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terça-feira, 14 de novembro de 2023

Com nova onda de calor histórica, saiba como proteger sua saúde

Temperatura pode bater novos recorde em diversas regiões do país ao longo dos próximos dias, superando os 45ºC; crianças e idosos precisam de atenção especial


Uma nova onda de calor extremo, classificada pelos meteorologistas como "fora do comum" e com probabilidades de quebra de recordes históricos, está atingindo diversas regiões do país nesta semana.

 

Mas, com temperaturas que podem ultrapassar 45ºC em algumas regiões do país, é preciso tomar cuidado com diversos fatores para preservar a saúde.

 

“O principal alerta é em relação a exposição ao sol e reforço na hidratação, mas há questões além dessas, como quadros respiratórios, por conta da baixa umidade, e de intoxicação alimentar, já que o calor favorece a proliferação de bactérias”, destaca Dr. Marcos Roberto da Silva, clínico geral, emergencista e coordenador o pronto-socorro do Hospital São Luiz Campinas. 

 

Os sintomas mais leves ocasionados pelo calor acima da média envolvem suor excessivo, desidratação, dor de cabeça, fraqueza, sonolência, queimaduras superficiais na pele e irritabilidade.

 

“Em situações extremas de calor é possível desenvolver alterações nas funções renais, insolação, queda de pressão, desmaios e hipertermia, que ocorre quando o corpo fica com uma temperatura mais elevada do que normal e se não for tratada da forma correta, pode levar a morte”, alerta Dr. Marcos.

 

O especialista da unidade localizada no interior paulista destaca ainda que alguns grupos, como crianças e idosos, são mais suscetíveis aos riscos e precisam de atenção especial.

 

“Caso identifique sintomas como redução na quantidade de suor ou urina, aumento significativo da temperatura corporal, queimaduras com bolhas, irritabilidade ou confusão mental, é importante buscar atendimento médico”, orienta o médico do São Luiz Campinas.

 

Confira as dicas:

 

Ventilação – Mantenha o ambiente arejado e bem ventilado. É possível utilizar equipamentos como ventilador e ar-condicionado para auxiliar.

 

Hidratação – É essencial reforçar o consumo de água e outros líquidos naturais, como suco de frutas e água de coco, para manter o corpo hidratado e repor os sais minerais perdidos ao longo do dia. Cuidado com bebidas alcóolicas, pois favorecem a desidratação.

 

Umidade – O calor vem acompanhado de uma queda significativa da umidade do ar, que pode agravar quadros respiratórios pré-existentes. A utilização de umidificadores ou toalhas molhadas nos ambientes pode ajudar.

 

Protetor solar – A exposição direta ao sol pode ocasionar queimaduras graves, além de ser um fator de risco para o câncer de pele. Por isso, é essencial utilizar protetor solar, reaplicando frequentemente, principalmente após entrar na água.

 

Roupas e acessórios – Roupas com proteção UV, chapéus, óculos de sol e outros acessórios são importantes aliados para proteger a pele. Além disso, opte por tecidos mais leves e respiráveis, como algodão e linho.

 

Alergias – O calor pode contribuir para quadros de dermatite e outras alergias, principalmente de pele. Por isso, é essencial manter a pele limpa e hidratada. Em praias e piscinas, por exemplo, lave o corpo com água limpa para retirar o excesso de cloro e sal, que podem causar irritação.

 

Alimentação – As altas temperaturas favorecem a proliferação de bactérias que podem ocasionar intoxicações alimentares. Por isso, muita atenção na conservação dos alimentos, principalmente os que precisam ficar refrigerados. Opte por alimentos frescos, naturais e mais leves, que são de fácil digestão, além de ter atenção com a procedência e higienização, principalmente nas praias.


Diabetes tipo 2: veja como monitorar e prevenir a doença com aplicativos gratuitos

No Dia Mundial do Diabetes (14/11), Glic alerta sobre como a tecnologia pode ajudar na identificação da doença, acompanhamento médico e no controle da glicemia

 

O diabetes tipo 2 é uma realidade cada vez mais presente na vida dos brasileiros e representa 90% dos casos de diabetes no País, sendo mais frequente em adultos, segundo o Atlas de Diabetes, da Federação Internacional de Diabetes. Dados da assistente virtual Vic, vinculada ao aplicativo gratuito para diabetes e manejo de glicemia Glic da Afya, mostram que foram realizados mais de 10 mil cadastros de pacientes com diabetes tipo 2, de agosto a novembro de 2023, com mais de 73 mil medições de glicemia registradas na plataforma, no período. 

 

A doença é caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue, que ocorre por conta da resistência à insulina, hormônio que regula a entrada de açúcar nas células, ou da produção insuficiente desse hormônio para manter o nível de glicose adequado no organismo. Está diretamente relacionada ao sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados, hipertensão, maus hábitos alimentares e predisposição genética.

 

Dra. Karine Risério, endocrinologista e consultora médica da GLIC, alerta para a importância de acompanhar, pois há falta de conhecimento sobre a doença: “É estimado que cerca de um terço das pessoas que têm diabetes tipo 2 ainda não sabem que possuem a doença. E não são apenas os adultos com mais de 40 que precisam se preocupar, pois essa é uma realidade cada vez maior na vida dos jovens. Por isso, é preciso ficar atento aos sinais que incluem aumento da sede, vontade de urinar diversas vezes, fome, cansaço e visão turva, sendo que, em alguns casos, pode não haver sintomas. O mais importante é manter uma vida saudável e consultar o médico regularmente, para iniciar o controle desta condição o quanto antes, se for necessário”. 

 

Quando o paciente é diagnosticado com diabetes tipo 2, o controle da glicemia é um dos principais desafios. Além do acompanhamento médico, soluções tecnológicas podem auxiliar na rotina de cuidados. A plataforma Glic possui uma média de dosagem da hemoglobina glicada (HbA1c) de 6,85%, indicando que os pacientes que utilizam o aplicativo estão conseguindo controlar efetivamente a glicemia - o ideal é ficar em até 7,2% e a média no Brasil é de mais de 9%. O tempo no alvo também possui um bom resultado, de 72,88%, ou seja, os usuários ficam, em média, com a glicemia controlada em 72,88% do tempo em um dia. 

 

Com o aplicativo Glic, é possível realizar contagem de carboidratos, acompanhamento de uso de medicamentos, cálculo da dose de insulina, colher os registros diários de glicemia e fazer a conexão com uma equipe médica parceira, permitindo o acompanhamento em tempo real, por meio de um prontuário eletrônico, colaborando em decisões mais assertivas para o tratamento. A plataforma lançou ainda, em agosto de 2023, a assistente virtual Vic, para atendimento gratuito no WhatsApp, voltada para pessoas com diabetes tipo 2 e hipertensão arterial. A versão do chatbot possibilita fazer o registro da glicemia e pressão arterial, e sua principal novidade é a opção “Informação em Saúde”, com orientações sobre diabetes e incentivos para a adoção de hábitos saudáveis.

 

“Essas ferramentas inovadoras desempenham um papel fundamental de suporte aos pacientes com diabetes tipo 2. Além de auxiliarem no controle de glicemia, orientam como lidar com situações que podem pôr em risco a saúde de quem tem a doença, com o objetivo de ajudar as pessoas a se adaptarem a um estilo de vida saudável e ao tratamento adequado”, reforça a Dra. Karine Risério.

 

 Afya

Mais informações em Link e Link


Menos de 1% dos pacientes com diabetes têm acesso ao tratamento cirúrgico

 

Menos de 1% dos pacientes com indicação cirúrgica para tratamento do diabetes tipo 2 têm acesso a cirurgia metabólica, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). A cirurgia metabólica é uma variação da cirurgia bariátrica, utilizada no tratamento de doenças relacionadas à obesidade, como diabetes tipo 2 e hipertensão. Pesquisadores descobriram, que após a cirurgia metabólica, os padrões alterados de digestão e absorção do intestino disparam a produção de vários hormônios intestinais, especialmente o Glucagon Like Polipeptídeo (GLP-1) que pode aumentar em até 20 vezes após a cirurgia. Esse hormônio estimula as células do pâncreas responsáveis por secretar insulina, o que mantém o nível de açúcar no sangue controlado.

 

Os critérios para indicação da cirurgia metabólica envolvem avaliação do Índice de Massa Corpórea (IMC) entre 30 e 34,9 (mínimo); idade entre 30 e 70 anos; tempo mínimo de diagnóstico do diabetes em 2 e no máximo 10 anos, devido à dificuldade de remissão do diabetes após esse período; e comprovação de falha do controle da doença com os tratamentos clínicos disponíveis. 

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Antônio Carlos Valezi, é preciso melhorar e democratizar o acesso ao procedimento e novas drogas que colaborem para o controle da doença uma vez que isso significa economia com as complicações do diabetes no longo prazo e mais qualidade de vida aos pacientes. 

“É muito mais barato ter um bom controle da diabetes do que um controle ruim, porque um controle ruim significa tratamentos muito caros para complicações como ataque cardíaco, derrame, diálise, retinopatia. Portanto, se olharmos para o longo prazo, estaremos melhor servindo nossos pacientes e também provavelmente gastando menos dinheiro”, explica Valezi.

 

Cirurgia custaria centavos na saúde suplementar - Um Estudo de Impacto Orçamentário feito pela SBCBM apresentado para a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 2019, que visava a incorporação da cirurgia para o diabetes tipo 2 no rol de procedimentos obrigatórios, estimou que o procedimento custaria 10 centavos por mês aos usuários de planos de saúde. Técnicos da agência refizeram os cálculos e encontraram 18 centavos por usuário, apesar de se basearem em estudos oriundos dos próprios planos de saúde que tem se posicionado contrários à incorporação. 

“Os novos medicamentos são caros, a cirurgia a curto prazo também é cara, mas com a cirurgia ela dura muitas vezes a vida toda, então ao longo da vida do paciente a cirurgia é na verdade barata. Portanto, precisamos considerar o custo a longo prazo dessas terapias, pois a longo prazo elas geralmente são muito mais baratas”, explica Valezi.

 

Pesquisas comprovam a eficácia do tratamento cirúrgico - Segundo o coordenador do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Oswaldo Cruz e presidente eleito da IFSO (Federação Internacional de Cirurgia da Obesidade e Distúrbios Metabólicos, na tradução do inglês), Ricardo Cohen, estudos e pesquisas firmam o tratamento cirúrgico da obesidade e do diabetes como opções seguras e eficazes. Uma das principais pesquisas de Cohen envolve o acompanhamento por 5 anos de um grupo de 100 pacientes, sendo que 50 foram submetidos à cirurgia metabólica e a outra metade teve acesso aos medicamentos mais modernos e eficazes disponíveis para o tratamento clínico do diabetes. 

Publicado na revista científica The Lancet em 2022, o estudo aponta que a cirurgia metabólica apresenta melhores resultados na perda de peso, controle glicêmico e qualidade de vida se comparado aos pacientes que tiveram acesso aos melhores e mais eficazes medicamentos disponíveis após cinco anos de acompanhamento. O controle da doença renal crônica causada pelo Diabetes Tipo 2, foco do estudo, teve resultados altamente eficazes e semelhantes nos dois grupos que participaram do estudo. 

A remissão da doença renal crônica e diabetes em pacientes que utilizaram a medicação foi de 52,8%; e em pacientes que fizeram a cirurgia de 63,1%. Além disso, a remissão de microalbuminuria (proteína que, em grande quantidade, indica insuficiência renal) em pacientes com o melhor tratamento medicamentoso foi de 59,6% e em pacientes que fizeram a cirurgia metabólica ficou em 69,7%. 

“Sabemos que as novas medicações estão ocupando um espaço e nós precisamos nos posicionar firmemente, porque nós sabemos que cirurgia tem seu lugar. Buscamos que a cirurgia seja reconhecida como uma opção, quando a medicação não tem o resultado ótimo e fundamentalmente mostrar que a cirurgia é muito segura”, explica o cirurgião e pesquisador.
 


Diabetes no Brasil - O diabetes atinge cerca de 8,9% da população brasileira segundo dados da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2023, do Ministério da Saúde. Destes casos, 9 em cada 10 são do Diabetes Tipo 2, e estão relacionados ao excesso de peso e obesidade. Apesar da prevalência da doença crescer na média mundial, o acesso e seguimento nos melhores tratamentos clínicos é difícil e a cirurgia para o diabetes tipo 2 ainda não atinge 1% dos pacientes que poderiam ser beneficiados pela cirurgia metabólica.

 

Segundo a pesquisa, a frequência de adultos que referiram diagnóstico médico de diabetes variou entre 5,6% em Rio Branco e 12,1% em São Paulo. No sexo masculino, as maiores frequências foram observadas em Porto Alegre e no Distrito Federal (11,9%), em Natal (11,6%) e em São Paulo (11,5%), e as menores em Rio Branco (3,5%), Boa Vista (3,7%) e Campo Grande (4,6%). Entre mulheres, o diagnóstico de diabetes foi mais frequente em Fortaleza (13,6%), Campo Grande (12,9%) e São Paulo (12,7%), e menos frequente em Macapá (6,2%), São Luís (6,8%) e Porto Velho (7,0%).

Pintas e sinais no corpo: afinal, quando é preciso se preocupar?

Freepik
Dermatologista explica como identificar e ainda indica os cinco principais cuidados contra o câncer de pele

 

Muito além da estética, é importante ter atenção com as pintas e sinais que aparecem na pele. Os nevos, também conhecido como pintas, são tumores benignos de aglomerados de melanócitos, células que dão cor a nossa pele e de causa genética que podem aparecer até os 40 anos.

Segundo o Dr. José Roberto Fraga Filho, dermatologista membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Diretor Clínico do Instituto Fraga de Dermatologia, para identificar se as pintas no corpo são malignas, existe uma regra que usam chamada de ABCDE:

A – Assimetria

B – Bordas irregulares

C – Coloração diferente

D – Diâmetro maior que 6 mm

E – Evolução, a mesma vai crescendo

“Além dos sinais acima, existe um exame chamado dermatoscopia que é feito somente por dermatologistas na qual usamos uma lente especial e analisamos de forma mais precisa esses nevos. O melanoma é um tumor raro porem de uma agressividade muito grande e se não diagnosticado e tratado rapidamente pode levar ao óbito”, explica Dr. Fraga.

- Cite as principais medidas para escapar do câncer de pele

 

Sabemos que o fator primordial para o desenvolvimento do câncer de pele é a exposição solar de forma exagerada e continua durante os anos, por isso a principal prevenção se refere quanto a proteção solar, então o médico destaca os principais cuidados:


·         Uso de protetor solar com FPS acima de 30

·         Evitar tomar sol no período mais das 11 às 16 hs onde os raios solares são mais agressivos

·         Usar roupas com proteção solar

·         Ficar embaixo de guarda sol

·         Fazer um exame de suas pintas anualmente com médico dermatologista

 


Fonte:

Dr. José Roberto Fraga Filho - Médico dermatologista, membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, fundador e Diretor Clínico do Instituto Fraga de Dermatologia.
Instagram: @dermagynus

  

Pacientes com epilepsia resistente a medicamentos aguardam SUS disponibilizar terapia que teve sua incorporação determinada pelo Ministério da Saúde há cinco anos

Pacientes que não têm convênio precisam recorrer à justiça para terem acesso ao tratamento que já deveria estar no sistema público de saúde 


Pacientes brasileiros com epilepsia resistente a medicamentos aguardam há cinco anos a disponibilização de uma terapia moderna e pouco invasiva para sua condição no Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar de o Ministério da Saúde ter decidido incorporar a terapia VNS (terapia de estimulação elétrica do nervo vago) - um tipo de marca-passo cerebral para pacientes com epilepsia resistente a medicamentos e sem indicação para cirurgia ressectiva no SUS, em setembro de 2018, o produto ainda não se encontra disponível no sistema público de saúde.

 

“É triste ver essa situação. Pacientes têm que lutar na justiça por uma terapia que já deveria estar disponível há muito tempo”, afirma Maria Alice Mello Susemihl, presidente da Associação Brasileira de Epilepsia (ABE), uma organização sem fins lucrativos que busca promover a melhora da qualidade de vida das pessoas com epilepsia. "Estamos há anos dialogando com o Ministério da Saúde para resolvermos esse imbróglio. Enviamos até mesmo uma carta à Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), pois vemos que a não incorporação da terapia ofende todos os profissionais que trabalharam analisando a necessidade da incorporação, os médicos e todas as pessoas que participaram da consulta pública, bem como o direito à saúde de todos os brasileiros", ela completa.

 

Acesso

 

Daniel Braz é pai de Rafael, de 10 anos, que começou a ter crises de convulsão aos seis meses de idade, e dez meses depois foi diagnosticado com uma mutação no gene SCN8A, que causa uma epilepsia de difícil controle. O menino chegava a convulsionar cerca de 50 vezes por dia. Buscando se informar sobre a rara condição do filho, Daniel encontrou um grupo de apoio de pais dos Estados Unidos por meio de uma rede social. Foi ali que ele ouviu falar pela primeira vez sobre a terapia VNS, por meio de testemunhos que mostravam uma série de benefícios nas condições das crianças que passaram pelo tratamento. Com a orientação de um neurologista e viabilização parcial via convênio, Rafael pôde implantar aqui no Brasil a terapia VNS no final de 2015 e, alinhado ao tratamento medicamentoso prescrito, ele não teve mais convulsões.

 

“Nós costumamos falar que o Rafa nasceu duas vezes. Celebramos duas datas, quando ele nasceu e quando as crises foram controladas”, conta Daniel. “Por isso, quando o paciente está elegível para a terapia VNS, se enquadrando em todos os critérios, essa terapia não deveria ser a última alternativa da lista. Quanto mais cedo ocorrer o controle das crises, melhor. Porém, infelizmente, hoje essa oportunidade é para poucos, porque é um investimento alto. O ideal era que isso já estivesse disponível no SUS, para que mais pacientes conseguissem ter acesso”.

 

Ana Beatryz, de oito anos, também sofre com epilepsia de difícil controle, resistente a medicamentos, e tem indicação médica para implantar a terapia VNS pelo SUS desde que obteve o diagnóstico, há dois anos. No entanto, a mãe, Ana Luiza da Silva, aguarda até hoje a menina ter acesso ao tratamento pelo sistema público.

 

“A justiça autorizou, agora a outra parte responsável, o Estado, precisa comprar o equipamento, e ficam dando prazos que simplesmente não cumprem. Já recorri à defensoria pública várias vezes, mas a burocracia é muito grande e demora muito, mesmo tendo urgência no processo. Enquanto isso, minha filha teve uma piora significativa, vive dentro de casa, não consegue andar, brincar, não vai à escola, por conta das crises constantes e porque os remédios são fortes e causam muita sonolência. Se já tivéssemos conseguido o acesso à terapia logo no começo, há dois anos, imagine como a minha filha já não estaria melhor agora?”, denuncia a mãe. “É revoltante. A própria Constituição diz que minha filha tem direito à saúde, assim como qualquer cidadão, mas na prática, por que isso é tão difícil? A cada vez que temos esperança, ela é substituída pela sensação de impotência de não poder ajudar o próprio filho. Como não depende de mim, sinto-me de mãos atadas. A Beatryz sofre, e nós que estamos do lado dela, sofremos junto”.

 

Disponibilidade

 

Para garantir a disponibilização das tecnologias incorporadas no SUS, é estipulado um prazo de 180 dias para a efetivação de sua oferta à população brasileira a partir da publicação da decisão no Diário Oficial da União (DOU). No caso da terapia VNS, a publicação no DOU ocorreu em 12 de setembro de 2018. “Os 180 dias venceram dia 12 de março de 2019, mas hoje milhares de pacientes com epilepsia resistentes a medicamentos continuam sofrendo convulsões e hospitalizações desnecessárias", afirma Maria Alice. Em uma troca de emails questionando o Ministério da Saúde pela demora na disponibilização da terapia VNS, ainda em 2021, recebeu a resposta de que o Ministério está trabalhando no processo de atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Epilepsia (PCDT) para a inclusão da terapia. “Este prazo de seis meses após a publicação no DOU existe exatamente para isso, para que o SUS possa se preparar para esta incorporação. Todo o processo de aprovação foi seguido à risca, com consulta pública, avaliação custo benefício e tudo. Para que serve este processo de aprovação, se após a aprovação não há incorporação? Se o Ministério da Saúde não segue suas próprias determinações, os pacientes devem recorrer a quem?”, questiona Maria Alice.

Em 2023, foi realizada uma nova tentativa de contato em 14 de agosto com a Coordenação Geral de Atenção Especializada (CGAE), que compõe um departamento da SAES. Dez dias depois, a ABE recebeu um email dizendo que a equipe estava elaborando a resposta. Até o momento, não houve nenhuma outra atualização.



A Epilepsia

 

A epilepsia é uma doença neurológica que afeta aproximadamente 50 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o que a posiciona como uma das doenças neurológicas crônicas mais comuns no planeta. No Brasil, as estimativas variam de 2 a 3 milhões de pessoas. Ela é caracterizada pela predisposição do cérebro em gerar as chamadas crises epilépticas, definidas por sua vez como a ocorrência transitória de sinais e/ou sintomas devido a uma atividade neuronal síncrona ou excessiva no cérebro.

 

O tratamento da epilepsia é feito com uso de medicamentos e, quando bem indicados, aproximadamente 70% das pessoas têm as suas crises completamente controladas. Para os refratários existem algumas possibilidades como a dieta cetogênica, cirurgia ressectiva (quando possível) e terapia VNS para aqueles que não são candidatos cirúrgicos – método que infelizmente pacientes do SUS continuam sem acesso, continuando a sofrer com os impactos das convulsões.

 

“Pessoas com epilepsia refratária, resistentes ao tratamento medicamentoso, têm grande impacto em suas vidas, seja na escola, trabalho, convívio social. Também apresentam maior risco de traumas, queimaduras, necessitam de tratamentos médicos frequentes, exames e até avaliações de emergência no pronto-socorro. Por fim, também apresentam maior risco de morte, não apenas pelas lesões que podem sofrer mas também devido a crises prolongadas, estado de mal epiléptico e morte súbita”, explica a Dra. Carmen Lisa Jorge, médica neurologista do Hospital das Clínicas de São Paulo. Para muitos destes casos, a neuromodulação seria uma opção.

 

“A neuromodulação através do implante de estimulador do nervo vago (terapia VNS) é um tratamento aprovado há muito tempo. Nos Estados Unidos isso aconteceu em 1997 e no Brasil em 2000. Trata-se de uma opção segura e eficaz, que leva à redução na frequência e intensidade das crises, além de outros ganhos, como melhora na recuperação após crise e até mesmo no humor e comportamento. A melhora acontece de forma gradual após início da estimulação”, afirma Dra. Carmen. “Aguardamos há muito tempo a disponibilização desta alternativa no SUS, porque, para muitos dos nossos pacientes, outras alternativas já foram esgotadas, e essa terapia poderá melhorar sua qualidade de vida". 


 

Informações Adicionais:

 

Terapia VNS - Como funciona:

 

A Terapia VNS usa um gerador, um pequeno aparelho médico como um marca-passo, que através de um condutor envia impulsos elétricos ao eletrodo ligado ao nervo vago esquerdo situado no pescoço, que por sua vez envia impulsos para o cérebro, ajudando a prevenir as alterações elétricas que causam as crises. O nervo vago é um grande elo de comunicação entre o corpo e o cérebro, responsável por enviar impulsos às partes do cérebro. 


Procedimento de implante da Terapia VNS:

 

• O procedimento da Terapia VNS não envolve cirurgia cerebral.


• A cirurgia é geralmente realizada sob anestesia geral, o que pode requerer uma curta estadia no hospital.


• Através de um pequeno corte o gerador de pulso é implantado sob a pele abaixo da clavícula esquerda ou próximo da axila esquerda.


• Um segundo pequeno corte é feito no pescoço para fixar dois pequenos eletrodos ao nervo vago esquerdo. Os eletrodos são ligados ao gerador por um condutor que fica embaixo da pele.


• Após a cirurgia, além das duas pequenas cicatrizes devido às incisões, quase não se pode notar o gerador que apresenta apenas uma leve elevação na pele do peito onde foi implantado.

 

Além dos estímulos programados que o aparelho realiza, é fornecido um ímã aos pacientes, o qual permite aos pacientes ou cuidadores realizarem ativação do aparelho no momento que percebem o início de uma crise. Por meio da estimulação adicional realizada é possível parar ou diminuir a gravidade das crises epilépticas. A estimulação na hora da crise é um benefício adicional da terapia de estimulação do nervo vago, com objetivo de dar mais qualidade de vida aos pacientes e suas famílias.



Dia Mundial do Diabetes: Diagnóstico precoce e acesso a tratamentos podem devolver 33 anos de vida saudável para as pessoas com diabetes

No Brasil, cerca de 242 mil pessoas deveriam estar vivas em 2023 se não tivessem morrido por complicações do diabetes tipo 1



O Dia Mundial do Diabetes (14) marca o mês de novembro com a campanha de conscientização e prevenção do diabetes, doença crônica que atinge mais de 16 milhões de brasileiros. Um estudo recente divulgado pelo T1D Index aponta que com diagnóstico precoce e melhorias no tratamento é possível aumentar a expectativa de vida e devolver 33 anos saudáveis para as pessoas portadoras da doença.

O estudo também aponta que, no Brasil, cerca de 242 mil pessoas deveriam estar vivas em 2023 se não tivessem morrido por complicações do diabetes tipo 1, sendo 17 mil apenas entre crianças e adolescentes (0 a 19 anos). A maior prevalência está entre a faixa etária de 20 e 59 anos, com mais de 136 mil pessoas afetadas.

“As pessoas com diabetes podem apresentar diversas complicações se a doença não for bem controlada ou diagnosticada precocemente, podendo afetar a visão, rins, cicatrização da pele, coração, entre outros órgãos. Essas complicações tiram tempo e qualidade de vida das pessoas com diabetes. Quanto antes o tratamento for iniciado com um bom controle da glicemia, mais anos de vida saudável as pessoas terão”, explica o endocrinologista André Vianna, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes no Paraná.

O maior desafio no tratamento do diabetes atualmente é a falta de diagnóstico. Por ser uma doença silenciosa, estima-se que 50% das pessoas que têm diabetes tipo 2 não sabem que são portadoras da doença, e só recebem o diagnóstico em um estágio avançado de complicações. Para contornar essa situação, o médico endocrinologista reforça a importância do teste de glicemia anual para as pessoas acima de 40 anos e o mapeamento do risco de diabetes.

“Existem alguns fatores que podemos avaliar o risco da pessoa ter diabetes tipo 2 nos próximos 10 anos, como excesso de peso e obesidade, idade, doenças associadas, estilo de vida e casos de diabetes na família. O recomendado é que todas as pessoas saibam seus riscos de desenvolver a doença e ajam o quanto antes na prevenção com o acompanhamento de um endocrinologista”, afirma.


Diabetes tipo 1 não tem prevenção. Confira os sinais

Existe uma diferença entre os principais tipos de diabetes. No diabetes tipo 1, muito comum entre as crianças e adolescentes, há uma condição autoimune em que o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. Nesse caso, não é possível prevenir a doença, e por isso as pessoas devem estar atentas aos sinais.

“Os sintomas do diabetes podem ser facilmente confundidos com outras doenças, o que pode atrapalhar o diagnóstico. Os principais sinais são fome e sede em excesso, muitas idas ao banheiro para urinar, cansaço frequente e perda de peso abrupta”, explica Vianna.


Diabetes tipo 2 tem relação direta com a obesidade

O excesso de peso e acúmulo de gordura abdominal é a principal causa do diabetes tipo 2, o qual pode ser evitado com o mapeamento de risco, mudanças no estilo de vida e controle do peso corporal. O endocrinologista explica que o corpo entende que o acúmulo de gordura trata-se de uma inflamação crônica ou mesmo um excesso de energia corporal armazenada.

“Esse cenário faz com que as células criem uma resistência à insulina, estimulando o pâncreas a produzir cada vez mais este hormônio, a fim de compensar essa situação. Com o tempo, as células não conseguem acompanhar o ritmo e começam a falhar, resultando no aumento da glicose no sangue e no surgimento do diabetes tipo 2”, diz.

Os testes de glicemia podem ajudar no diagnóstico do diabetes. Se a pessoa apresenta sintomas ou tem casos de diabetes na família, o recomendado é procurar uma farmácia ou unidade básica de saúde UBS para realizar o exame de glicemia e receber as orientações necessárias.



Diabetes faz a pele perder sensibilidade

A lipodistrofia pode acometer pessoas com diabetes tipo 1

                       14 de novembro: Dia Mundial do Diabetes


“O maior órgão do corpo humano, a pele, também pode sofrer as consequências do diabetes mal controlado. Essa relação se dá porque a glicemia alta prejudica a irrigação dos vasos pequenos que nutrem a pele”, explica Dra. Denise Reis Franco, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional São Paulo (SBEM-SP).

 

Ela conta que a principal complicação do diabetes é um processo inflamatório nos vasos. Uma vez comprometidos, a nutrição da pele fica prejudicada. Já os nervos é quem dão a sensibilidade. Se o nervo estiver embebido de glicose, ou seja, se o diabetes está descompensado por muito tempo, a função do nervo fica diminuída e a pele é um dos principais receptores das funções dos nervos.

 

Assim, vai diminuindo a capacidade de sensibilidade da pele e, com o tempo, a pessoa pode sentir formigamento, dor até perder a sensibilidade por completo. “Pessoas que têm a glicemia descompensada por muito tempo por falta de controle podem até sofrer lesões na pele sem sentir dor e, quando percebem, a lesão já está comprometida. Esse comprometimento dos nervos causado pelo diabetes é o que chamamos de neuropatia”, comenta a endocrinologista.

 

Pés e pernas são as primeiras regiões do corpo que perdem a sensibilidade por causa da neuropatia, mas essa complicação também pode acometer outras partes do corpo. Por isso, segundo a médica, “além de fazer o controle da glicemia é importante estar atento às sensações da pele”.

 

A pessoa com diabetes deve manter os pés sempre hidratados e fazer um autoexame para detectar possíveis ferimentos que passaram despercebidos. A glicemia descompensada também pode causar maior proliferação de fungos na pele, causando as frieiras e micoses, já que a pele estará mais seca e atrófica.

 

Uma alteração que pode acontecer na pele de quem tem diabetes tipo 1 e aplica insulina todo dia, sem fazer o rodízio da região do corpo para receber esse hormônio, é a lipodistrofia. A agulha da aplicação da insulina vai criando uma inflamação na pele e ocorre um processo de cicatrização diferente, o que diminui a capacidade de absorção adequada da insulina. Nestes casos, aumenta-se o risco de uma hipoglicemia ou de hiperglicemia. “A dica é: faça o rodízio, troque as agulhas em cada aplicação, e isso vai ajudar na saúde da sua pele e no melhor controle glicêmico”, conclui Dra. Denise.

 


SBEM-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo)
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Qual a diferença entre lombalgia e dor na lombar?

 

Crédito: Canva

 Dores nas costas podem ser causadas por diversos fatores e condições; Dra. Mirella Fazzito, médica neurologista da Clínica Araújo & Fazzito esclarece

 

A dor nas costas é uma queixa comum entre a população, afetando milhões de pessoas todos os anos. De acordo com um estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% da população possui ou pode desenvolver dores na coluna, no entanto, variando a causa, localização e, consequentemente, o tratamento. “Uma má postura durante o trabalho ou durante o sono podem causar dores e lesões na coluna, por exemplo, e normalmente os pacientes queixam-se de ‘dor na lombar’, sendo que, muitas vezes, trata-se de outros problemas”, comenta a Dra. Mirella Fazzito, médica neurologista da Clínica Araújo & Fazzito. 

A famosa "dor na lombar" é uma descrição abrangente que pode incluir diferentes tipos de desconforto na mesma área: dor aguda, latejante, ou uma sensação de rigidez. “Nem toda dor na lombar é uma lombalgia. Pode ser causada por tensão muscular, postura inadequada ou até mesmo lesões menores”, comenta ela. 

Já a lombalgia é uma dor na região lombar que pode ser causada por diversos fatores, incluindo sedentarismo, obesidade e doenças da coluna lombar. “Ela ocorre quando a musculatura do tronco (core-lombar) falha, resultando em desconforto e, em alguns casos, dor intensa. A lombalgia é uma condição que requer atenção médica e um tratamento apropriado, que pode ser realizado por acupuntura, emplastros, analgésicos, relaxantes musculares ou anti-inflamatórios”, explica a doutora.

 

Dor na lombar x Lombalgia 

A principal diferença entre dor na lombar e lombalgia, segundo a Dra. Mirella, está na duração, gravidade e nas causas subjacentes. “A dor na lombar é geralmente de curto prazo e não necessariamente um problema médico sério, enquanto a lombalgia envolve dor crônica e muitas vezes está associada a condições médicas subjacentes que requerem atenção médica.” comenta. 

No caso de lombalgia, a causa pode ser desde uma simples inflamação até fatores genéticos. “Infecções, hérnias de disco, artrose ou escorregamento de vértebra podem causar essa condição, além de sedentarismo, obesidade, envelhecimento e até mesmo questões emocionais”, completa ela. 

De qualquer forma, ambas condições merecem acompanhamento médico e um tratamento adequado. É importante diferenciar os dois problemas, pois o tratamento pode variar dependendo da causa da dor. Um diagnóstico preciso é fundamental para um tratamento eficaz. “Em qualquer queixa de desconforto, o médico pode pedir exames de imagens, como raio-x, ressonância e tomografia para um diagnóstico mais preciso”, finaliza.

 

Clínica Araújo e Fazzito


Diabetes: com diagnóstico precoce é possível controlar a doença e garantir boa qualidade de vida, alerta especialista


A doença é responsável por cerca de 70 mil mortes por ano no país e atinge cerca de 16 milhões de pessoas no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD)
 

 


No dia 14 de novembro o mundo se mobiliza para a conscientização e combate a diabetes que atinge 15,7 milhões de pessoas adultas no Brasil, número que pode chegar a 23,2 milhões, até 2045.O que coloca o país na sexta posição entre as nações com maior incidência de diabetes no mundo e o primeiro na América Latina, segundo o Atlas do Diabetes 2021, divulgado pela Federação Internacional de Diabetes (IDF). 

 

O tipo 2 de diabetes é a forma mais comum de diabetes no Brasil, representando cerca de 90% dos casos. A doença é mais prevalente entre adultos com mais de 45 anos, mas tem aumentado entre crianças e adolescentes e por isso a doença tem gerado mobilização para a prevenção, o diagnóstico precoce e o controle dessa doença.   

 

“O diabetes é uma condição metabólica que ocorre quando o corpo não produz insulina suficiente para a quantidade de açúcar consumida ou não a utiliza de forma adequada. Isso resulta em níveis elevados de glicose no sangue, o que pode levar a complicações graves, como problemas cardíacos, renais, oculares e neuropatias. Ainda que seja uma doença com complicações que podem vir a ser graves, com o diagnóstico correto é possível controlar a doença e garantir uma boa qualidade de vida”, explica o médico endocrinologista do Sabin Diagnóstico e Saúde, Wilson Cunha Junior.   

 

Os sintomas da diabetes variam de acordo com o tipo da doença. Em comum entre eles é possível identificar fome frequente, sede excessiva e vontade de urinar exagerada, várias vezes ao dia. Portadores do tipo 1 apresentam fraqueza, fadiga, mudanças de humor, náusea e vômito, enquanto os do tipo 2 têm formigamento nos pés e mãos, infecções, feridas que demoram para cicatrizar e visão embaçada.  

  

“Os exames auxiliam na identificação e monitoramento do diabetes”, complementa Cunha, ressaltando que “os testes proporcionam maior precisão no quadro clínico de cada paciente e são indicados para diagnosticar e monitorar a doença, podendo apresentar a confirmação do caso, alterações no índice glicêmico e nível de hemoglobina glicada”.  

  

O acompanhamento médico regular é fundamental, especialmente para indivíduos com histórico familiar de diabetes, obesidade, hipertensão arterial e colesterol elevado, grupo mais propenso a desenvolver a doença.   

  

A primeira linha de defesa para se prevenir da diabetes é um conjunto de estratégias, como a prática de atividades físicas, adoção de hábitos e alimentação saudáveis, evitar o consumo de álcool, tabaco e outras drogas.  

  

De acordo com Leonardo Demambre Abreu, coordenador médico da Amparo Saúde, empresa do Grupo Sabin, é imprescindível adotar uma rotina de atenção com a saúde e buscar os cuidados que ajudam a controlar a taxa de açúcar no organismo. “O diagnóstico, tratamento e o monitoramento são feitos através de consultas de rotina com uma equipe multidisciplinar e exames laboratoriais que são fundamentais no acompanhamento integral do paciente. Contamos com os avanços da medicina e suas possibilidades para detectar o risco ou o Diabetes tipo 2 já estabelecido permitindo intervenções para evitar ou controlar o excesso de açúcar no sangue e as temidas manifestações crônicas irreversíveis da doença. Atividade física e alimentação saudável é o primeiro remédio recomendado para os pacientes. Alguns casos podem precisar de medicação, mas primeiro tentamos regular as taxas de glicose com o paciente adotando comportamentos que produzem saúde, ou seja, com o autocuidado apoiado por nossa equipe multidisciplinar”, acrescenta o médico.   

 

  


Grupo Sabin
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Exames de rotina: um hábito essencial para garantir bem-estar e qualidade de vida

 Análises laboratoriais são essenciais na medicina preventiva, auxiliando no diagnóstico precoce de doenças e na escolha do tratamento ideal

 

Os exames de rotina são essenciais para a manutenção da saúde e prevenção de doenças. Eles permitem que o médico identifique possíveis problemas de saúde antes mesmo que sintomas apareçam, o que aumenta a chance de tratamento bem-sucedido e reduz o risco de complicações graves. 

Apesar de sua importância, não é de hoje que os check-ups de saúde não são um hábito comum na população. Pesquisas anteriores já mostravam um cenário em que 35% dos brasileiros nunca haviam feito exames preventivos, seja por conta das grandes filas do SUS ou pela dificuldade com os altos preços praticados no mercado. 

Esse quadro traz desafios, e muitas empresas tentam mostrar a importância dessa verificação de rotina, além de evidenciar que os check-ups geralmente são rápidos e simples. “A prevenção é uma das ferramentas mais poderosas para cuidarmos da saúde. Detectar um problema no início traz vantagens para os tratamentos, resultados e, muitas vezes, também para o bolso, pois pode evitar procedimentos mais complexos. E, claro, os check-ups trazem o mais importante, que é a certeza de que a saúde está em ordem.”, afirma Vitor Moura, CEO da plataforma de saúde VidaClass Saúde. 

Entre os principais procedimentos, destacam-se: exames de sangue, urina, imagem, entre outros. Eles são recomendados de acordo com a idade, histórico médico e fatores de risco individuais. Por exemplo, mulheres acima de 40 anos devem fazer mamografia anualmente para detectar precocemente o câncer de mama. Além disso, os exames de rotina também são importantes para monitorar a eficácia do tratamento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, e para acompanhar o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

 

VidaClass Saúde

 

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