O rendimento da poupança não tem sido
suficiente sequer para superar a inflação, mas ainda assim a aplicação continua
sendo a mais popular entre os brasileiros. Se você não quiser
perder dinheiro, é interessante conhecer outros investimentos com
rentabilidade melhor. Não existe um que seja o mais indicado para todo mundo.
Tudo depende dos objetivos, das necessidades e, principalmente, do perfil de
cada pessoa e do risco que se está disposta a correr. Você já deve ter
ouvido falar de CDB, LCI e Tesouro Direto, mas sabe como funcionam? Conheça melhor
esses investimentos.
CDB
Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs)
são uma forma de os bancos captarem recursos. Ao comprar esses títulos
emitidos pelos bancos, você empresta dinheiro a eles. Há CDBs
prefixados e pós-fixados. No caso do prefixado, no momento da aplicação
o investidor já sabe qual remuneração terá. No pós-fixado, a
rentabilidade tem como base uma taxa de referência, como
o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que está próximo da
Selic – a taxa básica de juros – atualmente em
14,25%. “Na modalidade pós-fixada, o investidor só vai saber o
quanto receberá no resgate”,
explica Alcidney Sentallin, professor de Finanças do
IBE-FGV e consultor de negócios.
A quantidade mínima para
investir em CDB varia de acordo com cada instituição financeira e ele pode ser
vendido de volta para os bancos a qualquer momento ou em um prazo definido. “Uma das
vantagens é que ele preserva o poder de compra ao longo do tempo. Além disso, é uma
aplicação bastante segura”, afirma
Sentallin.
O risco da aplicação é o de a
instituição financeira quebrar. Por isso, escolha com cuidado o banco onde irá comprar o
CDB. O investimento é assegurado pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC)
até o limite de R$ 250 mil.
LCI
Quando você compra uma Letra de Crédito
Imobiliário (LCI), está emprestando dinheiro para os bancos financiarem
investimentos no setor. Assim como o CDB, ela pode ser pré ou pós-fixada. “Uma
vantagem é a isenção da cobrança de imposto”, diz o
professor. Também não é cobrada taxa de administração. Por outro lado, é necessário esperar
pelo menos 90 dias para resgatar o dinheiro. A quantia mínima para
investir varia de acordo com o banco. O risco do investimento é o de quebra
da instituição financeira, mas ele também é garantido pelo FGC
até R$ 250 mil.
Tesouro Direto
Os títulos do
Tesouro Direto são emitidos pelo governo para captação de recursos. Há vários
tipos de títulos e os investimentos podem ser feitos a partir de R$
30. “Você não perde poder de compra. O risco é baixo e há boa
rentabilidade”, diz Sentallin. Alguns são prefixados e outros pós-fixados
(com o rendimento relacionado a algum índice, como o IPCA,
ou à taxa Selic).
Um dos riscos da aplicação é o de o
Brasil dar calote. “Esse risco é muito pequeno. Também é possível aplicar
em diferentes tipos de títulos ao mesmo tempo. Assim você diversifica os
investimentos e diminui os riscos”, afirma o professor.
Segundo o especialista, o maior perigo
é o de não se saber a melhor hora de vender o título. Se
você comprar um com vencimento em 2035, por exemplo, e o resgatar antes desse
prazo, pode sofrer perdas.

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