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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Serasa alerta para tentativas de fraude online durante Olimpíadas



Empresas e consumidores devem estar atentos às compras via internet durante os Jogos Olímpicos. Estudos da Serasa Experian apontam maior incidência de crimes cibernéticos durante estes períodos. Guia das Olimpíadas traz orientações para evitar este tipo de ocorrência

Estudos da Serasa Experian mostram uma forte relação entre grandes eventos internacionais e o aumento das tentativas de fraude. Segundo os especialistas, o fenômeno acontece basicamente por dois motivos: durante acontecimentos esportivos, como Olimpíadas e Copa do Mundo, existe um aumento natural na compra de passagens aéreas, ingressos, produtos relacionados ao tema e reservas em hotéis pela internet. Todo esse cenário multiplica as chances de os criminosos intensificarem seus métodos, lesando empresas e consumidores. Uma prática comum nessas ocasiões que exige cuidado dos consumidores e empresas é o phishing. O termo é utilizado para denominar a fraude eletrônica por meio da qual os fraudadores visam adquirir informações pessoais de diversos tipos: senhas e dados financeiros, como número de cartões de crédito, entre outros. Para serem bem sucedidos, fazem uso de um tema de interesse público para realizar ações e campanhas por e-mail, mensagens instantâneas e SMS como, por exemplo, sorteios e premiações falsas. 

O acompanhamento dos eventos – pela mídia ou pessoalmente – também toma a atenção das pessoas, tonando-as mais suscetíveis ao roubo de identidade. Portanto, os Jogos Olímpicos Rio 2016 podem ser um terreno fértil para a prática desse tipo de crime.
Para se ter uma ideia, uma companhia aérea da África do Sul viu as tentativas de fraude saltarem de 15% para 50% durante a Copa do Mundo no país, em 2010. Outros indicativos comprovam que as fraudes com cartão de crédito, por ocasião do evento, aumentaram 53%, sendo que as transações com cartões não presentes (compras por telefone ou internet) contribuíram com 35,4% dos casos. Além disso, os prejuízos por fraude com cartões emitidos em outros países e utilizados no interior da África do Sul cresceram 72% na época do mundial, segundo levantamento da Serasa Experian.

“Precisamos pensar na fraude como uma indústria”, diz a vice-presidente da Unidade de Negócios Decision Analytics da Serasa Experian, Mariana Pinheiro. “As organizações que agem nessa área são estruturadas e se valem de tecnologia e logística para obterem sucesso.” Para ela, a arma mais eficaz, tanto para quem compra como para quem vende, é a prevenção. “As empresas que atuam com operações não presenciais têm o desafio de se protegerem sem comprometer a relação com os clientes. Já os consumidores precisam se manter atentos, desconfiando de ofertas muito vantajosas e buscando e-commerces idôneos.”

Guia das Olimpíadas também ajuda no combate às fraudes
Para orientar os consumidores a evitar fraudes e conhecer melhor seus direitos e deveres durante a realização dos jogos olímpicos Rio 2016, a ABRADECONT – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor e Trabalhador – e o SerasaConsumidor se uniram para elaborar o Guia das Olimpíadas. A publicação também traz informações constantes no Código de Defesa do Consumidor, no Estatuto do Torcedor, na Lei Olímpica e no Estatuto do Idoso, neste último caso valendo, por exemplo, para as reservas de assentos em todas as modalidades e lugares dos estádios.

O acesso ao Guia Olimpíadas pode ser feito por meio do link: http://www.serasaconsumidor.com.br/guiajogos/

Cuidados simples e alta tecnologia
Além dos cuidados preventivos, existem ferramentas tecnológicas desenvolvidas para minimizar os riscos de sofrer com a fraude. Segundo o Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraudes, o último levantamento, ocorrido em abril de 2016, registrou 141.008 tentativas de fraude de identidade no país. São cerca de 4,7 mil tentativas por dia, nas quais dados pessoais são usados por criminosos para firmar negócios sob falsidade ideológica ou mesmo obter crédito com a intenção de não honrar os pagamentos.

O cuidado com a manipulação de documentos pessoais, cartões de crédito e senhas, a utilização de sites de compras com certificado de segurança (endereço acompanhado de um “s” no final: https) e boa reputação no mercado e a não utilização de internet ou computadores públicos para transações financeiras são algumas dicas simples que devem ser adotadas por todos a qualquer tempo. 

Manter o CPF monitorado com serviços como o MeProteja, da Serasa Experian, também afasta fraudadores. O MeProteja acompanha as movimentações do CPF 24 horas por dia. Toda vez que o número do documento é consultado, na hora de uma compra no comércio ou empréstimos em bancos, o serviço avisa o cidadão por e-mail e mensagem no celular (SMS). É um alerta no caso de tentativa de abertura de empresa com o número do documento, se o titular estiver prestes a ser negativado ou ainda quando o consumidor sair do cadastro de inadimplência. O MeProteja informa ao consumidor a relação dos números de telefone fixo que estão cadastrados no CPF e sobre parcelas atrasadas que podem gerar negativação. O serviço também envia, a cada 15 dias, dicas antifraude.

Quem tiver os documentos extraviados (como RG; carteira de trabalho; CPF; carteira de habilitação e título de eleitor), além de fazer um Boletim de Ocorrência (B.O.), deve cadastrar um alerta gratuito no Serviço de Documentos e Cheques Roubados da Serasa Experian. O registro ajuda a reduzir o risco de ter dados pessoais utilizados por fraudadores. O registro pode ser feito pela Internet, no link: www.serasaconsumidor.com.br/servicos-roubo-perda-de-documentos ou pelo telefone da Central de Atendimento ao Consumidor (11) 3373 7272, que funciona nos sete dias da semana, das 8h às 20h. Se alguém já teve no passado algum documento extraviado e ainda não registrou as informações, também pode realizar o cadastro.
Já as empresas podem contar com soluções para identificar tentativas de fraude ao reconhecer inconsistências antes de a transação financeira ser efetivada, no ato da abertura do cadastro feito por um novo cliente ou até mesmo analisando a reputação do dispositivo de onde parte a tentativa de compra – desktops, tablets, smartphones e laptops. Isso porque, muitas vezes, o perfil de utilização daquele device leva a um diagnóstico que indica se a compra é fraudulenta ou não. “Empresas de vários segmentos já se valem da tecnologia para que fraudes não impactem nem os negócios e muito menos a relação com os clientes”, afirma Mariana.

Guia Olimpíadas
A ABRADECONT – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor e Trabalhador – e o SerasaConsumidor se uniram para elaborar um guia, visando orientar os consumidores que visitam a Cidade Maravilhosa durante a realização dos jogos olímpicos Rio 2016. A publicação traz uma série de informações para ajudar o consumidor a conhecer seus direitos e deveres durante o evento esportivo, tais como o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto do Torcedor, a Lei Olímpica e o Estatuto do Idoso, neste último caso valendo, por exemplo, para as reservas de assentos em todas as modalidades e lugares dos estádios.


SerasaConsumidor - www.serasaconsumidor.com.br

Quatro em cada dez consumidores não pretendem comprar presente de Dia dos Pais, mostra sondagem do SPC Brasil e CNDL



69% consideram que os preços estão mais altos do que no ano passado. Entre os que pretendem comprar, valor gasto com cada presente será de R$ 115. 24% admitem gastar mais do que podem com o presente


Com a economia ainda em recessão, desemprego em alta e a inflação elevada, o consumidor brasileiro começou o segundo semestre reticente na hora de gastar com datas comemorativas. Uma sondagem feita para o Dia dos Pais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em todas as capitais, mostra que aproximadamente quatro em cada dez (38,1%) consumidores não pretendem comprar presentes neste ano. Entre os principais motivos financeiros para não presentear estão a falta de dinheiro devido ao orçamento apertado (6,2%, aumentando para 14,4% entre os jovens de 18 a 34 anos) e o fato de estar desempregado (5,0%, 11,2% entre os jovens).

Em relação ao ano passado, 35,4% pretendem gastar o mesmo valor com os presentes. Já 29,1% afirmam que pretendem gastar menos este ano – percentual que reduziu quando comparado à pesquisa de intenção de compras de 2015 (43,8%). De acordo com o levantamento, apenas 19,7% dos entrevistados planejam gastar mais com os presentes em 2016 do que no último ano.

Entre as pessoas que pretendem presentear (48,9%), o valor desembolsado com cada presente será, em média, de R$ 115,37, quantia inferior à apurada para o mesmo período de 2015, de R$ 119,83. Entre os consumidores da classe C, o valor médio total gasto com os presentes será ainda menor: R$ 107,95 contra R$ 150,54 das pessoas que pertencem às classes A e B. A pesquisa mostra que sete em cada dez pessoas (69,1%) têm a percepção de que os presentes estão mais caros do que em 2015, percentual que aumenta entre as mulheres (72,8%) e pertencentes às classes A e B (78,1%). A maioria dos consumidores que pretendem presentear deve comprar apenas um presente (60,7%) para a comemoração.


Economizar é o principal motivo para diminuição de gastos

Entre os motivos para quem pretende gastar menos com o presente do Dia dos Pais, o principal é o desejo de economizar (23,6%, contra 18,4% em 2015). Em segundo lugar aparece uma situação financeira ruim (20,8%, contra 5,9% em 2015), o aumento da inflação e economia estar instável (14,8% ante 12,8%) e estar desempregado (11,5% ante 16,6%). Com a perspectiva de economizar na hora da compra, 68,1% dos entrevistados afirmam que realizarão pesquisas de preço antes de comprar o presente e 17,4% vão dividir as compras com outra pessoa, geralmente um irmão, a mãe ou familiar próximo.

“Considerando o fraco desempenho das outras datas comemorativas de 2016 até o momento, a expectativa dos lojistas com o Dia dos Pais tende a ser baixa”, afirma o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. “A piora da economia, como o aumento do desemprego e a inflação ainda elevada, além do crédito mais restrito, exercem forte impacto sobre o consumidor, que acaba sendo obrigado a limitar seus gastos para organizar as finanças. Para pagar contas atrasadas e honrar os compromissos financeiros, uma importante medida é evitar novos gastos e, nesses casos, presentear outras pessoas muitas vezes deixa de ser prioridade”, avalia.


24% admitem gastar mais do que podem para presentear o pai

Ainda que evitar comprar presentes em datas comemorativas possa ser uma boa saída para economizar e colocar o orçamento em ordem, para parte dos entrevistados, essa não é escolha: 23,9% admitem que costumam gastar mais do que suas finanças permitem presentearem no Dia dos Pais, principalmente entre os mais jovens, quando o percentual aumenta para 29,9%.

“Em um momento em que as pessoas muitas vezes estão inseguras em seus empregos, comprar o presente à vista pode ser uma boa alternativa para fugir do endividamento. Entretanto, chama a atenção o crescimento na quantidade de quem vai parcelar. O ideal é evitar o abuso de parcelamentos para evitar o comprometimento da renda com prestações”, orienta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. A pesquisa revela que, mesmo em um momento de grandes incertezas e pouco propício ao endividamento, 20,7% dos entrevistados irão parcelar suas compras no cartão de crédito. A principal forma de pagamento, porém, será o pagamento à vista (59,3%), seja no dinheiro ou no cartão de débito.

Do total de pessoas que vão presentear no Dia dos Pais neste ano, 8,9% reconhecem que deixarão de pagar alguma conta para comprar presentes e 31,0% reconhecem que têm alguma conta em atraso atualmente. Entre estes, 62,9% afirmam estar com o nome sujo – e mesmo assim irão presentear.


Roupas e shopping lideram preferência

As roupas serão o principal item escolhido para presentear no Dia dos Pais deste ano, com 46,6% de preferência dos entrevistados. Apesar da liderança, houve queda no percentual: ano passado as roupas tinham a preferência de 53,8% dos consumidores ouvidos. Em segundo lugar aparecem os perfumes e cosméticos (27,1%), seguidos pelos calçados (18,5%) e acessórios (14,6%).

O shopping center se destaca como o principal local de compra, para 47,4% dos entrevistados. Logo em seguida estão as lojas virtuais (35,3%), lojas de departamento (33,8%), shoppings populares (26,4%) e lojas de rua (25,0%). “A preferência pelos shoppings deve-se ao fato que estes estabelecimentos concentram uma grande variedade de lojas em um único lugar. Já a significativa presença das vendas online deve-se muito à praticidade da rede, que acaba atraindo o interesse das pessoas, além de favorecer a pesquisa de preços em diversas lojas”, explica a economista.

A comemoração da data será feita principalmente em casa (38,8%) e na casa do pai (27,5%), mas 13,7% pretendem sair para restaurantes. Quanto à data para realizar as compras, a maioria (53,6%) disse que iria realizá-las nesta primeira semana de agosto, enquanto 19,9% afirmam já terem comprado em julho. “A corrida às lojas de última hora é um hábito do brasileiro que pode acabar prejudicando as finanças pessoais. Comprar os presentes em cima da hora limita as opções e pode fazer com que o consumidor gaste mais do que deveria”, alerta Kawauti.


Metodologia

A pesquisa do SPC Brasil e da CNDL serve de termômetro para o mercado varejista e revela como o consumidor brasileiro deve se comportar na semana que antecede o Dia dos Pais. Para isso, foram ouvidos 600 consumidores de todas as capitais com idade igual ou maior a 18 anos, gerando um erro máximo de 4,0 pontos percentuais e confiança de 95%.

www.spcbrasil.org.br/
 

No Dia Nacional da Saúde, obesidade ainda é um grande obstáculo para 60% dos brasileiros



Estudo do IBGE mostra que sobrepeso entra na lista de maiores problemas de saúde no Brasil.
Endocrinologista de Brasília apresentou estudo onde multidisciplinariedade pode impedir realizações de cirurgias bariátricas.

Na próxima sexta-feira (5) comemora-se o Dia Nacional da Saúde, data criada em 1967, com o objetivo de conscientizar a sociedade brasileira sobre a importância da educação sanitária e e despertar um cuidado relativo à saúde. Um dos maiores problemas de saúde que o brasileiro enfrenta é luta com a balança. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que mais da metade da população nacional sofre com sobrepeso ou obesidade. Segundo o estudo, 60% dos cidadãos estão com o Índice de Massa Corpórea (IMC) igual ou maior do que 25, o que caracteriza um quadro de peso acima do indicado. Ainda segundo a pesquisa, 20% dos jovens com 18 anos ou mais estão na faixa da obesidade.

O endocrinologista de Brasília Dr. Flávio Cadegiani apresentou, no fim de 2015, um estudo de sua autoria no Obesity Week, o maior congresso sobre obesidade do mundo, onde constatou que o tratamento clínico contra o quadro está perdendo espaço para as cirurgias bariátricas. Para o Dr. Cadegiani, a resposta é simples: o tratamento clínico, muitas vezes, ocorre com um viés farmacológico exclusivo, o que não gera resultados. Segundo o endocrinologista, em seu estudo, uma associação multidisciplinar com, com um acompanhamento rigoroso a longo prazo não só evita a operação de redução do estômago, como também proporciona melhores resultados aos pacientes.

Dr. Cadegiani explica que a obesidade é uma doença crônica, inflamatória e grave, o que a torna difícil de ser tratada. O médico, fundador da Corpometria, acredita que a falta de habilidade no manejo do tratamento da obesidade com fármacos e a falta de esclarecimentos acerca dos benefícios dos remédios quando bem usados podem ser as razões para o aumento das cirurgias bariátricas. “Medicamentos contra a obesidade têm sido inseridos no tratamento, porém muitas vezes dissociados de outras terapias, como atividade física e prescrição de dieta por nutricionista. Ou seja, a farmacoterapia tem sido normalmente aplicada sem uma contrapartida não farmacológica.”

O estudo foi realizado com 157 pacientes com sobrepeso, que foram acompanhados por pelos menos dois profissionais de saúde diferentes, em um prazo de seis meses. Os voluntários foram fiscalizados a partir de exames de análise do corpo, visitas a médicos, nutricionistas e sessões de exercícios com um personal trainer, além da prescrição de medicamentos. Ao fim do período, verificou-se uma redução média dos participantes em 19,8 kg, caindo de 104,7 kg para 84,9 kg, representando uma retração de 18,9%. De peso de gordura, a diferença foi de 14,4 kg a menos na média dos voluntários. Ao todo, 85,3% obtiveram uma redução da circunferência abdominal menor que 94 centímetros, 78,3% perderam mais de 10% do peso e 56% atingiram um IMC menor que 30, se livrando da obesidade. Entre os 41 pacientes que decidiram continuar com o programa, apenas três recuperaram 20% do peso corporal, representando 7,3% de reganho.

Para o Dr. Cadegiani, o estudo mostra que o uso de diferentes modalidades em conjunto alcança resultados significativos, capaz de impedir a realização de um tratamento invasivo como a cirurgia bariátrica. “Quando o peso final é alcançado, é feito um acompanhamento rigoroso e de longo prazo para evitar a recuperação do peso. Além disso, as metas não são baseadas no peso do corpo, mas no excesso de peso de gordura e na circunferência da cintura, uma vez que estas medidas são provavelmente melhores preditores de riscos do que peso ou IMC, o que agrega qualidade ao tratamento da obesidade.”


Clínica Corpometria
SGAS 915, Centro Clínico Advance, Sala 262, Brasília/DF
Telefone: (61) 3346-4733
E-mail: contato@corpometria.com.br

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

As consequências ao diminuir a quantidade de calorias diárias

Recentemente as calorias são referência de regimes alimentícios. Seja na hora de tomar a decisão sobre o que comprar para comer e que alimento consumir ou até nas campanhas publicitárias, responsáveis de afirmar, por exemplo, qual bebida tem ou não tem mais calorias.

Com estes conceitos, absorvemos a ideia que consumir menos calorias é melhor para nossa silueta.  Com a calculadora fazemos somas e subtrações entre as calorias que comemos e as que queimamos durante o exercício. O que não fica claro é o que acontece com estas calorias dentro do nosso organismo, nem para que serve.

O simples fato de existir já nos consome calorias, para que funcione nosso sistema o corpo leva a cabo múltiplos processos bioquímicos que consomem energia. Para saber o mínimo de calorias que deveríamos comer se calcula a taxa de metabolismo basal (depende da idade, tamanho, peso, gênero e atividade física).

Por tanto, comer menos que o mínimo necessário provoca sérios problemas no funcionamento do corpo humano. Graças à investigação que realizou a Universidade de Minnesota, sabemos quais consequências provoca a ingestão de poucas calorias.

Nos anos de 1944 e 1945, realizou-se um experimento onde trinta voluntários se submeteram a uma dieta por seis meses com apenas 1,600 calorias ao dia e com uma atividade física de 35 quilômetros de caminhada por semana. O resultado foi voluntários apáticos, sem energia física, sem motivações pessoais e irritáveis. Começaram a lamber os pratos, a diluir as batatas com água e a manter a comida por mais tempo na boca com a intenção de prolongar o processo de alimentação.

Dentro da apatia, a comida se converteu na única fonte de fascinação e motivação: guardavam obsessivamente receitas de comida, sonhavam acordados com alimentos, idealizavam planos para roubá-las, bebiam água até estarem cheios e aumentavam seus hábitos de fumar ou mascar chiclete. Nada que não fosse comida os interessava: o desenvolvimento pessoal parou, não prestavam atenção ao romance e o desejo social se evaporou. Rir se tornou difícil e a interação com os demais era complicada, seja porque não podiam seguir uma conversação ou porque não lutavam por nada: diante de qualquer estimulo a reação era de conformidade.

Segundo os especialistas, os efeitos secundários de consumir menos quantidade de calorias das que necessitamos diariamente são:

1. Debilidade
2. Fadiga
3. Intolerância ao frio
4. Períodos menstruais irregulares
5. Enjoos
6. Prisão de ventre
7. Inchaços das mãos e pés
8. Cálculos biliares
9. Risco de desnutrição
10. Gota (por elevado ácido úrico)





Depois de seis meses iniciaram uma nova etapa onde aumentaram o número de calorias consumidas. A melhora física foi evidente e quase imediata, entretanto, as funções cognitivas diminuíram. A irritabilidade se converteu em agressão, as mudanças de ânimo foram mais profundas e continuaram lambendo os pratos. O comportamento social se estabilizou após nove meses consumindo o número adequado de calorias, os ânimos se equilibraram, porém os voluntários nunca voltaram a comer da mesma forma. Ficaram com a sensação de fome, ainda que só sentissem pouco apetite.

Com esta investigação concluímos a importância de nutrir o organismo e que diminuir drasticamente o consumo de alimentos provoca sérias mudanças no aspecto físico, psicológico e emocional. As calorias proporcionam energia, cuja melhor fonte são os carboidratos, portanto devemos comer o suficiente para o bom funcionamento do corpo, estar tranquilos e poder crescer tanto no lado pessoal quanto no profissional.

Existem muitas dietas milagrosas e recomendações em internet, mas nem todas se adaptam a todas as pessoas. Por tanto, se busca diminuir de peso ou subir de volume, realize exercícios (entre outras metas), mas antes de iniciar qualquer atividade recomendamos consultar um especialista em nutrição, apenas este profissional poderá elaborar uma dieta ideal para sua necessidade. 



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