O VSR afeta milhões de pessoas todos os anos e pode ter consequências graves, especialmente para adultos mais velhos e portadores de doenças crônicas 1,2,13
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é um agente
infeccioso comum e altamente contagioso, que pode afetar pessoas de todas as
idades. No entanto, apesar de sua prevalência e gravidade, o VSR ainda é
cercado por desinformação. Confundido com um simples resfriado, ele representa
um risco importante, principalmente para os adultos mais velhos e indivíduos
com doenças crônicas.1,2 Para esclarecer dúvidas e reforçar a
importância da prevenção, confira alguns mitos e verdades sobre o VSR.
1. O VSR pode ser confundido com gripe e COVID-19.
VERDADE. O Vírus Sincicial Respiratório pode
apresentar sintomas semelhantes aos de outras infecções respiratórias, como
febre, tosse, coriza e mal-estar. Por não haver tratamento específico para a
maioria das viroses respiratórias e, consequentemente, não se realizarem testes
laboratoriais de rotina, muitos casos de VSR acabam sendo confundidos com
resfriados comuns e não são diagnosticados corretamente.3
2. O VSR só afeta crianças.
MITO. Embora seja amplamente conhecido entre
pediatras por causar bronquiolite em bebês e crianças pequenas, o VSR também
pode afetar adultos e idosos. A baixa testagem nessa população faz com que seu
impacto seja subestimado.1,2 Estudos indicam que o VSR pode estar
presente em até 15% dos casos de pneumonia adquirida em adultos.4
Além disso, cerca de 28% dos óbitos por VSR ocorrem em pessoas com 60 anos ou
mais, especialmente aquelas com doenças crônicas, como diabetes, DPOC, asma e
insuficiência cardíaca.2,5
“Ainda há pouca percepção sobre o impacto do VSR fora
do universo pediátrico. Embora ele seja muito conhecido entre os profissionais
que atuam com crianças, a infecção pode trazer complicações também para a
população adulta mais velha”, explica a infectologista Lessandra Michelin (CRM
23494-RS), líder médica de vacinas da GSK.
3. Adultos mais velhos correm mais risco de pegar VSR de
crianças em idade escolar.
VERDADE. Crianças pequenas frequentemente são
infectadas pelo VSR e podem transmitir o vírus a adultos mais velhos, como avós
e cuidadores. A convivência próxima no ambiente familiar facilita essa chamada
infecção intradomiciliar. Estudos apontam que o contato com crianças infectadas
aumenta em mais de 22 vezes a chance de um adulto também contrair o vírus.6
4. A circulação do VSR aumenta na temporada de
outono-inverno.
VERDADE. Apesar de circular durante todo o ano, a
incidência do VSR costuma crescer nos meses mais frios, período em que doenças
respiratórias se tornam mais frequentes.1,2,7 Segundo dados do
Ministério da Saúde, na segunda quinzena de junho, o VSR foi responsável por
45% dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e por 10,3% dos
óbitos relacionados. Somente neste ano, essa síndrome já causou mais de 62 mil
internações no Brasil.8,9
5. O VSR pode ser facilmente transmitido.
VERDADE. O VSR é transmitido por gotículas expelidas
ao tossir, espirrar, pelo contato próximo com pessoas infectadas ou pelo toque
em superfícies contaminadas.10,11 Uma pessoa infectada pode
transmitir o vírus por até oito dias ou por até quatro semanas, no caso de
pessoas imunossuprimidas. A transmissão pode começar até dois dias antes do
aparecimento dos primeiros sintomas.10,11
6. O VSR é mais grave para pessoas com comorbidades.
VERDADE. Estudos revelam que pessoas com 60 anos ou
mais com DPOC têm até 13 vezes mais risco de hospitalização por VSR; aquelas com
insuficiência cardíaca, até 7,6 vezes; com diabetes, até 6,4 vezes; e com asma,
até 3,6 vezes.12 Além disso, a infecção por VSR pode descompensar
doenças crônicas, como diabetes ou doenças cardiopulmonares, mesmo que elas
estejam controladas. Isso pode elevar suas consequências, como aumento do risco
de internações prolongadas, que podem somar ainda mais sequelas a longo prazo.2,13
7. O VSR não leva a óbito.
MITO. O VSR pode causar complicações graves na
população adulta mais velha, como piora da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
(DPOC), da insuficiência cardíaca, do diabetes, pode causar pneumonia e até
óbito.1,2 Estimativas globais apontam que o VSR afeta cerca de 64
milhões de pessoas por ano.14 Dados do Centers for Disease Control
and Prevention (CDC), dos Estados Unidos, mostram que o vírus é responsável por
60 mil a 160 mil hospitalizações e de 6 mil a 10 mil mortes anuais entre
adultos com 65 anos ou mais.2
8. A vacinação é uma forma de prevenção do VSR.
VERDADE. De acordo com a Sociedade Brasileira de
Imunização (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT),
a imunização é uma das principais formas de prevenção contra o VSR.15
Além disso, medidas de higiene como lavar as mãos com frequência, evitar tocar
o rosto com as mãos sujas, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar,
evitar contato com pessoas doentes e higienizar superfícies tocadas com
frequência ajudam a reduzir o risco de infecção e transmissão.10
“É fundamental entender que o VSR não é uma infecção
exclusiva da infância. A baixa testagem em adultos pode mascarar a verdadeira
dimensão do problema nessa faixa etária. Além disso, sabemos que a vacinação é
hoje uma das principais formas de proteção, especialmente para os mais
vulneráveis”, destaca Dra. Lessandra.
Material dirigido ao público em geral. Por favor, consulte o seu
médico.
Referências:
- SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Vírus sincicial
respiratório (VSR). Disponível em: <Link>. Acesso em: JULHO/2025;
- CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Respiratory
Syncytial Virus Infection (RSV). RSV in older Adults. Disponível em: <Link>. Acesso em: JULHO/2025;
- CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Respiratory
Syncytial Virus Infection (RSV). About RSV. Disponível em: <Link> Acesso em: JULHO/2025;
- LEE N, Lui GC, Wong KT, et al. High morbidity and mortality
in adults hospitalized for respiratory syncytial virus infections. Clin
Infect Dis. 2013;57(8):1069-1077;
- MINISTÉRIO DA SAÚDE; Vigilância das síndromes gripais;
Secretaria de vigilância em Saúde e Ambiente; Boletim infogripe S21 2025;
Dísponível em: <Link> Acesso em: JULHO/2025;
- MOREIRA LP, Watanabe ASA, Camargo CN, Melchior TB, Granato C,
Bellei N. Respiratory syncytial virus evaluation among asymptomatic and
symptomatic subjects in a university hospital in Sao Paulo, Brazil, in the
period of 2009-2013. Influenza Other Respir Viruses. 2018
May;12(3):326-330;
- PREFEITURA DE SÃO PAULO. Doenças típicas de inverno. Disponível
em: <Link> Acesso em: JULHO/2025;
- FIOCRUZ. INFOGRIPE. Monitoramento de casos de síndrome
respiratória aguda grave (SRAG) notificados no SIVEP-Gripe - SE-21.
Disponível em: <Link>. Acesso em: JULHO/2025;
- MINISTÉRIO DA SAÚDE; Vigilância das síndromes gripais;
Secretaria de vigilância em Saúde e Ambiente; Boletim Infogripe S26 2025;
Dísponível em: <Link> Acesso em: JULHO/2025;
- CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Respiratory
Syncytial Virus Infection (RSV). How RSV Spreads. Disponível em: <Link> Acesso em: JUNHO/2025;
- MAYO CLINIC. Respiratory syncytial virus (RSV). Symptoms and
causes. Disponível em: <Link> Acesso em: JULHO/2025;
- BRANCHE AR, Saiman L, Walsh EE, et al. Incidence of
respiratory syncytial virus infection among hospitalized adults,
2017–2020. ClinInfect Dis. 2022;74(6):1004-1011. doi:10.1093/cid/ciab595;
- DOHERTY, T. M. et al. Vaccination programs
for older adults in an era of demographic change. European Geriatric Medicine, v. 9, n. 3,
p. 289–300, 19 mar. 2018;
- NATIONAL INSTITUTE OF ALLERGY AND INFECTIOUS DISEASES.
Respiratory Syncytial Virus (RSV). Disponível em: <Link>. Acesso em: JULHO/2025;
- SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Pneumologia. Guia de
Imunização SBIm/SBPT (2024/2025). Disponível em: <Link>. Acesso em: JULHO/2025.
Nenhum comentário:
Postar um comentário