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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

One STEP®: terapia regenerativa com células extraídas da gordura mostra potencial na redução de amputações em pessoas com diabetes

 

Estima-se que cerca de 25% das pessoas diagnosticadas com a doença desenvolverão úlceras nos pés ao longo da vida, condição que pode evoluir para infecções graves e amputações.


Feridas crônicas estão entre as complicações mais graves do diabetes e representam um desafio constante para pacientes e sistemas de saúde. No Brasil, dados do Sistema Único de Saúde (SUS) indicam que aproximadamente 50 mil amputações relacionadas ao diabetes ocorrem anualmente.

Diante desse cenário, terapias regenerativas vêm ganhando espaço como alternativas para apoiar a cicatrização e a preservação dos membros. Entre elas, destaca-se um protocolo que utiliza células obtidas do tecido adiposo, conhecido como One STEP®, aplicado especialmente em casos de pé diabético e feridas de difícil cicatrização associadas a comprometimento vascular.


Evidências clínicas iniciais

Um estudo de caso publicado pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular acompanhou sete pacientes com diabetes e doença vascular periférica grave nos membros inferiores, todos com risco elevado de amputação. Os pacientes foram submetidos a um protocolo regenerativo com a tecnologia One STEP®.

Após oito meses de acompanhamento, cinco pacientes apresentaram fechamento completo das lesões, enquanto os outros dois evoluíram de úlceras profundas para lesões superficiais. Durante o período do estudo, não houve necessidade de amputação entre os participantes, sugerindo um impacto positivo da terapia no processo de cicatrização.


Como atua a terapia regenerativa

O procedimento envolve a coleta de tecido adiposo por meio de uma lipoaspiração minimamente invasiva. O material é processado no próprio centro cirúrgico e aplicado na área afetada. Essas células autólogas atuam estimulando a regeneração dos tecidos e a formação de novos vasos sanguíneos, contribuindo para a melhora da circulação local, redução da inflamação e aceleração da cicatrização.

Essa abordagem com a tecnologia One STEP® tem sido considerada especialmente relevante em pacientes com limitações terapêuticas, nos quais tratamentos convencionais não apresentam resposta satisfatória.


Relevância para a saúde pública

As amputações de membros inferiores relacionadas ao diabetes representam não apenas um impacto funcional e emocional significativo para os pacientes, mas também um alto custo para o sistema de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, somente em 2022 os gastos com amputações ultrapassaram R$ 799 milhões.

De acordo com o cirurgião Felipe Figueiró, especialista em medicina regenerativa, estratégias que favoreçam a preservação do membro são fundamentais. “A possibilidade de estimular a cicatrização em feridas complexas pode contribuir para a redução de amputações, com impacto direto na qualidade de vida do paciente e nos custos assistenciais”, afirma.

 

Sobre a One STEP®
A One STEP® é uma técnica cirúrgica lançada em que pode ser aplicada tanto na medicina regenerativa quanto na cirurgia estética/reparadora, e desde 2017 que já resultou em mais de 6.500 procedimentos de sucesso. Ela se utiliza de uma luz com comprimento de onda que age de maneira menos invasiva, provocando menos trauma e promovendo recuperação mais rápida. A técnica já se mostra eficiente em procedimentos como: tratamento de feridas complexas, lipoaspiração, reconstrução mamária e procedimentos de extração de células tronco do tecido adiposo para tratamentos regenerativos.

Para os profissionais da saúde interessados em se habilitar e obter mais informações sobre a técnica, basta acessar o site: onestepbrasil.com.br 

 

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