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sábado, 14 de março de 2026

Rotina previsível, pet feliz

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Entenda como a alimentação complementar pode ajudar a organizar rotina e comportamento dos animais
 

 

Para os cães, segurança emocional não está ligada apenas a afeto ou presença do tutor, mas à capacidade de prever o ambiente. O cérebro dos pets é altamente orientado por padrões. Quando os eventos do dia seguem uma lógica reconhecível, o organismo consegue regular melhor os níveis de excitação, estresse e descanso.

Do ponto de vista neurocomportamental, a previsibilidade reduz a necessidade de vigilância constante. Em ambientes previsíveis, o sistema nervoso entra com mais facilidade em estados de repouso, o que favorece digestão, sono e recuperação física. Já quando o pet não consegue antecipar o que vai acontecer, seja em relação a horários, estímulos ou acesso a recursos, o corpo tende a permanecer em estado de alerta prolongado.

A alimentação é um dos principais organizadores dessa previsibilidade. Diferentemente de estímulos aleatórios, como sons ou interações sociais, o alimento é um evento altamente significativo para o pet, capaz de estruturar expectativas ao longo do dia. Não por acaso, alterações bruscas na rotina alimentar costumam gerar impacto direto no comportamento.

Nesse cenário, a alimentação complementar ocupa um papel que vai além da nutrição. Petiscos não são neutros do ponto de vista emocional. Eles ativam circuitos de recompensa, expectativa e aprendizado. O efeito que produzem, no entanto, depende diretamente de quando, como e por que são oferecidos.

Quando o petisco é oferecido de forma desconectada da rotina ou sem uma intenção clara, ele pode perder parte do seu potencial organizador. Em vez de ajudar o pet a compreender o ritmo do dia, passa a gerar expectativa constante por alimento, o que pode se refletir em maior excitação ou dificuldade de relaxamento.

Por outro lado, quando a alimentação complementar é inserida dentro de uma lógica clara, sempre associada a determinados momentos do dia ou a estados comportamentais específicos, ela passa a funcionar como um marcador temporal e emocional. O pet aprende que aquele estímulo sinaliza uma transição: o fim de uma atividade, o início de um período de descanso ou a conclusão de uma interação.

Esse aprendizado ocorre por condicionamento associativo, mecanismo central no comportamento animal. O cérebro do pet não entende horários como humanos, mas reconhece sequências e rotina. Se após determinado evento sempre ocorre outro, essa previsibilidade passa a regular a resposta emocional.

“O contexto é essencial ao pensarmos em alimentação complementar. Quando usados de forma estratégica, os petiscos ajudam o pet a reconhecer transições do dia, reforçam comportamentos positivos e contribuem para uma rotina mais equilibrada”, explica a médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition, Bruna Isabel Tanabe.

Essa função se torna ainda mais relevante em lares com mudanças frequentes de estímulo, como horários irregulares, visitas constantes ou períodos de ausência do tutor. Nessas situações, pequenos rituais alimentares previsíveis ajudam a criar pontos de estabilidade ao longo do dia.

“É importante destacar que previsibilidade não exige rigidez absoluta. O que sustenta o equilíbrio emocional não são horários exatos, mas referências consistentes. Contextos repetidos, sequências reconhecíveis e intenções claras já são suficientes para que o pet reconheça o ambiente como seguro”, reforça a profissional.

Ao compreender o papel da alimentação complementar dentro dessa lógica, o tutor passa a enxergar os petiscos não como concessões ocasionais, mas como ferramentas que participam ativamente da organização emocional do animal. Mais do que agradar, eles podem estruturar, sinalizar e estabilizar, quando usados com consciência e propósito.

 

Pet Nutrition
https://www.petnutrition.com.br/

 

O que fazer se alguém te oferecer um animal silvestre? O passo a passo para denunciar sem se expor

 Leis federais, canais oficiais e sistemas de denúncia permitem interromper o tráfico sem identificação do denunciante

 

Durante o verão, o aumento do turismo e dos deslocamentos amplia o número de pessoas que entram em contato com vendedores informais de animais silvestres. Essas ofertas ocorrem em estradas, feiras, redes sociais e grupos de mensagens. Pela legislação brasileira, a captura, o transporte e a venda de fauna silvestre sem autorização configuram crime ambiental, com penas que incluem multa e detenção.

 

Para o cidadão, a principal ferramenta de enfrentamento é a denúncia. O Ibama mantém a Linha Verde e sistemas eletrônicos que permitem informar localização, tipo de animal e forma de oferta de maneira anônima. As Polícias Ambientais estaduais também recebem comunicações sem exigir identificação do denunciante. Essas informações alimentam ações de fiscalização e investigações sobre redes de tráfico.

 

O Instituto Líbio, que atua no acolhimento e reintrodução de animais resgatados, difunde essas orientações por meio da Campanha “Agora Você Sabe”, integrando informação legal, ambiental e de saúde pública.

 

“Muitas pessoas deixam de denunciar por medo de exposição, quando na prática os canais são estruturados para preservar quem informa”, afirma Raquel Machado, CEO do Instituto Líbio. “Divulgar esse passo a passo reduz a circulação de animais no mercado ilegal.”

 

Conheça a campanha no link:

https://www.instagram.com/reel/DRk25ZyDy_h/?igsh=OHgya2h2ODBveXFt.

 

 Referências: Lei 5.197/67; Lei 9.605/98

 

Dia Nacional dos Animais: cuidados simples que ajudam a manter a saúde dos pets

Pele, patas e pelagem também precisam de atenção e o óleo de coco extravirgem pode ser um aliado nessa rotina 


Celebrado todo 14 de março, o Dia Nacional dos Animais é um convite à reflexão sobre o que significa, de fato, cuidar bem de um animal de estimação. Além dos pilares mais conhecidos, como alimentação equilibrada, vacinação em dia e consultas regulares ao veterinário, há uma dimensão do cuidado que costuma passar despercebida: a saúde da pele, das patas e da pelagem. Pequenas atenções a essas áreas fazem diferença real no conforto e na saúde do animal ao longo do tempo. 

O que muitos tutores não levam em consideração, é que patas, focinho e pelagem estão expostos ao ambiente em cada passeio, brincadeira ou momento ao ar livre. As patinhas pisam em superfícies quentes, sujeira e resíduos que podem provocar ressecamento e irritações. O focinho sofre com variações de temperatura e baixa umidade, assim como a pelagem, que perde brilho e vitalidade quando não recebe hidratação adequada.

 

Óleo de coco como aliado nos cuidados 

Entre os recursos adotados por tutores atentos está o óleo de coco extravirgem. Rico em compostos com propriedades hidratantes, antibacterianas e antifúngicas, ele pode ser incorporado à rotina de cuidados de forma simples e prática. O produto ainda ajuda a manter a pele protegida e contribui para o conforto do animal no dia a dia. 

  • Focinho e patinhas: aplique uma pequena quantidade e massageie suavemente para hidratar e proteger essas regiões mais sensíveis.
  • Após os passeios: use o óleo para facilitar a limpeza das patas e remover impurezas do dia a dia.
  • Pelagem: espalhe pequenas quantidades ao longo do pelo para realçar o brilho e melhorar a hidratação.
  • Na alimentação: em alguns casos, pode ser adicionado à comida do pet, sempre com orientação de um médico-veterinário, para contribuir com a saúde da pele e da pelagem de dentro para fora.

 

Qualidade com respaldo técnico

Para quem busca segurança na escolha do produto, o óleo de coco extravirgem da Copra conta com o selo Testado e Aprovado da PROTESTE. O certificado foi concedido após análises conduzidas conforme as normas previstas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O selo atesta que o produto é livre de aditivos, garantindo segurança para o uso diário em pets.


Sanidade é pilar estratégico para sustentabilidade e produtividade da aquicultura brasileira

 

No Dia Nacional da Aquicultura, a Zoetis reforça a importância de estratégias integradas de saúde animal para o controle de doenças e o fortalecimento sustentável da produção aquícola 

 

No dia 20 de março, é comemorado o Dia Nacional da Aquicultura, data que reforça a importância de um dos segmentos que mais crescem no agronegócio brasileiro. A Zoetis, líder global em saúde animal, reforça que a sanidade é a base para garantir produtividade, previsibilidade e sustentabilidade na tilapicultura, principal segmento da aquicultura nacional. 

De acordo com o Anuário da Piscicultura 2026, divulgado pela Peixe BR, o Brasil produziu 1.011.540 toneladas de peixes de cultivo em 2025, superando pela primeira vez a marca histórica de 1 milhão de toneladas. A tilápia é a espécie mais produzida no país, com 707.495 toneladas, representando aproximadamente 70% da produção nacional e consolidando sua relevância econômica e estratégica para a segurança alimentar e o fortalecimento da cadeia produtiva aquícola¹.

O crescimento expressivo ocorreu em um cenário de maior intensificação produtiva e profissionalização da cadeia. Ao longo de 2025, o setor enfrentou maior pressão sanitária, com aumento da incidência de enfermidades bacterianas e virais na tilapicultura2. Em sistemas cada vez mais tecnificados e com maior densidade de cultivo, o controle sanitário torna-se ainda mais determinante para garantir maior segurança produtiva, reduzir perdas e sustentar a competitividade do setor no médio e longo prazo. 

“As doenças na tilapicultura, e na aquacultura como um todo, afetam diretamente a produtividade e a estabilidade do negócio. Quando falamos em sanidade, estamos falando de gestão de risco, eficiência produtiva e equilíbrio produtivo da atividade”, afirma Danielle Damasceno, Gerente Técnica e Comercial de Aquacultura da Zoetis Brasil. 

Nesse cenário, a prevenção ganha protagonismo. A adoção de práticas estratégicas e estruturadas, que integram boas práticas de manejo, biosseguridade e vacinação, contribui para reduzir perdas e aumentar a estabilidade produtiva ao longo do ciclo. 

No Brasil, o portfólio para aquicultura da Zoetis inclui a vacina AlphaJect®, indicada para auxiliar no controle de enfermidades bacterianas em tilápias e apoiar programas preventivos mais robustos. A companhia também oferece a Fishteq NFT25, vacinadora semiautomática que favorece maior padronização, eficiência e biosseguridade no processo de aplicação, contribuindo para a construção de sistemas produtivos mais resilientes e alinhados às exigências sanitárias e de mercado. 

“Produzir com mais cuidados de sanidade significa produzir melhor. A prevenção deve estar no centro da estratégia. A vacinação, quando bem planejada e executada, é um investimento que contribui para estabilidade produtiva e sustentabilidade no longo prazo”, conclui Danielle. 

 

Zoetis
Zoetis.com.br


Diagnóstico felino ganha reforço com nova tecnologia laboratorial

Testes VETLISA ampliam precisão e segurança na detecção de retroviroses em gatos


O diagnóstico de retroviroses felinas passa a contar com novas soluções laboratoriais com a chegada dos testes VETLISA FeLV Ag e VETLISA FIV Ac. Desenvolvidos com tecnologia ELISA em microplaca, os kits foram projetados para apoiar o diagnóstico das duas principais retroviroses que afetam os gatos: a leucemia felina (FeLV) e a imunodeficiência felina (FIV). Voltados para uso em laboratórios veterinários,  reúnem robustez analítica, padronização metodológica e desempenho validado em ampla população de felinos brasileiros, representando um avanço tecnológico nacional no diagnóstico dessas infecções de grande relevância clínica.

O teste VETLISA FeLV Ag é indicado para a detecção do antígeno p27 do vírus da leucemia felina, agente associado a uma das enfermidades infecciosas mais importantes na medicina felina. A infecção por FeLV pode provocar imunossupressão, anemia, distúrbios hematológicos, doenças secundárias recorrentes e neoplasias, especialmente linfomas, sendo apontada por diretrizes internacionais como um dos principais fatores de redução da expectativa de vida em gatos. Já o VETLISA FIV Ac é voltado para a detecção de anticorpos contra o vírus da imunodeficiência felina, retrovírus que compromete progressivamente o sistema imunológico e predispõe os animais a infecções crônicas, doenças inflamatórias persistentes e neoplasias. Como o FIV pode permanecer assintomático por longos períodos, o diagnóstico laboratorial torna-se essencial para o manejo clínico adequado.

Ambos os testes utilizam a tecnologia ELISA em microplaca, método amplamente consolidado na medicina diagnóstica por apresentar alta sensibilidade, especificidade e reprodutibilidade. No caso do VETLISA FeLV Ag, o ensaio identifica o antígeno viral p27 presente no sangue de gatos com antigenemia, indicando infecção ativa pelo FeLV. Já o VETLISA FIV Ac detecta anticorpos produzidos pelo sistema imunológico do animal em resposta ao FIV, sinalizando exposição e infecção pelo vírus. A metodologia em microplaca permite leitura objetiva dos resultados, além do processamento simultâneo de diversas amostras, o que garante maior controle analítico e padronização dos exames laboratoriais.

Os testes podem ser utilizados tanto para triagem inicial quanto para confirmação diagnóstica, seguindo recomendações das principais diretrizes internacionais de saúde felina. Na prática clínica, são indicados em diferentes situações, como avaliação de gatos recém-adquiridos, investigação de animais com sinais clínicos compatíveis com retroviroses, testagem pré-vacinal para FeLV, monitoramento de populações felinas e confirmação laboratorial de resultados obtidos em testes rápidos. Nesse contexto, a plataforma ELISA em microplaca oferece uma camada adicional de segurança diagnóstica, contribuindo para decisões clínicas mais precisas.

Entre os principais diferenciais dos lançamentos está o fato de se tratarem de tecnologias desenvolvidas e produzidas no Brasil, com rigoroso controle de qualidade e validação robusta em amostras de felinos brasileiros. Os kits também apresentam formulação líquida, o que facilita o manuseio e reduz a possibilidade de erros operacionais, além de elevada reprodutibilidade entre ensaios. Essa combinação de fatores posiciona os testes como soluções estratégicas e inovadoras para o diagnóstico veterinário, fortalecendo a autonomia tecnológica nacional nesse segmento.


Ano do Cavalo de Fogo promete paixões intensas e relações mais livres


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Energia do novo ciclo astrológico, marcada por autonomia, intensidade e busca por experiências, reflete tendências já observadas nos relacionamentos sugar

 

O calendário chinês iniciou recentemente um novo ciclo simbólico: o Ano do Cavalo de Fogo, uma combinação rara que ocorre apenas a cada 60 anos e é tradicionalmente associada a intensidade, independência e grandes transformações nas relações humanas. Na astrologia chinesa, o cavalo representa movimento, liberdade e iniciativa, enquanto o elemento fogo amplia características como paixão, impulsividade e desejo por novas experiências. 

Especialistas apontam que esse período tende a estimular encontros marcados por forte conexão emocional, mas também por uma busca maior por autonomia dentro das relações. A simbologia do Cavalo de Fogo sugere relações mais intensas e menos convencionais, lendas orientais associam esse período a paixões arrebatadoras e a perfis mais independentes, especialmente entre mulheres que desafiam padrões tradicionais de relacionamento. 

Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo e relacionamentos do MeuPatrocínio explica que caso saibam se comunicar, o momento pode ser prazeroso. “A paquera e a sedução podem ser momentos muito estimulantes e prazerosos se ambos forem pessoas emocionalmente responsáveis e que queiram o melhor para o outro. Um ponto fundamental no momento em que se está conhecendo alguém são os acordos claros; o quanto antes todos forem transparentes quanto ao que buscam em um relacionamento, melhor”, recomenda. 

De acordo com dados da plataforma, a maior de relacionamento sugar da América Latina, o número de pessoas que buscam vínculos baseados em transparência, objetivos claros e maior liberdade individual cresce a cada ano. No modelo de relacionamento sugar, as dinâmicas são construídas a partir de acordos sobre expectativas, estilo de vida e apoio mútuo, características que refletem justamente a energia associada ao Cavalo de Fogo: relações mais diretas, intensas e alinhadas com os desejos individuais de cada pessoa.

 

Saiba quais são as dicas sobre relacionamento para o Ano do Cavalo de fogo 

Para os solteiros: O lema é ação! A energia facilita a extroversão e novos encontros. O Fogo aumenta seu carisma e magnetismo pessoal.

Dica: A tomada de decisão será rápida. Começar um namoro será fácil, mas terminar também. Tenha cautela nas escolhas importantes.

 

Para os comprometidos: Aceleração pode ser positiva se o casal buscar novidades juntos. Viagens e hobbies compartilhados vão revigorar a relação.

Alerta: Respeite o tempo do parceiro. Não "atropele" o outro com sua ansiedade. Garanta que a relação seja um porto seguro, e não mais uma fonte de estresse.


Sexta-feira 13 não é azar: Tânia Gori explica o verdadeiro significado espiritual da data


Ao longo dos séculos, a Sexta-feira 13 tornou-se uma das datas mais envoltas em mistério e superstição no imaginário popular. Histórias de azar, lendas urbanas e crenças infundadas associaram esse dia a presságios negativos. No entanto, para as tradições antigas, especialmente as ligadas ao Sagrado Feminino e à espiritualidade ancestral, a Sexta-feira 13 carrega significados sagrados e representa uma oportunidade poderosa de conexão espiritual, proteção e renascimento energético.   

Para a bruxa e escritora Tânia Gori, sacerdotisa e fundadora da Casa de Bruxa, é fundamental resgatar o verdadeiro sentido desta data, afastando os mitos que a cercam e valorizando seu potencial simbólico. “A Sexta-feira 13 é um portal energético que favorece a introspecção, o autoconhecimento e a libertação de padrões que não nos servem mais. Não há nada de sombrio ou perigoso nesse dia. Ao contrário: é um momento de profundo poder pessoal e espiritual”, explica. 

  

O verdadeiro significado do número 13   

Na Antiguidade, o número 13 era considerado sagrado por representar os ciclos da natureza e da vida. São 13 ciclos lunares em um ano, e para muitas culturas ligadas ao culto da Deusa, esse número simbolizava o poder feminino, a fertilidade, a renovação e os mistérios da vida e da morte. Somente a partir da Idade Média, com a ascensão de sistemas patriarcais e o declínio dos cultos antigos, o número 13 passou a ser associado a azar e infortúnio. 

  

Por que a sexta-feira?   

A sexta-feira, por sua vez, era o dia dedicado a Vênus e Freya, divindades ligadas ao amor, à beleza, à sexualidade e à magia. Essa associação tornava a sexta-feira um dia de celebração da vida e dos afetos. Quando o número 13 e a sexta-feira se encontram, o resultado é uma data potencialmente poderosa para práticas de espiritualidade, proteção e libertação de antigas amarras. 

  

Superstições e preconceitos   

Entre as superstições associadas à Sexta-feira 13, uma das mais conhecidas é a ideia de que cruzar o caminho de um gato preto traria azar. Para Tânia Gori, esse tipo de crença é fruto de séculos de desinformação e perseguição às antigas tradições. “Os gatos, especialmente os pretos, foram injustamente perseguidos na Idade Média por estarem associados às bruxas e ao sagrado feminino. Na verdade, os gatos sempre foram símbolos de proteção, intuição e conexão com os mundos sutis. Nenhum animal carrega mal algum, são criaturas sagradas, e os gatos pretos, em especial, merecem respeito e cuidado”, afirma. 

  

Um convite ao autoconhecimento e à libertação   

A Sexta-feira 13 também é vista, dentro da tradição da Casa de Bruxa, como um dia propício para realizar rituais de proteção, banimento de energias negativas e Queima de Karma, prática que visa liberar padrões repetitivos e laços emocionais ou espirituais que limitam o crescimento pessoal. É um momento ideal para banhos de ervas, meditações, acender velas de proteção e mentalizar novos caminhos.   

“A energia desta data favorece a tomada de consciência e o desapego daquilo que impede o florescimento pessoal. A sexta-feira 13 pode se tornar um importante exercício de autoconhecimento e reconexão com nossa força interior”, conclui Tânia.     



Tânia Gori - bruxa, escritora, sacerdotisa e fundadora da Casa de Bruxa, um dos mais reconhecidos espaços de estudos esotéricos e práticas mágicas do Brasil. Autora de livros sobre espiritualidade, magia natural e cultura ancestral, Tânia dedica-se há mais de três décadas ao resgate de saberes antigos e à formação de novas gerações de bruxas e estudiosos do sagrado feminino. Tânia também fundou a maior Convenção de Bruxas e magos do Brasil, que acontece há mais de duas décadas em Paranapiacaba.
Instagram: @taniagori / @casadebruxa


Mês das Mulheres reacende debate sobre economia do cuidado e saúde mental feminina

 

No Brasil, mulheres dedicam quase o dobro de horas semanais ao trabalho doméstico e ao cuidado de pessoas em comparação aos homens. Segundo dados do IBGE, elas destinam cerca de 21 horas por semana a essas atividades, enquanto os homens dedicam aproximadamente 11 horas. 

Essas tarefas, que incluem cozinhar, limpar, organizar a rotina da casa e cuidar de filhos ou familiares, compõem o que especialistas chamam de economia do cuidado. Embora essenciais para o funcionamento da sociedade, permanecem em grande parte invisíveis nas estatísticas econômicas. 

No Mês das Mulheres, especialistas alertam que a sobrecarga associada a esse trabalho não remunerado também tem efeitos significativos sobre a saúde mental feminina. 

Para a psicóloga e pesquisadora Karen Scavacini, doutora em Psicologia pela USP e fundadora do Instituto Vita Alere, o acúmulo de responsabilidades cria um cenário de esgotamento emocional. 

O que vemos com frequência é uma sobreposição de papéis que não encontra espaço para descanso real. Muitas mulheres entram em períodos que deveriam representar pausa já exaustas, e o que poderia ser um momento de recuperação acaba se tornando mais um período de sobrecarga silenciosa”, afirma.

 

Segundo a especialista, os impactos vão além do cansaço físico. 

Ansiedade, irritabilidade, sensação constante de culpa e a percepção de nunca estar fazendo o suficiente são sinais comuns entre mulheres e mães que acumulam responsabilidades de cuidado sem conseguir se desconectar”, diz. 

A economista Deborah Bizarria destaca que a discussão sobre economia do cuidado também passa por políticas públicas que incentivem uma divisão mais equilibrada das responsabilidades familiares. “Quando o cuidado é tratado como responsabilidade quase exclusiva das mulheres, isso cria desequilíbrios que afetam famílias, empresas e a própria economia. Políticas públicas, como a ampliação da licença-paternidade, são importantes justamente para começar a redistribuir esse trabalho de forma mais equilibrada”, afirma. 

Para especialistas, discutir saúde mental feminina, produtividade e participação das mulheres na vida profissional exige considerar também quem sustenta a base invisível da vida cotidiana: o trabalho de cuidado realizado dentro das casas.

  

Instituto Vita Alere

Livres


Mulher 40+: rotina, hormônios e saúde mental merecem atenção dobrada

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Tem dia que nos sentimos com a energia lá no alto, e estamos dispostas a viver e conquistar o mundo. Mal a semana chega na metade, e as pressões emocionais e físicas nos levam ao chão. Se você tem mais de 40 anos e já se sentiu assim, calma! Você não está sozinha e essa oscilação pode ser explicada e, ainda, melhorada.


A chegada dos 40 anos marca uma fase de transição significativa na vida da mulher. É um período caracterizado por mudanças hormonais que podem impactar a saúde mental, o bem-estar físico e a rotina diária. Nessa etapa, a atenção ao autocuidado e à qualidade de vida torna-se essencial para lidar com os desafios e aproveitar as oportunidades que essa fase representa.

Com a cobrança constante que recebemos da sociedade, da família e, muitas vezes, de nós mesmas, quase não percebemos que o corpo está mudando, até que ele dê os primeiros sinais. E aí, é natural que o medo do desconhecido nos pegue de surpresa.

Uma das principais mudanças dessa fase é a diminuição gradual na produção de hormônios, como o estrogênio e a progesterona, durante a transição para a menopausa. Esse desequilíbrio hormonal pode desencadear sintomas como alterações de humor, insônia, irritabilidade e até depressão. Além disso, muitas mulheres sofrem com ondas de calor, cansaço excessivo e problemas de concentração – fatores que podem interferir diretamente na rotina e na qualidade de vida.

Por outro lado, questões emocionais e psicológicas ganham destaque. Aos 40+, é comum que as mulheres se vejam divididas entre inúmeras responsabilidades: carreira, família, cuidados com os pais e, muitas vezes, a adaptação a filhos mais independentes. Essa sobrecarga emocional, combinada com as mudanças hormonais, pode aumentar a sensação de estresse e ansiedade, impactando negativamente a saúde mental.

É importante reforçar que a chave para superar esses desafios está no equilíbrio e no autoconhecimento. O que eu gosto? O que me faz bem? O que preciso priorizar para ser realmente feliz?

Mais do que manter uma rotina saudável, que inclua alimentação balanceada, prática regular de exercícios físicos e momentos de autocuidado, nós, mulheres, precisamos ouvir nossas emoções e sentimentos. Assim, buscar apoio psicológico e acompanhamento médico é essencial para ajudar a prevenir e tratar questões emocionais ou hormonais.

Outro ponto que considero muito importante é desmistificar os tabus sobre o envelhecimento. Nós precisamos enxergar a maturidade como um período de renascimento e empoderamento. Adotar uma postura proativa, aberta ao diálogo e ao aprendizado, permite que a mulher 40+ celebre suas conquistas e reconheça seu protagonismo na construção de uma vida plena.

Sim, somos engolidas pela rotina frenética. É verdade! Porém, com a ajuda certa, cuidar da saúde física, mental e hormonal será uma tarefa cada vez menos desgastante e mais prazerosa. A terapia tem um papel importante na organização da vida da mulher, Com ela, podemos criar espaços de descanso de maneira organizada, momentos de lazer, trabalho e o olhar diferenciado para as emoções.

É tempo de acalmar o coração, enfrentar medos para tirá-los do caminho e perceber a força interior que é capaz de gerar transformações em si mesma. Viver os 40+, enfrentando climatério, menopausa, fase adulta dos filhos, velhice dos pais, afastamento de amigas e amigos, tudo isso sem surtar, é muito possível.

Importante: olhe para você mesma sem demora! Aproveite essa fase para redescobrir os próprios potenciais; transforme os desafios em oportunidades, e fortaleça sua autoestima. Afinal, os 40+ não significam apenas mudanças, mas também possibilidade de renascimento e fortalecimento. Cuide-se. Você pode! Você merece!
   



Dra. Regina Nicolosi - Psicóloga, Doutora em Comunicação. Atua com ênfase no atendimento a mulheres 40+ auxiliando na jornada de autoconhecimento, ressignificação e amor-próprio na maturidade. Siga @regina_nicolosi no Instagram para receber mais conteúdos para saúde mental.


OS ESCRACHADOS

Levantam uma pontinha do tapete e de lá saem cobras, lagartos, fura-olhos, mindinhos e traições, escancarando casos, revelando personagens. O poder do dinheiro que a tudo ocultava some, e aí, meu amigo, o tapete voa deixando totalmente descobertos bumbuns de todos os lados. Todos. Inclusive da imprensa

 

Não vai demorar inventam um novo símbolo igual a aqueles dos macaquinhos que não veem, não ouvem, não falam. Poderia ser o quê? Qual bicho no celular? Seria símbolo de “não faça sexo virtual”, “não registre picaretagens”, “não guarde conversas com quem suborna”, “não conte vantagens à namorada”. Aproveitando, a dica: também não adianta jogar celulares pela janela que podem cair na cabeça de alguém e esses novos aparelhos de gente rica aguentam pancadas, quedas e mergulhos. A polícia remonta.

Fosse só o tapete que levanta a poeira. Só não apareceram, ao menos ainda nesse caso de agora, aqueles óculos que gravam tudo. Os celulares estão aí, apreendidos e sendo desbloqueados, revirados, mensagens reveladas, saborosas, algumas íntimas de verdade, outras mostrando intimidades, indiscrições, conversas interessantíssimas, confabulações que acabam de alguma forma explicando porque a situação chegou ao ponto desses tantos bilhões neste escândalo que ainda vai longe, e em todas as direções. No caso que acompanhamos agora do Daniel Vorcaro e seu banco de papel não se pode nem chamar exatamente de flagrante, era crime continuado.

Daqui, acostumada à cobertura das CPIs, parece que estou até vendo a corrida dos jornalistas para acessar o vazamento da documentação entregue aos deputados da Comissão que as obteve. Todo dia, mais um, dado a alguém por alguém, disso tenha certeza. Leio em algum lugar que os deputados estão chocados com as mensagens íntimas entre Vorcaro e a namorada, com quem agora vemos que conversava mesmo bastante pelo zap, e não só sobre amor. Essas mensagens mais quentes devem estar sendo saboreadas nos gabinetes. Não deveriam legalmente estar no rol das investigações porque não teriam nada a ver com elas, mas quem é que as protegeu?

Embora estejamos agora sabendo de trechos importantes – justamente por muitas destas conversas estarem formal e legalmente descritas no mandato de nova prisão do ex-banqueiro emitido pelo ministro André Mendonça, do STF –, provas até de ordens de violência contra jornalistas e outras pessoas, além de apontar quem seriam os executores de tais ordens, deve ter sobrado ainda muita coisa por fora. Que agora viram moeda de troca dos parlamentares bonzinhos com repórteres. Friso: jornalista consegue e divulga, sem problemas. Informação é mesmo a moeda de troca da imprensa. Função do repórter, que nunca deve revelar suas fontes.

Ao contrário do comportamento revelado e escandaloso, do envolvimento de alguns sites recebendo pesadas quantias – como chamar? – de patrocínios ou me ajuda aqui, cala-te boca, vira a boca para o outro lado, etc. Não é por menos que vergonhosamente vimos até jornalistas atacando de forma desleal nas redes sociais a outros de grandes veículos, especialmente mulheres, que estão bravamente dissecando o caso nos últimos tempos. Mais espantoso ainda, pagamentos a veículos e sites até aqui considerados de esquerda, independentes, nomes conhecidos, de jornalistas de linhagens cujos pais devem estar se revirando nos túmulos. Tratando na boa com um ser conhecido e apelidado Sicário (assassino, assassino de aluguel, o sentido), o intermediário executor do jogo comandado pelo banqueiro.

Sicário que, preso, teria tentado se matar. E que há dias não sabemos nem se conseguiu, tal desencontro de declarações. Morreu, não morreu, morte cerebral, mentira, estado gravíssimo, olha a cobra! A dança da quadrilha dos escrachados é mesmo animada. 


MARLI GONÇALVES – Jornalista, cronista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano, Coleção Cotidiano, Editora Contexto. (Na Editora e na Amazon). Vive em São Paulo, Capital. marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br
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5 sinais práticos para saber se você está vivendo com intenção

Giovanna Andreo, cantora que perdeu a audição, ensina a identificar se você está piloto automático ou se tem clareza das escolhas que faz 

 

Em um mundo acelerado, marcado por excesso de estímulos, compromissos e distrações digitais, muitas pessoas têm a sensação de estar ocupadas, mas nem sempre presentes. A rotina segue em alta velocidade, enquanto decisões importantes são tomadas quase no piloto automático.

Nesse cenário, a ideia de viver com intenção surge como um convite para retomar o controle da própria trajetória. É justamente essa reflexão que conduz o livro "Propósito enCANTA – Uma jornada de reconexão, intenção e resultado", da musicista e palestrante Giovanna Andreo.

A obra, publicada pela DVS Editora, propõe uma pausa necessária para repensar escolhas, prioridades e o significado real de propósito em um cotidiano cada vez mais acelerado.

A autora parte da própria experiência de vida para mostrar que propósito não é um ideal distante ou um conceito abstrato. Cantora há mais de 20 anos, Giovanna teve relação com a música profundamente transformada em 2014, após o diagnóstico de surdez neurossensorial bilateral progressiva.

A condição, que trouxe limitações físicas e o luto pela perda do controle sobre o amanhã, não a impediu de se adaptar e retomar a confiança para se apresentar em grandes palcos, como o Rock in Rio, em 2022 e 2024.

Mas como saber se estamos, de fato, vivendo com intenção ou apenas reagindo ao que aparece no caminho? A seguir, Giovanna Andreo apresenta alguns sinais que ajudam a identificar quando a vida começa a sair do piloto automático e passa a ser conduzida com mais consciência.


1. Você tem clareza do seu “porquê”

Viver com intenção significa entender a razão real por trás das escolhas que você faz todos os dias, inclusive aquelas aparentemente simples, como acordar para mais uma semana de trabalho.

Quando existe clareza de propósito, as decisões deixam de ser apenas reativas e passam a ter direção. O propósito, nesse caso, não é algo utópico ou distante, mas um orientador concreto de como você enfrenta desafios e reage às adversidades.


2. Você pratica a presença genuína

Embora muitas pessoas se orgulhem de ser multitarefa, a neurociência mostra que o cérebro humano não é capaz de manter múltiplos focos simultaneamente com qualidade.

Viver de forma intencional significa escolher estar inteiro nas experiências e relações. Isso envolve silenciar distrações digitais, desacelerar o ritmo e realmente se conectar com as pessoas e os momentos que importam.


3. Suas prioridades não têm plural

A palavra prioridade vem da ideia de “aquilo que vem antes”. Quando tudo se torna urgente ou importante, nada realmente ocupa o primeiro lugar.

Quem vive com intenção aprende a definir o que é essencial e passa a proteger essas escolhas com mais consciência.

Isso significa parar de adiar encontros, sonhos e momentos significativos sob a justificativa constante da correria.


4. Você não espera o cenário perfeito para ser feliz

Muitas pessoas condicionam a felicidade à resolução completa de todos os problemas: quando o trabalho estabilizar, quando as contas estiverem resolvidas, quando a agenda ficar menos cheia. O problema é que esse momento raramente chega.

Viver com intenção significa permitir-se experimentar alegria e gratidão mesmo durante o processo, equilibrando os inevitáveis “pratinhos” da vida sem adiar o que faz sentido agora.


5. Você assume a responsabilidade pelas próprias escolhas

Outro sinal importante de uma vida intencional é abandonar a postura de vítima das circunstâncias. Quem vive com propósito reconhece que nem sempre pode controlar os acontecimentos, mas pode escolher como reagir a eles.

Essa consciência fortalece a autonomia, amplia a sensação de direção e transforma desafios em oportunidades de aprendizado. 



Giovanna Andreo - Musicista há mais de 20 anos. Graduada em Letras pela Unicamp, atua como palestrante e consultora organizacional com experiência em desenvolvimento humano e de equipes. Convivendo desde 2014 com um quadro progressivo de perda de audição, a autora compartilha uma história potente e provocante focada em propósito e ressignificação traçando paralelos da surdez com a música.
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Como auxiliar o processo de alfabetização e evitar excessos?


Especialistas dão dicas sobre o que ajuda e o que pode atrapalhar no
processo de aprendizagem da leitura e da escrita

 

A alfabetização na idade certa não depende exclusivamente do trabalho realizado no ambiente escolar. A participação da família é um dos fatores que também influenciam o desenvolvimento da leitura e da escrita. No entanto, o apoio familiar não deve ser baseado em cobrança por desempenho, mas sim contribuir para um ambiente seguro, estimulante e alinhado à proposta pedagógica. 

Além de ser um direito da criança, aprender a ler e escrever é um processo que exige intencionalidade, acompanhamento e vínculo. Exemplo disso é que, embora o período entre 5 e 7 anos seja considerado mais favorável para a aprendizagem da alfabetização, a qualidade das experiências oferecidas neste momento tem um efeito mais significativo do que a fase etária. Importante considerar que para além essa aprendizagem se dá em contextos reais de comunicação, interação e criação. Assim, aprender a ler e a escrever se dá em situações em que a leitura e a escrita fazem sentido para a criança. 

“Aprender a ler e a escrever amplia a leitura de mundo da criança e contribui para todas as outras aprendizagens. Quando escola e família compartilham a mesma compreensão sobre esse processo, a criança se sente mais segura e confiante para avançar”, afirma Ricardo Chiquito, coordenador corporativo pedagógico da Rede Santa Catarina, que conta com nove escolas distribuídas pelo Brasil. 

Diferente do que muitos podem pensar, o apoio dentro de casa não exige métodos complexos, antecipação de conteúdos escolares e muito menos uma busca excessiva por performance. Angélica do Carmo, especialista em orientação educacional da instituição, explica que pequenas atitudes cotidianas têm impacto considerável e podem ser adotadas pelos responsáveis e rede de apoio. 

“Ambientes acolhedores favorecem a autonomia, a curiosidade e o desejo de aprender. Por outro lado, mesmo bem-intencionadas, algumas atitudes podem impactar negativamente o processo, fazendo com que a criança se retraia. Quando há excesso de cobrança, o medo de errar tende a bloquear a participação e a experimentação, elementos essenciais nessa fase”, explica a especialista.


O que fazer na prática

  • Ler para a criança e com a criança regularmente;
  • Permitir que ela “leia do seu jeito”, mesmo que ainda não domine o sistema alfabético;
  • Oferecer contato com diferentes materiais escritos, como livros, gibis, listas, receitas, rótulos e bilhetes, placas;
  • Valorizar tentativas e avanços, em vez de focar apenas nos erros;
  • Manter diálogo constante com a escola sobre o desenvolvimento do aluno.


O que pode atrapalhar

  • Comparar a criança com colegas ou irmãos;
  • Exigir desempenho além do esperado para a faixa etária;
  • Transformar a leitura em obrigação ou punição;
  • Corrigir excessivamente cada erro, interrompendo a fluidez da aprendizagem;
  • Pressionar por resultados imediatos.


Parceria que fortalece

A comunicação entre família e escola é decisiva. Alinhamento de expectativas, troca de informações sobre avanços e dificuldades e compreensão do percurso individual da criança ajudam a evitar rótulos e inseguranças. Para os especialistas, apoiar a alfabetização na idade certa não significa acelerar a criança, mas oferecer condições para que ela se desenvolva com segurança, autonomia e prazer. 

“A alfabetização envolve aspectos cognitivos, emocionais, sociais e linguísticos. A aprendizagem se dá nas relações e interações, inclusive com artefatos literários, culturais, científicos, artísticos, corporais, ou seja, em diferentes linguagens e até mesmo em situações lúdicas e brincantes. Quanto mais positiva e acolhedora for essa construção a partir da contextualização e da cultura infantil, mais significativa será a alfabetização”, reforça Ricardo Chiquito. 

O coordenador cita como exemplo o Projeto Alfaletrar, que orienta o trabalho de alfabetização e letramento da Rede Santa Catarina. A partir de práticas intencionais, mediadas pelo professor e conectadas ao universo infantil, a proposta integra letramento a situações reais de leitura e escrita, respeita o ritmo de cada criança e reforça seu protagonismo, além da importância da união entre escola e família no processo.

 

Dificuldade pontual ou persistente?

Nem toda dificuldade indica transtorno de aprendizagem. Em muitos casos, trata-se de desafios temporários relacionados à imaturidade do desenvolvimento, a lacunas pedagógicas, fatores emocionais ou interrupções no processo escolar. Nessas situações, a criança tende a apresentar avanços quando recebe ensino estruturado, acompanhamento contínuo e estratégias adequadas.

O foco deve ser a compreensão do perfil da criança e a adaptação das estratégias pedagógicas para as suas necessidades. A atenção deve ser redobrada quando as dificuldades persistem sem evolução, mesmo após intervenções. “Quando não há avanço, mesmo com ações planejadas e observação atenta, é preciso entender o que está dificultando a aprendizagem e orientar novas ações”, destaca Angélica do Carmo.


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