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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Consultor financeiro apresenta dicas para começar o ano poupando dinheiro


Ricardo Maila, da Plano Consultoria, explica como algumas taxas podem tanto prejudicar quanto ajudar a conquistar os objetivos financeiros


É sempre tempo de se atentar às próprias finanças, mas o início de um novo ano costuma pedir resoluções mais sérias sobre gastos e maneiras de poupar dinheiro, seja para vontades ou para emergências no futuro.

Por esse motivo Ricardo Maila, diretor da Plano Consultoria Financeira, esclarece algumas questões que envolvem o mundo financeiro e mudam em 2020, além de oferecer dicas que podem ajudar a manter a carteira saudável durante o ano todo. “O planejamento financeiro é essencial para alcançar objetivos. Muitas pessoas pensam em comprar um bem, viajar, realizar um sonho e esquecem que para isso é preciso ter controle e prioridades”, afirma.

O primeiro passo para ter menos despesas e preocupações é prestar atenção às contas do banco. Recentemente, foram criadas novas regras envolvendo o cheque especial: será cobrada uma taxa mensal de 0,25% daqueles que possuem limite igual ou superior a R$ 500,00 ainda que não seja utilizado. A recomendação do especialista é o cancelamento imediato deste produto.

Outra questão, já não tão nova assim, é sobre a baixa da taxa Selic que atualmente está em 4.5% e influencia em diversas frentes da economia. Maila aponta que o investimento no Tesouro Selic continua sendo uma opção mais interessante do que a poupança, e o mesmo vale para a reserva de emergência, que deve permanecer em uma aplicação que é possível resgatar a qualquer momento, mas que não fica parada em conta. Também é uma boa época para prestar atenção no crédito, que fica mais acessível como também em investimentos de renda variável como fundos de investimentos.

É sempre tempo de se atentar às próprias finanças, mas o início de um novo ano costuma pedir resoluções mais sérias sobre gastos e maneiras de poupar dinheiro, seja para vontades ou para emergências no futuro.

Por esse motivo Ricardo Maila, diretor da Plano Consultoria Financeira, esclarece algumas questões que envolvem o mundo financeiro e mudam em 2020, além de oferecer dicas que podem ajudar a manter a carteira saudável durante o ano todo. “O planejamento financeiro é essencial para alcançar objetivos. Muitas pessoas pensam em comprar um bem, viajar, realizar um sonho e esquecem que para isso é preciso ter controle e prioridades”, afirma.

O primeiro passo para ter menos despesas e preocupações é prestar atenção às contas do banco. Recentemente, foram criadas novas regras envolvendo o cheque especial: será cobrada uma taxa mensal de 0,25% daqueles que possuem limite igual ou superior a R$ 500,00 ainda que não seja utilizado. A recomendação do especialista é o cancelamento imediato deste produto.

Outra questão, já não tão nova assim, é sobre a baixa da taxa Selic que atualmente está em 4.5% e influencia em diversas frentes da economia. Maila aponta que o investimento no Tesouro Selic continua sendo uma opção mais interessante do que a poupança, e o mesmo vale para a reserva de emergência, que deve permanecer em uma aplicação que é possível resgatar a qualquer momento, mas que não fica parada em conta. Também é uma boa época para prestar atenção no crédito, que fica mais acessível como também em investimentos de renda variável como fundos de investimentos.

O orçamento, além de importantíssimo para economizar, é o ponto de partida para se organizar neste ano. O primeiro passo é adquirir consciência de consumo. Uma forma de colocar isso em prática é fazer as seguintes perguntas antes de comprar algo: eu preciso? Eu posso? Eu quero? Se a resposta de alguma das perguntas for não, pode não ser algo interessante ou necessário.

Maila também é um defensor assíduo da economia coletiva, que vêm crescendo no Brasil por meio de Cashbacks e programas de fidelidade. Saldões, atacadistas e outras formas de poupar também são dicas espertas: "são maneiras inteligentes de economizar dinheiro sem muito esforço, facilitando o alcance dos objetivos”, finaliza.





Ricardo Hiraki Maila - Administrador, pós-graduado em gestão financeira pela FGV e pós-graduado em gestão de negócios pelo Mackenzie. Trabalhou por mais de cinco anos como diretor de planejamento e financeiro de um grande grupo do Brasil. Fundou a Plano Consultoria há dois anos, empresa de consultoria de finanças pessoais, que hoje conta com 15 colaboradores. Para mais informaçoes, acesse https://planofp.com.br/ ou @planofp

Um novo marco sobre adicional de acúmulo de função no varejo


A Justiça do Trabalho criou um novo paradigma para o comércio varejista sobre o entendimento do adicional de acúmulo de função. Em recente decisão, a quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) reformou a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região (TRT-SE) que havia reconhecido como devido o adicional de acúmulo de função de 15% para operadora de caixa de supermercado que exercia também as atividades de empacotadora e repositora de mercadoria.

Na decisão, o Ministro Relator, Breno Medeiros, destacou que o posicionamento do Tribunal Regional de Sergipe ofende a previsão legal contida no artigo 456 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), o qual traz a possibilidade de o empregado executar qualquer serviço para o empregador, desde que compatível com a condição pessoal.

O ministro, em suas razões de decidir, ainda ressaltou que a execução das tarefas de empacotador de compras e repositor de mercadorias não exigia da empregada (i) mais experiência, (ii) mais responsabilidade e (iii) sequer demandava maior carga horária para execução das atividades, motivo pelo qual reformou a decisão do TRT para afastar o direito ao adicional de acúmulo de função para a operadora de caixa.

A decisão do TST representa um grande marco para o segmento do comércio varejista e atacadista de gêneros alimentícios, considerando que é de conhecimento público e notório que os supermercados a tempos já vêm utilizando o operador de caixa para executar as tarefas de empacotador e repositor de mercadorias.

Em verdade, a decisão do Tribunal Superior, é um importante precedente a fim de sedimentar o entendimento da plena possibilidade da prática de tais tarefas, sem a necessidade do pagamento de adicional de acúmulo de função, considerando a compatibilidade das tarefas realizadas.

Vale ressaltar que, apesar de tratar de um caso específico de operador de caixa de supermercado, a decisão é importante para outros segmentos do comércio. Por exemplo, para o setor de comércio varejista de produtos farmacêuticos, uma vez que tem se tornado cada vez mais comum nas farmácias a execução das tarefas de balconista e caixa por um mesmo empregado, já que as atividades são compatíveis e não ensejam maior carga horária nem maior conhecimento técnico do empregado.

Diante de um cenário de modernização das relações de trabalho e crescimento acelerado da utilização de tecnologia, em que a tendência mundial é a utilização de autoatendimento, podemos concluir que a decisão do TST foi atual, contemporânea e de acordo com a previsão legal.




Márcio Lima Cunha - advogado trabalhista do escritório Furtado Pragmácio Advogados e consultor sindical

A esquecida indústria brasileira


   Ainda me lembro de que, nos anos 80, os empregos sobravam, o caderno de empregos do jornal O Estado de S. Paulo era enorme, a indústria brasileira contratava a níveis elevados. E o mais interessante é que a cada dia surgiam novas pequenas e médias empresas. Isso em pleno regime militar, com um número enorme de empresas estatais, que obtinham “dinheiro barato no exterior” desde 1965. 

Se, numa análise perfunctória, observarmos o crescimento do Brasil desde 1980 até hoje, teremos um crescimento médio da economia de 2% ao ano. Naquela época, 1/3 da riqueza do nosso país vinha da indústria. Bons tempos aqueles. A grande verdade é que as sucessivas crises que abateram o mercado internacional desagregaram o capital outrora relativamente barato em temos de empréstimos, muito diferente do que ocorre hoje em dia. 

Durante a época do enorme caderno de empregos do Estadão, entre os anos 70 e 80, tínhamos a perspectiva do enaltecimento da indústria nacional. A ideia era tornar o Brasil um país não só produtor de commodities, extrativista.

 Com isso fizemos com que milhares de habitantes de outras regiões do Brasil viessem para os grandes centros industriais como São Paulo e o Sul do país, totalmente despreparados, do ponto de vista social, para recebê-los. Com o passar do tempo, nós nos deparamos com a tecnologia se aproximando e a indústria nacional tendo que se adequar a um requisito que não tínhamos no Brasil, e, assim, o que fabricávamos aqui para sermos competitivos passamos a importar, e então o cenário começou a se complicar.

Com a necessidade de criarmos 2 milhões de novos empregos por ano, com uma carga tributária alta, sem contrapartida para o povo brasileiro, com o custo trabalhista alto, nossa indústria começou a minguar e o empresariado perdeu o incentivo para investir na indústria nacional, até porque ficava mais barato importar do que fabricar, e iniciou-se o desmonte da indústria nacional, o que foi uma grande perda para o Brasil. 

Hoje fazemos o caminho contrário, para que, através de um ajuste fiscal, e como se fôssemos um bom mocinho, possamos conseguir investimentos do exterior para financiar nossa economia industrial já em decomposição. 

Para se ter uma ideia, pelos últimos números, a atividade industrial voltou ao nível de fevereiro de 2009 e ficou 17,1% abaixo do pico atingido em meados de 2011. Precisamos voltar a fazer não só um ajuste fiscal aguardando investimentos do exterior, mas prosperar a ideia de uma nova mentalidade em relação ao ressurgimento da indústria nacional para que possamos contar com nossas próprias iniciativas desenvolvimentistas, pois só assim conseguiremos reverter a desigualdade social, o desespero que afeta os jovens sem perspectiva de trabalho e promover, através das nossas políticas, uma visão de parceria entre o Estado e a iniciativa privada. Quem sabe possamos enfim voltar a ter um jornal de domingo repleto de anúncios de emprego?




Fernando Rizzolo - advogado, jornalista, mestre em Direitos Fundamentais

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