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| Boi Bumbá no Festival de Folclore em Olímpia Foto: Leiz Lima |
Olímpia
e Joanópolis, no interior do estado, preservam histórias e tradições
transmitidas de geração em geração
Lendas, músicas, danças. Tudo isso se mistura para formar
uma das mais ricas tradições populares do Brasil, reconhecida oficialmente em
22 de agosto de 1965: o Folclore. Desde então, a data é celebrada em todo o
país. Em São Paulo, as histórias, cantos e costumes ganham vida em cidades
pitorescas, cada uma com seu próprio acervo cultural. Não por acaso, a capital
nacional do Folclore fica em território paulista: Olímpia.
A Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo
(Setur-SP) mergulhou nesse universo de personagens, lendas e manifestações
artísticas que transformam as paisagens do interior e do litoral. O folclore
paulista é um mosaico vivo, tecido com influências indígenas, africanas e
europeias. “É uma tradição pulsante. Em cada cidade, uma nova lenda surge.
Temos a Mula Sem Cabeça, que assombra estradas rurais; o Saci-Pererê, que prega
peças nos viajantes; e o lendário lobisomem”, destaca o secretário Roberto de
Lucena.
Entre tantos roteiros, alguns se destacam. Na Estância
Turística de São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba, o folclore ocupa lugar
central. As celebrações da Festa do Divino Espírito Santo, a Festa do Saci, a
dança de fitas, o Moçambique e a lenda da Cobra Grande do Rio Paraíba mantêm
viva a herança cultural. Um passeio pelo centro histórico revela arquitetura
colonial preservada, música nas ruas e o clima acolhedor do turismo caipira.
No Litoral Norte, as Estâncias de Ubatuba, Ilhabela e
Caraguatatuba guardam tradições ligadas ao mar e à vida simples da pesca. Entre
histórias da Vitória-régia e do Boto, o visitante descobre como as crenças
locais se misturam à exuberância da Mata Atlântica.
Em Santana de Parnaíba e Embu das Artes, o folclore se
expressa no artesanato, nas festas religiosas e nos costumes que resistem ao
tempo. Visitar essas cidades é levar para casa não apenas uma lembrança, mas um
pedaço vivo da história paulista.
Já Joanópolis, a 114 quilômetros da capital, é conhecida
como a Capital do Lobisomem. As histórias sobre a criatura metade homem, metade
lobo, circulam desde antes da fundação do município, em 1878, e continuam a
alimentar o imaginário popular.
Dia do Folclore Brasileiro
A data foi criada para valorizar e preservar as manifestações folclóricas no país. Foi em 22 de agosto de 1846 que o folclorista britânico William John Thoms (1803-1885) usou pela primeira vez o termo “folclore”, unindo as palavras inglesas folk (“povo”) e lore (“conhecimento”) para designar os costumes e saberes de uma comunidade.

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