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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Compras de Natal para as crianças




Pais devem ficar atentos na compras de brinquedos, para evitar acidentes com peças que possam ser engolidas por seus filhos

Faltando poucos dias para o natal, muitos pais já começaram as compras dos presentes. E opções de brinquedos para as crianças é o que não faltam, mas é preciso ficar atento na hora das compras.
Brinquedos considerados inadequados ou inapropriados para a idade da criança, podem trazer sérios problemas para a saúde. Para evitar que a brincadeira se torne uma dor de cabeça, nunca é demais recomendar aos pais que tenham cautela e aumentem a supervisão dos filhos, quando o assunto é brinquedos e outras peças que possam ser engolidas.
O médico gastroenterologista responsável pelo serviço de endoscopia do Hospital Nossa Senhora das Graças (HSNG), Dr. Guilherme Gomes explica que a faixa de idade mais crítica é entre os sete meses e os cinco anos. “Essa é considerada a fase oral, justamente quando a criança tem o hábito de colocar tudo na boca e com a evolução da deglutição a atenção deve ser redobrada”, afirma Dr. Guilherme.
Quando uma criança engole uma peça, muitas vezes é possível tirar o corpo estranho por endoscopia. Mas o maior perigo são outras complicações que o objeto pode causar, como perfurações intestinais, infecções e sufocamentos, que podem até levar até a morte. “Se o brinquedo ou objeto é aspirado, pode ocorrer sufocação, infecções de vias respiratórias e broncoespasmos, que, conforme a gravidade, também podem provocar tragédias”, alerta a pediatra do HNSG, Dra. Clarice Arns da Cunha Warnecke.
Para evitar acidentes, o principal é que os pais fiquem atentos aos brinquedos e às brincadeiras e conversem com as crianças sobre os perigos de colocar na boca objetos estranhos. “Caso a criança leve algum objeto à boca, este deve ser retirado imediatamente e com delicadeza, para que não venha a ser engolido. Desaloje o objeto da garganta o mais rápido possível, a fim de evitar asfixia”, ensina a pediatra do HNSG.

Na hora das compras,fique atento às seguintes dicas:
* Brinquedos com ruídos excessivos podem causar danos à audição;
* Evite brinquedos com formas e cheiros que imitem alimentos; as crianças tendem a engoli-los;
* Atenção aos brinquedos que possuem partes cortantes ou pontiagudas, que podem ocasionar ferimentos;
* Em hipótese alguma adquira brinquedos compostos por substâncias tóxicas ou de fácil combustão;
* Brinquedos têm, sim, prazo de validade. Verifique o prazo de validade e as condições de garantia do brinquedo;
* Atenção especial a brinquedos que possam levar a sufocamento, como cordas, balões ou peças muito pequenas;
* Adquira o brinquedo de acordo com a faixa etária ou idade do seu filho. Por lei, os fabricantes devem transmitir essa informação no rótulo;
* Verifique se a embalagem do brinquedo possui informações sobre o fabricante (nome, CGC, endereço);
* Evite brinquedos que possam ocasionar choque elétrico;
* Os brinquedos devem conter selo de segurança fornecido pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial).
 
(Fonte: Secretaria de Saúde de São Paulo)

Microcefalia





Microcefalia é uma doença em que as crianças nascem com a cabeça e o cérebro menores que o normal, influenciando no seu desenvolvimento mental. Aqui no Brasil estamos observando um aumento considerável da doença, em especial, nos estados do Nordeste, e muitos profissionais da saúde têm relacionado esse surto de microcefalia com o Zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, o mesmo transmissor da dengue.
As causas do aumento da doença no Brasil estão caindo sobre o mosquito, enquanto outras, mais prováveis, não estão nem sendo mencionadas, pois contrariam os interesses de grandes empresas. Óbvio que a guerra contra o mosquito é importante e já deveria ter sido feita desde muitos anos atrás, mas o ponto central é: será que o mosquito é o causador das microcefalias?
O geneticista e ambientalista canadense David Suzuki tem alertado que alimentos geneticamente modificados e os agrotóxicos podem aumentar consideravelmente os casos de tumores cancerígenos, Mal de Parkinson, Alzheimer e microcefalias. Dentre esses produtos, o uso sem controle do herbicida 2,4-D (ácido diclorofenoxiacético) e do glifosato (Roundup da Monsanto), podem estar ligados ao surto de microcefalias no Nordeste.
Esse agrotóxico é um dos mais utilizados no Brasil, sendo aplicado nas culturas de arroz, café, cana-de-açúcar, milho, pastagem, soja, sorgo, trigo e outras. Esses produtos são altamente tóxicos e seu uso proibido em países como Dinamarca, Suécia, Noruega e outros.
Importante observar que a presença dos venenos diz respeito igualmente ao campo e à cidade, pois o agrotóxico tem a propriedade de permanecer por muito tempo no ambiente e ser carregado por longas distâncias, pelo vento e pela água. Na verdade, temos uma situação de descontrole pela falta de fiscalização, corrupção, falta de conhecimento e as grandes multinacionais que fabricam esses venenos dominam a mídia e as decisões sobre sua utilização.
Também a ANAC é omissa no tema da pulverização aérea, permitindo que aeronaves particulares pulverizem as plantações sem observar margens de segurança em relação a recursos hídricos e áreas habitadas. Para completar esse quadro temos um enorme contrabando de agrotóxicos proibidos. O médico geneticista e pesquisador argentino, Andrés Carrasco, publicou uma pesquisa científica, em 2009, mostrando sérios efeitos do glifosato na ocorrência do nascimento de bebês com microcefalia e outras deformações.
Infelizmente, esses estudos nunca tiveram o impacto que deveriam e o ser humano continua destruindo de forma acelerada o meio ambiente, sua saúde e as gerações futuras.

Célio Pezza - colunista, escritor e autor de diversos livros, entre eles: As Sete Portas, Ariane, A Palavra Perdida e o seu mais recente A Tumba do Apóstolo. Saiba mais em www.facebook.com/celio.pezza

Colesterol: Confira mitos e verdades sobre esta doença silenciosa






Nutricionista responde 5 perguntas sobre o colesterol e tira as
principais dúvidas sobre o assunto  

O fim do ano chegou e você cuidou da saúde do seu coração em 2015? Este é um momento importante para refletir e fazer um checkup completo para fechar o ano com chave de ouro. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) evidenciam que 17 milhões de pessoas morrem em todo o mundo devido às doenças cardiovasculares, sendo esta a causa número um de mortes no Brasil e nos demais países.
O colesterol, por exemplo, é um tipo de gordura produzido pelo nosso organismo que circula no corpo e que carrega a fama de vilão pelo fato de, em excesso, aumentar o risco de doenças cardiovasculares, como derrame e infarto. No entanto, ele é essencial para algumas funções do organismo, pois ajuda na regeneração dos tecidos e dos ossos e na produção de vitamina D.
O Dr. José Rocha Faria Neto, presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia, respondeu 5 perguntas sobre o colesterol. Veja se você está por dentro do assunto e cuidando de forma correta da saúde do seu coração:
1-    O colesterol é importante para o organismo?
Verdade. O colesterol é um tipo de gordura presente no organismo que é essencial para o seu bom funcionamento. Pode-se dizer que é um composto vital, importante na formação das membranas das células, na produção de hormônios sexuais, da vitamina D e de sucos digestivos, além de desempenhar papeis nos tecidos nervosos. Fala-se popularmente em 2 tipos de colesterol, o “colesterol bom” – HDL e o conhecido como “colesterol ruim” - LDL.  Na verdade, o colesterol é o mesmo, mas muda a molécula que faz o transporte desta gordura no sangue (as chamadas lipoproteínas). A diferença entre eles consiste em:
  • Colesterol “ruim” (LDL colesterol): é o colesterol contido em uma lipoproteína de baixa densidade (do inglês low density lipoprotein). É este o colesterol que, quando em excesso no sangue, acumular-se nas paredes internas das artérias, formando placas de gorduras que podem diminuir o fluxo de sangue para órgãos importantes, como o coração e o cérebro. O LDL-colesterol, pode levar ao aparecimento  de doenças cardiovasculares, como infarto e derrame, por exemplo.
  • Colesterol “bom” (HDL): esta outra molécula, HDL (do inglês hight density lipoprotein) tem função de retirar o colesterol do corpo e levá-lo para o fígado. Ao chegar no fígado, ele será metabolizado e eliminado do organismo. Níveis elevados de HDL-colesterol estão associados a menor incidência de doenças cardiovasculares.
2-    Colesterol alto pode ser controlado pela alimentação?
Verdade. A alimentação, fator de risco modificável (ou seja, que está sob o controle do indivíduo), está intimamente relacionada aos níveis de colesterol. O grande consumo de gordura saturada, presente em alimentos de origem animal, como carne vermelha, leite e lácteos integrais, está associado ao aumento dos níveis do LDL no sangue. Portanto, em indivíduos saudáveis, a substituição deste tipo de gordura pelas gorduras mono e poli-insaturadas é uma estratégia para manter os níveis adequados do colesterol. Ainda, os fitoesteróis, componentes vegetais com estrutura semelhante ao colesterol, também podem ser aliados na redução do LDL, pois eles ajudam no bloqueio parcial da absorção de colesterol no intestino, auxiliando assim na diminuição do colesterol sanguíneo. Seu consumo deve estar sempre associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis.
3-    O aumento no nível de colesterol no sangue costuma ter sintomas.
Mito. A hipercolesterolemia (colesterol elevado no sangue) é uma doença silenciosa, pois não demonstra quaisquer sintomas, o que quer dizer que podemos sofrer um ataque cardíaco ou um AVC sem que nada o faça prever. A única maneira de sabermos se o colesterol está alto ou não é fazendo uma dosagem no sangue. O segredo está na prevenção, na prática de exercício com regularidade e cuidados redobrados na alimentação, que deve ser o mais saudável possível. Recomenda-se ainda, a consulta rotineira com seu médico para avaliação  dos níveis de colesterol  no sangue.
4-    Para ter saúde, é preciso excluir todos os alimentos com colesterol da dieta?
Mito. O colesterol e as gorduras saturadas não precisam ser eliminados completamente da alimentação, já que nosso organismo tem necessidade destas substâncias. O importante é manter uma dieta equilibrada e saudável.
5-    A prática de atividades físicas ajuda a controlar as taxas de colesterol?
Verdade. A prática de exercícios físicos regulares é fundamental para a nossa saúde. Além de ser uma ferramenta importante para ajudar a combater à obesidade, os exercícios aumentam os níveis de HDL-colesterol. Por isso, é importante praticar uma natação, corrida, tênis, futebol e até mesmo andar de bicicleta. Escolha seu esporte de preferência e mande bala!
Becel

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