O uso das chamadas canetas emagrecedoras,
indicadas para o tratamento da obesidade e do sobrepeso, tem crescido de forma
significativa nos últimos anos. No entanto, um ponto importante que merece
atenção, especialmente entre mulheres em idade reprodutiva: a possível
interação desses medicamentos, especialmente os análogos do GLP-1.
Ainda que não inativem diretamente o
hormônio do anticoncepcional oral, algumas dessas medicações podem reduzir a
eficácia ao interferir no esvaziamento gástrico e na absorção intestinal, pois
podem causar náuseas, vômitos ou diarreia, especialmente na fase inicial do
tratamento.
Nem todas as pacientes apresentarão esse
efeito, mas é um risco que não deve ser ignorado, principalmente quando o
objetivo é evitar uma gravidez não planejada. Segundo o médico ginecologista
Dr. Alexandre Rossi, responsável pelo ambulatório de Ginecologia Geral do
Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, para avaliar um possível
comprometimento da proteção contraceptiva, a orientação médica individualizada
é fundamental.
“Ao iniciar o uso de canetas
emagrecedoras, é essencial revisar o método contraceptivo utilizado. Em algumas
situações, pode ser necessário associar ou substituir o método, garantindo
maior segurança contraceptiva”, explica.
Além do risco de falha contraceptiva, a
automedicação ou o uso sem acompanhamento adequado pode aumentar a chance de
efeitos adversos, como alterações gastrointestinais, desequilíbrios hormonais e
impacto no ciclo menstrual.
Por isso, antes de iniciar qualquer
tratamento para emagrecimento, a recomendação é sempre buscar orientação com o
seu médico de confiança. O acompanhamento ginecológico permite avaliar o método
mais adequado para cada mulher, considerando seu histórico de saúde, estilo de vida
e planos reprodutivos, promovendo mais segurança, eficácia e tranquilidade.
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