Para
o especialista Anderson Moreira, da Global Tech Institute, os motores centrais
da IA seguem em franca aceleração, impulsionando transformação digital,
automação e ganhos massivos de produtividade
O
ritmo de expansão da Inteligência Artificial consolida o setor como o mais
dinâmico da tecnologia. Segundo levantamento do Stocklytics.com com dados da
Statista, o mercado global de IA deve superar a marca histórica de US$ 1
trilhão já em 2031, ingressando no seleto grupo das maiores indústrias
mundiais, ao lado de saúde, finanças e manufatura.
A
projeção aponta crescimento de 31% apenas em 2025, alcançando US$ 244 bilhões.
De 2027 a 2030, o setor dobrará de tamanho, passando de US$ 400 bilhões para
mais de US$ 800 bilhões. Esse avanço ocorre apesar de juros elevados, tensões
comerciais e regulamentações mais rigorosas para big techs. “Os motores
centrais – software, aplicações comerciais e serviços em nuvem – seguem em
franca aceleração, impulsionando transformação digital, automação e ganhos
massivos de produtividade nas empresas”, afirma Anderson Garcia Moreira,
integrante do Global Tech Institute.
A base
global de usuários de IA deve triplicar até 2031, saltando dos atuais 350
milhões para 1,1 bilhão de pessoas. No Brasil, startups e gigantes de
tecnologia já aceleram investimentos em ferramentas de análise preditiva,
atendimento ao cliente e otimização de cadeias produtivas, acompanhando a
tendência mundial.
O
impacto no PIB global também será expressivo: em cenário moderado, a IA pode
elevar a economia mundial em 11,5% até 2031 – três vezes o efeito atual. Na
projeção mais otimista, esse salto chega a 12,8%.
Contudo,
o crescimento traz desafios urgentes. A regulamentação do setor e a segurança
de dados ganham prioridade, ao mesmo tempo que o mercado de trabalho se
reconfigura, exigindo requalificação profissional em massa. “Empresas e
governos precisam agir já para colher os benefícios da IA sem deixar brechas
éticas ou sociais”, completa Moreira.
Com
US$ 1 trilhão em horizonte próximo, a inteligência artificial deixa de ser
promessa e se torna o pilar da próxima economia global.

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