A lipodistrofia pode
acometer pessoas com diabetes tipo 1
14 de
novembro: Dia Mundial do Diabetes
“O maior órgão do
corpo humano, a pele, também pode sofrer as consequências do diabetes mal
controlado. Essa relação se dá porque a glicemia alta prejudica a irrigação dos
vasos pequenos que nutrem a pele”, explica Dra. Denise Reis Franco,
endocrinologista da Sociedade
Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional São Paulo (SBEM-SP).
Ela conta que a principal
complicação do diabetes é um processo inflamatório nos vasos.
Uma vez comprometidos, a nutrição da pele fica prejudicada. Já os nervos é quem
dão a sensibilidade. Se o nervo estiver embebido de glicose, ou seja, se o
diabetes está descompensado por muito tempo, a função do nervo fica diminuída e
a pele é um dos principais receptores das funções dos nervos.
Assim, vai
diminuindo a capacidade de sensibilidade da pele e, com o tempo, a pessoa pode
sentir formigamento, dor até perder a sensibilidade por completo. “Pessoas que
têm a glicemia descompensada por muito tempo por falta de controle podem até
sofrer lesões na pele sem sentir dor e, quando percebem, a lesão já está
comprometida. Esse comprometimento dos nervos causado pelo diabetes é o que
chamamos de neuropatia”, comenta a endocrinologista.
Pés e pernas são
as primeiras regiões do corpo que perdem a sensibilidade por causa da
neuropatia, mas essa complicação também pode acometer outras partes do corpo.
Por isso, segundo a médica, “além de fazer o controle da glicemia é importante
estar atento às sensações da pele”.
A pessoa com diabetes
deve manter os pés sempre hidratados e fazer um autoexame para detectar
possíveis ferimentos que passaram despercebidos. A glicemia descompensada
também pode causar maior proliferação de fungos na pele, causando as frieiras e
micoses, já que a pele estará mais seca e atrófica.
Uma alteração que
pode acontecer na pele de quem tem diabetes tipo 1 e aplica insulina todo dia,
sem fazer o rodízio da região do corpo para receber esse hormônio, é a lipodistrofia.
A agulha da aplicação da insulina vai criando uma inflamação na pele e ocorre
um processo de cicatrização diferente, o que diminui a capacidade de absorção
adequada da insulina. Nestes casos, aumenta-se o risco de uma hipoglicemia ou
de hiperglicemia. “A dica é: faça o rodízio, troque as agulhas em cada
aplicação, e isso vai ajudar na saúde da sua pele e no melhor controle
glicêmico”, conclui Dra. Denise.
SBEM-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo)
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