Relação com 2024 mostra melhora: antes, 6 em cada 10 tinham o mesmo problema
Contas básicas e alimentação são principais fatores no comprometimento da renda
Geração Z é a única que destina parte significativa da renda para lazer
A melhora existe, mas o
aprofundamento da pesquisa exibiu outros aspectos econômicos relevantes sobre o
bem-estar dos respondentes que precisam ser considerados. Os dados mostram que
apenas 2 em cada 10 entrevistados têm total controle sobre suas vidas
financeiras. Dentre aqueles que alegaram ter menos controle há maior presença
da Geração Z, da Classe C, dos trabalhadores PJ e daqueles que atuam em
empresas menores.
Os desafios financeiros impactam, por
exemplo, a formação de uma reserva de emergência. Nesse sentido, ainda mais
pessoas podem se aproximar do endividamento, pois segundo o levantamento, em
uma situação inesperada, somente 1 em cada 4 pessoas conseguiriam custear uma
despesa de R$ 10 mil.
De acordo com Délber Lage, CEO da
SalaryFits, empresa da Serasa Experian, “parte dos trabalhadores, até mais do
que no ano passado, está estável e consegue finalizar o mês com o salário na
conta, indicando uma possível reorganização financeira. No entanto, para a
outra metade, a realidade ainda é desafiadora. O custo de vida continua
superior à renda para muitos, reforçando a necessidade de ampliar o acesso ao
crédito de forma mais adequada à realidade do trabalhador, além de incentivar
práticas de planejamento e educação financeira.”
“Sem estabilidade o trabalhador sente
sua vida pessoal sendo diretamente afetada”, explica o executivo. O
endividamento é um fator que afeta 66% dos entrevistados com aumento do estresse,
43% com irritabilidade e 39% com insônia. A fim de evitar efeitos colaterais
como esses e se reorganizar as pessoas buscam diversas maneiras de quitar as
dívidas”, comenta.
49% dos trabalhadores utilizam renda
extra para fechar as contas do mês
Dentre os
entrevistados que não possuem salário suficiente para chegar ao fim do mês, 49%
utilizam fontes de renda extra para fechar as contas e não ficar no vermelho.
De acordo com os dados da pesquisa, dentro dessa fatia, a maior parte recorre
ao uso de linhas de crédito, como cartão, cheque-especial e empréstimo ou
utiliza renda familiar. Também existem aqueles que trabalham dobrado, como
freelancer por exemplo. Veja no gráfico:
“A
busca por renda extra tem sido uma estratégia para evitar o endividamento,
especialmente quando o salário não cobre os gastos básicos do mês”, afirma
Délber Lage.
Enquanto a maioria dos trabalhadores
consegue equilibrar o orçamento com o salário (46%) ou usam alguma fonte de
renda extra (49%), existe um grupo de 5% que não chega ao fim do mês com
dinheiro e nem possui alternativas.
“Para essas pessoas, a inadimplência
é um risco real, mas contratar empréstimos mais vantajosos, com juros menores,
como o consignado, por exemplo, ou renegociar dívidas ainda podem ser caminhos
efetivos para evitar restrições futuras”, explica o CEO da Salaryfits, empresa
da datatech.
E para onde vai o salário?
O estudo também destacou que o
principal destino do orçamento dos entrevistados são os itens essenciais.
Alimentação e contas básicas de utilities, como luz, água e gás, lideram a
lista de gastos mensais, indicando que boa parte da renda é absorvida por
despesas fixas. Na sequência, estão compromissos financeiros de médio e longo
prazo, como financiamentos e empréstimos, além de despesas com consumo e
estudos.
Confira os
demais segmentos identificados e os dados completos no gráfico a seguir:
O destino da
renda extra também varia de forma significativa entre as gerações
entrevistadas, revelando padrões distintos de comportamento financeiro. Apesar
disso, em comum, todas priorizam o pagamento de contas e despesas fixas —
apontadas por 32% da Geração Z e Millennials, e por 30% da Geração X. No
entanto, frente aos demais usos, as diferenças ficam evidentes: a Gen Z é a
única que direciona parte significativa da renda extra para lazer (13%) e faz
uso mais intenso do cartão de crédito (17%). Já os Millennials lideram com a
quitação de empréstimos, dívidas (15%) e alimentação (13%). A Geração X, por
sua vez, também usa o cartão de crédito (14%) e tem destaque para o pagamento
de dívidas (13%).
66%
têm problemas financeiros e 33% ficaram negativados nos últimos 12 meses
Ainda com os
dados inéditos foi possível identificar que, nos últimos 5 anos, 66% dos
trabalhadores entrevistados tiveram problemas financeiros. Dentre eles, 17%
alegaram estar passando por esse problema atualmente. O estudo também avaliou
os últimos 12 meses dos respondentes em relação às suas finanças. Nesse
recorte, 33% passaram por problemas econômicos e se tornaram negativados.
“A estabilidade
é o primeiro passo para a construção da segurança financeira de longo prazo.
Então, para aqueles que estão em um cenário instável que perdura por anos a
capacidade de organizar suas economias fica comprometida. Com a falta de margem
no orçamento e a recorrência de imprevistos a criação de uma reserva de
emergência é um grande desafio. Por isso muitos recorrem a financiamentos e
empréstimos”, finaliza Délber Lage, CEO da SalaryFits, empresa da Serasa
Experian.
Metodologia
Para essa
pesquisa, entre maio e junho de 2025, foram coletadas 1.029 entrevistas com
funcionários de empresas públicas e de empresas privadas nos regimes CLT e/ou
PJ. O perfil da amostra se divide entre homens e mulheres (50% cada) e
contempla todas as regiões do Brasil. A representatividade etária dos
respondentes mostra que eles têm, em média, 41 anos, mas foram contempladas
pessoas com idades entre 22 e 60 anos. Importante ressaltar que a amostragem
não sofreu alterações significativas com relação à pesquisa de 2024, permitindo
as comparações que foram feitas em alguns momentos do texto.
experianplc.com


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