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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Setembro Amarelo - Escolas ensinam a lidar com as emoções e atuam na prevenção ao suicídio



Programa desenvolvido por médico psiquiatra e educador está sendo aplicado em escolas brasileiras. Segundo Mapa da Violência, casos entre crianças e adolescentes vêm aumentando


Dez de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Por esta razão, desde 2014, setembro foi escolhido como o mês da conscientização sobre a importância da prevenção do suicídio, na campanha batizada de “Setembro Amarelo”.

A quantidade de pessoas que tiram a própria vida está crescendo ao longo dos anos em todo o Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, diariamente, 32 brasileiros tiram a própria vida, e a proporção de jovens nesse índice vem crescendo aceleradamente.

Dados do Mapa da Violência de 2014 revelam que no Brasil, entre 2002 e 2012, a taxa de suicídio de crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos aumentou em 40%, enquanto entre jovens entre 15 e 19 anos o índice cresceu 33%.  

Para o médico psiquiatra e educador Celso Lopes de Souza, fundador do Programa Semente, o combate e a prevenção a um problema que já é considerado de saúde pública no Brasil deve começar desde cedo, ainda na sala de aula. Junto com um grupo de educadores e com base no Casel, principal centro de estudos da aprendizagem socioemocional do mundo, ele fundou o Programa Semente, metodologia que está sendo aplicada em escolas brasileiras e ensina os alunos a lidarem com os próprios sentimentos, como ansiedade, medo e tristeza, por exemplo.

O Casel reuniu em 2011 diversos pesquisadores ao redor do mundo para avaliar o impacto de programas de habilidades socioemocionais na vida de 270 mil estudantes. Os resultados de boas práticas incidiram não só na diminuição do surgimento de transtornos psiquiátricos, como também, na melhora em média de 11% no desempenho acadêmico.

Numa aula sobre autoconhecimento e autocontrole do Programa Semente, por exemplo, o aluno é incentivado a refletir sobre suas emoções e se conhecer melhor. De forma estruturada, o programa trabalha os cinco domínios: autoconhecimento, autocontrole, empatia, tomada de decisões responsáveis e habilidades sociais. O controle da ansiedade, por exemplo, é fomentado com estratégias que auxiliam os estudantes a enfrentarem situações, procurando reconhecer os desafios e as capacidades de forma realista e sem distorções.

“Saber reconhecer emoções, relacionando-as com os pensamentos que as geram e entendendo como tudo isso influencia o comportamento permite que cada um compreenda melhor as próprias limitações e conheça suas fortalezas, o que aumenta a confiança, o otimismo e a autoestima”, afirma Celso.

Para isso, o programa ensina ao aluno estratégias para identificar e questionar os pensamentos, especialmente quando as emoções não estão contribuindo para o enfrentamento das situações.

Um exemplo do que acontece nas aulas é a indicação e prática do acrônimo IDEA: A - Identifique os pensamentos que estão ocorrendo no momento da ansiedade intensa; D – Desafie os pensamentos com perguntas simples: “Posso estar exagerando? ” “Há outras possibilidades para interpretar essa situação? ”; E – Encontre novas formas de pensar e A – Assuma um novo comportamento.

“É o que chamamos de flexibilização cognitiva, muito eficaz para evitarmos armadilhas em momentos em que enxergamos a realidade de modo distorcido, o que pode levar a erros de interpretação”, explica. Pessoas que estão com pensamento de morte costumam apresentar uma rigidez cognitiva caracterizada por enxergar o sofrimento como insuportável, impossível e interminável. “A capacidade de flexibilizar esses pensamentos pode ser decisiva para o enfrentamento dessas fases, que apesar de parecerem impossíveis de serem superadas, asseguradamente passarão”, afirma.

Para Celso, as competências socioemocionais, se trabalhadas com êxito nas escolas, e também em casa, terão um impacto positivo enorme no desenvolvimento das crianças e dos adolescentes.  Do mesmo jeito que ensinamos as crianças a nadar e andar de bicicleta, devemos ensiná-las a lidar com suas emoções”, conclui.






Programa Semente (www.programasemente.com.br)







O patriotismo como símbolo de pertencimento



Michael Sandel, professor do curso de Direito em Harvard, discute a importância de o Estado criar obrigações aos cidadãos, de forma a fortalecer os laços de pertencimento com o espaço público, o ambiente no qual todos – ricos e pobres, brancos e negros, nacionais e imigrantes, jovens e velhos, homens e mulheres, aptos ou portadores de deficiências físicas ou mentais – convivem, mais ou menos, intensa ou sazonalmente. Sandel questiona duas características da legislação americana que, segundo ele, enfraquecem esse laço de pertencimento: o voto facultativo e o serviço militar não obrigatório.  Para Sandel, recuperando a ideia aristotélica de “bem", a finalidade da ação virtuosa não é a maior satisfação ou simplesmente fazer o que “é certo”. É agir para o bem comum, o bem da polis, da comunidade compartilhada. Isto é, a pátria.  Daí o jurista e professor norte-americano criticar o esvaziamento das ações nas quais todos os cidadãos conviveriam e partilhariam um propósito comum: a proteção de seus locais de pertencimento.

No Brasil, a discussão em torno das chamadas “obrigações cívicas” ainda são fortemente marcadas pela presença recente do regime militar. Aliás, essa vontade de apagar o passado da presença dos militares no poder levou, logo após o início da redemocratização, ao fim das disciplinas de Educação Moral e Cívica, Organização Social e Política do Brasil e Estudos dos Problemas Brasileiros, além de esvaziar e depois praticamente extinguir o Projeto Rondon, que levava jovens dos grandes centros urbanos para conhecer e conviver com a realidade de outras regiões do país. Os currículos escolares foram revisados e os chamados “heróis da pátria” remanejados para o limbo, quando não “desconstruídos” pela nova linguagem no poder. Da mesma forma, as manifestações em relação aos símbolos da pátria – bandeira e hino – e suas festividades também caíram em desuso.

Certo ou errado, o resultado é que as novas gerações convivem hoje com um vácuo de referências simbólicas, na medida em que nada ocupou o lugar dos programas e atividades referentes ao congraçamento do espaço público. Recentemente, uma amiga que passou a morar em Londres e matriculou a filha na escola local, contou-me que em uma das primeiras atividades, a professora falou sobre os heróis ingleses e perguntou aos alunos migrantes quais os heróis de seus países. A menina de 13 anos ficou nervosa, porque não sabia o que responder. “Tiradentes” foi o que lhe ocorreu. Mas sem saber exatamente explicar por que ele foi um “herói”.

Discutir essa temática não significa, em absoluto, buscar uma volta ao passado, uma lamentação nostálgica a um período de repressão e autoritarismo que não fez nenhum bem aos cidadãos brasileiros. Significa buscar recuperar a discussão sobre quem somos como brasileiros, qual o passado comum que podemos compartilhar e chamar de “nosso”, quais as referências que nos permitem trilhar uma narrativa de pátria, de identidade, de compromisso, de defesa de valores que constituem o que chamamos de “direitos de todos”. Essa tarefa está em aberto, para além dos heróis fabricados ou imaginados. Quem sabe a filha de minha amiga pudesse dizer, diante da pergunta da professora, a lista de educadores, poetas, pesquisadores, líderes comunitários, empreendedores, democratas, trabalhadores que construíram esse país para além de seus próprios interesses, para além de seus próprios privilégios. Eu teria, na ponta da língua, dois nomes, meus heróis: Zilda Arns e Herbert de Souza.





Daniel Medeiros - Doutor em Educação Histórica pela UFPR e professor do Curso Positivo, em Curitiba.




Afinal, as anfetaminas foram ou não liberadas?



Nutrólogo abre o leque sobre o uso dos medicamentos e fala sobre tratamentos que podem ser feitos a parte

As gorduras localizadas no nosso corpo não apareceram ali do dia para noite, mas são resultados de meses ou anos de uma alimentação não equilibrada e do sedentarismo. Em alguns casos, o ganho de peso pode ocorrer por fatores genéticos (familiares) e também por disfunções endócrinas.  Perder peso sem passar fome é possível sim, o fato é que estamos sempre procurando uma forma de fazê-lo rapidamente, e por isso muitos optam pelas anfetaminas.  

Segundo Máximo Asinelli, nutrólogo e gestor da Clínica Asinelli, em Curitiba, "esses medicamentos – tido como drogas podem ajudar um grande número de pacientes, mas devem ser analisados caso a caso na relação risco x benefício e dose adequada, pois podem trazem riscos a pessoas com predisposições a doenças cardíacas e psiquiátricas, e seus benefícios contra a obesidade podem ser limitados. Por esse motivo, as substâncias também foram proibidas nos Estados Unidos e na Europa", pontua. Seu uso contínuo e desequilibrado pode levar à dependência e degeneração de determinadas células do cérebro, o que indica a possibilidade de produzir lesões irreversíveis em pessoas que abusam destas drogas. 

Porém, os emagrecedores anfepramona, femproporex e mazindol viraram tema de intenso debate, após o Congresso liberar nos últimos tempos, seu uso no Brasil, sob o apoio das sociedades médicas, embora a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) siga afirmando que os riscos à saúde são maiores que os benefícios.  

Asinelli destaca que embora os medicamentos tenham sido aprovados pelo Congresso, a Anvisa não pretende dar o selo de qualidade aos medicamentos, o que dificultará para os fabricantes em sua distribuição, aos comerciantes e aos consumidores, deixando-os por sua conta e risco. Diante das controvérsias, o nutrólogo expõe que "há diversos tratamentos que podem substituir o uso dos medicamentos, trazendo mais satisfação e saúde. Tais procedimentos exigem maior acompanhamento e tempo, porém apresentam maior êxito", finaliza.  





Clínica Asinelli
Dr. Máximo Asinlli - Nutrólogo
E-mail: contato@asinelliclinicas.com.br 
Rua Ubaldino do Amaral nº 550 - Alto da XV Curitiba-PR




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