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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Análise em rede: renda domiciliar complementa avaliação de crédito e está associada a até 31% de redução no percentual de inadimplência, aponta estudo da Serasa Experian

• Percentual de inadimplentes pode cair até 31% entre idosos e 24% entre jovens em domicílios de maior renda

• Mesmo entre consumidores de baixa renda, contexto domiciliar está associado a redução de 17% no percentual de inadimplentes

• Considerar o contexto domiciliar amplia a compreensão do comportamento financeiro do consumidor

 

A inclusão de novas variáveis na análise de crédito tem ampliado a capacidade de compreensão sobre o comportamento financeiro dos brasileiros. Um estudo inédito da Serasa Experian, primeira e maior datatech do país, mostra que considerar o contexto do domicílio, como a renda estimada das pessoas que moram na mesma casa, complementa a análise baseada no perfil individual e está associado a reduções relevantes nos níveis de inadimplência - definido pelo percentual CPFs com atrasos superiores a 60 dias após a concessão de um crédito - em diferentes perfis de consumidores.

 

Os dados indicam que consumidores inseridos em domicílios com maior renda apresentam menor probabilidade de inadimplência. Entre pessoas com 60 anos ou mais, o percentual de inadimplentes cai de 9,4% para 6,5% quando estão em domicílios com renda acima de cinco salários-mínimos, o que significa uma redução de aproximadamente 31%. Entre jovens de até 25 anos, a queda é de 24%, passando de 15,9% para 12,1% no mesmo cenário.

 

O comportamento também é observado em outras faixas. Mesmo em domicílios com renda intermediária (cerca de três salários-mínimos), o percentual de inadimplentes entre jovens já apresenta redução, indicando que o contexto contribui para uma leitura mais abrangente do perfil financeiro.

 


Ao combinar a renda individual estimada com a renda estimada do domicílio, é possível ampliar e complementar a leitura sobre a capacidade financeira. Entre pessoas com renda individual de até dois salários-mínimos, o percentual de inadimplentes é de 13%, mas cai para 10,8% quando essas pessoas estão inseridas em domicílios com renda mais elevada, ou seja, uma redução de cerca de 17%. 

No consolidado geral, o percentual de inadimplentes cai de 11,4% para 8,1% ao comparar domicílios de menor renda com aqueles de maior renda, uma redução de aproximadamente 29%.

 


“Os dados reforçam que a análise de crédito pode se beneficiar de uma visão cada vez mais completa do consumidor, composta por mais camada de informação. A renda  estimada individual segue sendo um indicador fundamental, mas, ao incorporar o contexto do domicílio, é possível enriquecer essa leitura e tornar as decisões ainda mais precisas e aderentes à realidade financeira. Com o uso de tecnologia avançada e dados cada vez mais atualizados, incluindo sinais de consumo em tempo real, os modelos se tornam mais acurados e sensíveis ao comportamento financeiro do consumidor. Com isso, os credores podem tomar decisões mais bem munidos de informações, o que contribui com ganhos de eficiência ao longo de toda a jornada de crédito”, afirma Eduardo Mônaco, vice-presidente de Crédito e Software Solutions da Serasa Experian.

 

Diferenças regionais seguem o mesmo padrão

 

O comportamento se repete em diferentes regiões do país. No Sudeste, o percentual de inadimplentes cai de 12,3% para 9,9% em domicílios de maior renda, uma redução de cerca de 20%. No Nordeste, a queda é de 14,2% para 11,5% (19%), enquanto no Norte o percentual recua de 14,7% para 11,9% em faixas intermediárias de renda domiciliar.

 

 

Tecnologia amplia a análise


Os dados fazem parte da solução Renda 360, da Serasa Experian, que amplia a análise tradicional ao incorporar o contexto financeiro do domicílio e da rede de relacionamentos do consumidor. A partir do cruzamento de informações como geolocalização e comportamento digital, o modelo estima a renda agregada e contribui para uma avaliação mais completa da capacidade financeira. Essa abordagem também vem sendo aplicada ao Score, com o Score 360, que incorpora a visão em rede para tornar a leitura de risco mais precisa.

 

“A utilização de dados comportamentais exclusivos tende a fortalecer os modelos de análise de risco, ampliando a capacidade de avaliação em diferentes perfis de consumidores, contribuindo para uma concessão de crédito mais alinhada ao contexto financeiro das pessoas”, completa Mônaco.

 

Metodologia


O estudo foi elaborado a partir da solução Renda 360 da Serasa Experian, que analisa o consumidor com base em sua rede de relacionamento, considerando a renda estimada individual e a renda agregada estimada do domicílio. A construção da base utiliza informações como geolocalização e comportamento digital e contempla indivíduos economicamente ativos, com 18 anos ou mais. Essas informações não impactam o cálculo individual da renda estimada e do Score do consumidor. 

O percentual de inadimplentes considera CPFs com atrasos superiores a 60 dias após a concessão de um crédito.


Experian
experianplc.com


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