Estima-se
que cerca de 6% da população geral com hipertensão arterial apresente essa
disfunção
Nova
diretriz foi apresentada no Congresso Americano de Endocrinologia
Se você tem
hipertensão, essa informação pode mudar o seu tratamento. No último Congresso
Americano de Endocrinologia de 2025, uma mudança nas diretrizes de diagnóstico e tratamento da hipertensão
arterial recomenda que todos os pacientes hipertensos sejam investigados para
detectar a presença de uma disfunção hormonal específica: o
hiperaldosteronismo, condição em que as glândulas adrenais produzem aldosterona
em excesso, levando ao aumento da pressão arterial.
Estima-se que
cerca de 6% da população geral com hipertensão arterial apresente o
hiperaldosteronismo. Em centros de tratamento especializados em hipertensão,
essa prevalência pode ser ainda maior.
“Até recentemente,
as diretrizes estabeleciam critérios específicos para a investigação do
hiperaldosteronismo, o que significava que nem todos os pacientes hipertensos
eram submetidos a esse rastreamento. Muitas pessoas vivem com hipertensão
arterial sem nunca terem sido investigadas para essa causa hormonal”, conta a
endocrinologista Dra. Lorena Lima Amato.
A especialista
explica que esta nova diretriz, representa um avanço significativo no manejo da
hipertensão arterial. "Ao recomendar o rastreamento universal para
hiperaldosteronismo em todos os pacientes hipertensos, estamos abrindo caminho
para diagnósticos mais precisos e, consequentemente, tratamentos mais eficazes
e direcionados. Muitos pacientes podem ter sua hipertensão controlada com medicamentos
específicos, uma vez identificada essa disfunção hormonal”, comenta Dra. Lorena
Amato.
A investigação para o hiperaldosteronismo é simples e consiste em uma dosagem de exame de sangue que mede os níveis de aldosterona e a atividade da renina plasmática.
Dra. Lorena Lima Amato - A especialista é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com título da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM), endocrinopediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria e doutora pela USP.
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