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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

SEXO SEM PROTEÇÃO PODE AUMENTAR O RISCO DE INFERTILIDADE

Transmissão de infecções sexuais pode comprometer a fertilidade de homens e mulheres. Diagnósticos se aproximam de um milhão por ano

 

Uma série de infecções que acometem o aparelho reprodutor masculino e feminino pode evoluir para quadros clínicos mais graves, em que a capacidade reprodutiva acaba comprometida[i]. São muitas as chamadas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), que juntas alcançam em torno de 1 milhão de casos diagnosticados, segundo a última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em parceria com o Ministério da Saúde e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)[ii]. 

Muitas infecções têm evolução silenciosa, sem sinais e sintomas nas fases iniciais. Mesmo assintomáticas, elas podem ser transmitidas em relações desprotegidas, sem uso de preservativos masculino ou feminino. “Caso a pessoa tenha uma relação desprotegida, ela deve avaliar com seu médico a necessidade de exames para a detecção precoce de ISTs. Quanto antes o tratamento, melhor a chance de não comprometer a fertilidade”, explica a Dra. Maria do Carmo Borges de Souza, ginecologista com área de atuação em reprodução humana e ex-presidente da Red Latinoamericana de Reproducción Asistida (Redlara). 

As infecções por clamídia estão entre as IST mais comuns em todo o mundo. Causada pelo germe Chlamydia trachomatis, ela pode afetar homens e mulheres. Quando não tratada, pode resultar nas mulheres em Doença Inflamatória Pélvica (DIP) e levar à infertilidade, devido à obstrução ou aderências nas trompas, e até aumentar o risco de gestação ectópica (gravidez fora do útero)[iii]. 

Nos homens, pode provocar orquite, que é a inflamação dos testículos, também com risco de interferir na produção de espermatozoides. Entre os principais sintomas estão a ardência ao urinar, corrimento uretral com a presença de pus e dor nos testículos[iv]. 

Outra IST comum é a gonorréia, causada pela bactéria Neisseria Gonorrheae. Assintomática em 80% dos casos, ela acomete principalmente a uretra. Nos homens, a gonorréia atinge o testículo e o epidídimo (estrutura responsável pelo armazenamento dos espermatozoides), enquanto nas mulheres pode chegar ao útero, às tubas uterinas e aos ovários, se tornando fator de risco para infertilidadeii. 

Dor ou ardor ao urinar, incontinência urinária, corrimento braco-amarelo e vontade frequente de urinar são os sintomas mais frequentes. “O tratamento para clamídia e gonorréia é realizado com antibióticos”, destaca a ginecologista. Quando administrados corretamente, é possível erradicar a bactéria por completo do organismo. 

Além das ISTs citadas, outras enfermidades podem apresentar feridas, corrimentos e verrugas anogenitais. São elas: herpes genital, sífilis, tricomoníase e infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). O uso de preservativos nas relações sexuais é o método mais eficaz para evitar o contágio de infecções, preservando a saúde e a fertilidade[v].

 


Ferring
Link


[i] Como as DSTs mais comuns podem afetar a fertilidade - Associação Brasileira de Reprodução Assistida | SBRA
[ii] Pesquisa Nacional de Saúde – 2019.
[iii] ISTs: riscos para a fertilidade - Genesis Clínica de Reprodução Humana (genesispf܂com܂br)
[iv] Clamídia — Ministério da Saúde (www܂gov܂br)
[v] IST: saiba quais são os principais sintomas e formas de prevenção — Ministério da Saúde (www܂gov܂br)


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