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segunda-feira, 8 de julho de 2019

Jogos digitais melhoram o desempenho dos alunos



A Sphere International School, escola internacional bilíngue, utiliza a gamificação como estratégia de aprendizado e inclusão


Despertar o interesse das crianças nascidas na era da internet é um desafio para as escolas, que tiveram que reinventar o modelo educacional, explorando cada vez mais a interatividade, experiências e descobertas, já que as novas tecnologias disponíveis tornaram os pequenos nativos digitais. Um estudo realizado pela startup israelense Matific, com 60 mil alunos das escolas públicas e privadas, mostrou que 91% dos estudantes aprendem mais quando utilizam recursos tecnológicos, como jogos virtuais, por exemplo.

A gamificação, como é conhecida, usa a estratégia dos jogos virtuais para tornar o estudo mais eficaz e atrativo. De forma interativa e lúdica, os games e o uso da internet nas salas de aulas contextualizam as metodologias tradicionais e potencializam o aprendizado, possibilitando o desenvolvimento da atenção, concentração, coordenação motora, criatividade para elaboração de textos, desenhos e do raciocínio lógico, além de incentivar o trabalho em equipe e a colaboração, fazendo com que se apliquem para superar novos desafios e, com isso, aprendam enquanto se divertem. 

Dessa forma, o aluno deixa de ser apenas um agente passivo em sala de aula para ser um participante ativo em todo o processo de aprendizagem. “A fórmula de sucesso das escolas do século XXI certamente envolve proporcionar mais autonomia e independência às crianças que, orientados por um professor ciente de seu novo papel, conduz os estudantes por um caminho em que, a cada descoberta, novas perguntas surgem, em um processo incessante de aprimoramento e busca por novos horizontes”, explica o coordenador de tecnologia educacional da Sphere International School, João Luís Machado.

A Sphere International School implementou na grade curricular jogos virtuais com objetivo de estimular o estudo por meio da diversão e já vem sentindo os resultados entre os estudantes. “A gamificação gera um maior interesse e participação dos alunos e, isso é um ganho evidente. Os games auxiliam as crianças a lidar com a vitória e a derrota, a frustração e o êxito, a existência de regras, o compartilhamento de espaços e atribuições quando jogado com parceiros, a necessidade de criar estratégias e resolver problemas, e é por meio dessas situações virtuais que eles compreendem e lidam com momentos da vida presencial”, explica o coordenador.

É importante ressaltar ainda que a escola e a família têm papéis importantes para que haja uma troca positiva entre o uso da tecnologia e do aprendizado. É preciso mediar, indicar recursos adequados, monitorar o uso, definir regras para que isso aconteça, evitar abusos e fazer com que os alunos/filhos não fiquem somente conectados, mas tenham experiências presenciais importantes e de valor para sua formação e crescimento em paralelo, destacando a importância do real, presencial e, também, do virtual”, completa Machado.




Sphere International School
www.sphereinternational.com.br


Dia Mundial da Saúde Ocular chama atenção para aumento significativo nos diagnósticos de miopia


Divulgação

Estimativa é que até 2020 cerca 2,6 bilhões de pessoas terá dificuldade para enxergar de longe; sem medidas preventivas, até 2050 serão 5 bilhões de míopes ao redor do planeta


O Dia Mundial da Saúde Ocular, celebrado em 10 de julho, chama atenção para o aumento significativo nos diagnósticos de miopia nos consultórios oftalmológicos. Os dados são alarmantes e apontam para uma epidemia da doença. A estimativa é que até 2020 cerca 2,6 bilhões de pessoas, 1/3 da população mundial, terá dificuldade para enxergar de longe. Caso não haja medidas preventivas e as previsões se confirmem, até 2050 serão 5 bilhões de míopes ao redor do planeta.

A doença é definida como um distúrbio de refração em que os raios luminosos formam o foco antes da retina. “Por conta dessa característica, uma pessoa míope consegue ver objetos próximos com nitidez, mas os distantes parecem borrados. Apesar de se tratar de uma doença relativamente simples, quando leve ou moderada, a miopia pode ter desdobramentos severos em alguns casos, com risco de descolamento da retina, catarata precoce, degeneração macular e glaucoma”, explica a médica oftalmologista Tania Schaefer, da Clínica Schaefer, de Curitiba.

Não por acaso a prevalência da miopia no Brasil e no mundo tem sido fonte de grande preocupação para os profissionais da saúde, pelos impactos trazidos aos portadores e à economia como um todo. Causada por hereditariedade ou aspectos ambientais como medicamentos e alimentação, a miopia tem uma relação provável com o excessivo esforço visual para enxergar de perto. Há evidências de que o uso exagerado das novas ferramentas tecnológicas pode induzir e acelerar a evolução da miopia. Outro fator relacionado à vida contemporânea, a redução do tempo de atividades ao ar livre e consequente menor exposição da visão a uma luminosidade natural, também pode ter relação no expressivo crescimento do número de casos da doença.

E considerando que um esforço visual excessivo vem sendo a marca das novas gerações, com o uso desde a infância de tablets, smartphones e computadores, o alerta de oftalmologias é para a importância do diagnóstico precoce da doença. “Crianças devem ser examinadas antes dos 3 anos de idade e, caso seja constatadas alterações visuais, é fundamental acompanhar se a doença evolui de maneira lenta ou acelerada. Apesar de a miopia geralmente se instalar à partir da juventude, por volta dos 10 anos de idade, muitas crianças que sequer têm predisposição genética vem sendo diagnosticadas precocemente com miopia”, alerta Tania Schaefer.


Prevalência no mundo

No Brasil não há pesquisas detalhadas acerca do crescimento do número de diagnóstico de miopia. Nos Estados Unidos a miopia atinge 25,7% da população entre 12 e 17 anos e 42% da população adulta. Estudos recentes indicam que houve um aumento de 62% na prevalência da miopia em jovens na Ásia. Investigações revelam uma tendência semelhante à prevalência nas sociedades ocidentais, com um aumento de 70% em apenas uma geração, indicando que a causalidade ambiental é um fator determinante na progressão da miopia.


Prevenção, controle e tratamentos

Estimular atividades ao ar livre entre crianças e jovens, além de controlar o uso exagerado de celulares e demais dispositivos tecnológicos pode servir como coadjuvante no controle do aumento dos casos de miopia. Uma atenção ao uso de óculos com a devida proteção aos raios ultravioletas também é essencial no caso de exposição ao sol. Ainda falando preventivamente, os pais devem assegurar que os filhos sejam examinados antes dos 3 anos e façam o devido acompanhamento da progressão da doença, como já citado anteriormente.

No caso de pacientes com diagnóstico de miopia, há opções de tratamentos e cada uma é adequada para um perfil de paciente. “O uso de colírios de atropina, em dosagens mínimas e rigoroso controle do médico oftalmologista, tem sido descrito como uma das terapias mais efetivas no controle e desenvolvimento da doença. Esse medicamento, por razões ainda não definidas, determina um relaxamento da musculatura do olho e exerce um controle no crescimento do globo ocular. Infelizmente o medicamento apresenta efeitos colaterais em alguns pacientes e não é recomendada para todos”, explica a especialista.

Óculos com lentes bifocais também podem ser adotados para controlar a miopia, com devido acompanhamento sobre a evolução da doença, para evitar problemas na vida adulta. Infelizmente, a indicação é limitada e específica para alguns casos. Assim, não são todas as crianças que podem se valer dessa opção para controlar a doença.


Tratando a miopia durante o sono

Um tratamento médico que permite a correção visual da miopa enquanto o paciente dorme é o que vem sendo apontado como excelente opção para o controle efetivo da doença. É a Ortoqueratologia, uma terapia corretiva temporária da miopia que consiste na adaptação de lentes de contato de curva reversa, com a finalidade de alterar o formato da córnea do paciente. Estudos demonstram que o tratamento contribui para um retardo no crescimento axial do olho, resultando em uma correção temporária da miopia.

Esse tipo de terapia corretiva, que começa a ganhar espaço no Brasil, existe há décadas nos Estados Unidos, Europa e na Ásia. Mas foi a partir da evolução dos materiais das lentes de contato que a Ortoqueratologia passou a ser considerada uma opção viável, para trazer mais qualidade de vida a milhares de pacientes portadores de miopia. Atualmente existe apenas uma lente disponível para esse tratamento no Brasil, mas outros laboratórios já estão em processo de aprovação junto à Anvisa, ampliando a gama de opções para pacientes no país.

A rotina dos pacientes que adotam a Ortoqueratologia como tratamento da miopia inclui colocar as lentes durante a noite e tirar ao levantar. O resultado é uma visão nítida durante o dia sem ajuda de óculos ou lentes de contato. Cuidados tradicionais com lentes, como limpeza e acompanhamento médico também devem fazer parte da rotina do usuário. Com tais características, o controle da evolução da miopia através da Ortoqueratologia é bastante eficiente, seguro e inócuo. Mas essa é opção não é recomendada para quem sofre de secura ocular extrema ou outra patologia oftalmológica grave. Pacientes com mais de seis dioptrias de miopia ou 1,75 dioptrias de astigmatismo também não têm indicação.





Tania Schaefer (CRM 5.416) - Oftalmologista
Site: http://www.schaefer.com.br
Clínica Schaefer Oftalmologia e Neurologia
Endereço: Avenida Getulio Vargas, 2932, Água Verde, Curitiba/PR
Fone: (41) 3027-3807



Entenda a importância de medidas preventivas contra o tromboembolismo venoso (TEV)


 O TEV é um problema comum e representa a causa mais evitável de morbidade e mortalidade em pacientes hospitalizados


Todos os anos ocorrem em torno de 10 milhões de casos de tromboembolismo venoso (TEV) em todo o mundo¹. O Tromboembolismo venoso ou TEV, que é a formação de coágulos sanguíneos dentro das veias, é uma condição médica perigosa e que corresponde a uma importante causa de mortalidade e invalidez. Esta condição é especialmente importante dentre os pacientes hospitalizados, uma vez que em sua grande maioria possuem fatores de risco para o desenvolvimento de TEV². Entre as ações para enfrentar o problema, a farmacêutica Sanofi criou o Safety Zone: programa de segurança do paciente desenvolvido para estimular hospitais a adotarem medidas de prevenção para minimizar os riscos de tromboembolismo. O programa já conta com a participação de 134 instituições de saúde, que são visitadas por equipes de gerentes de qualidade da própria farmacêutica em uma ação colaborativa para orientação sobre aspráticas recomendadas nas diretrizes para a prevenção de tromboembolismo venoso associado à hospitalização.


O TEV e a segurança do paciente

Além de infecções hospitalares e quedas, de acordo com um estudo divulgado na Revista da Associação Médica Brasileira³, o tromboembolismo venoso (TEV) é a principal causa evitável de óbito hospitalar e a sua ocorrência pode ser tanto durante como após a hospitalização. Segundo o Dr. José Ribamar Branco, diretor executivo do IBSP, quando um hospital recebe um paciente, uma das principais preocupações da instituição deve ser a de não colocá-lo em risco durante o tratamento. “Mesmo com avanços e descobertas que auxiliam na recuperação de pacientes ao redor do mundo, é necessário lembrar de que há outros fatores de risco além da hospitalização e é muito importante que as instituições de saúde avaliem o risco dos pacientes e adotem medidas preventivas adequadas de acordo com o risco.

“Pacientes que passam por cirurgias ou ficam internados, devem receber os cuidados necessários em relação à prevenção problemas de circulação, principalmente se já possuírem algum fator de risco”, explica Dr. José Ribamar. “O estimulo, quando possível, para que o paciente realize caminhadas durante a estadia no hospital e o uso de anticoagulantes são duas medidas simples e que podem evitar o desenvolvimento do TEV e complicações como a embolia pulmonar”, complementa.


Pacientes de risco

Quase todos os pacientes de cirurgias gerais e de emergência têm um risco de moderado à alto de desenvolver TEV. Porém, alguns dos grupos que precisam de maior atenção são:

- Pacientes com histórico de problemas de coagulação ou casos de TEV na família
- Pacientes oncológicos
- Pacientes internados em UTI
- Gestantes

Mesmo que o paciente não pertença a nenhum dos grupos mencionados, é importante que haja uma avaliação individual no momento da admissão, seja para pacientes clínicos ou cirúrgicos.


Como prevenir o TEV

No momento da admissão hospitalar, a equipe de assistência do hospital deve realizar uma avalição cautelosa para determinar se o paciente possui riscos ou não de desenvolver TEV. Como forma de prevenção, podem ser adotadas medidas de prevenção não farmacológicas como o uso de meias elásticas e deambulação e, em alguns casos até o uso de medicações anticoagulantes. Em caso de cirurgias, é importante que a profilaxia contra o TEV seja iniciada antes e mantida depois do procedimento de acordo com as recomendações para cada paciente.

Mesmo que existam protocolos preventivos contra o TEV, é importante que os pacientes também sejam proativos e estejam cientes a respeito de possíveis riscos ao longo da internação.





Sanofi



Referências:
CHEST issues new antithrombotic guideline update for treatment of VTE disease. CHEST 2016, Disponível em: http://www.chestnet.org/News/Press-Releases/2016/01/AT10-VTE?p=1 acesso em abril 2019
Geerts, WH. The 7th ACCP. CHEST 2004; 126:338s-400s
Bastos, M; et al. Tromboprofilaxia: recomendações médicas e programas hospitalares. Rev. Assoc. Med. Bras. [online]. 2011, vol.57


Comeu muito doce nas festas? Saiba como prevenir a dor de dente


E chegaram as festas juninas, época de comidas típicas deliciosas, doces e bebidas açucaradas, como cocada, pé de moleque, quentão, pamonha, e tantas outras opções que deixam qualquer um com água na boca. Então você vai ansioso por degustar as iguarias doces, mas ao morder o primeiro pedaço vem a dor e a sensibilidade. O que fazer?

O especialista Dr. Eduardo Nakanishi revela como esse tipo de problema, que pode ter múltiplas causas, é capaz de arruinar momentos deliciosos como esse: "A sensibilidade dentária pode ter várias causas, mas em geral acontece quando a dentina – tecido coberto pelo esmalte do dente – fica exposta, seja por diminuição da gengiva, fratura ou queda de restaurações já existentes, causando esse desconforto. Em casos mais severos, o tratamento de canal pode acabar sendo a única solução, dependendo do problema dentário do paciente, se a questão for relativa a uma inflamação dentro da polpa do dente, pressionando vasos sanguíneos”.

Em geral, esse tipo de dor surge após a ingestão de alimentos doces e ácidos, mas também pode se manifestar com a ingestão de alimentos muito quentes ou muito gelados. O Dr. Nakanishi conta que o primeiro passo ao sentir algum tipo de dor ou sensibilidade com a ingestão de doces ou qualquer outro tipo de alimento é procurar um especialista: "Como em geral as pessoas só procuram ajuda depois que sentem a dor, é preciso avaliar o tamanho do problema. Se a pessoa só sentir as pontadas quando tiver contato com bebidas e alimentos, e elas não forem muito fortes e passarem rapidamente, bochechos com soluções mais concentradas de flúor e o uso de cremes dentais especiais para esses casos, podem controlar, mas se o caso for mais grave, outras medidas podem ser tomadas”, indica.

Caso a sensibilidade seja severa, o especialista recomenda alternativas: A aplicação de vernizes de flúor ou a restauração das áreas sensibilizadas são indicadas para casos mais graves e que podem exigir um tratamento mais longo, que deve ser feito o quanto antes para evitar que a estrutura dental fique mais comprometida. Mas somente o cirurgião-dentista é quem pode fazer o diagnóstico correto e optar pelo melhor tratamento", alerta.

Como prevenir sentir dor de dente ao comer doces?
O Dr. Eduardo Nakanishi revela os três passos fundamentais para evitar dores e sensibilidades dentárias:


1 -  Mantenha uma boa higiene bucal

Procure retirar a placa bacteriana, garantindo que todas as superfícies dos dentes ficaram limpas. "Use corretamente a escova e o fio dental, além de cremes dentais e enxaguatórios indicados para dentes sensíveis", reforça.


2 - Não faça movimentos bruscos

 Para a escovação, use uma escova de cerdas macias e não faça muita força durante a escovação. Isso pode danificar o esmalte dos dentes e aumentar a sensibilidade.


3- Cuidado com alimentos ácidos

Controle o que você come e bebe. Evite escovar os dentes logo depois de consumir alimentos ácidos. Neste caso, a escovação ajuda a esfregar o ácido ainda mais no dente, causando desgaste. O ideal é esperar uns 30 minutinhos depois de comer.



Kind Regards

Dia da Saúde Ocular: Conheça as principais doenças que acometem os olhos e podem levar à cegueira

 Bigstock

Cuidar da saúde dos olhos é essencial e as visitas anuais ao oftalmologista são necessárias independentemente da idade, até porque, identificadas precocemente as doenças oculares podem ser tratadas com êxito e evitam a perda da visão, como consequência da maior parte dessas moléstias. Estima-se que 39 milhões de pessoas em todo o mundo sejam acometidas pela cegueira e 246 milhões sofram de perda moderada ou severa da visão, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, esses números ultrapassam a casa de 1,5 milhões de pessoas cegas, o que equivale a 0,75% da população, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Causas

Entre as principais causas que levam à cegueira, podemos citar quatro: Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), Catarata, Glaucoma e Retinopatia diabética.


A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) atinge, na maioria dos casos, pessoas acima dos 50 anos e é irreversível. Apesar de ser uma doença de ordem genética, fatores como obesidade, tabagismo, diabetes e hipertensão podem contribuir para seu surgimento e evolução. A DMRI é uma doença degenerativa, progressiva e acontece na parte central da retina, provocando embaçamento de visão e distorção de imagens.


 A Catarata acomete principalmente idosos e caracteriza-se pela perda da opacidade do cristalino, responsável pela nitidez e foco na visão. Embora seja cirúrgico, o tratamento existe e consiste na substituição do cristalino por uma lente intraocular. A catarata também pode ser ocasionada por fatores como diabetes, traumatismos oculares, radiação e infecção nos olhos.


O Glaucoma é um dos problemas oculares mais comuns, porém um dos mais perigosos e que mais leva à cegueira. Ele acontece devido ao aumento da pressão intraocular, em função de uma falha no sistema de drenagem do líquido que circula no interior do olho. Com o aumento da pressão intraocular as células do nervo óptico acabam morrendo. O Glaucoma provoca o estreitamento do campo visual, fazendo com que a pessoa perca, com o passar o tempo, a visão periférica e central. Ele pode ser tratado, a partir do diagnóstico, com o uso de colírios e, em alguns casos, procedimentos a laser e cirúrgicos.

Por último e não menos importante temos a Retinopatia diabética, uma complicação do diabetes. Trata-se da principal causa da cegueira entre pessoas de 20 a 74 anos. Ela acontece em função da hiperglicemia, que desencadeia várias alterações no organismo que, entre outros danos, levam à disfunção dos vasos da retina. A pessoa portadora da Retinopatia diabética fica com a vista embaçada e pode acabar perdendo parcial ou totalmente sua visão. Entretanto, se diagnosticado precocemente, pode ser tratada com aplicação de laser e substâncias antiangiogênicas, que inibem o surgimento dessas disfunções vasculares.

O fato é que as doenças que afetam a vista e levam à cegueira são silenciosas, por isso, qualquer sintoma ou alteração na visão devem ser prontamente identificados e tratados, de acordo com o diagnóstico estabelecido pelo médico especialista.




Alfonso Nomura - médico coordenador da oftalmologia do Trasmontano Saúde.

Inverno



Saiba como se prevenir de doenças infecciosas comuns da estação

Apesar da ocorrência de casos durante todo o ano, nesse período, casos de meningite bacteriana são mais frequentes1,2



Com a chegada do inverno e das baixas temperaturas, algumas doenças como gripe, viroses, outras infecções, como as meningites bacterianas, podem aparecer. E, para evitar o contágio, é preciso ficar atento e se prevenir.1,2

Segundo o Dr. Jessé Alves (CRM 71991 SP), infectologista e gerente médico de vacinas da GSK, a estação facilita a disseminação de vírus e bactérias. “Durante os dias mais frios, as pessoas ficam mais tempo em ambientes fechados e, com isso, o ar não circula e não se renova, favorecendo assim a transmissão de diversos tipos de vírus e bactérias. Todo esse cenário facilita a propagação de quadros infecciosos. Em idosos e crianças, os cuidados devem ser ainda maiores, pois são mais suscetíveis. Por isso, é importante a prevenção”, afirma.

Além de resfriados, gripes e outras doenças respiratórias, a ocorrência da meningite bacteriana também é mais comum no inverno.1,2A meningite pode ser causada por diversos agentes infecciosos, como bactérias, fungos e vírus, mas nesse período mais frio a ocorrência da meningite bacteriana é mais comum, apesar da ocorrência de casos durante todo o ano. A doença é muito grave, podendo causar sequelas e até mesmo levar a óbito”, conta Dr. Jessé.

A meningite meningocócica é uma infecção bacteriana das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, causada pela bactéria Neisseria meningitidis, que possui 13 sorogrupos identificados, sendo que cinco deles são os mais comuns (A, B, C, W e Y).3,4,5 No Brasil, a doença meningocócica leva cerca de 20% dos pacientes a óbito, geralmente, dentro de 24 a 48 horas após o início dos sintomas.3,14

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2018, foram registrados 1.129 casos de doença meningocócica no Brasil, sendo que as regiões Sudeste (597 casos) e Sul (227 casos) apresentaram os maiores números de casos notificados.13  A vacinação é uma das melhores formas de prevenção contra a doença.2,4 Outras formas que podem ajudar na prevenção incluem evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados e limpos.2


Prevenção

Atualmente, existem vacinas para a prevenção dos 5 sorogrupos mais comuns no Brasil, as vacinas contra a meningite meningocócica causada pelo tipo B e as vacinas contra os tipos A, C, W e Y.4,6-9,13 A vacina contra os tipos A, C, W e Y, por exemplo, é recomendada nos calendários das sociedades médicas a partir dos 3 meses de idade, bem como para jovens e adultos (dependendo da situação epidemiológica).6-8 A vacina para a prevenção da meningite meningocócica causada pelo tipo B é recomendada a partir dos 3 meses de idade pelas sociedades médicas.6-8

Nos postos de saúde, a vacina contra a doença causada pelo meningococo C é disponibilizada para crianças menores de 5 anos de idade e adolescentes de 11 a 14 anos.10

Importante ressaltar que a meningite meningocócica não é uma doença que atinge apenas crianças. Até 23% dos adolescentes e adultos jovens podem ser portadores da bactéria e podem transmití-la para outras pessoas através da saliva e partículas respiratórias, sem necessariamente desenvolver a doença.3,5,11,12

É importante lembrar que a vacinação é um recurso importante para a prevenção, não só da meningite meningocócica, mas de outras doenças infecciosas também em crianças, adolescentes e adultos.2,6,7,8,10



GSK


Material dirigido ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico.




Referências:
  1. BLOG DA SAÚDE. Cuidados simples evitam transmissão das doenças do inverno. 2013. Disponível em: <http://www.blog.saude.gov.br/promocao-da-saude/30456-cuidados-simples-evitam-transmissao-das-doencas-do-inverno>. Acesso em: 22 maio 2019.
  2. PORTAL DA SAÚDE. Meningite: o que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção. 2019. Disponível em: <http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/meningites>. Acesso em: 05 jun. 2019.
  3. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Meningococcal meningitis. Disponível em: <www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/meningococcal-meningitis>. Acesso em: 13 jun. 2019.
  4. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Doença meningocócica (DM). 2019. Disponível em: <https://familia.sbim.org.br/doencas> Acesso em: 13 jun. 2019.
  5. CASTIÑEIRAS, TMPP. et al. Doença meningocócica. In: CENTRO DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE PARA VIAJANTES. Disponível em: <http://www.cives.ufrj.br/informacao/dm/dm-iv.html>. Acesso em: 13 jun. 2019.
  6. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Calendário de vacinação da SBP 2019. Disponível em: <https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/21273m-DocCient-Calendario_Vacinacao_2019-ok1.pdf>. Acesso em: 13 jun. 2019.
  7. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Calendário vacinal SBIm 2019/2020: do nascimento aos 19 anos (atualizado em 27/05/2019). Disponível em: <https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-pg-crianca-adolesc-0-19.pdf>. Acesso em: 13 jun. 2019.
  8. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Calendário vacinal SBIm 2019/2020: dos 20 anos à terceira idade (atualizado em 22/05/2019). Disponível em: <https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-pg-adulto-20-ou-mais.pdf>. Acesso em: 13 jun. 2019.
  9. PORTAL ANVISA. Aprovado registro de nova vacina contra meningite B. 2019. Disponível em: <http://portal.anvisa.gov.br/resultado-de-busca?p_p_id=101&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_101_struts_action=%2Fasset_publisher%2Fview_content&_101_assetEntryId=5288060&_101_type=content&_101_groupId=219201&_101_urlTitle=aprovado-registro-de-nova-vacina-contra-meningite-b&redirect=http%3A%2F%2Fportal.anvisa.gov.br%2Fresultado-de-busca%3Fp_p_id%3D3%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-1%26p_p_col_count%3D1%26_3_groupId%3D0%26_3_keywords%3Dtrumenba%26_3_cur%3D1%26_3_struts_action%3D%252Fsearch%252Fsearch%26_3_format%3D%26_3_formDate%3D1441824476958&inheritRedirect=true>. Acesso em: 22 de maio. 2019.
  10. BRASIL. Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação 2019. Disponível em: <http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/geral/calendario_vacinacao_2019.pdf>. Acesso em: 13 jun. 2019.
  11. ERVATI, M.M. et al. Fatores de risco para a doença meningocócica. Revista Científica da FMC, 3(2): 19-23, 2008.
  12. CHRISTENSEN, H. et al. Meningococcal carriage by age: a systematic review and meta-analysis. Lancet Infect Dis, 10(12): 853-61, 2010.
  13. Pesquisa realizada na base de dados DATASUS, utilizando os limites "REGIÃO DE NOTIFICAÇÃO" para Linha, "SOROGRUPO" para Coluna, "CASOS CONFIRMADOS" para Conteúdo, "2018" para Períodos Disponíveis, "MM", "MCC" e "MM+MCC" para Etiologia, e "TODAS AS CATEGORIAS" para os demais itens. Base de dados disponível em: <http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sinannet/cnv/meninbr.def>. Acesso em: 04 jun. 2019.
  14. Pesquisa realizada na base de dados DATASUS, utilizando os limites “ANO 1° SINTOMA" para Linha, “EVOLUÇÃO" para Coluna, "CASOS CONFIRMADOS" para Conteúdo, “2018" para Períodos Disponíveis, "MM", "MCC" e "MM+MCC" para Etiologia, e "TODAS AS CATEGORIAS" para os demais itens. Disponível em: <http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sinannet/cnv/meninbr.def>. Acesso em: 13 jun. 2019.

Envelhecimento exige mudanças no lar


 Assim como a casa deve ser preparada para a chegada de um bebê, também os idosos precisam de modificações que aumentem sua segurança


No Brasil, 700 mil novos idosos são incorporados todos os anos à pirâmide etária. Dizem que não há lugar melhor no mundo do que a nossa casa. Mas, de acordo com o Ministério da Saúde, 75% dos acidentes envolvendo idosos acontecem dentro de casa e por motivos que poderiam ser evitados. As pessoas se esquecem de que, assim como os pais preparam o lar para a chegada de um bebê, planejando evitar quedas, choques, queimaduras etc., também os adultos precisam preparar suas residências para quando a velhice chegar ou, melhor ainda, fazer modificações para que seus pais tenham boa qualidade de vida por mais tempo. Escadas íngremes, corredores mal iluminados e outras tantas barreiras podem levar uma pessoa diretamente para o hospital e encurtar uma vida bem vivida.

De acordo com a médica Graziela Moreto, diretora da Sobramfa Educação Médica & Humanismo, se usar escadas for imprescindível, deve haver corrimãos nos dois lados. “Esse é um item que deve estar presente em várias partes da casa, principalmente no banheiro. O idoso precisa estar seguro na hora de usar o vaso sanitário, tomar banho e se vestir. Em geral, também é importante eliminar desníveis de qualquer tipo que possam causar tropeços e quedas, principalmente nas áreas molhadas da casa, como cozinha e quintal. Excesso de móveis, tapetes e baixa iluminação também representam riscos que precisam ser corrigidos. Lâmpadas com sensor de presença são uma alternativa econômica para evitar problemas”.

Segundo a médica, as quedas representam a principal causa de perda funcional e ingresso precoce em residenciais de longa permanência para idosos. Também estão diretamente relacionadas ao aumento da morbidade e da mortalidade nessa faixa etária. “A queda é uma das principais causas de hospitalização e óbito em pessoas com mais de 65 anos. O indivíduo se vê com sérias limitações de movimentação, necessidade de ingerir vários fármacos e dependência de terceiros para realizar atividades que antes faziam parte de sua rotina. Com o tempo, ele vai perdendo a vontade de caminhar, de participar de eventos sociais, e em muitos casos esse cenário é seguido de depressão – o que acaba agravando seu estado de saúde. Por isso é tão importante fazer o possível para levar uma vida saudável e segura, principalmente onde ele passa a maior parte do tempo”.

Dependendo das circunstâncias, apesar de muita gente ter em mente que o melhor seria envelhecer na casa em que morou a maior parte da vida adulta, é recomendável se mudar para um lar planejado, sem escadas, com portas largas, pisos antiderrapantes, onde tudo o que precisa está à mão, sem necessidade de subir em bancos ou escalar móveis para alcançar um objeto qualquer. “Garantir o máximo de independência possível é contribuir para uma vida mais alegre, ainda que o idoso esteja enfrentando um tratamento longo e desgastante. É importante que não só ele, mas principalmente sua família, saiba que as habilidades e limitações de uma pessoa mudam com o passar dos anos, aceitando que chegará uma hora em que faltará força para abrir um vidro de conserva, agilidade para atender à campainha, ou mesmo que as pessoas precisarão falar mais alto e lentamente para serem compreendidas. Quando o ambiente é favorável e todos contribuem generosamente para atenuar esses pequenos inconvenientes, é possível superar obstáculos impostos pela idade com mais gosto pela vida”, diz a médica.



Fonte: Dra. Graziela Moreto - médica e diretora da Sobramfa Educação Médica & Humanismowww.sobramfa.com.br


Reforma da Previdência avança, mas ainda precisa de ajustes contra privilégios



Seis meses depois de muita discussão, a reforma da Previdência avançou e, agora, deverá ser votada em breve pelo Plenário da Câmara dos Deputados. O texto principal da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 6/2019, do parecer apresentado pelo relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), foi aprovado por 36 votos a 13 na comissão especial e apresentou mudanças importantes.  Entre as principais alterações estão a retirada das mudanças previstas na aposentadoria rural e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a deficientes e idosos carentes, além da retirada do texto da criação do sistema de capitalização. O ponto negativo é a não universalização da reforma, com a não inclusão dos servidores municipais e estaduais nas novas regras.

A reforma é necessária e quanto menos afetar os mais pobres e as categorias que atuam em atividades mais penosas e desgastantes, melhor. O caminho é esse. O papel do governo e dos parlamentares é o de encontrar uma proposta que atenda aos anseios do trabalhador e segurado do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e também ao desenvolvimento econômico do país.

Entretanto, os servidores municipais e estaduais, responsáveis por grande parte dos gastos federais com previdência no país, não podem ficar de fora da reforma. Não deve ter nenhuma diferença entre os trabalhadores privados e públicos, já que o objetivo central e combater as desigualdades e privilégios do sistema. Temos que universalizar as regras e chegar em um cenário mais justo.

Vale ressaltar que a última pesquisa Ibope a respeito da opinião pública sobre a reforma da Previdência mostrou que 79% dos entrevistados apoiam uma aposentadoria igual para todos.  A maioria dos brasileiros, 82%, consideram que é necessário fazer um esforço para garantir a aposentadoria de futuras gerações, enquanto 58% dos cidadãos apoiam a reforma desde que ela traga ganhos econômicos. A proposta apresentada pelo governo federal conta com o apoio de 44% da população.

São números que refletem o sentimento de que a Previdência Social brasileira precisa de mudanças, mas todos devem fazer um esforço para um futuro melhor. A retirada dos Estados e Municípios nesse primeiro avanço da reforma não atende a essa visão da maioria. E deve ser revisto no Plenário da Câmara e também no Senado.

Outra grande vitória do trabalhador brasileiro foi a retirada da capitalização da proposta. O governo permitia, no texto original, que uma lei complementar instituísse um novo regime de capitalização, em que as contribuições do trabalhador vão para uma conta, que banca os benefícios no futuro. O relator, porém, retirou essa possibilidade da capitalização da reforma, atendendo aos apelos das ruas.

O parecer também trouxe uma boa notícia aos mais necessitados ao manter as regras atuais do BPC. Isso garante aos mais necessitados uma garantia de receber um salário mínimo, a partir dos 65 anos. O governo pretendia que os miseráveis passassem a receber este benefício integral, apenas aos 70 anos, o que passaria a ser utópica para a maioria esmagadora da população, já que os mais pobres dificilmente atinge esse idade. Os trabalhadores rurais também têm o que comemorar, pois forma respeitadas suas especificidades. Não dá para trará um trabalhador rural com as mesmas regras dos urbanos. 
Também caiu no parecer final a retirada da Constituição de vários dispositivos que hoje regem a Previdência Social, transferindo a regulamentação para lei complementar. Vale frisar que a desconstitucionalização fere cláusulas pétreas da Carta Maior, que prevê um sistema solidário e mais justo com contribuições de trabalhadores, empregadores e governo. Esse seria um ponto grave de retrocesso social e de insegurança para os segurados do INSS.
A proposta de reforma enviada pelo governo ao Congresso prevê quatro regras de transição para os trabalhadores da iniciativa privada. A primeira é o sistema de pontos: a soma da idade mais o tempo de contribuição, que hoje é 86 para as mulheres e 96 para os homens. Ela sobe um ponto a cada ano, chegando a 100 para mulheres e 105 para os homens. A outra é por idade mínima, que começa em 56 anos para mulheres e 61 para os homens, subindo meio ponto a cada ano. Em 2031 acaba a transição para as mulheres; homens já atingem a idade em 2027. Nesses dois casos, é exigido um tempo mínimo de contribuição: 30 anos para mulheres e 35 para homens. Por essa regra, esse mesmo trabalhador só poderá pedir aposentadoria em 2030, e receberá 84% do benefício a que ele terá direito.

Quem está a dois anos de cumprir o tempo mínimo de contribuição que vale hoje, ainda pode se aposentar sem a idade mínima, mas vai pagar um pedágio de 50% do tempo que falta. Por exemplo, quem estiver a um ano da aposentadoria deverá trabalhar mais seis meses, totalizando um ano e meio. 
Quem quiser se aposentar por idade na transição deverá se enquadrar na seguinte regra: homens, a idade continua sendo 65 anos; mulheres, vai passar dos atuais 60 para 62 anos em 2023. O tempo de contribuição para mulheres fica em 15 anos e passa a ser 20 anos para homens em 2029 progressivamente. Nesta opção, ele se aposenta em 2030, também com 84% da aposentadoria a que tem direito.

Também há regras de transição para os servidores públicos, com idade mínima de partida: 56 anos mulheres e 61 anos para os homens. Em 2022, as idades mínimas sobem para 57 e 62, e a essa regra se somam também requisitos como tempo de serviço público mais um sistema de pontos semelhante ao do setor privado: a soma da idade com o tempo de contribuição.

O relator criou mais uma alternativa de transição que vale para funcionários públicos e trabalhadores do setor privado. Permite que homens se aposentem aos 60 anos e mulheres aos 57, desde que cumpram ao menos 35 e 30 anos de contribuição, respectivamente. Mas será preciso pagar um pedágio de 100% sobre o tempo de contribuição restante. Assim, se faltarem dois anos, terá que trabalhar por quatro anos. Neste caso, o segurado escapa do fator previdenciário.

Esses são os pontos mais relevantes do atual texto da reforma. Certamente, ocorrerão mudanças na votação do Plenário da Câmara e, possivelmente, também no Senado. O essencial é que a reforma tenha um viés de mudança positiva e universal, sem privilégios.




João Badari - especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados

Recorde de baixas temperaturas leva ONG´s e grupos de apoio a buscar ajuda financeira na internet para proteger moradores de rua e animais do frio


A ajuda disponibilizada por órgãos públicos nem sempre é suficiente para atender a todos os que se encontram nas ruas em situações de risco, frente aos recordes de baixas temperaturas registradas em muitas cidades brasileiras, que infelizmente já registraram mortes causadas pelo frio.
Por conta disso, o trabalho feito por ONG´s e grupos de apoio ganha ainda mais relevância nesta época do ano e as vaquinhas na internet se tornam grandes aliadas para viabilizar a arrecadação de recursos para atendimento a essa população.
No site Vakinha, maior plataforma do país de vaquinhas online, grupos como o Anjos da Leste, de São Paulo (SP), buscam doações para a compra de itens como luvas, meias e kits de higiene.  E a vaquinha do Família do Bem visa doar cobertor, casaco e um kit higiene a 250 pessoas atendidas pelo projeto no centro da capital paulista.
O Exército da Salvação, que também recolhe agasalhos, está com uma campanha para arrecadar dinheiro para a compra de cobertores, em  São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

Moradores de rua também são o foco da campanha "São Sebá sem frio", que pretende arrecadar dinheiro para comprar cobertores e alimentos para os moradores de rua de São Sebastião, no litoral de São Paulo, que se compromete a divulgar e comprovar todo a compra e entrega de todo o material.

Morte de animais por frio - Para ajudar animais, a campanha da ONG AuMigos pede doações para comprar cobertores para mais de 250 animais, que se encontram à espera de adoção em 120 canis localizados em Juquitiba, cidade do interior do Estado de São Paulo, conhecida por temperaturas muito baixas no inverno. Em sua página da campanha, a ONG explica que o objetivo é evitar que o frio mate os aniais, algo que infelizmente já aconteceu.

Agasalhos novos para crianças: Com o título "inverno mais quentinho", a vaquinha criada por Rossana Bruksch, de Porto Alegre (RS), pretende fazer agasalhos para crianças carentes.

Segundo a criadora da campanha, essas peças são as menos doadas. "Estou aprendendo a costurar com o objetivo principal de fazer roupas de criança para doação (...). Gostaria de poder contar com a sua colaboração para confeccioná-las", explica Rossana, que colocou a foto de um conjuntinho de blusa e calça feitos por ela, em malha colegial ao custo de R$ 35,00 de material.
"Essa é uma grande oportunidade de ajudar a quem ajuda, viabilizando ações de solidariedade capazes de salvar vidas e ainda poder acompanhar a chegada da doação ao seu destino por meio das redes sociais", explica Cristiano Meditsh, diretor de marketing do Vakinha. 

 Conheça as campanhas:
Exército da Salvação:

Anjos da Leste


Família do Bem

  
São Sebá sem frio


Aumigos


Inverno mais quentinho
                                                     
Sobre o Vakinha: Criado em 2009 por empreendedores gaúchos, o Vakinha é o primeiro site de arrecadações online do país, inaugurando o sistema de crowdfunding, que só despontou no exterior meses depois. Ao longo de uma década se tornou líder no segmento de campanhas ligadas a solidariedade e causas sociais. Hoje ele é um diário de histórias contadas por milhares de pessoas que se juntam para salvar vidas e transformar sonhos em realidade.  Saiba mais e escolha sua causa: www.vakinha.com.br


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