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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Saúde incorpora novo medicamento para pacientes com Microcefalia



Levetiracetam reduz número de convulsões e ameniza as reações adversas. Insumo estará em até 180 dias no SUS 


O Ministério da Saúde incorporou, nesta segunda-feira (4), novo medicamento para o controle de convulsões em pacientes com microcefalia decorrente de infecção pelo Zika vírus. O Levetiracetam, que já é utilizado em países como Canadá e Escócia, apresentou evidências clínicas satisfatórias, como a redução no número de convulsões em usuários pediátricos com a doença e menor reação adversa. A nova aquisição estará disponível aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em até 180 dias.

A pasta irá investir até 2022, mais de R$ 1,6 milhão para levar a melhora na qualidade de vida dessa população. Atualmente, o SUS já oferta medicamentos anticonvulsivantes, como o Carbamazepina e o Ácido Valpróico, para auxiliar no tratamento da microcefalia. Desde o início das investigações, em outubro de 2015, 2.869 casos de microcefalia foram confirmados no Brasil.

“O Ministério da Saúde passa a ofertar um dos medicamentos mais modernos no mundo para o tratamento de crianças com microcefalia. Esse é mais um importante passo que damos na melhoria da qualidade de vida e na ampliação da assistência, no âmbito da saúde pública, para essas crianças e seus familiares”, destacou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Além disso, a pasta tem reforçado as ações no âmbito da Atenção Básica, ofertando capacitações aos profissionais e realizando videoconferências com os estados para assegurar o apoio necessário no tratamento dos pacientes. Para apoiar os gestores locais, o Ministério da Saúde, além de ter repassado um total de R$ 14,5 milhões como incentivos aos estados para execução da Estratégia de Ação Rápida, também habilitou 63 Centros Especializados de Reabilitação e 51 equipes de Núcleos de Apoio à Saúde da Família, no valor de mais de R$ 131 milhões anuais, priorizando as regiões com maior número de casos e vazios assistenciais.

Desde a declaração de emergência em saúde pública, foram credenciados 60 centros especializados em reabilitação (CER) – um incremento de mais de 50%, atualmente são 186 CERS. Também foram habilitadas nove oficinas ortopédicas e 51 novas equipes de apoio ao Saúde da Família. O investimento anual nos novos serviços é na ordem de R$ 133,58 milhões/ano.

Além dos CER, o SUS conta ainda com mais 1.541 serviços de reabilitação que atuam em estimulação precoce e reabilitação dos bebês, um total de 4.375 Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), que apoiam o atendimento da estimulação precoce, e 2.355 Centros de Apoio Psicossocial (CAPS), que atendem as famílias das crianças.

INCORPORAÇÃO - Para a incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS), é necessária a apresentação de estudos à Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias ao SUS (Conitec), que podem ser oriundos de empresas, organismos da sociedade civil e instituições participantes do SUS. Esses estudos exigem expertise, porém não são demorados nem caros. Assim se estabelecerá por meio do método científico e com transparência quais os benefícios que se pode esperar de uma nova tecnologia, os novos riscos que poderá trazer aos pacientes e a que custo para o SUS.

MICROCEFALIA – Este ano (até 19 de julho) foram confirmados 457 casos de notificações em fetos, recém-nascidos e crianças com alterações no crescimento e desenvolvimento possivelmente relacionadas à infecção pelo vírus Zika e outras etiologias infecciosas. Permanecem em investigação 2.968 casos notificados neste ano.

Desde o início das investigações, em outubro de 2015, 14.258 casos de microcefalia ou outras alterações foram notificados ao Ministério da Saúde. Destes, 2.869 (20,1%) casos foram confirmados e 170 (1,2%) foram classificados como prováveis para relação com infecção congênita durante a gestação. Além disso, 6.248 (43,8%) foram descartados, por apresentarem exames normais ou por apresentarem microcefalia ou malformações confirmadas por causa não infecciosa, e 1.908 (13,4%) foram excluídos após criteriosa investigação, por não se enquadrarem na definição de caso.



Victor Maciel
Agência Saúde








Aprenda a se livrar do stress no trabalho em quatro simples passos



Gestora de carreiras revela o segredo para viver uma vida profissional o mais longe possível de irritações na rotina
 
Quem possui uma rotina agitada, precisa tomar muito cuidado com pequenas atitudes, para não ser consumido pelo stress do dia-a-dia, pois isso pode afetar fisicamente o seu corpo e a sua saúde, causando picos de pressão, ansiedade e até depressão. O trabalho pode abalar a estrutura emocional de uma pessoa, mas segundo a gestora de carreiras, Madalena Feliciano, há regras básicas que podem diminuir consideravelmente esse efeito.

“O profissional já tem que lidar diariamente com o stress causado pelo próprio trabalho - deadlines, responsabilidades, clientes e muitos outros - por isso, deixar que a convivência com colegas também afete sua sanidade é a última coisa que deve acontecer no escritório”, comenta a especialista.

Quando o problema do seu stress é o cansaço, a sugestão de Madalena é o diálogo. “É comum nos depararmos com profissionais exaustos, que acumulam cada vez mais funções e, por causa disso, ficam mais estressados e vulneráveis emocionalmente. Quando for esse o seu caso, converse de forma sutil com o seu chefe e exponha a sua situação”, comenta a coach.

 odutivo e stress free. Confira:

1.Entre em um bom ritmo logo cedo: “Ao acordar, reserve cinco minutos para você levantar e se alongar, sempre que puder. Escolha sua trilha sonora e garanta o bom humor para o dia. A música tem o poder de transformar os sentimentos, por pior que seja o seu dia. Ouvir uma música de que você gosta pode ajudar a aumentar o foco e a concentração no trabalho, e, além disso, deixa o clima mais leve”, exalta Madalena.

2.Tenha postura ao trabalhar: “Ao chegar no escritório, confira se a sua cadeira está na posição correta antes de começar a trabalhar - a melhor postura é com os joelhos formando um ângulo de 90 graus e os pés inteiros apoiados no chão. Os braços e ombros devem ficar relaxados quando você usa o teclado. Com o passar das horas, policie-se para manter as costas retas e o corpo virado para a frente. Evite sentar sobre uma das pernas, pois isso reduz a circulação e pode chegar a dar dores”, explica.

3.Faça pequenos breaks: “Os olhos e a mente precisam de descanso, por isso, de hora em hora, levante-se e alongue o corpo novamente, ande pelo escritório, converse com um colega brevemente e abstraia um pouco, antes de voltar às suas atividades. Distrair-se é preciso. Ler alguma matéria interessante, por exemplo, não irá afetar o seu desempenho. Só é preciso ter bom senso e não deixar o trabalho em segundo plano. Parar alguns minutos de manhã e à tarde ajudam a tornar o trabalho menos estressante”, aconselha a coach.

4.Faça lanchinhos: “Tenha sempre na sua mesa alguns lanches saudáveis para não ficar com muita fome entre as refeições principais - frutas, barrinhas de cereais, iogurte e sanduíches naturais são boas pedidas. Além de não precisar interromper o trabalho, a comida libera hormônios que causam bem-estar. Ainda sobre a alimentação, o ideal é não comer nada muito pesado no almoço, para evitar o sono e o stress causado por sua privação – e a consequente queda de produção por isso”, ressalta Madalena.

Segundo a coach, a partir de o momento em que uma pessoa vive em sociedade e trabalha em uma empresa que comporta mais pessoas – independente da quantidade de profissionais – ela está predisposta a ter que lidar com possíveis problemas e questões chatas que o emprego e a rotina oferecem. Mas esse não é o fim do mundo. “Todos passam por problemas no trabalho, desde a fofoca dos colegas, desmotivação, falta de estrutura da empresa, às possíveis crises, etc. Porém, é preciso superá-las e não deixar que elas tirem a harmonia de sua vida”, conclui a especialista.





Outliers Careers
Madalena Feliciano - Gestora de Carreira
Rua Professor Aprígio Gonzaga, 78 - Térreo - São Judas,  São Paulo - SP.
madalena@outlierscareers.com.br
www.outlierscareers.com.br



 

Uso de álcool por adolescentes aumenta risco de suicídio em tempos de sofrimento



No mês de conscientização sobre a prevenção do suicídio, o CISA alerta que o álcool pode estar associado ao risco aumentado de suicídios e a preocupação é que seu consumo por menores de idade tem crescido nos últimos anos 


Um problema de saúde pública que pode ser evitado em 90% dos casos, mas que, pelo contrário, é responsável por uma morte a cada 40 segundos. O suicídio, que ganhou repercussão mundial com a série “13 reasons why” e com o jogo Baleia Azul, tem crescido entre a população jovem. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é a segunda maior causa de morte de pessoas com idades entre 15 e 19 anos no mundo. No Brasil, o Mapa da Violência de 2014 mostra que, entre 2000 e 2012, a taxa de suicídio de crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos aumentou em 40%, enquanto que entre jovens de 15 a 19 anos o índice cresceu 33%.

Especialmente para esta parte da população, o uso de álcool torna-se um fator de risco ainda mais significativo. O alerta é do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), uma das principais fontes de informação sobre o tema.

Segundo o estudo “Uso Adolescente de Substância e Comportamento Suicida: Uma Revisão com Implicações para Pesquisa em Tratamento”, o uso de substâncias amplia o risco de comportamentos suicidas, sendo que adolescentes suicidas apresentavam elevadas taxas de uso de álcool e drogas ilícitas.

“Entre os adolescentes a partir de 16 anos, o consumo de álcool e o abuso de substâncias aumentam consideravelmente o risco de suicídio em tempos de sofrimento”, afirma Dr. Arthur Guerra, presidente executivo do CISA.

Ele explica que o consumo de bebidas alcoólicas por adolescentes compromete o sistema nervoso central (SNC), que ainda se encontra em desenvolvimento. Desta maneira, suas vias neuronais podem se tornar mais suscetíveis aos danos causados pelo álcool, podendo levar ao comprometimento de várias funções. Sob os efeitos do álcool, os jovens ficam mais propensos a comportamento de risco – incluindo brigas, sexo desprotegido ou não consensual, acidentes automobilísticos e suicídio.

Bastaria então que o consumo de bebidas alcoólicas por menores de idade não ocorresse para que nossos jovens estivessem mais protegidos, correto? Correto, mas não é isto que vem acontecendo no Brasil.

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) de 2015, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostraram que, entre alunos de 13 a 15 anos, a experimentação de álcool subiu de 50,3% em 2012 para 55,5% em 2015. Além disso, 21,4% desses adolescentes relataram já terem sofrido algum episódio de embriaguez na vida. A pesquisa mostrou também que meninas dessa faixa etária estão bebendo mais que os meninos, sendo que a taxa de experimentação de álcool é maior entre elas (56,1% vs. 54,8%) e também o uso de álcool nos últimos 30 dias (25,1% vs. 22,5%).

Em 2016, o Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (ERICA) avaliou 74.589 adolescentes de 1.247 escolas em 124 municípios brasileiros. Cerca de 20% dos adolescentes consumiram bebidas alcoólicas pelo menos uma vez nos últimos 30 dias e, desses, aproximadamente 2/3 o fizeram em uma ou duas ocasiões no período. Entre os adolescentes que consumiam bebidas alcoólicas, 24,1% beberam pela primeira vez antes de 12 anos de idade.

“Precisamos colocar essas questões na agenda pública e priorizá-las. O diálogo com a sociedade a respeito do tema também deve ser ampliado. Não podemos esperar a repercussão de outra série ou jogos suicidas para falar sobre o assunto, por isso ações voltadas à conscientização sobre a prevenção, como o Setembro Amarelo, são importantes para jogar luz sobre o problema”, defende Dr. Arthur Guerra.





Centro de Informações sobre Saúde e Álcool – CISA
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