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sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Estafa mental de final de ano, neuro comenta


Parece que final de ano, quase todo mundo, experimenta a sensação de cansaço mental. A lista de obrigações a cumprir antes que o ano se acabe, parece que faz com que seja impossível desligar a mente e não pensar em absolutamente nada. Dr. Fernando Gomes, médico neurocirurgião e neurocientista do Hospital das Clínicas de SP fala que é como se o nosso cérebro estivesse exausto, e é bem isso mesmo que acontece. “É que quando os lobos frontais são usados em excesso eles entram em processo de esgotamento e então é preciso parar, relaxar e descansar o cérebro. Assim como o lado físico, o mental também precisa de um pouco de ócio e repouso”, diz. 

Os sintomas para poder identificar essa estafa mental são os mais variados: dores de cabeça, tonturas, tremores, falta de ar, oscilações de humor, distúrbios do sono, dificuldade de concentração e até problemas digestivos. E tudo isso ainda sob pena de perda de memória e déficit de atenção e aprendizagem, já que quando o cérebro atinge a estafa é não consegue dividir nossa atenção para todos os pontos. 

“Funciona mais ou menos como uma estrela em que todas as pontas precisam ser iguais. É muito importante expandir e equilibrar a vida pessoal, emocional, conjugal, financeira, familiar, profissional e sobretudo, separar um tempo em meio a tanta correria, para o lazer. E essa equação tem que ser diária”, ensina o médico. 

Por isso que cultivar o ócio é fundamental. “Nosso cérebro não foi feito para raciocinar e se concentrar 100% do tempo. No mínimo, é preciso manter, algumas horas por dia sem pensar no trabalho, sem fazer contas, sem se preocupar com um parente doente e executar atividades que proporcionem prazer como um exercício físico, que libera endorfinas e serotonina (e não vale aquele feito apenas pela “obrigação” de manter o corpo escultural). Um programa de TV ou um passeio que saia da rotina já elimina da nossa mente a carga da obrigatoriedade e consequentemente ajuda a cumprir as próximas tarefas com mais facilidade”, afirma o neuro.

Além de comprometer o desempenho na rotina diária, a estafa mental pode ainda desencadear doenças como depressão, hipertensão, fobias, ansiedade, enfraquecimento do sistema imunológico e até problemas cardíacos e gastrointestinais. 

Esses e outros males modernos muitas vezes são frutos das alterações do sistema nervoso central que ocorrem em função do excesso de responsabilidades e tensões acumuladas que provocam um desgaste metabólico e mental muito grande. Dr. Fernando ainda alerta os trabalhadores compulsivos, os famosos workaholics são os que mais precisam se cuidar já que as cobranças com eles mesmos aumentam a propensão de desencadearam a estafa.
  

Para ajudar a evitar a estafa, Dr. Fernando deixa algumas dicas:

 

- mantenha o foco naquilo que está fazendo naquele momento;

- após executar uma tarefa, tire-a literalmente da sua frente e vire essa página;

- não leve problemas para o quarto, feche a porta e deixe-os para fora concentrando-se apenas em repousar;

- desligue aparelhos eletrônicos pelo menos por 8 horas ao dia, e aos finais de semana;

- cultive o contato com a natureza;

- não se cobre tanto, nada importa mais do que o seu próprio bem estar;

- não hesite em procurar apoio da psicologia para obter orientações personalizadas para adequação do estilo de vida. 

 


Dr Fernando Gomes - Professor Livre Docente de Neurocirurgia do Hospital das Clínicas de SP com mais de 2 milhões de seguidores. Há 12 anos atua como comunicador, já tendo passado pela TV Globo por seis anos como consultor fixo do programa Encontro com Fátima Bernardes (2013 a 2019), por um ano (2020) na TV Band no programa Aqui na Band como apresentador do quadro de saúde “E Agora Doutor?” e dois anos (2020 a 2022) como Corresponde Médico da TV CNN Brasil. Desde 2020 comanda seu programa semanal no Youtube ‘Olho Clínico com Dr. Fernando Gomes’ Link. É também autor de 9 livros de neurocirurgia e comportamento humano. Professor Livre Docente de Neurocirurgia, com residência médica em Neurologia e Neurocirurgia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, é neurocirurgião em hospitais renomados e também coordena um ambulatório relacionado a doenças do envelhecimento no Hospital das Clínicas.
drfernandoneuro


Costume de morder objetos duros pode prejudicar a saúde bucal a longo prazo

 

Para José Todescan Júnior, membro da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética, adotar práticas preventivas e buscar cuidados regulares são a chave para proteger o sorriso 

 

Os dentes são estruturas incríveis e resistentes, mas possuem limitações específicas. Sua função primária é mastigar alimentos, e não foram projetados para suportar forças excessivas ou para serem utilizados como ferramentas. No entanto, muitos indivíduos usam seus dentes de maneiras que vão além do propósito para o qual foram concebidos.

Ao morder objetos duros, como canetas ou lápis, os dentes são submetidos a pressões intensas, que podem resultar em consequências desastrosas. Um único descuido pode levar a danos como fraturas, lascas ou até mesmo a quebra completa de um dente. Ainda mais preocupante é o fato de que tais danos podem não ser apenas estéticos, mas também funcionais, impactando a capacidade de mastigação e causando complicações dolorosas.

De acordo com o Dr. José Todescan Júnior, especialista em Prótese Dental, odontopediatria e endodontia, além de membro da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética, a prática de abrir embalagens com os dentes, por exemplo, é outra causa comum de danos dentários. “As embalagens modernas, muitas vezes, são feitas de materiais resistentes, exigindo força considerável para serem abertas. Essa ação obriga os dentes a agirem além de suas capacidades naturais, aumentando o risco de danos estruturais”, alerta.

Os custos associados ao reparo dos dentes danificados vão além do aspecto financeiro. “Tratamentos odontológicos para corrigir danos causados por morder objetos duros podem variar desde restaurações simples até procedimentos mais complexos, como tratamentos de canal ou a necessidade de próteses dentárias e implantes”, pontua.

Para o especialista, é crucial entender a importância de preservar a integridade dos dentes. “Pequenas mudanças de hábitos podem evitar danos significativos. Alguns passos simples incluem utilizar ferramentas apropriadas para abrir embalagens, não morder objetos duros e evitar o hábito de roer unhas, por exemplo. Além disso, ensinar e incentivar as crianças desde cedo a proteger seus dentes também é fundamental para promover uma saúde bucal adequada ao longo da vida”, revela.

Além disso, Todescan acredita que para manter uma boa saúde bucal, é essencial respeitar as necessidades de cuidados dos dentes. “Consultas regulares ao dentista são igualmente importantes para identificar e tratar precocemente quaisquer problemas dentários que possam surgir”, relata.

Pequenas mudanças de hábitos diários podem ter um impacto imensurável na saúde bucal a longo prazo. “Ao adotar práticas preventivas simples e buscar cuidados regulares, estamos não apenas protegendo nossos sorrisos, mas também promovendo um estilo de vida saudável para o futuro”, finaliza.

 

José Todescan Júnior - Atuando com excelência na área de Odontologia há mais de 33 anos, José Todescan Júnior é especialista em Prótese Dental e Odontopediatria pela USP, endodontia e membro da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética, membro da IFED (International Federation Esthetic Dentistry) e membro da Associação Brasileira de Odontologia Estética. Ele acredita que o profissional que se aperfeiçoa em diversas áreas pode escolher sempre o melhor para os pacientes.



Clínica Todescan
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Para quem são destinados os programas corporativos de saúde mental?

A Saúde Mental ganhou destaque no ambiente corporativo em meados de 2020, quando o mundo foi atingido pela pandemia da Covid-19. Apesar do ganho de popularidade e maior interesse sobre o tema, antes mesmo deste período o cenário do bem-estar dos brasileiros já era preocupante: o Brasil já era líder em ansiedade no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde.

Esta época também foi marcada pelo aumento da venda de medicamentos antidepressivos, que cresceu em 58% de 2017 para 2021, segundo pesquisa do Conselho Federal de Farmácia. Números estes que foram impulsionados devido aos novos casos de depressão, ansiedade e outras doenças mentais, mas também pelo aumento no acesso às informações necessárias para identificar os sintomas, o que fez com que muitas pessoas que já possuíam este histórico descobrissem seus diagnósticos.

No cenário corporativo, a OMS alerta que os casos mais leves são responsáveis por uma média das faltas de quatro dias de trabalho no ano e, nos casos mais graves, esse período pode chegar a 200 dias de afastamento remunerado. Ao olhar para esses dados e entender a necessidade de cuidar do bem-estar dos colaboradores, as empresas começaram a implementar novas políticas de cuidados, ações e benefícios para apoiar suas equipes.

Porém, apenas oferecer esses serviços sem uma rede de apoio não é suficiente para garantir que seus colaboradores estejam em um ambiente seguro e que realmente proporcione as oportunidades de desenvolvimento que necessite.

Por exemplo, como um colaborador poderá utilizar um benefício de academia se essa pessoa leva quase quatro horas no trajeto de ida e volta do trabalho? Após chegar em casa, o colaborador estará tão cansado que esse benefício será o último que pensará em utilizar. E, outro ponto importante que deve ser considerado: a academia está disponível perto da casa do colaborador ou apenas do escritório?

É também avaliar a necessidade de cada equipe, ou seja, realmente olhar para cada colaborador e entender, de maneira coletiva, quais benefícios aquele time realmente precisa. Qual é a faixa etária dos seus colaboradores? Como eles aceitam conversas sobre saúde mental? Como, além dos benefícios, você pode implementar uma rotina saudável de trabalho?

Além de ajudarmos a democratizar este tema, precisamos também fortalecer uma cultura de cuidado que realmente atenda cada colaborador. Afinal, benefícios devem ser pensados de fato para as pessoas e não para a comunicação empresarial.

 

Dr. Luiz Ribeiro - Diretor Médico da Lockton Brasil


Estresse pode fazer mandíbula travar

Especialista do CEMA explica as principais causas do travamento da mandíbula e como evitar que problema aconteça

 

Dezembro chegou, e, nessa época, embora a decoração natalina e o espírito acolhedor estejam presentes, esse é um período que pode ser bem estressante para a maioria das pessoas. Demandas no trabalho, organização das ceias de fim de ano, faxina na casa e muitas outras coisas podem gerar muito estresse. E nessa hora, pode ocorrer uma coisa inusitada: a mandíbula pode travar. Embora tenha outras causas, como bruxismo (ato de ranger os dentes) e traumas, o estresse também é um fator de risco para o problema. “A mandíbula pode travar quando o disco articular está numa posição errada, ou seja, está deslocado. Esse fato resulta nesse travamento, além de estalos e, principalmente, dor”, explica o bucomaxilo do Hospital CEMA, Érico Campello. 

Por ficar inflamada, a movimentação da mandíbula fica comprometida. Nessas horas, muita gente se desespera. No entanto, o médico ressalta que é preciso ter calma e procurar um especialista para tratar as causas e sintomas. Quanto ao tratamento, existem inúmeras possibilidades. “Geralmente o especialista vai indicar placas miorrelaxantes (indicadas para bruxismo), fisioterapia de ATM (articulação responsável pelo abrir e fechar da boca) e aplicação de toxina botulínica para tratamento muscular. Porém em casos mais graves, pode ser necessário tratamento cirúrgico”, detalha. 

Na maioria dos casos, é possível prevenir esse travamento da mandíbula: o uso de placas de bruxismo, de aparelhos ortodônticos para corrigir o mau posicionamento dentário, evitar hábitos nocivos, como roer as unhas ou morder objetos, além, é claro, de evitar o estresse são as principais recomendações. Seguindo essas dicas, o fim de ano pode ser mais tranquilo e repleto de boas conversas e mesas fartas, sem que a mandíbula atrapalhe toda essa história.


Entenda o que é a Istmocele

O sonho da gravidez não é somente de mães de primeira viagem. Muitas mulheres que já têm filhos ainda desejam aumentar a família. No entanto, muitas se deparam com a istmocele, falha na cicatrização no local em que foi feita a incisão da cesariana para a retirada do bebê. Após a realização do parto é feita uma sutura que, com o tempo, pode se transformar em uma cicatriz retrátil e resultar em uma falha da musculatura uterina, conhecida como miométrio.  

A Istmocele é dividida em dois tipos, que variam de acordo com o seu tamanho: Grande Defeito, em que a espessura do miométrio restante é inferior a 2,5mm - 3,0mm, e Defeito Pequeno, cuja espessura do miométrio restante é superior a 3,0mm. Além disso, também é possível analisar a doença de acordo com os sintomas da mulher, pois, em alguns casos, ela não irá apresentar sintomas.  

Com o grande número de partos feitos de cesárea é normal que os casos de Istmocele cresçam ainda mais. A doença pode levar a consequências sérias para a vida das mulheres, deixando-as inférteis e com o risco de uma Gravidez Ectópica em Cicatriz de Cesariana - situação que ocorre quando o óvulo fertilizado se implanta na istmocele e com o passar da gravidez as paredes do útero podem se romper, no meio ou no fim da gestação. 

Os sintomas durante uma gravidez podem ser mais sérios, pois podem acontecer anomalias na placenta, no local da gravidez e, em alguns casos mais graves, pode colocar em perigo a vida da mãe e do bebê. 

Na maior parte dos casos, a istmocele não apresenta sintomas, o que torna mais difícil o seu diagnóstico, sendo necessário que a mulher passe por uma ultrassonografia transvaginal ou ressonância da pelve para descobrir a doença. Para quem apresenta alguns sintomas, os mais comuns são sangramento uterino anormal (no meio do ciclo), dismenorréia, dor crônica pélvica, infertilidade secundária, gravidez cervical ectópica e ruptura do útero. 

Os anticoncepcionais podem ser utilizados como opções de tratamento, interrompendo a menstruação e trazendo alívio dos sintomas. Mas é importante destacar que esse método só deve ser aplicado em mulheres que não desejam ter filhos, pois a utilização desse meio impossibilita uma futura gravidez. O DIU hormonal também não é indicado para as mulheres que desejam engravidar, pois ele também interrompe o fluxo de sangramento. 

Outra forma de tratamento é a ressecção histeroscópica/laparoscópica, a qual é indicada para pacientes que tenham desejo de uma nova gestação e apresentam uma camada miometrial muito fina na região da cicatriz de cesárea anterior. E, por fim, a histerectomia, cirurgia que só deve ser feita em último caso, no momento em que for extremamente necessária a remoção do útero e quando a mulher optar por não ter mais filhos. 

A Istmocele é uma doença grave, que afeta muitas mulheres. Por isso é necessário encontrar um profissional especialista para indicar o melhor tipo de tratamento. 

 

Dr. Thiers Soares - ginecologista cirurgião especialista em endometriose, adenomiose e miomas

 

Vacinação Infantil: Atenção redobrada aos prematuros

 

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Ampliação dos critérios para a vacina hexavalente e consulta pública com a mesma finalidade para o palivizumabe são alguns dos avanços na área

 

A ampla cobertura vacinal em crianças é uma das conquistas mais significativas conduzida ao longo de décadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Quando se trata da saúde de bebês prematuros, esse tema se torna ainda mais essencial. Notavelmente, prematuros são mais susceptíveis a doenças e infecções, devido ao desenvolvimento incompleto de seus sistemas, incluindo o imunológico. Sendo assim, as vacinas são fundamentais para garantir que os pequenos estejam protegidos, favorecendo crescimento e desenvolvimento adequados.

 

Recentemente, o SUS tomou medidas importantes no que diz respeito à ampliação dos critérios para a aplicação, em prematuros, da vacina hexavalente (Hexa acelular -DTPa/Hib/HB/VIP), que protege contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae tipo b, poliomielite e hepatite B, em uma só injeção. Por meio do Programa Nacional da Imunzações (PNI), foram ampliados os critérios de aplicação da vacina para bebês prematuros; agora, os nascidos com menos de 33 semanas de gestação e com 1,5 kg ao nascer têm acesso à imunização com a hexavalente – anteriormente, estava disponível para menores de 31 semanas ou com peso ao nascer menos de 1kg. A hexa pode ser encontrada nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), que estão presentes em todos os Estados brasileiros.

 

O esquema de vacinação com essa imunização consiste na aplicação de três doses: aos 2, 4 e 6 meses de idade cronológica, com intervalo de 60 dias entre as doses. O primeiro reforço deve acontecer aos 15 meses de idade. O segundo reforço deverá ser realizado aos 4 anos de idade, com a vacina DTP acelular, se ainda persistir a indicação. A idade máxima para aplicação da vacina hexa acelular e/ou DTPa é de 6 anos, 11 meses e 29 dias.

De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), as vacinas contra meningite, pneumonia, coqueluche, hepatite B, rotavírus, gripe e todas as demais imunizações devem ser aplicadas de acordo com a idade cronológica da criança prematura.

 

Em agosto deste ano, o governo federal abriu uma consulta pública sobre o acesso de bebês prematuros ao medicamento de alto custo, o imunobiológico palivizumabe. Estudos demonstram que, da mesma forma que os bebês nascidos com menos de 29 semanas, os prematuros abaixo de 32 semanas são muito beneficiados pelo uso do medicamento, ficando protegidos de infecções pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O VSR causa 80% dos casos de bronquiolite em crianças, doença extremamente perigosa para os prematuros, que nascem com a função pulmonar mais fragilizada.

 

Atualmente, com exceção da Bahia, Maranhão, Paraná e Distrito Federal, os estados liberam a profilaxia com esse medicamento apenas para prematuros que nascem com menos de 29 semanas de idade gestacional, além de casos de cardiopatia congênita e doença pulmonar crônica.

 

A consulta pública teve como objetivo registrar a opinião de famílias, profissionais de saúde, organizações da sociedade civil e sociedade em geral quanto à ampliação dos critérios de aplicação do palivizumabe pelo SUS, que passaria a incluir os prematuros que nascem com menos de 32 semanas. O resultado, no entanto, foi desfavorável à mudança nas especificações para acesso ao imunobiológico.

 

“Apesar de ainda termos um longo caminho a percorrer, é importante enaltecermos as conquistas no cenário da prematuridade, sendo a imunização um tema imprescindível nesse contexto. Precisamos, com frequência, revisar e atualizar os critérios para aplicação de vacinas específicas para prematuros, visto que estudos têm demonstrado que bebês que estão fora dos critérios atuais, seriam muito beneficiados pelo uso dos imunizantes. Sabemos que internações hospitalares são frequentes entre essas crianças durante toda a infância, por isso, a inclusão de mais prematuros nos protocolos de vacinação tem o potencial de diminuir custos para a Saúde, para a Assistência Social e impacta ainda o mercado de trabalho, uma vez que a família toda é afetada. Seguiremos sempre buscando equidade no acesso às vacinas para todos os prematuros”, diz a diretora executiva da ONG Prematuridade.com, Denise Suguitani.

  

ONG Prematuridade.com


A cada 2 minutos é registrado um caso de AVC no Brasil

A condição pode ser incapacitante e causar dores excruciantes, mas 90% dos derrames podem ser evitáveis 

 

Conforme dados fornecidos pela Organização Mundial do AVC, 90% dos derrames são evitáveis. Esta revelação traz consigo implicações significativas para a saúde pública, destacando a importância da conscientização, educação e mudanças de estilo de vida das pessoas. A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), forneceu informações importantes sobre a doença, para à sociedade civil neste fim de ano.

Para a Diretora de Comunicação da SBN, Dra. Vanessa Milanese, a maioria dos casos de derrame cerebral, uma condição frequentemente devastadora, poderia ser evitada com a adoção de medidas preventivas. "Estas informações têm o objetivo de chamar a atenção para a necessidade de conscientização sobre os fatores de risco, além de incentivar a sociedade brasileira a adotar práticas que possam reduzir drasticamente a incidência de derrames, e desta forma, as pessoas possam viver com mais qualidade de vida e bem-estar", comentou.

No último ano, de acordo com os registros do Portal de Transparência do Registro Civil, mantido pela ARPEN Brasil (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais), cerca de 100 mil pessoas morreram no país, por conta do AVC. Número que equivale a média de 12 óbitos por hora. É estimado um caso da doença a cada 2 minutos no Brasil.


O que pode ser feito para controlar a doença:

Fatores de risco: muitos derrames estão relacionados a fatores de risco conhecidos, como hipertensão arterial, ser homem, histórico de doença vascular prévia, diabetes, tabagismo, falta de atividade física, excesso de consumo de álcool, idade avançada e dieta pouco saudável.

Educação e conscientização: o alerta da SBN visa educar a população sobre os sinais precoces de um derrame e a importância da busca imediata de ajuda médica. A identificação rápida e a intervenção adequada podem salvar vidas e minimizar sequelas.

Estilo de vida saudável: a prática de hábitos de vida saudáveis, incluindo uma dieta equilibrada, atividade física regular e a cessação do tabagismo como medidas cruciais na prevenção de derrames.

Parcerias para a prevenção: a SBN convoca autoridades de saúde, organizações governamentais, profissionais de saúde, educadores e a sociedade civil a se unirem em esforços colaborativos para implementar programas eficazes de prevenção de derrames.

A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia acredita que o conhecimento é o primeiro passo para a mudança. "Ao divulgar essas informações, a SBN busca capacitar indivíduos e comunidades para tomar medidas proativas em relação à sua saúde cerebral. Juntos, podemos transformar a realidade dos derrames cerebrais no Brasil e fazer avanços significativos na promoção de uma sociedade mais saudável", explicou a especialista. 



Sociedade Brasileira de Neurocirurgia –SBN
portalsbn.org
Instagram sbn.neurocirurgia

 

ORIENTAÇÃO DE ESTUDOS E ATIVIDADES BASEADAS NA NEUROCIÊNCIA AJUDAM NO TRATAMENTO DA DISCALCULIA

 Transtorno causa prejuízo específico no aprendizado da matemática e pode proporcionar sofrimento a crianças e adolescentes em idade escolar, além de gerar traumas, quando não diagnosticado e devidamente tratado  

  

É possível que em algum momento - ou em vários - da sua vida escolar ou acadêmica, você tenha se esforçado muito para ouvir o que o professor explicava diante da lousa e de toda a turma, mas por mais atenção e empenho que dedicasse, nada daquilo que era dito fazia sentido para você. Em diversas situações, realmente faltava um pouco mais de leitura sobre o assunto, uma abordagem alternativa ou uma didática diferente. 

  

Para uma parcela, porém, tudo piorava de forma drástica se o tema fosse a Matemática. No caso desses estudantes, o problema é a Discalculia, um tipo de transtorno que causa prejuízo específico de aprendizagem da matemática, com dificuldade para entendimento do senso numérico, memorização de fatos aritméticos, precisão ou fluência do cálculo e raciocínio matemático. De acordo com Sueli Conte - que é aplicadora de Barras de Access, Psicopedagoga, mestre em Educação, doutoranda em Neurociência e fundadora do Espaço Saúde Integrativa by Sueli Conte - o desenvolvimento matemático de quem tem discalculia é significativamente menor do que o esperado quando se leva em conta a idade cronológica, suas experiências e oportunidades educacionais. 

  

Segundo a profissional, a Discalculia normalmente pode ser percebida ainda na Educação Infantil, quando a criança tem em torno de 4 a 5 anos de idade. A especialista explica, que nessa faixa etária, os pais devem acompanhar o desenvolvimento dos filhos na escola a fim de perceber se há grandes dificuldades no aprendizado da matemática. Os professores, por sua vez, podem observar se a criança manifesta dificuldades para aprender a contar, se ignora os números por muito tempo enquanto as demais crianças da turma já conseguem se lembrar deles na ordem correta, por exemplo. 

  

Outras situações que podem ajudar a identificar a discalculia, são: dificuldade para reconhecer padrões, problemas para reconhecer símbolos numéricos e relacionar palavras, dificuldades para lembrar fatos matemáticos, sofrimento na hora de tentar resolver situações-problemas, não conseguir fazer a interpretação dos conceitos com os números, etc. 

  

Nesses casos, Sueli Conte indica que seja avaliado se há associação com algum laço parental. “Na maioria das vezes a discalculia está ligada à genética. Também recomendo que um psicopedagogo seja procurado para a realização de testes para compreender a criança, considerando os aspectos sociais, emocionais, qualitativos e quantitativos e apresentar um diagnóstico. Se aprender matemática está causando dor e sofrimento, além do desestímulo, cansaço para fazer atividades da disciplina e mal humor, pode ser sinal de discalculia", alerta. 

  

A mestre em Educação também explica que a Discalculia pode afetar a escolarização das crianças de diversas maneiras e enumera características que mostram como o transtorno se manifesta nas diferentes fases escolares: durante a Educação Infantil, por exemplo, as crianças podem apresentar dificuldade para aprender a contar, reconhecer padrões simples, entender o significado dos numerais e o conceito de numeração. No Ensino Fundamental, por sua vez, pode haver dificuldade de aprender e lembrar fatos numéricos, como a soma. Pode haver, ainda, o uso excessivo dos dedos para contar, dificuldade para identificar símbolos e linguagem matemáticos ou o valor posicional dos algarismos, entendimento da propriedade comutativa, de selecionar uma estratégia para resolver problemas matemáticos, lembrar o placar de jogos em atividades esportivas, calcular o preço total de dois ou mais itens, etc. Por fim, no Ensino Médio, há dificuldade para entender informações apresentadas em tabelas e gráficos, lidar com o cálculo do troco ou de gorjeta ao lidar com dinheiro, medir ingredientes de uma receita, problemas para calcular velocidade, distância e direção ou para encontrar diferentes estratégias para resolver um problema. 

  

Sueli Conte explica que o diagnóstico da Discalculia é feito por meio da aplicação de uma série de testes, que devem ser realizados por um Psicopedagogo. “A avaliação de um profissional é imprescindível para a definição de quais testes devem ser aplicados. É esse conjunto de testes direcionados que levarão ao diagnóstico correto”, analisa a especialista.  

  

De acordo com Conte, o tratamento da Discalculia é feito com exercícios e atividades cerebrais simples, que ajudam a estimular as conexões neurais responsáveis pelo processamento da linguagem numérica. “A Neurociência desenvolveu vários jogos que permitem aos profissionais avaliarem os déficits de atenção. Entre eles está a Discalculia. Cada criança deve ser avaliada, de forma que os profissionais possam selecionar o tratamento com participações interativas, jogos e brincadeiras, que estimulem a área cerebral onde está localizado o problema”

  

O diagnóstico precoce é importante, segundo a psicopedagoga, para que haja um trabalho eficaz e concentrado nas áreas de aprendizagem, como jogos online e atividades de raciocínio. “Estes trabalhos devem iniciar de maneira simples e avançar para os mais complexos à medida em que a criança e ou adolescentes dá sequência no tratamento”, finaliza Sueli Conte, que é aplicadora de Barras de Access, Psicopedagoga, mestre em Educação, doutoranda em Neurociência e fundadora do Espaço Saúde Integrativa by Sueli Conte

 

  

Espaço Saúde Integrativa by Sueli Conte

www.instagram.com/saudeintegrativa_oficial  

 

Fertilização in Vitro: saiba o que é e descubra curiosidades sobre o tratamento


Dados do 14° Relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio) divulgado em 2022 e produzido com dados de 2020 e 2021 apontam que 45.952 ciclos de Fertilização in Vitro foram realizadas no Brasil em 2021. Isso representa um aumento de 32% em comparação aos índices de 2019. 

O tratamento consiste em fertilizar um óvulo com espermatozoide em laboratório e após ele se tornar um blastocisto, introduzi-lo no útero feminino. 

De acordo com o Dr. Nilo Frantz, especialista em reprodução humana, da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva, essa é uma das técnicas que continua revolucionando ao redor do mundo, contribuindo para que novas famílias sejam formadas. 

“O procedimento é indicado para mulheres que possuam comprometimento total ou parcial das trompas, idade avançada, distúrbios na ovulação, endometriose, falência ovariana, infertilidade sem causa aparente. Já para os homens, que tenham baixa contagem de espermatozoides, problemas de motilidade ou morfologia nos espermatozoides, ausência de espermatozoides na ejaculação e também para casais homoafetivos que desejam ter filhos biológicos, quando os tratamentos de baixa complexidade não foram efetivos, produção independente ou casais com doenças genéticas”, explica.

 

O que influencia o sucesso do tratamento 

“Fatores como reserva ovariana, número de óvulos coletados, a receptividade endometrial, entre outras causas que levam à infertilidade, podem influenciar na taxa de sucesso”, explica Frantz. 

A reserva ovariana pode influenciar por causa da qualidade e quantidade dos óvulos para receber a fertilização. Durante a vida reprodutiva, desde o seu nascimento as mulheres já nascem com uma quantidade certa de óvulos, e esse número vai diminuindo ao longo do tempo, chegando ao seu estado de alerta por volta dos 35 anos de idade. 

Para avaliar se a mulher realmente está com baixa reserva ovariana, é preciso realizar os seguintes exames: ultrassonografia transvaginal, FSH Basal e Hormônio antimulleriano. 

Assim como os outros fatores que também interferem no tratamento, se você possui dificuldade de engravidar naturalmente e acredita que a FIV seja o melhor caminho, procure um profissional e uma clínica especializada para tirar todas as suas dúvidas e confirmar se o tratamento é o indicado para a sua situação.

 

Curiosidades sobre o tratamento 

Dentre as duas principais curiosidades sobre a Fertilização in Vitro, está no ano em que o tratamento passou a ser conhecido mundialmente, 1989, com o nascimento de Louise Brown, na Inglaterra. 

Outro fato interessante é que em 45 anos, mais de 10 milhões de bebês já nasceram no mundo pela fertilização in vitro.

 

Combate à AIDS: mesmo com o tratamento disponível, 630 mil pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS em 2022

 Infectologista alerta para a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento da síndrome


Celebrado em 1° de dezembro, o Dia Mundial de Combae à AIDS acendeu’ um importante alerta para a prevenção, diagnóstico e tratamento da síndrome, que já infectou, desde 1981, quando os primeiros casos foram conhecidos, 85,6 milhões pessoas no mundo, sendo que 40,4 milhões morreram, de acordo com a Unaids. A entidade apresentou os dados de 2022, que mostraram que 39 milhões de pessoas vivem com o vírus globalmente, sendo que 1,3 milhão foram recém-infectadas. Outra informação importante apresentada é que 630 mil pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS no ano passado.
 

O infectologista e consultor técnico do Sabin Diagnóstico e Saúde, Claudilson Bastos, destaca que a pandemia de AIDS ainda existe e a síndrome pode evoluir para uma situação grave, se não diagnosticada nem tratada precocemente. "O uso do preservativo nas relações sexuais (orais, anais e vaginais) e o não compartilhamento de seringas e agulhas continuam sendo as formas eficazes de prevenção”, afirma. 

O especialista pontua ainda a importância de fazer testes em casos de sexo desprotegido ou de qualquer outro comportamento de risco. Os exames podem ser realizados nas redes públicas e privadas. “Manter a segurança e a prevenção nas relações sexuais é fundamental, uma vez que esta é uma das principais formas de transmissão do vírus. Por isso, em uma situação de sexo sem proteção, o recomendado é que o indivíduo busque um posto de saúde ou um laboratório para fazer o teste”, informa o médico, esclarecendo que o exame deve ser realizado 28 dias após o ato sexual desprotegido. 

“Após contrair o vírus, a pessoa tem o que se chama ‘janela imunológica’, em que não há como detectar o vírus pelos métodos diagnósticos convencionais. Isto se chama período de incubação, que pode durar, em média, quatro semanas”, pontua. 

O infectologista salienta que, uma vez diagnosticado o HIV/AIDS, a pessoa deve procurar um centro de referência ou especialista para avaliar o tratamento antirretroviral adequado, com os medicamentos oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Uma vez sendo diagnosticada e tratada, a PVHA (Pessoa Vivendo com HIV/Aids) que se fizer o tratamento de forma regular terá uma vida longa como qualquer outro indivíduo. Isso porque, cada vez mais, temos novas medicações com mais eficácia, menos eventos adversos e posologia e com melhor qualidade de vida”, informa.

 

Diferença entre HIV e AIDS 

Bastos informa que o HIV e a AIDS não são iguais: o primeiro é o vírus responsável por contagiar o organismo, podendo o indivíduo viver com ele de forma assintomática, sem apresentar sintomas. Já a AIDS é a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, que ocorre quando o corpo desenvolve sequelas/ doenças após a contaminação sem tratamento. “É importante destacar que, em ambas as situações, existe o risco de contaminação para outras pessoas, como durante as relações sexuais sem proteção”, pontua. 

O médico informa que quando o vírus entra em contato com o organismo pode causar danos no sistema imunológico, causando sintomas. “Dentre eles estão a perda de peso, diarreia crônica e monilíase oral e esofágica, que já podem indicar o quadro de AIDS. Neste momento, a pessoa apresenta baixas defesas do organismo, abrindo as portas para infecções virais, bacterianas, fúngicas e/ou parasitárias”, esclarece.

 

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Dia do Engenheiro: veja as áreas da profissão que estão em alta no mercado

 

Especialidades relacionadas à tecnologia e ao meio ambiente vêm ganhando crescente interesse

 

Os profissionais de engenharia sempre tiveram atuações diversas no mercado de trabalho e produções muito importantes para a sociedade. Desde as mais antigas e tradicionais, até os cursos mais modernos, as engenharias trazem a aplicação de conhecimentos científicos, econômicos e sociais, planejando, construindo e melhorando estruturas, máquinas, sistemas e processos.  

No dia 11 de dezembro é celebrado o Dia do Engenheiro, e a Onlinecurriculo, plataforma de currículos online, realizou um estudo para entender o panorama da atuação dos profissionais de engenharia na atualidade. O estudo buscou perceber quais engenharias estão em alta, levando em consideração as buscas no Google no último ano, considerando o período de novembro de 2022 a outubro de 2023.

 

Engenharias mais procuradas: 

- Engenharia de produção: foi a engenharia com maior volume de buscas ao longo do ano. O engenheiro de produção pode atuar em setores que produzem os mais diversos tipos de produtos, controlando o processo de fabricação e o uso dos recursos necessários. No período, a procura por engenharia de produção teve um crescimento de 22%.

- Engenharia agronômica: com maior índice de crescimento ao longo do ano, chegando a 50% no aumento de buscas, a engenharia agronômica combina conhecimentos de agronomia, ciências biológicas e exatas para formar profissionais que poderão planejar, gerenciar e implementar soluções para a produção agrícola sustentável. No cenário atual, em que o planeta já se encontra em ebulição global, essa é uma profissão importante para minimizar os impactos da produção agrícola.

 - Engenharia biomédica: a engenharia que, unindo conhecimentos das ciências exatas e ciências da saúde, desenvolve novas abordagens para a prevenção, diagnóstico, tratamentos e terapias de doenças. A área apresentou crescimento de 49% ao longo do ano.

- Engenharia mecatrônica: área que teve aumento de buscas de 49% no último ano, a engenharia mecatrônica é o “futuro das engenharias”. Uma especialização multidisciplinar que projeta sistemas eletromecânicos automatizados e controlados por computador, tendo como exemplo a automação industrial. É uma engenharia que está em constante crescimento, muito impulsionada pela robótica.

- Engenharia química: o engenheiro químico é o responsável pela qualidade do produto que sai de uma indústria. É o profissional que cuida das modificações, composições, estados físicos e estruturas moleculares das matérias, buscando obter produtos que atendem seu propósito com qualidade. A procura no Google pela profissão teve crescimento de 23% ao longo do período entre novembro de 2022 e outubro de 2023.

- Engenharia de alimentos: profissão que atua nos processos relacionados à industrialização ou manipulação de alimentos, desde o desenvolvimento, fabricação, conservação, armazenamento, transporte e comercialização. O engenheiro de alimentos acompanha desde a seleção da matéria prima até a etapa final do produto. A área teve progresso de procura de 22% ao longo de 2023.

 - Engenharia mecânica: engenheiros mecânicos realizam atividades voltadas a sistemas mecânicos, projetando, concebendo e operando máquinas e ferramentas. A especialização teve aumento de 22% nas procuras do Google.

- Engenharia ambiental: também com crescimento de 22% no ano, a engenharia ambiental, ou engenharia ambiental e sanitária, estuda os problemas ambientais de forma integrada. O profissional considera as dimensões ecológicas, sociais, econômicas e tecnológicas para promover um desenvolvimento mais sustentável. A atuação visa a proteção e a conservação do meio ambiente por meio da aplicação dos conhecimentos técnicos e científicos.

- Engenharia da computação: é o curso que integra as áreas da ciência da computação e da engenharia da computação. Os profissionais projetam, desenvolvem e gerenciam sistemas como hardware, software, redes e sistemas. A procura pela área teve aumento de 22% no período indicado.

OnlineCurrículo


Com o desenvolvimento do mercado e o surgimento de novas vertentes dentro da área, algumas engenharias vêm se destacando e ganhando cada vez mais espaço, principalmente aquelas relacionadas aos conhecimentos de tecnologia, computação e meio ambiente. Este é o momento oportuno para profissionais interessados nestes campos de atuação procurarem os cursos ou especializações e se inserirem em áreas do mercado de trabalho que estão em efervescência. 

Para quem está buscando por vagas de trabalho nas áreas de engenharia, a construção de um bom currículo é essencial. Das profissões citadas, muitos modelos podem ser encontrados na Onlinecurriculo. Esses e outros exemplos de currículo, como os de Programador, Dentista, Designer, Veterinário e Cabeleireiro, podem ser conferidos na plataforma. Os modelos de currículos são criados por especialistas que montam as amostras gratuitas que servem de inspiração para que os candidatos apresentem documentos que estejam alinhados, de forma geral, com a expectativa dos recrutadores de cada área.


Estágio proporciona pontos positivos para todos

 Confira quais os benefícios dos envolvidos na relação


O estágio é um ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho. Para grande parte dos jovens, é a principal forma de ingressar no mercado e dar início à carreira. O nosso país sofre com o alto índice de desemprego. Atualmente, são mais de 8,4 milhões de brasileiros nessa situação, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Sendo assim, é fundamental apoiar e incentivar essa modalidade. Porém, para ajudar no desenvolvimento desses futuros trabalhadores, alguns pontos devem ser esclarecidos.

 

As vantagens para os estagiários

 

Essa vivência desempenha um papel essencial na evolução laboral, pois o projeto se dedica a instruir habilidades fundamentais da área. A intenção é capacitar o estudante para sua integração na sociedade e no mundo corporativo. Assim, além de aprimorar concretamente o conhecimento acadêmico do aluno, ela o prepara para assumir e executar as tarefas inerentes à sua formação.

 

Para concorrer a uma oportunidade, é necessário estar matriculado e frequentando regularmente algum curso de ensino superior, médio, profissional, especial ou dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos - EJA. Segundo o último censo Inep/MEC, existem mais de 18,5 milhões de pessoas aptas a esse posto, mas apenas 900 mil, menos de 5%, têm esse privilégio. Quem faz pós-graduação, MBA, mestrado e doutorado também têm essa possibilidade. Para isso acontecer, basta constar no projeto pedagógico.

 

A principal diferença para a Consolidação das Leis do Trabalho - CLT é a não criação de vínculo empregatício entre as partes. Porém, o estudante está protegido pela Lei 11.788/2008, lhe garantindo alguns direitos. Esse membro recebe uma bolsa-auxílio mensal estabelecida pela organização. Importante ressaltar: não há um valor determinado. No entanto, é recomendável oferecer uma quantia adequada, levando em consideração os requisitos do cargo, as responsabilidades desempenhadas e o custo de vida na região. Afinal, esse recurso frequentemente é utilizado para custear despesas educacionais, contribuir com as contas domésticas ou prover sustento a uma família. Caso a remuneração ultrapasse a faixa de isenção da Tabela do IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte), um desconto na fonte pode ocorrer. 

 

Também é obrigatório o pagamento do auxílio-transporte, quando for necessário o deslocamento. Assim, quem atua no formato remoto não conta com esse privilégio. Inclusive, essa configuração representa uma excelente escolha para todas as partes envolvidas. Afinal, moradores de cidades pequenas podem desempenhar suas funções para grandes centros urbanos e os empregadores têm um vasto leque de candidatos para encontrar a combinação ideal para a vaga disponível. Nesse cenário, é benéfico para a companhia oferecer um auxílio home office ou fornecer equipamentos de alta qualidade, para o indivíduo otimizar sua produtividade, crescer profissionalmente a cada dia e alcançar resultados positivos.

 

A carga horária é limitada para não atrapalhar o rendimento nos estudos. Dessa forma, não pode ultrapassar seis horas diárias e 30h semanais. Nas vésperas das provas, é possível estabelecer um acordo para diminuir pela metade o expediente. Para viabilizar essa medida, é necessário comunicar o gestor sobre as datas no início do semestre. Ademais, essa diferença pode ser descontada da remuneração. A cada 12 meses na corporação, o colaborador possui o direito a 30 dias de recesso remunerado (ou proporcional). Recomendo sincronizar esse período com as férias escolares. Dessa maneira, é viável desfrutar de um descanso completo, aproveitar o tempo com familiares e amigos, ou finalmente colocar em prática algum projeto pessoal.

 

Quais os benefícios para as empresas

 

Para fomentar essas contratações, a Lei 11.788/08 promove algumas vantagens para quem aderir ao programa. Por não se tratar de um vínculo empregatício, existe a isenção de impostos e direitos trabalhistas, tais como Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS, Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, 1/3 sobre férias, multa rescisória de 40% e 13º salário. Além disso, existem pontos positivos mais subjetivos e difíceis de mensurar. A corporação terá ideias atuais e inovadoras desse grupo mais atualizado e engajado. Afinal, são discentes e recebem conteúdos relevantes diariamente nas salas de aula.

Esses proveitos podem ser visualizados no dia a dia. Proporciona segurança para uma efetivação futura, pois esse colaborador já estará há algum tempo lá dentro, sendo acompanhado. Dessa forma, será possível conhecê-lo melhor junto ao seu trabalho, pontualidade, dedicação, dentre outras qualidades. Logo, garante-se um "leque" maior de ideias, pois a contratante terá um integrante empolgado com a profissão, cheio de novidades e mudanças podendo ser usadas para melhorias.

Outra especificidade é na admissão e rescisão do acordo. Ele pode ser encerrado a todo momento, sem aviso prévio, por qualquer uma das partes e, como dito, sem o pagamento de taxas. Caso tenha essa necessidade, a reposição pode ser feita com rapidez e qualidade. Como citado anteriormente, existem milhões de brasileiros esperando por essa chance. Apesar da legislação só permitir a permanência por até dois anos na mesma companhia (exceto em caso de pessoas com deficiência), dependendo do empenho e dedicação durante o processo, é possível continuar com esse colaborador, registrando por meio da CLT. Dessa forma, é uma maneira de lapidar um futuro membro do quadro de funcionários de acordo com a cultura organizacional, os costumes e as regras ali estabelecidas.

Entretanto, quem está apto a efetuar esse tipo de contratação? De acordo com a legislação, pessoas jurídicas de direito privado e os órgãos da administração pública direta, autárquica e fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, bem como profissionais liberais devidamente registrados em seus respectivos conselhos de fiscalização, podem oferecer essas admissões. Portanto, médicos, dentistas, engenheiros, arquitetos e advogados, por exemplo, têm essa possibilidade.

Para isso, podem contar com os agentes de integração associados à Abres. Essas empresas fazem a conexão entre a contratante, o colaborador e a instituição de ensino. Cada uma delas tem seu jeito de trabalhar e as alternativas para seus clientes. Os serviços mais oferecidos são a divulgação de vagas, captação de interessados, realização de processos seletivos e a seleção do melhor candidato. Além disso, ficam responsáveis pela administração do contrato desse integrante, acabando com a chance de irregularidades e mantendo o acordo dentro da lei. Por conta da experiência no assunto e o amplo alcance, proporcionam facilidades para as corporações.

 

Portanto, abra as portas do seu negócio para os jovens talentos espalhados por todo o Brasil. Eles estão cheios de vontade de aprender e mostrar seu potencial ao mundo. Você estará ajudando a economia, a educação e construindo um futuro melhor para o nosso país. Essa luta é de todos nós. Conte com a Abres!

 

Carlos Henrique Mencaci - presidente da Associação Brasileira de Estágios - Abres


Holding familiar pode garantir preservação do patrimônio ao longo das gerações

Advogado explica como funciona o mecanismo que facilita transferência de bens e ativos


A Holding familiar é excelente ferramenta de proteção patrimonial, ainda que o planejamento sucessório não deva se limitar ao seu uso, já que cada núcleo familiar demanda um estudo personalizado e a escolha da melhor ferramenta. Ainda assim, trata-se de um mecanismo importante e bastante utilizado para a transferência de bens e ativos.

Segundo o Dr. Hygoor Jorge, advogado há 19 anos, consultor jurídico com atuação em âmbito nacional e internacional, coordenador da pós-graduação em Planejamento Patrimonial e Holdings da PUC/MG e professor de cursos de pós-graduação e do LLM em Direito Empresarial do IBMEC/RJ no módulo de Planejamento Sucessório e Empresas Familiares, a o Planejamento Patrimonial e Sucessório realizado por meio de holdings, via de regra, tem quatro objetivos principais: planejar a sucessão pacífica do legado, reduzir a carga tributária na transferência de patrimônio, proteger o patrimônio e  manter o autor do legado no absoluto controle de forma vitalícia. “É importante ressaltar que o planejamento patrimonial e sucessório não se limita à utilização da holding que, por vezes, pode até mesmo ser uma ferramenta inviável tal como na sucessão, por exemplo, de quotas de empresas optantes pelo Simples Nacional”, explica. 

Uma holding familiar, segundo o especialista, é uma empresa criada com o objetivo de gerenciar e controlar os bens e investimentos de uma família. “Ela pode possuir participações em empresas, imóveis, investimentos financeiros, entre outros ativos. Geralmente, é estruturada para facilitar a gestão do patrimônio familiar, permitindo uma administração mais eficiente, planejamento sucessório e otimização tributária, além de possibilitar a transição do patrimônio para as gerações futuras de forma pacífica”, afirma. 

O advogado acrescenta que uma holding pode ser criada para administração exclusiva do patrimônio de uma família ou, ainda, pode ser mista e ter parte ativa na gestão de empresas operacionais, detendo participações em empresas filiadas. “As holdings oferecem vantagens como sucessão familiar simples, proteção de patrimônio e eficiência tributária, desde que a sua criação tenha considerado fatores legais, tributários e familiares específicos de cada situação. Ou seja, é necessário procurar a orientação de profissionais especializados antes de partir para a criação da holding”, alerta. 

De acordo com o Dr. Hygoor Jorge, por mais que a utilização da holding possa de fato evitar um inventário em certa medida, nem sempre a utilização exclusiva desta ferramenta é a escolha mais eficiente ao patrimônio familiar. “Em alguns casos, a holding familiar pode, inclusive, aumentar a tributação do seu patrimônio, por isso tudo deve ser feito de forma planejada e consciente. Um planejamento patrimonial que funciona bem é feito com ferramentas previstas em lei, amparadas pela jurisprudência e estudadas de forma exaustiva por profissionais qualificados”, finaliza.  



Hygoor Jorge - Advogado há 19 anos e consultor jurídico com atuação em âmbito nacional e internacional; Pós-graduado em Direito Tributário e Processo Tributário pela Escola Superior do Ministério Público/RS; Mestrando em Contabilidade Tributária pela FUCAPE/RJ; Coordenador da Pós-graduação em PPS e Holdings da PUC/MG; Professor de cursos de pós-graduação e do LLM em Direito Empresarial do IBMEC/RJ no módulo de Planejamento Sucessório e Empresas Familiares; Bolsista da Ohio University (EUA) no programa de Corporate Finance; Membro do GT de Planejamento Patrimonial, Sucessório e Holdings da OAB/SP; Membro do Comitê de Tributos e Finanças do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF); Membro do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM); Ex-Secretário Municipal de Finanças.
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