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quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Prevenção e tratamento do diabetes gestacional: atenção redobrada durante a gravidez é fundamental


Especialista do Grupo Santa Joana reforça que diagnóstico precoce e o acompanhamento multidisciplinar são decisivos para uma gestação saudável e segura

 

No Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro, especialistas do Grupo Santa Joana reforçam a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado do diabetes gestacional. Essa é uma condição que atinge cerca de 18% das gestantes brasileiras, segundo estimativas populacionais da International Diabetes Federation (IDF), que também pontua que aproximadamente 15% das gestações em todo o mundo são afetadas por esta condição, o que representa cerca de 18 milhões de nascimentos por ano. O distúrbio ocorre quando o organismo da mulher passa a apresentar dificuldade para produzir ou utilizar a insulina durante a gravidez, resultando em níveis elevados de glicose no sangue. 

A doença pode surgir a partir da 24ª semana de gestação e, na maioria das vezes, não provoca sintomas perceptíveis, o que reforça a importância do acompanhamento médico regular e da realização de exames de rastreio, como o teste oral de tolerância à glicose (TOTG). 

“O diagnóstico precoce faz toda a diferença. Quando identificado e controlado, o diabetes gestacional não traz riscos significativos à mãe ou ao bebê. Mas se não for tratado, pode causar complicações como parto prematuro, ganho excessivo de peso fetal e aumento do risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 na vida adulta da mãe”, explica Dr. Mário Macoto Kondo, Coordenador de Obstetrícia de Alta Complexidade do Grupo Santa Joana. 

Entre os principais fatores de risco estão o excesso de peso antes ou durante a gestação, sedentarismo, histórico familiar de diabetes, idade materna acima dos 35 anos e gestações anteriores com diagnóstico da doença. 

O tratamento é feito, na maioria dos casos, com ajustes no estilo de vida, incluindo alimentação balanceada, atividade física orientada e monitoramento constante da glicemia. Quando as medidas não são suficientes, pode ser necessária a introdução de insulina para manter os níveis de glicose adequados. 

“O acompanhamento multidisciplinar é essencial. Obstetra, endocrinologista e nutricionista precisam atuar em conjunto para garantir o controle glicêmico e a segurança materno-fetal. A boa notícia é que, com o tratamento correto, é perfeitamente possível ter uma gestação saudável e um parto seguro”, destaca o Dr. Kondo.

Após o parto, é recomendado que a mulher continue sendo acompanhada, já que o risco de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro aumenta de 7 a 10 vezes em quem teve a doença durante a gestação. A adoção de hábitos saudáveis desde o pós-parto é uma das principais formas de prevenção. 



Grupo Santa Joana
www.santajoana.com.br; www.promatre.com.br; www.maternidadesantamaria.com.br


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