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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Saiba como tratar a xerostomia



Dra. Érika Vassolér, dentista e consultora de higiene bucal da Condor, esclarece dúvidas sobre o problema.


O nome pode ser novo ou desconhecido para muitas pessoas, mas quase todo mundo já passou por isso. A xerostomia, a famosa boca seca, acontece quando a saliva não é produzida em uma quantidade suficiente para manter a boca úmida e hidratada.

A boca seca pode surgir a qualquer momento, mas é preciso ficar atento a frequência. "O problema surge especialmente em situações de apreensão, sob estresse ou então quando sentimos tristeza, mas se a boca seca aparece com frequência causando desconforto, é preciso ficar atento, pois isso pode indicar problemas de saúde mais sérios ou ainda indicar a existência de uma doença mais grave", comenta Érika Vassolér, consultora de higiene bucal da Condor.

A boca seca pode ocorrer quando as glândulas responsáveis por produzir a saliva não estão funcionando de maneira correta. O problema pode atingir pessoas com níveis de estresse alto, que tomam medicamentos como anti histaminicos, analgésicos, diuréticos, pacientes que estão em tratamentos de radioterapia ou quimioterapia, portadores de algumas síndromes, diabéticos, soro positivos, portadores de mal de Parkinson, doença de Hodgkins, doenças que afetam a glândula salivar, menopausa e fumantes.

Para identificar o problema, é preciso ficar atento a alguns sinais como: a sensação de secura e pegajosidade na boca, ter dificuldade de mastigar e engolir alimentos, notar a presença de mau hálito frequente, ter os lábios rachados, ter sensação de secura na garganta, perceber o aparecimento de feridas na boca e notar a redução do paladar ou um gosto metálico na boca.

A única maneira definitiva de curar a xerostomia é tratando sua causa. Se o problema for resultado do uso de medicação, é necessário buscar ajuda de um médico. Se as glândulas salivares não funcionam normalmente, mas ainda sim produzem alguma saliva, o profissional indicará o medicamento adequado. "Se a causa da xerostomia não puder ser eliminada, é preciso buscar o auxilio de um dentista para restaurar a umidade com hidratantes bucais, que podem auxiliar na produção de saliva. Enxagues com soluções bucais especialmente formuladas para diminuir a secura também podem aliviar o problema," afirma a consultora.

**Dicas da especialista***
• Beba água ou bebidas sem açúcar com frequência;
• Evite bebidas com cafeína, como café, chá ou alguns refrigerantes, que também podem causar a secura da boca;
• Masque gomas sem açúcar ou chupe balas duras sem açúcar para estimular o fluxo de saliva (se houver alguma glândula salivar funcionando);
• Não utilize tabaco ou álcool, que ressecam a boca;
• Evite alimentos condimentados ou salgados, pois, podem aumentar a dor;
• Utilize hidratante bucal, durante a noite.




Condor
Site: www.condor.ind.br / SAC: 0800 47 6666



Campanha utiliza tecnologia de realidade virtual para alertar sobre o tráfico humano



 Iniciativa aproxima público da experiência vivida por vítimas. Estimativa é que tráfico de pessoas faça 35,8 milhões de vítimas no mundo


Durante os jogos olimpícos no Rio de Janeiro, uma equipe de voluntários irá percorrer os pontos turísticos da cidade levando óculos de realidade virtual em vítimas de tráfico humano contam, em vídeos, sua história, e inserem o espectador nos ambientes relatados – como cativeiros e casas de prostituição, em diferentes cidades do mundo. A ação é uma parceria da organização 27 Million, representante da campanha "Stop the Traffik" no Brasil, com a Organização Operation Blessing, entidade internacional humanitária sem fins lucrativos que leva ajuda humanitária a mais de 37 países.

Os óculos poderão ser usados em locais como a Lagoa Rodrigo de Freitas, Praia de Ipanema e Copacabana, Arpoador, Cinelândia, Largo da Carioca e metrô Botafogo. "Com essa ação, nossa ideia é sensibilizar as pessoas sobre um problema que faz 35,6milhões de vítimas no mundo", diz Taty Rapini, diretora executiva da 27 Million. 
Ao lançar do recurso da realidade virtual, a ação recria ao máximo a realidade vivida pelas vítimas. O participante poderá, por exemplo, sentar em frente a uma garota traficada que contará sua história simulando uma conversa frente a frente. Ao colocar os óculos da iniciativa, será possível assistar a histórias reais de diferentes vítimas dos seguintes países: Amsterdã, Mexico e Nepal. Cada história tem duração de dois minutos e ao fim das experiências, voluntários estarão disponíveis em todos os locais da intervenção para tirar dúvidas e falar mais sobre o tema.

“Além de conscientizar, nossa intenção é proporcionar ferramentas para que cada pessoa possa ser parte da tranformação no mundo, instruindo-as para que reconheçam e denunciem o tráfico de pessoas”, diz Taty.



Sobre os parceiros:
27 Million
A 27 Million é uma organização internacional que atua no combate ao Tráfico Humano através da prevenção, intervenção e restauração de vítimas. Sua atuação no Brasil tem como foco a capacitação e financiamento de organizações locais e movimentos sociais que estão na linha de frente do combate ao tráfico e também na execução e gestão de projetos estratégicos. Destacam-se, dentre seus projetos, o UN. GIFTBox, em parceria com a Stop The Traffik e a produção do Documentário 1 Real, veiculado nas cidades sede durante a Copa do Mundo em 2014.

Stop The Traffik Brasil (www.stopthetraffik.org/brasil)
Um movimento global que nasceu em 2006 e atua de diversas formas a fim de eliminar o Tráfico de Pessoas através da prevenção. A STOP THE TRAFFIK está presente da Austrália ao Brasil, da Suíça ao Canadá, de Nova York para as mais remotas comunidades, ajudando pessoas a entender o tráfico, como isso pode afetá-las e desenvolvendo recursos para que venham agir a respeito. O STT coleta e analisa informações das comunidades sobre como e onde o tráfico acontece, atua em campanhas globais e projetos importantes de conscientização como, por exemplo, a criação do UN. GIFTBox em parceria com a ONU. A STOP THE TRAFFIK foi também escolhida pela “Financial Times”, em 2015, como a organização de caridade do ano no “Seasonal Appeal”.

Operation Blessing (www.ob.org)
É uma Organização Internacional Humanitária sem fins lucrativos que traz ajuda humanitária a mais de 37 países hoje e atua com ações emergenciais para grandes catástrofes, cuidados médicos, ações contra fome e miséria, crianças órfãs e/ou vulneráveis, água limpa e desenvolvimento comunitário.  

Teste da linguinha em recém-nascidos evita o desmame precoce



Obrigatório em todas as maternidades desde 2014, o teste ajuda a reduzir problemas de fala e evita que as crianças larguem o peito cedo 


Detectar problemas na primeira infância é fundamental para um diagnóstico precoce, o que garante uma melhor qualidade de vida à criança. A língua presa é um problema que afeta a fala e pode ocasionar falta de entendimento e relacionamento, além de desconforto na escola. Mas, além da dificuldade para falar, a língua presa também pode levar ao desmame precoce.

Desde 2014, hospitais e maternidades das redes pública e particular passaram a ser obrigados a fazer o chamado teste da linguinha em recém-nascidos. A determinação foi criada pela Lei 13.002/2014. O teste da linguinha tem se mostrado primordial no primeiro mês de vida do bebê. É um exame feito no recém-nascido) para identificar alterações no frênulo, uma pequena membrana que fica embaixo da língua e a conecta com o assoalho da boca. "No caso dos recém-nascidos, a amamentação pode ser prejudicada, já que afeta a sucção e tem sido uma das maiores causas do desmame precoce", explica Raquel Luzardo, fonoaudióloga, especialista em linguagem e diretora da clínica Fonoterapia.

Os bebês que têm a língua presa fazem muito esforço para mamar e acabam gastando energia, o que pode levar à dificuldade para ganhar peso, além de aumentar o risco de machucar o mamilo da mãe. “Normalmente as mães começam a achar que o leite é fraco e acabam introduzindo a mamadeira. Elas também relatam ferimentos e muita dor nos mamilos”, diz a especialista.

Foi na maternidade que Catharina Leal, mãe de Benício, hoje com 1 ano e 5 meses, percebeu que a língua do filho estava com um aspecto diferente. "Ele chorava muito toda vez que pegava o peito e tinha muita dificuldade ao sugar. Uma enfermeira me disse que ele devia ter problema de língua presa, por isso não conseguia pegar o peito. Levei ao pediatra, mas ele falou que aquilo era normal.

Mas o Benício não conseguia mamar", relata. Catharina tinha muito leite e não queria introduzir a mamadeira tão cedo. Tirava o leite e usava sonda para alimentar o filho. A luta durou sete meses, até que pesquisou e descobriu que havia solução para aquele sofrimento dela e do filho. "Procurei ajuda de uma fonoaudióloga, fiz o teste da linguinha e, com oito meses, o Benício fez a cirurgia. O procedimento foi realizado em um hospital e não precisou de nenhum tipo de anestesia. Ele dormiu e foi tudo muito rápido, logo após o procedimento ofereci o peito e ele mamou feito um anjo e nossa vida seguiu normal. A falta de informação faz a gente passar por muito sofrimento", lembra Catharina. Hoje, Benício já emite as primeiras palavras, e se não tivesse realizado a cirurgia também poderia ter dificuldades na fala.

Como identificar a língua presa no recém-nascido
Bebês que mordem o bico do seio da mãe ao mamar, não conseguem colocar a língua para fora ou, quando colocam, ela está “em formato de coração”. Esses são alguns sinais de que o recém-nascido pode ter a língua presa.

Quando e como realizar o teste
Segundo a Raquel, na maternidade o teste é feito 48 horas após o nascimento da criança. No consultório, a fonoaudióloga também pode realizar o exame. "O teste é simples, indolor e consiste em examinar com os dedos o movimento da língua e a posição do frênulo. Ele é feito preferencialmente nos primeiros meses de vida do bebê, mas também pode ser realizado posteriormente, adicionando outras avaliações", explica.

A cirurgia no recém-nascido
Ao ser identificada alguma alteração no frênulo, o bebê tem de passar por uma cirurgia para corrigir o problema. A intervenção chama-se frenotomia, ou pique, que consiste em um corte pequeno nesse pedaço de pele por um dentista ou por um cirurgião plástico. O procedimento completo dura cerca de 10 minutos e a criança não precisa ficar internada. "É tudo muito simples, já que o bebê tem menos de seis meses e a cirurgia é um pouco menos complicada. A detecção precoce do problema evita desgaste desnecessário", explica Raquel.




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