Especialista do Grupo Santa Joana reforça que
diagnóstico precoce e o acompanhamento multidisciplinar são decisivos para uma
gestação saudável e segura
No
Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro, especialistas do Grupo
Santa Joana reforçam a importância do diagnóstico precoce e do tratamento
adequado do diabetes gestacional. Essa é uma condição que atinge cerca de 18%
das gestantes brasileiras, segundo estimativas populacionais da International
Diabetes Federation (IDF), que também pontua que aproximadamente 15% das
gestações em todo o mundo são afetadas por esta condição, o que representa
cerca de 18 milhões de nascimentos por ano. O distúrbio ocorre quando o
organismo da mulher passa a apresentar dificuldade para produzir ou utilizar a
insulina durante a gravidez, resultando em níveis elevados de glicose no
sangue.
A
doença pode surgir a partir da 24ª semana de gestação e, na maioria das vezes,
não provoca sintomas perceptíveis, o que reforça a importância do
acompanhamento médico regular e da realização de exames de rastreio, como o
teste oral de tolerância à glicose (TOTG).
“O
diagnóstico precoce faz toda a diferença. Quando identificado e controlado, o
diabetes gestacional não traz riscos significativos à mãe ou ao bebê. Mas se
não for tratado, pode causar complicações como parto prematuro, ganho excessivo
de peso fetal e aumento do risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 na vida
adulta da mãe”, explica Dr. Mário Macoto Kondo, Coordenador de Obstetrícia de
Alta Complexidade do Grupo Santa Joana.
Entre
os principais fatores de risco estão o excesso de peso antes ou durante a
gestação, sedentarismo, histórico familiar de diabetes, idade materna acima dos
35 anos e gestações anteriores com diagnóstico da doença.
O
tratamento é feito, na maioria dos casos, com ajustes no estilo de vida,
incluindo alimentação balanceada, atividade física orientada e monitoramento
constante da glicemia. Quando as medidas não são suficientes, pode ser
necessária a introdução de insulina para manter os níveis de glicose adequados.
“O
acompanhamento multidisciplinar é essencial. Obstetra, endocrinologista e
nutricionista precisam atuar em conjunto para garantir o controle glicêmico e a
segurança materno-fetal. A boa notícia é que, com o tratamento correto, é
perfeitamente possível ter uma gestação saudável e um parto seguro”, destaca o
Dr. Kondo.
Após o parto, é recomendado que a mulher continue sendo acompanhada, já que o risco de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro aumenta de 7 a 10 vezes em quem teve a doença durante a gestação. A adoção de hábitos saudáveis desde o pós-parto é uma das principais formas de prevenção.
Grupo Santa Joana
www.santajoana.com.br; www.promatre.com.br; www.maternidadesantamaria.com.br
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