar o futuro”, conclui Fischer.


 

Metodologia

 

Público: foram entrevistados 500 brasileiros de todos os estados do país, incluindo mulheres e homens, com idade a partir dos 16 anos e de todas as classes sociais.

 

Coleta: os dados do estudo foram levantados via plataforma de pesquisas online.

 

Data de coleta: entre os dias 26 e 30 de setembro de 2024.

 

Dia das Crianças: realidade precária de saneamento afasta crianças de escolas e atividades sociais

No dia 12 de outubro, celebramos o Dia das Crianças, uma data que deveria ser marcada por alegria e diversão. No entanto, é fundamental trazer à tona dados alarmantes sobre a precariedade do saneamento básico no Brasil, que afeta diretamente a saúde e o desenvolvimento de milhões de crianças Um estudo inédito do Instituto Trata Brasil aponta que quatro a cada 10 crianças brasileiras de até seis anos se afastam de creches, escolas e atividades sociais por falta de saneamento. 

Outros dados importantes do estudo mostram que:

Mais de 300 mil crianças são internadas em um ano por doenças relacionadas à falta de saneamento;

• Sem água tratada ou banheiro, crianças de até 11 anos possuem dificuldades em identificar as horas num relógio ou calcular o troco;

• Há atraso médio de 1,8 anos de escolaridade ao jovem de 19 anos que não tem acesso a saneamento;

• 46,1% é a diferença de renda ao longo da vida de um jovem que teve acesso ao saneamento durante sua infância e adolescência 

Além disso, um relatório divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) revela que 12,2 milhões de crianças e adolescentes vivem sem acesso adequado ao esgotamento sanitário e 2,1 milhões sem acesso adequado à água no Brasil. 

A ausência de saneamento básico tem implicações diretas na saúde das crianças, impactando todo o desenvolvimento ao longo dos estágios da vida. As doenças causadas por essas condições levam ao afastamento das crianças de suas atividades rotineiras, afetando o desenvolvimento físico e cognitivo. Essas crianças ou jovens sem acesso ao saneamento básico apresentarão uma escolaridade e uma bagagem de conhecimento menor que as demais. Com riscos sobre seu futuro, esse cenário compromete a formação escolar e as capacidades dos jovens em oportunidades futuras, tanto na educação quanto na inserção do mercado de trabalho.

 

INSTITUTO TRATA BRASIL



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