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terça-feira, 8 de outubro de 2024

Emagrecer com saúde: por que o acompanhamento médico é crucial neste processo?


O emagrecimento saudável vai além de dietas e exercícios físicos, como evidenciado por estudos da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade, que mostram que cerca de 80% dos pacientes que emagrecem sem acompanhamento médico recuperam o peso em até cinco anos. O National Institutes of Health (NIH) também alerta que uma perda de peso inadequada pode levar a problemas metabólicos e complicações graves para a saúde. 

Para garantir uma perda de peso eficaz e sustentável, o acompanhamento médico é crucial. Aqui estão alguns conselhos essenciais do Dr. Danilo Matsunaga, especialista em nutrologia e emagrecimento, sobre como um acompanhamento especializado pode fazer a diferença no seu processo de emagrecimento:

 

Personalize seu plano de emagrecimento

A personalização é um dos principais benefícios do acompanhamento médico. Profissionais de saúde consideram fatores como idade, histórico médico, hábitos alimentares e genética para criar um plano adaptado às suas necessidades individuais. Sem essa abordagem personalizada, a perda de peso pode ser temporária e menos eficaz. Além disso, medicamentos para emagrecer, como os injetáveis à base de GLP-1, devem ser prescritos por médicos que monitoram de perto seus efeitos e progressos.
 

Evite dietas radicais e suplementos indiscriminados

A perda de peso sem supervisão médica pode resultar em problemas de saúde, como deficiências nutricionais, perda de massa muscular e desequilíbrios hormonais. Dietas extremas e o uso indiscriminado de suplementos podem causar distúrbios alimentares e outros problemas. Com um acompanhamento adequado, é possível evitar essas complicações e garantir uma trajetória de emagrecimento saudável. Um médico experiente pode identificar sinais de alerta e ajustar o tratamento conforme necessário.
 

Monitore seu metabolismo

O sucesso na perda de peso não se resume apenas à balança, mas também à saúde metabólica. Um médico especializado pode monitorar indicadores importantes como níveis de insulina, colesterol e função tireoidiana, que afetam diretamente o processo de emagrecimento. Esse acompanhamento é essencial para alcançar resultados a longo prazo e prevenir doenças relacionadas à obesidade, como diabetes e hipertensão.
 

Busque resultados duradouros

Pesquisas mostram que pacientes que perdem peso com supervisão médica têm maior chance de manter os resultados a longo prazo. Isso ocorre porque o médico pode ajudar a desenvolver hábitos alimentares sustentáveis e encontrar uma rotina de exercícios adequada às suas condições de saúde. O Dr. Danilo Matsunaga destaca: “O objetivo não é só emagrecer, mas transformar o estilo de vida de maneira sustentável, com ganhos que permaneçam após o término do tratamento.”
 

Utilize tecnologias avançadas

O uso de tecnologias modernas, como medidores de composição corporal e softwares de controle nutricional, pode ser um grande aliado no acompanhamento médico. Essas ferramentas permitem ajustes em tempo real e garantem que o processo de emagrecimento seja eficiente e seguro. “Com as tecnologias atuais, conseguimos acompanhar cada detalhe do processo de emagrecimento, garantindo que ele ocorra de forma saudável e eficiente”, explica o Dr. Danilo.
 

Receba Suporte Emocional

A perda de peso pode ser um desafio psicológico, além de físico. O acompanhamento médico oferece suporte emocional, ajudando a lidar com a ansiedade, desmotivação e frustrações durante a jornada de emagrecimento. Esse apoio é fundamental para promover não só a saúde física, mas também o bem-estar mental.
 

Conclusão

Para emagrecer de forma segura e eficaz, é essencial contar com o acompanhamento médico. Com uma abordagem personalizada, monitoramento da saúde metabólica, uso de tecnologias avançadas e suporte emocional, você pode alcançar resultados duradouros e evitar complicações. Lembre-se: o sucesso no emagrecimento é resultado de um plano adequado, acompanhamento constante e mudanças de hábitos.


Diagnóstico precoce é fundamental para restringir o avanço da sífilis

 Entre adultos, a doença cresceu 30% nas Américas. SBPC/ML reforça a necessidade de rastreamento contínuo e explica quais são os exames fundamentais

 

O Dia Nacional de Combate à Sífilis, celebrado em 21 de outubro, busca conscientizar sobre essa infecção sexualmente transmissível, que tem registrado aumento global. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas Américas, os casos de sífilis entre adultos de 15 a 49 anos cresceram 30% entre 2020 e 2022, totalizando mais de 8 milhões de casos, com a região sendo responsável por 42% dos registros globais. Entre 2017 e 2022, o número de casos de sífilis congênita aumentou 400%, segundo autoridades de saúde dos EUA, e, quando não tratada, a doença pode causar a morte de 40% dos bebês afetados. 

Para Celso Granato, infectologista e patologista clínico da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), a chave para frear esse aumento é o diagnóstico precoce. "É muito importante o diagnóstico precoce da sífilis. Em primeiro lugar, porque é uma doença que, infelizmente, está se tornando cada vez mais comum. A quantidade de casos é absurdamente grande, e é um fenômeno mundial", afirma o médico. 

Um dos grandes desafios no controle da sífilis, especialmente entre as mulheres, é que os sintomas iniciais são pouco perceptíveis. "Na mulher, a lesão primária da sífilis, que é uma úlcerazinha indolor, muitas vezes fica em áreas internas, como no fundo de saco, local que fica atrás do colo do útero, o que dificulta a percepção. Quando a mulher percebe, geralmente a doença já evoluiu para a fase secundária", explica Granato. 

Segundo o especialista da SBPC/ML, a importância dos exames clínicos no diagnóstico precoce e controle da doença é fundamental. "Existem dois tipos principais de exames: os testes de triagem e os testes confirmatórios. Se a pessoa tiver a úlcerazinha, o exame direto na lesão pode detectar o Treponema pallidum, a bactéria causadora da sífilis. Já após cerca de três semanas, o exame de sangue é crucial para a detecção de anticorpos", detalha. 

Granato destaca ainda a necessidade de se fazer exames de rastreamento mesmo na ausência de sintomas. "Como a sífilis, especialmente nas mulheres, pode passar despercebida, é essencial aproveitar todas as oportunidades para realizar um teste de rastreamento. A detecção precoce permite tratar a infecção antes que ela progrida para formas mais graves, como a sífilis terciária", ressalta. 

Entre os avanços no diagnóstico da sífilis, estão os testes moleculares, que oferecem maior sensibilidade, principalmente quando o tratamento já foi iniciado. Se a pessoa já começou o tratamento, a quantidade de bactéria pode diminuir, o que dificulta a detecção com exames tradicionais. "Nesse caso, o teste molecular pode ser uma ferramenta valiosa", afirma o especialista da SBPC/ML. 

Embora os exames para sífilis sejam amplamente disponíveis, o maior obstáculo ainda é a falta de conscientização. "Não existe muita dificuldade no acesso aos testes. O importante é lembrar que a sífilis pode ser uma possibilidade e fazer a testagem para evitar sua progressão para formas mais graves", conclui Celso Granato. 


SBPC/ML - Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial
Link


Entenda o que é o osteocondroma, tumor no joelho revelado pela namorada do filho de Luciano Huck

Condição se trata de um tumor benigno. Em menos de 1% dos casos, pode se transformar em doença maligna


Recentemente, Duda Guerra, a namorada de Benício Huck, filho de Luciano Huck revelou que possui um tumor no joelho chamado osteocondroma, o que a tem levado a sentir muita dor. Na ocasião, ela disse que precisou ficar internada em uma clínica e realizou exames para monitorar a condição. A necessidade de cirurgia continua sendo avaliada.

“Esse é o tumor ósseo benigno mais comum e é caracterizado por um crescimento na superfície óssea com uma cobertura de cartilagem perto da articulação do joelho, do quadril e do ombro e é mais comum em crianças e adolescentes durante a fase de crescimento. Normalmente é uma lesão única e assintomática, sendo descoberta de algumas vezes de forma acidental”, explicou Marcelo Barbosa, ortopedista do Hospital Edmundo Vasconcelos.

O médico detalha que uma pessoa pode machucar o joelho, ter uma torção e, ao fazer o raio-x pode descobrir o osteocondroma perto da articulação. Segundo ele, porém, os sintomas podem surgir quando esse tumor cresce, o que pode comprimir vasos sanguíneos, músculos e nervos na região ou até mesmo a irritar outras estruturas próximas.

“Além disso, o osteocondroma também pode quebrar. Você pode ter uma fratura no tumor e, em casos raros, cerca de 1% dos casos, esse tumor benigno pode se transformar em um tumor ósseo maligno”, ressalta ele.

O tratamento para a doença pode ser acompanhado pela realização de exames em série que acompanham a evolução do tumor. Por isso, ele frisa, é importante manter o monitoramento contínuo da doença. “Em casos sintomáticos mais graves, é necessário realizar a remoção completa desse tumor com uma cirurgia”, finaliza.





Hospital Edmundo Vasconcelos
www.hpev.com.br


Dia da Saúde Mental: O segredo para cuidar da mente está no equilíbrio


A saúde mental está diretamente ligada aos seus hábitos diários, nesse sentido, pequenas mudanças já podem trazer grandes resultados, afirma o Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela

 

Em 10 de outubro se comemora o dia internacional da saúde mental, uma data dedicada a cuidar de uma área da saúde integral que há pouco tempo recebia pouca atenção, mas que nas últimas décadas tomou o centro das discussões científicas e pesquisas. 

 

De acordo com a OMS - Organização Mundial da Saúde - em todo o mundo existem um bilhão de pessoas sofrendo com algum transtorno mental.

 

Saúde mental e a vida moderna


Saúde mental é o equilíbrio emocional que ajuda a enfrentar algumas questões ligadas diretamente com o nosso emocional, como estresse, relações e bem-estar. Mas hoje em dia ela tem enfrentado um grande inimigo: As redes sociais, como explica o Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela.

 

“As redes sociais têm um grande impacto na nossa saúde mental quando usadas em excesso, o que cada vez mais está se tornando comum”.

 

“Elas desregulam nosso sistema de recompensa, reduz nossas interações sociais, acostuma nosso cérebro com um grande volume de informações e velocidade de trabalho, um combo de efeitos que contribui para vários problemas de saúde mental’, alerta.

 

5 hábitos que ajudam a cuidar da saúde mental (comprovados pela ciência):


1. Praticar atividade física regularmente;

2. Adotar uma dieta equilibrada, preferencialmente a mediterrânea;

3. Evitar o uso excessivo de redes sociais;

4. Conectar-se com a natureza, passe tempo ao ar livre;

5. Dormir adequadamente, pelo menos, 8 horas por noite.

 

Como ter uma boa saúde mental? Tenha equilíbrio!


Segundo o Dr. Fabiano, o segredo para uma boa saúde mental está em saber manter um bom equilíbrio.

 

“Assim como o corpo humano precisa estar em homeostase para funcionar bem, outras áreas da vida seguem a mesma base”.

 

“A chave para o bem-estar mental é encontrar um ponto de equilíbrio entre movimento e pausa, uma vez que do ponto de vista biológico, os transtornos mentais surgem de desequilíbrios nos neurotransmissores, que não podem estar nem em excesso nem em falta”.

 

“Estudos indicam que muitas desordens mentais estão associadas a disfunções na região frontotemporal do cérebro, quanto mais desenvolvida for a região frontal, maior será a capacidade de manipular e controlar as emoções. Assim, uma mente saudável depende, em parte, do desenvolvimento de conhecimento e memórias que ampliam o leque de opções e ajudam na tomada de decisões”, explica Dr. Fabiano.

 

 

Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues MRSB é Pós-PhD em Neurociências, eleito membro da Sigma Xi - The Scientific Research Honor Society (mais de 200 membros da Sigma Xi já receberam o Prêmio Nobel), além de ser membro da Society for Neuroscience nos Estados Unidos, da Royal Society of Biology e da The Royal Society of Medicine no Reino Unido, e da APA - American Philosophical Association nos Estados Unidos. Mestre em Psicologia, Licenciado em História e Biologia, também é Tecnólogo em Antropologia e Filosofia, com diversas formações nacionais e internacionais em Neurociências e Neuropsicologia. Dr. Fabiano é membro de prestigiadas sociedades de alto QI, incluindo Mensa International, Intertel, ISPE High IQ Society, Triple Nine Society, ISI-Society e HELLIQ Society High IQ. Ele é autor de mais de 280 estudos científicos e 26 livros. Atualmente, é professor na PUCRS no Brasil, UNIFRANZ na Bolívia e Santander no México. Além disso, atua como Diretor do CPAH - Centro de Pesquisa e Análises Heráclito e é o criador do projeto GIP, que estima o QI por meio da análise da inteligência genética. Dr. Fabiano também possui registro de jornalista, tendo seu nome incluído no livro dos registros de recordes por conquistar três recordes, sendo um deles por ser o maior criador de personagens na história da imprensa. Professor Convidado e Orientador acadêmico da Faculdade FAEV


Você sabe o que é a osteossarcopenia?

Médica fisiatra dá dicas de exercícios

                            20 de outubro é o Dia Mundial de Combate à Osteoporose

 

“A osteossarcopenia combina duas condições comuns no envelhecimento: osteoporose (fraqueza óssea) e sarcopenia (perda de massa muscular). Essa condição aumenta a fragilidade dos idosos, dificultando atividades simples como andar, sentar, carregar o neto no colo e levantar. Como resultado, o risco de quedas e fraturas cresce, comprometendo a mobilidade e muitas vezes levando à dependência de familiares ou cuidadores”, conta Dra. Pérola Grinberg, fisiatra da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO).

 

Dra. Pérola é uma das autoras do projeto Dia a Dia Seguro da ABRASSO (https://abrasso.org.br/dia-a-dia-seguro/), um guia com dicas e recomendações para execução de movimentos que fazemos diariamente nas atividades do cotidiano, seja em casa ou na rua. Este guia tem o objetivo de indicar as posições e movimentações mais corretas a ponto de eliminar sobrecarga nos ossos, músculos e articulações, principalmente, de idosos e daquelas pessoas já diagnosticadas com osteoporose ou osteossarcopenia.

 

“A prática regular de exercício físico contribui para diminuir o risco de perda óssea, além de fortalecer a musculatura e, por consequência, permitir maior sustentação dos ossos. Não importa a idade: o exercício físico ajuda a saúde dos ossos, a força e a mobilidade, prevenindo, portanto, a osteossarcopenia”, declara a fisiatra que dá as dicas abaixo:

 

- Exercícios com carga (pesos) e de equilíbrio são os mais indicados para fortalecer os músculos e evitar quedas.

 

- Os exercícios de sustentação de peso como agachamento, flexão de braços, polichinelo frontal, e os exercícios de fortalecimento muscular, também conhecidos como 'resistência', como pilates e musculação, servem para aumentar a força óssea e muscular.

 

- Caminhadas e alongamentos treinam equilíbrio e postura, o que pode ajudar a evitar quedas, além de contribuir para a saúde da coluna vertebral.

 

“Antes de começar qualquer exercício físico regularmente, é importante conversar com o médico e um profissional de educação física ou fisioterapeuta para avaliar o tipo de exercício, a frequência e o que está ou não indicado para cada pessoa”, finaliza Dra. Pérola

 

A campanha “Exercite-se: Ossos e músculos fortes para uma vida independente!”, que acontece em 18, 19 e 20 de outubro, na Estação Brás da CPTM de São Paulo, está centrada nas informações de prevenção à osteossarcopenia e vai promover de forma gratuita orientações, Teste do Calcâneo e Teste FRAX com os especialistas da ABRASSO.

 

Dia Mundial de Combate à Osteoporose

Exercite-se: Ossos e músculos fortes para uma vida independente!

Estação Brás da CPTM de São Paulo

Dias 18, 19 e 20/10, das 9 às 16 horas

Orientações gerais, oficinas, teste de calcâneo e FRAX

Gratuito

 



ABRASSO - Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo
Instagram: https://www.instagram.com/abrassonacional/
Facebook: https://www.facebook.com/abrassonacional/
YouTube: https://www.youtube.com/@ABRASSO
Podcast (Spotify): https://bit.ly/3ZGGbQc

 

86% dos profissionais brasileiros já passaram por algum problema de saúde mental por causa do trabalho, revela pesquisa da Creditas Benefícios

 Levantamento foi realizado com 1.347 trabalhadores com vínculo empregatício CLT, das cinco regiões do Brasil

 

Uma pesquisa da Creditas Benefícios revelou que 86% dos trabalhadores brasileiros já enfrentaram problemas de saúde mental associados ao ambiente de trabalho, embora 78% considerem hoje sua saúde mental boa ou muito boa. Isso significa dizer que de cada 10 profissionais, mais de 8 relataram ter tido problemas no dia-a-dia do âmbito corporativo. O estudo realizado em parceria com a Opinion Box ouviu 1.347 trabalhadores em regime CLT de todo o país para entender o impacto do trabalho na saúde mental. 

Entre os principais problemas relatados estão o estresse (65%), a ansiedade (54%) e a insônia ou dificuldade para dormir (40%). Estes resultados destacam que, apesar da crescente conscientização sobre saúde mental nas empresas, muitos colaboradores continuam enfrentando impactos cotidianos significativos relacionados ao trabalho.
 

Além disso, os dados da pesquisa ainda mostraram que 57% das empresas oferecem alguma prática para apoiar a melhoria da saúde mental, como conversas sobre o tema (22%), flexibilização do trabalho (20%) e programas específicos de saúde mental (19%). O levantamento também mostrou que 70% dos trabalhadores se sentem mais motivados quando percebem o interesse da empresa em seu bem-estar. 

“Os dados da pesquisa reforçam a importância de as empresas não apenas reconhecerem, mas agirem proativamente em relação aos desafios de saúde mental enfrentados pelos seus colaboradores. A integração de práticas de bem-estar no ambiente corporativo não só melhora a qualidade de vida dos funcionários, mas também contribui para uma força de trabalho mais engajada e produtiva. A conscientização e as ações efetivas são um passo crucial para promover um ambiente de trabalho mais saudável e sustentável”, ressalta Guilherme Casagrande, Educador Financeiro da Creditas. 



Creditas
creditas@ideal.pr

 

Arritmias cardíacas afetam mais de 20 milhões de brasileiros

 Distúrbios no ritmo do coração podem ter consequências graves, como desmaios, insuficiência cardíaca e até morte súbita

 

Uma recente tragédia que ocorreu no campo de futebol fez com que a população conhecesse as arritmias cardíacas e descobrisse o maior perigo da doença que é uma das mais prevalentes em todo o mundo. Segundo a Sociedade Europeia de Cardiologia, estima-se que o risco de uma pessoa desenvolver o problema ao longo da vida é de uma a cada três indivíduos. De acordo com dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas, no Brasil mais de 20 milhões de pessoas sofrem com a doença. 

Em um ritmo normal, o coração de uma pessoa em repouso bate de 50 a 90 vezes por minuto (bpm). Quando as batidas ficam mais lentas, mais aceleradas ou irregulares, é caracterizada a arritmia cardíaca. “Muitas vezes, a descoberta da doença acaba sendo acidental, tendo a morte súbita como a primeira e única manifestação. Nos casos em que apresenta sinais, os mais comuns são palpitações, escurecimento da vista, tonturas, desmaios, palidez, sudorese, mal-estar, dores no peito e falta de ar”, explica o Dr. José Carlos Pachón, cardiologista e diretor do Centro de Arritmias do Hcor. 

O problema pode atingir pessoas de qualquer idade, porém é mais comum na faixa etária de 45 a 74 anos. “Aqueles que já possuem histórico cardiovascular ou alguma doença preexistente devem ficar mais atentos e tornar as idas ao médico mais regulares. Outras condições importantes que podem ser causadoras de arritmias, são: hipertensão, obstrução de artérias coronárias, envelhecimento do coração e até mesmo doenças virais, como a Covid-19”, afirma.

 

O diagnóstico dessas condições frequentemente requer o uso de tecnologias avançadas, como monitores cardíacos implantáveis e exames de eletrofisiologia, “Uma vez diagnosticado, o tratamento pode incluir o uso de medicamentos específicos, ablação por cateter ou a implantação de dispositivos, como marcapassos e desfibriladores automáticos. Fazendo a intervenção adequada no tempo correto, a pessoa consegue se recuperar rapidamente, retornar às atividades cotidianas e ter uma vida com qualidade”, conta.

 

Autoexame do pulso

Como a maioria das arritmias não apresenta sintomas, fazer o autoexame da pulsação pode ajudar a identificar sinais de alterações nos batimentos do coração. Para começar, é preciso estar em repouso.

  1. Coloque os dedos indicador e médio sobre o punho do braço oposto, com a palma da mão virada para cima;
  2. Quando encontrar a pulsação (próxima da base do polegar), conte os batimentos por 30 segundos. Multiplique o número por 2 para ter o valor por minuto.
  3. Repita algumas vezes para confirmar e fique atento a alterações entre os batimentos, como pausas ou acelerações.

O ideal é realizar o autoexame do pulso regularmente. Ao perceber qualquer alteração ou se tiver dúvidas sobre os achados, procure um médico imediatamente.
 


Hcor


Câncer de Mama: a importância de uma alimentação saudável na prevenção, tratamento e cura da doença

 

O câncer de mama representa quase 30% dos casos de câncer entre as mulheres no Brasil. Especialistas destacam que hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e exercícios, podem prevenir a doença

 

O câncer de mama é uma das doenças mais temidas pelas mulheres em todo o mundo. 

No Brasil, essa doença ocupa o topo das estatísticas, sendo o tipo de câncer mais comum entre o público feminino, excluindo os casos de câncer de pele não melanoma. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), mais de 73 mil novos casos devem ser diagnosticados em 2024, representando cerca de 29,7% de todos os tipos de câncer em mulheres no país. Esses números reforçam a urgência da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento eficaz.

Em escala global, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o câncer de mama afeta mais de 2,3 milhões de mulheres por ano, e estima-se que uma em cada oito mulheres enfrentará a doença ao longo da vida. Apesar da gravidade, as taxas de mortalidade vêm diminuindo devido ao avanço das tecnologias de diagnóstico, ao tratamento mais eficaz e ao aumento da conscientização sobre a importância de exames preventivos, como a mamografia.

Os fatores de risco para o câncer de mama incluem idade avançada, histórico familiar, obesidade, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e tabagismo. Embora alguns desses fatores sejam inevitáveis, outros podem ser controlados. O INCA aponta que aproximadamente 30% dos casos de câncer de mama poderiam ser evitados com mudanças no estilo de vida, incluindo uma alimentação balanceada, prática regular de exercícios físicos e manutenção de um peso saudável.

A alimentação, em particular, exerce um papel crucial tanto na prevenção quanto no tratamento do câncer de mama. Segundo a nutricionista Fernanda Larralde, parceira da rede Bio Mundo, “uma dieta rica em antioxidantes, fibras e gorduras saudáveis pode reduzir significativamente o risco da doença”. Ela recomenda a inclusão de alimentos como frutas vermelhas, vegetais crucíferos (como brócolis e couve-flor), peixes ricos em ômega-3 e grãos integrais para fortalecer o sistema imunológico e combater processos inflamatórios no organismo.

Além disso, Fernanda destaca a importância de incluir alimentos ricos em fitoquímicos, como soja, linhaça e vegetais de folhas verdes, que são associados a uma menor incidência da doença. Por outro lado, ela alerta sobre o consumo excessivo de carnes processadas e gorduras saturadas, que podem aumentar o risco de câncer. "Uma dieta anti-inflamatória é essencial não só na prevenção, mas também durante o tratamento, ajudando na recuperação e promovendo o bem-estar geral da paciente", ressalta.

Durante o tratamento do câncer de mama, que frequentemente envolve quimioterapia e radioterapia, a alimentação adequada pode ser determinante para a qualidade de vida da paciente. Fernanda Larralde explica que uma dieta equilibrada fortalece o sistema imunológico e pode aliviar efeitos colaterais, como fadiga, náuseas e perda de apetite. “Alimentos leves, mas nutritivos, como gengibre, chás de ervas e sucos naturais, são ótimos para controlar náuseas, enquanto proteínas magras e frutas ricas em vitaminas ajudam a manter a massa muscular e os níveis de energia”, afirma a nutricionista.

O diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso no tratamento do câncer de mama. A detecção inicial, por meio de exames de rotina como a mamografia, aumenta as chances de cura em até 95%. Mulheres acima de 40 anos são especialmente incentivadas a realizar consultas regulares e exames de rastreamento.

Segundo a nutricionista Fernanda Larralde, a prevenção é resultado de um conjunto de hábitos saudáveis: "Hábitos simples do dia a dia estão por trás da manutenção da boa saúde e da prevenção de doenças graves. A boa notícia é que muitas vezes uma única mudança na alimentação ou na prática de exercícios pode trazer múltiplos benefícios.”

A alimentação é um dos conceitos básicos para uma vida saudável e equilibrada. A orientação é sempre buscar comidas mais naturais, provenientes da própria natureza, o famoso “desembale menos, e descasque mais”, remetendo o resgate ao hábito de comer comida de verdade e diminuir o consumo de industrializados em geral. Outro hábito importante é evitar os exageros e praticar exercícios físicos regulares.

A alimentação é uma das bases fundamentais para uma vida equilibrada. “A orientação é buscar alimentos naturais, o famoso ‘desembale menos, descasque mais’. Comer comida de verdade, reduzir os industrializados e evitar excessos são hábitos que fazem toda a diferença”, afirma Fernanda. Ela também reforça a importância da prática regular de atividades físicas, que, combinada com uma dieta saudável, é uma das melhores estratégias de prevenção não apenas contra o câncer de mama, mas contra várias outras doenças.

 

Bio Mundo


Por que a fórmula de primeira infância é a opção mais adequada para crianças a partir de 1 ano?


O aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade e complementar até os dois anos é comprovadamente o melhor alimento para os bebês e crianças. A partir de um ano e até os três anos de idade, eles já andam, falam, muitos frequentam as escolinhas e creches. É muita novidade, e claro, muita energia! É por isso que as crianças precisam de mais nutrientes em relação aos adultos.

Segundo o pediatra Matias Epifanio, especialista em gastroenterologia e nutrologia pediátrica, nessa fase a criança tem necessidades nutricionais específicas para continuar se desenvolvendo e crescendo. Elas precisam da adição de nutrientes que supram as necessidades e que nem sempre estão presentes no dia a dia, como DHA, fibras, ferro, vitamina D entre outros.

O médico alerta que é preciso encarar a realidade e que nem toda criança ingere uma variedade de alimentos importantes nos primeiros anos de vida. Segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI) de 2019, realizado com 15 mil crianças em 123 cidades do país, há prevalência de deficiência de vitaminas nas crianças brasileiras: 6% apresentam quantidade inapropriada de vitamina A e 14,2% têm escassez de vitamina B12.

“Neste sentido, na impossibilidade do leite materno, as fórmulas de primeira infância não são obrigatórias, mas reconhecidamente, oferecem as exigências nutricionais para um crescimento plenamente saudável. Uma excelente recomendação está no Manual de Alimentação da Associação Brasileira de Nutrologia, que indica as fórmulas como uma estratégia segura para fornecer os benefícios necessários para a criança, principalmente DHA, um ácido graxo poli insaturado muito importante para o desenvolvimento cerebral.”

Atualmente, após a última recomendação da OMS, muitos pais e cuidadores decidiram recorrer ao leite de vaca, na impossibilidade do aleitamento materno. Para o pediatra Matias Epifanio, embora o leite de vaca possa ser ingerido sem risco, não é a melhor solução para os pequenos durante os mil dias de vida porque possui uma considerável diferença do leite materno, apresenta ausência de nutrientes e excesso de gorduras e proteínas que podem levar a doenças futuras, como a obesidade.

“Basta dizer que as fórmulas infantis para a primeira infância são reguladas pela ANVISA e seguem padrões rígidos de quantidades máximas e mínimas de nutrientes e vitaminas de acordo com as necessidades de cada faixa etária. Ou seja, são produzidas a partir de uma longa pesquisa e fiscalizadas a partir de uma análise rigorosa e padronizada”, explica o pediatra especialista em nutrologia e gastroenterologia pediátrica, Matias Epifanio.

O médico acrescenta ainda que há uma grande diferença entre as fórmulas infantis de primeira infância e os compostos lácteos. As fórmulas infantis de primeira infância são destinadas para crianças de até três anos de idade e possuem nutrientes inspirados no leite materno. Já os compostos lácteos podem não conter os nutrientes mais adequados para esta fase tão importante. Por isso, o ideal é sempre estar em dia com as visitas ao pediatra e seguir orientações dos nutricionistas. 

O MINISTÉRIO DA SAÚDE INFORMA: O ALEITAMENTO MATERNO EVITA INFECÇÕES E ALERGIAS E É RECOMENDADO ATÉ OS 2 (DOIS) ANOS DE IDADE OU MAIS.

Consulte sempre o médico e/ou nutricionista.



A Evolução da Mamografia: Do Tabu à Esperança na Luta Contra o Câncer de Mama

Mais um Outubro Rosa chegou! Como é bom ter tanta informação e tecnologia a favor do diagnóstico precoce do câncer de mama. Quanta evolução.


Cada vez mais mulheres estão conscientes da necessidade da realização deste exame de prevenção e incentivam suas familiares e amigas a realizarem mamografia. Algumas mulheres, que passaram pelo tratamento do câncer de mamas, buscam suas amigas, em casa, para realizarem a mamografia, as vezes dizendo, “não tenha medo, este exame salvou a minha vida”. 

Em 1999, quando iniciei na residência médica, na área de Diagnóstico por Imagem, e escolhi como especialidade a área de mama, percebia que a palavra câncer era cercada de muitos tabus. Naquela época, falar sobre o tema era incomum entre as mulheres, e a mamografia no Brasil estava em estágios iniciais de implementação como exame mais importante ao rastreamento do câncer de mama. Infelizmente, já havia desinformação em torno do exame, sendo considerado “perigoso" para a saúde e doloroso, o que desmotivava muitas mulheres a realizá-lo. 

O exame, feito em estruturas bem mais simples do que as disponíveis atualmente, rapidamente se destacou pela sua capacidade de detectar lesões pequenas, permitindo o diagnóstico precoce e aumentando as chances de salvar vidas. Profissionais da área logo perceberam o potencial desse procedimento na saúde feminina e passaram a se especializar na interpretação de laudos mamográficos.   

O cenário da mamografia transformou a vida de muitos radiologistas, que viram no diagnóstico precoce uma oportunidade de contribuir para a saúde das mulheres. Apesar do ceticismo que alguns enfrentaram inicialmente, pelo fato do exame mamográfico ser considerado “muito simples”, um raio- X  das mamas, o tempo provou que a mamografia era, e continua sendo, um método essencial no combate ao câncer de mama.   

Entretanto, apesar dos progressos no diagnóstico e tratamento do câncer de mama, muitos desafios permanecem. A desinformação, por exemplo, continua sendo um grande obstáculo. Nos últimos anos, tem havido um aumento nas dúvidas e receios das mulheres em relação à mamografia, influenciadas por informações incorretas divulgadas especialmente nas redes sociais. Mitos, como o de que a mamografia “causa câncer” ou que é um exame ultrapassado, precisam ser combatidos com dados e educação.   

O câncer de mama é o tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a previsão para o triênio 2023-2025 é de 73 mil novos casos. No entanto, quando detectado em estágio inicial, as chances de cura podem chegar a 98%. Esse sucesso se deve, em grande parte, ao diagnóstico precoce proporcionado pela mamografia.  

No Brasil, a jornada de atendimento para o câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS) geralmente começa na atenção primária, onde as mulheres são encaminhadas para a realização de mamografias de rastreamento, recomendadas a cada dois anos para mulheres entre 50 e 69 anos. Caso haja suspeita de câncer, a paciente é direcionada para exames complementares e, se necessário, para biópsias e consultas com mastologistas.   

E vale pontuar a agilidade do SUS no tratamento de câncer de mama. Em 99,57% dos casos de carcinoma in situ, o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento no SUS foi de até 30 dias. Esse avanço é fundamental para aumentar as chances de cura e melhorar a qualidade de vida das pacientes.   

Voltando à eficácia da mamografia, o exame, que utiliza radiação ionizante em doses seguras, é o método mais eficiente para detectar lesões mamárias ainda em fases iniciais, quando as chances de cura são maiores e o tratamento pode ser menos invasivo. O incentivo à realização regular do exame permanece como um desafio constante para os profissionais de saúde.   

Diversos casos de sucesso reforçam a importância da mamografia. Há relatos de pacientes que, graças a exames de rotina, conseguiram detectar lesões milimétricas e tratar o câncer sem a necessidade de quimioterapia, levando vidas normais após a cura. A humanização no atendimento também é fundamental no tratamento do câncer de mama. Um ambiente acolhedor e uma equipe que transmita empatia e segurança faz absoluta diferença, ajudando as pacientes a enfrentarem o processo com mais tranquilidade e confiança.   

Apesar de o câncer de mama ainda ser a principal causa de morte por câncer entre mulheres, a maior conscientização e o acesso mais amplo à mamografia têm permitido diagnósticos mais rápidos e tratamentos menos agressivos. É crucial continuar reforçando a mensagem de que a mamografia é segura, eficaz e salva vidas. Além disso, é necessário que o sistema de saúde brasileiro continue avançando rumo a uma política de rastreamento mais acessível e estruturada, garantindo que mais mulheres tenham a chance de um diagnóstico precoce e, consequentemente, de cura.   

Cada exame realizado pode fazer a diferença, e cada vida salva é um motivo para persistir nessa luta. O objetivo é ver um futuro em que o acesso à saúde seja ampliado. A dedicação dos profissionais de saúde à promoção da mamografia como ferramenta de diagnóstico precoce é um passo fundamental nessa direção.  



Vivian Milani - médica Radiologista Especializada em Mama da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI).


Congelamento de óvulos: especialista comenta a importância da idade feminina no planejamento reprodutivo

  

Professor de Medicina do CEUB alerta para o estoque ovariano das mulheres que pretendem adiar o sonho de serem mães

 

Cada vez mais focadas em investir em outras áreas da vida, as mulheres podem não notar o poder implacável do tempo quando o assunto são seus óvulos. Bruno Ramalho, especialista em Reprodução Humana Assistida e professor de Medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB), comenta o outro lado do planejamento familiar, ou o planejamento reprodutivo, incluindo a fertilidade feminina, o comportamento da mulher moderna, o congelamento de óvulos e a realização de sonhos. 

Segundo Ramalho, o conceito de planejamento familiar parece óbvio para muitos, mas não se deve traduzi-lo ao pé-da-letra. O especialista detalha que é comum associar o conceito a métodos anticoncepcionais, mas essa é apenas uma parte do planejamento reprodutivo. “A outra parte é a capacidade de planejar, dentro das próprias limitações. Isso inclui definir o momento mais adequado para engravidar, considerando diversos fatores.” 

Diferentemente das gerações passadas, para as mulheres de hoje, é muito importante estarem inseridas no mercado de trabalho, traçando objetivos e executando seus próprios planos, reflete o docente do CEUB: “Quem é essa mulher moderna? É aquela que adia o momento de engravidar”. Porém, o especialista explica que, quando se trata de fertilidade feminina, o tempo é uma moeda preciosa e não aceita troca. “Adiar a maternidade, olhando apenas para o aspecto natural do corpo e da fisiologia, pode significar reduzir as chances de engravidar,” considera Bruno.
 

Número limitado de óvulos

“Aproximadamente na metade da sua vida intrauterina, a futura menina atinge o pico de seu estoque de óvulos. A partir de então, ele é capaz invariavelmente reduzido ao longo da gravidez e depois do nascimento,” detalha. Quando a bebê nasce, já perdeu uma boa parte desse patrimônio e possui cerca de dois milhões de óvulos. Segundo o professor, até chegar à puberdade, esse número diminui drasticamente para aproximadamente 400 mil óvulos, ou seja, ela perde três quartos do estoque antes mesmo de iniciar seu ciclo reprodutivo. 

“Ainda, uma mulher de 35 anos, por exemplo, possui óvulos com a mesma idade que ela, enquanto os espermatozoides de um homem são renovados constantemente, com um ciclo de dois meses e meio", compara o especialista. Segundo ele, congelar óvulos aos 34 anos oferece melhores perspectivas do que aos 40. “Em linhas gerais, mulheres que congelam 20 óvulos antes dos 35 anos têm 70% de chance de ter pelo menos um filho a partir dos mesmos, enquanto essa taxa cai para cerca de 45% entre 35 e 39 anos. Para ter 70% de chance de gravidez com óvulos congelados a partir dos 40 anos, estima-se serem necessários mais de 30 óvulos”.
 

Congelar óvulos: autonomia ou pressão?

“Os óvulos não são sonhos congelados, são ferramentas que podem ajudar na realização de um sonho.” O docente do CEUB destaca a necessidade de aprofundar o debate sobre o poder de escolha de cada mulher, independentemente dos moldes sociais. Ele considera o congelamento de óvulos uma forma de planejar e adiar a maternidade. Além disso, frisa que algumas pessoas demandam o congelamento por motivos médicos ou de saúde, às vezes sem querer adiar seus planos.

Ramalho reforça ainda que compreender esse viés do planejamento reprodutivo ajuda as mulheres a se organizarem para congelar óvulos e se prepararem para mais de um ciclo de tentativa, se necessário. Ele lembra que, historicamente, muitas mulheres tinham filhos aos 24 ou 25 anos, planejando ter três ou quatro. “Hoje, muitas optam por ter um ou dois filhos aos 38 ou 39 anos. Por isso, é essencial buscar alternativas para programar a vidas de acordo com as próprias necessidades”, finaliza o professor do CEUB.


Outubro Rosa: câncer de mama é mais grave em mulheres jovens

O aumento de casos de câncer de mama em mulheres abaixo de 35 anos preocupa especialistas, que ressaltam a importância do diagnóstico precoce devido à maior agressividade dos tumores

 

O câncer de mama, tradicionalmente mais associado a mulheres com mais de 50 anos, vem crescendo de maneira preocupante entre as jovens. Dados de 2022 da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) mostram que a incidência da doença em mulheres com menos de 35 anos subiu para 5%, quando em anos anteriores essa faixa representava apenas 2% dos diagnósticos. 

“Esse aumento é alarmante, especialmente porque os tumores em mulheres jovens tendem a ser mais agressivos e de difícil tratamento”, alerta a Dra. Giovanna Azevedo Gabriele Carlos, mastologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

A especialista destaca que, em jovens, o tipo de tumor mais comum é o triplo-negativo, que não responde a terapias hormonais e tem uma evolução rápida. “Esse tipo de câncer cresce em um ritmo acelerado e muitas vezes exige tratamentos invasivos como quimioterapia mais intensa e, em alguns casos, a mastectomia”, explica a médica.

Além disso, um estudo do Instituto do Câncer (INCA) revela que o número de mulheres jovens diagnosticadas com câncer de mama tem crescido de forma alarmante desde 2009. Naquele ano, 7,9% das pacientes tinham menos de 40 anos, enquanto, em 2020, esse número saltou para 21,8% – um aumento de 14,8% em apenas uma década. “Esses números indicam uma mudança no perfil das pacientes, o que exige maior atenção no diagnóstico precoce e na conscientização”, afirma a Dra. Giovanna. 


Fatores de risco em mulheres jovens

Os hábitos de vida são apontados como um dos principais fatores para o aumento de casos entre jovens. “Hoje, vemos mulheres adiando a maternidade, adotando dietas desequilibradas e tendo rotinas mais sedentárias. Esses fatores, aliados a um histórico familiar de câncer, aumentam significativamente o risco”, destaca a especialista. Além disso, o consumo de álcool, tabagismo precoce, obesidade e a exposição à radiação, bem como a presença de mutações genéticas nos genes BRCA1 e BRCA2, também são fatores de risco importantes.


O desafio do diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce é um dos maiores desafios no combate ao câncer de mama em mulheres jovens. “Como a mamografia é recomendada apenas para mulheres acima dos 40 anos, muitas jovens só descobrem a doença em estágios mais avançados”, diz a Dra. Giovanna. Isso também ocorre porque o tecido mamário das jovens é mais denso, dificultando a detecção de nódulos tanto no autoexame quanto nos exames de imagem.

No entanto, a especialista reforça a importância de estar atenta aos sinais do corpo. “É crucial que as mulheres conheçam suas mamas e se toquem, e busquem orientação médica ao perceber qualquer alteração nas mamas, como nódulos, mudanças na textura da pele ou secreção nos mamilos”, orienta.

Para mulheres com histórico familiar, a recomendação é iniciar o rastreamento antes dos 40 anos, com exames complementares como ultrassonografia ou ressonância magnética. “Se a mãe ou a irmã foi diagnosticada com câncer de mama aos 40, a filha ou irmã deve começar a fazer os exames por volta dos 30 anos”, explica a mastologista.


Conscientização no Outubro Rosa

O movimento Outubro Rosa é fundamental para alertar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, sobretudo entre as jovens. “As mulheres jovens costumam não se enxergar como parte do grupo de risco, mas é essencial quebrar esse mito”, afirma a Dra. Giovanna. Além disso, ela ressalta que a adoção de hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos e evitar o consumo de álcool e tabaco, são essenciais para reduzir o risco de desenvolver a doença.

“O aumento de casos em mulheres jovens é uma realidade que precisa ser enfrentada com medidas redutoras de risco e exames periódicos”, diz a especialista. “Embora o câncer de mama em jovens seja geralmente mais agressivo, a conscientização e o diagnóstico precoce podem aumentar significativamente as chances de cura”, conclui a Dra. Giovanna Gabriele.

 



Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo


Alergias respiratórias: o perigo, muitas vezes, dorme com você!


 O bom e velho travesseiro pode ser o grande vilão das crises alérgicas que você tem e não sabe o porquê; médica do Hospital Paulista explica que higiene e troca regular são indispensáveis a quem tem rinite, asma e alergia a ácaros, sobretudo


É muito comum as pessoas tentarem descobrir qual a real causa de suas alergias. Para tanto, recorrem ao médico, fazem exames, buscam tratamentos diversos. Algumas, às vezes, ficam anos em busca de um diagnóstico e, mesmo depois de revelado, o problema persiste. 

Afinal, não basta apenas saber o que lhe causa alergia. É preciso, sobretudo, se cercar dos cuidados necessários para evitar o contato com os agentes alérgenos que lhe fazem mal. E é justamente aí que as pessoas vacilam. 

Muitas vezes o perigo dorme com você (aliás, coladinho ao rosto), e a gente custa a perceber. Sim, o seu travesseiro pode ser um dos grandes vilões dessa história! 

Quem alerta é da Dra. Cristiane Passos Dias Levy, médica otorrinolaringologista do Hospital Paulista, especialista em alergias respiratórias. De acordo com ela, especialmente para quem tem alergia a ácaro, asma ou rinite alérgica, é indispensável fazer a troca regular dos travesseiros. 

"Com o passar do tempo, os travesseiros acumulam uma enorme quantidade de microrganismos, que se alimentam de secreções eliminadas durante o sono, seja pela boca (saliva), ouvidos (cerume), olhos (lágrimas), nariz (coriza), cabelos (seborreia) e até mesmo pela pele (suor e pele morta). Isso tudo se dispersa em uma poeira fina que pode ser facilmente inalada e causar alergias", explica. 

Estudos apontam que, após dois anos de uso, de 10% a 25% do peso de um travesseiro pode ser formado por ácaros e células mortas da pele. Isso sem contar as secreções artificiais que nele também costumam estar presentes, como cosméticos, perfumes, tinturas e maquiagem. 

"É um acessório diariamente submetido a uma contaminação maciça. Por isso merece um cuidado especial em termos de higienização, além da troca a cada dois anos, que é o prazo recomendado por especialistas”, destaca a médica. 

No caso da higienização, ela diz que o ideal é fazê-la em lavanderias especializadas que sigam estritamente as instruções de lavagem. "Isso porque, é importante que haja a secagem completa do travesseiro, e as máquinas de uso doméstico geralmente não têm um desempenho que garanta isso", pondera a Dra. Cristiane, acrescentando que esse procedimento pode ser feito a cada seis meses. 

Para os alérgicos a ácaros, em especial, a médica também recomenda o uso de capas de proteção antiácaro, seja nos travesseiros, seja nos colchões, a fim de se evitar maior contaminação. "Essas capas podem ser lavadas a cada três ou quatro semanas", destaca. 

Tomadas essas precauções, cabem as tradicionais dicas em relação à importância de manter o quarto sempre bem ventilado e iluminado; ficar atento a possíveis infiltrações ou outras causas de umidade no quarto; além de evitar varrer e espanar os móveis durante a limpeza, priorizando o uso de panos úmidos, de modo a evitar que os ácaros entrem em suspensão e se depositem sobre lençóis e fronhas limpos.

 

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia



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