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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Copa do mundo: veja 5 itens e dicas para caprichar na pintura das ruas

A tradição brasileira de colorir o asfalto e decorar as ruas une criatividade, trabalho em equipe e cuidados para aumentar a durabilidade das artes


As ruas decoradas para a Copa do Mundo se tornaram um costume em diversos bairros brasileiros desde os anos 1990, ganhando ainda mais força após o pentacampeonato de 2002. | Foto: Bruno Martins - 


Em ano de Copa do Mundo, o costume de enfeitar os estabelecimentos com bandeiras e usar roupas e acessórios verdes e amarelos ganham força, ilustrando a paixão pelo futebol e o patriotismo brasileiro. Mais do que isso, em diversas cidades as ruas ganham cores com a pintura de mosaicos e artes no asfalto, resgatando uma tradição que cria memórias para além do sofá da sala.
 

A prática, que mobiliza vizinhanças, transforma as vias públicas em palcos para a torcida, envolvendo a comunidade na adrenalina de disputar o título mundial. Com orientação e preparo adequado, a atividade pode ser desenvolvida com sucesso, cumprindo seu papel de expressão cultural. 

“Essa é uma tradição que atravessa gerações e traz momentos de diversão e alegria durante a preparação para a Copa do Mundo. Para garantir um resultado bonito, seguro e mais duradouro, é importante contar com os materiais adequados e alguns cuidados no preparo da superfície”, afirma Jorge Caire, Diretor Executivo Comercial, E-commerce e Marketing da Sodimac. Por isso, para ajudar quem deseja entrar no clima do torneio e caprichar na decoração das vias, os especialistas da Sodimac montaram uma lista com os principais materiais e orientações para o momento da pintura. Confira:

1. Estopa

Usada para preparar superfícies e espalhar produtos uniformemente, a estopa aparece no topo da lista para iniciar a pintura. Feita de fibras têxteis, sua aplicação auxilia na limpeza e na remoção de possíveis resíduos do local, garantindo que a tinta tenha contato direto com o asfalto. Além disso, ela também pode ser utilizada para remover excessos de tinta, deixando o desenho com um melhor acabamento.

2. Tintas acrílicas e sprays coloridos

Tintas acrílicas brancas podem ser utilizadas para fazer a base das pinturas, preservando o tom vivo das cores que serão aplicadas logo acima. Elas possuem boa aderência e cobertura, com secagem rápida, facilitando o trabalho. “Há uma variedade de tintas acrílicas econômicas no mercado com latas de diferentes tamanhos. Para não errar na escolha, pense nas dimensões da rua e dos desenhos e busque por opções acessíveis ao bolso e com um bom desempenho”, comenta Jorge. 

Além das tintas, outra opção que oferece boa cobertura e facilidade na aplicação é o uso de sprays. Eles permitem criar sombras e degradês, dando um charme a mais para o desenho. Ainda, a tinta em aerossol se espalha de forma homogênea e seca rapidamente, acelerando o trabalho.

3. Pincéis e rolos

Presentes em todo tipo de pintura, os pincéis e rolos simplificam o processo, sendo ideais para grandes superfícies. O uso desses materiais auxilia na cobertura e no acabamento, podendo ser encontrados em diferentes tamanhos e compostos por diferentes materiais. 

“Temos disponíveis pincéis com cerdas mais rígidas ou mais maleáveis, a depender do que o cliente procura. Pincéis menores são ideais para os contornos do desenho e detalhes. Além disso, os rolos de lã são boas escolhas para a pintura de bandeiras e áreas maiores”, menciona o diretor.

4. Corantes líquidos

Para personalizar tons ou tingir a tinta neutra da base, evitando a compra de diversas latas de tinta, corantes líquidos são uma alternativa. Os mais comuns para esse tipo de pintura são corantes à base de água, que são fáceis de misturar e não comprometem em nada a duração da pintura.

5. Acessórios: balde e bandeja

Recipientes como baldes e bandejas ajudam na organização, distribuição e aplicação da tinta, trazendo praticidade ao processo de pintura coletiva. Dessa forma, baldes podem ser usados para diluição, compartilhamento e transporte das tintas, enquanto as bandejas facilitam o uso de rolos, distribuindo a tinta de maneira uniforme na superfície do aplicador.

“Estes itens são indispensáveis para evitar desperdícios e manter o local organizado. Para quem opta pelo uso de rolos, as bandejas evitam o excesso de tinta no material, reduzem respingos e melhoram o acabamento. Os baldes comportam maiores quantidades de tinta, ideais para quem investir em uma quantidade maior do produto”, explica Jorge.



Sodimac
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Burnout, metas abusivas e adoecimento laboral:NR-1 e o novo horizonte na proteção da saúde mental do trabalhador

 

O Brasil atravessa uma silenciosa epidemia de adoecimento mental relacionado ao trabalho. Transtornos de ansiedade, depressão, síndrome de burnout e afastamentos por causas psiquiátricas vêm crescendo de forma consistente nos últimos anos, revelando um cenário preocupante: milhões de trabalhadores seguem adoecendo em ambientes laborais marcados por metas excessivas, pressão permanente, insegurança profissional e esgotamento emocional. 

Durante décadas, o sofrimento psíquico no ambiente profissional foi tratado quase como uma fragilidade individual. A lógica predominante parecia simples: se o trabalhador não suportasse a pressão, o problema estaria em sua capacidade de resistência e não nas condições em que desempenhava suas funções. Essa visão, contudo, começa a sofrer uma transformação significativa com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passa a reconhecer oficialmente os chamados riscos psicossociais dentro da política de gerenciamento de riscos ocupacionais das empresas. 

A alteração representa um avanço relevante na proteção da saúde mental dos trabalhadores brasileiros. A partir de agora, fatores como burnout, assédio moral, sobrecarga de trabalho, pressão abusiva por resultados, jornadas exaustivas, isolamento profissional e ambientes organizacionais tóxicos deixam de ser percebidos apenas como questões subjetivas ou comportamentais. Passam a integrar formalmente o conjunto de riscos ocupacionais que devem ser identificados, monitorados e prevenidos pelos empregadores. 

Na prática, as empresas deverão incorporar fatores psicossociais ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), promovendo diagnósticos, mapeamentos internos, estratégias preventivas e acompanhamento contínuo das condições organizacionais. 

Trata-se de uma mudança com impactos que ultrapassam o campo técnico e alcançam importante dimensão social e jurídica. 

Isso porque o adoecimento mental relacionado ao trabalho raramente se manifesta de forma abrupta. Na maioria das situações, ocorre de maneira gradual, silenciosa e cumulativa. O trabalhador continua produzindo mesmo exausto. Continua buscando cumprir metas mesmo emocionalmente fragilizado. Continua frequentando o ambiente profissional enquanto sua saúde psicológica se deteriora de forma lenta e quase invisível. 

Em muitos casos, o medo da perda do emprego, da estigmatização ou de possíveis consequências profissionais faz com que trabalhadores permaneçam em ambientes claramente nocivos à sua saúde mental. 

É justamente nesse ponto que a nova NR-1 assume papel central. A norma rompe com a lógica histórica de que saúde mental seria uma questão exclusivamente individual e passa a reconhecer que a própria organização do trabalho pode atuar como fator gerador de adoecimento. 

E a mudança não se restringe ao plano conceitual. A regulamentação tende a produzir reflexos importantes nas fiscalizações trabalhistas, nas demandas judiciais e na responsabilização de empresas e instituições que negligenciem a proteção psicológica de seus trabalhadores. 

Embora o Ministério do Trabalho tenha indicado um período inicial de caráter orientativo, a norma passa a servir como parâmetro relevante para auditorias, autos de infração e processos envolvendo doenças ocupacionais de natureza psíquica. 

Empresas que deixarem de identificar e controlar riscos psicossociais poderão enfrentar autuações administrativas, multas, ações civis públicas, condenações por danos morais e impactos reputacionais significativos. 

A proteção alcança trabalhadores de todos os setores submetidos ao regime da CLT, independentemente do porte da empresa. Desde grandes corporações até pequenas organizações deverão observar, de maneira proporcional, os riscos psicológicos presentes em sua dinâmica interna. 

Algumas categorias já apresentam índices particularmente preocupantes de adoecimento mental, especialmente profissionais da saúde, bancários, professores, trabalhadores de teleatendimento e servidores submetidos a metas permanentes de produtividade. 

Talvez o aspecto mais preocupante seja o paradoxo institucional cada vez mais perceptível em diversos ambientes de trabalho: trabalhadores adoecem em razão de pressões excessivas e, quando começam a apresentar queda de desempenho, acabam submetidos a novas cobranças, punições ou procedimentos disciplinares. 

Forma-se um ciclo nocivo: o trabalho gera adoecimento; o adoecimento reduz a capacidade laboral; a redução do desempenho provoca punições; e a punição amplia ainda mais o sofrimento psíquico. 

Não parece razoável exigir de alguém adoecido o mesmo nível de desempenho esperado de um trabalhador em plenas condições de saúde, especialmente quando o próprio ambiente profissional contribuiu diretamente para o agravamento do quadro clínico. 


A atualização da NR-1 surge precisamente para enfrentar essa distorção histórica. 

Naturalmente, a norma não resolverá, por si só, problemas estruturais do mercado de trabalho brasileiro. Não bastam palestras motivacionais, campanhas superficiais de bem-estar ou iniciativas corporativas meramente simbólicas. A proteção da saúde mental exige transformações concretas na cultura organizacional, nos modelos de gestão e na forma como desempenho e produtividade são cobrados. 

A grande virtude da nova NR-1 talvez esteja justamente em reconhecer algo que por muito tempo permaneceu invisível: ambientes de trabalho também adoecem. 

E quando o próprio sistema profissional passa a contribuir para o desgaste emocional de quem o sustenta diariamente, a resposta institucional não pode ser a indiferença, a punição ou a invisibilização do sofrimento humano. 

A nova NR-1 representa, portanto, um passo importante na proteção social e laboral, ao reconhecer que enfrentar a epidemia silenciosa do adoecimento mental no trabalho exige mais do que produtividade: exige responsabilidade, prevenção e dignidade humana. 

 

João Badari - advogado especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados

 

A nova direita italiana começa a defender novamente os ítalo-descendente

Freepik

Durante meses, consolidou-se no Brasil a ideia de que a direita italiana havia fechado definitivamente as portas para os descendentes espalhados pelo mundo. O Decreto Tajani — convertido posteriormente na Lei 74/2025 — passou a simbolizar justamente isso: uma Itália mais restritiva, mais burocrática e menos aberta ao reconhecimento da própria diáspora. 

Mas o debate político italiano começou a revelar algo mais complexo. 

Nas últimas semanas, movimentos ligados à nova direita identitária italiana passaram a defender publicamente a revogação da Lei 74/2025 e a retomada de um modelo amplo de reconhecimento da cidadania italiana por descendência, sem limites geracionais rígidos. A discussão, que antes parecia restrita a tribunais, consulados e escritórios especializados, voltou ao centro do debate político nacional. 

O caso mais emblemático surgiu com a proposta apresentada pelo movimento Remigrazione e Riconquista, registrada oficialmente no sistema italiano de iniciativas populares. O texto defende explicitamente a revogação da atual legislação restritiva e o restabelecimento do iure sanguinis para ítalo-descendentes no exterior.


Mais importante do que o movimento em si é o que ele revela. 

Pela primeira vez após o endurecimento promovido pelo governo Meloni, setores da própria direita italiana começaram a afirmar que os descendentes italianos não deveriam ser tratados como um problema administrativo, mas como parte estratégica da própria continuidade histórica da nação italiana.


Isso muda o eixo do debate. 

Até pouco tempo atrás, a narrativa dominante era relativamente simples: de um lado, o governo tentando conter o crescimento explosivo dos pedidos de cidadania; de outro, milhões de descendentes espalhados pelo mundo buscando preservar um vínculo jurídico e cultural com a Itália. 

Agora surge uma terceira leitura: a de que a diáspora italiana pode representar uma vantagem competitiva para o próprio país.

 

E essa visão não nasce apenas de romantismo histórico.

A Itália enfrenta uma das mais graves crises demográficas da Europa. A população envelhece rapidamente, regiões inteiras sofrem esvaziamento econômico e diversos setores convivem com escassez estrutural de mão de obra qualificada. Ao mesmo tempo, o país mantém fora de suas fronteiras dezenas de milhões de descendentes culturalmente próximos, muitos deles altamente qualificados, economicamente integrados e com forte capacidade de investimento.
 

A contradição se tornou inevitável.

Enquanto a Lei 74/2025 restringia o reconhecimento automático da cidadania, o próprio Estado italiano passou a criar mecanismos paralelos para facilitar a entrada de oriundi no mercado italiano por vias migratórias especiais. O chamado “canal oriundi”, inserido no debate recente sobre imigração e trabalho, deixou claro que a Itália continua enxergando valor estratégico nos descendentes — ainda que tente reorganizar juridicamente esse vínculo.
 

Na prática, o país parece dividido entre duas forças:

uma lógica tecnocrática, preocupada com volume processual e sustentabilidade administrativa; e outra identitária e demográfica, que enxerga os ítalo-descendentes como extensão natural da presença italiana no mundo.
 

Esse talvez seja o ponto mais relevante de todo o debate atual. 

A pergunta estratégica não é apenas quantos descendentes têm direito à cidadania. É quanto capital humano, econômico e cultural a Itália perde ao tratar sua diáspora como problema administrativo — e não como ativo de futuro. 

Ao longo do século XX, a Itália exportou milhões de pessoas. Exportou trabalho, cultura, sobrenomes, empresas e comunidades inteiras. Em países como Brasil, Argentina e Estados Unidos, esses descendentes ajudaram a construir cidades, indústrias e redes econômicas que ainda hoje preservam vínculos profundos com a identidade italiana. 

Ignorar isso talvez seja um erro histórico maior do que o próprio debate jurídico sobre cidadania. 

Porque, no fundo, a discussão atual já deixou de ser apenas documental. 

Ela passou a envolver:

  • influência global;
  • demografia;
  • projeção cultural;
  • reposicionamento econômico;
  • e o tamanho que a Itália deseja ocupar no século XXI.

A Itália está novamente diante de uma decisão histórica sobre o tamanho que deseja ter no mundo.

O descendente italiano no exterior não é apenas memória familiar. É capital humano que outros países disputarão. 

Como observou o The Economist, a Itália frequentemente age abaixo do próprio tamanho histórico — hesitando entre a ambição de uma potência global e os reflexos de uma pequena província cercada de medo.

  

Welliton Girotto – CEO da Master Cidadania

 

CIEE reúne mais de 1,9 mil vagas de estágio no interior paulista e 6,9 mil em todo o Brasil

  Aprendizagem: 1.757 vagas distribuídas em 166 cidades do estado de São Paulo, entre os dias 25 e 30 de maio

 

O Centro de Integração Empresa-Escola está com 1,9 mil vagas de estágio abertas nesta semana no interior do estado de São Paulo. As principais áreas com oportunidades são Administração, Educação e Direito, com destaque para as cidades de Campinas, Franca, Ribeirão Preto e Santos, que concentram o maior número de vagas.

 

Em âmbito nacional, o CIEE soma 6,9 mil vagas de estágio abertas em todo o Brasil. As áreas de Administração, Educação, Direito e Contabilidade lideram a demanda das empresas contratantes. Os estados de São Paulo, Distrito Federal e Bahia concentram o maior volume de oportunidades disponíveis.

 

As vagas são destinadas a estudantes do ensino médio, técnico e superior, contemplando diferentes perfis e níveis de formação. Os interessados podem consultar as oportunidades e realizar o cadastro gratuitamente pelo portal do CIEE.

 

O CIEE reforça que as vagas são atualizadas frequentemente e podem sofrer alterações conforme o preenchimento pelas empresas contratantes.


 

Como se cadastrar:


Para participar dos processos seletivos, é necessário realizar o cadastro no portal do CIEE, no endereço ciee.online. É fundamental que informações como CEP, e-mail e número de contato estejam corretas. Na plataforma, o usuário também terá acesso a cursos e poderá enriquecer o perfil por meio de vídeo apresentação e redação online. Todas as ferramentas são disponibilizadas gratuitamente.

 

Os interessados também podem tirar dúvidas por meio do WhatsApp, pelo número (11) 3003-2433 (é necessário utilizar o DDD 11).

 

Informações sobre as cidades, número de vagas e áreas com maior oferta podem ser obtidas pelo WhatsApp (11) 9 9711-3300 ou pelo e-mail cleide.goncalves@tamer.com.br


A carreira estagnou? Confira 7 exercícios de escrita para destravar

Magnific
Especialista em remodelagem comportamental propõe reflexões e práticas que direcionam e ajudam a identificar o que está impedindo a própria evolução 

 

Reconhecer o momento em que a carreira deixa de avançar pode ser mais difícil do que parece. Não porque os sinais sejam sutis (às vezes são), mas porque a rotina costuma anestesiar a percepção. 

Para ajudar profissionais de todas as áreas, a doutora em Psicologia Comportamental e especialista em remodelagem comportamental, Livia Mandelli, propõe, no livro Diário de Liderança - 365 Dias de Expansão da Consciência: O Agir com Convicção, publicado pela DVS Editora, 365 exercícios que partem de uma premissa simples: antes de mudar, é preciso enxergar. E a escrita diária tem um papel essencial nesse processo. Cada prática exige papel, caneta, pausa consciente e o compromisso de ser honesto consigo mesmo.

Divulgação

O Diário não é apenas um livro, mas um compromisso para quem quer desenvolver a autoliderança, organizar pensamentos, identificar padrões, reconhecer forças, superar desafios, criar novas conexões neurais e amadurecer processos de gestão.

"Autoconhecimento é uma questão de sobrevivência, é uma questão de entendimento sobre como eu funciono e o impacto que este meu comportamento gera tanto na percepção das outras pessoas sobre mim quanto no direcionamento das atitudes das outras pessoas", comenta Mandelli.

Entenda como funciona na prática: nos próximos sete dias, faça uma pausa, vá para um local tranquilo e realize cada um dos exercícios propostos abaixo.

Dica: dê preferência para a escrita manual ao invés da digital.

Dia 1 - Perceba o que é real 

A realidade que enxergamos está cheia de nossas crenças, emoções, fantasias e sombras. Nem sempre aquilo que você vê como verdade é, de fato, realidade. Quando há emoção envolvida, positiva ou negativa, nosso olhar passa inevitavelmente pelas lentes dessas emoções. Diante do que hoje você enxerga como um desafio, pergunte-se (e anote seus pensamentos no papel): “Qual parte é, de fato, realidade e complemente sua reflexão sobre o que é somente fantasia de seus próprios medos e crenças?”

Dia 2 - Você tem autocontrole?

Ah, se todas as pessoas tivessem autocontrole; tenho certeza de que o cenário humano e as relações seriam bem diferentes. Arrepender-se do que fez ou falou não apaga o passado. Melhor autocontrolar-se do que se autodesculpar. Pense que há cicatrizes que nunca mais somem. Escreva no papel: “Em quais situações você precisa exercitar mais autocontrole para evitar palavras ou atitudes que poderiam deixar marcas permanentes nos outros e consequentemente enfraquecer sua liderança?”

Dia 3 - Como você é percebido vale muito

Não conhecemos nenhuma forma de apagar o passado, e talvez nem devêssemos querer, mas podemos, sim, escolher conscientemente um presente e um futuro que valham a pena ser vividos. Se a sua liderança mina a energia, silencia vozes ou reduz o brilho das pessoas, talvez você esteja perpetuando uma narrativa de desvalorização. Liderar é nutrir, é inspirar, é edificar. E se não for para construir, para impulsionar o outro, então talvez não seja liderança, mas apenas presença vazia. Reflita e coloque no papel: "Como sua presença é percebida pelas pessoas?”

Dia 4 - Enxergue os impactos das mudanças

As mudanças estão aí, todos os dias. Mas mais importante do que estar consciente das mudanças ao nosso redor é reconhecer o quanto estamos refletindo pouco, ou mal, sobre as consequências delas. Aceitamos muitas como se fossem normais, sem questionar o impacto. O que diferencia o líder excepcional do líder comum é sua capacidade de analisar a realidade com lucidez, e não com emoção. Reflita e escreva: “Quais mudanças recentes você tem aceitado como ‘normais’ sem avaliar o efeito em você?”

Dia 5 - Como você se comunica?

A forma como você se relaciona comunica tanto quanto suas palavras. Distância demais esfria a relação. Proximidade excessiva pode gerar proteção tóxica. Liderar é encontrar esse ponto de equilíbrio. Quando algo não estiver indo bem com a equipe, antes de apontar os erros dos outros, olhe para si. Pergunte-se com honestidade: "Que mensagens eu tenho transmitido?”

Dia 6 - Esforço também precisa de limites

Esforçar-se faz parte. Mas viver esgotado, não. Não podemos normalizar a exaustão! Transpirar não é exaurir. Para liderar com verdade, você precisa estar inteiro: presente de corpo, mente e coração. Escreva seus pensamentos sobre a seguinte reflexão: “Se em algum momento seu esforço começar a se confundir com exaustão, como pode redefinir limites para continuar entregando resultados sem se abandonar?”

Dia 7 - Aprenda a ser vulnerável

Ser vulnerável com maturidade não é o mesmo que agir no modo “líder infantil”. Liberdade emocional significa poder sentir, expressar o que se sente e pedir ajuda quando necessário, sem medo, sem vergonha. É poder ser quem se é, sem se moldar automaticamente às imposições do ambiente. É ser uma versão consciente de si mesmo(a), capaz de gerar impacto positivo na performance do time e na vida das pessoas ao redor. Escreva: “Em quais situações você poderia praticar vulnerabilidade madura, pedindo ajuda ou mostrando quem é, sem medo ou vergonha?"


Ter tecnologia aprovada não significa que o paciente terá acesso

 

O Brasil nunca teve tantos beneficiários de planos de saúde. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), 2025 terminou com 53,2 milhões de pessoas vinculadas à saúde suplementar, impulsionadas principalmente pelo crescimento do emprego formal e pela expansão de planos voltados às pequenas e médias empresas.

 

O número mostra a força do setor, mas também revela uma contradição importante que ainda discutimos pouco: crescer em número de usuários não significa, necessariamente, ampliar o acesso real à medicina mais moderna.

 

Existe uma distância enorme entre o momento em que uma tecnologia médica é aprovada e o momento em que ela realmente chega ao paciente. E esse talvez seja hoje um dos gargalos mais silenciosos da saúde brasileira.

 

Nos últimos anos, a medicina evoluiu de forma impressionante. Cirurgias menos invasivas, dispositivos inteligentes, terapias regenerativas, inteligência artificial ajudando diagnósticos e tratamentos cada vez mais personalizados. O problema é que a aprovação regulatória não garante que tudo isso esteja disponível na prática.

 

Entre o aval dos órgãos reguladores e o uso dentro de hospitais e operadoras existe um caminho longo, burocrático e, muitas vezes, pouco transparente para quem está fora do setor.

 

Aprovação não significa acesso


Quando uma nova tecnologia é aprovada, ela ainda precisa passar por diversas etapas até chegar ao paciente. Os hospitais têm protocolos próprios. Operadoras criam critérios de cobertura. Áreas financeiras analisam custos. Equipes precisam ser treinadas. Processos internos precisam ser adaptados.

 

Na prática, muitas vezes o médico conhece a melhor solução para aquele caso, mas sabe que a dificuldade operacional para a utilizar será tão grande que acaba seguindo por outro caminho. E existe um ponto importante nessa discussão: a saúde vive hoje uma pressão financeira enorme.

 

As operadoras tentam reduzir custos. Os hospitais buscam equilibrar suas contas. E o médico, que sempre foi o principal balizador técnico da decisão clínica, vem perdendo espaço dentro de um sistema cada vez mais corporativo.

 

O problema é que a saúde não pode ser analisada apenas pela lógica do custo imediato.

 

Uma tecnologia pode parecer mais cara no começo, mas reduz tempo de internação, evita complicações e diminui gastos futuros do próprio sistema. Só que esse olhar de longo prazo raramente aparece nas decisões do dia a dia. E quem sente isso primeiro é o paciente.

 

O paciente tem plano, mas não consegue acessar


Existe hoje uma espécie de “zona cinzenta” na saúde suplementar brasileira. O paciente acredita que, porque tem plano de saúde, terá acesso às melhores soluções disponíveis. Mas nem sempre funciona assim.

 

Muitas vezes, a tecnologia já foi aprovada no Brasil, mas ainda não foi incorporada pelo hospital. Em outros casos, esbarra em limitações de cobertura, burocracias ou processos internos extremamente lentos. Isso cria uma situação contraditória: o paciente tem cobertura no papel, mas enfrenta dificuldades para acessar o que precisa na prática.

 

Esse movimento aparece também em outra mudança importante do setor: muitos médicos começaram a sair das redes credenciadas porque a remuneração paga pelos planos deixou de ser sustentável para manter uma medicina de qualidade. O resultado foi o crescimento do atendimento particular via reembolso e das clínicas especializadas, que conseguem oferecer agendas mais rápidas e atendimento mais acessível.

 

Na prática, cresce o número de pessoas que pagam plano de saúde, mas acabam tirando dinheiro do próprio bolso para conseguir atendimento com mais agilidade.

 

Por isso, reduzir esse debate apenas à coparticipação simplifica um problema muito mais profundo. O desafio da saúde suplementar hoje envolve sustentabilidade financeira, qualidade assistencial e acesso real ao paciente.

 

E, no fim, a conta quase sempre chega primeiro para quem está mais vulnerável.

 

Inovação só faz sentido quando chega às pessoas


A saúde é um dos setores mais complexos que existem. Mas existe uma tendência perigosa de transformar toda discussão apenas em controle de custos. Quando a planilha começa a pesar mais do que o cuidado, o sistema perde o equilíbrio.

 

Estamos envelhecendo e vamos precisar cada vez mais da medicina. Não apenas de uma carteirinha de plano no bolso, mas de acesso real a tratamentos, diagnósticos e tecnologias que já existem.

 

O Brasil avançou muito em capacidade médica, regulação e inovação. Temos profissionais extremamente qualificados e acesso a tecnologias comparáveis às dos maiores mercados do mundo. Mas ainda falta integração entre hospitais, operadoras, indústria, médicos e pacientes.

 

A informação também não circula como deveria. Muitas vezes, o paciente nem sabe que determinada solução existe. Em outros casos, o médico conhece a tecnologia, mas desiste diante da burocracia necessária para utilizá-la.

 

Discutir eficiência é importante. Mas precisamos falar da eficiência que melhora o acesso, reduz desperdício e preserva qualidade assistencial.

 

Porque inovação em saúde não pode ser medida apenas pelo número de tecnologias aprovadas. Ela precisa ser medida pelo número de pessoas que realmente conseguem acessá-las.

  

Andrea Mendes - CEO do Grupo Hemocat e idealizadora da Cath Care, com atuação voltada à inovação e ao acesso a tecnologias médicas no Brasil.



Reajuste dos planos de saúde exige atenção e planejamento dos brasileiros antes da definição da ANS

 

Índice anual dos contratos individuais deve ser anunciado até junho; especialistas alertam para diferenças entre planos pessoa física, empresariais e reajustes por faixa etária

 

Todos os anos, entre maio e junho, milhões de brasileiros aguardam a definição do índice de reajuste dos planos de saúde individuais e familiares pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Em 2026, projeções do mercado apontam que o percentual pode chegar a 7,5%, acima do teto de 6,06% autorizado no ciclo anterior.

Embora o anúncio oficial ainda não tenha sido divulgado pela agência reguladora, o tema já preocupa consumidores que muitas vezes têm dificuldade para compreender como os reajustes são calculados e aplicados nos diferentes tipos de contrato.


Decifrando o plano

Além do reajuste anual, existem também os aumentos por mudança de faixa etária e os reajustes técnicos aplicados em contratos empresariais, cenário que torna o entendimento do sistema ainda mais complexo para grande parte da população.

Segundo Rogério Moreira, gerente de negócios do Grupo AllCross, maior grupo de corretoras de planos de saúde, odontológicos e seguros do Brasil, o principal problema é que muitos beneficiários só buscam orientação depois de receberem o boleto reajustado.

“O consumidor normalmente descobre que não entende o funcionamento do próprio plano apenas quando recebe um aumento significativo. O desafio é justamente traduzir esse cenário antes que ele vire um problema financeiro. Existem regras diferentes para cada modalidade de contrato, e compreender isso faz toda a diferença para o planejamento familiar e empresarial”, afirma.

Nos planos individuais e familiares, modalidade que representa cerca de 16% dos beneficiários da saúde suplementar no país, o reajuste anual possui teto definido pela ANS. O índice considera fatores como a variação das despesas assistenciais das operadoras e indicadores econômicos ligados à inflação do setor de saúde.

O percentual autorizado é aplicado no mês de aniversário do contrato e vale para o período entre maio de um ano e abril do ano seguinte.

Já nos contratos coletivos empresariais e por adesão, a lógica muda. Não existe teto definido pela agência reguladora para contratos empresariais. Nesses casos, o cálculo varia conforme o porte do grupo e a utilização do plano pelos beneficiários.

Empresas com até 29 vidas entram no chamado “pool de risco”, modelo em que diversos contratos são agrupados para cálculo do reajuste coletivo. A metodologia é regulamentada pela Resolução Normativa nº 565/2022 da ANS.

Na prática, isso significa que o reajuste não depende apenas da utilização daquele grupo específico, mas do comportamento de toda a carteira agrupada pela operadora.

Já os contratos empresariais com mais de 30 vidas possuem negociação própria e costumam considerar dois fatores principais: a variação dos custos médico-hospitalares e a sinistralidade do contrato, indicador que mede a relação entre o valor pago à operadora e a utilização efetiva do plano pelos beneficiários.

Quanto maior a utilização médica e hospitalar em relação à receita do contrato, maior tende a ser o reajuste aplicado na renovação anual.

“Muitas empresas ainda acreditam que o reajuste depende exclusivamente da inflação médica, mas a sinistralidade tem um peso enorme nos contratos empresariais maiores. Quando o uso do plano cresce acima do previsto atuarialmente, isso impacta diretamente o índice de renovação”, explica Moreira.


Quando a idade pesa

Outro ponto que frequentemente gera dúvidas entre os consumidores é o reajuste por faixa etária. Regulamentado pela ANS, ele ocorre conforme mudanças de idade previstas contratualmente e segue regras específicas estabelecidas pela agência.

Atualmente, os contratos seguem dez faixas etárias, com aumentos permitidos em idades previamente definidas. A legislação determina limites proporcionais entre as faixas, justamente para evitar aumentos considerados abusivos.

Ainda assim, especialistas apontam que a combinação entre reajuste anual e mudança de faixa etária pode causar impactos expressivos no orçamento familiar, especialmente entre consumidores mais velhos.

Para Rogério Moreira, o cenário reforça a necessidade de orientação especializada e planejamento contínuo.

“O plano de saúde deixou de ser apenas uma despesa médica e passou a exigir gestão financeira. Tanto famílias quanto empresas precisam acompanhar os índices, entender o comportamento do contrato e avaliar constantemente se o modelo contratado continua adequado para aquela realidade”, conclui.

Dados da ANS mostram que o Brasil encerrou 2025 com mais de 52 milhões de beneficiários em planos médico-hospitalares, reforçando o impacto direto que os reajustes têm sobre o orçamento de milhões de pessoas e empresas em todo o país.  


Grupo AllCross
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Quando o plano de saúde vira barreira e não acesso

 

Durante muito tempo, a carteirinha do plano de saúde no bolso foi sinônimo de tranquilidade. Era ela que dava a sensação de que, se algo acontecesse, haveria acesso rápido a médicos, exames e à estrutura que a medicina tem de mais avançada.

 

Mas essa percepção começa a mudar e os dados ajudam a mostrar essa virada. O Relatório Global sobre Saúde Corporativa 2026, da consultoria internacional Howden, ouviu quase duas mil empresas e colaboradores ao redor do mundo, incluindo um recorte importante no Brasil.

 

Entre os brasileiros, 59,2% dos beneficiários dizem já ter deixado de procurar atendimento médico por causa de custos adicionais, como a coparticipação. Esse número costuma aparecer em debates como prova de que a coparticipação estaria afastando pacientes do sistema. Mas a realidade é mais complexa e olhar apenas para esse fator acaba escondendo um problema muito mais profundo.

 

A coparticipação é apenas um sintoma de um sistema que vem se consolidando há algum tempo.

 

Nos últimos anos, um movimento silencioso ganhou força: muitos médicos começaram a sair das redes credenciadas dos planos. A razão é simples. Em muitos casos, o valor pago pelas operadoras pelas consultas se tornou baixo demais para sustentar a prática médica.

 

Diante disso, profissionais passaram a priorizar o atendimento particular e orientar os pacientes a solicitar reembolso depois. Esse movimento muda completamente a dinâmica do sistema.

 

O paciente continua tendo plano de saúde, mas encontrar consulta dentro da rede credenciada passou a ser cada vez mais difícil.

 

É justamente nesse espaço que começaram a crescer as clínicas médicas especializadas em consultas. Elas oferecem agendas mais rápidas, preços claros e, muitas vezes, um atendimento mais acessível do que esperar semanas, ou até meses, por uma consulta dentro do próprio plano.

 

Na prática, surge uma situação curiosa: pessoas que têm plano de saúde, mas que acabam pagando consultas por fora porque precisam de atendimento rápido. Isso mostra que o problema não é apenas financeiro. Ele é, principalmente, de acesso.

 

Criou-se uma espécie de “zona cinzenta” na saúde suplementar: pacientes que tecnicamente têm cobertura, mas que enfrentam obstáculos cada vez maiores para usar o serviço que já pagam.

 

Esse cenário fica ainda mais contraditório quando olhamos para a evolução da medicina. Nunca tivemos tantos avanços. Diagnósticos mais precisos, tratamentos menos invasivos e tecnologias capazes de acelerar a recuperação dos pacientes.

 

Mesmo assim, muitas dessas inovações demoram anos para chegar aos sistemas de cobertura ou encontram barreiras burocráticas para serem utilizadas. A justificativa quase sempre é a mesma: controlar custos.

 

O problema é que, na saúde, a economia de curto prazo muitas vezes vira despesa maior no futuro. O que se evita gastar hoje com diagnóstico precoce ou tecnologia mais eficiente frequentemente reaparece depois na forma de tratamentos mais complexos, internações longas e recuperação mais difícil para o paciente.

 

A sustentabilidade financeira dos planos é, claro, uma discussão necessária. Saúde é um setor complexo e precisa de equilíbrio econômico para funcionar. Mas quando a discussão se limita apenas a cortar custos ou restringir acesso, o sistema começa a perder o seu propósito.

 

No Brasil, cerca de 70% dos planos de saúde são corporativos, oferecidos pelas empresas aos seus funcionários. O que começa a aparecer agora é uma contradição cada vez mais evidente: as empresas continuam pagando pelo benefício, enquanto os colaboradores sentem que o acesso ao atendimento está ficando mais difícil.

 

Quando esse tipo de desequilíbrio se instala, a consequência costuma ser previsível. A corda acaba arrebentando sempre na ponta mais frágil: o paciente.

 

Se quisermos preservar o papel da saúde suplementar no Brasil, será preciso ir além das explicações simplistas. O debate precisa incluir remuneração médica, qualidade da rede, acesso real ao atendimento e a incorporação responsável de inovação.

 

Porque um plano de saúde só faz sentido quando abre portas. Quando começa a criar barreiras, é sinal de que o sistema precisa ser repensado. 

 

Andrea Mendes - CEO do Grupo Hemocat e idealizadora da Cath Care, com atuação voltada à inovação e ao acesso a tecnologias médicas no Brasil.



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