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quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Programação educativa do mês de agosto no MAM SP conta com a presença de artistas do 37º Panorama das Artes Brasileiras: Sob as cinzas, brasa

 As atividades educativas contam com a presença de artistas e curadores do 37°Panorama da Arte Brasileira

 

Crédito: Educativo MAM

 

No mês de agosto, o Museu de Arte Moderna de São Paulo apresenta as “Experiências poéticas nos processos pedagógicos com o educativo MAM” focada em professoras/es e educadoras/es com a intenção de inspirar suas práticas educativas. Com a abertura de sucesso do 37º Panorama das Artes Brasileiras: Sob as cinzas, brasa, ocorrem ativações na obra “Meio Monumento: conversa com Cauê Alves, Claudinei Roberto da Silva, Cristiana Tejo, curadores do panorama, que também conta com a presença da artista Giselle Beiguelman e demais convidados e convidadas. 

Durante os finais de semana, as atividades da Família MAM acontecem aos sábados, e são voltadas para o público infantil e seus acompanhantes. Já no Domingo MAM a programação é  destinada ao público jovem. 

No final do mês de agosto, os artistas do 37º Panorama das Artes Brasileiras: sob cinzas, brasa, participarão da programação do Educativo MAM. No programa Contatos com a Arte, voltado para professoras(es), educadoras(es), pesquisadoras(es),  terá “Madeira Geométrica com artista Ana Mazzei” e “Árvores da América: atêlie online com Bel Falleiros e Renata Cruz”. No Domingo MAM, acontecerá a “Oficina Inventário dos gestos com a artista Erica Ferrari”.

 

Confira a programação completa:

04/08 (qui) às 16h

Contatos com a arte - Volta às aulas 

Experiências poéticas nos processos pedagógicos com educativo mam
Encontro virtual no Meet, para professores, educadores, pesquisadores, estudantes e artistas. 

Atividade presencial, para professoras(es), educadoras(es), pesquisadoras(es), estudantes e artistas, aberta ao público e colaboradores do mam. 

Inscrições com 30 minutos de antecedência com o MAM Educativo na recepção do MAM.

Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48hs de antecedência.

No MAM Educativo, chamamos de experiências poéticas exercícios de criação artística como processo pedagógico nas visitas mediadas e em publicações nas redes sociais do mam para professores utilizarem na sala de aula e famílias realizarem em casa. Nas visitas mediadas, diferentes leituras de mundo são desencadeadas e permitem a construção de sentido sobre questões que uma obra de arte pode trazer. Os diálogos que acontecem entre visitantes e o educativo instigam um olhar sensível e crítico sobre contextos diversos. Dessa reflexão parte-se para o exercício de experimentação criativa, que permite imaginar e criar novas possibilidades. As experiências poéticas podem ser atividades de ateliê, criação de versos e histórias, dinâmicas corporais ou outras proposições que estimulam a construção de sentido pelo contato com a criação artística. São situações de experimentação que passeiam por campos em que os resultados não são previsíveis.

Neste encontro iremos apresentar a publicação de experiências poéticas realizadas pelo educativo mam em 2021.

 

Incrições no link

 

06/08 (sáb) às 11h 

Contatos com a arte - Volta às aulas

Ativações na obra Meio Monumento: conversa com Cauê Alves, Claudinei Roberto da Silva e Cristiana Tejo, curadores do 37°Panorama da Arte Brasileira com mediação da artista Giselle Beiguelman. 

 

Atividade presencial, para professoras(es), educadoras(es), pesquisadoras(es), estudantes e artistas, aberta ao público e colaboradores do mam. 

Inscrições com 30 minutos de antecedência com o MAM Educativo na recepção do MAM.

Acessível em libras. 

Partindo da ideia que a obra Meio Monumento de Giselle Beiguelman não é uma escultura, mas um espaço aberto de reflexão sobre como reinventar os usos do patrimônio, neste encontro será apresentado a mostra que tem como um de seus pressupostos a valorização da dimensão pedagógica da arte. 

Cauê Alves é bacharel, mestre e doutor em Filosofia pela FFLCH-Universidade de São Paulo. Desde 2020 é curador-chefe do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Desde 2010 é professor do Departamento de Artes da Faculdade de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes da PUC-SP. Entre 2016 e 2020 foi curador-chefe do MuBE, onde realizou ao lado de outros profissionais as exposições Ambiental: arte e movimentos (2019), Burle Marx: arte, paisagem e botânica (2018-2019), premiada pela ABCA, Amazônia: os novos viajantes (2018) e Pedra no Céu: Arte e a Arquitetura de Paulo Mendes da Rocha (2017). Foi co-curador, com Vanessa K. Davidson, de Past/ Future/ Present: Contemporary Brazilian Art, no Phoenix Art Museum, Arizona, USA e MAM-SP (2017-2019). Foi curador assistente do Pavilhão Brasileiro da 56a Bienal de Veneza (2015). Publicou texto no catálogo da exposição Mira Schendel, Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto, e Pinacoteca do Estado de São Paulo (2014) e Tate Modern, Londres (2013). Fez a co-curadoria de Más Allá de la Xilografía, no Museo de la Solidaridad Salvador Allende, em Santiago, Chile (2012). Foi curador adjunto da 8ª Bienal do Mercosul (2011) e co-curador, com Cristiana Tejo, do 3

2º Panorama da Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo (2011).

 

Claudinei Roberto da Silva é professor, curador e artista visual. Nasceu em 1963 em São Paulo onde vive e trabalha. Formado pelo Departamento de Arte da Universidade de São Paulo. Como curador realizou entre outras, a exposição Sidney Amaral “O Banzo, o amor e a Cozinha” 1º prêmio Funart para artistas e curadores negros – Museu Afro Brasil, a “13ª Bienal Naïfs do Brasil” no Sesc Piracicaba e a série “Pretatitude. Insurgências, emergências e afirmações. Arte afro-brasileira contemporânea” para várias unidades do Sesc São Paulo e curador convidado para o projeto de “Pesquisa MAC USP Processos Curatoriais - Curadoria Crítica e Estudos Decoloniais em Artes Visuais: Diásporas Africanas nas Américas”. Coordenou, entre outros, o Núcleo Educativo do Museu Afro Brasil. Coordenador Artístico Pedagógico do projeto multinacional “A Journey trough African diáspora” do American Aliance of Museums em parceria com o Museu Afro Brasil e Prince George African American Museum. Foi Bolsista Programa “International Visitor Leadership Program” do Departamento de Estado do Governo dos Estados Unidos. Faz parte do conselho curatorial do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Tem obras no acervo do Museu Nacional de cultura afro-brasileira MUNCAB em Salvador, Bahia.

Cristiana Tejo é curadora independente e Doutora em Sociologia (UFPE). É co-fundadora do Espaço NowHere (Lisboa) e investigadora do Instituto de História da Arte da Universidade Nova de Lisboa, onde foi pesquisadora do projeto Artistas e Educação Radical na América Latina: anos 1960/1970. É cocuradora da Residência Belojardim, no Agreste de Pernambuco. Foi Coordenadora de Programas Públicos da Fundação Joaquim Nabuco (2009 – 2011), Diretora do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (2007-2009) e curadora de Artes Plásticas da Fundação Joaquim Nabuco (2002-2006). Cocurou o 32º Panorama da Arte Brasileira do MAM – SP e o Projeto Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural (2005-2006). Curou a Sala Especial de Paulo Bruscky na X Bienal de Havana (2009). Vive e trabalha em Lisboa.  

 

06/08 (sáb) às 15h  

Família MAM

Mariquinha e os Bichos do Brasil: Oficina interativa de contação de história com música, dança e brincadeiras com Histórias de Brincar

Atividade presencial, para crianças a partir de 3 anos, acompanhadas de suas(eus) responsáveis. Inscrições com 30 minutos de antecedência com o MAM Educativo na recepção do MAM. Acessível em Libras.

Com o grupo Histórias de Brincar, crianças e suas famílias irão viajar ao belo universo de Mariquinha: uma viagem com cantos e brincadeiras das várias regiões e bichos do Brasil! 

Histórias de Brincar é formado por Flora Barcellos, Marina Siqueira e Flora Poppovic. O projeto é protagonizado por três mulheres - artistas, educadoras e empreendedoras – que perceberam na Cultura Popular Brasileira o espaço que buscavam para confluência de tudo que desejavam desenvolver nas esferas da música, dança, educação e cultura da infância. Desde 2014, o grupo desenvolve um trabalho de shows, oficinas, formação de educadores e prestação de consultoria em instituições educacionais e de outros portes, além de uma web série de vídeos, em que apresentam histórias contadas oralmente, permeadas por canções e brincadeiras da cultura popular. Os temas são norteados pelos Ciclos da Cultura Brasileira (carnavalesco, junino e natalino) e nossas Matrizes Étnicas Formadoras (ibérica, indígena e africana). O grupo já se apresentou em diversas unidades do SESC (Pompéia, Pinheiros, Interlagos, São Caetano, Osasco, Sorocaba, Jundiaí, Paraná, entre outros), em museus como MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo), Museu da Língua Portuguesa, Museu da Casa Brasileira, em lugares e eventos como Congresso Internacional Brincar 2019, Instituto Brincante, Itaú Cultural, Jazz B, Casa do Brincar, Livraria Cultura, Livraria da Vila Risadaria, Virada Sustentável 2015 e 2019, Slow Kids, FAM Festival, Casa Bossa, Shopping Villa-Lobos, em creches e escolas, entre outros.

 

Incrições no link

 

07/08 (dom) 13h às 16h 

Domingo MAM

Jogo de queimada + roda de conversa para corpos diversos com Coletivo Gaymada São Paulo

Atividade presencial, livre. Aberta ao público. Na Marquise no entorno do MAM (verificar local no dia na recepção do MAM). Inscrições na hora. Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48hs de antecedência.


A partir do jogo de queimada a Gaymada São Paulo visa a acessibilidade do esporte para todas as pessoas, independente do tipo físico, idade, etnia, sexualidade ou gênero. Com foco na valorização e respeito à diversidade, este evento mescla ativismo e esporte com objetivo à democratização dos espaços públicos e ao direito às práticas esportivas. Primeiro, jogaremos algumas partidas de gaymada e, em seguida, teremos uma roda de conversa sobre o tema “Esportes na comunidade LGBTQIAPN+ e a Gaymada SP em espaços públicos”. O evento ocorrerá atrás do auditório do Ibirapuera no grande gramado. 

Coletivo Gaymada São Paulo tem a ideia de trazer à Selva de Pedra mais cor em formato de partidas de queimada LGBTQIAPN+ como forma de ocupar os espaços públicos. Além disso, os jogos também têm o cunho de unir a comunidade LGBTQIAPN+ em um momento de descontração e ativismo em uma competição saudável.

 

Incrição no link 

 

11/08 (qui) às 16h

Formação em arte e acessibilidade

Acessibilidade artística com Marina Baffini 

Encontro virtual no Meet, para professoras(es), educadoras(es), pesquisadoras(es) e estudantes, com 50% das vagas destinadas para a rede pública de ensino. Com inscrição prévia.

Para certificado, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br após a atividade, com comprovante de inscrição em anexo. Acessível em Libras.

Neste encontro iremos conhecer métodos de acessibilidade que podem facilitar a construção de um ambiente propício ao conhecimento para todas as pessoas, utilizando recursos multissensoriais e materiais de apoio, iremos refletir sobre diversas estratégias e  ações que valorizam o potencial de cada um, promovendo o respeito e a integração. Serão apresentados  projetos realizados em instituições de educação e cultura, com diferentes linguagens artísticas e diversos temas, serão analisadas algumas barreiras e como podemos promover ações mais inclusivas em cada.

Marina Baffini de Castro é artista plástica, arte educadora, pedagoga, pós-graduada em arte terapia e especialista em acessibilidade cultural; presta serviços de consultoria e realiza projetos em museus, instituições culturais e educacionais. Possui artigos publicados no  6º Congresso Internacional de Educação e Acessibilidade a Museus e Patrimônios, em SP, no Congresso Internacional Todas as Artes, Todos os Nomes, na Universidade do Porto em Portugal, no 5º Congrés Internacional Educació e Accessibilitat a Museus i Patrimoni, em Barcelona, na Rede de Educadores de Museus de SP e no livro Educação Museal e Acessibilidade, Fiocruz. Participou do GEPAM - Grupo de Estudos e Pesquisas de Acessibilidade em Museus - da USP e desenvolve estudo sobre tradução intersemiótica de imagens bidimensionais para estética tátil.

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13/08 (sáb) às 15h

Família MAM  + Arte e Ecologia

Brinquedos da terra: oficina de construção de brinquedos com mam educativo

Atividade presencial, para crianças a partir de 2 anos, acompanhadas de suas(eus) responsáveis. Inscrições com 30 minutos de antecedência com o MAM Educativo na recepção do MAM. Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48hs de antecedência.

A terra é um elemento que sustenta a vida. É a partir dela que as árvores surgem, as águas caem e nós caminhamos. Assim, propomos olhar para ela como uma ferramenta do brincar. Esta oficina presencial é um convite aos participantes para investigarem o que a terra nos entrega e assim criarem brinquedos que partam dela. Seria um jogo com pedras? Uma boneca de galho? O fazer é livre e o brincar também, em uma proposta inspirada em muitos artistas e educadores referências para a gente: Gandhy Piorski, Adelsin, Anna Marie Holm, Celeida Tostes, Lídia Lisboa.  

Materiais: disponibilizados no dia pelo mam educativo.

 

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14/08 (dom) às 14h - 17h30
Domingo MAM
Slam das Minas
Atividade presencial, livre. Aberta ao público. Na Marquise no entorno do MAM (verificar local no dia na recepção do MAM). Sem inscrição prévia. Atividade presencial, livre.

Acessível em Libras.

Slam das Minas SP leva ao MAM a última edição do ano valendo vaga para a grande final. As inscrições são abertas e as pessoas são escolhidas como juradas na hora. As pessoas inscritas enquanto poetas batalham em 3 rodadas eliminatórias, quem ganhar garante sua vaga para a competição anual. Ao final, o evento contará com um pocket show de encerramento.

Slam das Minas SP é a primeira batalha poética com recorte de gênero de São Paulo, que atua com literatura em diversas linguagens, explorando as construções possíveis através das palavras. Propondo reconstruir conceitos e derrubar estereótipos e receitas de padronização.

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18/08 (qui) às 14h30

Programa de Visitação
Blindwiki no MAM: desvendar o que não é visível 

Visita presencial. Aberta ao público. Inscrições com 30 minutos de antecedência com o MAM Educativo na recepção do MAM.. Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail: educativo@mam.org.br com até 48hs de antecedência.

BlindWiki foi idealizado pelo artista espanhol Antoni Abad, consiste na criação colaborativa de um mapa com registros sonoros sobre o espaço urbano, cujas informações são inseridas por pessoas com deficiência visual, apoiados por seus próprios smartphones. Em tempo real elas registram suas experiências, opiniões, histórias, percepções, sentimentos e críticas sobre a cidade.

Durante todo o mês de agosto ocorrerão diversas rotas por pontos emblemáticos na cidade de São Paulo e áreas circundantes, com o objetivo de criar trocas de experiências entre pessoas videntes e com deficiência visual, registrando suas novas percepções sobre o meio ambiente urbano e cultural através do uso do aplicativo gratuito BlindWiki. Ao longo destas vivências haverá debates, reflexões e muitos aprendizados.

Os mapas sonoros BlindWiki reúnem um importante acervo de experiências, crônicas, opiniões, histórias, ambientes sonoros, obstáculos e facilidades, que podem ser ouvidos por qualquer pessoa na rua em seu telefone celular, bem como no computador. Participe!

*Para a esta atividade é importante que o público instale o aplicativo BlinkWiki em seu celular, disponível no site https://blind.wiki/ para ios e android.

BlindWiki  Realizado anteriormente na Alemanha, Austrália, Itália e Polônia, o projeto BlindWiki foi idealizado pelo artista espanhol Antoni Abad, o BlindWiki consiste na criação colaborativa de um mapa com registros sonoros sobre o espaço urbano, cujas informações serão inseridas por pessoas com deficiência visual, apoiados por seus próprios smartphones. Em tempo real elas registram suas experiências, opiniões, histórias, percepções, sentimentos e críticas sobre a cidade.

 

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20/08 (sáb) às 11h

Contatos com a arte + Marcenaria no MAM

Madeira Geométrica com artista Ana Mazzei

Encontro presencial, para professores, educadores, pesquisadores, estudantes e artistas. Inscrições com 30 minutos de antecedência com o MAM Educativo na recepção do MAM.

Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48hs de antecedência.

Madeira Geométrica é uma experiência que nos aproxima da madeira e suas possibilidades poéticas, por meio da tradução do desenho geométrico para o objeto feito com varetas de madeira. Durante o encontro vamos desenvolver um trabalho de observação e sensibilização que envolve o contato com o material e suas etapas para chegar no objeto final, passando pelo desenho, construção, acabamento e pintura.

Ana Mazzei é bacharel em Artes Plásticas e Mestre em Poéticas Visuais. Seus trabalhos estiveram recentemente em importantes exposições institucionais: Drama O’Rama no Sesc Pompéia (São Paulo), Glasgow International at The Pipe Factory; Histórias Feministas no MASP (São Paulo); Padiglione d’Arte Contemporanea (Milão), 14º Bienal Internacional de Cuenca, 32ª Bienal Internacional de São Paulo.

 

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20/08 (sáb) às 15h

Família MAM + Arte e Ecologia

Confecção de mini agbês/xequerês com Cintia Ferreira

Atividade presencial, para crianças a partir de 4 anos, acompanhadas de suas(eus) responsáveis. Inscrições com 30 minutos de antecedência com o MAM Educativo na recepção do MAM. Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48hs de antecedência.

O Agbê ou Xequerê é um instrumento feito por uma cabaça com uma trama de contas. É utilizado em diversas tradições culturais e religiosas no Brasil, sobretudo nas Nações de Maracatu de Baque Virado, muito presente em Recife (Pernambuco). Nesta Oficina, iremos aprender a construir uma versão mini do instrumento com cabaças pequenas.

Cintia Ferreira é Agbezeira, Artesã, Percussionista e Geógrafa. Faz parte do Bloco Afro Ilú Obá de Min desde 2012, atuando como ritimista do naipe dos Xequerês e atualmente das Alfaias. Confecciona Agbês em seu próprio ateliê, sob encomenda. Ministra oficinas para confecção e toques de Agbês/Xequerês. É formada em Geografia pela Universidade de São Paulo, possuindo diploma de Bacharelado e Licenciatura.

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21/08 (dom) às 15h 

Domingo MAM

Oficina de Mini Zine: universos de bolso com Uarê Erremays
Atividade presencial, livre. Aberta ao público. Na Marquise no entorno do MAM (verificar local no dia na recepção do MAM). Inscrições com 30 minutos de antecedência com o MAM Educativo na recepção do MAM. Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48hs de antecedência.

A partir do formato minizine, em que a dobra e um pequeno corte numa folha A4 compõe um livreto de 8 ou 16 páginas, o público participante da atividade será convidado a compor uma narrativa sobre desejos e sonhos para o futuro. Utilizando sobretudo recortes de impressos, adesivos, e materiais que estejam nos bolsos e carteiras ou encontrados no trajeto, o intuito do processo é apresentar o formato zine como possibilidade de autopublicação.

Uarê Erremays é artista por insistência, bicho curioso: transita entre linguagens e geografias como tática de sobrevivência. Desde 2016 idealiza e realiza o selo Móri Zines de publicações independentes, que parte do corpo como matriz da palavra escrita e produz registro de algumas dentre as múltiplas dimensões que compõem a linguagem para além da palavra. Em 2021, em parceria com Slam Marginália, realizou Ateliê de Futuridades Trans.

 

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23 ao 26/08 (ter-sex) às 19h 

Contatos com a arte + Arte e Ecologia 

Árvores da América: atêlie online com Bel Falleiros e Renata Cruz

Encontro virtual no Google Meet, para professores, educadores, pesquisadores, estudantes e interessados em arte. Com inscrição prévia. Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48hs de antecedência.

Árvores da América é um espaço de ateliê compartilhado on-line para conversas, trocas de referências e fazer artístico com os participantes.  Os encontros são baseados em um livro de artista de mesmo nome (criada a quatro mãos pelas artistas educadoras) que apresenta 'seres-árvores' do nosso continente: seres que dedicaram suas vidas a ter força para seguir seu próprio caminho para dar o ‘fruto’ que vieram dar no mundo e muitas vezes fortalecer a comunidade a sua volta para que cada um pudesse encontrar o seu próprio fruto. Inspirado nessas árvores artistas, escritores e ativistas, cada encontro terá como foco um tema e um grupo de árvores específicas que nos ajude a refletir e fortalecer nossa prática de ateliê. O contato com os ‘artistas-árvores’ apresentados, muitos deles desconhecidos de um público mais amplo ou fora do mercado de arte e cultura ‘oficial’, deseja propor alternativas e oferecer novas referências para os participantes, com a esperança de que eles possam se identificar e reconhecer nessas outras vozes, dessacralizar certos artistas e desidealizar as condições e estruturas estabelecidas como necessária para uma prática e dessa maneira poder dar coragem e nutrir a caminhada de cada participante.

Materiais: Materiais de desenho como papel, giz de cera, lápis, barbante, lã, lápis de cor e caneta. Opcional: Tesoura, cola, fita adesiva, tinta, pincéis, agulha de crochê ou similar, papéis coloridos, furador, elástico, linha, fitas, argila e qualquer outro material artístico que você goste de trabalhar

Bel Falleiros é artista e educadora, vive e trabalha no Hudson Valley, Nova York. A sua prática artística centra-se na investigação de como as paisagens contemporâneas construídas não representam as várias camadas de presença que constituem um lugar.  Em seu trabalho, cria espaços para estar em comunidade com a natureza, com o nosso próprio ser interno e com os seres ao nosso redor. É arte educadora no Dia:Beacon e no Escuelita en Casa, além de participar de exposições e residências com seu trabalho. https://belfalleiros.com.br/

Renata Cruz é artista e educadora, vive e trabalha em São Paulo, Brasil. Em seu trabalho procura criar narrativas abertas e não lineares, onde estão presentes diferentes visões, vozes e outras manifestações da vida. Se apropria de recortes de textos literários, ouve relatos e histórias pessoais e os organiza com imagens e fragmentos do mundo.  Atualmente dá aulas no Instituto Tomie Ohtake e no Sesc Pompéia  em São Paulo, e no projeto Escuelita en Casa, no bairro do Queens, em Nova York. https://www.renatacruz.net/

Renata e Bel trabalham em colaboração desde 2015. Além de suas práticas de ateliê, participam de projetos colaborativos nas Américas que conectam arte, educação e pensamento autônomo. Em 2020 deram início ao projeto Árvores da América, que já aconteceu na forma de encontros virtuais em instituições no Brasil e nos Estados Unidos e será exposto na Trienal Latina em Nova York em Setembro de 2022.

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25/08 (qui) às 14h 

Contatos com a arte - Volta às aulas

Ativações na obra Meio Monumento: Como desmonumentalizar memórias traumáticas? Convidados Thiago Amparo e Deborah Neves mediação da artista Giselle Beiguelman.

 

Atividade presencial, para professoras(es), educadoras(es), pesquisadoras(es), estudantes e artistas, aberta ao público e colaboradores do mam. 

Inscrições com 30 minutos de antecedência com o MAM Educativo na recepção do MAM.

Acessível em libras. 

Meio Monumento é  um dispositivo para ativar o debate sobre os monumentos e os desafios da descolonização dos espaços públicos em São Paulo e nas cidades brasileiras. Para tanto, promove uma série de encontros que discutem, sob diferentes perspectivas, alternativas e condicionantes para desmonumentalizar o patrimônio e seus monumentos incômodos. Neste encontro, Meio Monumento recebe o advogado e colunista da Folha Thiago Amparo e a historiadora Deborah Neves, pesquisadora dos legados da ditadura no contexto urbano, para discutir: Como desmonumentalizar memórias traumáticas?

 

Thiago Amparo é professor da FGV Direito SP e da FGV Relações Internacionais, ministrando cursos sobre direitos humanos, direito internacional, políticas públicas, diversidade e discriminação. É colunista semanal no Jornal Folha de S.Paulo, e tem contribuído para várias mídias como Globonews, CNN Brasil, além de ter sido um dos comentaristas no podcast

Quem Lê Tanta Notícia (Spotify Original).

Deborah Neves é Doutora em História (Unicamp), coordenadora do GT interinstitucional Doi Codi, especialista em Patrimônio Cultural - em especial sobre memórias difíceis - e autora do livro A persistência do passado: patrimônio e memoriais da ditadura em São Paulo e Buenos Aires (Alameda, 2018)

Meio Monumento é uma obra artística de Giselle Beiguelman, criada especialmente para o 37 Panorama da Arte Brasileira do MAM-SP. A obra tem parceria de Luis Felipe Abbud (Design) e Renato Cymbalista (Ativações)

 

Incrição no link 

 

27/08 (sáb) às 15h

Família MAM +  Marcenaria no MAM

Produção de materiais artísticos naturais: pincéis e riscadores com Denise Valarini

Atividade presencial, para crianças a partir de 2 anos, acompanhadas de suas(eus) responsáveis. Inscrições com 30 minutos de antecedência com o MAM Educativo na recepção do MAM. Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail: educativo@mam.org.br com até 48hs de antecedência.

A partir de elementos encontrados na natureza como galhos, folhas, e outros materiais - resíduos coletados em parceria com pequenos produtores, pelo projeto Poética do Habitar, serão produzidos, pincéis, riscadores de carvão para o desenho e pintura. Ao final da oficina, esses materiais serão experimentados coletivamente através da prática de pintura

com Denise Valarini.

Denise Valarini Leporino é licenciada em Artes Visuais com ênfase em Design pela Puc- Campinas e mestra pelo Instituto de Artes da Unicamp. Atua como docente na Faculdade Unimetrocamp, no Curso de Pedagogia. É fundadora do Projeto Poética do Habitar, investigando a extração de pigmentos e produção de materiais naturais em conexão com a natureza. Atuou como Docente na Universidade do Vale do São Francisco ministrando a disciplina de Poéticas Visuais. Coordenou projetos artísticos em Ong’s destinadas às pessoas com deficiência intelectual. Investiga metodologias no Ensino de Arte Contemporânea para crianças. Trabalha com formação de Professores e é professora na rede particular de ensino.

Incrição no link

 

28/08 (dom) às 15h
Domingo MAM

Oficina Inventário dos gestos com a artista Erica Ferrari 

Atividade presencial, livre. Aberta ao público. Na Marquise no entorno do MAM (verificar local no dia na recepção do MAM). Inscrições com 30 minutos de antecedência com o MAM Educativo na recepção do MAM. Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail: educativo@mam.org.br com até 48hs de antecedência.

Na oficina, voltada a mulheres - visitantes ou trabalhadoras das instituições presentes no Parque do Ibirapuera – será proposta uma discussão acerca de alguns monumentos presentes no espaço público da cidade e da prática de trabalho tridimensional, com a produção a partir de moldes de braços e mãos femininas relacionados com os gestos inventariados, confeccionando formas escultóricas baseadas nos próprios corpos das participantes. A ideia é pensar a relação dos locais de memória com a prática escultórica. O que podemos constatar é que sem afeto não conseguimos nos relacionar com esses locais e que o seu abandono e do espaço público ao redor tem relação com a nossa própria história e a falta de identificação com a representação dessa história. Repensar esses marcos a partir da recolocação histórica feminina é essencial hoje.

Erica Ferrari:  Artista visual e pesquisadora. Nos últimos anos produziu objetos e instalações a partir de pesquisa em torno das relações entre arquitetura, espaço e história. Participou de exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior e recebeu prêmios aquisitivos e de produção artística. Doutoranda pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU USP) e mestre em Poéticas Visuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA USP). Colaboradora desde 2017 do MSTC - Movimento Sem Teto do Centro.

 

Incrição no link 

 

Sobre o MAM São Paulo
Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de 5 mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas.

O Museu mantém uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de visitas mediadas em libras, audiodescrição das obras e videoguias em Libras. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.

Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório, restaurante e uma loja onde os visitantes encontram produtos de design, livros de arte e uma linha de objetos com a marca MAM. Os espaços do Museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx para abrigar obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.

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Conheça os 10 principais setores que a cannabis legal está movimentando

Remederi elencou segmentos que são influenciados em locais em que a cannabis está em expansão 

 

O uso da cannabis está se expandindo no cotidiano mundial nos mais diversos segmentos. Com isso, a Remederi elencou os 10 principais mercados e setores influenciados pelo uso do ativo legal. A  startup é uma farmacêutica brasileira que promove o acesso a produtos, serviços e educação sobre a Cannabis medicinal.

De acordo com Fabrízio Postiglione, CEO da Remederi, a cannabis legal está cada vez mais se consolidando para transformar as relações econômicas e sociais no mundo, causando efeitos em diversos segmentos. “Além de ser sustentável e ecológico, o ativo apresenta um enorme potencial econômico”. Em uma publicação no portal Businesswire, os analistas projetam que o mercado global de cannabis chegará a US$ 42,7 bilhões em 2024, de acordo com relatório divulgado pela Arcview Market Research (“Arcview Group”) e pela BDS Analytics.

Considerando essa expansão, o movimento da cannabis legal afeta diretamente setores como farmacêutico, agrícola, têxtil, alimentício e agropecuário. Além disso, influencia áreas como a medicina, cosméticos, energia, plástico e bebidas. 

Conheça os 10 principais segmentos movimentados:

  1. Medicina: a cannabis medicinal está revolucionando a forma de tratamento de várias doenças em todo o mundo. Os ativos são utilizados, geralmente, em pessoas com dores, ansiedade, epilepsia, glaucoma, esclerose múltipla, entre outros. Cientistas descobriram que a cannabis possui 540 substâncias químicas, sendo que mais de 100 são os conhecidos fitocanabinóides. 

2.   Setor farmacêutico: tem cada vez mais aplicações no tratamento de doenças. Com isso, muitas empresas da indústria farmacêutica estão tentando incorporar a cannabis em suas estratégias, pois ela tende a substituir, em algumas situações, os medicamentos tradicionais. 

  1. Cosmético/bem-estar: um dos maiores segmentos de mercado futuro de produtos de cannabis que contêm fitocanabinóides, terpenos e demais componentes químicos da planta serão os tópicos – incluindo cremes, espumas, géis, loções, pomadas e bálsamos. 

4.   Setor agrícola: o Cânhamo ou Hemp é uma das variedades utilizadas para o cultivo agrícola de grande extensão. 

5.   Setor agropecuário: cientistas acreditam que o cânhamo possa ser usado para alimentação e, com isso,  beneficiar a saúde e aumentar o desempenho do gado sem causar o indesejável efeito entorpecedor, pois conta com insignificante quantidade de THC. O cânhamo seria administrado a animais por meio de farelo de sementes trituradas, pellets ou óleo como suplemento. As sementes de cânhamo são ricas em ácidos graxos como Omega 3, Omega 6, Omega 9 e GLA. Também é importante fonte de proteínas que contém todos os aminoácidos e é abundante em fibras, ajudando o sistema digestivo de um animal. 

6.   Setor alimentício: o setor se divide entre alimentos extraídos da semente do cânhamo, isto é, aqueles que possuem alto valor nutritivo, mas não contam com a presença de fitocanabinóides, e os alimentos que contam com essa presença.O interesse crescente em alimentos extraídos da semente acontece porque são saudáveis e funcionais. Em outras palavras, produzem efeitos metabólicos, fisiológicos e benéficos à saúde, quando consumidos regularmente e acompanhados por hábitos sadios. 

7.   Setor têxtil: com o número crescente de consumidores interessados em produtos ecologicamente corretos, grandes varejistas e marcas de nicho de moda apostam em tecidos produzidos com as fibras do cânhamo para aumentar seus resultados.

8.   Plástico: o plástico é versátil e relativamente barato, porém a maioria não é biodegradável, representando atualmente a maior ameaça ao meio ambiente. O cânhamo se apresenta como uma alternativa, pois é um biodegradável. Logo, trata-se de uma alternativa mais ecológica.

9.   Biocombustível e energia: o cânhamo se adapta a uma grande variedade de solos e requer insumos mínimos para seu cultivo. Pesquisadores da UConn descobriram que o cânhamo possui propriedades que o tornam potencialmente atraente como matéria-prima para a produção de combustível diesel produzido a partir de fontes renováveis de energia (plantas).

10.               Bebidas não alcoólicas: O mercado de bebidas não alcoólicas com infusão de cannabis está se expandindo rapidamente, com uma variedade de sucos, águas, cafés, chás e kombucha contendo em suas fórmulas o CBD e ou THC. 


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De volta à essência dos homens


A política, assim como a filosofia, surgiu na Grécia por volta do século VI a.C. Foi quando o homem expandiu o foco de interesse, deixando de entender a realidade por meio de mitos para atentar ao que acontecia aqui e agora, e entre quem lhe era semelhante. Havia, sim, uma atitude filosófica a ponto de a política ser considerada como o ápice da existência humana, a principal qualidade do homem livre. 

Porque a política, para quem vivia na Grécia Antiga, tinha por fim último a justiça comum. E justiça, enfatize-se, era a ordem natural que governava o mundo. Os tempos são outros, com certeza. A tal ponto que, em um país como o Brasil, um dos assuntos que mais atrai a atenção do Congresso Nacional, instituição que representa o Poder Legislativo, é o tamanho da assistência financeira aos partidos políticos -- em especial, em ano de eleições como o de 2022. 

O Fundo Eleitoral, também conhecido por Fundão, foi criado em 2017, decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para dar cobro à dinheirama que corria solta pela falta de regras no financiamento empresarial das campanhas políticas. A iniciativa do STF deu em nada, contudo. Porque o Fundão, agora composto essencialmente de dinheiro público -- ou seja, dinheiro que se origina dos impostos pagos pelos brasileiros nos produtos que consomem --, tem alcançado montantes estratosféricos a cada nova eleição. 

Em miúdos: do total de R 1,7 bilhão aferido no pleito (presidencial) de 2018, o Fundão passou a ser de R 2 bilhões em 2020 (eleições municipais) para ser contabilizado em R 4,9 bilhões por causa das eleições gerais de outubro próximo. Consequência? O Brasil domina, absoluto, o ranking mundial entre os países que mais gastam dinheiro público com campanhas eleitorais.

E pensar que essa montanha de dinheiro poderia ter outra finalidade, como, por exemplo, financiar Bolsa Família para 12 milhões de lares brasileiros; construir 245 mil salas de informática nas escolas Brasil afora; erguer 30 mil moradias populares; ou, ainda, bancar o programa de Combate à Fome por dez anos! 

Fazendo isso, a classe política mostraria que se preocupa em encontrar respostas às necessidades prementes da população -- e não em defender a própria reeleição com unhas e dentes. 

Afinal, que país desejamos construir? Tem-se de pensar no que é melhor para os brasileiros que nos colocaram aqui, quatro anos atrás. E reencontrar o caminho virtuoso, apontado pelos gregos, que faz da política a essência do homem.

Não é papel do Estado financiar campanhas eleitorais; o Estado tem de cuidar do cidadão que paga a conta e está sofrendo com a falta de gestão. O Partido NOVO é contra receber o dinheiro do Fundão. Por isso, a cota a que o partido tinha direito, cerca de R 87 milhões, acaba de ser devolvida para o Tribunal Superior Eleitoral que, por sua vez, deverá repassar ao Tesouro Nacional para ser depois investido -- oxalá! -- em Saúde, Segurança e Educação.

Não fizemos nada além do que é obrigação.


Adriana Ventura - deputada federal e professora de gestão e empreendedorismo na FGV-EAESP

 

Copom anuncia novo aumento de Selic em busca de estabilidade futura

O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou, nesta quarta-feira, aumento de 0,5 ponto percentual da Selic, para 13,75%, com o objetivo de reduzir o avanço da inflação. Foi a décima-segunda alta consecutiva da taxa básica de juros. Diretamente atrelado aos rumos da economia do país, o mercado imobiliário tende a ser, novamente, impactado por financiamentos mais restritivos e com juros maiores, que levam parte das pessoas a postergar a compra de uma casa ou de um apartamento e a optar pelo aluguel neste momento.  

O custo efetivo total (CET) do financiamento imobiliário aumenta 1 ponto percentual a cada 2,3 pontos percentuais de alta da Selic, considerando-se a busca de 80% de crédito para a compra de unidade de dois dormitórios com valor de R$ 250 mil, segundo cálculos da Fundação Getulio Vargas (FGV). Na prática, 4 milhões de famílias deixaram de ter renda qualificada para acessar o financiamento habitacional com os 11 pontos percentuais de aumento gradual da Selic de 2% para 13%. 

O cenário mais desafiador para a aquisição da casa própria — maior sonho de consumo de boa parte da população – não é exclusivo do Brasil. Nos Estados Unidos – maior economia do mundo – o mercado habitacional também tem sentido os efeitos, nas prestações, de juros mais elevados em decorrência dos aumentos anunciados pelo Federal Reserve (FED). 

Na semana passada, o FED anunciou incremento de 0,75 ponto percentual, na taxa básica de juros do país, para a faixa de 2,25% a 2,5%. Quando se soma o impacto de taxas maiores com preços de moradias em alta, fica claro que está muito mais difícil para o americano médio comprar um imóvel. 

A isso se acrescenta a queda de 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, no segundo semestre, após a retração de 1,6% de janeiro a março. Após a divulgação do PIB, o presidente americano, Joe Biden, disse não ver como surpresa a desaceleração da economia do país enquanto o FED age para tentar reduzir a inflação.

Nem a Europa escapou de ter de anunciar medidas mais restritivas para tentar conter a inflação. No último dia 21, o Banco Central Europeu (BCE) fez o primeiro aumento de juros, em 11 anos, na zona do euro. Ou seja: também no velho mundo, onde vários países, como Portugal, vivem momento de alta de preços dos imóveis residenciais, o anúncio de ajuste da taxa tende a afetar os financiamentos para a compra de moradias.

Um dos efeitos das subidas de juros dos Estados Unidos e da Europa é que essas regiões têm atraído parte dos recursos de investidores internacionais que estavam aportados em países emergentes, como o Brasil. O novo aumento anunciado pelo Copom torna o país interessante, de novo, para o capital de curto prazo, que busca retornos mais elevados. 

Caso os esforços para diminuir o ritmo inflacionário buscados pelo Banco Central surtam efeito, a pressão de custos de produção de moradias tende a cair, contribuindo para que as incorporadoras interrompam as altas de preços dos imóveis. Isso tende a estimular a liquidez das vendas de unidades habitacionais.  

Se alcançada, a desaceleração da inflação ajudará a tornar o cenário macroeconômico do país mais atraente, outra vez, também para o capital de investidores com perfil de longo prazo. 

Para o potencial comprador de um imóvel, a perspectiva de um ambiente previsível, quando vislumbrada, será favorável à tomada da decisão de adquirir uma unidade para moradia, considerando-se o endividamento de longo prazo que costuma ser atrelado à compra do bem mais caro da vida. Do lado de quem produz, a estabilidade facilita bastante a definição de investimentos em novos terrenos, projetos e obras.

Na prática, a elevação dos juros torna o cenário mais desafiador, no curto prazo, mas pode contribuir para que o setor imobiliário tenha um crescimento sustentável no médio e longo prazos. 

A experiência dos fundadores da UBlink de décadas de atuação no mercado imobiliário mostra que momentos do ciclo mais difíceis para a venda de imóveis beneficiam a busca por locação e vice-versa. Mas, para quem conta com o suporte de uma empresa criada por profissionais que já viveram todo o tipo de oscilações do mercado imobiliário, boas oportunidades podem ser encontradas mesmo em fases menos favoráveis à aquisição ou ao aluguel.


Rogério Santos - um dos fundadores da UBlink


UBlink
www.ublink.com.br

 

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

PROJETO “DO PEITO AO PRATO” DEBATE OS DESAFIOS DO ALEITAMENTO MATERNO E DA INTRODUÇÃO ALIMENTAR, NO SESC SÃO CAETANO

Durante a Semana Mundial do Aleitamento Materno, unidades do Sesc oferecem uma extensa programação, presencial e on-line, que amplia a discussão sobre questões políticas e sociais relacionadas à alimentação nos primeiros anos de vida 

 

 

A alimentação adequada e saudável nos primeiros dois anos de vida é decisiva para a saúde da criança e tem reflexos em toda a vida adulta. Até 07 de agosto, durante a Semana Mundial do Aleitamento Materno, o Sesc São Paulo realiza a quarta edição do projeto Do Peito ao Prato, iniciativa que leva ao público uma programação com ações relacionadas ao tema, em unidades da capital, interior e litoral, além das atividades on-line. Toda a programação é gratuita. 


A relação entre o ser humano e a comida inicia-se com a amamentação. O leite materno é o primeiro alimento da criança, contém anticorpos e outras substâncias que protegem o organismo na infância. Porém, amamentar ainda é um ato repleto de desafios sociais. A programação de Do Peito ao Prato tem como objetivo ampliar esse debate e abordar questões acerca da sociedade.  


Rodas de conversa, bate-papos, vivências, oficinas, cursos e exibições de filmes lançam luz sobre a prática do aleitamento materno, que é construída a partir de influências políticas, econômicas e científicas. Entre os assuntos que serão abordados, destaque para a importância da rede de apoio de uma lactante e o estímulo aos pais e outros familiares a participarem ativamente do processo de cuidar dos bebês; a amamentação e os desafios da mãe ao retorno ao trabalho; a importância da introdução alimentar adequada; banco de leite e muito mais, serão temas dos especialistas. 


"É fundamental realizarmos um projeto como esse e compartilharmos conhecimentos com base no saber científico e em vivências pessoais enriquecedoras. Com isso, contribuímos com a saúde e a qualidade de vida desde os seus primeiros anos, fortalecendo a missão do Sesc de atender os seus públicos em cada etapa da sua existência. Também empoderamos mães, pais e a sociedade em geral, difundindo as informações necessárias às melhores escolhas alimentares”, declara Marcia Bonetti Sumares, Gerente da Gerência de Alimentação e Segurança Alimentar, no Sesc São Paulo. 

 

A unidade do Sesc São Caetano participará da ação realizando o encontro Amamentação e introdução alimentar: para adultos e bebês”, dia 6/8, às 11h, presencial no Espaço de Teologias e Artes. A palestrante convidada é a nutricionista Shirlei Tessarini, que parte das dúvidas mais práticas sobre a amamentação, como as redes de apoio a amamentação em todo o seu ciclo. Como coletar e armazenar o leite materno, como amamentar no retorno ao trabalho, a importância dos bancos de leite no apoio as mães, até a introdução alimentar. As atividades são livres e gratuitas com inscrições pelo sescsp/incricoes.  


Shirlei Tessarini é nutricionista formada pelo Centro Universitário São Camilo, pós-graduada pelas Faculdades Integradas Coração de Jesus e mestra no ensino em ciências de saúde pela Anhanguera. É docente em cursos de graduação e pós-graduação para nutricionistas, enfermeiros, farmacêuticos e outros profissionais da área da saúde no Centro Universitário Anhanguera. Implantou e coordenou os dois Bancos de leite humanos existentes no município de Santo André - Hospital Mário Covas e Hospital da Mulher. Em sua carreira, atuou como nutricionista clínica, como gestora, coordenadora técnica de equipes multidisciplinares de terapia nutricional em conceituados hospitais. Atualmente, além de assessoria de educação em saúde, atua na área acadêmica. 


 

História da Amamentação no Brasil 

 

No Brasil, a amamentação também tem uma história. Partindo de 1500, é possível estabelecer uma cronologia, desde quando os portugueses ficaram impressionados ao verem indígenas amamentando por dois anos, ou mais. Com o passar do tempo, novas tecnologias e a entrada da mulher no mercado de trabalho, na década de 1930, leites industrializados começaram a ser produzidos, e em 1970 o país enfrentou uma epidemia devido ao desmame precoce. Iniciaram-se na mesma década estudos científicos sobre a importância do leite materno. Posteriormente, importantes leis relacionadas ao assunto começaram a surgir, como a regulamentação dos Bancos de Leite (1988), a licença maternidade (1988), o direito da criança ao aleitamento materno segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), além de outras relevantes iniciativas, como a criação da Semana Mundial de Aleitamento Materno (1992) e o Agosto Dourado (2017).  


 

Cronologia: A Amamentação ao longo dos séculos 

 

1500: Ao chegarem ao Brasil, os portugueses se depararam com indígenas com o hábito de amamentar por dois ou mais anos. Foi um susto! Os europeus estavam acostumados a interromperem o aleitamento em um período inferior.  

 

1869: O Jornal do Commercio publica: “Vende-se uma crioulla de 18 anos de idade, sem o menor defeito, muito ellegante e propria para ama de leite por ter um filho recemnascido.” O anúncio da ama-de-leite, como tantos do período, é um registro de um Brasil marcado pela comercialização do peito.   

 

1930: Com a industrialização e o fortalecimento da entrada da mulher no mercado de trabalho, a indústria passou a investir em tecnologias de desenvolvimento de leite artificial para bebês.   

 

1970: Com o fortalecimento das fórmulas e mamadeiras, o país enfrenta uma epidemia causada pelo desmame precoce.  

 

1974: Em Pernambuco, uma portaria estadual proíbe a propaganda de fabricantes e distribuidores realizada por meio da doação de leite em pó a mães em hospitais. O documento é um dos primeiros do gênero no país.  

 

1970 e 1980: Estudos científicos apontaram que o leite materno é único, inigualável e insubstituível.  

 

26 de maio de 1988: O Ministério da Saúde publica a portaria 322, aprovando normas voltadas à regulamentação, à instalação e ao funcionamento de Bancos de Leite Humano.  

 

5 de outubro de 1988: É promulgada a Constituição Cidadã, que garante à mulher o direito a 120 dias de licença maternidade e 5 dias ao pai.  

 

20 de dezembro de 1988: O Conselho Nacional de Saúde publica a Norma de Comercialização de Alimentos para Lactentes (NBCAL), um conjunto de diretrizes sobre a propaganda e a rotulagem de produtos voltados a recém-nascidos e crianças de até três anos de idade.  

 

1990: Estatuto da Criança e do Adolescente é publicado pela lei federal n° 8.069 e garante que toda criança tenha direito ao aleitamento materno.  

 

1992: A Organização Mundial de Saúde, por meio do Unicef, cria a Semana Mundial de Aleitamento Materno, de 1 a 7 de agosto, dedicada à sensibilização sobre a importância do aleitamento materno.  

 

1994: São estabelecidas as diretrizes e normas para uma instituição ser considerada uma IHAC (Iniciativa Hospital Amigo da Criança), certificação de qualidade conferida aos hospitais que cumprem os Dez passos para o sucesso do Aleitamento Materno.  

 

1998: É criada a Rede Brasileira de Bancos de Alimentos (rBLH-BR), com o objetivo de promover, proteger e apoiar o aleitamento materno, coletar e distribuir leite humano com qualidade certificada e contribuir para a diminuição da mortalidade infantil.   

 

2003: O Ministério da Saúde estabelece 01 de outubro como o Dia Nacional de Doação de Leite Humano.  

 

2006: A NBCAL é sancionada (Lei n° 11.265) e regulamenta a comercialização de alimentos para lactantes e crianças na primeira infância.  

 

2006: São definidos os parâmetros pela RDC n° 171 para a criação de salas de apoio nos locais de trabalho. Entre eles, está a metragem mínima, a instalação de pontos de água fria e a presença de freezer ou refrigerador com congelador e termômetro.  

 

2017: A Lei n 13.435 instituiu o Agosto Dourado, um mês no qual são realizados cursos, palestras e diversas outras ações a respeito do tema. A cor dourada é eleita porque o leite materno é considerado um alimento “padrão ouro”, não existe outro igual.  

 

Confira mais informações em De Gota a Gota: A História da Amamentação no Brasil 

 


Serviço 

Do Peito ao Prato 

Até  07 de agosto 

Onde: em 24 unidades do Sesc São Paulo, além de atividades online 

Programação completa: https://www.sescsp.org.br/dopeitoaoprato 

 

Sesc São Caetano 

Rua Piauí -554 Santa Paula – São Caetano do Sul 

Dia: dia 6/8, às 11h 

Recomendação etária: Livre 

Ingressos:  grátis 

Telefone para informações: (11) 4223-8800 

Para informações sobre outras programações acesse o portal sescsp 

 

Varíola dos macacos pode lesar olhos

 Contaminação causa nove alterações nos olhos e 74% das sequelas mais graves ocorrem em pessoas não vacinadas.

 

O Brasil vive hoje um surto epidêmico da varíola dos macacos ou monkeypox, infecção viral causada por um vírus do mesmo nome que já infectou mais de 1 mil brasileiros nos últimos três meses.   A doença que chegou por aqui em maio, coloca o Brasil entre os 10 países com maior número de contaminações entre as 75 nações que notificaram à OMS (Organização Mundial da Saúde) 16 mil casos da varíola dos macacos até final de julho. 

Pior: Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, oftalmologista do Instituto Penido Burnier de Campinas, o novo surto é um perigo à  saúde ocular. Os principais grupos de risco são crianças, imunossuprimidos e gestantes. “A doença já é bem conhecida pela comunidade médica. Uma evidência disso são os diversos estudos científicos que vem sendo realizados desde que a varíola dos macacos surgiu na África”, comenta. 

O oftalmologista afirma que as nove alterações oculares decorrentes da monkeypox e suas respectivas frequências elencadas pela comunidade científica são:

·         Aumento dos gânglios linfáticos perioculares - 75%

·         Formação de vesículas na órbita e ao redor dos olhos – 25%

·         Blefarite – 30%

·         Conjuntivite - 30%

·         Lesão foco conjuntival – 17%

·         Úlcera na córnea – 4%

·         Fotofobia ou aversão à luz – 22,5%

·         Ceratite (inflamação da córnea) 3,6% a 7,5%

·         Perda da visão – 10% nas contaminações primárias e 5% nas contaminações secundárias.

 

Vacina protege olhos

Queiroz Neto afirma que o mais preocupante na nova epidemia é o hábito de automedicação entre brasileiros. Isso porque, um colírio inadequado no tratamento da conjuntivite pode causar uma perfuração na córnea, uma emergência médica que sem atendimento imediato leva à perda da visão. Por isso, toda  pessoa com suspeita de varíola dos macacos e desconforto nos olhos deve passar por consulta oftalmológica.  Os estudos revelam que a vacina reduz de 30% para 7% o risco de desenvolver conjuntivite (inflamação da conjuntiva) e blefarite (inflamação das pálpebras). A incidência de lesões no foco conjuntival caem de 17% para 14% e os casos de úlcera na córnea de 4% para 1%. O problema, comenta, é que as vacinas desenvolvidas na Europa para a monkeypox são escassas e a vacina para varíola humana, embora seja eficaz pela similaridade genética entre os dois vírus, deixou de ser fabricada depois que a doença foi erradicada.

 

Transmissão

Queiroz Neto explica que após o contato com roedores ou pessoas contaminadas pelo monkeypox, o vírus ficar encubado de 5 a 21 dias. O contágio também pode ocorrer através de fronhas, lençóis, toalhas e talheres utilizados por um doente ou pelo contato com secreção das lesões da pele, saliva ou gotículas das vias respiratórias. “Basta tocar um desses elementos e levar as mãos aos olhos para contrair o vírus e contaminar o globo ocular”, afirma. Os primeiros sinais da varíola dos macacos podem ser confundidos com uma gripe: febre, dor no corpo desânimo, dor de cabeça. Até 5 dias depois desses sintomas surgem manchas vermelhas na pele chamadas de rash cutâneo que coçam. Estas manchas se transformam em vesículas cheias de um líquido viscoso que contém o vírus, e evoluem para pústulas cheias de pus que secam formando uma crosta. O médico alerta que o contato com uma pessoa que foi contaminada pelo monkeypox só se torna seguro para sua saúde e olhos quando todas as crostas já foram eliminadas.

 

Tratamento

O oftalmologista afirma que o tratamento das alterações oculares varia de acordo com a avaliação oftalmológica. O mais indicado é a instilação de colírio lubrificante para melhorar o conforto. O uso de colírio com corticoide aumenta a resistência do vírus, pode afinar a córnea e provocar perfuração. Casos de infecções resistentes podem ser tratados com antivirais, sempre com supervisão médica pelo risco do medicamento. A varíola dos macacos é uma doença autolimitada e como todas as viroses o sistema imunológico geralmente elimina o vírus.

 

Prevenção

As dicas de Queiroz Neto para prevenir a monkeypox e a contaminação dos olhos são:

·         Lave as mãos com frequência.

·         Evite levar as mãos aos olhos.

·         Mantenha os olhos lubrificados.

·         Em caso de diagnóstico de monkeypox ou desconforto nos olhos consulte um especialista.

·         Não use colírio por conta própria. Todo medicamento tem efeitos colaterais que podem ser perigosos.

 

Envelhecimento do cérebro: Dez mitos e verdades sobre o assunto


Como qualquer outro órgão do corpo humano, o cérebro também passa por alterações e mudanças ao longo dos anos e envelhece com o tempo. As alterações são não apenas estruturais, mas também funcionais. Nos cérebros idosos, por exemplo, ocorre uma perda de sintonia entre as regiões. 

Para esclarecer algumas curiosidades sobre a saúde do cérebro e o envelhecimento cerebral, o Dr. Marcelo Valadares, médico neurocirurgião da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e do Hospital Albert Einstein elencou alguns mitos e verdades sobre o tema. Veja abaixo:

 

1) O tamanho do cérebro pode diminuir com a idade. VERDADE. 

A redução do volume do cérebro com a idade é comum durante o envelhecimento. Isso se deve à diminuição no número de células, entre elas, os neurônios, que são os principais responsáveis pelo funcionamento do órgão. “Além disto, acontece também uma diminuição das conexões entre os neurônios. Esta alteração do volume cerebral também é chamada de atrofia e pode ser maior ou menor, de acordo com outras condições de saúde, que variam para cada pessoa”, explica o Dr. Marcelo Valadares.

 

2) Exames preventivos podem contribuir para evitar o envelhecimento do cérebro. MITO.

Até o momento, não existem exames que possam prevenir o envelhecimento do cérebro. As recomendações são relacionadas a prevenção de problemas de saúde. Exames podem ser úteis quando existem alterações neurológicas perceptíveis, como problemas de memória e de atenção.

 

3) Os neurotransmissores - substâncias que levam a informação de um neurônio ao outro ou a um tecido - também sofrem com mudanças durante o envelhecimento. VERDADE.

Dentro do próprio neurônio a transmissão se dá por meio de energia, como acontece com o sistema elétrico de uma casa, por exemplo. Como os cabos de energia, os neurônios são compridos e podem ter mais que 1 metro de extensão. Entre as células, são os neurotransmissores que se comunicam, passando a mensagem adiante. “Hoje conhecemos mais de 60 tipos de neurotransmissores e, com a idade, a concentração de cada um pode variar; isso pode estar associado a problemas de saúde”, ressalta o neurocirurgião.

 

4) Já existem formas de frear o desenvolvimento das doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson. MITO.

Infelizmente, ainda não existe uma forma clara de frear processos degenerativos no cérebro, principalmente quando doenças como Alzheimer e Parkinson já forma identificadas. Porém, segundo o neurocirurgião da Unicamp e do Hospital Albert Einstein, existem condições de saúde que podem reduzir o risco do desenvolvimento destas doenças. “Adotar um estilo de vida mais saudável desde cedo, com alimentação balanceada, prática de atividades físicas e evitando o excesso de bebidas alcoólicas, por exemplo, pode reduzir o risco de doenças neurodegenerativas”, diz o médico.

 

5) O estilo de vida de um jovem pode influenciar, no futuro, no envelhecimento do seu cérebro. VERDADE.

Um cérebro jovem deve ser estimulado e bem cuidado. “A forma como se estimula o cérebro hoje, impacta diretamente no amanhã. O cuidado deve ser físico, mental e emocional, uma vez que as emoções e a cognição estão ligadas às conexões entre os neurônios. Hábitos de vida saudáveis associados a um sono regular, evitando estresse e ansiedade, são cuidados essenciais”, afirma o Dr. Marcelo Valadares.

 

6) Pessoas que mantêm hábitos relacionados à atividade intelectual, como ler e estudar, têm uma menor predisposição a desenvolver demência. VERDADE.

Sim, é verdade: manter vivos hábitos como ler e estudar parecem estar relacionados a um menor risco de desenvolver demências ou, ao menos, de resistir aos sintomas em seu início. O neurocirurgião explica que a principal hipótese para explicar o mecanismo é chamada de reserva cognitiva. “Estudos indicam que, quem estimula o cérebro, teria mais conexões entre seus neurônios e maior capacidade de processamento da informação. Essa reserva seria fundamental diante da morte de neurônios ligada ao envelhecimento ou a doenças, suprindo a função que seria perdida normalmente”, afirma.

 

7) A qualidade do sono é importante para porque o cérebro desliga e, assim, estaremos descansados para o próximo dia. MITO.

Segundo o Dr. Valadares, o sono de qualidade é um dos principais elementos para manter a saúde do cérebro em dia. “Enquanto dormimos, em vez de ‘desligar’, nosso cérebro inicia um dos seus momentos de maior atividade. Enquanto nossa consciência está ausente e sonhamos, os neurônios processam e arquivam as informações recebidas durante o dia. Além disso, acreditamos que boa parte da ‘limpeza’ de resíduos de atividade cerebral ocorra durante o sono. Esse trabalho noturno é o que garante a qualidade e a limpeza, garantindo que o órgão esteja apto às atividades no próximo dia”, diz o médico.

 

8) A prática de atividades físicas que desenvolvam a musculatura corporal também pode contribuir para o cérebro. VERDADE.

Por mais estranho que pareça, é verdade. Diversas pesquisas apontam que a atividade física moderada está associada com menores índices de atrofia do cérebro. Ou seja: o cérebro de quem faz exercício físico pode ser maior daqueles que não fazem. Pesquisadores também acreditam que isso também signifique um risco menor de doenças neurodegenerativas.

 

9) Alimentação desregulada e excesso de álcool podem influenciar diretamente no envelhecimento do cérebro. VERDADE.

Tanto o consumo excessivo de álcool, quanto açucares e alimentos processados em excesso podem influenciar o cérebro. Entre mudanças possíveis estão: alterações na capacidade cognitiva em qualquer idade; aumento na atividade inflamatória, afetando especialmente especial pessoas idosas. De acordo com médico da Unicamp, pesquisas apontam que evitar alimentos do tipo em excesso pode preservar a estrutura e as funções cerebrais. No caso do álcool, especificamente, podem ocorrer alterações profundas nos neurotransmissores.

 

10) Suplementação com DHA é essencial para prevenção do envelhecimento cerebral. MITO.

O DHA é um ácido-graxo que faz parte do chamado ômega 3, complexo de 3 tipos diferentes de substâncias muito importantes para o organismo. Ele pode ser obtido por meio do leite materno e de alimentos como óleos de peixes. Porém, a decisão de suplementar ou não DHA além do que já é obtido naturalmente na alimentação, deve ser avaliada caso a caso, com orientação médica e nutricional. “O DHA está presente em nosso corpo e é parte essencial de nosso cérebro, mas ainda não está claro se consumi-lo pode ajudar no funcionamento do organismo. Como dito anteriormente, é importante ressaltar que também não existe, até o momento, uma forma de prevenir o envelhecimento do cérebro”, finaliza o Dr. Valadares. 

 

Dr. Marcelo Valadares - médico neurocirurgião e pesquisador da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e do Hospital Albert Einstein.  A Neurocirurgia Funcional é a sua principal área de atuação, sendo que o neurocirurgião trabalha em São Paulo e em Campinas. Seu enfoque de trabalho é voltado às cirurgias de neuromodulação cerebral em distúrbios do movimento, cirurgias menos invasivas de coluna (cirurgia endoscópica da coluna), além de procedimentos que envolvem dor na coluna, dor neurológica cerebral e outros tipos de dor. O especialista também é fundador e diretor do Grupo de Tratamento de Dor de Campinas, que possui uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e educadores físicos. 


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