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terça-feira, 5 de abril de 2022

VEJA AS PREVISÕES DOS SIGNOS PARA O MÊS DE ABRIL


O mês de abril começa enquanto o Sol está transitando por Áries, o primeiro signo do zodíaco. Isso significa que ano novo astrológico acabou de acontecer, no dia 20 de março. Portanto, podemos esperar muita energia, criatividade e oportunidades durante as próximas semanas.

As coisas começam a mudar a partir do dia 19 de abril, quando o Sol entra em Touro. A capacidade taurina de crescer mantendo os pés no chão será ativada em todos nós, mas o eclipse que acontece neste mesmo signo no penúltimo dia do mês indica um momento tenso na vida profissional e financeira.

Quer entender mais sobre essa influência? A astróloga Vic Costa, do Astrocentro, nos conta sobre o horóscopo mensal de abril de 2022. Confira:


Áries

A passagem do ano astrológico, que acontece no último dia 20 com a entrada do Sol em Áries, faz com que as nativas deste signo se sintam mais animadas e determinadas. O começo de abril será muito marcado por esses sentimentos, porque começa com uma Lua nova em Áries logo no primeiro dia do mês.

Apesar de essa lunação fazer com que você se sinta mais iluminada e expansiva, será preciso ter muito cuidado com a tendência a se irritar facilmente e “partir pra briga”. As energias arianas te levam a agir com mais energia, iniciativa e coragem, elas também têm o potencial de evidenciar sua falta de paciência.

Além disso, Marte (que é o planeta regente de Áries), está transitando por Aquário desde o mês de março, fazendo com que você se sinta incomodada de uma forma mais profunda com aquilo que considera injusto. Isso pode ter feito com que você tenha sido julgada como “rebelde sem causa”, e pode ter afetado até mesmo os seus relacionamentos afetivos.

A partir do dia 15 de abril esse cenário começa a mudar, porque Marte ingressa em Peixes. Como esse astro estará se aproximando novamente de Vênus (que já estará em Peixes desde o dia 5 deste mês), você tende a mudar o jeito de abordar e reagir às pessoas. A vontade de criar conexões profundas indica um bom momento para se aproximar de quem ama.

Esse signo desperta o espírito de comunhão, aumentando nossa sensibilidade e empatia. Por isso, será um bom momento para ter conversas mais pacíficas, onde ambas as partes estão abertas para se entender melhor. Além de te despertar mais paciência, sua intuição e espiritualidade também recebem atenção devido à influência piscina.


Touro

Abril não será muito tranquilo para as taurinas, principalmente durante a última semana do mês. Para começar, seu planeta regente, Vênus, está transitando por Aquário desde março - e esse posicionamento forma uma quadratura com o seu Sol natal. Isso significa que você estará mais propensa a iniciar discussões.

Neste momento, aquilo que parecer injusto ou desagradável para você se torna mais nítido  e pode gerar a necessidade de renovar contratos. Em outras palavras, a forma como as coisas funcionam pode não parecer certa na sua cabeça e, por isso, você tende a se posicionar de forma um pouco agressiva.

Esse comportamento tende a afetar os relacionamentos pessoais e profissionais, mas é especialmente importante ter cuidado no trabalho. Afinal, não podemos deixar as emoções tomarem conta em contextos profissionais.

A partir da segunda semana do mês, porém, as coisas tendem a se amenizar internamente e você passa a enxergar o outro com mais empatia. Vênus estará transitando pelos primeiros graus de Peixes, o que indica um bom momento no amor, para fazer dates mais caseiros (como um jantar ou filme e pipoca) ou simplesmente curtir programas com a sua família.

No dia 10 de abril, Mercúrio ingressa em Touro, o que indica um bom momento no trabalho, para tentar colocar as coisas em ordem e resolver pendências. É muito importante ter isso como prioridade no começo do mês, para se preparar para o eclipse que acontece no seu signo no dia 30. Esse fenômeno pode trazer instabilidade financeira e emocional, então, busque ficar mais introspectiva e não tome decisões precipitadas.


Gêmeos

O mês de abril se inicia com a presença de Mercúrio (seu planeta regente) em Áries, próximo ao Sol. Esse posicionamento indica que as primeiras semanas serão muito movimentadas, cheias de compromissos (pessoais e profissionais). Será um momento propício para tirar as ideias do papel, com coragem e determinação.

Pelo lado bom, Mercúrio em Áries faz com que você se sinta mais motivada, mas será preciso ter muito cuidado para não deixar que as emoções afloradas te levem a agir de forma excessiva - ficando “brigona” ou se chateando com muita facilidade.

A partir do dia 10 de abril, quando Mercúrio ingressa em Touro, as coisas se acalmam internamente e também do lado de fora. A influência deste signo faz com que as pessoas sintam mais vontade de harmonizar seus relacionamentos, o que também acontece devido ao trânsito de Vênus por Peixes.

Além disso, a presença do seu regente no signo de Touro faz com que as geminianas tenham mais foco nas finanças. É importante desacelerar e colocar os pés no chão, para perceber alguns hábitos ou manias que estejam sendo prejudiciais - para o trabalho ou para a vida pessoal.

Apesar da vontade de se conectar com o outro, que é evidenciada pela presença de Vênus, Marte, Júpiter e Netuno em Peixes ao longo deste mês, esse signo forma uma quadratura com Gêmeos. Esse aspecto desarmônico pode fazer com que você se sinta um pouco impaciente, achando que as pessoas estão muito sensíveis e carentes.


Câncer

O primeiro dia de abril é marcado pela Lua nova em Áries, o que indica que o começo do mês será muito movimentado. Você se sente mais animada e sente mais vontade de conviver com as pessoas com quem se relaciona, mas, de forma contraditória, a impaciência e a irritabilidade podem gerar discussões.

Apesar disso, será um bom momento no trabalho, principalmente para fazer planos práticos e iniciar novos projetos - que vão se desenrolar pelos próximos seis meses. No dia 6, a Lua (sua regente) fica crescente em Câncer, despertando sua sensibilidade e intuição de forma única.

Essa fase lunar faz com que você se sinta mais sonhadora, principalmente porque acontece no seu signo. Devido à Lua crescente, as cancerianas também podem ficar um pouco emotivas e saudosas, porque alguns sentimentos profundos tendem a se evidenciar durante esta semana.

No dia 16, a fase cheia da Lua acontece no signo de Libra e, em seguida, entra em Escorpião. A influência conjunta desses signos pode despertar cobranças estéticas. Sendo assim, busque inserir em sua rotina hábitos de autocuidado e não fique apenas focando naquelas características que te desagradam.

A Lua minguante em Aquário que acontece no dia 23 te ajuda a colocar em prática os combinados que você fez consigo mesma - como o de dedicar-se a hábitos importantes, ter uma conversa que você está postergando ou finalmente começar a estudar aquele assunto que te interessa.

As coisas vão ficando mais tensas com o passar do mês, devido ao eclipse que acontece no signo de Touro no dia 30. Esses fenômenos podem desencadear um período de instabilidade emocional e financeira. Sabendo disso, aproveite as primeiras semanas de abril para cortar gastos e cuidar do seu equilíbrio psicológico.


Leão

As leoninas são regidas pelo Sol, que começa o mês transitando pelo signo de Áries. Neste momento, as energias arianas são amplificadas pela Lua nova que acontece logo no dia primeiro de abril. Toda essa energia de um signo de fogo (assim como Touro), faz com que você se sinta mais animada e determinada.

Por esse motivo, você pode aproveitar esse momento para ter novas experiências que possam ser divertidas. No trabalho, a forte influência do Sol em Áries faz com que você “desenrole” as coisas, mas a vontade de ter resultados rápidos pode acabar trazendo problemas.

Além disso, a influência de Peixes também será notável durante as próximas semanas, devido a entrada de Vênus (05/04) e de Marte (15/04) neste signo. Apesar de a sensibilidade pisciana fazer com que você se sinta mais vulnerável, ela também tem o potencial de aproximar, conciliar e criar conexões verdadeiras dentro dos relacionamentos.

Sendo assim, o mês de abril pode ser marcado por muita empatia, carinho e paciência; ou por muitas discussões por motivos “bobos” - você escolhe! Analise a forma como vai você agir no ambiente em que está, e a maneira como irá re-agir ao que acontece com você.


Virgem

As virginianas são regidas por Mercúrio, que estará em Áries durante o começo de abril e tende a evidenciar seu lado mais “estressadinha”. Esse posicionamento indica que as primeiras semanas serão muito movimentadas, cheias de compromissos (pessoais e profissionais). Será um momento propício para tirar as ideias do papel com coragem e determinação.

As vibrações mais altas do signo de Áries faz com que você se sinta mais motivada, mas será preciso ter muito cuidado para não deixar que as emoções afloradas te levem a agir de forma excessiva - ficando “brigona” ou se chateando com muita facilidade. Essas são características arianas que podem trazer confusões nesse momento.

No dia 10 de abril o seu regente ingressa em Touro (signo de terra, assim como Virgem), fazendo com que as coisas se acalmem internamente e também do lado de fora. A influência taurina faz com que as pessoas sintam mais vontade de harmonizar seus relacionamentos, o que também acontece devido ao trânsito de Vênus por Peixes.

Porém, como Peixes é o signo oposto à Virgem, você tende a sentir dificuldade para lidar com toda a sensibilidade que vem à tona neste momento. É preciso ter cuidado para não levar tudo para o lado pessoal, e também para não invalidar o sentimento do outro.

Além disso, a presença de Marte em Touro durante a maior parte de abril faz com esse tenha mais foco nas finanças. É importante desacelerar e colocar os pés no chão, para perceber alguns hábitos destrutivos que estão te fazendo “jogar dinheiro fora”. Essa reflexão é muito importante, principalmente porque o eclipse que acontece neste signo no final do mês pode despertar um período de instabilidade financeira.


Libra

Em abril, o seu planeta regente, que é Vênus, estará transitando por Aquário nos primeiros dias do mês - posicionamento que forma uma quadratura com o seu Sol natal. Isso significa que você estará mais propensa a iniciar discussões por motivos que nem são tão importantes assim - afinal, já temos muita coisa para ocupar a mente em nosso dia a dia.

Neste momento, o que lhe parecer injusto ou desagradável se torna mais nítido - como se não fosse mais possível ignorar aqueles pequenos incômodos nos relacionamentos ou em situações cotidianas. Por isso, você pode sentir a necessidade de se posicionar e até mesmo de renovar contratos - ou seja, reavaliar os combinados que existem em suas relações.

Esse comportamento tende a afetar os relacionamentos pessoais e profissionais, mas é especialmente importante ter cuidado no trabalho, afinal não podemos deixar as emoções tomarem conta neste ambiente.

As coisas tendem a se amenizar internamente e você passa a enxergar o outro com mais empatia a partir da segunda semana do mês. A partir do dia 6, Vênus estará transitando por Peixes, o que indica um bom momento no amor. Aproveite para fazer dates mais caseiros (como um jantar ou filme e pipoca) ou simplesmente curtir programas com a sua família.

No dia 10 de abril Mercúrio ingressa em Touro, o que indica um bom momento no trabalho, para tentar colocar as coisas em ordem e resolver pendências de forma mais prática. No dia 19 o Sol entra em Touro e você se sente mais confiante - mas a autoconfiança se dela pelo reconhecimento das suas qualidades e habilidades, e não pela exaltação delas (o que faz com que você seja “convencida”).

Esse sentimento é perigoso em razão da influência do eclipse que acontece em Touro no penúltimo dia do mês. Esse fenômeno pode trazer instabilidade financeira e emocional, mexendo com seus relacionamentos e com sua zona de conforto profissional. É importante ficar mais introspectiva e cuidar de si mesma.


Escorpião

As nativas de Escorpião são regidas, principalmente, por Plutão. Porém, como este é o planeta mais distante da Terra, o seu trânsito é muito lento e a passagem para outro signo demora mais de 30 anos. Por isso, as energias de Capricórnio (onde se encontra seu Plutão atualmente) são muito sentidas em sua vida durante esse (grande) período.

Por isso, neste momento, os assuntos de família e a imagem que os outros têm sobre você (o seu status social) são assuntos que ocupam sua mente e causam preocupações no momento. Isso se torna ainda mais evidente no mês de abril, já que a sua sensibilidade estará aflorada (e você tende a se importar “demais”).

Na Astrologia, Marte é considerado o segundo regente de Escorpião - ou seja, o trânsito deste astro é o que mais afeta as escorpianas, depois das energias despertadas pelo posicionamento de Plutão. Sendo assim, Marte (que está Aquário desde março), faz com que você se sinta incomodada de uma forma mais profunda com aquilo que considera injusto ou incorreto, nos primeiros dias de abril.

Porém, a partir do dia 15 de abril esse cenário começa a mudar, porque, você tende a mudar o jeito de abordar e de reagir às pessoas. Isso acontece porque Marte entra em Peixes (signo de água assim como Escorpião. Neste momento, a vontade de criar conexões profundas indica um bom momento para se aproximar de quem ama.


Sagitário

Durante o mês de abril, as sagitarianas continuam sendo muito impactadas pela presença de Júpiter (seu planeta regente) em Peixes. Esse astro está se aproximando de Netuno, que já se encontra neste signo há algum tempo (devido ao seu trânsito lento).

O encontro entre esses dois planetas desperta muita intensidade e um pouco mais de seriedade em relação ao seu humor habitual. Essa seriedade não é simplesmente sobre ficar menos sorridente, mas sim sobre o tom melancólico que é despertado pelo excesso de energia pisciana. Além de Júpiter e Netuno em Peixes, Vênus e Marte também ingressam neste signo nos dias 5 e 15 de abril respectivamente. Todo esse alinhamento planetário faz com que você se sinta um pouco confusa, mas é possível que você se surpreenda com sua sorte durante os próximos dias.

Apesar da tendência de ficar mais aberta emocionalmente, tanto para se expressar quanto para tentar entender o outro, as próximas semanas podem ser marcadas por algumas discussões intensas. Isso acontece porque a presença do Sol em Áries até o dia 19 faz com que você perca um pouco o “filtro” sobre aquilo que está te magoando - tenha cuidado para que a franqueza não se torne arrogância ou vitimismo.                                                                                                  

Capricórnio

No dia primeiro de abril o Sol se encontra com a Lua, marcando o início da fase nova do ciclo lunar. Como esses dois astros fazem com que as energias de Áries sejam mais notáveis, você precisará tomar cuidado com a forma que se expressa - porque a impaciente e a falta de tato características deste signo pode trazer problemas para você.

A influência ariana e o trânsito de Netuno, Júpiter, Vênus e Marte por Peixes durante o mês de abril é quase uma receita do desastre para as capricornianas. Isso acontece porque Áries e Peixes despertam sentimentos e pensamentos intensos, emotivos e acelerados.

A forma de ver o mundo com mais sensibilidade é uma característica da influência pisciana que é desafiadora para você. Com as emoções afloradas, você pode acabar se irritando com muita facilidade, por levar tudo para o lado pessoal.

Por outro lado, é possível aproveitar as vibrações mais altas desses dois signos. Enquanto Peixes pode despertar um clima mais carinhoso e harmonioso entre você e as pessoas com quem se relaciona, a influência de Áries te desafia a sair da zona de conforto e a agir com mais coragem e autoconfiança.

No dia 19 de abril o Sol entrará em Touro, onde já estava Mercúrio. A influência de um signo de terra, assim como o seu, te ajuda a se sentir mais conectado consigo mesmo e a agir com mais natural - ainda que o seu natural seja um pouco sério e exigente.

Por esse motivo, as energias taurinas tendem a trazer benefícios para você. Porém, devido ao eclipse que acontece no fim do mês (mas que já pode ser sentido durante as semanas anteriores) a sua vida profissional e financeira pode ser desestabilizada - tenha cuidado para não deixar que isso afete completamente a sua saúde emocional.


Aquário

O mês de abril se inicia com o trânsito de Vênus e Marte em Aquário, o que evidencia o seu senso revolucionário e “rebelde”. Tudo aquilo que te fizer sentir insatisfeita de alguma forma não irá “passar batido”, o que é importante para o amadurecimento das relações afetivas - mas tudo depende da forma que você abordará os assuntos.

Além disso, a presença do Sol em Áries e a Lua nova que acontece neste signo no dia primeiro de abril faz com que seu lado mais agressivo venha à tona. Por isso, você estará mais propensa a iniciar discussões por motivos que poderiam ser relevados, para conservar sua própria energia emocional.

Outro trânsito lunar importante para as aquarianas neste mês é a Lua minguante em Aquário, que acontece no dia 23 e te ajuda a colocar em prática os combinados que você fez consigo mesma, cumprindo aquelas tarefas que são necessárias para o seu próprio desenvolvimento - físico, psicológico, espiritual e emocional.

As coisas vão ficando mais tensas com o passar do mês, devido ao eclipse que acontece no signo em Touro no dia 30. Esse posicionamento forma uma quadratura com o seu Sol natal e tende a desencadear um período de instabilidade emocional e financeira. Sabendo disso, aproveite a primeira quinzena de abril para analisar seus gastos e cuidar do seu equilíbrio psicológico.


Peixes

Durante o mês de abril, as piscinas continuam sendo muito impactadas pela presença de muitos planetas em Peixes. A aproximação entre Júpiter e Netuno, que já se encontra neste signo há algum tempo (devido ao seu trânsito lento) pode fazer com que você fantasie demais algumas situações e acabe se decepcionando no meio do caminho.

Além disso, Vênus e Marte também ingressam ne em Peixes nos dias 5 e 15 de abril respectivamente. Todo esse alinhamento planetário faz com que você se sinta um pouco confusa, mas é possível que você se surpreenda com sua sorte durante os próximos dias.

No dia 6, a Lua fica crescente em Câncer (signo de água assim como Peixes), despertando sua sensibilidade e intuição de forma única. Essa fase lunar faz com que você se sinta mais sonhadora, além de deixar as piscianas um pouco emotivas e saudosas, porque alguns sentimentos mais profundos tendem a se evidenciar durante os próximos dias.

No dia 19, quando o Sol ingressa no signo de Touro, você será direcionada a “acordar pra vida”, colocar os pés no chão e fazer planos mais práticos - que condizem com a sua realidade atual e com aquela que você deseja construir. Esta semana será benéfica para  resolver pendências no trabalho de forma assertiva.

Porém, no fim do mês o eclipse que acontece no signo de Touro faz com que você se sinta confuso. Esse fenômeno também pode trazer algo do passado que ficou mal resolvido, o que pode ser um relacionamento ou até mesmo questões burocráticas - como algum imposto ou cobrança que você deixou passar.

Por afetar a vida profissional e financeira, esse eclipse pode trazer desafios e também prejuízos. Dessa forma, é importante começar o mês com mais foco e planejamento, buscando cortar gastos indesejados. Outra dica para abril é perceber que as coisas não giram ao seu redor - o vitimismo é evidenciado pode te levar a pensar o contrário.

 

 Astrocentro

 www.astrocentro.com.br

 

A Teoria da Mente e o autismo

Como a fase do desenvolvimento lança uma luz no funcionamento da psique de crianças autistas 

 

Antes de pensar em comprar o primeiro tablet versão infantil para a sua criança de três anos, é fundamental ter consciência do quanto as brincadeiras de faz-de-conta são imprescindíveis para o desenvolvimento do ser humano. A brincadeira de faz-de-conta é a atividade principal e predominante na infância. Ser capaz de fazer uma coisa significar outra é uma das maiores realizações da criança pequena. Nesse tipo de brincadeira, a criança finge ser outra coisa ou cria um mundo de fantasia.

É através do brincar com a imaginação, onde um canudo de papelão vira um foguete na corrida com o amiguinho, ou travesseirinhos arremessados são uma guerra de nuvens entre irmãos, que a criança exercita a habilidade de fazer suposições precisas sobre o que os outros pensam ou sentem, ou que ajuda a prever o que farão. Essa habilidade está relacionada ao que a psicologia chama de Teoria da Mente (ToM). Adquirir essa habilidade é fundamental para nossa inserção social, para estabelecer, manter e ter êxito nas relações sociais.

O termo Teoria da Mente está relacionado com a metarrepresentação, isto é, a representação de estados mentais de fundamental importância para o desenvolvimento linguístico. Ela pode ser investigada por meio de tarefas de falsa-crença, que exigem a compreensão de situações nas quais se tem um problema que é visto sob diferentes perspectivas: a perspectiva do indivíduo que está enfrentando o problema, e a do espectador, que está vendo a situação de fora.

As tarefas de Teoria da Mente de primeira ordem exigem a compreensão de que "uma pessoa pensa algo", enquanto as de segunda ordem exigem a compreensão de que "uma pessoa pensa que outra pessoa pensa algo".

A relação da brincadeira de faz-de-conta com o desenvolvimento da Teoria da Mente de crianças pequenas também tem sido objeto de um número significativo de estudos. Pesquisadores observaram que crianças que brincam de faz-de-conta em suas casas, com mães e irmãos, apresentam uma melhor compreensão das falsas crenças.

O que aos olhos dos leigos parece ser um funcionamento de difícil compreensão, na psique das crianças com desenvolvimento típico, ocorre naturalmente entre os três e seis anos de idade. Contudo, as crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) podem desenvolver essa habilidade de forma mais lenta e distinta.

O TEA se caracteriza por prejuízos severos na interação social e na comunicação e por ausência de atividades imaginativas, substituídas por comportamentos repetitivos e estereotipados. Por isso, ao observarmos uma criança autista, temos a sensação de que ela vive ensimesmada. E de fato vive, ao não conseguir interagir com o outro. O que envolve a Teoria da Mente e a Linguagem.

Não por acaso, as principais dificuldades que indivíduos com TEA podem enfrentar devido ao desenvolvimento tardio da Teoria da Mente são a capacidade de entender sentimentos e pensamentos alheios, entender que os outros esperam que seu comportamento mude dependendo de onde ou com quem estão, prever o que as pessoas podem fazer em seguida, interpretar diversos gestos ou expressões faciais, entender como seu comportamento pode irritar terceiros, compreender regras sociais e por fim expressar as próprias emoções adequadamente.

A Teoria da Mente entende que as principais características autistas resultam da falha nas capacidades de metarrepresentação, tornando impossível a compreensão dos estados mentais alheios.

Pesquisadores nesse campo sustentam que pensamentos, emoções e intenções já são expressos e compreendidos nas condutas explícitas, permitindo a sintonia mútua que funda a sociabilidade humana. Desta forma, no caso do autismo, antes da instalação de prejuízos na metarrepresentação, haveria distúrbios precoces na dimensão sensório-motora, interferindo nos processos de intersubjetividade primária e secundária.

E como esse processo ocorreria em crianças autistas? Como seria possível identificar esse déficit? Nelas, o déficit na construção da Teoria da Mente apareceria na escassez de jogos de faz-de-conta e na dificuldade em usar e entender termos associados a estados mentais.

  

Helen Mavichian - psicoterapeuta especializada em crianças e adolescentes e Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. É graduada em Psicologia, com especialização em Psicopedagogia. Pesquisadora do Laboratório de Neurociência Cognitiva e Social, da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Possui experiência na área de Psicologia, com ênfase em neuropsicologia e avaliação de leitura e escrita.

 

O mal-estar na escola

 “Precisamos amar para não adoecer”, disse o célebre Sigmund Freud. Muito antes da realidade contemporânea, com telas por todos os lados e a rotina corrida da grande maioria da população, Freud já alertava sobre uma das dimensões mais importantes da vida humana: a preservação da saúde mental por meio do afeto.

Trocar abraços, sorrisos e experiências, conversar, brincar, rir com outras pessoas, todas essas interações com outras pessoas nos ajudam a ser mais felizes. Mas estar emocionalmente saudável é muito mais que desenvolver relacionamentos saudáveis. Por se tratar de um conceito muito amplo, quase um século depois de Freud, a saúde mental segue sendo uma questão complexa, especialmente entre crianças e jovens. Essa amplitude dificulta a prevenção, o diagnóstico e o tratamento e, por conseguinte, mantém o estigma e amplia o sofrimento psíquico.

Contribuir para uma mudança drástica nesse cenário também é papel da escola. O levantamento internacional "Boas práticas de saúde mental em escolas: um olhar para oito países" mostra, ao longo de muitas páginas, as lições e propostas que escolas de várias partes do mundo trazem para lidar com esse assunto em tempos de pandemia.

O fechamento das escolas por tanto tempo, consequência direta da covid-19, impôs a milhões de estudantes riscos à saúde física e mental, além de insegurança alimentar, falta de proteção contra a violência doméstica e afastamento das atividades escolares. Confinados em suas casas, crianças e jovens se viram, de repente, longe do afeto, do convívio social e das possibilidades de interação. Drama parecido viveram os professores, que precisaram produzir e entregar suas aulas mesmo em condições precárias de infraestrutura e conhecimento tecnológico. Além da distância do contato humano, esses profissionais tiveram de lidar com inúmeros problemas técnicos e de infraestrutura.

Promover o bem-estar, nesse contexto, é tarefa ainda mais dura. Como intervir e socorrer essas crianças e jovens antes que eles adoeçam? Como acolher os medos e as frustrações dos professores em sua atividade profissional, evitando o desdobramento em síndromes de tratamento mais complexo? Responder a essas perguntas foi o grande desafio de escolas públicas e privadas, do Canadá à Nigéria, do Brasil ao Reino Unido.

De repente, a saúde mental precisou passar a ser a pauta prioritária também quando o assunto é educação. Isso exige uma arquitetura de trabalho que inclua alternativas de promoção, prevenção, tratamento e recuperação para quem vive, aprende e trabalha nesse ambiente que é, por natureza, humanizador. Mas cuidar do emocional dos estudantes requer um passo para além dos muros da escola.

Além de estudantes e professores, é imprescindível incluir toda a comunidade escolar nessas iniciativas. Entre os fatores de sucesso para projetos de saúde mental em escolas são destaque: amparo legal, orçamento direcionado, investimento em comunicação e combate ao estigma, equipe dedicada, formação dos envolvidos, material estruturado, integração com o currículo, diagnóstico e intervenção precoce, processos claros de avaliação e envolvimento da comunidade, expandindo para um diálogo intersetorial. Ninguém imaginou que seria simples, não é mesmo? 

No Brasil, instituições de ensino já vislumbravam alguns desses aspectos antes mesmo da pandemia. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê as competências socioemocionais como um componente fundamental do ensino formal, da Educação Infantil ao Ensino Médio. Trabalhar com essas competências é parte importante do sistema de suporte para a saúde mental de estudantes e professores, com propostas de atividades curriculares que envolvam o autoconhecimento, a autorregulação, as habilidades de relacionamento, a consciência social e a tomada de decisão responsável de maneira estruturada e contínua.

Parece pouco, mas é um bom começo quando se sabe que um fator determinante da saúde mental é a aquisição de capacidades que assegurem o bem-estar no enfrentamento dos desafios da vida. Se precisamos amar para não adoecer, como sugeriu Freud, o carinho com o bem-estar emocional do outro deve ser nosso ponto de partida.

 

 

Acedriana Vicente Vogel - diretora pedagógica do Sistema Positivo de Ensino

 

Dia Nacional de Combate ao Bullying (07/04)

Saiba reconhecer os sinais de quem pratica e quem sofre bullying  

 

Apesar das inúmeras campanhas de conscientização, o bullying segue sendo um tema que merece a nossa atenção. Uma pesquisa realizada pela Microsoft, em 2020, em 32 países, incluindo o Brasil, aponta que 43% dos entrevistados estiveram envolvidos em incidentes de bullying na internet, conhecido como cyberbullying. Por sua vez, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2019, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística com 188 mil estudantes com idades entre 13 e 17 anos, aponta que um em cada 10 adolescentes já se sentiu ameaçado, ofendido e humilhado em redes sociais ou aplicativos. Além disso, 23% dos estudantes afirmaram ter sido vítimas de bullying em ambiente escolar. Os motivos? Aparência do corpo (16,5%), aparência do rosto (11,6%) e cor ou raça (4,6%). 

 

Além de seguir com as campanhas de conscientização e de abordar o assunto com as crianças e os adolescentes, entendo que é importante que pais e responsáveis estejam 100% atentos ao comportamento dos seus filhos. A forma como eles agem pode nos dizer muitas coisas, entre elas, demonstrar se eles estão sendo autores ou vítimas de bullying. Esse é um dos melhores meios para identificar se uma criança sofre com zombarias, ridicularizações, humilhações e outro tipo de violência emocional. 

 

Normalmente, a criança que sofre bullying sai da escola infeliz, cabisbaixa e sempre responde positivamente quando questionada se “está tudo bem”. No geral, ela fica mais calada, contida, se torna agressiva ou mais introvertida. Claro, isso depende da personalidade de cada criança. Outro meio de detectar o sofrimento por bullying são os choros por motivos banais ou brigas em casa, sem motivos aparentes. A tendência é de que a criança ou adolescente se isole e agrida as pessoas que mais gosta como forma de se “vingar” em terceiros, já que não consegue fazê-lo na escola ou com os “amigos” que estão praticando o bullying com ele. 

  

É importante ressaltar que o bullying não acontece em atos isolados. Eles são praticados constantemente. Para quem é alvo, fica como um martelo batendo e sendo repetido na cabeça, o que impede a concentração, pois a criança fica o tempo todo pensando no que escuta, vive ou sente. 

  

O assunto precisa ser tratado com seriedade pelos pais e responsáveis. É interessante que encarem as situações juntos, sem pressionar os filhos a reagir ou fazer com que eles se sintam pior minimizando a situação. Incentive-os a falar sobre o assunto, sobre como se sente, quem são estas pessoas que estão fazendo isto com ele. Além disso, é essencial elevar a autoestima destas crianças e, se perceberem que o caso é ainda mais sério, procurar a escola e pedir ajuda. Neste momento, é relevante pedir discrição para lidar com o assunto, pois expor o menor não irá ajudar. Ao contrário, apenas irá incentivar os colegas a aumentar a prática. Em paralelo, vale buscar a ajuda de um profissional mais experiente na área, como um psicólogo. 

  

O cuidado em relação ao bullying também é essencial no caso de quem o pratica. Preste atenção se a criança está sempre feliz, pois humilhar o outro dá um certo prazer ao agressor. Observe também se há pressa para chegar cedo na escola. Em casa, observe se ele gosta de estar isolado, com aparelhos eletrônicos nas mãos, conversando com outros amigos online para tramar o que irão fazer no dia seguinte. Monitore as conversas dos filhos com os amigos e, sempre que puderem, procure a escola para relatar o que estão observando em casa. A criança que pratica bullying nutre um tipo de felicidade e sarcasmo ao mesmo tempo. Em alguns casos, eles ficam até mais criativos e, para enganar os adultos, se mostram muito próximos, se fazem de amigos dos colegas com os quais praticam o bullying. 

  

Aliás, é papel dos pais orientar as crianças e adolescentes, impor limites e, principalmente, verificar quem são seus colegas. Aproximar as famílias e solicitar a ajuda da escola e de um psicólogo, quando identificar que o filho pratica ou sofre bullying é imprescindível, pois nestes casos, sofre quem é vítima, mas sofre também quem o pratica, porque seu prazer vem apenas do menosprezo e da vergonha que causa no outro e é claro que esta criança e/ou adolescente não está saudável. Existe um buraco emocional que o impede de ser feliz de outra maneira, que não o deixa perceber como é difícil ser humilhado. Assim, ele também está passando por uma situação de desconforto e estas sensações devem ser tratadas com paciência. Em paralelo, é importante mostrar a essa criança ou adolescente que existe um outro universo, falar de valores, deixá-los sentir como pode ser bom ser feliz sem a necessidade de ofender, humilhar, denegrir a imagem do outro. 

  

Além disso, recomendo atenção ao uso da internet. Criança precisa ser monitorada e orientada, pois ainda não tem maturidade para o uso das tecnologias. Manter uma senha de acesso no computador é primordial. Com os adolescentes, o cuidado deve ser redobrado. Na Deep Web, por exemplo, eles encontram jogos inapropriados, pornografia, venda de drogas, armas e tudo que pode influenciar o caráter de maneira negativa. Não os deixem solitários com suas máquinas, com muito tempo ocioso. Se possível, matriculem seus filhos em cursos extracurriculares para que tenham o dia e mente ocupados. Curso de línguas, judô, futebol, aula de música ou dança, explorem o que eles mais gostarem. 

 

A participação familiar e a proximidade dos pais são extremamente importantes. A maneira como se educa uma criança será essencial para a saúde emocional de cada uma no futuro. 

  

Sueli Bravi Conte - educadora, psicopedagoga, mestre em Neurociência, diretora e mantenedora do Colégio Renovação, instituição de ensino com mais de 35 anos de atividades e que atua da Educação Infantil ao Ensino Médio.


Pilates: saiba os benefícios da prática no dia a dia


Prática que vem aumentando a cada dia seus adeptos, o pilates está se tornando cada vez mais popular entre diversos públicos, como idosos, atletas, dançarinos ou pessoas em reabilitação. Segundo levantamento da fabricante de equipamentos Metalife, realizado em 2019, estima-se que existam pelo menos 40 mil estúdios de pilates no Brasil. 

Considerado como uma prática física e mental, o pilates trabalha o fortalecimento muscular e flexibilidade ao mesmo tempo, trazendo diversos benefícios à saúde do praticante. Para Júlio César Nunes, Coordenador Técnico da AYO Fitness Club, a atividade serve como exercício físico, mas também como terapia e fisioterapia. 

“O pilates traz maior flexibilidade ao corpo, fazendo com que exercícios do dia a dia fiquem mais práticos, como amarrar os sapatos ou vestir uma calça. Os alunos conseguem ver com pouco tempo também melhoras de dor nas costas, aumento de força e até redução de estresse diário, por focar na concentração e respiração na hora dos movimentos”, explica Júlio César. 

Os exercícios feitos durante uma aula de pilates auxiliam especificamente as necessidades de diversos públicos diferentes. Para os idosos, por exemplo, melhora o equilíbrio e previne quedas. Para as gestantes, a prática fortalece os músculos do core e do assoalho pélvico, responsáveis pela sustentação da coluna e da barriga durante a gestação. 

Aos que gostam de correr, o pilates estimula movimentos globais do corpo, tornando a caminhada algo mais simples e melhor executada. Outro benefício indireto é o aumento do prazer na hora do sexo. “Como o pilates trabalha bastante a musculatura do assoalho pélvico, as mulheres tendem a ter mais prazer na relação sexual”, pontua o coordenador técnico da AYO. 

 

Adequações

Dependendo do público, os exercícios podem sofrer variações, como por exemplo para crianças ou pessoas em reabilitações de lesões. “Nos casos das lesões na coluna, os médicos estão indicando o pilates, pois fortalece o core e melhora consideravelmente a postura do aluno, pois faz com que as curvas da coluna sejam respeitadas”, afirma Júlio César. 

 

Mat Pilates

Outra adequação do pilates é o Mat Pilates. O diferencial da modalidade é a não utilização de equipamentos (no máximo acessórios). Os exercícios são realizados em mat’s (tapetes no chão), e os praticantes se utilizam apenas o peso do corpo. No Mat Pilates - ou Pilates Solo - os músculos são trabalhados duplamente, pois são alongados e tonificados nos mesmos exercícios, trazendo benefícios como melhora do sono e alívio de dores. 

O mat pilates é uma das modalidades que vão estar disponíveis na nova unidade da AYO, na Beira-Mar, que já está em fase final de obras e tem previsão para inauguração em maio.

  

Acompanhamento

Como toda atividade física, é imprescindível o acompanhamento de um profissional capacitado durante as sessões e exercícios. No Brasil, é permitido que fisioterapeutas, educadores físicos e bailarinos deem aulas. Para prática com objetivo de reabilitação de lesão, o ideal é que seja feito com um fisioterapeuta.


Crises de ansiedade e depressão são gatilhos importantes que impactam no controle da asma


É inquestionável que emoções e sentimentos afetem a saúde. Nas últimas décadas, intensificaram-se estudos e pesquisas sobre sua influência no organismo, levando-se em conta as manifestações físicas e o desenvolvimento de doenças . 

Para os pacientes com asma, emoções fortes são gatilhos importantes. Quando sentem raiva, medo, excitação ou quando gargalham, gritam e choram, sua respiração muda e o processo de inspirar e expirar se acelera, podendo desencadear uma crise de asma.

“Parece piada de mau gosto, mas a risada é um gatilho muito comum que pode provocar uma crise. Isso ocorre devido a um mecanismo semelhante ao que acontece quando se pratica exercícios aeróbicos: a troca do ar em grandes volumes e com maior velocidade não dá tempo suficiente para esse ar entrar pelo nariz, ser umidificado e aquecido antes de chegar aos pulmões”, explicou Dr. Ciro Kirchenchtejn, mestre em Pneumologia pela EPM-UNIFESP e doutorando da Pós-Graduação de Medicina Translacional da UNIFESP. 

O grande responsável, nesse caso, é a mudança no padrão respiratório da pessoa, como descrito acima, causando os sintomas típicos da asma: aperto no peito, falta de ar, tosse, chiado no peito, tensão dos músculos do pescoço e do peito, respiração rápida e alterações na frequência cardíaca . 

Asma é uma condição crônica dos pulmões que envolve inflamação e hiperatividade das vias aéreas. Com muitos sintomas e apresentações, a enfermidade pode ser desencadeada por mudanças climáticas, infecções virais, alergias sazonais, limpeza/trabalho doméstico e emoções fortes. 

“É importante esclarecer que tanto emoções positivas como negativas podem provocar o espasmo dos brônquios quando acontecem repentinamente, o que chamamos de emoções fortes. Esse gatilho pode desencadear uma crise mesmo anos após o paciente estar livre delas, ou seja, se ele for surpreendido por uma emoção imprevista e impactante, como um luto”, explicou Dr. Ciro Kirchenchtejn.

 

Ainda de acordo com o especialista, 43% das pessoas com a doença afirmam que o estresse pode ser um gatilho e, para elas, é de vital importância saber como controlar a condição. “Também sabemos que a depressão, os ataques de pânico e o luto estão ligados aos sintomas da asma, mas esses podem ser controlados à medida que o paciente conhece seu histórico”. 

A relação direta entre asma grave e transtornos psiquiátricos 

Estudos recentes indicam que a ansiedade e a depressão estão mais associadas a pacientes com asma grave do que em pessoas consideradas saudáveis. Portadores desta doença pulmonar apresentam prevalências de 30% de ansiedade e de 10 % de depressão. 

Os transtornos psiquiátricos interferem na qualidade de vida de qualquer pessoa, mas amplificam a vulnerabilidade, o medo e a insegurança para quem tem asma. A aflição de uma crise de ansiedade pode gerar a sensação de falta de ar, às vezes de difícil diferenciação se é só psicológica ou se está relacionada com a doença pulmonar. Por outro lado, situações comuns em pacientes com asma grave, como o abuso de medicações como corticoides sistêmicos e internações hospitalares de urgência prejudicam suas atividades simples do dia a dia e acabam se tornando fatores que intensificam os problemas da saúde mental. 

Tratar comorbidades, caso dos transtornos psiquiátricos, é uma das etapas fundamentais no controle da asma grave. É importante aderir ao tratamento adequado para a saúde mental e considerá-lo auxiliar para a manutenção de uma vida mais equilibrada, já que a presença de ansiedade e depressão exerce forte influência no controle da doença pulmonar. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a estimativa é de 300 milhões de pessoas convivendo com asma globalmente e é provável que até 2025 mais 100 milhões sejam afetados . A asma é considerada grave quando, apesar da utilização de altas doses de duas ou três medicações de controle associadas, ainda persistam sintomas, crises e limitações no dia a dia, criando dificuldades para os pacientes em seu cotidiano.

 

Tristeza ou Depressão? Fique Atento ao Sinais

A depressão, também chamada de Transtorno Depressivo Maior (TDM) é um problema grave que pode ser fatal e afeta mais de 11,5 milhões de brasileiros, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

A tristeza é algo que todo mundo experimentará um dia. É uma condição humana e perfeitamente normal. É a forma que nosso cérebro reage aos momentos mais difíceis das nossas vidas. Não há problema em sentir-se triste. O problema é permanecer no profundo desânimo. A tristeza, nesse caso, ganha um nome: Depressão! 

O TDM é um distúrbio sério e você precisa dar atenção para ele. Quando uma pessoa é diagnosticada com depressão, tem toda a sua vida interrompida. Não há mais vontade de relacionar-se, até mesmo com a própria família. Em alguns casos, o desejo de morte se concretiza em tentativas de suicídio. 

Madalena Feliciano, hipnoterapeuta e especialista em comportamento humano, conta que o problema traz sintomas como: insônia ou excesso de sono, isolamento, mudanças de humor, falta de interesse, tristeza persistente e, em casos extremos, pensamentos suicidas. 

“O depressivo que procura tratamento já dá o maior passo em direção à sua melhora. Nunca se pode dispensar o diagnóstico e acompanhamento psicológico e psiquiátrico, porém, a hipnoterapia é uma boa opção, pois não trata apenas a doença no momento que se encontra e sim a causa.” Explica Madalena. 

Não há uma única causa conhecida para a depressão, existem pessoas que indicam pré-disposição hereditária ou biológica, assim como aqueles que acabam desenvolvendo a doença por algum acontecimento específico. 

A grande maioria dos casos de depressão parece ser geneticamente transmitida e quimicamente produzida. A discussão se a depressão é psicológica ou biológica é igual à questão se qualquer doença é biológica ou psicológica. Por exemplo, uma úlcera duodenal é psicológica ou biológica? Estamos certos de que existem fatores biológicos e psicológicos em todas as doenças humanas. Em algumas, o fator biológico é determinante e os psicológicos, consequência.

“Partindo do pensamento que a pessoa adquiriu a depressão em determinado momento, pois não nasceu com ela, pode haver um motivo para que tenha acontecido”, relata Madalena Feliciano. 

Por mais que a pessoa não saiba qual é a razão, o subconsciente grava cada memória de nossas vidas. Através da hipnoterapia, é possível descobrir, identificar e interferir no que está causando essa mudança mental. 

“Uma nova interpretação daquela memória que pode ter sido traumática traz também sentimentos diferentes para como o depressivo vê a vida agora”, explica Madalena. 

A depressão, se não tratada corretamente, pode perdurar por muito tempo, com sério prejuízo à vida da pessoa: trabalho, família e lazer ficam muito comprometidos. “Por isso é imprescindível um tratamento para intervir e reduzir a duração e a intensidade dos sintomas do episódio atual e, principalmente, para prevenir uma “recaída”.” alerta a hipnoterapeuta. 

“Viver com depressão, buscando suportá-la todos os dias não é algo fácil, e não é algo que se encontra dentro de nosso controle interno, porém é possível superar a depressão, contanto que você procure auxílio adequado e eficiente. Ter sua própria mente de volta, é algo que toda pessoa precisa e merece, assim como viver com qualidade.” finaliza Madalena Feliciano.

 

Madalena Feliciano - Empresária, CEO de três empresas, Outliers Careers, IPCoaching e MF Terapias, consultora executiva de carreira e terapeuta, atua como coach de líderes e de equipes e com orientação profissional há mais de 20 anos, sendo especialista em gestão de carreira e desenvolvimento humano. Estudou Terapias Alternativas e MBA em Hipnoterapia. Já concedeu entrevistas para diversos programas de televisão abordando os temas de carreira, empregabilidade, coaching, perfil comportamental, postura profissional, hipnoterapia e outros temas relacionados com o mundo corporativo. Mater Coach, Master em PNL e Hipnoterapeuta, Madalena realiza atendimentos personalizados para: Fobias, depressão, ansiedade, medos, gagueira, pânico, anorexia, entre muitos outros.


Desenvolva o pensamento crítico nas crianças e terá pessoas preparadas para os desafios da vida adulta

Especialista em educação ressalta que pensar de forma criteriosa troca os preconceitos por flexibilidade e compreensão das diferenças 


O pensamento crítico, uma das habilidades mais valorizadas pelas empresas/mercado de trabalho, pode e deve ser desenvolvida desde cedo nas crianças. A competência, que pode impactar positivamente no futuro dos pequenos, envolve uma série de capacidades e atitudes, que atuam em conjunto para abordar situações e informações de maneira racional. 

Como forma de ajudar no desenvolvimento dos estudantes, o pensamento crítico passou a fazer parte da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O documento define a importância de exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções com base nos conhecimentos das diferentes áreas.

Ela define o conjunto de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, e é referência nacional para formulação dos currículos das escolas.

“A criança que compreende o que é pensamento crítico e como utilizá-lo, tem vontade de se aprofundar nos conteúdos e querer saber mais. Aprende a questionar e a partir daí formar as próprias opiniões”, diz Cristhiane Amorim, pedagoga com pós-graduação em neurociência educação e desenvolvimento infantil e especialista em educação do Kumon.

O pensamento crítico envolve uma série de capacidades e atitudes, que atuam em conjunto para abordar situações e informações de maneira racional. Entre elas, a argumentação, que significa usar fatos, dados, estudos, opiniões, problemas e possíveis soluções para convencer uma pessoa sobre determinado ponto de vista. Um bom argumento indica que seu ponto de vista é construído sobre uma base sólida e racional, levando outra pessoa a seguir determinada linha de raciocínio e finalmente concordar com ela.

“Outra importante capacidade desenvolvida é a curiosidade, que pode ser definida como a vontade de saber mais ou experimentar ou vivenciar algo novo, conhecer o desconhecido, buscar respostas. A curiosidade leva a muitas perguntas e questionamentos sobre as coisas serem como são, o que propicia o surgimento de novos pontos de vista e soluções inovadoras”, completa Cristhiane.

Confira alguns pontos listados pela pedagoga para ajudar o seu filho a desenvolver o pensamento crítico:

·      Passeios educativos - entrar em contato com novidades é outra maneira de enriquecer o repertório. Informações são os ingredientes do raciocínio para chegar a soluções originais.

·      Incentivo à argumentação – faça debates com a criança, questionando algo que ela disse e ajudando-a a encontrar argumentos para explicar suas ideias.

·      Conversar com pessoas diferentes - deste debate podem surgir novas ideias e soluções que seguramente vão enriquecer o raciocínio crítico dele.

·      Pergunte os motivos dos problemas - mais que incentivar os estudos, procure mostrar para a criança que esta é uma oportunidade de ganhar conhecimento e ampliar sempre seu repertório.

O Kumon é um método de estudo japonês criado em 1958 pelo professor Toru Kumon. O ensino privilegia o desenvolvimento da autonomia do aluno nos estudos, de forma que ele aprenda de acordo com o seu ritmo. O material didático é autoinstrutivo e dividido em estágios, fazendo com que a complexidade aumente gradualmente. Porém, o aluno só avança para o próximo conteúdo quando consegue assimilar o que é proposto.

O método desenvolve a habilidade acadêmica e outras mais, como: autodidatismo, concentração, capacidade de leitura, raciocínio lógico, independência, hábito de estudo, responsabilidade e autoconfiança. O Kumon oferece aulas de matemática, português (para nativos), inglês e japonês, para crianças de todas as idades.


Influência do Bullying e da violência no desenvolvimento escolar

 

No dia 07 de abril comemoramos o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à violência na escola. A vida escolar é um período de desenvolvimento psicológico, intelectual e físico de crianças e adolescente, carregado de nuances e emoções. É nesta fase que as alterações de comportamento, corpo e também de personalidade se acentuam e marcam a vida destes indivíduos. Eles estão se descobrindo e se percebendo enquanto ser humano que, possui medos, dúvidas, sentimentos, emoções afloradas e desejos reprimidos. 

Se considerarmos que a escola traz o aprendizado, o ensino e pode potencializar as relações interpessoais, podendo moldar o caráter, o respeito, a empatia e até alimentar as construções benéficas ou não, destas relações; podemos assim entender que o ambiente escolar é de suma importância no conjunto de aplicações psicológicas do ser humano. 

Trazendo todas essas questões para a avaliação da influência do bullying e da violência no desenvolvimento de nossos jovens e crianças, podemos entender que, por ser um conjunto de atos de violência física e psicológica, de forma intencional e contínua, trazem sim grandes impactos na trajetória destes. Deixando claro que, o Bullying pode ser configurado tanto como agressão física e verbal, quanto psicológica, atentando para a integridade de quem o sofre.

Esse comportamento agressivo pode surgir de diversas maneiras. Muitas vezes o que pode parecer apenas um tipo de brincadeira, tem uma conotação camuflada da agressiva velada, através de atitudes graves que divergem da inocência, trazendo para essas crianças e adolescentes sérias consequências. 

Sim, se perguntarem se o bullying afeta a saúde mental do indivíduo? A resposta é sim, afeta e traz deficiências para a vida de uma forma geral. Os seus efeitos podem ser curtos ou de longo prazo, diretos ou indiretos. O psicológico do afetado fica abalado e podemos observar que a criança ou o jovem que sofre o bullying pode apresentar sintomas de insônia, reações psicossomáticas, medo, angústia, insegurança, dificuldade de interação com o outro, déficit de atenção e, nos casos mais graves, pode apresentar sintomas depressivos de alta grandeza, desencadeando transtorno de ansiedade generalizada, transtorno do pânico e, até levar ao suicídio. 

Não existe uma forma melhor de acabar com esta prática grave do bullying que não seja pela conscientização, correção e também pela prevenção. Fazer com que nossos jovens e crianças percebam que podem estar sofrendo essas agressões e que devem sim, denunciar e falar com seus professores, diretores e pais. Através deste cuidado e de muita orientação aos nossos jovens poderemos ver inibida essa violência.

Somada a união, educação, formação adequada do caráter e da personalidade deste ser humano, certamente, veremos um cenário melhor e mais propício a boas práticas de convivência e de relações interpessoais saudáveis e menos carregadas de perversidade e falta de empatia.

Pois, o que podemos perceber é que nossos estudantes sofrem sim, consequências gravíssimas em seu desenvolvimento se negligenciarmos a proteção e até a punição para os casos em que o bullying está presente, afetando assim a saúde mental e física de nossas crianças.

 

 

Dra. Andréa Ladislau - Doutora em Psicanálise e Psicopedagoga, membro da Academia Fluminense de Letras --cadeira de número 15 de Ciências Sociais; administradora hospitalar e gestão em saúde (AIEC/Estácio); pós-graduada em Psicopedagogia e Inclusão Social (Facei); professora na graduação em Psicanálise; embaixadora e diplomata In The World Academy of Human Sciences US Ambassador In Niterói; membro do Conselho de Comissão de Ética e Acompanhamento Profissional do Instituto Miesperanza; professora associada no Instituto Universitário de Pesquisa em Psicanálise da Universidade Católica de Sanctae Mariae do Congo; professora associada do Departamento de Psicanálise du Saint Peter and Saint Paul Lutheran Institute au Canada, situado em souhaites; graduada em Letras - Português e Inglês pela PUC de Belo Horizonte.

Games online se tornaram os melhores companheiros do home office

Segundo pesquisa "Consumo Online no Brasil", realizada pelo PayPal, 9 em cada 10 brasileiros e brasileiras compraram videogames para passar o tempo em casa durante a pandemia.

 

Os games online e videogames se tornaram os melhores companheiros de quem trocou o escritório pelo trabalho em casa - 90,1% dos brasileiros que compraram jogos online de forma eletrônica no último ano afirmaram que isso ajudou a passar o tempo em casa, sozinho ou com a família.

Para se ter ideia do que o novo normal significou para o setor, basta dizer que 56% dos brasileiros compraram jogos de forma online em 2021 – crescimento de mais de 7 pontos percentuais quando comparado com o cenário pré-pandemia. 

A principal razão para isso foi a necessidade de criar um ambiente mais lúdico em casa – para adultos e crianças, que passaram a conviver quase que 24 horas por dia. Aliás, 84% dos brasileiros afirmam que só não compraram mais games online no período por falta de dinheiro. São dados da pesquisa Consumo Online no Brasil*, realizada pela Edelman sob encomenda do PayPal, líder global em pagamentos eletrônicos, em sua vertical de jogos.

O estudo conversou com 1.000 compradores online no final de 2021 que fizeram pelo menos duas compras nas categorias de gastos diários nos 30 dias que antecederam as entrevistas. Destes, 314 responderam sobre a vertical de games – todos na faixa entre os 18 e os 44 anos de idade.

O PayPal descobriu que os consumidores gostam da experiência de fazer compras cotidianas de forma online, e consideram a tarefa fácil e prática. Para 84,7% dos entrevistados, pagar de forma eletrônica por games é uma experiência muito mais satisfatória do que em lojas físicas. E 78% deles afirmam que o ato já faz parte do dia a dia da família.

“A vertical de games é uma das que mais se beneficiam das carteiras digitais, até pela questão da faixa etária ser mais jovem e estar mais familiarizada com essa opção de pagamento”, explica Leonardo Sertã, Head de Desenvolvimento de Mercados do PayPal para a América Latina. “Cerca de 42,5% dos entrevistados pelo PayPal usam e-wallets para comprar videogames ou games online, principalmente por causa da comodidade e da segurança desse tipo de plataforma eletrônica.”

Segundo o estudo, os consumidores se preocupam com a segurança de suas compras online, independentemente do serviço, produto ou canal em que compram. Nesse contexto, a segurança e as garantias contra fraudes aparecem como principais vantagens do uso das carteiras digitais, como o PayPal.

A seguir, os destaques da pesquisa Consumo Online no Brasil, na vertical de games online e videogames.

  • De acordo com a pesquisa, 82,8% dos entrevistados afirmam que o uso de métodos eletrônicos para comprar (ou pagar por) jogos online aumentou durante a pandemia. E 9 entre 10 deles adquiriram games no período pagando de forma eletrônica.
  • Antes de a crise sanitária começar, em março de 2020, cerca de 50% dos brasileiros compradores online recorrentes pagavam por jogos online ou videogames diariamente, semanalmente ou quinzenalmente; já durante os 20 meses de pandemia que se seguiram, esse índice bateu os 57%. Deste universo de pesquisados, 89,5% dizem que vão se manter fiéis a essa forma de consumo.
  • 84,7% gostariam de ter mais dinheiro para comprar jogos online ou videogames.


Meios de pagamento.

  • Os cartões de crédito são o principal meio de pagamento online de jogos (79,3%) – índice que não sofre alteração de gênero. Em seguida vêm os cartões de débito (43,6%), preferidos pelos homens (45,1%). Em terceiro lugar, bem próximas, aparecem as carteiras digitais (com 42,4%).
  • Segundo o estudo, quem usa carteiras digitais para pagar por games online tende a fazer isso com mais frequência (85% dos casos). Nesta vertical, a porcentagem de homens e mulheres que compram online usando carteira digital sempre ou quase sempre é praticamente a mesma (em torno de 84,5%).
  • 78% dizem que a compra de games online já faz parte de seu dia a dia.
  • 91,4% dos entrevistados preferem pagar online por games porque esse método permite acompanhar melhor os gastos diários e semanais.
  • 69,1% estão preocupados com a segurança dos pagamentos online nesta vertical – índice que cai para menos de 35% quando o pagamento é realizado via carteira digital.


Boa experiência e futuro. 

  • 92% dos brasileiros e brasileiras gostam da experiência de pagar online por jogos.
  • 90,1% afirmam que comprar jogos online de forma eletrônica ajuda a passar o tempo em casa (sozinhos ou com a família).
  • A pesquisa destaca também que brasileiros e brasileiras têm a intenção de incluir, nos próximos cinco anos, ainda mais produtos e serviços em seu cotidiano de compras online ou via app – como água e luz, entretenimento e educação. Entre as tecnologias mais citadas neste futuro próximo estão as carteiras digitais e os QR Codes.  


Alguns dados globais da pesquisa “Consumo Online no Brasil”
(que compreendem os dados de todas as verticais pesquisadas)

Antes de a crise sanitária começar, em março de 2020, cerca de 35% dos brasileiros entrevistados faziam compras online diariamente ou semanalmente; já durante os 20 meses de pandemia, esse índice bateu em 57%; e os entrevistados pelo estudo acreditam que esse cenário não deve sofrer alterações no pós-pandemia. Cerca de 55% dos brasileiros dizem que continuarão comprando online quando a vida voltar ao normal – isso significa que passaremos a viver um “normal” diferente do “normal” que conhecíamos.

Os achados revelam ainda que a maioria dos brasileiros e das brasileiras compra e paga online sempre que pode (84,5%), considera essa forma de pagamento fácil (98,3%), gosta da experiência (98,8%), acha que ela permite um maior controle de despesas (89,9%), se considera especialista na arte de comprar via internet (68,2%) e costuma planejar suas compras online (87,6%).

A pesquisa foi dividida em verticais, para melhor entender o cotidiano de compras online dos brasileiros. Em primeiro lugar na lista ficou “Alimentos e restaurantes”, com 87,9% dos entrevistados afirmando fazer compras online desse tipo; “Supermercados e farmácias” aparecem em segundo, com 72% de aderência; seguidos por “Entretenimento” (64,6%); “Transporte e mobilidade urbana”, com 56,2%; “Combustível” (34,3%); e “Games online”, com 31,4%.

O dados iniciais da pesquisa “Consumo Online no Brasil” foram divulgados em novembro e estão disponíveis aqui. Os dados da vertical de delivery de comida (publicada em dezembro) podem ser conferidos aqui. E os dados da vertical de mobilidade urbana (publicada em janeiro) podem ser vistos aqui.

 

 

(*) a pesquisa “Consumo Online no Brasil ouviu 1.000 pessoas (todas compradoras online) entre 18 e 55 anos em todas as regiões do País e de todas as classes sociais


Separação com filhos: como trabalhar uma nova configuração familiar sem traumas



Quando um casal com filhos decide tomar rumos diferentes na vida conjugal, existem questões que vão além da decisão de ambos. Normalmente, esses contrapontos estão ligados aos filhos, que agora precisam entender, assimilar e aceitar essa mudança. 

Mas o que de fato representa essa mudança na cabeça deles? Se será algo positivo ou negativo dependerá muito da maturidade do casal em saber administrar e comunicar com sinceridade e empatia essa mudança. Se questões como mal-estar e ressentimentos ainda tiverem muito latentes na esfera do casal, será necessário um tempo de entendimento dessas emoções e a criação de um espaço de humildade para o perdão, pois a felicidade dos pais reflete diretamente na saúde emocional dos filhos. 

Quando ouço no meu consultório a frase “terminou porque não deu certo”, abro um espaço para a reflexão deste meu paciente para que ele entenda que possivelmente deu certo sim, até o momento em que não foi mais possível continuar naquela relação. É preciso aceitar que coisas boas foram vividas e podem se tornar boas lembranças no futuro, com gratidão. 

E o filho deste casal é fruto dessa certeza de que algo muito genuíno existiu ali. Por isso, existem alguns pontos importantes e algumas “armadilhas emocionais” nessa separação que precisam de uma certa atenção:

  • Evite falar com a criança sobre questões como, brigas, traição, etc, porque isso diz respeito às questões intimas do casal e não da família.
  • Nunca colocar o filho como substituto do pai ou da mãe que foram embora. Frases como “meu companheiro”, “agora ele é o homem da casa”, “meu parceirinho” não é positivo para o entendimento da criança nesse novo lugar que ela vai precisar se encontrar.
  • Também não atribuir ao filho a responsabilidade de confidente ou conselheiro. Isso tira a criança do papel dela de ser criança. Não torne seu filho um adulto para entender suas questões emocionais.
  • Não trate seu filho como um aliado, marcando territórios, boicotando, por exemplo, a nova namorada do pai, tampouco servindo de mensageiro entre as relações. O filho certamente ama pai e mãe, portanto, é necessário respeitar essa imparcialidade.
  • Nunca culpe a criança pela separação. Isso é algo muito comum e ao mesmo tempo perigoso quando acontece nas separações de casal.
  • Manter a rotina nas duas casas, evitando desequilíbrios financeiros. Se uma criança tem muitos brinquedos em uma casa, certamente na outra ela terá conflitos se o mesmo cenário não se repetir. Portanto, cuidado com as configurações dos novos lares. É necessário um equilíbrio para evitar o desconforto emocional em ambos os contextos.
  • Manter as crianças perto dos avós, independente da separação. O carinho deles é fundamental para a segurança emocional dos netos.

Em alguns casos de separação observo questões como agressividade e regressão. Quando isso acontece, certamente, é por uma confusão nos sentimentos dessa criança, que pode estar ressentida e não saber expressar isso de outra forma. Elas fantasiam e acreditam que o pai ou a mãe, por exemplo, vão sumir a qualquer momento e não voltar mais. Acontece casos em que a criança regride no desempenho escolar por conflitos emocionais internos. Portanto, é necessário ficar atento ao comportamento dessa criança no pós-relacionamento e trabalhar com acolhimento, carinho, segurança e empatia. Mostrar que ele pode se sentir seguro, ainda que em uma relação de separação do casal e tratar o tema com muito diálogo, sem repreender ou oprimir os sentimentos. 

Questionamentos por parte dos filhos também são muito comuns nessa fase da separação. Uma maneira interessante para ajudar a criança a entender é devolver esse mesmo questionamento com outra pergunta para ela de forma que consiga extrair a percepção que ali está. Ao ouvir “Mãe, o que está acontecendo? ”, você responder “Filha, o que você acha que está acontecendo? ”. Nesse momento, você consegue contar para a criança a situação no nível em que ela consegue compreender.

 

E a nova configuração familiar? Como aceitar o novo contexto? 

Primeiramente, é necessário que a maturidade do casal esteja em um nível satisfatório. Isso para evitar fazer o chamado “inferno” na vida um do outro. Isso pode interferir de forma drástica na condição emocional dos filhos, trazendo traumas irreversíveis. Lembre-se sempre de que esse filho é 50% de cada um, ou seja, uma mistura dos dois. Então, é preciso honrar a relação que existiu entre esse casal e preservar o fruto desse amor que também existiu um dia. 

A concepção dessa nova família precisa ser aceita como uma extensão boa e não como um fardo. Se o ex tiver uma namorada que seu filho adora, pense nisso de forma positiva. Afinal, é melhor uma pessoa que trate bem o seu filho do que uma que crie conflitos. Acredite sempre na felicidade e no lado positivo das coisas. Respire fundo e vida que segue!

  

Cilene Dantas - Psicóloga Clínica (CRP 06/76083), especialista em atendimento de pais, desenvolvimento do potencial humano e saúde mental, professora no Instituto Sede Sapientiae e palestrante.

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Segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), até 2030, a participação feminina no mercado de trabalho brasileiro deve crescer. O estudo estima que daqui a 11 anos, 64,3% das mulheres consideradas em idade ativa, com 17 a 70 anos, estarão empregadas ou buscando trabalho. No início dos anos 1990, essa parcela era menor (56,1%). De acordo com a Pesquisa Pnad Contínua, do IBGE, mudanças culturais, a conquista de direitos e um maior investimento em educação pelas mulheres explicam o movimento. 

Com isso, muitas mulheres com bebês e crianças pequenas precisam tomar uma difícil decisão: com quem deixar os filhos? Algumas preferem deixar com os avós, outras com babás, e há quem opte pela escola infantil. E é nessa fase que se inicia o “desgrude” da criança, o que nem sempre é fácil. Para o filho, a mãe representa nutrição, proteção, conforto, amor e carinho. Portanto, neste período de “afastamento”, é normal a criança sentir falta da mãe, ter medo e mudar o comportamento.

 

Como deixar seu filho mais seguro 

A mãe pode ir preparando a criança desde cedo, mostrando que outras pessoas também são capazes de cuidar dela. Deixe-a mais tempo com os avós ou com os padrinhos, e aproveite para passear um pouco, se cuidar, sair com os amigos e até ter um momento a sós com o marido. 

Com o tempo, a criança vai perceber que a mãe se ausenta, mas volta, e será benéfico para todos. De acordo com Stella Azulay, CEO da Escola de Pais XD, Educadora Parental pela Positive Discipline Association e especialista em Análise de Perfil e Neurociência Comportamental; ao sair, sempre se despeça e explique que vai voltar. Se você for embora sem falar com seu filho, ele não entenderá, e isso pode gerar insegurança e perda de confiança. 

“Mesmo que seja um bebê, converse com ele. Diga que precisa ir trabalhar ou fazer alguma coisa na rua, mas que irá retornar. Quando deixar a criança na escola ou com outra pessoa, não demonstre tristeza ou angústia. Qualquer sentimento que você tiver irá transmitir ao seu filho. Portanto, seja firme. Diga que o ama, que ele ficará bem e que mais tarde irá buscá-lo”, orienta a especialista. 

Uma dica importante para estimular a independência da criança é fazer com que ela valorize o seu próprio espaço. “Deixe claro que ela tem a sua cama, o seu quarto e os seus objetos. Concessões podem ser feitas, como dormir uma noite ou outra com os pais. Mas é fundamental que ela já comece a ter noções de discernimento e entenda que certas coisas não podem ser feitas sempre que ela tiver vontade”.   

Outra boa dica, segundo Stella Azulay, é incentivar a realização de tarefas que ela já possa fazer sozinha, como escovar os dentes, se vestir e tomar banho. Peça ajuda em funções que sejam apropriadas à idade dela, seja arrumando a mesa, guardando os brinquedos, regando as plantas, dando comida ao cachorro, entre outras. Isso ajudará no seu desenvolvimento. Para Stella, a criança muita ociosa tende a demandar mais a atenção dos pais, além de se tornar preguiçosa. 

“Se ela estiver com receio de realizar alguma tarefa, primeiro entenda a razão deste medo e a encoraje a enfrentar a situação. É importante que a criança já saiba que virão outros medos ao longo da vida, mas que ela esteja preparada para encará-los e tentar superar”. 

 

Por que o excesso de zelo é prejudicial? 

Segundo Stella Azulay, crianças criadas com excesso de zelo podem ter ainda mais dificuldade de se adaptarem à ausência da mãe. 

“Vale dizer que excesso de zelo é quando a mãe dá tudo o que o filho quer, tem dificuldade de dizer ‘não’ e de impor limites à criança. O carinho e a atenção dos pais são fundamentais, mas a falta de limites torna a criança mimada, insegura e irresponsável. Os filhos precisam entender, desde a infância, até onde podem ir, e que as cobranças fazem parte da vida”. 

De acordo com a educadora, é na fase pré-escolar (2 a 6 anos) que a criança começa a explorar mais o mundo, e sente curiosidade em descobrir coisas novas, o que faz com que ela possa assumir riscos. Esses riscos devem ser supervisionados, mas permitidos, desde que não envolva situação de risco real. 

“Isso é importante para que a criança tenha iniciativa e independência. Se cada vez que ela ouvir ‘deixa que eu faço’, ‘você não vai conseguir fazer sozinho’, ‘você é pequeno demais’; sua capacidade de evoluir e de ter interesse por novas descobertas será totalmente inibida”, explica Stella Azulay. 

Com o tempo, isso pode levar a criança a ser mais tímida, mais medrosa e achar que as coisas só darão certo se a mãe estiver por perto. Stella afirma que, muitas vezes, a mãe não percebe essa dependência que ela mesma criou. 

“A criança também não tem a percepção de que está muito dependente. Pelo contrário. Ela não tem desafios e obstáculos, o que torna sua vida uma zona de conforto. Essa é a hora de fazer uma reflexão: será que o excesso de proteção não está prejudicando o amadurecimento e a independência do meu filho? Sim, está, e esta forma de educar trará consequências frustrantes em sua vida adulta, tanto na questão pessoal como profissional. Obviamente, os primeiros passos para cortar essa dependência exacerbada devem ser dados pelos adultos”. 

Em suma, qualquer excesso não é saudável, tanto a falta de zelo como o excesso dele. “Lembre-se: se você estimular a independência de seu filho, estará fazendo dele um adulto seguro, responsável e capaz de resolver seus próprios problemas com maturidade e clareza”, finaliza Stella Azulay.


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