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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Perda auditiva é a 4ª maior causa de deficiência no mundo


Problema afeta pacientes de todas as idades, podendo causar isolamento social, dificuldade de relacionamento e até mesmo depressão


Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que 19% da população apresenta algum grau de perda auditiva. No entanto, estudos demostram que a prevenção, a identificação precoce do problema e uma reabilitação adequada podem reduzir o problema, promovendo mais qualidade de vida.

Segundo Dr. Eduardo Bogaz, otorrinolaringologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o impacto negativo deste quadro na vida de uma pessoa é substancial.

Quando a perda acontece durante a infância, o desenvolvimento da criança pode ser comprometido, sobretudo na escola. “Já na vida adulta, é comum relatos de isolamento social, restrições no crescimento profissional, dificuldade de se relacionar e depressão”, destaca.


O que causa a perda auditiva?

O médico afirma que fatores como infecções, perfurações do tímpano, uso indevido de tecnologias e barulho intenso no trabalho estão entre as causas mais comuns do problema e, quando não diagnosticado a tempo, podem ser irreversíveis.

“Aproximadamente 60% dos problemas que levam à perda de audição podem ser prevenidos”, complementa.

A perda da audição pode acontecer de maneira repentina ou gradual, dependendo da causa. Por isso, é importante ficar atento aos sintomas.


Principais sintomas

Dr. Bogaz lembra que muitos pacientes procuram ajuda apenas quando o problema já atingiu um nível elevado.

No entanto, é possível identificar sinais mais sutis no dia-a-dia, que ajudam no diagnóstico precoce:
  • Dificuldade em identificar sons à distância;
  • Necessidade de aumentar o volume do rádio ou da televisão, mesmo quando o ambiente está silencioso;
  • Dificuldade de conversar em ambientes barulhentos;
  • Insegurança ao dirigir devido à dificuldade de identificar sons dos outros veículos ou sinais de alerta;
  • Dificuldade de conversar ao telefone;
  • Presença de zumbido em um ou nos dois ouvidos;
  • Irritação ou impaciência ao falar devido à dificuldade de entender o que os outros dizem.


Como tratar

A partir do diagnóstico, o tratamento será recomendado pelo especialista e pode variar de acordo com o grau do problema e a história do paciente.

Entre as opções, o paciente pode se beneficiar realizando terapia da fala, reabilitação auditiva, uso de aparelhos, implantes cocleares e outros dispositivos.



Ministério da Saúde autoriza abertura de 1,4 mil leitos de UTI em todo o país


A partir de 2019, os brasileiros passaram a contar com reforço de 1.424 novos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para atender casos mais graves nos hospitais


O Ministério da Saúde ampliou em 39% (1.424) o número de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), em relação a 2018, para atender casos mais graves de crianças e adultos nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS). Com a medida, foram zerados todos os pedidos de habilitação de leitos solicitados pelos estados em 2019, totalizando investimento de R$ 185,6 milhões. Com esse reforço, a população passou a contar com 23 mil leitos de UTI Adulto e Pediátrico em todo o país. São novas vagas para reforçar o atendimento nos serviços de urgência e emergência e nos hospitais especializados.

Os leitos de UTI são destinados a acolher diferentes públicos em estado grave com chances de sobrevida e que precisam de monitoramento constante (24 horas). Assim, dos 1.424 novos leitos, 729 são destinados a pacientes adultos, sendo 687 leitos de UTI e 42 em unidades coronarianas; e 695 voltados para o atendimento de crianças. Esse total está dividido em 142 novos leitos pediátricos, 159 neonatal, 287 em Unidade de Cuidados Intermediários Convencionais (UCINCo) e 107 em Unidade de Cuidados Intermediários Canguru (UCINCa).

Todas as cinco regiões do país foram contempladas. No Centro-Oeste, o Ministério da Saúde habilitou 99 leitos, sendo 56 do tipo adulto, 30 pediátrico, sete neonatal e seis unidades coronarianas. No Nordeste foram 297 leitos, das quais 221 adulto, 34 do tipo pediátrico, 20 neonatal, 10 unidades coronarianas, 47 em UCINCo e 32 em UCINCa. Já para o Norte, a pasta habilitou 190 leitos, sendo 105 do tipo adulto, 35 pediátrico, 24 neonatal, um em unidade coronariana e 20 UCINCo.

Na Região Sudeste foram 300 leitos de UTI, dos quais 184 são leitos adultos, 13 pediátricos, 78 neonatal, 25 coronarianos, 203 UCINCo e 67 UCINCa. Na região Sul foram habilitados 144 UTIs, sendo 121 do tipo adulto, 10 do tipo pediátrico, 13 neonatal, 17 UCINCo e oito UCINCa.


ABERTURA DE NOVOS LEITOS 

O funcionamento de novos leitos deve ser solicitado pelos gestores locais (estados e municípios). A habilitação e a liberação de recursos são feitas mediante apresentação de projetos, que são analisados pelo Ministério da Saúde. O gestor local também tem autonomia para ampliar o número de leitos com recursos próprios, a partir de sua avaliação em relação a demanda/necessidade X capacidade instalada de oferta assistencial.  Já a habilitação de leitos pelo Ministério da Saúde assegura recursos adicionais para o custeio do serviço.




Silvia Pacheco

Agência Saúde

Cuidados com as crianças nas férias precisam ser redobrados


Vacinas, acidentes domésticos e momentos em família
têm de ser considerados em épocas de descanso



Embora as férias sejam um período para relaxar e deixar algumas preocupações de lado, os cuidados, principalmente com a saúde dos pequenos, não podem ficar em segundo plano. Viagens, brincadeiras, alimentação e rotina exigem acompanhamento dos pais, mesmo em época de descanso.

A médica pediatra, Ana Fonseca, reforça que o papel do adulto não é entreter a criança, mas, sim, estar disponível efetiva e emocionalmente. “Férias nos remete a descanso. Entretanto, a saúde de nossos pequenos demanda mais do que tardes na televisão e comidas ultraprocessadas”, enfatiza destacando que ter um horário de atividades ao ar livre, com brincadeiras lúdicas e apropriadas para a idade é essencial.

Apesar de a rotina da casa ser diferente da escolar, tentar manter os horários de refeição e sono ajudam as crianças a ter suas necessidades supridas. “Isso facilita não apenas o aproveitamento do dia, mas também sua adaptação na volta às aulas. Não deixar que nossos filhos ultrapassem a necessidade de comer e dormir é garantir um período de férias mais tranquilo”, aconselha Ana. Contudo ela adianta não haver a necessidade de se manter os horários, mas obedecer à ordem em que normalmente as atividades são feitas é importante. “Isso traz mais segurança e previsibilidade ao dia dos nossos pequenos, diminuindo sua ansiedade e facilitando não deixá-los atingir ou passar seus limites de cansaço, fome ou necessidade de atividades. As sonecas habituais devem ser mantidas. Uma dica é deixar para viajar, durante estes momento”.

A médica frisa que momentos em família são fundamentais, porque, nos mais diferentes modos de vida, são essas ocasiões que marcarão as férias e a infância das crianças. Assim, Ana reforça que os pais devem priorizar uma programação apropriada durante o dia, com tempo restrito às telas, para que se possa aproveitar as horas disponíveis com os filhos. “Atividades na natureza e ao ar livre são importantes”, pontua. Ela também chama a atenção quanto ao papel dos cuidadores, que não devem proporcionar longos períodos em aparelhos eletrônicos. “Enquanto a criança fica absorvida, quietinha e sem dar trabalho na frente de alguma tela, ela está deixando de brincar, desenvolver-se e se relacionar.”

Já as vacinas são essenciais em qualquer momento, assim, em casos de viagens, é preciso ficar atento às recomendações específicas do local a que se destinam e verificar se o calendário vacinal está atualizado antes de viajar.

A médica orienta, ainda, quanto à prevenção de acidentes domésticos. “É necessário restringir o acesso às escadas e piscinas, assim como manter remédios e produtos de limpeza fora do alcance”, finaliza. 

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