Atitudes comuns do dia a dia podem desgastar o esmalte, favorecer a cárie e comprometer a saúde bucal a longo prazo
Você já
parou para pensar que algumas atitudes do dia a dia podem estar desgastando
seus dentes lentamente? Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de
3,5 bilhões de pessoas no mundo sofrem com algum tipo de doença bucal, muitas
delas resultantes de comportamentos que passam despercebidos na rotina.
Grande parte desses problemas bucais se formam a partir de ações repetidas, que
aos poucos alteram o pH da boca, reduzem a produção de saliva ou aceleram o
desgaste do esmalte. O impacto não é imediato, mas se acumula com o tempo. “O
desafio da odontologia é justamente identificar esses padrões invisíveis.
Muitas vezes, o paciente só percebe que algo está errado quando já há
sensibilidade, fratura ou retração gengival”, afirma o Dr. Paulo Yanase,
dentista da Oral Sin.
Mas afinal, quais são os hábitos que mais prejudicam os dentes sem você
perceber e, mais importante, como reverter esse quadro? O Dr. Paulo lista os
principais costumes e as atitudes para proteger seu sorriso:
• Ranger ou apertar os dentes (bruxismo):
Esse hábito, muitas vezes noturno e involuntário, causa um desgaste intenso do
esmalte, dores musculares e dor de cabeça.
O que fazer: O bruxismo é uma condição que precisa de
diagnóstico. O tratamento geralmente envolve o uso de uma placa interoclusal,
feita sob medida, para proteger os dentes durante o sono. Em alguns casos, pode
ser indicado acompanhamento para controle do estresse, um dos grandes
agravantes.
• Beliscar alimentos o dia todo: Ficar
"beliscando" constantemente, especialmente carboidratos e açúcares,
mantém o pH da boca ácido, criando um ambiente propício para as cáries.
O que fazer: O ideal é concentrar a alimentação em
horários definidos, dando intervalos para a saliva neutralizar naturalmente os
ácidos. Nos lanches, preferir opções como queijos e frutas não cítricas, e
beber água para ajudar na limpeza.
• Mascar chiclete com frequência: O
movimento constante pode levar ao desgaste mecânico e sobrecarregar a
articulação da mandíbula, principalmente se for com açúcar.
O que fazer: Se for mascar chiclete, opte pelas
versões sem açúcar. Mas o ideal é não exagerar na frequência e no tempo, para
não forçar a musculatura.
• Consumir bebidas e alimentos ácidos em excesso: Essa
é uma das situações que mais aceleram o desgaste, pois o esmalte está
temporariamente amolecido pelo ácido.
O que fazer: Ao consumir as bebidas, use um canudo
para diminuir o contato com os dentes. Após comer ou beber nunca escove os
dentes imediatamente depois. O correto é enxaguar a boca com água e esperar
pelo menos 30 minutos para a escovação, dando tempo para o esmalte se
remineralizar.
• Escovar com muita força: Acreditar que
força significa limpeza é um engano perigoso. Essa prática desgasta o esmalte e
causa retração gengival, expondo a raiz do dente.
O que fazer: A escovação eficaz é feita com suavidade,
usando uma escova de cerdas macias e movimentos circulares. A pressão sobre os
dentes deve ser mínima. O foco está na técnica e na constância, não na força.
• Hábitos de pressão mecânica, roer unhas e usar os dentes
como ferramenta: Roer unhas causa microfraturas no esmalte e
pode desalinhar os dentes, enquanto abrir embalagens ou segurar objetos pode
resultar em fraturas graves e danos irreversíveis à polpa dental.
O que fazer: Para quem rói unhas, uma opção é o uso de
esmaltes com sabor amargo ou a busca por atividades que ocupem as mãos. Já para
quem usa os dentes como ferramenta, a dica é manter os instrumentos corretos
sempre à vista e de fácil acesso. Em casos persistentes, acompanhamento com um
profissional para manejo da ansiedade pode ser a solução.
“Com atenção e pequenas mudanças, é possível evitar grande parte desses danos.
Quando o paciente entende como cada hábito afeta a estrutura dental, ele passa
a agir de forma preventiva. O objetivo não é eliminar tudo da rotina, mas
equilibrar comportamentos e adotar práticas que fortaleçam a saúde bucal ao
longo da vida”, finaliza o Dr. Paulo.
Oral Sin

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