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terça-feira, 19 de agosto de 2025

VSR: 8 mitos e verdades sobre uma ameaça silenciosa

O VSR afeta milhões de pessoas todos os anos e pode ter consequências graves, especialmente para adultos mais velhos e portadores de doenças crônicas 1,2,13



O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é um agente infeccioso comum e altamente contagioso, que pode afetar pessoas de todas as idades. No entanto, apesar de sua prevalência e gravidade, o VSR ainda é cercado por desinformação. Confundido com um simples resfriado, ele representa um risco importante, principalmente para os adultos mais velhos e indivíduos com doenças crônicas.1,2 Para esclarecer dúvidas e reforçar a importância da prevenção, confira alguns mitos e verdades sobre o VSR.


1. O VSR pode ser confundido com gripe e COVID-19.
VERDADE. O Vírus Sincicial Respiratório pode apresentar sintomas semelhantes aos de outras infecções respiratórias, como febre, tosse, coriza e mal-estar. Por não haver tratamento específico para a maioria das viroses respiratórias e, consequentemente, não se realizarem testes laboratoriais de rotina, muitos casos de VSR acabam sendo confundidos com resfriados comuns e não são diagnosticados corretamente.3


2. O VSR só afeta crianças.
MITO. Embora seja amplamente conhecido entre pediatras por causar bronquiolite em bebês e crianças pequenas, o VSR também pode afetar adultos e idosos. A baixa testagem nessa população faz com que seu impacto seja subestimado.1,2 Estudos indicam que o VSR pode estar presente em até 15% dos casos de pneumonia adquirida em adultos.4 Além disso, cerca de 28% dos óbitos por VSR ocorrem em pessoas com 60 anos ou mais, especialmente aquelas com doenças crônicas, como diabetes, DPOC, asma e insuficiência cardíaca.2,5

“Ainda há pouca percepção sobre o impacto do VSR fora do universo pediátrico. Embora ele seja muito conhecido entre os profissionais que atuam com crianças, a infecção pode trazer complicações também para a população adulta mais velha”, explica a infectologista Lessandra Michelin (CRM 23494-RS), líder médica de vacinas da GSK.


3. Adultos mais velhos correm mais risco de pegar VSR de crianças em idade escolar.
VERDADE. Crianças pequenas frequentemente são infectadas pelo VSR e podem transmitir o vírus a adultos mais velhos, como avós e cuidadores. A convivência próxima no ambiente familiar facilita essa chamada infecção intradomiciliar. Estudos apontam que o contato com crianças infectadas aumenta em mais de 22 vezes a chance de um adulto também contrair o vírus.6


4. A circulação do VSR aumenta na temporada de outono-inverno.
VERDADE. Apesar de circular durante todo o ano, a incidência do VSR costuma crescer nos meses mais frios, período em que doenças respiratórias se tornam mais frequentes.1,2,7 Segundo dados do Ministério da Saúde, na segunda quinzena de junho, o VSR foi responsável por 45% dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e por 10,3% dos óbitos relacionados. Somente neste ano, essa síndrome já causou mais de 62 mil internações no Brasil.8,9


5. O VSR pode ser facilmente transmitido.
VERDADE. O VSR é transmitido por gotículas expelidas ao tossir, espirrar, pelo contato próximo com pessoas infectadas ou pelo toque em superfícies contaminadas.10,11 Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus por até oito dias ou por até quatro semanas, no caso de pessoas imunossuprimidas. A transmissão pode começar até dois dias antes do aparecimento dos primeiros sintomas.10,11


6. O VSR é mais grave para pessoas com comorbidades.
VERDADE. Estudos revelam que pessoas com 60 anos ou mais com DPOC têm até 13 vezes mais risco de hospitalização por VSR; aquelas com insuficiência cardíaca, até 7,6 vezes; com diabetes, até 6,4 vezes; e com asma, até 3,6 vezes.12 Além disso, a infecção por VSR pode descompensar doenças crônicas, como diabetes ou doenças cardiopulmonares, mesmo que elas estejam controladas. Isso pode elevar suas consequências, como aumento do risco de internações prolongadas, que podem somar ainda mais sequelas a longo prazo.2,13


7. O VSR não leva a óbito.
MITO. O VSR pode causar complicações graves na população adulta mais velha, como piora da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), da insuficiência cardíaca, do diabetes, pode causar pneumonia e até óbito.1,2 Estimativas globais apontam que o VSR afeta cerca de 64 milhões de pessoas por ano.14 Dados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), dos Estados Unidos, mostram que o vírus é responsável por 60 mil a 160 mil hospitalizações e de 6 mil a 10 mil mortes anuais entre adultos com 65 anos ou mais.2


8. A vacinação é uma forma de prevenção do VSR.
VERDADE. De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), a imunização é uma das principais formas de prevenção contra o VSR.15 Além disso, medidas de higiene como lavar as mãos com frequência, evitar tocar o rosto com as mãos sujas, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, evitar contato com pessoas doentes e higienizar superfícies tocadas com frequência ajudam a reduzir o risco de infecção e transmissão.10

“É fundamental entender que o VSR não é uma infecção exclusiva da infância. A baixa testagem em adultos pode mascarar a verdadeira dimensão do problema nessa faixa etária. Além disso, sabemos que a vacinação é hoje uma das principais formas de proteção, especialmente para os mais vulneráveis”, destaca Dra. Lessandra.


 

Material dirigido ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico.



GSK 


Referências:

  1. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Vírus sincicial respiratório (VSR). Disponível em: <Link>. Acesso em: JULHO/2025;
  2. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Respiratory Syncytial Virus Infection (RSV). RSV in older Adults. Disponível em: <Link>. Acesso em: JULHO/2025;
  3. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Respiratory Syncytial Virus Infection (RSV). About RSV. Disponível em: <Link> Acesso em: JULHO/2025;
  4. LEE N, Lui GC, Wong KT, et al. High morbidity and mortality in adults hospitalized for respiratory syncytial virus infections. Clin Infect Dis. 2013;57(8):1069-1077;
  5. MINISTÉRIO DA SAÚDE; Vigilância das síndromes gripais; Secretaria de vigilância em Saúde e Ambiente; Boletim infogripe S21 2025; Dísponível em: <Link> Acesso em: JULHO/2025;
  6. MOREIRA LP, Watanabe ASA, Camargo CN, Melchior TB, Granato C, Bellei N. Respiratory syncytial virus evaluation among asymptomatic and symptomatic subjects in a university hospital in Sao Paulo, Brazil, in the period of 2009-2013. Influenza Other Respir Viruses. 2018 May;12(3):326-330;
  7. PREFEITURA DE SÃO PAULO. Doenças típicas de inverno. Disponível em: <Link> Acesso em: JULHO/2025;
  8. FIOCRUZ. INFOGRIPE. Monitoramento de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) notificados no SIVEP-Gripe - SE-21. Disponível em: <Link>. Acesso em: JULHO/2025;
  9. MINISTÉRIO DA SAÚDE; Vigilância das síndromes gripais; Secretaria de vigilância em Saúde e Ambiente; Boletim Infogripe S26 2025; Dísponível em: <Link> Acesso em: JULHO/2025;
  10. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Respiratory Syncytial Virus Infection (RSV). How RSV Spreads. Disponível em: <Link> Acesso em: JUNHO/2025;
  11. MAYO CLINIC. Respiratory syncytial virus (RSV). Symptoms and causes. Disponível em: <Link> Acesso em: JULHO/2025;
  12. BRANCHE AR, Saiman L, Walsh EE, et al. Incidence of respiratory syncytial virus infection among hospitalized adults, 2017–2020. ClinInfect Dis. 2022;74(6):1004-1011. doi:10.1093/cid/ciab595;
  13. DOHERTY, T. M. et al. Vaccination programs for older adults in an era of demographic change. European Geriatric Medicine, v. 9, n. 3, p. 289–300, 19 mar. 2018;
  14. NATIONAL INSTITUTE OF ALLERGY AND INFECTIOUS DISEASES. Respiratory Syncytial Virus (RSV). Disponível em: <Link>. Acesso em: JULHO/2025;
  15. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Pneumologia. Guia de Imunização SBIm/SBPT (2024/2025). Disponível em: <Link>. Acesso em: JULHO/2025.


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