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sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Em exposição inédita CCBB SP mergulha na arte afro-brasileira

 Encruzilhadas da Arte Afro-Brasileira abre em 16 de dezembro com cerca de 150 obras produzidas por mais de 60 artistas de diferentes períodos e regiões do país, a partir do mapeamento do Projeto Afro;

Em cinco eixos, mostra destaca nomes centrais da arte afro-brasileira: Arthur Timótheo da Costa, Maria Auxiliadora, Rubem Valentim e Mestre Didi e Lita Cerqueira;

Exposição pode ser conferida gratuitamente até 18 de março 2024

 

Sem título, 2023 | Kika Carvalho Crédito: cortesia Portas Vilaseca Galeria

 

Toda história tem mais de um lado. E só um lado, o do branco na arte, vem sendo incansavelmente e repetidamente contado ao longo do tempo nos livros, nas salas de aula e nas exposições. Agora, uma expressiva coletânea de obras de artistas negros ganha holofotes em uma exposição inédita, superlativa e reveladora no Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo(CCBB).

Com patrocínio do Banco do Brasil e BB Asset Management, Encruzilhadas da Arte Afro-Brasileira, aberta ao público a partir de 16 de dezembro, reúne obras produzidas por 61 artistas negros, de diferentes regiões, nos últimos dois séculos no Brasil. São cerca de 150 pinturas, fotografias, esculturas, instalações, vídeos e documentos abordando uma variedade de temáticas, técnicas e descritivos, distribuídos pelos cinco andares do CCBB. Para conferir na íntegra, a visitação tem duração média de duas horas.

“O propósito da mostra é um diálogo transversal e abrangente da produção artística afro-brasileira no país”, explica o curador Deri Andrade, pesquisador, jornalista, curador assistente no Instituto Inhotim e criador da plataforma Projeto Afro (projetoafro.com) de mapeamento e difusão de artistas negros/as/es da cultura afro-brasileira.

A exposição é um desdobramento do Projeto Afro, em desenvolvimento desde 2016 e lançado em 2020, que hoje reúne cerca de 300 artistas catalogados na plataforma. São nomes que abarcam um vasto período da produção artística no Brasil, do século 19 até os contemporâneos nascidos nos anos 2000. “A exposição traz outra referência e um novo olhar da arte nacional aos visitantes”, afirma o curador. “A história da arte do Brasil apaga a presença negra e o artista negro do seu referencial”, completa.

O trabalho de pesquisa por trás do projeto e da exposição nasceu do desejo e, na sequência, da frustração de Andrade ao não encontrar muitas referências em torno da arte afro-brasileira no Brasil. Ao se debruçar em publicações, materiais de outras exposições (a exemplo de várias com curadoria de Emanoel Araujo nos anos 90, que mais tarde viria a se tornar diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo) e inúmeras pesquisas para o mapeamento de artistas negros e suas obras pelo Brasil, Deri Andrade iniciou um minucioso projeto de catalogação de uma arte que, por vezes, foi marginalizada pela sociedade.

“Ser artista acho que já é difícil, ser artista negro no Brasil é ainda um pouco mais complicado”, afirmou o artista Sidney Amaral (São Paulo, SP, 1973/2017), em 2016, ao ser entrevistado pelo projeto AfroTranscendence. Desde a conversa, esse pensamento acompanha Andrade, que dedica parte de seu tempo a conhecer e investigar a produção artística de autoria negra no Brasil.

Afetocolagens, 2022
Silvana Mendes Foto: divulgação


Uma exposição em cinco eixos

Cinco eixos, cinco artistas. Assim foi desenhada a exposição que, a partir de cinco nomes centrais, revela diferentes épocas e discussões, contextos, gerações e regiões. De grande abrangência, a mostra percorre do período pré-moderno à contemporaneidade e discute eixos temáticos em torno de artistas negros emblemáticos: Arthur Timótheo da Costa (Rio de Janeiro, RJ, 1882-1922), Lita Cerqueira (Salvador, BA, 1952), Maria Auxiliadora (Campo Belo , MG, 1935 - São Paulo, SP, 1974), Mestre Didi (Salvador, BA, 1917- 2013) e Rubem Valentim (Salvador, BA, 1922- São Paulo, SP, 1991).

Cada um dos nomes acima lidera, respectivamente, um eixo: Tornar-se, Linguagens, Cosmovisão (sobre engajamento político e direitos), Orum (sobre as relações espirituais entre o céu e a terra, a partir do fluxo entre Brasil e África) e Cotidianos (discussão sobre representatividade).

A exposição conta ainda com cinco trabalhos comissionados assinados por Gustavo Nazareno (Três pontas/MG), Lídia Lisboa (Guaíra/PR), Elidayana Alexandrino (Coremas/PB), Helô Sanvoy (Goiânia/GO) e Rafael Bqueer (Belém/PA). A primeira obra da coleção do Projeto Afro, do artista Vitú de Souza (Belo Horizonte/MG), também compõe a mostra.

 

Figuras centrais

No primeiro eixo, o público confere a arte de Arthur Timótheo da Costa, cuja produção transita entre os séculos 19 e 20, expõe a relação do artista com seu ateliê, com a pintura, a fotografia e com artistas que se autorretratam. Seus traços revelam certa dramaticidade e evoluem para uma obra pré-modernista.

Rubem Valentim, homenageado na seção 2, é considerado um mestre do concretismo brasileiro. Propõe uma discussão sobre forma e elementos religiosos. Iniciou a carreira produzindo de natureza-morta a flores e paisagens urbanas e enveredou para o uso de símbolos e emblemas geométricos de religiões de base africanas.

O eixo 3 é dedicado à Maria Auxiliadora, que encanta pelo uso das cores em seus retratos, autorretratos e festas religiosas. Mas não só. Sua obra carrega uma discussão mais política, engajada no debate sobre moradia, territórios, segurança alimentícia e direitos da população negra.

Mestre Didi, na seção 4, foi artista e sacerdote, revelando muito da espiritualidade e da relação Brasil/África em seus trabalhos. Sua obra também é marcada pelo uso de materiais naturais como búzios, sementes, couro e folhas de palmeira e trata bastante das afro-religiosidades a partir das relações entre Brasil e África.

No último eixo, a artista central é Lita Cerqueira, única ainda viva dentre os cinco nomes-chave da exposição. Aos 71 anos se consagra como uma das mais importantes representantes da fotografia brasileira, com reconhecimento internacional. Iniciou a carreira capturando imagens de festas populares da Bahia, da capoeira e detalhes da arquitetura do centro histórico de Salvador. Logo depois, enveredou para a fotografia cênica, realizando importantes registros de músicos de sua época, como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gal Costa.

Em cartaz até 18 de março de 2024, Encruzilhadas da Arte Afro-Brasileira oferecerá ainda laboratórios e oficinas e contará com um espaço próprio do Projeto Afro, no qual o público poderá consultar materiais de pesquisa e acessar a plataforma. Fique atento à programação do CCBB São Paulo, em bb.com.br/cultura.

Para o Centro Cultural Banco do Brasil, receber a exposição Encruzilhadas da Arte Afro-Brasileira, valida seu compromisso de ampliar a conexão do brasileiro com a cultura, por meio de um projeto que reafirma nossas origens e ancestralidade, suas narrativas e símbolos, a decolonização, dentre outras questões que oferecem caminhos para compreender a construção contemporânea de identidades. A mostra ainda rompe paradigmas sobre o próprio fazer artístico e apresenta trabalhos que expressam pluralidade cultural, diversidade e a riqueza de manifestações regionais brasileiras, proporcionando diálogos relevantes e trocas significativas com público, artistas, mercado e sociedade.

 

Sobre o curador

Deri Andrade, alagoano, vive entre São Paulo e Belo Horizonte, é pesquisador, curador e jornalista. Mestrando em Estética e História da Arte na linha de pesquisa História e Historiografia da Arte (Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo - USP), especialista em Cultura, Educação e Relações Étnico-raciais (CELACC - Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação da USP) e formado em Comunicação Social: Habilitação em Jornalismo (Centro Universitário Tiradentes - Unit). Interessa-se pelo conceito de arte afro-brasileira, investigando a correlação entre conteúdo e forma presente nas poéticas de artistas negros/as/es. Desenvolveu a plataforma Projeto Afro, resultado de um mapeamento de artistas negros/as/es em âmbito nacional, por entender que a arte é um importante instrumento catalisador na luta antirracista. Tem passagens por instituições culturais, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo, a Unibes Cultural e o Instituto Brincante. Atualmente é Curador assistente no Instituto Inhotim.

As cerca de 150 peças da mostra contam com trabalhos de Adriano Machado (Feira de Santana/BA), Ana Lira (Caruaru/PE), André Vargas (Cabo Frio/RJ), Andréa Hygino (Rio de Janeiro/RJ), Arthur Timótheo da Costa (Rio de Janeiro,/RJ), Augusto Leal (Simões Filho/BA), Castiel Vitorino Brasileiro (Vitória/ES), Davi Cavalcante (Aracaju/ SE), Eder Oliveira (Timboteua/PA), Elian Almeida (Duque de Caxias/RJ), Elidayana Alexandrino (Coremas/PB), Emanoel Araújo (Santo Amaro da Purificação/BA), Flávio Cerqueira (São Paulo/SP), Gê Viana (Santa Luzia/MA), Gleyson Borges (Maceió, AL), Guilherme Almeida (Salvador/BA), Guilhermina Augusti (São Paulo/SP), Gustavo Nazareno (Três pontas/MG), Hariel Revignet (Goiânia/GO), Helô Sanvoy (Goiânia/GO), Josi (Itamarandiba/MG), Kika Carvalho (Vitória/ES), Lia Letícia (Viamão/RS), Lídia Lisboa (Guaíra/PR), Lita Cerqueira (Salvador/BA), Luna Bastos (Teresina/PI), Manauara Clandestina (Manaus/AM), Marcel Diogo (Belo Horizonte/MG), Marcela Bonfim (Porto Velho/RO).

Marcus Deusdedit (Belo Horizonte/MG), Maria Auxiliadora (Campo Belo/MG), Matheus Ribs (Rio de Janeiro/RJ), Mauricio Igor  (Belém/PA), Mestre Didi (Salvador/BA), Mika (Teresina/PI), Milena Ferreira (Salvador/BA), Mônica Ventura (São Paulo/SP), Moisés Patrício (São Paulo/SP), Mulambö (Saquarema/RJ), Natan Dias (Vitória/ES), Nay Jinknss (Belém/PA), Panmela Castro (Rio de Janeiro/RJ), Paty Wolff (Cacoal/RO), Pedra Silva (Fortalez/CE), Pedro Neves (Imperatriz/MA), Priscila Rezende (Belo Horizonte/MG), Rafael Bqueer (Belém/PA), Renata Felinto (São Paulo/SP), Ros4 Luz (Gama/DF), Rubem Valentim (Salvador/BA), Sidney Amaral (São Paulo/SP), Silvana Mendes (São Luis/MA), Tercília Dos Santos (Piratuba/SC), Thiago Costa (Bananeiras/PB), Tiago Sant’Ana (Santo Antonio de Jesus/BA), Ueliton Santana (Rio Branco/AC), Victor Fidelis (São Paulo/SP), Vitú de Souza (Belo Horizonte/MG), Washington Silvera (Curitiba/PR), William Lima (Will) (Belo Horizonte/MG), Yhuri Cruz (Rio de Janeiro/RJ).


SERVIÇO

Exposição: Encruzilhadas da Arte Afro-Brasileira

Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Período: 16/12/2023 a 18/03/2024

Ingressos gratuitos: disponíveis em bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB SP.

*A partir de 08/12

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP 

Funcionamento: aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças-feiras. O CCBB não funcionará em 24, 25, 26 e 31 de dezembro e nos dias 1 e 2 de janeiro de 2024.

Informações: (11) 4297-0600

Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas - necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h.

Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.

Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).

Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h.

Entrada acessível: Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal.

 bb.com.br/cultura

instagram.com/ccbbsp | facebook.com/ccbbsp

E-mail: ccbbsp@bb.com.br

Prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Programa de Fomento à Cultura e Teatro Municipal Domingos Oliveira apresentam

  

“MEU CORPO ESTÁ AQUI”

 

Texto e Direção Julia Spadaccini e Clara Kutner com Bruno Ramos, Haonê Thinar, Juliana Caldas e Pedro Fernandes 

Direção de Produção Claudia Marques

 

“Meu Corpo Está Aqui” é um espetáculo teatral inédito baseado nas experiências pessoais de Bruno Ramos, Haonê Thinar, Juliana Caldas e Pedro Fernandes, atrizes e atores PCDs (pessoas com deficiência), em que eles próprios estão em cena falando abertamente sobre seus relacionamentos, seus corpos, seus desejos.

Uma mistura de depoimentos ficcionalizados por Julia Spadaccini, também pessoa com deficiência, e Clara Kutner retratando o jogo entre as pulsões e os obstáculos que se apresentam nas descobertas e nas experiências de afeto e sexualidade em corpos PCDs. Um tema original e inédito nos palcos, que se aprofunda na reflexão desses corpos invisibilizados socialmente.

No elenco, Bruno Ramos é surdo não oralizado, Haonê Thinar é pessoa amputada, Juliana Caldas tem nanismo e Pedro Fernandes tem paralisia cerebral com cognitivo preservado e é usuário de cadeira de rodas. Texto e direção de Julia Spadaccini e Clara Kutner, direção de produção de Claudia Marques. Todas as sessões terão intérprete de Libras.

– O nosso corpo é um importante veículo de comunicação. É através dele que expressamos nossos desejos, nossas angústias e nossas satisfações. Estar com o corpo presente e pleno é fundamental para se sentir segura e potente. Seja qual corpo for, de que forma for, de que tamanho for. O corpo é a nossa identidade, a nossa assinatura visível. O encontro com esses atores e com essas histórias me dá a oportunidade de colocar o meu trabalho a serviço desta pauta tão necessária e urgente e isso me traz muita satisfação. Estar a frente de um projeto desta relevância é uma grande responsabilidade, um grande aprendizado, uma grande realização, – declara Claudia Marques.

Em “Meu Corpo Está Aqui” a ficção entra como um elemento reflexivo, pelo fato de conectar o público com as semelhanças que existem entre todos nós e que são encobertas pelo preconceito e pela falta de conhecimento. Pessoas com deficiência vivem em um corpo e em uma essência que é viva. Não precisam desfrutar de suas histórias no silêncio, nem ser infantilizadas em tentativas de apagamento que remontam a concepções culturais e históricas a respeito do que é considerado “normal”.

– Pensei nesse projeto há mais de 3 anos. Está sendo uma realização pessoal muito grande, tendo em vista que trabalho há mais de 20 anos escrevendo teatro e, pela primeira vez, fazendo uma dramaturgia voltada para uma questão que também me inclui. Ser uma autora PCD e estar num projeto onde todos em cena também são, é uma vivência de vasta inclusão –, comenta Julia Spadaccini, que é deficiente auditiva. – Precisamos de PCDs protagonizando filmes, peças, programas de TV. Especialmente num cenário de amor e sexo. A peça vem para jogar luz, justamente, nessa grande invisibilidade que acomete o corpo com deficiência, seus desejos, amores e sexualidade –, conclui Julia.

Em 2018, Clara Kutner iniciou parceria com o artista visual e consultor de acessibilidade Emanuel de Jesus para o projeto Acessibilidade em Movimento, onde se relacionaram com pessoas que trabalham nas questões em torno do tema inclusão na arte de forma muito diferente, uma via de mão dupla sempre. A partir da ideia de outrar, que é a necessidade de se colocar no lugar do outro para viver em coletividade, surgiu SOM, uma coreografia para surdos, instalação vibratória que ficou exposta no Oi Futuro, em 2019, e uma série de videodança chamada Já! Hoje o projeto é uma companhia de dança formada por bailarinos surdos que dirige e está em criação de um novo espetáculo.

– Quando Julia me convidou para essa parceria foi incrível pois tratar de sexualidade é um assunto que também tem ganhado para mim grande importância nos meus trabalhos. Como minha formação em dança é tão presente em tudo o que faço no teatro e no audiovisual as cenas com movimento e contato físico sempre me interessam muito –, declara Clara Kutner. – Penso o “Meu Corpo Está Aqui” como uma peça desejo-manifesto onde os atores se misturam, se embolam, celebram seus corpos, com algumas histórias tristes, uma dose alta de ironia e muitas perguntas que não temos como responder. Queremos levantar questões e embaralhar a lógica da eficiência –, finaliza Clara, que recentemente recebeu crítica elogiosa da Folha de S.Paulo, pela delicadeza da diretora ao tratar uma cena de sexo na novela Um Lugar ao Sol.

 

Ficha técnica 

Texto: Julia Spadaccini e Clara Kutner

Direção: Clara Kutner e Julia Spadaccini

Elenco: Bruno Ramos, Haonê Thinar, Juliana Caldas e Pedro Fernandes

Direção de Produção e Coordenação Geral do Projeto: Claudia Marques

Diretor Assistente: Michel Blois

Produção: Fabricio Polido

Pesquisa de dramaturgia: Marcia Brasil

Colaboração de texto: Bruno Ramos, Haonê Thinar, Juliana Caldas e Pedro Fernandes
Figurino e Cenografia: Beli Araujo

Iluminação: Paulo Cesar Medeiros

Direção de Movimento: Laura Samy

Música: Luciano Camara

Visagismo: Cora Marinho

Assessoria de Imprensa: Ney Motta

Programação Visual: Felipe Braga

Fotografia: Renato Mangolin

Redes Sociais: Rafael Teixeira

Audiodescrição: Graciela Pozzobom

Intérpretes de Libras: Jadson Abraão e Thamires Alves Ferreira

Realização: Fábrica de Eventos

 

Serviço 

MEU CORPO ESTÁ AQUI

Teatro Municipal Domingos Oliveira

Dias: 14 até 18 de dezembro, quinta à segunda às 20h.

Ingressos: R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)

Vendas na bilheteria ou pelo site: https://riocultura.eleventickets.com/#!/home

Endereço: Avenida Padre Leonel Franca, 240, Planetário do Rio, na Gávea.

Classificação: 16 anos

Duração: 60 minutos

 

Quatro hábitos que atrapalham o tratamento ortodôntico

Imagem de asierromeroa no Freepik
Roer as unhas e faltas às consultas são os erros mais comuns entre os pacientes, alerta  dentista

 

Nos últimos anos, ficou cada vez mais comum ver jovens e adultos usando aparelhos ortodônticos. O mercado oferece uma variedade de modelos, mas todos têm a mesma finalidade: o alinhamentos dos dentes ou a prevenção de disfunções na arcada dentária, como problemas relacionados à má oclusão dental. Mas para que o tratamento seja eficaz, é preciso não apenas escolher um bom profissional, mas que o paciente colabore para que tenha o resultado esperado. A dentista e também diretora executiva da OrthoDontic, Claudia Consalter, separou os quatro hábitos mais comuns e prejudiciais no tratamento:


1. Erros na higiene bucal 

Usar aparelho significa ter que redobrar os cuidados da higiene, principalmente quem usa os tradicionais. “Os fios e peças contribuem com o acúmulo de resíduos alimentares. Se essa escovação não for feita de forma correta, o paciente pode desenvolver cáries e outras doenças bucais”, explica Claudia Consalter.
Para cuidar do sorriso e dos aparelhos tradicionais, é preciso ter uma escova específica e um passador de fio. Já para quem usa a versão móvel, o aparelho deve ser retirado sempre na hora da escovação.


2. Faltar às consultas

O paciente deve comparecer uma vez por mês, no caso de quem usa os tradicionais, para que o tratamento ortodôntico seja concluído dentro do prazo estabelecido pelo dentista e com resultados esperados. São nessas consultas que são realizados os devidos ajustes no aparelho. Cada consulta perdida pode gerar um atraso no tratamento, prejudicar os resultados e ainda aumentar os custos do aparelho, pois o paciente terá que pagar pelo tempo extra e manutenção.

“Até mesmo quem usa aparelho móvel, como os alinhadores invisíveis, deve comparecer às consultas marcadas para que o tratamento seja eficiente e possa ser concluído no prazo estipulado”, alerta a dentista.


3. Alimentos duros e pegajosos

Para evitar a quebra dos bráquetes e mantê-los intactos por mais tempo, é preciso evitar alguns alimentos específicos, que são as principais causas do atraso no tratamento ortodôntico. Evite alimentos como pipoca, amendoins, maçã do amor, caramelo e alguns tipos de carnes. Essas comidas podem grudar nos dentes e no aparelho, dificultando a higiene bucal.  


4. Roer unha e hábitos ruins

Roer as unhas pode ocasionar  atrasos no tratamento ortodôntico, pois causa a quebra dos bráquetes. Também é preciso controlar a mania de morder alguns objetos, como lápis e tampas de caneta. Usar os dentes como ferramenta, seja para abrir tampas de garrafa ou embalagens, são hábitos que devem ser evitados.

“É  fundamental seguir todas as recomendações profissionais durante o processo de alinhamento dos dentes e fugir desses hábitos, que só servem para atrasar o processo” , conclui a dentista e diretora executiva da OrthoDontic.

 

9 passos para fugir do burnout no fim do ano

É possível pegar carona na mudança de rotina que o fim do ano gera para se fortalecer para 2024

 

Segundo a ISMA (International Stress Management Association), estima-se que 30% da população brasileira pode ser afetada pela Síndrome de Burnout. Quem apresenta o dado é a Katherine Sorroche, psicóloga especialista em saúde mental da mulher e parentalidade, que preparou um compilado de condutas para aproveitar o final do ano e recompor a configuração da saúde de mente e corpo. 

"A busca pelo equilíbrio começa com cada um avaliando a forma como está conduzindo sua vida e abrindo espaço para si mesmo, para práticas de autoconhecimento, para hobbies e coisas que realmente tragam satisfação, sentido e também desconexão da vida profissional para uma conexão com a família, a natureza, amigos, livros", resume a especialista, ao aconselhar: "É preciso sair do piloto automático e buscar preencher a própria vida com outros ambientes e recursos que tragam satisfação e alívio mental". 

Segundo ela, para afastar-se de condições como estresse, exaustão e até o burnout, é preciso dedicar um pouco de cada dia a esse cuidado subjetivo que é o trato com a própria mente e a própria rotina. "Diariamente, precisamos buscar recursos para recarregar", define a Katherine. 

Ao considerar que o indesejado estado de estresse crônico resulta da forma como se leva a vida, a psicóloga recomenda aproveitar o fim do ano, e as mudanças naturais de agenda que essa época incita, para rever condutas na intenção de alcançar uma vida mais equilibrada e uma rica saúde mental. "Que tal aproveitar o final do ano para rever o que é importante para você? Faça um balanço entre o que está drenando sua energia e como você poderia recarregá-la", indica. 

Abaixo, Katherine traz algumas dicas do que fazer para aliviar o estresse e a exaustão mental aproveitando a folga do fim do ano: 

Fique longe do celular o maior tempo possível: a sobrecarga digital tem cada vez mais influenciado nossa saúde mental. Apesar de ser entendida como uma fonte de prazer e alívio imediato de tensão, por trazer certa distração, gera excesso de dopamina (hormônio do prazer) e é potencial para gerar um comportamento de comparação com outras pessoas e vidas de redes sociais, podendo trazer posterior frustração, tristeza, sentimentos de inadequação ou incapacidade. 

Pratique grounding: Já se comprovou que a conexão com a natureza, para adultos e crianças, só traz benefícios ao corpo, à mente e ao cérebro. Aproveite os dias que se aproximam para fazer atividades ao ar livre que proporcionem prazer em se conectar com a natureza: andar descalço na terra ou areia, mexer na água, tomar sol, apreciar a natureza. 

Aprecie sua própria companhia: Leia um livro, assista a um filme, prepare uma refeição que você goste, resgate aquilo que te nutre emocionalmente. 

Aprecie a companhia das pessoas que você ama: As conexões sociais têm efeito curativo para o corpo e para a mente. Além disso, traz sensação de bem-estar e também pode promover trocas de ideias saudáveis e estimular o intelecto. 

Coma bem: Aproveite para se alimentar melhor, com mais nutrientes, trazendo também calma e presença para o momento das refeições. 

Pratique atividade física  

Durma: Cuide do seu sono e aproveite para dormir mais cedo e ter um sono de mais qualidade 

Atenção consigo: Esteja atenta a si mesma, aos seus sentimentos e aos sinais do seu corpo. Na maioria das vezes, o corpo dá sinais de que precisa de descanso, de desaceleração. Respeite seus limites. 

Autoconhecimento: Adquirir consciência sobre si mesma, desenvolver clareza sobre o que traz sentido, satisfação e realização para sua vida; aprender a lidar com suas emoções. Tudo isso faz com que se construa clareza sobre a vida que se quer viver e seja possível, de fato, agir para construí-la. 

O autoconhecimento te torna líder e protagonista da própria vida e isso faz com que você faça melhores escolhas, deixe de viver no piloto automático, desenvolva mais presença para as suas relações pessoais e profissionais, se distancie de ambientes tóxicos (geradores de estresse e potencial para burnout) e cuide melhor dos pilares do manejo do estresse (alimentação, sono, atividade física e suplementação). 



Katherine Sorroche - CRP: 06/76400 - Formada em 2004 pela Faculdade de Psicologia da Universidade Mackenzie, especializada em Saúde Mental Feminina, Psicologia Perinatal, Psicologia do Puerpério e Parentalidade. Formação em Master Coach pela SLAC em 2020.

Oftalmologista alerta sobre as consequências do uso excessivo de telas para a visão

O uso prolongado de telas pode resultar em uma condição conhecida como Síndrome da Visão do Computador (CVS). Os sintomas incluem fadiga ocular, olhos secos devido à diminuição da frequência de piscar, visão embaçada, dores de cabeça e tensão no pescoço e nos ombros. A exposição constante à luz azul emitida pelas telas também pode interferir nos padrões de sono.

 

Segundo o Dr. Marcelo Brito, médico oftalmologista, o uso excessivo do celular pode agravar os sintomas da CVS, pois geralmente envolve o foco prolongado em uma tela menor e a realização de atividades que demandam esforço visual. A postura inadequada ao segurar o celular pode contribuir para dores no pescoço e ombros, além de tensão nos olhos. Ainda mais, os estudos mais recentes demonstraram um preocupante aumento dos casos de miopia em crianças e adolescentes em todo o mundo.

 

“Os sinais de que a visão está sendo afetada incluem dificuldade em focar, visão turva temporária ao afastar o olhar da tela, dores de cabeça frequentes, sensação de olhos secos e irritados.  Embora não haja uma recomendação única que se aplique a todos, sugere-se que limitar o tempo total de exposição às telas a cerca de 2 horas por dia, se possível, é uma prática saudável”, explica o oftalmologista. 

Além disso, usar o celular no escuro pode ser mais prejudicial devido à maior dilatação pupilar em ambientes com pouca luz. Isso aumenta a exposição direta à luz azul emitida pelo dispositivo, o que pode resultar em maior fadiga ocular e perturbação do sono. Recomenda-se evitar o uso excessivo de dispositivos antes de dormir. 

Os idosos podem ser mais vulneráveis a problemas oculares devido ao envelhecimento natural do sistema visual. Condições como presbiopia (dificuldade de foco em objetos próximos), catarata e degeneração macular relacionada à idade podem ser agravadas pela idade.

 

Para um uso seguro das telas, é essencial adotar práticas como a regra 20-20-20, ajustar o brilho da tela conforme a iluminação ambiente, manter uma distância apropriada, considerar o uso de óculos com proteção contra luz azul, realizar exames oculares regulares e limitar o tempo total de exposição às telas, especialmente à noite.

 

A regra "20-20-20" para reduzir a fadiga ocular funciona assim: A cada 20 minutos de tela, faça uma pausa de 20 segundos e olhe para algo a 20 pés de distância.

 



Fonte:

Dr. Marcelo Brito - Médico Oftalmologista - CRM: 18871/RQE:415
@dr.marcelobrito


Médico brasileiro pioneiro em terapia celular apresenta inovação na prevenção de dores com dados genéticos

A prevenção é sempre a melhor opção, mas com os testes genéticos ela se torna muito mais direcionada e efetiva, afirma o médico ortopedista especialista em células tronco, Dr. Luiz Felipe Carvalho 

 

As dores musculoesqueléticas são bastante comuns, elas podem atingir, articulações,ossos, músculos e ligamentos, podendo surgir em diversas partes do corpo, mas principalmente nas costas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde- OMS, esse tipo de dor atinge cerca de 80% da população mundial.  

A prevenção é a melhor opção para evitar esse tipo de dor, mas, apesar de eficazes, as opções tradicionais, como manter uma boa postura, suplementação e prática de exercícios físicos podem ser genéricas em alguns casos. Por isso, o médico ortopedista especialista em tratamentos de células tronco, Dr. Luiz Felipe Carvalho, desenvolveu um método de prevenção direcionada baseada em dados genéticos. 

Nossa genética rege nosso corpo e entendê-la ajuda a perceber os mecanismos que agem para o surgimento de uma série de condições, fazendo com que possamos aplicar estratégias adaptadas e direcionadas para prevenir dores de forma ainda mais eficaz, sejam elas decorrentes de uma série de condições diferentes”, explica Dr. Luiz Felipe Carvalho.

 

Prevenção de dores com dados genéticos

De acordo com o Dr. Luiz Felipe Carvalho, identificar determinados genes pode ajudar a evitar o surgimento de dores nas costas. 

Dentre os diversos tipos de queixas que recebo no consultório diariamente, as dores nas costas têm um enorme destaque, elas têm se tornado cada vez mais comuns, mas apesar dos tratamentos altamente eficazes atuais, como a terapia celular com células tronco, a prevenção é sempre menos desgastante e mais efetiva para o paciente”. 

Por isso, através dos testes genéticos é possível identificar genes que ajudam a analisar a predisposição genética para dor crônica nas costas, como os OX5, CCDC26, DCC e DIS3L2. Assim é possível prescrever técnicas personalizadas para prevenir as dores”, destaca Dr. Luiz Felipe Carvalho.

 

Dr. Luiz Felipe Carvalho - ortopedista especialista em coluna vertebral e medicina regenerativa. Já tratou grandes atletas como o jogador de futebol Rodrigo Dourado e o Ferreirinha do Grêmio. Além do tenista Argentino naturalizado Uruguaio Pablo Cuevas que faz tratamento com célula tronco desde 2017 melhorando muito sua performance avançando no ranking desde então. O Gaúcho possui um profundo conhecimento sobre os modernos procedimentos cirúrgicos da coluna vertebral e também trabalha com técnicas minimamente invasivas. É diplomado pela Academia Americana de Medicina Regenerativa (AABRM), e pelo grupo Latino Americano ORTHOREGEN. Atualmente está estruturando o serviço de Medicina Regenerativa na Cidade de São Paulo para tratamentos de Artrose e de dores crônicas osteomusculares.

 

5 dicas para evitar dor de ouvido no avião, otorrino explica

Viagens de avião ou de carro em serra, podem causar incomodos e dores de ouvido que vão até a dores ou pressão na cabeça, nos dentes e até na face. O médico otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros, da capital paulista, explica que essa sensação ocorre em função da mudança brusca de pressão durante a decolagem e o pouso ou pela altura em que o carro se encontra. “Esse desconforto pode passar em alguns minutos após o fim da viagem, mas dependendo da duração do voo, isso pode aumentar”, avisa.

Por isso, ele deixar cinco dicas valiosas para evitar o problema que pode atrapalhar as férias.

  1. Manobra de Valsalva é um método que aumenta a pressão intratorácica para equalizar a pressão dos ouvidos e consiste em inspirar, manter a boca fechada e apertar as narinas com os dedos enquanto força a saída de ar pelo nariz, tomando o cuidado de controlar a força do ar para não piorar ainda mais a dor.
  2. Mastigar chicletes ou alimentos, de preferência duros, como maçã ou cenoura, podem ajudar a equilibrar a pressão no ouvido e evitar a dor já que este movimento força os músculos do rosto a se movimentarem e a deglutição ajuda a diminuir a sensação de ouvido tampado.
  3. Provocar bocejo ajuda no movimento da face que ativa os ossos e músculos da face, liberando a tuba auditiva e favorecendo o equilíbrio da pressão. 
  4. Fazer uma compressa quente no ouvido por cerca de dez minutos ajuda a aliviar muito a dor causada pela pressão.
  5. O uso de spray nasal desde que devidamente indicado pelo otorrinolaringologista ajuda na passagem do ar para o ouvido, assim, a pressão se reequilibra mais facilmente. 

 

FONTE:

Bruno Borges de Carvalho Barros - Médico especialista em otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e cirurgia cervico-facial. Mestre e fellow pela Universidade Federal de São Paulo.


Câncer Bucal: desinformação e falta de sintomas podem levar à morte

Embaixadora da Inspirali esclarece as principais dúvidas sobre a doença 



Tabagismo, excesso de álcool, radiação e até sexo oral são fatores de risco para o câncer de boca, tipo de tumor maligno que pode surgir em qualquer estrutura da boca como lábios, língua, bochechas, palato, gengiva ou orofaringe. Por ser uma doença assintomática, a descoberta muitas vezes chega de forma tardia, quando já está em grau avançado. A Dra Danielli Haddad, embaixadora da Inspirali, principal ecossistema de educação médica do Brasil, destaca os pontos de atenção e como não ser pego de surpresa com um diagnóstico positivo e avançado.

Segundo a especialista, é importante ficar atento com lesões não dolorosas na região da boca que persistam por mais de 15 dias; placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, palato ou na mucosa jugal que não decorrem de outra doença ou causa conhecida; nódulos no pescoço; rouquidão persistente; dificuldade de mastigação, deglutição, fala ou movimentação de língua; e assimetria facial. “É importante manter uma frequência nas consultas com o dentista ou solicitar a um médico, durante exame físico por exemplo, dar uma olhada na região caso apresente algum destes sintomas”, destaca.

Para a embaixadora, o cuidado com a saúde bucal e a observação constante é de extrema importância para um diagnóstico precoce, que pode proporcionar cura em 95% dos casos. “Como, infelizmente, na maior parte das vezes o diagnóstico é tardio, dependendo da região afetada, 50% dos enfermos não chegam a cinco anos de sobrevida”, comenta.

Como forma de evitar a doença, a Dra. Danielli indica uma alimentação rica em frutas e verduras, além de evitar álcool e fumo, e vacinação contra HPV. “Um estudo internacional indica que quanto mais cedo é a prática de sexo oral e quanto maior o número de parceiros, maior a chance de desenvolver também câncer de orofaringe”, finaliza a médica.

 

Como se Preparar para a Menopausa? Descubra a Importância da Reposição Hormonal no Envelhecimento Saudável

A menopausa marca um capítulo significativo na vida de uma mulher, uma fase de transição que não precisa ser temida, mas sim preparada e compreendida. Este período naturalmente ocorre quando os ovários reduzem a produção de hormônios sexuais, levando ao fim da menstruação e a uma série de mudanças no corpo. Para muitas mulheres, é um momento desafiador, mas também uma oportunidade para abraçar o envelhecimento com saúde e sabedoria.

 

A importância da preparação: cuidados antecipados para uma menopausa saudável

O médico Dr. William Hafemann Viana, comenta que, preparar-se para a menopausa envolve uma abordagem holística, desde a adolescência até a transição. Adotar um estilo de vida saudável desde cedo, incluindo uma dieta balanceada, exercícios regulares e práticas de autocuidado, estabelece uma base sólida para uma menopausa mais suave.
 

O papel da reposição hormonal: uma aliada no processo de envelhecimento

A decisão de iniciar a reposição hormonal durante a menopausa é uma consideração individual e complexa. A reposição hormonal visa aliviar os sintomas desafiadores da menopausa, como ondas de calor, secura vaginal e alterações de humor, proporcionando uma transição mais tranquila. Além disso, ela pode desempenhar um papel crucial na preservação da saúde óssea, minimizando o risco de osteoporose.
 

O momento certo para iniciar a reposição hormonal

Não há um "tamanho único" quando se trata da reposição. O momento ideal para iniciar a terapia hormonal é altamente personalizado, considerando fatores como histórico de saúde, sintomas específicos e preferências individuais. Geralmente, muitas mulheres optam por iniciar a reposição hormonal quando os sintomas se tornam significativos, mas a orientação de um profissional de saúde é fundamental.

A reposição hormonal oferece benefícios abrangentes para mulheres na menopausa, entre eles:
 

Alívio significativo de sintomas vasomotores:
As famosas ondas de calor e suores noturnos, que são sintomas emblemáticos da menopausa, muitas vezes podem ser debilitantes. A reposição hormonal tem o poder de atenuar esses sintomas, trazendo alívio significativo e permitindo que as mulheres vivam essa fase com mais conforto e tranquilidade.
 

Promoção da saúde óssea:
A perda de densidade óssea é uma preocupação comum durante a menopausa. A reposição hormonal desempenha um papel crucial na preservação da saúde óssea, reduzindo o risco de osteoporose e fraturas. Manter a estrutura óssea robusta é vital para a mobilidade e a qualidade de vida a longo prazo.
 

Suporte para a saúde cardiovascular:
A menopausa muitas vezes traz mudanças no perfil lipídico, aumentando o risco cardiovascular. A reposição pode contribuir para a saúde do coração, promovendo níveis lipídicos saudáveis e, assim, reduzindo os riscos associados a doenças cardíacas.
 

Estabilidade do humor e bem-estar emocional:
As flutuações hormonais na menopausa podem impactar o equilíbrio emocional. A reposição hormonal, ao estabilizar essas flutuações, desempenha um papel fundamental na manutenção do bem-estar mental, reduzindo a ansiedade e proporcionando uma base emocional mais sólida.
 

Revitalização da saúde sexual:
A secura vaginal é uma queixa comum na menopausa, afetando a vida sexual. O tratamento de reposição aborda esse problema, restaurando a hidratação e elasticidade vaginal, promovendo a saúde sexual e o conforto íntimo. 

Quando indicada e administrada sob orientação profissional, pode ser uma aliada poderosa. No entanto, é importante lembrar que cada mulher é única, e a escolha de realizar a reposição deve ser feita de maneira informada e personalizada. 

“A reposição hormonal não é apenas sobre enfrentar os sintomas da menopausa, mas sim sobre capacitar as mulheres a viverem essa fase com plenitude e vitalidade. Ao desfrutar dos benefícios transformadores da reposição, as mulheres podem não apenas mitigar os desafios da menopausa, mas também abraçar esse período como uma oportunidade de crescimento e renovação”. Conclui o Dr. William Hafemann Viana.
  

Dr. William Hafemann Viana CRM: 101.602 - Médico em endocrinologia e metabologia esportiva. Com formação em Medicina pela Fundação André Arco Verde - Faculdade de Medicina de Valença, ele é dedicado a ajudar seus pacientes a alcançarem uma saúde ótima por meio do diagnóstico, tratamento e prevenção. Graduação em Medicina: Fundação André Arco Verde – Faculdade de Medicina de Valença. ós-graduação Lato Sensu em Endocrinologia e Metabologia: IPEMED/SP

 

Casos de dengue aumentam no Brasil; saiba como evitar o mosquito!

Especialista do CEJAM dá informações valiosas de como driblar a proliferação em casa; confira!

 

A dengue, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, ainda é um sério problema de saúde pública em várias regiões do mundo, incluindo o Brasil. Em 2023, a maioria dos casos - mais de 2,6 milhões - foi registrada no Cone Sul, sendo o Brasil responsável por 80% deles, de acordo com dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), taxas superiores a 300 casos por 100 mil habitantes indicam uma situação epidêmica. No Brasil, até o final de outubro, foram notificados cerca de 1,6 milhão de casos de dengue. Segundo levantamento do Ministério da Saúde, esse dado aponta um aumento de 21,4% em comparação com o mesmo período em 2022.

Apenas na cidade de São Paulo, foram registrados, até 1º de novembro, 12.663 casos de dengue. No mesmo período do ano anterior, foram 11.607 casos, representando um aumento de 9%.

"Durante todo o ano de 2022, o CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas ‘Dr. João Amorim’ notificou cerca de 2.352 casos de dengue, que foram atendidos em unidades de saúde pública sob sua gestão. Em 2023, foram 2.149 notificações até o início de dezembro, atingindo 91,3% dos casos diagnosticados no ano passado”, afirma Bruno Saito, gestor ambiental do Programa Ambientes Verdes e Saudáveis (PAVS) da organização, criado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo e incorporado ao CEJAM em 2015.

Diante desse número elevado de casos, o PAVS segue realizando projetos que favorecem a educação ambiental, promoção de saúde e prevenção de doenças. Todo o trabalho é feito com o apoio de biólogos e gestores ambientais, que estabelecem parcerias com concessionárias de limpeza, providenciando a higienização de áreas públicas.

Além disso, seguem com ações de conscientização com a população. "Atuamos, especialmente, por meio de visitas domiciliares realizadas pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), em parceria com os Agentes de Promoção Ambiental (APA). Eles realizam mutirões de casa a casa, com apoio de equipe técnica composta por auxiliares de enfermagem e enfermeiros, além de atividades educativas em escolas e outros espaços comunitários”, ressalta Bruno.

O objetivo central é colaborar ativamente com a vigilância epidemiológica ambiental, apoiando para a compreensão da limpeza das casas e locais ao redor, eliminando qualquer tipo de água parada. “Reforçamos a importância de prestar a atenção se há água parada em casa. Geralmente, elas se acumulam em vasos, sacolas plásticas ou qualquer outro recipiente no jardim, laje ou quintal”, explica o profissional.


Dicas para evitar o mosquito

Normalmente, a dengue apresenta quatro tipos diferentes de vírus, tendo como principais sintomas febre alta, dor de cabeça e atrás dos olhos, perda de apetite, cansaço e manchas vermelhas pelo corpo. Em casos mais graves, também pode causar sintomas como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sangramento de mucosas.

Para evitar esse transtorno, o gestor ambiental dá algumas dicas que são essenciais para a não proliferação do mosquito. Confira:

  1. Remoção de criadouros de mosquitos em redor da sua casa: A dica clássica que faz toda a diferença, se levada em consideração. O primeiro passo para prevenir a dengue é eliminar os criadouros do mosquito. Para isso, certifique-se de que não haja recipientes, como baldes, garrafas ou pneus velhos, acumulando água em seu quintal.
  2. Cubra reservatórios de água, fossas e mantenha as piscinas tratadas: Reservatórios de água abertos, fossas e piscinas não tratadas são lugares perfeitos para a reprodução do mosquito. Por isso, certifique-se de manter esses locais cobertos ou adequadamente tratados.
  3. Mantenha as calhas e caleiras limpas e desentupidas: Calhas entupidas podem acumular água parada, tornando-se um criadouro ideal para os mosquitos. Assim, o profissional orienta que a limpeza seja feita regularmente para evitar esse problema.
  4. Vire para baixo recipientes ou pequenos objetos que possam acumular água ou remova-os se não forem necessários: Mesmo pequenos objetos, como tampas de garrafas e pratos, podem acumular água e se tornarem criadouros. O ideal é virá-los para baixo ou eliminá-los, se não forem necessários.
  5. Coloque areia fina nos pratos de vasos ou jarras, ou retire-os para evitar a acumulação de água: Outra dica clássica, mas essencial. Vasos e jarras de flores podem conter água parada, por isso, coloque sempre uma camada de areia fina no fundo dos pratos ou, se possível, retire-os quando não estiverem em uso.
  6. Mude a água dos vasos e jarras de flores uma vez por semana: Se você tiver vasos de plantas em sua casa, não esqueça de trocar a água pelo menos uma vez por semana. Isso evitará que o mosquito deposite seus ovos na água parada.
  7. Mantenha a relva curta: Sim, os mosquitos podem se esconder na vegetação alta. Por isso, manter a grama do seu jardim curta pode ajudar a reduzir essas chances.

    Como dica extra, Bruno ressalta ainda que muitas pessoas tendem a esquecer de realizar a manutenção da caixa d’água, que também pode ser foco do mosquito. “A nossa caixa de água merece toda a atenção. Ela deve ser limpa periodicamente e sua tampa deve sempre estar bem ajustada. Essa prática faz toda a diferença, evitando que o local se torne um criadouro”, finaliza.
     


CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
cejamoficial


Viagens de férias podem causar trombose, alerta cirurgião vascular

As longas horas viajando de carro, ônibus ou avião pode colaborar com o surgimento de trombose venosa profunda, uma vez que a pressão venosa aumenta quando estamos parados pela diminuição da drenagem venosa da panturrilha. As meias elásticas podem ser a solução para evitar as varizes e melhorar a circulação no período.

 

Durante o período de férias a circulação pode ficar comprometida por conta do tempo em que os viajantes passam na mesma posição. Dr. Caio Focássio, cirurgião vascular de SP, explica que passar longas horas viajando de carro, ônibus ou avião pode colaborar com o surgimento de trombose venosa profunda, uma vez que a pressão venosa aumenta quando estamos parados pela diminuição da drenagem venosa da panturrilha.

“Quando estamos nessa posição, as pernas ficam paradas para baixo, favorecendo o edema por redução do fluxo venoso, podendo levar a um quadro de oclusão venosa (trombose venosa) que levará a insuficiência venosa crônica e surgimento de varizes a médio prazo”, diz o médico. 

Mais comum em mulheres (acometem elas na proporção de 4 para cada homem), os problemas vasculares costumam ser predispostos pela hereditariedade, idade, raça, obesidade, gestação, uso de anticoncepcionais e, claro, pela postura. A doença, todavia tem tratamento e pode ser prevenido. No caso das viagens, além de fazer uso de medicamentos – se necessário - também é possível usar meias elásticas para ajudar no retorno venoso dos membros inferiores e, preferencialmente, fazer algumas pausas durante o percurso para se movimentar (no caso do transporte aéreo, vale dar uma voltinha pela aeronave) e, assim, ajudar a manter a saúde e a beleza das pernas.


FONTE: Dr. Caio Focássio - Cirurgião vascular formado pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Pós graduado em Cirurgia Endovascular pelo Hospiten – Tenrife (Espanha)


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