A doença afeta, em especial, mulheres jovens entre 20 e 40 anos, que representam 85% dos casos
O Dia Nacional da Esclerose Múltipla (EM), celebrado em 30 de agosto, é uma data crucial para aumentar a conscientização sobre o impacto da doença e a importância da inclusão e do apoio aos pacientes.
Segundo o Departamento Científico de Neuroimunologia (DCNI) da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), cerca de 40 mil pessoas vivem com EM no país, enfrentando desafios diários que afetam a vida pessoal e profissional.
A Esclerose Múltipla é uma doença neurológica crônica e autoimune do sistema nervoso central, sem cura, mas com tratamentos que melhoram significativamente a qualidade de vida.
A doença afeta, em especial, mulheres jovens entre 20 e 40 anos, que representam 85% dos casos. "Embora as causas ainda sejam desconhecidas, a EM tem sido foco de muitos estudos no mundo todo, o que tem possibilitado uma constante e significativa evolução na qualidade de vida dos pacientes", explica a Dra. Lis Campos Ferreira, secretária do DCNI/ABN.
Os sintomas da EM são muitas vezes imprevisíveis e "invisíveis", como fadiga, dor, fraqueza, dormência, visão turva e alterações cognitivas, que impactam diretamente a vida profissional e social. Pesquisas apontam que 40% dos pacientes estão fora do mercado de trabalho, com uma média de 128 dias de afastamento por ano.
O tratamento da EM busca reduzir a atividade inflamatória e a frequência dos surtos, diminuindo o acúmulo de incapacidades ao longo da vida. A Dra. Livia Dutra, vice-coordenadora do DCNI/ABN, reforça a importância da empatia no ambiente de trabalho e social: “Pausas, flexibilidade de horário e empatia transformam a jornada de quem convive com a doença”.
No Brasil, o acesso a tratamentos pelo SUS tem evoluído. "A última atualização foi em 2024, com a incorporação da cladribina, terapia de reconstituição imune oral", explica a Dra. Ana Claudia Piccolo, coordenadora do DCNI/ABN.
É fundamental ressaltar que a EM demanda acompanhamento médico e multidisciplinar contínuo, além do apoio emocional de familiares e amigos, para que os pacientes possam enfrentar os desafios do diagnóstico e seguir em frente.
Sintomas comuns da Esclerose Múltipla:
- Fadiga intensa: Cansaço momentaneamente incapacitante.
- Transtornos visuais: Visão embaçada, visão dupla.
- Problemas de equilíbrio e coordenação: Perda de equilíbrio,
tremores, vertigem.
- Fraqueza muscular e dificuldade para caminhar.
- Dormência em braços ou pernas.
- Espasticidade: Rigidez muscular.
- Transtornos cognitivos e emocionais: Esquecimentos e alterações
de humor.
- Dificuldade no controle da urina.
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