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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Café em excesso antes das atividades físicas pode prejudicar o coração, diz estudo


 Especialista dá dicas de como treinar diariamente sem danificar a saúde cardiovascular


Uma recente pesquisa realizada na Unifesp de Marília, no interior do estado de São Paulo, mostrou que o café pode ser bastante prejudicial se tomado antes das atividades físicas, podendo levar a paradas cardíacas e até ao infarto. Publicado na revista Scientic Reports, o estudo contou com 32 participantes homens de 18 a 25 anos, que consumiram a cafeína antes de um exercício físicos.

Os cientistas puderam concluir que os voluntários demoraram mais de uma hora para que os batimentos cardíacos voltassem ao normal, o dobro do tempo que levariam sem a ingestão de cafeína. A ação da substância no organismo aumenta a frequência cardíaca e sua ação estimulante faz a pressão arterial subir, aumentando os riscos de infarto, principalmente em pessoas que praticam exercícios físicos, já que o esforço causado pela atividade também faz o coração bater mais rápido.

Segundo o cirurgião cardíaco e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, Dr. Élcio Pires Júnior, é preciso tomar cuidado com todas as substâncias estimulantes, assim como o termogênico. “Conhecidos por acelerar o metabolismo, o termogênico pode ser bastante perigoso à saúde cardiovascular, podendo levar ao desenvolvimento de arritmias cardíacas. Para quem faz atividade física, o ideal é ficar de olho no que está ingerindo e manter a consulta com o cardiologista em dia”, alerta o médico.

No geral, as atividades físicas estão entre as principais recomendações quando o assunto é a saúde cardiovascular. Antes de sair correndo do sedentarismo, o ideal é passar por um check-up para avaliar o coração e a sua capacidade de realizar o esforço físico.

“No check-up, vários exames serão pedidos pelo médio. Entre eles, o teste ergométrico e o ecocardiograma são os mais comuns. O teste ergométrico avaliará as condições cardiológicas durante o esforço, onde acompanhamos as frequências cardíacas e a pressão arterial antes e depois do paciente caminhar pela a esteira. Já no ecocardiograma, é feito um ultrassom do coração, assim conseguimos imagens do órgão. No check-up, além de exames que medem o colesterol e a glicemia, é comum realizarmos hemograma completo”, conta o cirurgião.

Essa bateria de exames é a melhor maneira de identificar qualquer irregularidade no coração. Após a liberação médica, o paciente é autorizado a praticar qualquer tipo de atividade física que, além de reduzir o colesterol, diminui as chances de desenvolver o diabetes e a hipertensão.

“As atividades físicas aumentam a qualidade de vida e é benéfica para o organismo em geral. Saiba seus limites e restrições, faça acompanhamento médico para o emagrecimento saudável e evite substâncias que podem prejudicar o seu coração, como a cafeína, termogênicos e bebidas energéticas”, finaliza o cirurgião.





Dr. Élcio Pires Júnior - coordenador da cirurgia cardiovascular do Hospital e Maternidade Sino Brasileiro - Rede D'or - Osasco, e coordenador da cirurgia cardiovascular do Hospital Bom Clima de Guarulhos. É membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e membro internacional da The Society of Thoracic Surgeons dos EUA. Especialista em Cirurgia Endovascular e Angiorradiologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.    

Saúde dos idosos requer atenção especial durante o inverno



A sensação daquele frio mais intenso no início das manhãs e fim do dia tem sido bem comum nesses dias de inverno, e a recorrência das baixas temperaturas deve se estender até agosto. E é durante a estação mais fria do ano que a atenção com a saúde das pessoas com mais de 60 anos precisa ser redobrada, principalmente em relação à hipotermia (queda da temperatura corporal), infecções respiratórias e aumento de dores crônicas como artrites e artroses.

Para Diego dos Santos, enfermeiro gerontólogo responsável pela área de saúde e bem-estar do Residencial Santa Cruz, mesmo com as particularidades de cada idoso, há um consenso quanto aos perigos que esse período mais frio representa com outros desconfortos e problemas de saúde, como risco de desidratação e de constipação intestinal, ressecamento da pele e redução do nível de atividade física.

“A prevenção e a mudança de hábitos são a chave para manter o idoso saudável durante as estações de baixa temperatura”, observa o enfermeiro do Residencial Santa Cruz, moradia para pessoas com mais de 60 anos.


Manter-se aquecido

Para ajudar a preservar ao máximo a temperatura corporal nos dias frios, faça uso de um vestuário confortável e quente, com gorros, cachecóis, luvas e sapatos de solado antiderrapante. Opte pelo banho durante o dia e na hora de dormir utilize cobertores que retêm calor, já que neste período há um declínio natural da temperatura corporal.


Vacina, sim!

É durante o período de baixas temperaturas que acontece a proliferação de vírus respiratórios e, consequentemente, aumento das manifestações de doenças como gripe, resfriado e rinite alérgica. Uma medida eficaz e disponível para idosos de todo o país é a vacina contra a gripe, que atua na prevenção da doença respiratória aguda, beneficiando, aproximadamente, 60% dos idosos. Deve ser tomada uma vez por ano, antes ou no início do outono, quando os vírus começam a circular com mais frequência e as chances de infecção aumentam.


Vitamina D em dia

A ausência de dias ensolarados impacta na queda das taxas de vitamina D no organismo e sua reposição pode ser feita por vitaminas ou dietas, orientadas por nutricionistas ou médico assistente. Peixes como atum, sardinha e salmão são alguns aliados para obtenção desse nutriente, assim como gemas de ovos, bifes de fígado e cogumelos.


Hidratação

Mesmo sem a sensação de sede, a recomendação é que a ingestão de água seja de dois litros diários, em média. Tarefa fácil, pois é possível variar incluindo frutas ricas em água e bebidas quentes como chás, infusões, sopas ou caldos, que contribuem para manter o calor corporal.


Melhoria da constipação intestinal

Uma alimentação equilibrada, com grande variedade de frutas, vegetais e fontes de proteína ganha maior importância durante os dias frios. É importante estar atento para a diversidade de cores no prato, o que ajuda a aumentar a diversidade de vitaminas protetoras, aliada à ingestão de água, e assim evitar a constipação.


Pele hidratada

É normal a perda da elasticidade no processo do envelhecimento e isso se intensifica no tempo seco dos dias frios, por isso vale investir em sabonetes e cremes de limpeza suaves, que hidratam e nutrem. Em áreas mais delicadas, como o rosto, são recomendados produtos que contêm ureia ou pantenol, que darão a sensação de suavidade. E nada de banhos prolongados e quentes, que removem a hidratação natural da pele. 


Corpo em movimento

Atenção àquela preguicinha de inverno. Reduzir a frequência de atividades pode levar a perda funcional difícil de reverter. O movimento contínuo contribui para evitar ou amenizar as dores sentidas no inverno. Uma dica dos fisioterapeutas é trabalhar os músculos, fazendo exercícios matinais, como caminhadas de 30 minutos regulares, porém, com exercícios de alongamento, para que não se corra o risco de lesões. E para resistir ao aconchego do sofá vale, inclusive, aquela passeada no shopping center, que ajuda a quebrar o ciclo da imobilidade.

O que fazer com aqueles problemas de pele que se agravam no inverno?


O inverno chegou e com ele o clima seco e mais ameno, que altera o aspecto da pele deixando-a mais ressecada e craquelada. Para manter o brilho, o turgor e a pele linda, com flexibilidade, elasticidade e prevenindo o envelhecimento é necessária uma dose extra de hidratação, mas a preocupação não pode ser somente com a beleza. O que fazer com aqueles problemas de pele que se agravam no inverno?

De acordo com a Dra. Michele Haikal, dermatologista de São Paulo, é nesta época do ano que se intensificam alguns dos problemas mais comuns como, por exemplo, psoríase, dermatite atópica, rosácea e xerose cutânea. Mas o que são essas enfermidades e como evitar que a doença piore nesta época do ano? Confira as dicas da Dra. Michele e curta o friozinho.


- Psoríase: placas avermelhadas com escamas grossas nos joelhos, cotovelos e couro cabeludo, etc. (existe psoríase no corpo todo inclusive). Problema autoimune e crônico que se intensifica com fatores ambientais como o stress (alterações do cortisol) e o clima. Deve-se evitar ficar exposto ao frio, banhos quentes, pouca hidratação e a falta de exposição ao solar.


- Dermatite atópica (ou eczema atópico):  é uma alergia crônica, que causa coceiras e até lesões mais sérias. Podem formar crostas e soltar secreções. Piora no inverno porque as pessoas acometidas pela enfermidade já têm uma deficiência de barreira lipídica na pele, fator que se agrava com o tempo seco. O ideal é manter a pele hidratada com óleos ou cremes hidratantes, que não devem conter álcool, perfumes, fragrâncias, corantes ou outras substâncias químicas. Um umidificador em casa também pode ajudar. Evite banhos quentes e tecidos irritantes. 


- Rosácea: doença de pele comum, causada por micro vasos na superfície da pele que inflamam. Os sintomas envolvem áreas de flushing (vermelhidão e forte rubor) na pele, lesões granulomatosas, pápulas, pústulas, especialmente nas bochechas, nariz, testa e queixo. Com o tempo seco as micropartículas de poeira e poluição ficam em suspensão no ar e irritam mais esses micro vasos espalhando-os. Evite a ingestão de comidas condimentadas, a ingestão de álcool, bebidas muito quentes e cafeína. Aplique água termal, se possível gelada, de duas em duas horas e evite locais muito quentes.


- Xerose cutânea: pele excessivamente seca causada pela falta de água na cútis, que pode ser decorrente do envelhecimento (xerose senil) ou por doenças subjacentes como hipotireoidismo, ictiose e diabetes, tornando a pele áspera, grosseira ou descamativa. Use hidratantes para pele seca, evite banhos quentes e demorados, use sabonetes neutros ou de glicerinados e ingira bastante líquido.




Dra. Michele Haikal - especialista em Medicina Integrativa e Ciências Nutricionais Associadas ao Exercício Físico - Formada em medicina pela Universidade do Vale do Sapucaí - Univás, em Minas Gerais. Cursou Dermatologia Clínica, Estética e Cirúrgica na Harvard Medical School, faculdade de medicina da Universidade Harvard, nos EUA. Também é membro titular do Colégio Ibero Latino-americano de Dermatologia e, atualmente, faz mestrado no curso Suplementação em Doenças Autoimunes do Colágeno do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar - Universidade do Porto/Portugal, além de ser palestrante nacional e internacional em congressos de medicina estética e medicina antienvelhecimento.

Julho é o mês de conscientização do câncer de bexiga


Diagnóstico tardio, causado por ausência ou descaso com os sintomas, contribui para alta mortalidade da doença


O número de pessoas diagnosticadas com câncer de bexiga tem crescido consideravelmente nas últimas décadas. O mês de julho é reservado para a conscientização deste tipo de neoplasia, que atingiu mais de 9 mil brasileiros em 2018². Por ser silencioso, o câncer de bexiga pode evoluir sem apresentar sintomas na fase inicial, sendo diagnosticado principalmente em estágios avançados. Um impasse que reduz as possibilidades de cura. Hoje a doença pode matar até 1/3 dos pacientes acometidos. 

Apesar de ser o tumor mais comum do trato urinário², o câncer de bexiga passa despercebido pela maioria da população³. Mas, com o decorrer da doença, surgem sintomas que podem facilmente ser confundidos com infecções, como a cistite, por exemplo.  “Sensação de urgência para urinar, seguida por ardor e presença de sangue na urina são os indícios mais comuns para a doença. Já, em casos mais avançados, podem surgir dores pélvicas, dor ou sangramento retal e inchaço das pernas, provocado por comprometimento dos linfonodos pélvicos, ocorrência frequente na neoplasia” explica o Dr. Diogo Bastos, médico oncologista do Sírio-Libanês.

Para Bastos, “independentemente dos obstáculos, possibilitar o rastreamento adiantado do câncer de bexiga é fundamental para a conquista de melhores resultados no tratamento. A melhor forma de fazê-lo é por meio da história clínica e do exame físico realizado. Também pode ser solicitada uma endoscopia, exame de imagem que permite ao médico ter uma visão do interior da bexiga”.

Quando diagnosticado precocemente, o tratamento mais indicado é a cirurgia para extração do tumor seguido por quimioterapia. Este procedimento aumenta as chances de remissão e cura. Porém, segundo o especialista, devido ao cenário atual, as pesquisas clínicas têm focado em opções de tratamentos cada vez mais inovadoras, como a imunoterapia, com o objetivo de aumentar a efetividade do tratamento.

Esta abordagem estimula a ação do sistema imune contra as células cancerosas, causando menos efeitos colaterais do que outros tipos de terapia. “As drogas imunoterápicas desativam a proteção do tumor, que faz com que ele fique camuflado. Essa ação faz com que os linfócitos, as células de defesa, o reconheçam como uma ameaça e, por tanto, atuem contra ele, matando o câncer”, conta Bastos.

O que é câncer de bexiga?

É um tipo de câncer que começa na camada que reveste a bexiga.  Costuma ser diagnosticado entre os 60 e 70 anos de idade, sendo duas a três vezes mais comum nos homens³. Calcula-se que cerca de 25% das pessoas que tenham câncer de bexiga poderão ter um segundo tumor primário em outro local do sistema urinário.

A neoplasia pode ser dividida em três tipos: carcinoma urotelial (de células de transição), que representa a maioria dos casos e começa nas células do tecido mais interno da bexiga; carcinoma de células escamosas, que afeta as células delgadas e planas que podem surgir na bexiga depois de infecção ou irritação prolongadas; e adenocarcinoma, que se inicia nas células glandulares (de secreção) que podem se formar na bexiga depois de um longo tempo de irritação ou inflamação.

Além do tabagismo, que é a principal causa do câncer urotelial da bexiga, outras causas deste tipo de tumor ainda são pouco conhecidas, mas existem boas práticas de vida que auxiliam na prevenção desta condição. “A lista inclui a ingestão adequada de líquidos, o que pode diluir as substâncias tóxicas absorvidas pelo corpo, evitar o tabaco, além da adoção de uma alimentação mais saudável e prática regular de atividade física. Esses cuidados ajudam a reduzir os fatores de risco”, finaliza o oncologista.




Seconci-SP orienta sobre saúde ocular


Realização de exames preventivos é a principal forma de evitar a cegueira


Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam a existência de mais de 1,2 milhão de pessoas cegas no Brasil. Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que entre 60% e 80% dos casos de cegueira são evitáveis e/ou tratáveis. Diante destes números, o Seconci-SP (Serviço Social da Construção Civil) aproveita a aproximação do Dia Mundial da Saúde Ocular (10/7) para destacar algumas medidas de prevenção às principais enfermidades que causam a perda de visão.

A dra. Helisângela Esteves Mendes, Oftalmologista do Seconci-SP, explica que os cuidados com a visão começam ainda no ventre materno. “No pré-natal já é possível detectar doenças que podem gerar impactos na visão do feto, algumas vezes, podendo levar a cegueira, como a rubéola e a toxoplasmose”, destaca.

Além disso, outros problemas relacionados à visão podem ser tratados logo após o nascimento, ainda na maternidade, como a aplicação de nitrato de prata. Essa solução tem o objetivo de prevenir a conjuntivite gonocócica, que é causada pela causada pela bactéria gonococo e pode ser transmitida pela mãe durante o parto normal. Outro procedimento que precisa ser realizado é o Teste do Olhinho. Simples e rápida, a avaliação visa diagnosticar doenças como a catarata e o glaucoma congênito e, até mesmo, um possível tumor.

A especialista comenta ainda que até os cinco anos de idade é o período no qual a visão se consolida, por isso é muito importante o acompanhamento médico periódico para a prevenção de enfermidades como o estrabismo (desvio dos olhos), que é muito comum neste período. Já entre 6 e 12 anos, os pais precisam ficar atentos para realizar os exames oftalmológicos visando detectar doenças com a miopia, hipermetropia, astigmatismo e a ambliopia (quando um olho desenvolve a visão e o outro não).

Para as pessoas entre os 13 e 20 anos, a recomendação da dra. Helisângela é consultar o oftalmologista anualmente para a detecção de problemas característicos desta fase, como a ceratocone (curvatura da córnea) causada pelo hábito de coçar muito os olhos e pode ser hereditário e a miopia, que tem apresentado aumento dos casos em virtude do uso excessivo do celular e do tablet.

“O manuseio prolongado de aparelhos eletrônicos, como computador, tablet e celular, é muito prejudicial aos olhos. Por este motivo, no caso das crianças, a recomendação é que usem no máximo uma hora por dia. Já para adultos que trabalham com estes equipamentos, o ideal é que façam uma pausa de no mínimo 30 segundos a cada 60 minutos para descansar a vista”, recomenda.

Já entre os 20 e 40 anos, os trabalhadores precisam estar atentos para a detecção do glaucoma, uma doença crônica e silenciosa caracterizada por uma elevação da pressão intraocular e que pode levar à perda total da visão. O diagnóstico é realizado pelo oftalmologista, por meio do Exame do Fundo de Olho e a Tonometria, que mede a pressão ocular.

A partir dos 40 anos, de acordo com o especialista, o glaucoma e a vista cansada são os fatores que demandam especial atenção aos trabalhadores. “Além disso, no caso das mulheres, há ainda a recorrência do chamado Olho Seco em virtude do período da menopausa, que é a fase onde o corpo feminino diminui da lubrificação”, complementa.

Por isso, nesta fase, a especialista do Seconci-SP destaca que é muito importante que as pessoas realizem as consultas preventivas ao oftalmologista anualmente, mesmo que não esteja sentindo nenhum incomodo na visão. No Seconci-SP, além dos profissionais médicos adequados, os pacientes têm ainda à disposição todos os equipamentos necessário para a realização dos exames.

Para os trabalhadores da construção civil, que muitas vezes realizam a sua atividade no canteiro de obra expostos ao sol, a dra. Helisângela salienta a importância do uso dos
Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para bloquear a incidência dos raios solares diretamente nos olhos – que pode causar queimadura na retina - e a entrada de poeira no globo ocular.

Outra recomendação da oftalmologista é o uso de lubrificante ocular nos períodos do ano em que o ar está mais seco. “A queda da umidade pode levar a um ressecamento dos olhos e o uso da substância pode evitar a sensação de ardência e vermelhidão, que são muito característicos destes períodos”, finaliza. 

Mãe aos 40: prós e contras



A tendência à gravidez tardia; expectativa de vida e emancipação feminina; fertilidade aos 40; condições físicas e maturidade emocional; riscos aumentados; pré-natal.


Na última década, mais e mais mulheres decidiram ter filhos após os 40 anos, desafiando um limite de idade que os médicos sempre consideraram proibitivo para a reprodução. Para saber se elas têm sido bem sucedidas, basta olhar em volta. Hoje, as mães com mais de 40 anos estão em toda parte. Nas páginas de revista, nas reuniões de pais, na sala de espera dos pediatras. E nas estatísticas. Nos Estados Unidos, só na década de 80, os nascimentos de filhos de mulheres nessa faixa etária dobraram. Na Inglaterra, na última década, 50% mais mulheres tiveram bebês entre 40 e 44 anos do que nos dez anos anteriores. No Canadá, a taxa de nascimentos entre mulheres de 40 a 44 dobrou nos últimos 25 anos. No Brasil, em 1991, as mães que tiveram o primeiro filho na meia idade eram 0,67% do total; em 2000, a porcentagem havia subido para 0,79%.

                Não é difícil imaginar os fatores que têm contribuído para esta mudança. Em primeiro lugar, a elevação na expectativa de vida observada nos últimos 30 anos vem transformando substancialmente nossa maneira de viver a vida e de pensar na idade. Há 40 anos, uma pessoa com 50 anos era considerada idosa. Hoje, quando alguém morre antes dos 80, considera-se que o evento aconteceu antes da hora. Com mais tempo para viver, é natural que as mulheres se permitam adiar a maternidade – um direito que, até então, só os homens tinham.

                Se a expectativa de vida mudou, as prioridades da mulher também se transformaram. A conquista de independência financeira e a realização pessoal, ambas atreladas à formação profissional e à performance no mercado de trabalho, são consideradas mais cruciais hoje do que a busca de um parceiro e o ideal de criar uma família. O resultado é que costumam vir antes, na lista de conquistas necessárias à mulher. Em um mundo cada vez mais competitivo e rápido, é comum que a construção de uma carreira sólida consuma o tempo e a energia da mulher por um longo tempo. O desejo de encontrar alguém e de ser mãe pode surgir quando a carreira da mulher atinge um platô de estabilidade, no meio da vida – ou quando o alarme biológico dispara e ela resolve que quer e pode abrir espaço na vida para ter um bebê.

NO DIA DO HOMEM, CONHEÇA ALTERNATIVAS PARA DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE PRÓSTATA


Segundo médica especialista da Sociedade Brasileira de Patologia, biópsia no períneo oferece menos riscos de infecção e complicações
 

Na próxima segunda-feira, dia 15 de julho, é celebrado o Dia do Homem no Brasil, importante data para promover o diagnóstico do câncer de próstata. Esse é o tipo de câncer mais frequente entre homens em todas as regiões do Brasil, apenas em 2018 foram 68.220 novos casos, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Embora a taxa de mortalidade para esse tipo de doença seja relativamente baixa, o rastreamento e a detecção precoce são importantes.

Os exames mais utilizados na detecção de tumores são a avaliação dos níveis do soro de PSA (Antígeno Prostático Específico, substância produzida pela próstata) e o toque retal, recomendado para homens a partir dos 50 anos. Exames de imagem, como a ressonância magnética, também podem ser utilizados. No entanto, para o diagnóstico definitivo, é necessária a biópsia, feita pelo médico patologista por meio da análise de tecido do reto ou do períneo.

Muito comum na Europa, a biópsia transperineal, região compreendida entre o saco escrotal e o ânus, tem como diferencial a forma de acesso às diversas regiões da próstata.

“Algumas regiões são pouco acessíveis à biópsia transretal, como a porção anterior da próstata. Nesses casos, a punção transperineal tem maior facilidade em representá-la”, segundo a Drª Katia Ramos Moreira Leite, médica patologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP).

Além disso, a maior vantagem da biópsia transperineal seria os baixos índices de infecção. “Apesar da prevenção da infecção com o uso de antibióticos quando realizada a biópsia transretal, seus índices tem aumentado, principalmente por resistência bacteriana aos medicamentos, devido ao seu uso indiscriminado”, explica ela.

Inovações no diagnóstico

No âmbito tecnológico, a biópsia transretal e a transperineal se equivalem. Atualmente, a ressonância magnética multiparamétrica é o que há de mais novo para esse tipo de diagnóstico. Utilizada caso persista a suspeita de câncer e a primeira biópsia se mostre negativa, ela aponta com maior precisão a região suspeita, permitindo uma biópsia dirigida.

“Os estudos mostram que 1/4 dos pacientes poderiam não sofrer a biópsia nos casos onde a ressonância magnética se mostre normal. Mesmo que persista a suspeita de câncer, por exemplo, por níveis aumentados do PSA, o exame de ressonância normal está associado à ausência de câncer ou a tumores clinicamente insignificantes, que não alteram a qualidade de vida ou a longevidade do paciente. Mas, se a ressonância se mostrar alterada, a biópsia dirigida para essa área suspeita tem maior chance de fazer o diagnóstico”, detalha Moreira Leite.

Além desse, mais sofisticado, mais caro e menos acessível, complementa a médica patologista, “o equipamento de medicina nuclear com o uso de um marcador, o PSMA, utiliza um elemento radioativo, seguro e sem reações adversas, como marcador específico da célula cancerígena e é outra importante inovação no diagnóstico do câncer de próstata”, complementa.
 

Atividade física no inverno


Médicos do HNSG falam sobre benefícios e dicas para se exercitar nos dias frios

Nos meses de inverno é natural que a vontade de praticar atividade física diminua. Mas o que pouca gente sabe é que esse período é ideal para fazer exercícios, pois diminui os resultados negativos da junção sedentarismo e alimentação desbalanceada. Um time de médicos especialistas do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG) explicam porque exercícios não devem ser deixados de lado mesmo com baixas temperaturas e dão dicas para se exercitar na época mais fria do ano.

 
Vontade de comer mais

De acordo com a nutricionista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Rosângela Teodorovicz, no inverno o organismo precisa de mais energia para manter a temperatura corporal. "Também ocorre uma diminuição na produção de serotonina, um neurotransmissor que promove a sensação de bem-estar, e para suprir esta sensação de tristeza, depressão e desânimo, muitas pessoas buscam compensação em comidas mais calóricas", conta Rosangela. E com tanta necessidade de consumir mais calorias, os quilinhos a mais, no fim do inverno, podem ser uma surpresa não muito agradável.

 
Sem pausa no treino

No inverno é muito importante que a pessoa que já pratica atividade física continue os seus treinos regulares. "Com a diminuição e até uma pausa causada pelo tempo frio, o corpo perde elasticidade, ritmo, frequência e tonicidade, e para retomar isso o trabalho é grande", comenta a cardiologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Dra. Marta Lisie Klein. Para chegar no verão com um corpo saudável e com tônus é necessário se exercitar regularmente por no minimo 3 meses antes. "O projeto verão nao é interessante, mas o projeto de vida saudável sim", garante a médica.

 
Melhora a Imunidade

A otorrinolaringologista do HNSG, Dra. Jemima Hirata, diz que manter a atividade física mesmo durante o inverno, ajuda a manter o corpo saudável, inclusive melhorando a imunidade. "A principal dica é procurar horários com temperaturas não muito baixas se for praticá-las ao ar livre", esclarece. Nas atividades ao ar livre pessoas com problemas alérgicos como asma e rinite podem desencadear crises, devido a baixa temperatura. Por outro lado, as chances de adquirir uma alteração causada por virus ao ar livre é menor do que se comparada a ambientes fechados como academias. "Uma alternativa é procurar exercícios aquáticos. Mas a temperatura da água e do ambiente quando se sai da água, precisam estar adequadamente aquecidos", salienta. Outro ponto muito importante ressaltado pela médica é a hidratação. Manter a ingestão de líquido durante atividades físicas é essencial, pois ajuda na defesa do organismo e mantém as mucosas respiratórias hidratadas. "A hidratação nas narinas pode ser feita com o uso de solução de soro fisiológico nas narinas", ensina a médica.


Função cardíaca é melhor no inverno

Segundo a cardiologista do HNSG, Dra. Marta Lisie Klein, a função cardíaca tem relação com a temperatura externa. "Quando fazemos atividade física a nossa temperatura interna muda", diz a cardiologista. É por isso que no verão, pessoas que possuem sobrepeso e são sedentárias, possuem mais dificuldade em praticar exercícios, pois as artérias dilatam mais e isso faz com que a pressão baixe. "Isso porque existe uma alteração de pressão arterial e leva um tempo para o corpo se acostumar com a mudança circulatória. O inverno pode ser uma boa alternativa para essas pessoas", diz. Para evitar mau estar a regra é simples: hidratação. "Tem que tomar água antes, durante e depois do exercício, no inverno e no verão", orienta a médica.


Não se esqueça do alongamento!

O ortopedista do HNSG, Dr. Renato Raad faz um alerta: Não esqueça de se alongar. No frio a musculatura fica mais encurtada e demora para ser ajustada. "O ideal é alongar-se antes da atividade física, praticar em baixa intensidade o exercício durante 20 minutos e só depois aumentar gradativamente a intensidade do exercícios", orienta o ortopedista. O médico diz que a falta de alongamento no inverno é um dos motivos que os consultórios acabam recebendo mais pacientes com lesões musculares.

Cirurgia Minimamente Invasiva para Glaucoma: uma nova alternativa de tratamento


H.Olhos explica como o procedimento pode reduzir com eficácia a pressão intraocular


Causado na maioria dos casos pelo aumento espontâneo da pressão de dentro do olho, o glaucoma pode provocar lesões definitivas ao órgão, o que leva à perda gradativa da visão. A doença é a principal causa da cegueira irreversível no mundo. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), 60 milhões de pessoas possuem glaucoma, mas apenas 50% têm conhecimento disso. Estima-se que em 2020 esse número chegue a 80 milhões.

A novidade é que um procedimento inovador vem sendo realizado no Brasil, considerado um avanço no tratamento da doença: a Cirurgia Minimamente Invasiva para Glaucoma, ou MIGS, sigla em inglês que significa Minimally Invasive Glaucoma Surgery.

“É uma cirurgia alternativa aos procedimentos tradicionais, que são mais invasivos. Uma das modalidades de MIGS consiste em introduzir um dispositivo muito pequeno, chamado iStent, no ângulo da câmara anterior, localizado entre a íris e a córnea, onde o líquido de dentro do olho é drenado. Esse dispositivo permite uma maior drenagem do líquido, reduzindo a pressão intraocular”, comenta o Dr. Luiz Alberto Melo, oftalmologista e especialista em Glaucoma do H. Olhos.

Uso do colírio após a MIGS

O glaucoma é considerado uma doença silenciosa devido à ausência de dor ou outro sintoma agudo na maioria dos casos. No início, acomete a visão periférica, afetando o que o paciente enxerga nas laterais, tornando a percepção de perda da visão difícil de ser notada.

Após o diagnóstico, o controle da pressão intraocular é normalmente realizado pelo uso de colírios, que evita a progressão da lesão no nervo óptico. Em casos mais avançados, é necessário o uso de mais de um medicamento. Quando os colírios falham na regulagem da pressão, recorre-se ao uso de laser ou cirurgia.

“A MIGS, além de ter uma taxa menor de complicações que as cirurgias tradicionais, pode reduzir a necessidade do uso de colírios pelo paciente. Essas microcirurgias são melhores indicadas para casos iniciais e moderados de glaucoma”, afirma o médico.

Visitas anuais ao oftalmologista são essenciais para um diagnóstico precoce, principalmente para os pacientes de risco. A medição da pressão ocular e o exame de fundo de olho são feitos de maneira rápida, não invasiva e indolor. Quanto mais cedo o problema for identificado, maiores são as chances do tratamento evitar a perda da visão.


No Dia Nacional do Homem, Instituto Lado a Lado pela Vida alerta sobre a importância de cuidar da saúde


O Dia Nacional do Homem, instituído no dia 15 de julho, foi implementado no calendário da saúde para lembrar os homens sobre a importância de cuidar da saúde. A data nos lembra que, ainda nos dias de hoje, alguns homens ainda demonstram uma tendência a serem mais resistentes a procurar o médico, seja para fazer exames de rotina ou mesmo diagnosticar algum problema alertado por um sintoma. Para alguns, exames de caráter preventivo nem mesmo fazem parte de sua rotina.

Para Dra. Vera Bifulco, psicóloga e membro do comitê científico do Instituto Lado a Lado pela Vida, ao contrário das mulheres que tem a essência do cuidar dentro delas, os homens não internalizam esse hábito na sua rotina de vida. 

“Dificilmente, eles procuram os médicos para fazer prevenção e, por vezes, quando isso ocorre, a doença já está em estágio avançado. A ida ao médico com objetivo de intensificar a prevenção deveria ser incorporada pelo público masculino. É uma mudança cultural necessária.

Para Dra. Vera, não é uma regra, porém alguns homens só vão ao consultório quando solicitado pela esposa, companheira ou filhos, mesmo sabendo que a chance de cura é maior em diagnósticos precoces.

Quando o assunto é exame do toque retal, fundamental para diagnosticar o câncer de próstata, cuja recomendação se dá a partir dos 45 anos (para quem tem histórico familiar ou homens negros) e 50 anos aos demais, o tabu é ainda maior.  Embora a conscientização esteja aumentando, desde o lançamento da Campanha Novembro Azul, criada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, muitos homens ainda têm medo. Além disso, dentre os que fazem, há aqueles que não comentam no trabalho que fizeram por vergonha.

“O preconceito que permeia o exame de toque é proveniente de uma cultura machista. Ao longo dos tempos a região anal fora associada à sexualidade promiscua e o uso dessa região para obtenção de prazer foi deslegitimado aos homens. Infelizmente, esta ideia ainda está bastante arraigada em nossa cultura, o que faz com que muitos homens se recusem a realizar o exame em uma tentativa quase irracional de ‘preservar’ a masculinidade”, explica a psicóloga.

Apesar da cultura, os médicos já têm observado um aumento da procura dos homens pelos consultórios, sobretudo pela força da Campanha Novembro Azul, e por parte do público mais jovem. “Hoje, vemos uma geração mais preocupada com a saúde, que se alimenta melhor, realiza exercícios físicos e está mais atento aos cuidados pessoais”, analisa Dra. Vera.

Entretanto, no seu entender, enquanto a mulher tem a essência do ‘cuidar’ dentro dela, o homem se volta para o trabalho e a realização profissional, o que explica a presença mais feminina nas consultas médicas.


Saúde do Homem está entre as bandeiras do LAL

Por causa desse histórico, o Instituto Lado a Lado pela Vida foi criado em 2008 com a missão de levar informação sobre saúde do homem. O objetivo das ações é conscientizá-los sobre a importância da mudança de hábitos para a adoção de um estilo de vida mais saudável, sempre destacando ações de prevenção e conscientização, com alertas principalmente para as doenças cardiovasculares e oncológicas, em especial aos cânceres de prósostata, pênis, testículo, pele/melanoma e pulmão.

O Instituto reforça àqueles que estão habituados a resolver tantas questões complexas no trabalho de forma eficiente, a importância de dedicar atenção à própria saúde. “Pequenas mudanças de hábitos podem salvar vidas e minimizar o sofrimento entre as famílias”, finaliza Marlene Oliveira, presidente do Insituto Lado a Lado pela Vida e idealizadora da Campanha Novembro Azul.




Instituto Lado a Lado pela Vida 

Diabetes gestacional, placenta prévia, hipertensão arterial, pré-eclâmpsia, sangramentos e alterações na tireoide: o que fazer quando as mulheres desenvolvem essas doenças na gravidez?

 Dra.  Mariana Rosario, ginecologista,
obstetra e mastologista


O pré-natal é indispensável e importantíssimo na gestação, mas não impede que algumas mulheres tenham complicações na saúde. Nesses casos, o que fazer?


Gravidez é sinônimo de saúde. Mas, em alguns casos, podem ocorrer problemas que colocam em risco o bem-estar da gestante e de seu bebê. Se não houver acompanhamento profissional, algumas doenças da gestação podem levar ao óbito fetal e materno, sendo bastante graves. Para a Dra. Mariana Rosario, o pré-natal bem feito é fundamental para a prevenção e o controle de doenças, mas ele não é suficiente para que elas não apareçam. 

“Existem mulheres com predisposição para hipertensão arterial, outras já engravidam com sobrepeso e obesidade; há as que passam pela gestação mais velhas e as situações se apresentam no decorrer da gestação. O importante é ter acompanhamento de um médico preparado e de confiança, que poderá apoiar a paciente em suas necessidades”, diz a ginecologista, obstetra e mastologista, que é membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp) e do corpo clínico do hospital Albert Einstein e pesquisadora da Faculdade de Medicina do ABC.

Ela explica que muitas pacientes apavoram-se quando acontece um problema na gravidez, mas a Medicina está bastante avançada para que os tratamentos sejam bem eficientes e, no final do período gestacional, mãe e filho estejam bem. Dra. Mariana Rosario elencou as principais ocorrências que podem causar problemas gestacionais:


 - Rubéola, sífilis, toxoplasmose e citomegalovírose – são doenças causadas por vírus que podem ser adquiridos pela mãe, por contato humano e até animal – a toxoplasmose é transmitida por gatos, por exemplo – e que causam problemas porque ela as transmite ao bebê. A rubéola tem como sintoma o rash cutâneo, que são placas avermelhadas na pele, mas, também pode causar surdez e problemas visuais no bebê, então, é preciso que a mãe seja vacinada antes da gestação. Já a sífilis pode ser tratada com antibiótico. Assim, que se passe a doença, que causa problemas neurológicos ao bebê, é possível tratá-la doença. Já a toxoplasmose e a citomegalovirose não têm vacina e apresentam-se como uma febre leve, assemelhando-se a um resfriado: é preciso ficar atenta ao contato com animais e aos ambientes muito fechados. Ambas podem causar retardo no crescimento uterino e problemas neurológicos.


Hipertensão arterial, pré-eclâmpsia e eclâmpsia – A hipertensão arterial sistêmica (HAS), ou pressão alta, na gestação, é um fator de risco para a pré-eclâmpsia, um quadro de risco para a saúde da mãe e do bebê. Considera-se que uma mulher está em pré-eclâmpsia quando ela apresenta, além da HAS, a proteinúria, que é a proteína elevada na urina. A pré-eclâmpsia consiste, de forma simplificada, na diminuição do calibre dos vasos sanguíneos – e é justamente isso que causa esse aumento da pressão. Esse quadro é característico da 24ª à 28ª semana gestacional, então, é preciso ficar atenta a esse período da gestação. É mais comum na primeira gestação ou na gestação de um parceiro diferente do anterior porque a causa pode ser uma incompatibilidade genética.

A eclâmpsia é o ápice do problema, quando ocorre a convulsão, no final da gravidez. É um problema grave, que pode levar a mãe e o bebê ao óbito.
A pré-eclâmpsia é tratada no pré-natal, com anti-hipertensivo e mudança no estilo de vida, com dieta e exercício físico, e um controle rigoroso do desenvolvimento do bebê, porque esse quadro pode afetar seu crescimento e antecipar o parto. O tratamento evita a eclâmpsia, tornando o parto seguro e evitando a Síndrome de Hellp, uma complicação obstétrica grave da pré-eclâmpsia.


Diabetes gestacional – O diabetes gestacional é uma alteração no metabolismo da insulina, um hormônio anabólico que, de maneira bem simplificada, está relacionado à formação do bebê. Por isso, ele está bem alto no começo da gestação. Por volta da 24ª à 28ª semana, esse hormônio tem uma queda brusca. Se o pâncreas da mãe não tem um funcionamento adequado, seja por mau funcionamento, pré-disposição genética ao diabetes ou por má-alimentação ou ganho de peso inadequado na própria gestação ou antes dela, ela pode desenvolver o diabetes gestacional.

O diagnóstico do diabetes gestacional é realizado por curva glicêmica, por volta da 28ª semana, um exame obrigatório a todas as gestantes, indepentemente da predisposição ao quadro. Apresentando o diabetes gestacional, a paciente tem, a critério médico, o tratamento realizado por dieta e atividade física ou, no caso mais grave, com uso de insulina. Não é usado o hipoglicemiante oral no diabetes gestacional.

O diabetes gestacional atrasa a maturação pulmonar do bebê. Como o pulmão é um dos últimos órgãos a se formar no feto, é preciso tomar cuidado com a antecipação do parto, já que filhos de mães com diabetes gestacional tendem a ter pulmões formados tardiamente. Além disso, como o bebê é exposto a grandes quantidades de glicose no útero materno, ele tem maior risco de desenvolver obesidade e diabetes no futuro, além de nascer grande (a chamada macrossomia fetal), apresentando também hopoglicemia neonatal e dificuldades no parto.


Sangramentos – Sangramentos no primeiro trimestre podem indicar gravidez ectópica – aquela que ocorre fora do útero e precisa ser interrompida, por conta do risco de vida da mãe. Ou é sinal de aborto, necessitando de intervenção medicamentosa, repouso e cuidados especiais. Todos os mínimos sinais de sangramento precisam ser avaliados pelo obstetra, por meio de ultrassonografia, para um diagnóstico preciso. No último trimestre, o sangramento pode indicar a placenta de inserção baixa (também conhecida por placenta prévia), que aumenta o risco de hemorragia. Também é um quadro que inspira cuidados e repouso, com indicação de acompanhamento médico imediato. Quedas, traumas, estresse, uso de drogas (especialmente cocaína) ou hipertensão arterial podem causar descolamento de placenta e necessitam de parto de emergência, porque o bebê para de receber suprimento de sangue e oxigênio: é necessário cuidado e atenção imediatos!


Problemas na tireoide – Pacientes que já tiveram problemas na tireoide antes de engravidar podem ter alterações na gestação, já que o período pode agravar o problema. Mesmo quem não apresentou nenhuma questão relacionada à glândula pode tê-la na gravidez, porque é um momento em que o corpo exige a secreção aumentada de hormônio, por isso, é necessário um controle mais rigoroso, especialmente no primeiro e terceiro trimestres. Caso exista alguma disfunção, é necessário realizar o tratamento ou o acompanhamento, a critério do endocrinologista. O hipertireoidismo pode induzir ao parto prematuro, sendo o problema mais comum relacionado à gestação. Já a presença de nódulos é acompanhada durante a gravidez, não havendo a retirada deles em quase nenhum caso durante o período. Após o parto, deve-se continuar com o acompanhamento, já que pode haver a necessidade de intervenção cirúrgica.






Dra. Mariana Rosario – Ginecologista, Obstetra e Mastologista. CRM- SP: 127087. RQE Masto: 42874. RQE GO: 71979. Formada pela Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André (SP), em 2006, a Dra. Mariana Rosario possui os títulos de especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia pela AMB – Associação Médica Brasileira, e estágio em Mastologia pelo IEO – Instituto Europeu de Oncologia, de Milão, Itália, um dos mais renomados do mundo. É membro da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) e especialista em Longevidade pela ABMAE – Associação Brasileira de Medicina Antienvelhecimento. É médica cadastrada para trabalhar com implantes hormonais pela ELMECO, do professor Elcimar Coutinho, um dos maiores especialistas no assunto.

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