Pesquisar no Blog

quarta-feira, 9 de junho de 2021

Psicóloga Maria Rafart fala sobre o "linchamento virtual"

Freud, em seu texto “Psicologia das Massas”, estuda o comportamento humano quando está em grupo. Como nos casos de torcidas em estádios, por exemplo, chega um momento em que o “eu” de cada pessoa se anula, e esta pessoa passa a se comportar como a massa. As quebradeiras nos estádios que o digam. É como se houvesse uma espécie de anulação da própria vontade a serviço de algo bem maior, e alguém que nunca quebraria nada em sua casa de repente está colocando abaixo as grades de proteção do estádio.

Vamos imaginar o linchamento de um atropelador que fugiu. Uma vez em poder da multidão, ele pode ser trucidado. ... Talvez, se cada um dos linchadores estivesse atuando em separado, nenhum deles agrediria fisicamente o fujão.
A internet é palco de muitos linchamentos virtuais. Um internauta apoia o outro e juntos formam um movimento compacto. Os linchamentos de internet são chamados de “cancelamentos”, mas na realidade funcionam como se fossem a mesma massa que Freud estudou lá em 1921 (há exatos 100 anos!).

O caso de Whinderson Nunes é emblemático: ele foi considerado pela “massa de internautas” vítima de uma suposta traição da ex Luísa Sonza com Vitão. Mesmo que recentemente ele tenha afirmado que “eu que terminei e não foi por traição”, a galera ainda cai em cima dela.


E numa correlação maldosa, nesta semana ela foi considerada “culpada” pela morte do filho prematuro do comediante. Novamente o tribunal da internet pressionou a agora frágil Luísa, ameaçando-a de várias formas.


O medo é uma emoção protetiva, e é justo que todos tenhamos medo para nos proteger. Quando o medo é constante, passa a ser um sério elemento estressor, e ele pode causar o que se chama popularmente de “estafa”, ou Síndrome de Burnout, que é uma espécie de curto-circuito emocional. A sensação de fragilidade aumenta perigosamente, a ansiedade pode se tornar generalizada e pode originar ataques de pânico. Numa escalada, a ansiedade pode criar uma pessoa retraída e com várias fobias.


O recolhimento de Luísa Sonza e seu afastamento das redes sociais (ela que, como artista, precisa das redes profissionalmente), sinaliza um evento psicológico desta dimensão. Certamente ela será atendida por profissionais da psicologia e da psiquiatria, e poderá reagir. Mesmo assim, podem restar sequelas a serem tratadas a longo prazo, como temor constante da opinião alheia e uma necessidade crescente de aprovação de terceiros.

 

 

Maria Rafart

ROTINA DE ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA E EXERCÍCIOS TRAZEM MAIS QUALIDADE DE VIDA

A desventura de muitas pessoas não conseguirem atingir o peso ideal, ou seguir uma dieta nutricional balanceada vai muito além de doenças, falta de tempo ou episódios relativos a isso. Atualmente a parcela da população que busca atendimento especializado para iniciar alguma dieta nova, ou para começar a prática de exercícios é menor que deveria.

Pressupõe-se que ao menos 37% da população das capitais brasileiras façam 150 minutos de atividade física semanal, mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), dividido nos sete dias da semana, com duração aproximada de 22 minutos diários.

Conseguimos elencar motivos para que esse desinteresse na prática de exercícios físicos aconteça com os brasileiros, e um deles se deve ao desânimo advindo das diversas tentativas frustradas que muitos experimentam ao iniciar uma rotina na alimentação e nos treinamentos, e por não encontrar resultados imediatos, desistem e se entregam a falta de disciplina relacionada ao tema.

Como é o caso de Eduardo Oliveira, que já havia tentado sozinho, mas só atingiu o resultado almejado após procurar por ajuda. “Eu sempre pratiquei exercícios, porém, minha alimentação nunca foi boa, sempre faltou algo a mais, um cuidado integrado com a minha saúde. Percebi que precisava de ajuda quando comecei a me lesionar frequentemente, a mais grave delas foi no final do ano passado, onde machuquei 2 músculos de 3 possíveis,” alegou.

O entendimento adequado de que para alcançar suas metas contra o excesso de peso, era crucial aliar os exercícios físicos com a dieta, contando com a ajuda de um profissional, contribuiu para que ele continuasse a realizar práticas saudáveis em associação.

Contar com o apoio de um especialista, é poder desfrutar do auxílio de alguém que irá estudar, reconhecer e respeitar as suas limitações, e o que o seu corpo de fato precisa para estar alinhado, no qual a sua alimentação supra as necessidades da sua estatura, para realizar todos as atividades físicas propostas, demonstrando resultados reais.

“Acho que existem dois benefícios principais em contar com um local integrado, ter no mesmo espaço o médico do esporte que acompanha meu rendimento e me ajuda a definir como chegaremos nos resultados que eu desejo, e também o nutricionista que conduz minha alimentação e faz alterações para que a dieta não se torne algo ruim e difícil, mas seja algo normal e prazeroso, além de conseguir fazer exames e avaliações que indicam se estou no caminho certo,” explicou Eduardo.

O Instituto Costa Aguiar oferece esse trabalho unindo medicina integrada associada ao bem-estar e a qualidade de vida, para alcançar uma longevidade saudável. 

“O conceito do Instituto é fundido com o meu estilo de vida que sempre esteve ligado ao esporte, à saúde e a uma alimentação saudável. Percorremos várias áreas, como a medicina do esporte, a nutrologia, a nutrição e a atividade física. Nosso conceito é esse, poder proporcionar uma vida saudável, longeva e da melhor maneira possível,” afirma Rodrigo Costa Aguiar, fundador do Instituto Costa Aguiar.


Combate à Covid-19: Pesquisa revela que 89% dos profissionais de saúde da linha de frente estão psicologicamente cansados

Lidar com situações desgastantes, falta de equipamentos e materiais de trabalho e o medo da transmissão têm contribuído para o esgotamento mental dos profissionais de saúde que atuam no combate à Covid-19

 

Estudo conduzido pela PEBMED, healthtech de conteúdo para médicos da Afya Educacional, maior grupo de faculdades de medicina do Brasil, aponta que 89% dos profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à Covid-19 estão psicologicamente cansados. Esse dado foi extraído da pesquisa Pandemia na Linha de Frente, que avaliou as principais dificuldades enfrentadas pelos profissionais da saúde que atuam no combate à Covid-19. Entre os dias 29 de março e 05 de abril, foram ouvidos 4.398 profissionais da saúde de todo o Brasil, sendo que 2.239 afirmaram atuar na linha de frente. Dos profissionais que atuam na linha de frente, 1.013 são médicos, 668 são enfermeiros e 558 são técnicos de enfermagem.

O levantamento também aponta que os profissionais de linha de frente têm enfrentado dificuldades com disponibilidade de equipamentos, insumos e mão de obra. Dos profissionais ouvidos pela pesquisa, 70,8% relataram alguma indisponibilidade de leitos de UTI, 56,6% afirmam que, em algum grau, faltam respiradores mecânicos e 67,5% relatam que faltam profissionais suficientes para atender à demanda.

Segundo Eduardo Moura, co-fundador da PEBMED, muitos profissionais têm se sentido esgotados tanto mental como fisicamente. "Os dados levantados nessa pesquisa mostram como os profissionais da saúde têm se sacrificado para atender os pacientes com Covid-19, atuando de forma heroica em situações em que faltam leitos de UTI, equipamentos e mão de obra. Esse sacrifício tem resultado em uma situação de extremo desgaste psicológico e físico para os profissionais da linha de frente", relata.

A pesquisa Pandemia na Linha de Frente também avaliou o medo dos profissionais da linha de frente com a infecção e transmissão do novo coronavírus. O levantamento aponta que, dos profissionais da linha de frente que já foram diagnosticados positivos para a Covid-19 (41,7%), 87,9% têm medo de se reinfectar. Entre os que ainda não tiveram diagnóstico confirmado para o novo coronavírus (58,3%), 86,1% têm medo de se infectar. O medo de levar o vírus da Covid-19 para dentro de casa é alto: 97,2% dos respondentes afirmam temer infectar familiares com a doença.

Em julho de 2020, a PEBMED divulgou pesquisa Burnout durante a pandemia avaliou a ocorrência do problema entre os profissionais de saúde e identificou fatores que contribuem ou atenuam a situação, mostrando a exaustão dos trabalhadores de saúde durante a pandemia. Após 9 meses dessa primeira pesquisa, os profissionais continuam se sentindo desamparados psicologicamente. "Uma das perguntas que fizemos na pesquisa sobre a Pandemia na Linha de Frente, aponta que 53,7% dos profissionais discordam que se sentem amparados psicologicamente em seus ambientes de trabalho, se comparado com o ano passado", ressalta Moura.


Perfil dos profissionais da linha de frente ouvidos pela pesquisa (base: 2.239)

· Homens: 30,6%

· Mulheres: 69,4%

· Média de idade: 37,5 anos

· Atuação:

o 44,4% em emergência ou pronto atendimento

o 26,5% em ambulatório (atendimento eletivo)

o 23,1% em unidade de internação/enfermaria

o 23,1% em unidade de terapia intensiva (UTI/CTI)

o 6% em transporte de pacientes (ambulância)

o 4,9% em serviços de apoio (imagem, diagnóstico etc.)

· 70,7% atuam no sistema público de saúde

· 29,3% atuam no sistema privado de saúde

· Distribuição geográfica:

o Sul: 15,3%

o Sudeste: 50,5%

o Centro-Oeste: 8%

o Norte: 7,1%

o Nordeste: 19,5%


Metodologia

A pesquisa Pandemia na Linha de Frente foi conduzido pela PEBMED por meio de um estudo transversal, com autoavaliação dos profissionais de saúde e avaliação de seus respectivos ambientes de trabalho. A coleta de informações ocorreu por meio de um questionário online entre os dias 29 de março de 2021 e 05 de abril de 2021. No total, 4.398 profissionais de saúde aceitaram participar, sendo que 2.239 afirmaram atuar na linha de frente do combate à Covid-19. Entre esse grupo, 1.013 são médicos, 668 são enfermeiros e 558 são técnicos de enfermagem. Os dados levantados a partir das respostas dos profissionais que atuam na linha de frente do combate à Covid-19 (base: 2.239) tem grau de confiança de 95% e erro amostral de 2 pontos percentuais.

 


AFYA EDUCACIONAL

https://www.afya.com.br/ e https://ir.afya.com.br/


Dia Mundial do Doador de Sangue (14/06): com aumento nos acidentes de trânsito, transfusões de sangue são mais necessárias



Doação de sangue é essencial para atendimento de trauma em hospitais
Créditos: Envato

Motociclistas são principais vítimas em mais da metade dos acidentes em Curitiba neste ano; bancos de sangue reforçam a importância da doação nesse momento


Mais da metade dos acidentes de trânsito na capital paranaense, em 2021, envolveu motociclistas. De acordo com o estudo do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), no primeiro quadrimestre de 2021, houve 1.426 acidentes em Curitiba, sendo que 745 envolveram motociclistas. Outro dado preocupante é o aumento no número de mortes nesse tipo de ocorrência. Nos quatro primeiros meses do ano passado, foram cinco mortes em acidentes envolvendo motocicletas, motonetas e ciclomotores. Em 2021, esse número passou para treze mortos e outras 629 pessoas ficaram feridas. Um dos motivos para esses números pode estar no aumento da circulação de motociclistas fazendo entregas durante o isolamento social.

Esse cenário também foi percebido pelas equipes do Hospital Universitário Cajuru, que é referência em traumas e atende grande parte das vítimas de acidentes de trânsito em Curitiba e região. O  coordenador médico do hospital, José Rodriguez, confirma que os principais casos atendidos são de acidentes envolvendo motociclistas e explica que são muitos detalhes no atendimento a esse tipo de trauma. “Os acidentes de moto contam com variáveis que precisam ser analisadas. Nesse sentido, quem faz o primeiro atendimento deve avaliar o cenário do trauma como um todo, pois com esse processo é possível ganhar tempo, identificar as lesões e realizar o procedimento adequado o quanto antes. No caso dos motociclistas, os principais traumas são de crânio encefálico e traumas de membros como fraturas, amputações ou perda permanente dos movimentos, além dos traumas internos”, reforça o médico. 

E com o aumento no atendimento a acidentes, a necessidade de bons estoques de sangue também cresce. O gerente médico do Hospital Universitário Cajuru, José Augusto Ribas Fortes, destaca que a doação de sangue é um ato imprescindível para ajudar muitas vidas. “A cada doação, uma pessoa doa em torno de 450 ml de sangue, o que pode auxiliar até quatro pacientes”, afirma. O médico também esclarece sobre a segurança no ato de doar. “Com a pandemia da Covid-19, muitas pessoas ficaram com medo de manter a rotina de doações, porém todos os materiais utilizados são descartáveis e os profissionais são preparados para receber os doadores com muito cuidado, dentro dos protocolos do combate ao coronavírus”, conta. 


Requisitos

A doação de sangue é um gesto voluntário e há alguns requisitos estabelecidos pelo Ministério da Saúde para doar. Entre eles, ter idade entre 16 e 69 anos, sendo que os menores de idade devem ser acompanhados de responsáveis legais e os idosos entre 60 e 69 anos só podem doar se forem doadores frequentes. Também é necessário pesar no mínimo 51kg; estar bem alimentado, evitando alimentos gordurosos; ter dormido seis horas nas últimas 24 horas e apresentar um documento oficial com foto. A frequência máxima por ano é de quatro doações de sangue para o homem e de três para as mulheres. 

Outros impedimentos temporários são gripe, resfriado e febre, precisando aguardar sete dias após o desaparecimento dos sintomas. De acordo com a diretora geral do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), Liana Andrade Labres de Souza, em casos de Covid-19, é preciso verificar como foi o processo de infecção e melhora da doença. “Pessoas que contraíram  de forma leve podem doar sangue após 30 dias de cura completa. No entanto, para aqueles que contraíram de forma mais grave, com internação, intubação e uso de oxigênio, devem esperar o restabelecimento completo do organismo, o que pode levar até um ano”, afirma. Liana ainda reforça que, para aqueles que desejam realizar a doação voluntária e já contraíram Covid-19 de forma leve, é preciso informar o banco de sangue na hora de preencher o formulário de coleta. 

Devido à pandemia, é preciso agendar horário para realizar a doação. Mais informações estão disponíveis no site da Secretaria da Saúde do Paraná (www.saude.pr.gov.br).

 


Hospital Universitário Cajuru


DIA NACIONAL DA IMUNIZAÇÃO

Conheça a força do PNI e a importância da vacinação para o enfrentamento de doenças 

Experiência e estrutura do SUS ajudam o Brasil a enfrentar desafios da saúde há mais de 40 anos e são usadas hoje no combate à pandemia da Covid-19

 

Vacinas para mais de 30 doenças, 300 milhões de doses distribuídas por ano e cerca de 38 mil salas de vacinação. Esses são alguns números que mostram o tamanho e a força do Programa Nacional de Imunizações (PNI) que, há 48 anos, ajuda o Brasil a superar os desafios da saúde pública e é reconhecido mundialmente pelo sucesso no enfrentamento de doenças.

No Dia Nacional da Imunização, celebrado nesta quarta-feira (9/6), o Ministério da Saúde reforça a importância da manutenção das ações de vacinação, tanto de rotina quanto em campanhas para garantir a proteção de todos os brasileiros. São exemplos as ações da vacina Covid-19 e da gripe.

“É muito pouco provável que qualquer brasileiro, de qualquer idade, não tenha, ao longo de sua história, tomado pelo menos uma dose dessas vacinas no braço. A gente está falando de um programa que cuida e zela pela saúde pública brasileira. Falar do PNI é falar de um dos maiores patrimônios do País”, explica Arnaldo Medeiros, secretário de Vigilância em Saúde (SVS), responsável pelo programa dentro do Ministério da Saúde.


EXPERTISE E ORGANIZAÇÃO

O PNI foi instituído em 1975 (Lei nº 6.259), após uma determinação do Ministério da Saúde com base na experiência da vacinação contra a varíola na década de 60. A doença foi erradicada em razão da imunização em massa da população.

Foi a partir desse momento que a vacinação começou a ser incentivada e ampliada no Brasil por meio do PNI. O resultado? A eliminação de outras cinco doenças: poliomielite, síndrome da rubéola congênita, rubéola, tétano materno e tétano neonatal.

Isso só foi possível por conta de um sistema organizado, dividido por faixa etária, e tendo como documento oficial a famosa carteirinha de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS).

“E como saber esse calendário? É só ir no seu posto de saúde. O profissional lá da ponta sabe exatamente o período em que a vacina precisa ser tomada, a faixa etária e a posologia. Em qualquer época do ano em que o cidadão brasileiro for em um posto de saúde, ele vai ser orientado a atualizar as vacinas que estejam fora do prazo ou aquelas que estão para serem tomadas”, disse Medeiros.


COVID-19 E IMPORTÂNCIA DA VACINA

Ao mesmo tempo, desde o ano passado, a pandemia do coronavírus vem mostrando para o mundo a importância da vacinação no controle de doenças. As bases do PNI foram usadas para dar início à imunização dos brasileiros, mas com uma diferença: a distribuição das vacinas Covid-19 aos estados ocorre semanalmente, de acordo com as entregas dos laboratórios contratados.

“O processo de distribuição das vacinas Covid-19 é como de qualquer outro imunizante. O grande diferencial é que, nesse caso, distribuímos as doses de acordo com as entregas dos produtores, pactuado com estados e municípios, dentro da lógica dos grupos prioritários, que possuem maior risco ou maior exposição ao vírus”, explica o secretário Arnaldo Medeiros.

O Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO) é o documento orientador desse processo. Nele, há a descrição das vacinas usadas no momento, orientações sobre a aplicação das doses, além das estratégias para se atingir o público-alvo da campanha.

Até o momento, mais de 105 milhões de doses de vacinas Covid-19 foram distribuídas pelo Ministério da Saúde para as 27 Unidades Federativas. Somente em doses contratadas pelo Governo Federal já são mais de 600 milhões. Tudo isso para garantir a imunização de mais de 160 milhões de pessoas consideradas vacináveis até o fim de 2021.

“Tem ficado mais claro para a população brasileira que é importante se vacinar. É nesse sentido que a gente entende que a vacinação é um excelente meio de medida de saúde pública. A gente acredita fortemente que, durante ou após esse processo, haja um fortalecimento da vacinação no País”, concluiu Medeiros.



O PNI EM NÚMEROS


·         49 produtos imunobiológicos disponíveis (entre vacinas, soros, imunoglobulinas etc);

·         17 vacinas para crianças, 7 para adolescentes, 6 para adultos e idosos, e 4 para gestantes;

·         1 vacina Covid-19: Três fabricantes – (AstraZeneca/Fiocruz; Coronavac/Butantan; e Pfizer)

·         Em média, cerca de 300 milhões de doses distribuídas ao ano (sem contar o cenário da campanha da Covid-19);

·         38 mil salas de vacinação, podendo chegar a 50 mil em períodos de campanha;

·         52 Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE);

·         Rede de frio composta por 27 Centrais Estaduais, 273 Centrais Regionais e centrais municipais, responsáveis pelo armazenamento das doses;

·         Mais de 114 mil profissionais de saúde atuando nas salas de vacinação.

 


Marina Pagno
Ministério da Saúde


Junho Vermelho: Omint destaca a importância da doação de sangue em tempos de pandemia

Dra. Jaqueline Sapelli, hematologista credenciada Omint, faz alerta a respeito da redução do estoque dos bancos de sangue e explicaos principais protocolos adotados durante a pandemia

 

Neste mês, a campanha Junho Vermelho alerta para a importância da doação de sangue, especialmente durante os períodos de outono e inverno, quando os hemocentros do país costumam ficar desfalcados. O mês também é marcado pelo Dia Mundial do Doador de Sangue (14), que tem o objetivo de sensibilizar as pessoas e lembrá-las de que um gesto altruísta pode salvar muitas vidas.

De acordo com o Ministério da Saúde, a taxa de doação de sangue voluntária da população brasileira é de 1,6%, número que está dentro do índice estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar disso, em 2020, devido à pandemia de Covid-19, houve uma redução de aproximadamente 20% no número de doações, especialmente em função da diminuição da circulação de pessoas e do adoecimento de uma parcela da população.

A hematologista do Hospital A.C.Camargo e credenciada Omint, Dra. Jaqueline Sapelli, explica que a redução do estoque de sangue pode resultar no cancelamento de cirurgias e diversos tratamentos médicos. “Atualmente, todos os tipos sanguíneos estão em falta nos bancos do país, justamente por conta do cenário de pandemia, que afastou as pessoas dos centros médicos e hospitalares e vem impactando o tratamento de diversas doenças. O mais comum é que haja falta de O+ e O-, mas hoje os bancos de sangue necessitam de reposição de todos os tipos”, alerta.


Protocolos de doação de sangue durante a pandemia


Qualquer indivíduo entre 16 e 69 anos, com peso superior a 50 kg, pode se tornar doador de sangue. Menores de 18 anos precisam de consentimento formal dos responsáveis e pessoas com febre, gripe, resfriado, diarreia recente, além de grávidas e mulheres no pós-parto, não podem doar temporariamente.

Com uma única doação, é possível ajudar até quatro pessoas. Quem já contraiu o novo coronavírus pode doar 30 dias após a recuperação. Nos casos em que houver apenas contato com uma pessoa infectada pelo vírus, sem que haja desenvolvimento da doença, a doação não pode ser realizada durante um período de 14 dias.

Quem já foi vacinado contra a Covid-19, também está apto para doar sangue. “Depois de tomar cada dose da Coronavac, é possível doar sangue após 48h. Em relação às vacinas da AstraZeneca/Oxford e da Pfizer, o intervalo é de sete dias, após cada dose. Caso haja algum sintoma depois de tomar qualquer imunizante, a doação não pode ser realizada por sete dias, após o desenvolvimento do sintoma”, explica Sapelli.

A frequência das doações é diferente entre os públicos feminino e masculino: para as mulheres, são recomendadas três doações, com um intervalo de 90 dias entre cada uma, e para os homens, quatro, com uma distância de 60 dias entre as doações.


Doação de medula óssea


A pandemia também afetou as doações de medula óssea, mas o impacto foi maior na quantidade de coletas do que no número de cadastros de doadores. No Brasil, as informações a respeito de doadores ficam centralizadas no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), que é coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Todas as pessoas podem ser doadoras de medula óssea, e os requisitos são os mesmos da doação de sangue, com algumas exceções que podem ser discutidas com a equipe do centro transplantador. “A doação é um ato altruísta e é fundamental que haja segurança para o doador durante todo o processo. Se não houver esse cuidado, aliado a campanhas de mobilização, especialmente em tempos de pandemia, as pessoas continuarão com receio de sair de casa, o que acaba impactando o tratamento de muitos pacientes que precisam do transplante”, destaca a médica.

Os protocolos para doação de medula óssea também são iguais aos da doação de sangue. No caso da medula, a compatibilidade é genética e determinada por um conjunto de genes localizados no cromossomo 6, que devem ser iguais entre doador e receptor.

Para verificar a compatibilidade, é preciso realizar o exame HLA (Human Leukocyte Antigen, em ingês), responsável por codificar as proteínas de superfície que reconhecem e apresentam antígenos. Quando uma pessoa se cadastra para ser doadora, todos os fatores de compatibilidade são analisados por meio da coleta de sangue.


Dia Nacional da Imunização: benefícios das vacinas são maiores que o risco de possíveis reações

 Paciente em condição especial deve buscar informação com o médico

 

Hoje, 09 de junho, é o Dia Nacional da Imunização e o Departamento Científico de Imunizações da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) alerta para a importância de se vacinar, já que as vacinas modificaram a história natural da humanidade.

“As vacinas trouxeram impactos diretos na redução da mortalidade, principalmente nos casos de doenças infecciosas, como sarampo, varicela e coqueluche. E hoje, assistimos a importância dela diante da pandemia da covid-19”, esclarece a Dra. Lorena de Castro Diniz, Coordenadora do Departamento Científico de Imunizações da ASBAI.

A febre amarela e o sarampo são exemplos recentes de doença infecciosa que voltaram com força. São consideradas doenças muito graves, com grande chance de óbito. Agora, a atenção está voltada para a vacina contra a gripe, doença mundial, que ocorre nas estações do outono e inverno e pode levar a complicações pulmonares, como pneumonia e até óbito, principalmente em crianças e idosos.

“Vacinar-se contra a influenza evita as formas graves da gripe e contribui no diagnóstico diferencial da covid-19, já que os sintomas das duas doenças são semelhantes”, explica Dra. Lorena.


Vacinas x alergia – Algumas vacinas possuem componentes que são comuns no desencadeamento de alergias, como ovo e leite. Porém, a especialista da ASBAI explica que os benefícios da vacinação superam chances de reações graves.

“Já existem protocolos para a vacinação segura. Vacinas como tríplice viral e influenza já são liberadas sem restrições, com raras exceções para casos de extrema sensibilidade a ovo e ao leite.  Nestes casos, pode haver a indicação de vacinação fracionada ou escalonada. Para estes pacientes com extrema sensibilidade a ovo e ao leite, é indicado que a vacinação seja feita sob supervisão em serviço de saúde por uma hora após receber a vacina”, explica Dra. Lorena.

Com maior adesão nos Estados Unidos e alguns países da Europa, há um movimento anti-vacinas. No Brasil, já existem pessoas aderindo ao antivacinismo. Considerado um retrocesso pelos especialistas, uma das preocupações em relação a esse movimento é a possibilidade do retorno de algumas doenças infecciosas que estão sob controle há anos. Aliado a outros fatores, podem ocorrer surtos de doenças como o sarampo, caxumba e varicela.

A Dra. Lorena explica que as vacinas são seguras na maioria dos pacientes e eficazes em prevenir doenças infecciosas em todas as faixas etárias, da infância ao idoso. Pessoas com dúvidas ou que estejam em alguma condição especial, como imunossupressão - tratamento que diminui a imunidade - ou que sabem ser alérgicas a algum componente da vacina podem procurar o auxílio de um médico para serem vacinadas com segurança. “Na dúvida, sempre busque informação em um serviço de saúde, em especial com o médico. O importante é não deixar de se vacinar. É preciso orientar a população do benefício da vacinação, que supera os riscos de reações adversas”, alerta a especialista.

 



ASBAI - Associação Brasileira de Alergia e Imunologia 

Podcast: https://auv.short.gy/ASBAIpodcast

https://www.facebook.com/asbai.alergia

https://www.instagram.com/asbai_alergia/

https://www.youtube.com/?gl=BR&hl=pt

Twitter: @asbai_alergia

www.asbai.org.br


Inverno: reumatologista alerta para os desafios da estaç

Freepi


O frio traz complicações para os mais de 15 milhões de brasileiros que têm algum tipo de doença reumática. Especialista fala sobre o assunto e dá dicas de como enfrentar esta época do ano.


O inverno costuma ser desafiador para alguns pacientes com doenças reumáticas. Em sua maioria, essas doenças afetam o aparelho locomotor, ou seja, ossos, articulações (“juntas”), cartilagens, músculos, tendões e ligamentos. A queda de temperatura pode causar contração e rigidez na musculatura e isso traz dor e desconforto para esses pacientes.

De acordo com o Dr. Murillo Dório, especialista da Cobra Reumatologia, essa rigidez, aliada à falta de exercícios físicos (que tem uma baixa comum nesta época do ano), à inflamação nas articulações e à sensação natural do frio, faz com que os pacientes acabem sofrendo com dores constantes no inverno.

Esse panorama não envolve apenas a sensação de dor, mas aumenta a possibilidade de automedicação, distúrbios psicológicos e, por vezes, até a diminuição da renda mensal, uma vez que a rotina normal de trabalho pode ser prejudicada.

Para que os portadores de doenças reumáticas já comecem a cuidar da sua saúde e reduzam ao máximo suas dores na época mais fria do ano, o Dr. Murillo traz dicas essenciais:

- Atividade física: apesar da preguiça de levantar no frio, é necessário manter os exercícios, principalmente o alongamento. Assim os músculos ficam mais preparados para as mudanças climáticas.

- Aqueça: casacos, calças e sapatos adequados são essenciais, pois quanto mais frio sentir, mais intensa a dor ficará. Ainda, a recomendação é que os banhos sejam feitos com as janelas fechadas e os ambientes aquecidos.

- Evite a automedicação: siga as orientações do seu médico sobre os medicamentos que você pode tomar nos períodos de piora da dor e mantenha o uso regular dos medicamentos já prescritos para o tratamento da sua doença reumática.

Em breve seu dia a dia ficará mais confortável com a mudança da estação!

 


Dr. Murillo Dório – especialista da Cobra Reumatologia é formado pela Faculdade de Medicina da USP e atua nas instituições Nove de Julho e Santa Paula.


Seconci-SP destaca a importância de se cumprir o Calendário de Vacinação

Entidade dispõe de sala de vacina com todas as doses para os adultos

 

Em tempos de pandemia da Covid-19, o assunto vacina tem sido predominante no noticiário e nas rodas de conversa. Por ocasião do Dia Nacional da Imunização (9 de junho), a gerente de Enfermagem do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), Gisele Batistini, afirma ser natural que isso aconteça, mas a população não pode negligenciar a aplicação das outras vacinas que fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação. 

“A história das vacinas remonta ao ano de 1796, com o surgimento da vacina para combater a varíola. De lá para cá, a ciência deu um salto significativo e hoje há produtos para diversas doenças. Algumas vacinas são produzidas com o uso dos vírus inativados, outras são fabricadas com vírus vivos atenuados. E há vacinas produzidas com a técnica de utilização do RNA mensageiro. Há várias tecnologias sendo adotadas, porém o conceito se mantém o mesmo, estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos, proteínas que atuam na defesa do organismo, para combater aquela determinada doença, para a qual foi desenvolvida”, explica. 

A enfermeira destaca que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde é, reconhecidamente, um dos melhores do mundo. São distribuídas mais de 300 milhões de doses anuais, entre vacinas, soros e imunoglobulinas. “Praticamente toda Unidade Básica de Saúde (UBS) no país tem uma sala de vacinação, o que possibilita a disponibilidade das vacinas do Programa para a população. Graças a isso, foi possível erradicar a varíola e a poliomielite e reduzir os casos e mortes decorrentes do sarampo, rubéola, tétano, difteria e coqueluche”. 

No entanto, ela faz um alerta: segundo o Ministério da Saúde, nos últimos cinco anos o Programa não atingiu nenhuma meta. A cobertura de todas as vacinas ficou entre 50% e 60%. 

O risco dessa baixa cobertura é a volta de doenças até então erradicadas, como foi o caso do sarampo. Em 2016, o Brasil recebeu o certificado de erradicação da doença concedido pela Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), mas tal honraria foi perdida no final de 2018, com o avanço dos surtos em todo o país. 

 

Proteção para a construção 

Em 2013, o Seconci-SP selou parceria com a Vigilância Epidemiológica do Município de São Paulo e, a partir daí, implantou a sala de vacina, tendo disponíveis todas as que fazem parte do Calendário Nacional de Adulto: tríplice viral (rubéola, caxumba e sarampo), duplo adulto (difteria e tétano), hepatite B e febre amarela. 

A obrigatoriedade de se manter a vacinação em dia faz parte do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) da Norma Regulamentadora (NR) 7. “A orientação para a nossa equipe médica é pedir para o trabalhador da construção, atendido no Seconci-SP, apresentar a carteira de vacinação e, se houver doses faltantes, encaminhá-lo à Sala de Vacinação para tomá-las”. 

O Seconci-SP também pode auxiliar as empresas na organização de campanhas de vacinação em massa em seus canteiros de obra e escritórios, como acontece anualmente no caso da gripe. Informações: relacoesempresariais@seconci-sp.org.br ou (11) 3664-5844.


Doutor, será que minha tontura é labirintite?

Especialista do Hospital Paulista explica como diferenciar a labirintite de outras doenças que também se manifestam com mesmos sintomas


Citada de maneira equivocada pela maioria das pessoas que sofrem de tontura, a labirintite pode, na verdade, esconder outras doenças do labirinto, que é a parte interna do ouvido, responsável pela audição, percepção e equilíbrio do corpo.

De acordo com o otoneurologista Ricardo Dorigueto, do Hospital Paulista, o termo labirintite é geralmente utilizado de modo incorreto por pacientes e, até mesmo, por alguns profissionais da saúde, como sinônimo de tontura.

O especialista faz um alerta para os riscos de doenças neurológicas, psiquiátricas, cardíacas, hormonais e metabólicas, manifestadas com os mesmos sintomas. De fato, a maioria dos pacientes que se queixa de tontura possui doenças localizadas no labirinto ou em suas conexões com o sistema nervoso, mas não é a labirintite, caracterizada pela inflamação do labirinto.

Segundo o Dr. Dorigueto, é importante que, ao sentir tontura, o indivíduo procure um médico, que pode ajudar a identificar a doença ou qual condição de saúde que está causando este sintoma.

“Erros alimentares, estresse emocional, automedicação e hábitos inadequados de sono e postura devem ser corrigidos. Neste momento de isolamento social, é necessário ficar atento também ao nervosismo, insônia e ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas, nicotina e doces”, destaca o especialista.  

A patologia, no entanto, pode ser evitada por meio da adoção de hábitos saudáveis, praticados no dia a dia, além de uma dieta equilibrada, livre de gordura e açúcares; e da prática de atividades físicas regulares.


Diagnóstico

A melhor forma de diagnosticar a tontura é por meio de avaliação médica minuciosa. Como os sintomas costumam ser bastante comuns em pessoas que sofrem de outras patologias, como diabetes, hipertensão e até esclerose múltipla, é comum que ela seja facilmente confundida com outra doença.

“Caso haja algum desses sintomas, é importante que o paciente procure um profissional o quanto antes. A avaliação médica é importante não só para diagnosticar a labirintite, mas qualquer uma das doenças mencionadas”, ressalta o médico.

Segundo o Dr. Ricardo, o diagnóstico da tontura pode ser auxiliado por meio de exames complementares sofisticados, como a videonistagmografia, o vHIT (teste do impulso cefálico com vídeo) e o VEMP, indicados pelo profissional caso haja necessidade.


 Tratamento

O tratamento da doença pode variar de acordo com o quadro clínico do paciente. O acompanhamento pode ser feito por um médico generalista ou otorrinolaringologista especializado em tontura (otoneurologista), principalmente quando os sintomas são persistentes e prejudicam as atividades de vida diária do paciente.



Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Teste do pezinho ajuda a salvar vidas com o diagnóstico prévio de doenças genéticas e metabólicas

CEJAM alerta para importância do exame oferecido de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde


Algumas gotinhas de sangue que podem salvar a vida: essa pode ser considerada a melhor e mais simples forma de explicar o teste do pezinho, exame responsável pela triagem neonatal, introduzido na década de 1970, para detectar precocemente diversas doenças entre os recém-nascidos.

Celebrado no dia 6 de junho, o Dia Nacional do Teste do Pezinho foi instituído pelo Ministério da Saúde em 2001 com a criação do Programa de Triagem Neonatal.

A enfermeira Tathiana das Graças Lisboa Saraiva, supervisora de enfermagem da Maternidade Municipal de Peruíbe, gerenciada pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim, explica sobre a relevância da data.

“Esse dia é importante pois faz um alerta aos pais sobre a seriedade do teste para detectar o mais cedo possível patologias que podem prejudicar a qualidade de vida dos nossos bebês e atrapalhar o crescimento e desenvolvimento deles, levando a graves deficiências intelectuais.”

O exame, feito a partir de uma pequena quantidade de sangue colhida do calcanhar do bebê, é capaz de diagnosticar previamente doenças genéticas e metabólicas, que necessitam do tratamento precoce para a cura e redução dos riscos de mortalidade.

Entre as principais patologias detectáveis estão a fenilcetonúria, o hipotireoidismo congênito, a fibrose cística, a anemia falciforme, as hemoglobinopatias, a hiperplasia adrenal congênita, a deficiência de biotinidase, entre outras.  

De acordo com a especialista, o teste do pezinho é um dos mais importantes meios para garantir que crianças com algum destes problemas possam contar com um acompanhamento adequado. Com isso, o tratamento para prevenir o agravamento e a mortalidade prematura desses bebês pode ser facilitado.


Testes do pezinho realizados em Peruíbe com a assistência do CEJAM

Inaugurada em novembro de 2020, a Maternidade de Peruíbe iniciou suas atividades com 11 partos. Nesta fase inicial, os testes eram realizados pela Casa da Mulher do município.

Com o passar do tempo, adaptações foram feitas e o trabalho estruturado com uma equipe especializada para atender as demandas da comunidade local.  Atualmente, 100% dos enfermeiros e técnicos da maternidade estão capacitados para a realização do exame.

De acordo com Tathiana, apenas em abril deste ano, 52 partos foram realizados. Destes, 47 testes foram feitos, salvo apenas os bebês que, por alguma razão, precisaram ser transferidos para outras maternidades.

“O número de partos realizados vem crescendo e o número de exames também.  Nossa meta é realizar o teste em todos os bebês que nascem na Maternidade de Peruíbe”, afirma a especialista.

Para Tathiana, além da importância acerca do teste do pezinho, é necessário alertar as mulheres sobre a força do pré-natal adequado, bem como o acompanhamento dos bebês nos primeiros meses de vida, assim que recebem alta da maternidade.

“O pré-natal bem orientado é uma oportunidade de tirar as dúvidas e possíveis medos dos pais quanto a estes exames. Ele ajuda a estabelecer o vínculo da família com os profissionais de saúde e fortalecer o trabalho das equipes que assistem a essas mulheres e seus bebês”, finaliza a enfermeira.  



CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”


Posts mais acessados