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quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Solidão corporativa atinge quase metade dos colaboradores enquanto a amizade no trabalho é prioridade para 78%, revela Pluxee

Pesquisa inédita da Pluxee mostra que a falta de conexões reais no trabalho não só pesa na saúde mental, como vira fator decisivo para profissionais trocarem de emprego. 

 

Em um mundo corporativo cada vez mais digital e acelerado, o ambiente de trabalho parece mais conectado do que nunca, mas a realidade emocional dos profissionais conta uma outra história. Segundo a nova pesquisa da Pluxee, líder global em soluções de benefícios e engajamento, 47% dos brasileiros afirmam se sentir sozinhos no trabalho, seja frequentemente ou às vezes. Esse dado acende um alerta sobre a solidão corporativa, um fenômeno que cresce mesmo em ambientes repletos de tecnologia, reuniões e interações constantes. 

O estudo, realizado com mais de 2 mil respondentes de diferentes faixas etárias e áreas de atuação, também mostra que, para a maioria, esse cenário poderia ser diferente: 78% consideram essencial ter amizades verdadeiras no trabalho. Para esses profissionais, os laços genuínos entre colegas não apenas tornam o dia a dia mais leve e prazeroso, como também ajudam a reduzir o estresse, aumentar a motivação e enfrentar melhor os desafios da rotina. 

Essas relações, além de humanas, têm um peso mais estratégico do que se imagina. Com média de 3,39 em uma escala de 1 a 5, os entrevistados indicam que a presença (ou a ausência) desses laços influencia diretamente sua decisão de permanecer ou não em uma empresa. Os dados reforçam o papel da amizade como um componente de pertencimento e segurança emocional — dois pilares fundamentais para a construção de culturas organizacionais saudáveis.
 

Empresas ainda estimulam pouco os vínculos reais 

Apesar disso, a percepção dos profissionais mostra que as empresas ainda têm um longo caminho quando o assunto é estimular conexões humanas no ambiente de trabalho. Quando questionados, 45% disseram que suas empresas promovem esse tipo de vínculo apenas em partes, 22% afirmaram que não há qualquer incentivo, e apenas 33% reconhecem que suas empresas de fato incentivam a criação de laços entre colegas de forma clara e consistente. 

“Criar vínculos no trabalho não é algo que acontece por acaso. É preciso intenção, sensibilidade e espaços onde as pessoas se sintam à vontade para se conectar de verdade. Quando as relações se fortalecem, o ambiente fica mais leve, a motivação aumenta e até a saúde emocional encontra espaço para florescer”, afirma Fabiana Galetol, Diretora de Responsabilidade Social e Recursos Humanos da Pluxee.

 

A solidão que adoece: o impacto da desconexão na saúde mental 

O cenário se torna ainda mais preocupante quando os dados sobre amizade e solidão corporativa são relacionados à saúde mental no trabalho, tema que também foi objeto de uma pesquisa da Pluxee com mais de 3 mil profissionais. O estudo revela que 77% sentem exaustão mental com frequência, e 27% classificam sua carga de trabalho como pesada ou extremamente alta - fatores que, aliados à falta de conexões reais, agravam o desgaste emocional. 

A ausência de vínculos afetivos no ambiente profissional não só aumenta a sensação de isolamento, mas também amplifica a pressão, a ansiedade e o esgotamento. Metade dos entrevistados (52%) reconhece que o excesso de tarefas prejudica seu desempenho, enquanto 32% já cogitaram se afastar ou trocar de emprego por conta do desgaste emocional, e 37%, de fato, já tomaram essa decisão. 

“A solidão corporativa não é simplesmente a falta de pessoas ao redor, mas a ausência de conexões significativas. Quando os vínculos reais entre colegas não existem ou são negligenciados, o ambiente se torna mais frio, a pressão aumenta e o sentimento de pertencimento se perde. Isso abre espaço para o esgotamento emocional, o isolamento, o desengajamento e, muitas vezes, a decisão de deixar a empresa”, analisa a executiva.

 

Conexão é estratégia 

A pesquisa sobre amizades no trabalho aponta caminhos simples, mas eficazes, para reverter esse cenário: ações como happy hours, almoço e cafés coletivos (37%), eventos de integração e palestras (33%), e espaços informais de convivência (24%) foram citadas entre as iniciativas mais eficientes para estimular vínculos reais. A chave, segundo os entrevistados, está em criar momentos de encontro que sejam mais do que uma pausa, mas sim oportunidades para escuta, confiança e proximidade. 

“Mais do que uma gentileza entre colegas, a amizade no trabalho é uma estratégia de bem-estar. Em tempos de pressão constante, metas agressivas e relações cada vez mais virtuais, ser visto, ouvido e acolhido por quem está ao lado pode ser o que separa o esgotamento do engajamento. Empresas que entenderem isso não só cuidarão melhor das suas pessoas — mas também garantirão mais fôlego para crescer”, conclui Galetol.

 

Pluxee
www.pluxee.com.br

 

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