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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Osteoporose: a solução está no equilíbrio alimentar



 Que o cálcio é bom para os ossos ninguém duvida, mas por que, ao longo da vida, perdemos a capacidade de mantê-lo no esqueleto? De onde vem a osteoporose?

Uma das razões é o desequilíbrio alimentar, a inadequada ingestão de cálcio: uma das saídas para a prevenção está na alimentação balanceada e equilibrada. 

É o que explica a nutricionista Ana Paula Del´Arco. Segundo ela, o corpo humano possui um reservatório de cálcio: o esqueleto. Nele, estão armazenados 99% de todo o cálcio presente no organismo, o que corresponde a cerca de 1,3 kg do mineral no corpo e 1,5% da massa corporal. Ele é o 5º elemento dentre todos os elementos químicos do corpo humano, perdendo somente para oxigênio, carbono, hidrogênio e nitrogênio. 

O cálcio compõe 60% do esqueleto humano e a origem da osteoporose se dá quando não há uma adequada ingestão de cálcio na dieta, o corpo não consegue garantir o adequado suprimento de cálcio para seu funcionamento, e então o corpo começa a utilizar o cálcio dos reservatórios (dos ossos), caracterizando assim o quadro de osteoporose.

Outros problemas também são associados à inadequada ingestão de cálcio, como raquitismo, osteomalacia (doença que gera enfraquecimento/amolecimento dos ossos e geralmente está associada com a falta de vitamina D) e a já citada osteoporose. 

Mas vale o alerta: o excesso de cálcio, normalmente provocado pela ingestão do mineral através do uso de suplementos e alimentos fortificados pode levar à hipercalcemia – ou seja – o aumento das concentrações de cálcio no sangue, o que também pode estar associada com outras doenças. Este excesso pode causar perda de peso, arritmia cardíaca, fadiga, calcificação de tecidos moles, cálculos renais, insuficiência renal e até calcificação dos rins (nefrocalcinose). 

E como chegar ao equilíbrio? Ana Paula explica que o corpo absorve em torno de 30% do cálcio existente nos alimentos que consumimos, sendo normal e fisiológico a excreção do mineral nas fezes e na urina, e as recomendações nutricionais levam em conta esta medida. “O que se revela na população brasileira é uma ingestão inadequada de cálcio, segundo a POF (2008-2009), a inadequação de ingestão de cálcio variou de 84 a 100%. Segundo o Institute of Medicine, um adulto entre 19 e 50 anos deveria ingerir em média 1000 mg de cálcio por dia, havendo adequações nas quantidades de ingestão na infância e na senescência, bem como em períodos de gestação e lactação para a mulher. No intuito de suprir as necessidades de ingestão de nutrientes, temos as recomendações dietéticas, e especificamente para o cálcio, as fontes alimentares preferenciais são os lácteos, pois ofertam mais cálcio ao organismo, considerando quantidade e percentual de absorção”, explica.

Mais do que saber quanto há de cálcio no alimento, é preciso ver a sua biodisponibilidade, ou seja, a capacidade de absorção deste mineral pelo organismo em cada tipo de alimento. Isso porque existem fatores antinutricionais, como fitatos e oxalatos que interferem na absorção de nutrientes, principalmente de íons bivalentes, como é o caso do cálcio (Ca2+). Oxalatos e os fitatos, se ligam ao mineral e impedem sua adequada absorção. Assim, um alimento pode ter boas quantidades de cálcio, mas o organismo não consegue absorvê-lo a contento, como, por exemplo, o espinafre, a couve-manteiga e o feijão.

Veja a relação entre a quantidade de cálcio presente em alguns alimentos e sua capacidade de absorção estimada:

Alimento
Quantidade de cálcio
Absorção estimada
Leite (206 g)
300 mg
96,3 mg (32%)
Feijão (177 g)
50 mg
7,8 mg (15,5%)
Brócolis (71 g)
35 mg
21,5 mg (61%)
Espinafre (90 g)
122 mg
6,2 mg (5%)
Fonte: adaptada de Weaver e Heaney, 2005.

É por isso que os produtos lácteos são os campeões na oferta de cálcio. Sem os lácteos na dieta, o balanço nutricional para o cálcio dificilmente será alcançado.




Ana Paula  Del’Arco – Nutricionista. Consultora para a Viva Lácteos – Associação Brasileira de Laticínios -

Cirurgia pode turbinar atletas



Mais da metade dos jogadores de futebol que não enxergam bem  entram em campo sem correção visual. Cirurgia refrativa melhora o reflexo, a visão de contraste e de profundidade.

O Brasil poderia superar as expectativas na Olimpíada 2016 se nossos atletas tivessem boa correção visual. O problema é que nem todos praticam esportes enxergando bem. Uma pesquisa feita pelo oftalmologista Leôncio Queiroz Neto  do Instituto Penido Burnier com um grupo de 80 jogadores da Confederação Paulista de Futebol mostra que 64% dos que têm problema de visão entram em campo sem qualquer correção visual. Como se não bastasse, 1 em cada 4 nunca foi ao oftalmologista. Considerando toda a população, são 35,8 milhões de brasileiros com problemas visuais dos quais quase metade não têm correção adequada de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

O médico afirma que a nossa interação com o meio ambiente depende em 85% da visão. Por isso, a  dificuldade para enxergar diminui a velocidade do reflexo, a visão de contraste e de profundidade que são essenciais para uma boa performance no esportes e outras atividades.
Regras esportivas

Segundo Queiroz Neto, esportes como o boxe, artes marciais, entre outros, não permitem o uso de óculos. Até 2010 esta foi a regra do futebol. Em 2011/12 o livro de regras publicado pela FIFA passou a admitir o uso desde que não representasse risco para o time. Ainda assim, não se vê jogadores com óculos em campo. O especialista ressalta que embora as lentes de contato sejam as mais adequadas para quem pratica esportes fora d'água, nem todos se adaptam bem. Esta é a causa de  64% dos jogadores entrarem em campo sem correção.  Por isso, para atletas indica a cirurgia refrativa que elimina o grau da miopia, hipermetropia e astigmatismo, proporcionando melhor visão que os óculos e lentes de contato.

Melhor técnica
O oftalmologista afirma que a técnica cirúrgica é determinada de acordo com o grau a ser corrigido, espessura da córnea e tipo de atividade física praticada. 

Independente da técnica, o procedimento só pode ser realizado quando o grau está estabilizado há, pelo menos, um ano em maiores de 21 anos.

PRK
Para quem pratica esportes de alto impacto como lutas marciais, boxe, futebol e basquete  Queiroz Neto que já fez milhares de cirurgias refrativas afrma que o mais adequado  é o PRK (Photorefractive Keratectomy). Isso porque, explica,  o procedimento que surgiu antes do Lazik mantém a córnea mais resistente por não fazer cortes, além de induzir menos ao olho seco. Consiste na remodelagem  com o excimer laser através da ablação superficial do epitélio, camada externa. A técnica, destaca,  corrige até 5 graus de miopia e é indicada para quem não apresenta aberrações visuais, nem ceratocone. Em média os pacientes voltam às atividades depois de 3 ou 4 dias e a estabilização da visão se dá entre 3 e 6 meses.

Lasik
Para ciclistas, maratonistas e praticantes de outros esportes de impacto moderado que tenham até 8 graus de miopia sem aberrações visuais, o oftalmologista afirma que uma opção é o  Lasik. No procedimento, explica,  o cirurgião levanta uma lamela da córnea com uma lâmina, o microcerâtomo. Abaixo desta lâmina molda a córnea aplicando Excimer laser. As vantagens do Lasik são poder retomar as atividades em 24 horas e o menor desconforto após a cirurgia. Para quem apresenta aberrações visuais, o oftalmologista recomenda a cirurgia personalizada que pode ser feita pela mesma técnica associada a um aberrômetro.

Femtosecond
Outra  técnica para praticantes de esporte de moderado e baixo impacto com até 8 graus de miopia  é a cirurgia feita com um laser ultra rápido guiado por um computador, o femtosecond, utilizado no lugar do microcerátomo para levantar o flap. O procedimento permite economizar até 30% de tecido da córnea, além de induzir menos ao olho seco. "Já tive casos de pacientes que não podiam operar porque tinham córnea fina e depois do femtosecond se  livraram dos óculos". O especialista ressalta que a borda chanfrada do flap reduz a indução ao astigmatismo pós-operatório e a visão de halos e brilhos noturnos.

Implante
Quem é portador de miopia de até 20 graus, hipermetropia de até 10 graus e  o astigmatismo de até 6 graus  pode corrigir a visão com o implante de uma lente fácica entre a íris e cristalino. O maior risco do procedimento é contrair glaucoma após o implante, Por isso, quem faz a cirurgia deve consultar o oftalmologista a cada  seis meses no primeiro ano e anualmente na sequência.

7 dicas inspiradas nos jogos olímpicos para vencer os sintomas da diabetes e manter-se ativo



Estabelecer metas para ser mais ativo pode ajudar a reduzir os riscos de desenvolver diabetes por meio de uma melhor adequação dos níveis de glicose no sangue, pressão arterial, colesterol HDL e triglicérides. Pensando nisso, a Merck, empresa líder em ciência e tecnologia, criou uma lista inspirada nos atletas que pode ajudar a tornar a vida mais ativa e saudável.

Se o objetivo é começar a realizar atividades físicas, a dica é começar aos poucos, dia após dia. Tentar se encontrar regularmente com amigos que também estão tentando ser mais ativos é um caminho. Considere também juntar-se a um grupo de exercícios ou encontrar um parceiro de caminhada para juntos atingir suas metas.

“No fim das contas, tudo depende muito de acreditar em você mesmo: 80% mental, 20% físico” –  Victoria Pendleton – Ciclista 


Não ser um atleta não impede ninguém de encontrar tipos de atividades físicas adequados ao seu ritmo. Ser mais ativo fisicamente pode ajudar a diminuir os riscos de desenvolver diabetes. Uma rotina completa de atividades físicas deve incluir quatro tipos de exercícios: aeróbicos, treinamentos de força, exercícios de flexibilidade e as pequenas movimentações do dia a dia.

Talvez não seja possível percorrer os 100 metros rasos em menos de 10 segundos como o Usain Bolt, mas sempre dá para encontrar atividades físicas que tenham um impacto relevante. Ser ativo fisicamente ajuda a manter os níveis de glicose no sangue, pressão arterial, colesterol HDL e triglicérides normalizados, contribuindo para uma vida mais saudável. Comece com atividades simples e aumente gradativamente a complexidade para garantir seu sucesso.

 “O coração de cada um de nós queima por alguma coisa. Nosso objetivo na vida é encontra-la e manter a chama acesa”
Mary Lou Retton, Ginasta Olímpica (1984)


Atletas treinam e melhoram suas performances continuamente. O mesmo pode se aplicar para quem tem risco aumentado de desenvolver diabetes e quer ser mais ativo. A prática regular de atividades físicas e exercícios podem manter o peso e níveis de glicose no sangue, pressão arterial e colesterol saudáveis. Identificar tipos e quantidades apropriadas de exercícios para sua forma atual é um passo necessário para se tornar mais ativo.

Atletas precisam monitorar constantemente suas performances e encontrar maneiras de melhorá-las se quiserem ser bem-sucedidos. O mesmo vale a quem tem pré-diabetes ou risco de diabetes tipo 2 e está se esforçando para levar um estilo de vida mais saudável: monitorar suas atividades. Vale um caderno, aplicativo ou calendário para registrar o progresso.



Não se trata de correr uma maratona hoje, mas é possível começar com uma quantidade adequada de atividades físicas que seja confortável. Para quem tem risco aumentado de desenvolver diabetes, fazer mudanças pode parecer difícil. Mas é importante lembrar: mesmo uma pequena perda de peso pode ajudar a diminuir o risco de desenvolver a diabetes tipo 2. Encontrar e o que se encaixa na rotina atribulada é um caminho. Tentar subir de escadas ou estacionar um pouco mais longe do destino é um começo.
“Olhar para trás não vai te ajudar. O que você deve fazer é andar para frente”.
McKayla Maroney – Ginasta Olímpica

Atletas precisam seguir à risca seu calendário de exercícios para se prepararem para as competições. Quem tem risco aumentado de desenvolver diabetes precisa encontrar tempo para ser mais ativo. Escrever em um diário ou adicionar lembretes e baixar aplicativos no celular pode ajudar a manter a atividade física como um compromisso permanente durante a semana.

 “A adversidade, se você permitir, te fortalecerá e o fará o melhor que você pode ser” Kerri Walsh Jennings- Jogadora de Voleibol Olímpica





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