A enxaqueca é uma doença neurológica, de causa hereditária e sem cura, que acarreta diversos problemas para a vida de quem sofre com a condição. No Brasil, são mais de 30 milhões de pessoas com enxaqueca - cerca de 15% da população total. As crises de enxaqueca podem vir acompanhadas de diversos sintomas, entre eles, manifestações que afetam os cinco sentidos:
- Visão: durante uma crise de enxaqueca, é comum a
ocorrência de fotofobia ou sensibilidade à luz. Isso ocorre pois o cérebro
está hiperexcitado e responde aos mínimos estímulos;
- Audição: fonofobia ou sensibilidade ao som
geralmente acompanham as crises de enxaqueca. Também é comum a ocorrência
de zumbido nos ouvidos;
- Olfato: a osmofobia é uma sensibilidade aumentada a
certos odores durante os ataques de enxaqueca, o que pode levar a pessoa a
evitar cheiros que são gatilhos para as crises;
- Paladar: estudos descobriram que de 75 a 95% do sabor está ligado ao cheiro, sugerindo que a osmofobia pode ser a causa de anormalidades do paladar relacionadas à enxaqueca;
- Tato: a pessoa com enxaqueca pode sentir alodínia, dor que ocorre como resposta a um estímulo que, normalmente, não provocaria dor. Por exemplo, a sensação de que o cabelo dói.
“Por ser uma doença crônica, de
causa hereditária, a enxaqueca não tem cura. Porém, por meio do tratamento
integrado, manejado por especialistas de diversas áreas focados no paciente de
forma individualizada, é possível controlar as crises e os sintomas que a
doença faz acontecer. Sem banalização da dor, por uma vida mais plena, como ela
deve ser”, explica a neurologista Thaís Villa, especialista no diagnóstico e
tratamento da enxaqueca.
Dra Thaís Villa (CRM 110217) - Neurologista com Doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e Pós-Doutorado pela Universidade da Califórnia (UCLA) nos Estados Unidos. Idealizadora do Headache Center Brasil, clínica multiprofissional pioneira e única no país no diagnóstico e tratamento integrado das dores de cabeça e da enxaqueca. Professora de Neurologia e Chefe do Setor de Cefaleias na UNIFESP (2015 a 2022). Membro Titular da Academia Brasileira de Neurologia. Membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia. Membro do Conselho Consultivo do Comitê de Cefaleias na Infância e Adolescência da International Headache Society. Atua exclusivamente na pesquisa e atendimento de pacientes com dor de cabeça, no diagnóstico e tratamento da enxaqueca, enxaqueca crônica, cefaleia em salvas e outras cefaleias em adultos e crianças. Palestrante convidada em congressos nacionais e internacionais.
Headache Center Brasil
www.headachecenterbrasil.com.br
Instagram: headache_center_brasil
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