Pesquisar no Blog

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Processo de envelhecimento é implacável com a visão. Mas nem tudo está perdido, diz especialista



Novas tecnologias desafiam constantemente o processo de envelhecimento. Hoje, quem tem 60 anos pode muito bem parecer 20 anos mais jovem com ajuda de novos produtos e equipamentos empregados na indústria da beleza. Já com relação aos olhos a coisa não é tão simples assim. A visão, com o passar do tempo, sofre modificações resultantes do processo de envelhecimento e altera a forma com que a pessoa enxerga o mundo e se relaciona com tudo à sua volta. Mesmo assim, na opinião do oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, nem tudo está perdido.
                                                       
“Nem todo mundo experimenta o mesmo nível de dificuldade para ver. Ao envelhecer, a pessoa normalmente precisa de mais luminosidade para ler e perceber objetos próximos. Mas um dos maiores incômodos mesmo é a dificuldade encontrada para fazer coisas que antes pareciam simples e fáceis. Ler a bula de um remédio, por exemplo, ou fazer a barba, ou ainda tirar a sobrancelha, são atividades que podem se transformar num pesadelo diário para quem tem mais de 40 ou 50 anos. Afinal, não existe solução mágica que impeça o processo de envelhecimento dos olhos”, diz o médico.

A partir da meia-idade, os olhos encontram muito mais dificuldade para focar objetos próximos com a mesma habilidade de antes, na faixa dos 20 ou 30 anos. Até mesmo dirigir à noite se torna mais perigoso, já que a formação de halos e reflexos aumenta consideravelmente. Mas um dos problemas que mais preocupam os oftalmologistas é a redução na produção de lágrimas. “Isso é um problema que tem de ser controlado e observado de perto, principalmente em pacientes do sexo feminino na fase pós-menopausa. Afinal, se os olhos começam a ficar ressecados, a irritação ocular é uma constante – provocando um mal-estar frequente nas pacientes. Ter uma certa quantidade de lágrimas é essencial para manter os olhos saudáveis e a visão clara”, diz Neves.

Na opinião do oftalmologista, é durante a meia-idade que as pessoas têm de cuidar muito bem da visão, impedindo que as modificações que naturalmente ocorrem comprometam sua qualidade de vida, as relações familiares, ou ainda o desempenho profissional. “A presbiopia é um problema que costuma deixar o paciente muito aborrecido. Quando menos se espera, ele não consegue ler mensagens no celular, conferir as horas ou checar o cardápio de um restaurante sem colocar os óculos para perto. Isso tudo porque o cristalino vai perdendo elasticidade com o passar dos anos até que, em determinado momento, o sistema de acomodação da visão de perto fica totalmente ineficiente”.

Segundo o especialista, a cirurgia a laser ainda é um dos recursos mais indicados para quem tem presbiopia e quer pôr fim ao interminável tira-e-põe dos óculos. “Além do grau, a cirurgia personalizada a laser trata de pequenas aberrações da córnea de cada paciente, com resultados tão precisos que permitem dispensar os óculos em mais de 90% dos casos, inclusive para perto. O implante de lentes intraoculares para corrigir vista cansada leva menos de meia hora. Uma lente fina e circular é implantada no lugar do cristalino. Além de corrigir vista cansada, a lente multifocal e a acomodativa corrige problemas para enxergar de perto, média distância, e de longe. Já para quem sofre de astigmatismo, as lentes tóricas são mais indicadas”. Para o paciente, trata-se de um grande ganho em qualidade de vida.

Além da presbiopia, outros problemas de visão vão ficando mais comuns nessa fase da vida. Ainda que não tenha necessidade de usar óculos, qualquer adulto com mais de 40 anos deve ser examinado para que se descartem doenças oculares como hipertensão, glaucoma, degeneração macular etc. Quem tem diabetes, hipotireoidismo, colesterol alto, hipertensão, depressão e artrite – e que, portanto, toma medicamentos de uso contínuo – está sempre mais sujeito a efeitos colaterais que resultam em doenças oculares importantes. Nesse sentido, o médico recomenda que esses pacientes consultem um oftalmologista uma vez por ano, pelo menos. 




Fonte: Prof. Dr. Renato Augusto Neves - cirurgião-oftalmologista com mais de 60 mil cirurgias a laser realizadas, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo - www.eyecare.com.br




Caminhão itinerante da Serasa vai percorrer o Brasil para levar informações e serviços gratuitos à população



Em iniciativa inédita do SerasaConsumidor, o atendimento vai começar no dia 12 de setembro, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, oferecendo consulta de CPF, score, entre outros. No período de um ano, o veículo vai passar por 39 cidades. Outros quatro municípios,ao longo do Rio Amazonas, serão atendidos por um barco


Um projeto tão grandioso quanto a sua missão: o SerasaConsumidor, braço da Serasa Experian voltado ao cidadão, em parceria com a Ativos S. A., adaptou um caminhão de 15 metros de comprimento por 2,60 de largura para possibilitar o acesso a seus serviços gratuitos, proliferarando a educação financeira em 39 cidades do Brasil ao longo de um ano. Serão mais de 18 mil km rodados para levar informações, que contribuam para o desempenho da vida econômica das pessoas. O projeto terá início no dia 12 de setembro (terça-feira) no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, local que abrigará o veículo por cinco dias antes de seguir rumo ao interior do Estado e Brasil. Outras quatro cidades, ao longo do Rio Amazonas, serão atendidas por um barco, que terá os mesmos serviços do caminhão.


Será mais uma oportunidade oferecida pelo SerasaConsumidor para que o cidadão possa fazer sua autoconsulta de CPF, conhecer sua pontuação de crédito, com o SerasaScore, abrir o Cadastro Positivo, fazer alerta de documentos extraviados e receber orientações para regularização de pendências financeiras e renegociação de dívidas atrasadas. Hoje, todos esses serviços também estão disponíveis gratuitamente no site www.serasaconsumidor.com.br, no entanto, como aproximadamente 50% dos brasileiros não têm acesso qualificado à internet e atualmente cerca de 60 milhões de pessoas estão inadimplentes no país, o SerasaConsumidor vai encarar o desafio de levar informações e serviços apostando em um formato dinâmico e itinerante.

A Ativos S. A., maior Securitizadora do Brasil, com mais de 20 milhões de clientes em carteira, fechou a parceria com o SerasaConsumidor para que seus clientes possam negociar suas dívidas com condições especiais no próprio caminhão. A missão da empresa é auxiliar na regularização das dívidas com vistas a reinserção do consumidor no mercado financeiro. Para saber se a dívida poderá ser negociada, o consumidor tem a possibilidade de consultar no site do SerasaConsumidor e no site da Ativos ou 0800-644-3030.

“Com o projeto, o SerasaConsumidor aumenta o seu leque de canais de atendimento e se aproxima para empoderar ainda mais o consumidor, possibilitando que ele tenha em mãos o seu histórico financeiro e o domínio da sua situação econômica. A falta de tempo ou acesso à internet não podem se tornar empecilhos para que o cidadão tenha acesso à informação de qualidade”, diz o gerente do SerasaConsumidor, Giresse Contini.

Além dos serviços oferecidos pela Serasa no projeto itinerante, recentemente a empresa realizou um processo seletivo para o ‘Emprego dos Sonhos’. A vencedora foi a paranaense Débora Mara Bucco, de 28 anos, que terá a missão de viajar por todas essas cidades para conhecer de perto e escrever sobre a realidade financeira das pessoas, seja com exemplos de sucesso, que possam estimular outros consumidores, ou com casos de endividamento e inadimplência, onde seja possível ajudá-los a fazer o melhor uso de suas próprias informações. Débora concorreu com mais de 120 mil candidatos, entre divulgação de vídeo e entrevistas online e individuais, e por um ano terá o salário total de R$ 100 mil (a ser parcelado pelos doze meses).


Destinos previstos no projeto:

São Paulo, Mogi das Cruzes, São José dos Campos, Campinas, Sorocaba, Curitiba, Joinville, Blumenau, Florianópolis, Porto Alegre, Caxias do Sul, Bauru, São Carlos, Santos, Vitória, Manaus, Belo Horizonte, Parintins, Uberlândia, Santarém, Goiânia, Macapá, Brasília, Feira de Santana, Salvador, Aracaju, Maceió, Recife, João Pessoa, Natal, Fortaleza, Teresina, São Luís, Belém, Palmas, Cuiabá, Campo Grande, Maringá, Londrina, Rio de Janeiro, Niterói, Diadema, entre outras.

Obs.: *A cidade poderá mudar sem aviso prévio. 









Os impactos do aprendizado com as novas maneiras de educar



Onde estamos e para onde vamos? O Brasil ainda está no jardim de infância quando se fala em métodos de ensino


As mudanças na dinâmica de ensino fazem com que as pessoas sejam analisadas individualmente e, como a questão econômica não permite montar uma escola para cada aluno, a tecnologia faz isso para que eles possam aprender de maneira mais rápida, com produção de conteúdo em tempo real. 

Isso pode ser visto, por exemplo, no estudo de idiomas. Já estão disponíveis cursos de diversas línguas que geram gráficos comparativos da pronúncia de uma pessoa que está começando a aprender com a de uma nativa. Conforme o aluno vai falando, o quadro vai sendo ajustado e a curva da articulação fica cada vez mais próxima à nativa, fazendo com que, naturalmente, a pronúncia seja melhorada. Impressionante o que é possível aprender com uma plataforma que não seria possível usar em sala de aula.

Alguns alunos se dão bem estudando com vídeos, apenas vendo e ouvindo, outros não abrem mão de anotações e leituras em voz alta. Essas diferenças não são aleatórias. Mesmo sem saber, eles estão escolhendo métodos adequados à personalidade deles, com a melhor maneira de fixar conteúdos. Visual, auditivo e cinestésico são tipos de aprendizado.

É natural que haja diferenças entre as pessoas também nas formas de aprender, como em tudo o mais. Existem alunos que em cinco anos de faculdade não anotam absolutamente nada porque precisam prestar atenção no que o professor está falando, travar debates mentais com ele e essas “conversas” os fazem aprender. Outros não conseguem prestar atenção lendo textos. Começam a ler e acabam dormindo.

No Brasil, o academicismo deixa de lado a adaptabilidade “ensinar a aprender”. É muito mais inteligente e produtivo explicar a aplicação da álgebra linear somente se o aluno achar que aquilo é pertinente a ele e utilizar um método que o faça compreender como utilizar essa matéria na vida, entendendo o melhor preço para comprar uma bicicleta ou um apartamento, por exemplo.

O País precisa enxergar a educação como a Coreia do Sul fez, ensinando o que é prático e necessário. Temos ensino, o que não temos é aprendizado. E, para que tenhamos o aprendizado, é preciso ter contextualização, fixação e aplicação.

A profissão de quem está hoje no ensino fundamental ainda nem existe e é preciso se preparar para isso. A tecnologia vai permitir que o conteúdo se molde à pessoa, não o inverso. As escolas serão transformadas em grandes centros de encontro para debates, para troca de experiências e para utilização de uma estrutura e de equipamentos modernos que não seria possível ter de forma individual.

Além disso, é preciso lembrar que o aprendizado tem muito a ver com segurança. Se a pessoa está em um ambiente onde sente-se acolhida, com pessoas que a apoiam e respeitam, é muito mais fácil aprender.

O que está sendo ensinado no ensino tradicional acaba sendo pouquíssimo aplicado na vida profissional. O corte “humanas, exatas e biológicas” só não acabou porque os retrógrados ainda sentam nas cadeiras do MEC. Os projetos atuais envolvem todas essas áreas juntas.

Na área de tecnologia, por exemplo, metade do que aprendem na faculdade não serve para nada e metade do que eles teriam que aprender ainda não é ensinado em nenhum lugar. Nesse segmento, o diploma universitário não vale nada! Valorizamos os certificados, como os da Oracle e Microsoft, por exemplo.

Não há necessidade de todo mundo estudar tudo. E assim o impacto da tecnologia aparece de novo, pois ela auxilia a pessoa a obter apenas o que quer. Os alunos que não possuem interesse em estatística e álgebra linear se questionam o motivo pelo qual precisam aprender aquilo.

Uma memória infinita capaz de recuperar qualquer informação aprendida ao longo da vida já existe com o uso de inteligência artificial e deep learning. Robôs analisam dados pessoais e é possível tirar um número maior de conclusões conforme um maior número de dados é passado, fazendo correlação entre conteúdos. Quanto maior a experiência do ser humano, mais o sistema operacional adapta a cada um. E novamente as ideias são conciliadas em tempo real.

Na medicina, o melhor sistema de diagnóstico de câncer hoje é o Watson da IBM. Outra iniciativa em curso na área médica é o desenvolvimento de um projeto de realidade aumentada com óculos 3D que permite a visualização da coluna vertebral, por exemplo, e os procedimentos cirúrgicos que devem ser realizados. Algo único e necessário para o aperfeiçoamento do ensino da medicina.

Três grandes áreas estão dominando o mundo: Inteligência artificial e Deep Learning; Cyber Segurança e Produção de plataformas. E o Brasil continua engatinhando.





Evandro Reis - professor de Empreendedorismo e Inovação na FIA/USP, com MBA pela Fuqua School of Business da Duke University (EUA). Formado em Ciências da Computação pela UniSantos, é também especialista em Marketing pela Wharton School da Universidade da Pensilvânia. É especialista em tecnologias como computação na nuvem, mídias sociais, inteligência artificial, precision marketing e desenvolvimento de software.





Posts mais acessados