Altas temperaturas, suor excessivo e roupas apertadas criam o ambiente ideal para proliferação de fungos e bactérias; especialista orienta como prevenir infecções íntimas na estação mais quente do ano
O verão é marcado por dias longos, viagens, piscina, praia e
roupas mais leves. Porém, para muitas mulheres, a combinação de calor intenso,
transpiração e mudanças de rotina aumenta o risco de infecções ginecológicas,
especialmente candidíase e vaginose bacteriana, que tendem a se intensificar
nessa época do ano.
Segundo o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da
Carnot Laboratórios, o calor cria um ambiente muito favorável à proliferação de
microrganismos na região íntima. “Quando a temperatura sobe, aumenta a umidade
local e o abafamento. Se a mulher usa roupas muito apertadas, biquíni molhado
por longos períodos ou passa horas com a mesma peça íntima, o cenário ideal
para fungos e bactérias se desenvolverem está formado”, explica.
Estudos internacionais mostram que os casos de infecções
ginecológicas aumentam, em média, de 20% a 30% durante o verão, principalmente
em regiões tropicais. No Brasil, ginecologistas relatam que o número de
atendimentos por corrimento anormal, coceira, ardência e desconforto íntimo
cresce significativamente entre dezembro e março, período de maior calor e
proximidade com férias.
Entre as infecções mais frequentes estão a candidíase, causada
pelo crescimento excessivo do fungo Candida, e a vaginose bacteriana,
resultado da alteração da flora vaginal. Ambas podem gerar sintomas como
coceira, secreção anormal, ardência ao urinar e dor na relação sexual. “Muitas
mulheres acreditam que esses quadros têm relação apenas com higiene, mas na
verdade o principal fator é o desequilíbrio da flora vaginal, que é muito
sensível às mudanças de temperatura e umidade”, destaca o Dr. Carlos.
O especialista reforça que, apesar de serem comuns, essas
infecções não devem ser tratadas com automedicação. “O uso incorreto de
antifúngicos ou cremes vaginais pode mascarar os sintomas e até piorar o
quadro. O diagnóstico clínico é fundamental para escolher o tratamento
adequado”, orienta.
Para prevenir infecções ginecológicas durante o verão, o Dr.
Carlos recomenda evitar longos períodos com roupas molhadas, optar por roupas
íntimas de algodão e peças mais soltas, utilizar sabonetes neutros, evitar
duchas vaginais, reforçar a higiene após piscina e praia, ingerir bastante água
ao longo do dia e ficar atenta a mudanças no corrimento, no cheiro e a qualquer
desconforto incomum.
O especialista reforça que o verão não precisa ser sinônimo de
desconforto íntimo. “Com alguns cuidados básicos e atenção aos sinais do corpo,
é possível aproveitar a estação mais quente do ano sem surpresas desagradáveis.
A prevenção é sempre o melhor caminho para manter a saúde ginecológica em dia”,
conclui.
Carnot® Laboratórios

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