Estima-se que cerca de 25% das pessoas diagnosticadas com a doença desenvolverão úlceras nos pés ao longo da vida, condição que pode evoluir para infecções graves e amputações.
Feridas crônicas estão entre as complicações mais
graves do diabetes e representam um desafio constante para pacientes e sistemas
de saúde. No Brasil, dados do Sistema Único de Saúde (SUS) indicam que
aproximadamente 50 mil amputações relacionadas ao diabetes ocorrem anualmente.
Diante
desse cenário, terapias regenerativas vêm ganhando espaço como alternativas
para apoiar a cicatrização e a preservação dos membros. Entre elas, destaca-se
um protocolo que utiliza células obtidas do tecido adiposo, conhecido como One
STEP®, aplicado especialmente em casos de pé diabético e feridas de difícil
cicatrização associadas a comprometimento vascular.
Evidências clínicas iniciais
Um estudo de caso publicado pela Sociedade Brasileira
de Angiologia e Cirurgia Vascular acompanhou sete pacientes com diabetes e
doença vascular periférica grave nos membros inferiores, todos com risco
elevado de amputação. Os pacientes foram submetidos a um protocolo regenerativo
com a tecnologia One STEP®.
Após
oito meses de acompanhamento, cinco pacientes apresentaram fechamento completo
das lesões, enquanto os outros dois evoluíram de úlceras profundas para lesões
superficiais. Durante o período do estudo, não houve necessidade de amputação
entre os participantes, sugerindo um impacto positivo da terapia no processo de
cicatrização.
Como atua a terapia regenerativa
O procedimento envolve a coleta de tecido adiposo por
meio de uma lipoaspiração minimamente invasiva. O material é processado no
próprio centro cirúrgico e aplicado na área afetada. Essas células autólogas
atuam estimulando a regeneração dos tecidos e a formação de novos vasos
sanguíneos, contribuindo para a melhora da circulação local, redução da
inflamação e aceleração da cicatrização.
Essa
abordagem com a tecnologia One STEP® tem sido considerada especialmente
relevante em pacientes com limitações terapêuticas, nos quais tratamentos
convencionais não apresentam resposta satisfatória.
Relevância para a saúde pública
As amputações de membros inferiores relacionadas ao
diabetes representam não apenas um impacto funcional e emocional significativo
para os pacientes, mas também um alto custo para o sistema de saúde. Segundo o
Ministério da Saúde, somente em 2022 os gastos com amputações ultrapassaram R$
799 milhões.
De acordo com o cirurgião Felipe Figueiró, especialista em medicina regenerativa, estratégias que favoreçam a preservação do membro são fundamentais. “A possibilidade de estimular a cicatrização em feridas complexas pode contribuir para a redução de amputações, com impacto direto na qualidade de vida do paciente e nos custos assistenciais”, afirma.
Sobre a One STEP®
A One STEP® é uma técnica cirúrgica lançada em que
pode ser aplicada tanto na medicina regenerativa quanto na cirurgia
estética/reparadora, e desde 2017 que já resultou em mais de 6.500
procedimentos de sucesso. Ela se utiliza de uma luz com comprimento de onda que
age de maneira menos invasiva, provocando menos trauma e promovendo recuperação
mais rápida. A técnica já se mostra eficiente em procedimentos como: tratamento
de feridas complexas, lipoaspiração, reconstrução mamária e procedimentos de
extração de células tronco do tecido adiposo para tratamentos regenerativos.
Para os profissionais da saúde interessados em se habilitar e
obter mais informações sobre a técnica, basta acessar o site: onestepbrasil.com.br

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