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sábado, 2 de maio de 2026

Perda de colágeno e definição facial aceleram a adesão a procedimentos não cirúrgicos

Segundo o último estudo da Allergan, “The Future of Aesthetics”, perceber os sinais de envelhecimento tem levado os consumidores globais a considerar tratamentos não cirúrgicos.

 

Sabe aquele momento em que você se olha no espelho e não se reconhece? Com o envelhecimento natural da pele formando rugas, linhas de expressão e sulcos no tecido celular, a perda do brilho facial é resultado de uma série de fatores que levam à sensação de estranheza geral, como a redução do colágeno e da elasticidade da pele. 

Esse fenômeno, no entanto, não ficou sem resposta. De acordo com o último estudo da Allergan, The Future of Aesthetics, perceber os ‘sinais de envelhecimento’ é o principal fator que leva os consumidores a considerar tratamentos não cirúrgicos. Entre os pacientes entrevistados, homens e mulheres de 25 a 64 anos, cerca de 45% concordam que ‘envelhecer’ é o motivo de aderirem aos tratamentos estéticos faciais. 

Ainda nesse ritmo, segundo a pesquisa, aproximadamente 67% dos consumidores globais optariam por tratamentos estéticos não cirúrgicos, capazes de estimular o próprio corpo a aumentar a produção de colágeno. Essa busca acelerada por tratamentos estéticos que possam retardar o ‘envelhecimento’ é observada pela biomédica esteta Jéssica Magalhães, ao longo de dez anos à frente do seu consultório.

“Esse estranhamento não costuma vir de uma ou outra ruga específica, mas de uma mudança geral no arquétipo facial. O que eu observo, na prática clínica, é a perda progressiva do contorno, da sustentação e da definição facial. Esses três sinais, que juntos apontam para o envelhecimento mais nítido da pele, são acompanhados da  reabsorção óssea, junto a queda dos compartimentos de gordura e os níveis de colágeno. Isso faz com que a face perca projeção e comece a ‘descer’, alterando proporções que antes eram equilibradas”, explica a biomédica esteta. 

Para devolver a jovialidade do rosto, segundo Jéssica, é necessário uma leitura que considere não somente a superfície da pele, mas a tridimensionalidade do rosto, atuando em suas camadas mais profundas. Entre as abordagens mais utilizadas nesse tipo de intervenção, a profissional destaca os bioestimuladores de colágeno na recuperação da densidade e firmeza progressiva da pele. “O uso do preenchedor com ácido hialurônico, aplicados em pontos estratégicos de sustentação, como a região malar, têmporas e mandíbulas, também são essenciais para o processo, visto que as áreas citadas funcionam como pilares da face”, elucida. 

Procedimentos como a toxina botulínica também entram como aliados importantes, principalmente no controle da ação muscular que acentua linhas de expressão. No entanto, a especialista reforça que o resultado natural depende do equilíbrio entre as técnicas. “O excesso ou a aplicação inadequada pode gerar o efeito contrário ao desejado. Por isso, o planejamento individualizado é o que garante harmonia facial”, comenta. 

Além dos procedimentos em consultório, Jéssica destaca que o cuidado contínuo com a pele é parte essencial desse processo de contenção dos sinais do tempo. Rotinas que incluem o uso de antioxidantes, como vitamina C, retinoides para estímulo de renovação celular e fotoproteção diária contribuem diretamente para a manutenção da qualidade da pele. 

“Essa rotina de cuidados não entrega resultados imediatos, mas constrói uma pele resistente, saudável e com aspecto rejuvenescido. O cuidado diário com a pele, por exemplo, é o que determina como esse envelhecimento vai se manifestar ao longo dos anos. Quando há constância no uso de ativos (antioxidantes), a pele preserva a qualidade e mantém seu aspecto uniforme, viçoso e naturalmente rejuvenescido. É um processo silencioso, mas determinante para a saúde e a aparência da pele no futuro”, conclui 

 

Inteligência artificial passa a guiar consultas e procedimentos estéticos

 

Gigante da engenharia de medição chega à dermatologia com aparelho capaz de fotografar, analisar e avaliar a qualidade da pele
 

Com a inteligência artificial ganhando espaço na rotina das clínicas, a Entera, empresa especializada em soluções para o mercado de estética médica, apresenta a AURA, plataforma avançada de captura de imagem e análise facial em 3D que transforma o diagnóstico em uma ferramenta de decisão. Mais do que analisar a pele, a tecnologia organiza dados e, com o apoio da IA, auxilia médicos na construção de planos de tratamento mais precisos e personalizados, tornando a consulta mais visual, inteligente e integrada ao fluxo de atendimento. 

Desenvolvida para atuar diretamente no momento da consulta, o equipamento realiza a análise imediata das condições da pele, identificando automaticamente características como rugas, poros, manchas e vasos. A plataforma também oferece recursos de simulação que apoiam a recomendação de tratamentos, tornando o diagnóstico mais visual e objetivo. 

Para a Dra. Marina Hayashida, a iniciativa marca um passo estratégico no portfólio da marca que acompanha as tendências e transformações do setor: “A AURA nasce a partir da necessidade de tornar a consulta mais clara e objetiva. Observamos que, muitas vezes, o diagnóstico ainda não acompanhava a evolução dos tratamentos em termos de tecnologia e integração. Nossa proposta foi estruturar esse momento de forma mais fluida e conectada”, afirma. 

Além da experiência do paciente, a tecnologia também contribui para a eficiência das clínicas ao centralizar etapas e padronizar o acompanhamento ao longo do tempo, com documentação estruturada da evolução dos tratamentos. 

A solução foi desenvolvida com base na engenharia de precisão da Hexagon, empresa global reconhecida por tecnologias de medição e realidade digital aplicadas em setores de alta performance. Essa base tecnológica é aplicada ao contexto da estética com foco em ampliar a consistência dos diagnósticos e apoiar decisões clínicas mais seguras. 



AURA - plataforma de diagnóstico facial em 3D que combina captura de imagem avançada, análise detalhada da pele e inteligência artificial para criar planos de tratamento personalizados, oferecendo uma experiência de realidade digital inovadora para profissionais e pacientes da estética médica.

Entera - empresa comprometida em priorizar a estética pautada pela ética.


O que a vitamina A pode fazer por nossa beleza

Médico dá dicas e explica os benefícios da vitamina A para cabelos, pele e unhas 

 

A vitamina A é um micronutriente que fornece vários benefícios à saúde quanto à visão, pele e cabelos. “No que diz respeito à saúde e beleza da pele e cabelos, ela é um poderoso antioxidante e ajuda também na produção de queratina dos folículos capilares”, destaca Dr. Franklin Veríssimo, Especialista e pós-graduado em Laser, Cosmiatria e Procedimentos pelo Hospital Albert Einstein-SP.  

“A vitamina A é essencial não somente para o desenvolvimento normal da pele, mas também para o crescimento e manutenção dos ossos, glândulas, dentes, unhas e cabelos. Esta vitamina penetra na pele, contribuindo para que permaneça lisa, saudável e melhorando suas propriedades de barreira de água, mantendo assim a pele hidratada”, detalha Dr. Franklin.  

A vitamina A ou Retinol  ou ácido retinóico ( sua forma ácida) podem ter indicação de uso desde os primeiros sinais de envelhecimento cutâneo, “e não há idade definida para fazer uso e sim indicação clínica - e é durante uma consulta com o dermatologista que isso será definido”, alerta o médico.   

Cosméticos com vitamina A podem ajudar a melhorar a imunidade da pele. “Podem ser bons complementos a tratamentos personalizados.  A vitamina A atua na produção de colágeno e o seu consumo em níveis adequados propicia uma pele tonificada.  Rugas e outros sinais de envelhecimento podem ser retardados”, afirma Dr. Franklin que atua com medicina estética.   

“É possível encontrar produtos com vitamina A e fórmulas manipuladas.  Nas duas formas, deve ser sempre prescrito por médico e personalizado para o paciente”, reforça Dr. Franklin Veríssimo.   

Cabe destacar que, segundo o médico, o excesso da vitamina A no organismo pode gerar problemas como descamação da pele e queda de cabelo.  É fundamental a consulta realizada pessoalmente com o médico.    



Fonte: Dr. Franklin Verissimo - CRM-CE 10920 - Especialista e pós-graduado em Laser, Cosmiatria e Procedimentos pelo Hospital Albert Einstein-SP. Médico. Formação em Medicina Estética. Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará-CE. Especialista e pós-graduado em Laser, Cosmiatria e Procedimentos pela Universidade Estadual do Ceará-CE. Especialista e pós-graduado em Medicina RM Estética pelo Instituto BWS-SP.

Alimentação equilibrada pode influenciar mais o ganho de massa do que foco isolado em proteína, aponta estudo

Resultado reforça algo que muita gente esquece na musculação recreativa: não existe atalho nutricional que substitua uma base alimentar bem construída


A ideia de que ganhar massa muscular depende quase exclusivamente de proteína pode estar simplificando demais o processo. Um estudo publicado em janeiro de 2026 na Scientific Reports, periódico do grupo Nature, sugere que, entre praticantes recreacionais, o desempenho físico e a composição muscular podem estar mais associados ao padrão alimentar como um todo do que ao consumo isolado de um único macronutriente.

Para Anderson Moraes, sócio e preparador físico da Seven7Play, o estudo ajuda a colocar os pés no chão em meio ao excesso de promessas rápidas que circulam no universo fitness.

“Existe uma cultura de resumir tudo à proteína, como se ela resolvesse sozinha ganho de massa, recuperação e rendimento. O estudo mostra justamente o contrário: o corpo responde melhor quando existe equilíbrio. Não adianta querer construir resultado sólido em cima de uma alimentação desorganizada”, afirma.

A pesquisa avaliou 78 jovens saudáveis e fisicamente ativos, sendo 45 mulheres e 33 homens, com idade média de 20 anos. Todos eram não atletas. Os participantes responderam a questionários alimentares, realizaram teste físico até a exaustão e tiveram amostras de sangue coletadas antes do exercício, duas horas depois e 48 horas após o esforço.

Os pesquisadores analisaram marcadores de dano muscular, como creatine kinase (CK) e lactate dehydrogenase (LDH), além de citocinas inflamatórias e composição corporal. O principal achado foi a associação positiva entre um padrão alimentar que combinava proteínas, carboidratos e gorduras e o número de repetições no teste físico, com efeito mediado pela massa muscular.

Na leitura de Anderson Moraes, o trabalho reforça um ponto importante para quem treina sem objetivos competitivos, mas busca evolução consistente.

“Muita gente que treina por estética ou saúde entra numa lógica de obsessão: contar proteína o tempo inteiro, cortar grupos alimentares, demonizar gordura e esquecer o restante. Só que desempenho, recuperação e composição corporal não nascem de uma conta isolada. Eles são construídos por uma rotina alimentar coerente”, diz.

O estudo também destacou o papel das gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas no modelo estatístico, o que sugere que a qualidade das gorduras consumidas pode ser relevante tanto para performance quanto para recuperação muscular.

Segundo Anderson, esse é um recado valioso para quem ainda associa alimentação “boa” apenas a frango, whey e restrição exagerada.

“Quando a pessoa entende alimentação de forma madura, ela para de procurar um nutriente salvador. Resultado vem de contexto: boas fontes de proteína, carboidrato suficiente para treinar bem, gorduras de melhor qualidade, micronutrientes e constância. O básico bem-feito continua sendo mais poderoso do que modinha”, ressalta.

Outro ponto observado pelos pesquisadores foi a identificação de dois perfis inflamatórios distintos. Um deles apareceu ligado negativamente a proteínas, gorduras insaturadas, folato e vitamina D. O outro mostrou associação positiva com açúcares simples e gorduras saturadas, perfil considerado menos favorável do ponto de vista inflamatório.

Os dados também revelaram um contraste importante: embora o consumo de proteína estivesse acima das recomendações mínimas de referência, nutrientes como folato, vitamina D e fibra ficaram abaixo do ideal entre os participantes. Os carboidratos, por sua vez, apareceram ligeiramente acima do valor de referência usado no estudo.

Para Anderson Moraes, esse tipo de resultado ajuda a corrigir distorções comuns entre frequentadores de academia.

“Tem gente que acha que está fazendo tudo certo porque bateu proteína, mas ignora fibra, vitaminas, qualidade das gorduras e até a energia necessária para sustentar o treino. O corpo não enxerga dieta em pedaços. Ele responde ao conjunto”, afirma.

Na avaliação da Seven7Play, o estudo contribui para um debate mais realista sobre alimentação e musculação recreativa. Em vez de reduzir a discussão à suplementação ou ao consumo elevado de proteína, o trabalho aponta para a importância de uma rotina alimentar mais variada, consistente e compatível com recuperação muscular, composição corporal e desempenho.

“Para quem treina de forma recreativa, o maior erro talvez seja buscar soluções extremas para um processo que depende de consistência. Esse estudo reforça exatamente isso: comida de qualidade, estratégia e regularidade continuam valendo mais do que qualquer obsessão isolada”, conclui Anderson Moraes.


Limitações do estudo

O estudo é observacional, o que significa que identifica associações, não uma relação direta de causa e efeito. Além disso, a amostra foi composta por jovens saudáveis, fisicamente ativos e não atletas, o que limita a extrapolação dos resultados para atletas de alto rendimento, idosos, iniciantes sedentários ou praticantes de fisiculturismo competitivo. 



Seven7Play
www.seven7play.com.br


5 atitudes para quem cansou de viver no automático

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Lúcia Helena e Isabella Galvão propõem caminho para sustentar uma existência com sentido

 

Existe uma diferença importante entre passar pela vida e, de fato, vivê-la. E justamente agora, em que quase tudo se torna descartável, inclusive ideias, relações e valores, reaprender a pensar se torna essencial. Não no sentido acadêmico ou distante, mas naquilo que toca diretamente a experiência: como lidamos com o outro, com as frustrações, com o tempo e, principalmente, com nós mesmos.  

No livro Filosofia com Aroma de Café – reflexões de mãe e filha (Hanoi Editora), Lúcia Helena Galvão e Isabella Galvão partem dessa provocação para mostrar que a filosofia não é um exercício abstrato, mas uma prática cotidiana. Ao observar a vida com mais atenção, elas propõem um caminho de consciência que não afasta o indivíduo do mundo, mas o reinsere nele com mais lucidez, profundidade e responsabilidade. 

Confira cinco ideias do livro que funcionam como pontos de inflexão, sugerindo mudanças sutis de perspectiva que, ao longo do tempo, transformam a forma de viver: 


  1. Não basta acreditar,é preciso reconhecer a verdade em si

Repetir ideias não é o mesmo que compreendê-las. O livro propõe uma virada importante: sair do campo das crenças e caminhar em direção à experiência direta. Quando algo é verdadeiro, ele não se sustenta apenas como discurso, mas se impõe como evidência interna. 


  1. Viver é sustentar o equilíbrio entre o concreto e o ideal

A vida não se resolve somente na prática ou só no discurso elevado. Existe um exercício constante de equilíbrio entre o que fazemos todos os dias e os valores que escolhemos sustentar. Ser coerente entre esses dois planos é o que dá direção à existência. 


  1. A crise pode ser sinal de crescimento,não de fracasso

Nem toda ruptura indica erro. Muitas vezes, ela marca o fim de uma etapa que já não comporta mais quem você se tornou. Encarar a crise como um movimento de ampliação, e não de perda, transforma a relação com o desconforto e com a mudança. 


  1. O ser humano se constrói nas relações

A ideia de autonomia absoluta é, em grande parte, uma ilusão. Somos definidos pelos vínculos que criamos, pela capacidade de sair do próprio eixo e considerar o outro. É nesse movimento que a vida ganha densidade, sentido e permanência. 


  1. Autoconhecimento exige prática, não apenas intenção

Olhar para dentro não é um evento pontual, mas um exercício contínuo. Questionar motivações, rever atitudes e distinguir o que é essência do que é máscara são processos que exigem disciplina. É nesse trabalho silencioso que se constrói uma vida mais consciente. 

Por fim, Lúcia Helena e Isabella Galvão propõem algo simples, mas exigente: viver com presença e responsabilidade sobre si mesmo. Como em uma boa conversa, mãe e filha instigam o leitor a sustentar perguntas que, com o tempo, transformam não apenas os pensamentos, mas a própria existência. 

 

Jéssica, a nova cuca das crianças

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Personagem inventada e viralizada nas redes para silenciar o choro de uma criança traz a pergunta: interromper ou compreender o sentimento infantil?

 

No dinâmico e imprevisível mundo da internet, há conteúdo que viraliza não porque é bom, mas porque é fácil. A nova “técnica” da vez que ganhou as redes recentemente atende pelo nome de “Jéssica”, uma personagem inventada, convocada sob medida para silenciar o choro de uma criança.

 

A técnica é rápida e eficaz, e funciona por um motivo simples: medo. Não se trata de algo inovador, mas de uma versão atualizada do velho “homem do saco” ou da “Cuca” ou até da “polícia”. Só que agora com filtro de rede social e trilha de risadas ao fundo.

 

“Mas, o que parece um truque inofensivo carrega uma lógica desagradável: a de que o desconforto da criança precisa ser interrompido, não compreendido. O ciclo se repete: a criança chora, o adulto se impacienta, chama a “Jéssica” e o choro cessa, não porque a criança conseguiu se conter, mas porque ela acionou o mecanismo de alerta”, diz Yafit Laniado, psicanalista e hipnoterapeuta, criadora da Relacionamentoria, consultoria especializada no relacionamento entre pais e filhos.

 

Yafit explica que ao terceirizar o apelo para a personagem Jéssica, a criança não aprende a se acalmar. Ela aprende a se proteger. “Ao introduzir uma ameaça invisível, o adulto até ganha silêncio imediato. Contudo, planta na criança um companheiro indesejado para toda a vida: a insegurança. Isso porque ela não entende ironia, nem contexto social, nem ‘brincadeira’ como o adulto define. A criança entende que existe algo desconhecido, fora do seu controle, que pode aparecer quando ela expressa emoção”.

 

Na tarefa diária de educar, de formar os filhos, a mensagem que “Jéssica” instala é que demonstrar emoção não é bom. “Do ponto de vista do desenvolvimento emocional isso não é um detalhe. A forma como o adulto responde ao sofrimento infantil molda o senso de segurança, pertencimento e valor da criança”, diz a especialista.

 

Para Yafit, silenciar não é regular, assim como assustar não é educar.

 

“Se a personagem inventada resolve rápido, é porque ela interrompe. Mas educar não é interromper, é ensinar o que fazer com o que sentimos. Assim, a pergunta não é sobre como fazer a criança parar de chorar, mas sobre como podemos ajudar essa criança a superar este momento”, ressalta Yafit.

 

A especialista indica que há caminhos mais exigentes e muito mais eficazes, como validar antes de direcionar; nomear emoções; manter limites com firmeza e respeito, sem precisar usar o medo como ferramenta de autorregulação.

 

“Precisamos saber nos colocar como adultos e liderar a relação, demonstrando

para a criança que ela está segura ao nosso lado. Nenhuma ‘Jéssica’, ‘homem do saco’, ‘Cuca’ ou ‘loira do banheiro’ será capaz de ensinar a criança a se acalmar a partir de suas próprias forças”, conclui a especialista.

Ansiedade em três níveis: como mente, corpo e comportamento revelam o impacto do transtorno

Especialista explica como pensamentos, reações físicas e padrões de ação se conectam na experiência ansiosa e por que interromper o piloto automático é essencial


A ansiedade é uma resposta natural do organismo diante de situações percebidas como ameaçadoras, mas, quando se torna frequente e intensa, passa a afetar profundamente a vida cotidiana. Especialistas apontam que esse fenômeno não ocorre de forma isolada: ele se manifesta em três níveis interligados, cognitivo, físico e comportamental, influenciando desde a forma como a pessoa pensa até como age diante das situações.

 

A ansiedade no cognitivo   

No nível cognitivo, a ansiedade se expressa por meio de pensamentos recorrentes e difíceis de controlar. Preocupações excessivas, cenários negativos e ideias catastróficas passam a dominar a mente. É comum que a pessoa relate dificuldade para relaxar, sensação constante de que algo ruim está prestes a acontecer e a presença de pensamentos intrusivos e repetitivos, que surgem de maneira involuntária.

Na prática, a ansiedade provoca: 

·         Preocupações, tensões e medos exagerados

·         Sensação contínua de catástrofe, de que algo ruim vai acontecer. 

·         Pensamentos repetitivos e intrusivos. Dificuldade de relaxar a mente

·         Medo de errar, ser julgado ou humilhado

·         Sensação de falta de controle sobre pensamentos, imagens ou impulsos

 

De acordo com a psicóloga Blenda Oliveira, doutora em Psicologia pela PUC-SP, há um mecanismo central que sustenta esse funcionamento. “Na ansiedade, existe uma diferença importante entre o que acontece, como interpretamos e o que sentimos. Muitas vezes, não reagimos ao que aconteceu, mas ao que imaginamos que pode acontecer”, explica. Segundo ela, esse processo pode ser compreendido a partir da sequência evento, interpretação e emoção, na qual a leitura distorcida da realidade intensifica o sofrimento.


Esse padrão cognitivo também se caracteriza pela dificuldade de interromper o fluxo de pensamentos. A mente ansiosa tende a girar em torno de possibilidades futuras, tentando prever riscos e evitar erros. “O pensamento do ansioso não descansa, ele gira, busca se antecipar. É como um ‘e se’ que nunca termina. A ansiedade cresce justamente na lacuna de certeza”, afirma Blenda Oliveira.

 

A ansiedade no corpo físico 

 

No nível físico, o corpo responde diretamente a esse estado de alerta permanente. Sintomas como taquicardia, respiração acelerada, tensão muscular e inquietação são comuns. Essas reações fazem parte do sistema de defesa do organismo, mas, quando ativadas de forma contínua, podem gerar desgaste significativo, afetando o sono, a concentração e a saúde geral. “O corpo não diferencia um perigo real de um perigo imaginado quando a interpretação já foi feita como ameaça. Por isso, ele reage como se estivesse em risco o tempo todo”, acrescenta Blenda Oliveira.

 

No corpo:

·         Taquicardia

·         Respiração acelerada

·         Tensão muscular

·         Sensação constante de alerta

·         A ansiedade no comportamento 

 

Ansiedade no nível comportamental

 

A ansiedade influencia a forma como as pessoas agem, se relacionam e tomam decisões. Entre os padrões mais comuns estão a procrastinação, a evitação de situações percebidas como ameaçadoras, a necessidade excessiva de controle e a busca constante por segurança ou confirmação. Em alguns casos, a pessoa pode apresentar agitação intensa; em outros, uma sensação de paralisação diante das demandas. 

·         Procrastinação

·         Evitação de situações

·         Necessidade de controle

·         Busca excessiva por segurança ou confirmação

·         Agitação ou paralisação 

Esse conjunto de respostas evidencia como a ansiedade pode colocar o indivíduo em um modo automático de funcionamento, no qual pensamentos, emoções e ações se retroalimentam. Romper esse ciclo exige, antes de tudo, consciência sobre o próprio processo interno. Uma das estratégias indicadas por especialistas é o chamado teste de realidade, que consiste em interromper o fluxo automático e questionar se aquilo que se pensa corresponde a um fato concreto ou a uma interpretação.

 

Compreender a ansiedade a partir desses três níveis permite não apenas reconhecer seus sinais, mas também desenvolver formas mais eficazes de enfrentamento. Ao identificar padrões de pensamento, observar as reações do corpo e refletir sobre comportamentos, torna-se possível construir respostas mais conscientes e menos reativas diante das incertezas do cotidiano.

 

Blenda Oliveira - doutora em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP). É autora do livro Fazendo as pazes com a ansiedade, publicado pela Editora Nacional, que foi indicado ao Prêmio Jabuti em 2023. A especialista também palestra sobre saúde mental e autoconhecimento e vem se dedicando ao tema do envelhecimento e solidão.

 

Quando o coração não acompanha o relógio

 

Há décadas o ritmo da vida humana acelera. Mas o pulsar do coração não acompanha essa velocidade. A nossa biologia não vai mudar só porque a demanda externa pede. Há um descompasso silencioso entre o corpo e o ambiente. Terreno fértil para o adoecimento.

É nesse cenário que uma discussão urgente se instala. A jornada 6x1 volta ao centro do debate político, econômico e social, enquanto a atualização da NR-1, que passa a incluir os riscos psicossociais como responsabilidade das organizações, avança no Brasil.

Os dados acendem um alerta: o país está entre os de maiores índices de ansiedade do mundo. Em relação à depressão, uma das principais causas de afastamento do trabalho, o país ocupa posição de destaque global, com 11,5 milhões de brasileiros afetados. E há mais: os relatos de burnout crescem de forma significativa. Reconhecido na CID desde 2022, o burnout é um estado de esgotamento físico e emocional causado por estresse crônico no trabalho, marcado por exaustão, distanciamento mental e queda de desempenho.

Onde estamos escorregando? O que ainda não estamos conseguindo ver? Além das perdas econômicas, trata-se de uma questão de saúde pública. A cada ano, há mais pessoas deprimidas, ansiosas, estressadas e exaustas.

A Organização Mundial da Saúde, em conjunto com a Organização Internacional do Trabalho, reconhece que as condições de trabalho são determinantes centrais da saúde mental. Reduzir a jornada pode ajudar, mas não basta. É preciso compreender a origem desse estado de alerta constante que mantém o organismo sob pressão contínua.

Diante desse cenário, falar em felicidade no trabalho pode soar ingênuo. Mas ignorar o problema é mais arriscado. O corpo, em escala populacional, emite sinais claros de sobrecarga. Estamos dispostos a escutar? Quando um número crescente de pessoas adoece, a explicação não pode ser reduzida à fragilidade individual. Estamos diante de um adoecimento coletivo produzido por ambientes que nós mesmos criamos.

Nesse contexto, a NR-1 representa um avanço importante. Mas surge um novo desafio: estamos preparados para essa mudança? Transformar culturas de trabalho exige revisão de práticas e, sobretudo, de mentalidade — ainda fortemente orientada pela lógica da produtividade a qualquer custo, gerando medo, ansiedade e burnout.

Há uma dimensão estrutural que precisa ser transformada: modelos de trabalho mais sustentáveis e organizações genuinamente comprometidas com a saúde mental.

Mas há também uma dimensão individual. O corpo humano precisa de ciclos: esforço, pausa e recomposição. Quando a pausa se torna insuficiente, o estado de alerta deixa de ser adaptativo e vira desgaste. A ciência do bem-estar aponta que o estresse permanente causa danos de alto impacto não apenas no indivíduo, mas em todo o seu entorno.

Cuidar da saúde no âmbito individual, portanto, passa pelo autoconhecimento, mudança de hábitos, escolhas conscientes e protagonismo diante da vida. Pequenas mudanças no cotidiano importam: criar pausas reais, cultivar relações saudáveis, incluir experiências que gerem bem-estar. E isso também se aprende.

Grande parte do que sustenta nosso comportamento não é visível, mas é determinante. A maneira como vivemos nossos dias atravessa a forma como sentimos, nos conectamos e existimos. A felicidade no trabalho nasce do encontro entre ambientes saudáveis e escolhas conscientes no cotidiano. Trazer presença e vitalidade para nossos momentos entre um dia e outro é o grande desafio dos nossos tempos.

A pergunta que permanece é: o que estamos construindo diariamente e o que seremos capazes de transformar?

 

Deborah Dubner - psicóloga e escritora. Autora de sete livros relacionados a autoconsciência, evolução pessoal e Psicologia, com uma boa dose de poesia. Palestrante TEDx e especialista em Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness.



Conversas fora da bolha geram desconforto: 27,6% dos brasileiros dizem ter perdido a paciência para diálogos sem interesse imediato

Estudo analisa como a lógica dos algoritmos impacta a socialização, reduzindo a troca com o diferente e ampliando a ansiedade diante do imprevisível 

 

A forma como os brasileiros se relacionam uns com os outros está passando por uma mudança silenciosa. Em um ambiente cada vez mais mediado por algoritmos, cresce o desconforto diante do que foge do previsível. 

É o que mostra o estudo “Reset da Mesmice”, desenvolvido pela Heineken® em parceria com a Box1824. Segundo a pesquisa, 27,6% dos brasileiros dizem ter perdido a paciência para conversas que não estejam alinhadas aos seus interesses imediatos. Ao mesmo tempo, 30% dizem sentir ansiedade ao não saber exatamente quem ou o que vão encontrar em uma interação. 

O impacto desse cenário vai além do comportamento imediato. Ao consumir conteúdos cada vez mais filtrados, 16,8% das pessoas dizem perceber uma redução no próprio vocabulário, reflexo de uma menor exposição a diferentes pontos de vista. Nesse contexto, a troca com o diferente passa a exigir mais esforço e a espontaneidade deixa de ser natural para parte dos brasileiros. 

Em contrapartida, o encontro presencial ganha um novo significado. Para 46,9% dos entrevistados, o principal valor de estar com outras pessoas está na possibilidade de criar conexões mais profundas e autênticas, que dificilmente acontecem mediadas por algoritmos. Esse movimento também reflete um cansaço crescente dessa lógica: 48,9% dizem querer depender menos de recomendações no futuro, enquanto 42,9% já não sabem mais separar o que é gosto próprio do que foi sugerido. Nesse cenário, o presencial se fortalece como espaço de reconexão com experiências já vividas. 

Para acessar o vídeo da campanha, clique aqui. https://www.youtube.com/watch?v=ltdnEMF2Kt0


Para conferir a versão completa da pesquisa, acesse
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Mexer no celular do parceiro: fatores emocionais e riscos jurídicos da prática

Pesquisa mostra que comportamento é frequente entre brasileiros e pode gerar consequências legais e impacto na confiança do casal 

  

A prática de mexer no celular do parceiro sem consentimento, muitas vezes considerada como algo comum em meio a relações marcadas por ciúmes e desconfiança, pode ter consequências muito mais graves do que simples discussões. Trata-se, na realidade, de um crime previsto na legislação brasileira e que pode resultar em pena de prisão.

 

Uma pesquisa realizada pela Avast revela que 61% dos brasileiros já acessaram o celular do parceiro. Desse total, 41% admitiram ter feito isso sem qualquer autorização. O advogado e professor de Direito da Afya Sete Lagoas, Dr Igor Alves Noberto Soares, explica que a Constituição Federal de 1988, em seu art. 5º, estabelece a proteção à intimidade, à privacidade e ao sigilo das comunicações, incluindo os dados telemáticos, sendo uma garantia fundamental, que não é excluída por relações pessoais.

 

“Nesse contexto, a conduta de “dar uma olhada” no celular alheio sem consentimento pode se enquadrar no art. 154-A do Código Penal, introduzido pela Lei nº 12.737/2012 (Lei Carolina Dieckmann), que tipifica a invasão de dispositivo informático com o objetivo de obter ou manipular dados sem autorização do titular. O elemento central é justamente a ausência de consentimento aliada à intenção de acessar informações que não foram voluntariamente compartilhadas. Assim, a existência de relacionamento não afasta a tutela jurídica da privacidade, nem autoriza o acesso irrestrito a dados pessoais”.

Os dados também indicam uma diferença de comportamento entre gêneros: mulheres aparecem mais propensas a bisbilhotar, representando 65% dos casos gerais e 45% entre aquelas que assumem acessar escondido, contra 57% e 36% dos homens, respectivamente. 

 

Igor Soares comenta que as consequências para os invasores podem se manifestar de diferentes modos. “Na esfera penal, o agente pode responder pelo crime de invasão de dispositivo informático, estando sujeito à pena de detenção e multa, com possibilidade de agravamento, especialmente nos casos em que haja divulgação dos conteúdos obtidos de forma indevida. Na civil, a conduta pode ensejar o dever de indenizar por danos morais, em razão da violação de direitos da personalidade. Além disso, há relevante repercussão processual, uma vez que provas obtidas por meios ilícitos são inadmissíveis em juízo, o que pode inviabilizar sua utilização em demandas no âmbito do direito de família”.


 

O que leva alguém a mexer no celular do parceiro? 

 

Os motivos de acordo com os entrevistados variam, mas em grande parte as respostas estão ligadas em suspeitas e inseguranças. Parte deles afirmou agir por desconfiança de traição ou mentira, enquanto 23% admitiram fazer isso simplesmente por curiosidade ou intromissão. Outros relataram ações ainda mais invasivas, como instalar aplicativos sem o conhecimento do parceiro (3%) ou tentar rastrear sua localização (2%). 

 

O psicólogo e professor da Afya Montes Claros, Dr Jones Barreto Corrêa, enfatiza que essas questões dizem respeito a valores, percepções e significados subjetivos que dizem tanto sobre as relações quanto sobre as pessoas envolvidas. “É uma junção do modo como cada um compreende amor, parceria, posse, confiança e desconfiança. O que leva a cada um agir de maneira incorreta ao olhar o celular do parceiro exige considerar não um sentido universal desses conceitos, mas o significado singular que eles têm para cada pessoa. É importante entender como cada indivíduo percebe o outro, a si mesmo, o relacionamento e a própria vida”.

 

Dr Jones Barreto menciona algumas atitudes e sentimentos que podem levar uma pessoa a cometer o ato de invasão :

 

  1. Uma pessoa pode entender a relação como uma parceria que envolve um acordo implícito de exclusividade. Nesse caso, pode sentir necessidade de verificar se o outro está, de fato, cumprindo esse “contrato”.
  2. Pode também ocorrer de alguém enxergar o parceiro como sua principal ou única fonte de sentido na vida. A possibilidade de perda pode gerar um sentimento profundo de vazio, solidão e desamparo, tornando o sofrimento difícil de suportar, o que leva à busca por garantias de permanência.
  3. Há ainda quem tenha dificuldade em reconhecer a individualidade do outro, seus amigos, interesses e espaço próprio e, por isso, adote comportamentos de controle, tratando o parceiro como uma posse.
  4. Experiências anteriores, como quebras de confiança ou decepções, também podem gerar medo de repetição dessas situações, levando à tentativa de invadir a privacidade como forma de prevenção. 

Segundo a pesquisa, 25% das pessoas disseram já ter brigado após descobrir algo no celular do parceiro, enquanto 16% encontraram evidências de que o outro escondia informações. “Tentar adivinhar, definir ou projetar como o outro deve ser pode gerar sofrimento. Isso porque um relacionamento é atravessado por novidades e elementos novos, especialmente por envolver pessoas diferentes, com subjetividades próprias. Nesse sentido, o diálogo permite esclarecer sentimentos, expectativas, desejos, gostos, valores e modos de perceber a vida e o próprio relacionamento. Essas trocas abrem caminho tanto para a tomada de decisões, como a continuidade ou não da relação, quanto para a construção de um vínculo mais satisfatório”, conclui o psicólogo da Afya. 

 

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