Inovar nunca foi apenas sobre tecnologia, mas sobre
aliar uma visão de futuro, capacidade de adaptação e estratégia para se
antecipar e sobressair. O mercado vive cenários de grandes mudanças e
transformações que exigem das empresas não apenas investir nessas
inovações, mas, acima de tudo, saber quais integrar, com eficácia, à realidade
do negócio, ganhando ainda mais escalabilidade, maturidade e vantagem competitiva.
Em
2026, o cenário global continuará desafiador: custos pressionados, consumidores
mais conscientes, mercados mais voláteis e uma concorrência cada vez mais
digital. E é justamente nesse cenário que as tendências inovadoras se tornam
peças estratégicas - não apenas de sobrevivência, mas para construir uma
base de crescimento mais sólida em 2027.
Pensando
nisso, veja seis dessas tendências que mais se destacarão este ano:
#1 Inverno e bolha de IA: o termo do AI Winter, surgido na década de 80,
descreve períodos em que o entusiasmo pela inteligência artificial
teria uma grande queda, normalmente visto após um ciclo de altas
expectativas – algo que poderemos notar em 2026. Isso porque, segundo um estudo
recente da Gartner, apenas 6% dos CFOs notaram um aumento no lucro ou
receita com essa tecnologia. A IA não está gerando o retorno que tanto se
esperava, o que pode levar ao fechamento de portas de muitas empresas
e a um efeito cascata grave em termos econômicos para todo o
mercado.
#2 Mudanças geopolíticas: a corrida pela supremacia em
IA está reconfigurando o mercado global, cujos acordos e mudanças
vêm fazendo emergir novas potências referências nessa
tecnologia como, por exemplo, a China, que já está ganhando forte
visibilidade em suas inovações de computação quântica, 6G, e demais serviços
estruturados com essa ferramenta. Qualquer alteração nessa competição impacta,
diretamente, a logística e o fornecimento de soluções tecnológicas ao
mundo.
#3 Computação quântica: muitos projetos nesse sentido já estão sendo desenvolvidos na
China, e devem ganhar força este ano na prestação de serviços pautados com essa
tecnologia. Ela permitirá uma maior velocidade em simulações
computacionais, agilizando as tomadas de decisões e desenvolvimento de ações
que, antes, poderiam levar meses ou anos. Segundo estimativas de um
levantamento do InvestingPro, este mercado deve atingir uma receita
de US$ 2 bilhões em 2026, uma área extremamente rica a ser explorada.
#4 Dados, confiança e governança: cada vez mais, por conta não apenas da IA, mas
também do IB e das intensas transformações tecnológicas, é essencial ter
confiança nos dados que são analisados como base para as tomadas de decisões.
Afinal, sem informações reais e confiáveis, os riscos de estratégias sem
retorno são altos. É aqui que a governança se faz presente, crucial para
garantir essa segurança, ainda mais quando apoiada por metodologias
internacionais que reforcem medidas nesse sentido, como a ISO 27001 – mitigando
riscos de fraudes e vazamentos que prejudiquem as operações.
#5 Transformação do trabalho: a tecnologia nunca substituirá o trabalho humano. Contudo, é fato
que, conforme tivermos cada vez mais avanços digitais, todo o mercado se
transformará, criando posições e vagas imersas nesse universo – ao mesmo tempo
em que outras podem deixar de existir com o tempo. Essas mudanças exigem
que as empresas invistam na capacitação de seus times, fornecendo o
conhecimento necessário para que usufruam dos recursos e benefícios que essas
soluções podem oferecer.
#6 Economia prateada: muitas dificuldades têm sido relatadas nos ambientes profissionais em
lidar com as gerações mais novas, pouco pacientes ao mundo corporativo. Isso
vem fazendo com que muitos gestores estejam contratando talentos mais seniores,
dando espaço para que reingressem no mercado e tragam toda a sua bagagem e
experiência aos tempos modernos – o que, certamente, também favorece muito
a pluralidade de visões e pensamentos a fim de transformar ideias em geração de
valor.
O ano de
2026 será marcado por grandes dificuldades e inflexões, ainda mais diante de
eventos globais como a Copa do Mundo, conflitos geopolíticos e as eleições
nacionais. Ao mesmo tempo, pode ser um período de importantes transformações ao
mercado, que exigirá o mesmo movimento de adaptação por parte das empresas.
Afinal, só aquelas que souberem como se adaptar, com estratégia, neste intenso
dinamismo, conseguirão colher frutos maduros em 2027.
Alexandre Pierro - mestre em gestão e engenharia da inovação, engenheiro mecânico, bacharel em física e especialista de gestão da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO de inovação na América Latina.
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