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sábado, 28 de fevereiro de 2026

Especialista aponta os riscos de bichectomia desnecessária em pacientes jovens

Procedimento é impulsionado por redes sociais

 

A bichectomia, cirurgia que remove parcial ou totalmente as bolas de Bichat (acúmulos de gordura nas bochechas), foi assunto durante o 60º Simpósio Baker Gordon, realizado em Miami no início de fevereiro: um crescente número de pessoas muito jovens está buscando o procedimento com finalidade puramente estética, muitas vezes sem indicação clínica precisa, expondo-se a riscos de resultados indesejados a médio e longo prazo. 

A retirada precoce dessa gordura em pacientes jovens pode comprometer seriamente a harmonia facial futura. “As bolas de Bichat desempenham papel importante na sustentação e no volume do rosto. Com o envelhecimento natural, já ocorre uma perda progressiva de gordura facial. Quando a bichectomia é realizada precocemente, o resultado pode ser um rosto com aspecto encovado (afundado), cansado e envelhecido antes do tempo”, alerta o cirurgião plástico Dr. Fernando Amato, que esteve presento no evento. 

Dr. Amato, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS), conta que já é observada uma tendência preocupante de jovens buscando a bichectomia, muitas vezes influenciados por vídeos de celebridades nas redes sociais e sem critério clínico. 

Quando a bichectomia é Indicada: O procedimento possui indicações bastante específicas, tais como:

·         Pacientes com volume excessivo na região jugal (bochechas muito volumosas) que desarmonizam o contorno facial.

·         Casos em que o paciente morde frequentemente a mucosa interna da bochecha, causando ferimentos recorrentes.

·         Situações em que o excesso das bolas de Bichat compromete a definição do terço médio da face, mesmo em pacientes adultos.

·         Pacientes com face arredondada de forma desproporcional ao restante da estrutura facial.

 


Dr. Fernando C. M. Amato – Graduação, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica e Mestrado pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Membro Titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).
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Biohacking: a nova era da estética feminina

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O conceito ganhou evidência no IMCAS, em Paris, e traz a ideia de longevidade e personalização no lugar de promessas rápidas e tratamentos padronizados

 

O biohacking, conceito que surgiu há anos em ambientes ligados à ciência, tecnologia e alta performance física, ganhou uma nova leitura ao ocupar o centro das discussões em saúde, longevidade e estética no IMCAS Paris, um dos mais importantes congressos mundiais de dermatologia e medicina estética. 

Ao migrar desses nichos técnicos para a prática médica baseada em evidência, o biohacking passa a ser entendido como uma estratégia de prevenção, personalização e cuidado de longo prazo com o corpo e a pele. 

Mais do que uma tendência, o biohacking foi apresentado no IMCAS como uma evolução da medicina estética baseada em evidência. A proposta é clara: otimizar o funcionamento do corpo e da pele com ciência, dados e estratégias personalizadas. Sem exageros ou modismos.
 

O que é biohacking, afinal?

Em termos simples, biohacking é a prática de compreender como o corpo funciona para intervir com precisão e medir resultados. Em vez de agir apenas quando o problema aparece, a ideia é melhorar antes: performance metabólica, qualidade do sono, gestão do estresse, função celular e longevidade. 

Por isso, na rotina clínica, o biohacking estético começa muito antes do procedimento. “A avaliação considera histórico de saúde, hábitos de vida, padrões de sono, níveis de estresse, exames laboratoriais e resposta individual da pele", explica o dermatologista Otávio Macedo, da Clínica Otávio Macedo & Associados, de São Paulo. A partir daí, o tratamento é desenhado de forma integrada.

Entre as principais estratégias aplicadas na prática estão:

  • Regeneração da matriz extracelular, com bioestímulos que melhoram o microambiente celular da pele
  • Bioestimulação inteligente, respeitando o tempo biológico do tecido e evitando inflamações excessivas
  • Tecnologias baseadas em energia, como ultrassom microfocado, radiofrequência e fotobiomodulação, que ativam vias celulares sem sobrecarregar a pele
  • Neuro-imunomodulação, com uso criterioso de toxina botulínica e abordagens anti-inflamatórias
  • Skincare funcional, com ativos baseados em evidência e alinhados ao ritmo biológico da pele
  • Suporte sistêmico, quando indicado, com foco em antioxidantes, micronutrientes e saúde mitocondrial

“O biohacking muda a lógica do consultório. A gente deixa de pensar apenas em corrigir sinais visíveis e passa a tratar a pele como um sistema vivo, integrado ao organismo”, diz o médico.

Segundo o especialista, o grande diferencial está na personalização. “Não existe protocolo de prateleira. Dois pacientes da mesma idade podem ter necessidades completamente diferentes. O biohacking permite atuar com precisão, respeitando a biologia, o tempo e a identidade de cada pessoa.”
 

Menos volume, mais qualidade

Outro ponto amplamente debatido no IMCAS foi a mudança de paradigma na estética: menos preenchimento excessivo e mais foco em qualidade de pele, firmeza, textura e viço. “Hoje, o objetivo não é mudar o rosto, mas sustentar a estrutura da pele ao longo do tempo”, afirma Otávio Macedo. “Quando a biologia funciona melhor, a estética vem como consequência.” 

O biohacking estético dialoga especialmente com mulheres que pensam saúde e beleza no longo prazo, valorizam naturalidade, performance e decisões baseadas em ciência.

   

Otávio Macedo - Graduado em Medicina pela Universidade de Taubaté, Residência em Dermatologia no Centro Hospitalar da Universidade Vaudois (CHUV), Lausanne, Suíça, Residência em Dermatologia na Universidade de Buenos Aires, Argentina, Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Membro Fundador da Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia a Laser, Membro da Academia Americana e Europeia de Dermatologia e atua na profissionalmente há 40 anos.



Cinco passos para voltar ao ritmo de treinos depois do Carnaval

Após o Carnaval, seja festejando, ou descanso é hora de retomar a rotina na academia para recuperar a disposição e restabelecer o condicionamento físico para as atividades diárias.

Segundo Bianca D’Elia, gerente de operações da rede Selfit Academias, o retorno deve ser gradual. “Após alguns dias sem treinar, o corpo sente a mudança. O ideal é recomeçar com cargas moderadas, priorizando a execução correta dos exercícios e a regularidade. Assim, é possível evitar lesões e recuperar o ritmo com segurança”, afirma.

Para orientar esse recomeço, a Selfit reuniu cinco dicas com foco em treinos na academia:


1. Reative o corpo com treinos leves

Nos primeiros dias, priorize exercícios com cargas menores. Esteira, bicicleta ou elíptico em intensidade leve a moderada ajudam a recuperar o fôlego e a resistência cardiovascular. Sessões de 20 a 30 minutos já são suficientes no início.


2. Capriche no aquecimento e no alongamento

Um aquecimento mais longo, com alguns minutos de cardio leve e mobilidade articular, prepara músculos e articulações para o treino. Ao final, alongamentos contribuem para o relaxamento muscular e a recuperação.


3. Retome a musculação de forma progressiva

Evite tentar repetir imediatamente as cargas de antes do Carnaval. Reduza o peso e o volume de séries e aumente gradualmente ao longo das semanas, respeitando os limites do corpo. 


4. Hidrate-se e mantenha uma dieta equilibrada

A alimentação e a hidratação também merecem atenção especial. Após possíveis excessos, vale priorizar refeições equilibradas, ricas em nutrientes, e aumentar a ingestão de água. “Uma boa nutrição e a hidratação adequada impactam diretamente no desempenho e na recuperação muscular”, destaca.


5. Estabeleça uma rotina de treinos

Definir dias e horários para ir à academia facilita a retomada do hábito. Treinar com amigos também pode ser um incentivo extra. A companhia ajuda a manter a constância e transforma o exercício em um momento de socialização.

Com planejamento e progressão adequados, o pós-Carnaval pode se transformar em um ponto de partida para uma rotina mais ativa, equilibrada e saudável.

 


Selfit Academias
www.selfitacademias.com.br

 

Melasma no verão exige mais cuidado com a pele

Dermatologista da Pro Matre Paulista explica os principais gatilhos da condição, o impacto na autoestima e por que a fotoproteção é central nos meses mais quentes

 

Com a chegada do verão e o aumento da radiação solar, o melasma se torna uma das principais queixas nos consultórios dermatológicos. Muitas relatam escurecimento das manchas e maior dificuldade para manter o quadro estável nessa época do ano. Trata-se de uma hiperpigmentação crônica e recorrente, mais comum em mulheres em idade reprodutiva e em áreas fotoexpostas, especialmente no rosto. 

A condição dermatológica costuma aparecer em regiões como maçãs do rosto, testa, nariz e lábio superior, com bordas irregulares e coloração variável. Embora não represente risco direto à saúde, é uma condição persistente e com tendência a recaídas, o que pode gerar frustração e afetar a autoestima. 

Entre os principais fatores associados ao melasma estão predisposição genética, exposição solar acumulada e influências hormonais. O Ministério da Saúde, em material educativo da Biblioteca Virtual em Saúde, cita o cita como uma das manchas que podem surgir durante a gravidez ou com o uso de pílula anticoncepcional. Além disso, a exposição à luz ultravioleta (UV) e à luz visível (incluindo a chamada “luz azul”) são apontadas como principais desencadeadores e agravantes, tornando o verão um período especialmente desafiador para o controle do quadro. 

Nesse contexto, a fotoproteção passa a ser o eixo mais importante da estratégia de controle, já que o melasma responde de forma sensível ao estímulo luminoso. Em paralelo, tratamentos tópicos e procedimentos podem ser indicados caso a caso, sempre com avaliação dermatológica, já que a escolha depende do tipo de pele, do padrão das manchas e do histórico de sensibilidade e recorrência. Opções terapêuticas descritas na literatura incluem agentes tópicos e procedimentos como peelings, além de recursos como laser e medicamentos específicos em situações selecionadas, sempre sob orientação médica. 

“Proteção solar vai além do protetor: chapéus, roupas com proteção UV, evitar o horário de pico de radiação e manter a pele hidratada fazem parte de uma rotina inteligente e necessária para mulheres com condição crônica de hiperpigmentação viverem o verão com mais conforto e menos riscos”, explica Dra. Camille Maia, dermatologista da Pro Matre Paulista. 

Por ser uma condição de curso prolongado e com oscilações frequentes, o manejo do melasma exige constância e acompanhamento: “Não existe solução única. O controle envolve disciplina, cuidado contínuo e orientação profissional para ajustar o tratamento conforme a resposta da pele”, reforça a especialista. 

 

Pro Matre Paulista
www.promatre.com.br

 

Skincare mais simples e gentil: o avanço dos ativos botânicos nas fórmulas

Ingredientes vegetais de origem orgânica ganham espaço em produtos que priorizam saúde da pele, conforto e respeito aos processos naturais do corpo

 

Diante de quadros de pele sensibilizada ou reativa, muitos consumidores revisam suas rotinas de skincare excessivas e buscam fórmulas mais simples e menos agressivas. Nesse cenário, os ativos botânicos voltam ao centro das fórmulas, não apenas pelo apelo natural, mas pelo potencial de atuar de forma mais equilibrada.

Essa tendência aparece também nos dados de mercado: pesquisas da Mintel indicam que 8 em cada 10 brasileiros que usam produtos para a pele preferem itens que contenham ingredientes naturais em suas fórmulas. No Brasil, estimativas apontam que o país abriga cerca de 20% da biodiversidade do planeta, o que reforça o potencial do uso responsável de ativos nativos em formulações cosméticas.

Dentro desse contexto, os ativos botânicos despontam como recursos relevantes. Historicamente ligados ao uso das plantas no cuidado da pele, eles vêm sendo cada vez mais estudados e incorporados a fórmulas que priorizam conforto, equilíbrio e suporte à barreira cutânea. 

“O interesse pelos ativos botânicos cresce à medida que as pessoas passam a olhar a pele como um órgão vivo, que responde ao ambiente, às emoções e à rotina. Quando bem escolhidos e bem formulados, esses ingredientes podem atuar respeitando os mecanismos naturais da pele, oferecendo suporte sem agredir”, explica Maria Cecília Moraes Antunes, engenheira química com mais de 20 anos de experiência em pesquisa e desenvolvimento de cosmética natural e fundadora da Casa da Alma.


Da planta ao laboratório

Atualmente, o uso de ativos botânicos na cosmética vai além do apelo natural. Para funcionar de verdade no cotidiano, especialmente em peles mais reativas, é preciso critério técnico: qualidade da matéria-prima, concentração adequada e equilíbrio entre os componentes da fórmula.

“Existe uma responsabilidade importante ao trabalhar com ativos botânicos. Eles precisam estar a serviço da pele, considerando sinergia, concentração e o momento cutâneo de cada pessoa”, reforça Maria Cecília.

Essa responsabilidade é dupla: com as pessoas e com a natureza. A escolha de fornecedores que adotam cultivo orgânico e práticas sustentáveis faz parte desse compromisso. “Não podemos olhar para a natureza de forma utilitária, mas com respeito”, ressalta.

A especialista ainda explica: “Ao optar por um ativo botânico, não se escolhe apenas uma molécula isolada, mas um conjunto de substâncias que atuam de forma integrada. As plantas funcionam como verdadeiros ‘minilaboratórios’ naturais, combinando compostos que interagem entre si. Ao utilizar o extrato completo, e não apenas um ativo isolado, preserva-se essa sinergia, algo especialmente relevante em um sistema complexo como a pele, que possui microbiota própria e respostas integradas aos estímulos”.

Esse cuidado se torna ainda mais relevante quando a pele está sensibilizada. Fragrâncias intensas, álcool e excesso de ativos podem ampliar a reatividade. Ativos botânicos bem estruturados costumam ser escolhidos justamente por contribuir com conforto, hidratação e equilíbrio, sem exigir estímulos constantes.


Ativos botânicos em destaque

Entre os ativos botânicos presentes nas formulações voltadas para peles sensíveis, secas ou fragilizadas, destacam-se:

  • Barbatimão: conhecido por sua ação adstringente e calmante, é tradicionalmente associado ao auxílio na regeneração da pele e no alívio de irritações;
  • Guaçatonga: planta nativa com propriedades anti-inflamatórias, frequentemente utilizada para ajudar a reduzir vermelhidão e desconforto;
  • Physalis: rica em compostos antioxidantes, contribui para a proteção da pele contra estresses externos;
  • Alteia: reconhecida por sua ação suavizante e hidratante, auxilia no cuidado de peles sensíveis ou reativas;
  • Angico branco: associado ao fortalecimento da barreira cutânea e à melhora da sensação de conforto da pele.


Menos excesso, mais coerência

Outro fator que impulsiona o uso de ativos botânicos é a valorização de rotinas mais enxutas. Em vez de múltiplas etapas e estímulos constantes, cresce a preferência por produtos que entregam hidratação, nutrição e ação calmante de forma equilibrada, sem sobrecarregar a pele.

Essa abordagem ganha relevância em fases de maior sensibilidade, quando a pele perde tolerância e exige uma rotina mais enxuta e cuidadosa, com menos sobrecarga e mais atenção ao equilíbrio entre os ativos.

“Em muitos casos, a pele não precisa de mais estímulo, mas de mais respeito. Fórmulas com ativos botânicos bem estruturados ajudam a manter a hidratação, apoiar a barreira cutânea e devolver conforto ao longo do dia, justamente porque trabalham com a complexidade natural da planta e sua atuação integrada”, explica a especialista.


Ativos botânicos como base do cuidado com a pele

Na prática, essa visão se traduz em produtos que priorizam conforto, equilíbrio e suporte à saúde da pele em diferentes fases da vida, especialmente quando há ressecamento intenso, atrito, sensibilidade ou sensação de pele “no limite”, sempre com atenção à escolha responsável dos ativos e ao respeito à natureza.

Com esse olhar, a Casa da Alma desenvolve cosméticos naturais e orgânicos voltados para pele frágil ou fragilizada, com foco em restauração e manutenção da barreira cutânea. O portfólio da marca inclui propostas como:

  • hidratação intensa para peles secas e extrassecas;
  • bálsamos para áreas sujeitas a ressecamento e atrito;
  • óleos corporais formulados para apoiar a manutenção da hidratação e o conforto;
  • óleos voltados ao fortalecimento da barreira cutânea;
  • cuidados diários para peles sensibilizadas por rosácea, psoríase, processos atópicos, tratamentos oncológicos ou alterações hormonais, como a menopausa.

Todos os produtos são formulados com ingredientes botânicos de origem orgânica certificada, passam por testes dermatológicos e têm como base a combinação entre conhecimento científico e uso tradicional das plantas medicinais, priorizando tolerância cutânea e eficácia.

Mais do que uma tendência, o uso consciente de ativos botânicos no cuidado com a pele reflete uma mudança de perspectiva: menos excesso e mais equilíbrio entre origem, função e respeito à pele.

 

Casa da Alma

 

Cirurgia Plástica: Novas demandas impulsionam cirurgias entre homens e mulheres

  • Canetas emagrecedoras abrem oportunidade na área estética 
  • Geração Z e Millennial buscam procedimentos mais cedo 
  • Explantes batem recorde

 

O mercado de cirurgia plástica continua em expansão, com projeções indicando um crescimento médio de 5% ao ano até 2030. Em meio a esse cenário, novas tendências e demandas surgem, impulsionadas por avanços médicos e mudanças nos hábitos da população, como destaca o cirurgião plástico Dr. Fernando Amato, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS). 

"Temos uma nova condição. Pessoas que estão emagrecendo muito e rápido, devido ao uso de canetas emagrecedoras. Por esse motivo, as cirurgias que mais devem crescer nos próximos anos são as que utilizam tecnologia com foco em retração de pele", comenta Dr. Amato. 

Procedimentos como abdominoplastia, braquioplastia, lifting de coxa e mamoplastia são frequentemente indicados para remover o excesso de pele e reposicionar os tecidos. No rosto, preenchedores faciais e estimuladores de colágeno podem ajudar a restaurar o volume perdido. 

Mais mulheres fazem explante de silicone - A busca por uma estética mais natural tem levado um número crescente de mulheres a optar pelo explante de silicone. Segundo dados recentes da ISAPS, em 2024, foram realizadas 42.231 cirurgias de explante no Brasil, um número recorde desde o início da contabilização em 2015.

Para Dr. Fernando Amato, além da questão estética, dois motivos de saúde são frequentemente citados: 

·         Síndrome ASIA: Condição em que o implante de silicone pode atuar como gatilho para sintomas semelhantes aos de doenças reumatológicas e autoimunes, incluindo dor nas articulações, cansaço, distúrbios do sono, perda de cabelo, olhos e boca secos. 

·         Doença do Silicone: Termo que pode abranger diversas complicações relacionadas ao implante, incluindo toxicidade causada pela presença do silicone e extravasamento mesmo sem ruptura do implante.

 

Aumento da procura masculina: O interesse masculino em procedimentos estéticos também demonstra crescimento expressivo. Entre 2018 e 2024, o número de intervenções cirúrgicas realizadas em homens aumentou 95%, enquanto os tratamentos estéticos sem cirurgia (como laser e peelings) cresceram 116%, conforme a ISAPS, com maiores índices na América Latina e no Oriente Médio.

 

Dr. Amato aponta que entre as cinco cirurgias plásticas mais procuradas pelos homens está a lipoaspiração, que remove depósitos de gordura para um contorno corporal mais definido, esculpindo o corpo e realçando os músculos.

 

Além da lipoaspiração, Dr. Amato destaca outros procedimentos populares entre os homens: 

·         Blefaroplastia: Cirurgia que trata as pálpebras, removendo o excesso de pele e bolsas de gordura, para uma aparência rejuvenescida. 

·         Ginecomastia: Correção do desenvolvimento excessivo das glândulas mamárias. "O procedimento é frequentemente realizado para corrigir essa condição, devolvendo a aparência masculina no peito e aumentando a autoconfiança", afirma Dr. Amato. 

·         Rinoplastia: Cirurgia de remodelação do nariz para corrigir imperfeições estruturais, melhorar a função respiratória ou alterar a estética, harmonizando o perfil facial. 

·         Enxerto de Gordura em Face (Lipoenxertia): Remove gordura de uma área do corpo para reinserir no rosto, restaurando o volume perdido e preenchendo rugas, sulcos e áreas com perda de gordura, para uma aparência revitalizada. 

"Outros procedimentos estéticos também chamam atenção do público masculino, como abdominoplastia, cervicoplastia/lifting cervical, facelifting ou ritidoplastia, brow lifting e otoplastia", acrescenta Dr. Fernando Amato.

 

Gerações Z e Millennial - As gerações mais jovens estão começando a recorrer à medicina estética em idades mais precoces. No dia a dia do Dr. Fernando Amato, não é incomum pessoas jovens irem em busca de procedimentos, especialmente as mulheres. “Atendo adolescentes e mulheres até 30 anos que buscam, principalmente, cirurgias de correção, entre elas mamoplastia redutora (redução do tamanho e peso das mamas), correção da mama tuberosa (reestruturação do formato da mama, reposicionamento do sulco mamário e redução do diâmetro da aréola), correção de mamilo invertido (correção do mamilo que está retraído ou puxado para dentro) e simetrização mamária (ajuste de diferenças no tamanho, formato ou posição das mamas para proporcionar maior harmonia estética.

 

Importante ressaltar que cirurgias estéticas em menores de 18 anos só podem ser realizadas com autorização dos pais/cuidadores.

 



Dr. Fernando C. M. Amato – Graduação, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica e Mestrado pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Membro Titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).
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Saiba como as emoções podem afetar a saúde da pele

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Dermatologista Fátima Tubini revela como as emoções moldam a aparência da pele e orienta sobre práticas para manter a saúde cutânea em equilíbrio

 

Você já percebeu que, em momentos de estresse ou preocupação, sua pele começa a ficar mais opaca, sensível ou até mesmo apresentar espinhas e irritações? Não é coincidência. Segundo a dermatologista Fátima Tubini, a pele reage intensamente às emoções, funcionando como um verdadeiro espelho do que sentimos.

"A pele é um órgão altamente sensível ao nosso estado emocional. Ela possui milhares de terminações nervosas e receptores hormonais que a tornam diretamente influenciada pelo que acontece na mente", explica a médica Fátima Tubini, que ressalta: "Quando estamos sob estresse ou ansiedade, o organismo libera cortisol, hormônio que desencadeia inflamações, reduz a hidratação natural da pele e desestabiliza a barreira de proteção cutânea, favorecendo o surgimento de dermatites, acne e sinais de envelhecimento precoce".

A especialista detalha que episódios de estresse crônico não apenas alteram a aparência da pele, mas também sua capacidade de cicatrização e renovação. "Em situações de ansiedade prolongada, a renovação celular diminui, e os radicais livres aumentam, o que leva ao aparecimento de rugas finas, manchas e perda de luminosidade", afirma Tubini.

Em contraste, emoções positivas têm efeito profundamente benéfico sobre a pele. "Quando estamos felizes, o corpo libera serotonina e endorfina, hormônios associados ao prazer e ao bem-estar. Eles promovem melhor vascularização, estimulam a produção de colágeno e combatem inflamações internas, deixando a pele mais viçosa, firme e iluminada", esclarece a dermatologista Fátima.

Para manter a pele saudável, é fundamental adotar uma abordagem de cuidado que vá além dos cremes e tratamentos estéticos. "Cuidar da mente é cuidar da pele. Técnicas como a prática regular de atividades físicas, meditação, alimentação equilibrada, o consumo de uma boa quantidade de água por dia e boas noites de sono são poderosos aliados da saúde cutânea", recomenda Fátima Tubini.

Ainda segundo a dermatologista, pacientes que enfrentam doenças de pele com forte componente emocional, como rosácea, psoríase e dermatite atópica, podem passar por um tratamento interdisciplinar. "O acompanhamento psicológico, aliado às consultas dermatológicas, potencializa os resultados e traz melhorias significativas tanto na pele quanto na qualidade de vida do paciente", orienta Tubini.

"Não podemos separar o que acontece na mente do que se manifesta na pele. Entender essa conexão é essencial para oferecer tratamentos verdadeiramente eficazes e humanos", conclui a dermatologista Fátima Tubini. 

 

Dra. Fátima Tubini - Referência em cuidados e tratamentos dermatológicos, a Dra. Fátima Tubini atua na área da dermatologista há quase 20 anos. Com ampla experiência, a especialista é graduada em Ciências Médicas e possui o título de Especialista em Dermatologia concedido pela AMB e Sociedade Brasileira de Dermatologia. Em sua trajetória, trabalhou com o público infantil na área de pediatria. Atualmente, a profissional proporciona através de procedimentos dermatológicos e estéticos benefícios para a saúde e bem-estar dos seus pacientes.

 

Com dias mais longos e altas temperaturas, o calor intenso acende alerta para riscos à saúde da pele

Segundo o Dr. Octávio Guarçoni, a exposição prolongada ao sol pode provocar queimaduras, fotoenvelhecimento, manchas irregulares e risco de câncer cutâneo.


O verão no Hemisfério Sul vem redesenhando a rotina dos brasileiros de Norte a Sul do país. Com dias mais longos e altas temperaturas, o calor intenso toma conta de capitais litorâneas como Rio de Janeiro, Salvador e Natalembalando a temporada turística de praias ‘lotadas’ e calçadões tomados por banhistas.

No entanto, a exposição prolongada ao sol e as ‘ondas de calor’ formadas em vários estados do Brasil acendeu um alerta na comunidade médica. Quem for curtir com a família a ‘alta estação’, deve se atentar aos cuidados com a pele devido aos riscos dermatológicos da época – marcada por termômetros aquecidos. 

Segundo o Dr. Octávio Guarçonireferência em medicina estética no Brasil, a exposição prolongada à radiação ultravioleta, especialmente durante o verão, pode provocar queimaduras superficiais, fotoenvelhecimento precoce, manchas irregulares e aumento do risco de câncer cutâneo

“O problema não se limita ao desconforto imediato: a radiação UV (ultravioleta) penetra camadas mais profundas da pele, comprometendo a barreira de proteção natural, afetando colágeno e elastina; e aumentando a inflamação cutânea de forma cumulativa ao longo dos anos”, explica. 

Doutor explica que o excesso de radiação UV causa a desidratação profunda da pele, levando à perda de elasticidade e a formação de rugas prematuras. Com o passar dos anos, Guarçoni alerta que esse ‘efeito cumulativo’ passa à ficar visível na textura da pele, com linhas finas, flacidez e manchas solares. 

“Esses efeitos alarmantes não são apenas estéticos. A Inflamação crônica causada por uma radiação pode desencadear alterações no sistema imunológico da pele, tornando-a mais vulnerável a infecções e irritações. Cada exposição intensa (sem proteção) aumenta a probabilidade de complicações sérias, o que torna a prevenção diária indispensável”, aconselha. 

A temporada, marcada também pelas ‘férias escolares’, alerta para a incidência solar na pele das crianças, cuja camada protetora ainda é mais fina e sensível. “A pele infantil absorve radiação de forma mais intensa, o que aumenta a probabilidade de queimaduras graves e de danos cumulativos que podem se manifestar apenas na vida adulta, incluindo risco de melanomas. Além disso, crianças desidratam mais rapidamente e sua resposta inflamatória é mais intensa. Nesse contexto, os pais devem intensificar o uso do protetor solar adequado, roupas de proteção, chapéus e horários de exposição controlados”, alerta. 

Segundo a base de dados da World Health Organization (WHO), a vulnerabilidade ao calor é influenciada por diversos fatores fisiológicos, como idade e estado de saúdesomados à exposição solar

Por isso, nesta estação, Guarçoni recomenda o uso diário de protetor solar com FPS adequado, reaplicado a cada duas horas; hidratação constante com cremes específicos que auxiliam na reposição da barreira cutânea; uso de chapéus, óculos escuros e roupas leves que protegem do sol direto; e preferência por horários de exposição fora do pico de radiação, entre 10h e 16h. Além disso, a qualidade do sono deve ser levada em consideração durante o período, assim como o cuidado com a alimentação saudável e o consumo de frutas refrescantes.

O médico ressalta que este é o momento de redobrar a atenção com a pele e adotar hábitos que promovam saúde e qualidade de vida de forma integrada. “A prevenção diária, combinada a escolhas conscientes de lifestyle, é o segredo para atravessar o verão com segurança e saúde. Pequenos hábitos, como ajustar horários de exposição, priorizar hidratação interna e externa, e investir em cuidados consistentes com a pele, fazem toda a diferença a longo prazo. O verão é intenso, mas com atenção e disciplina, é possível aproveitar a estação sem comprometer a saúde da pele e o bem-estar geral”, conclui.

 

Pós-carnaval! Conheça os tratamentos e ‘cuidados com a pele’ essenciais para a terceira idade


Após a folia, os efeitos do Carnaval podem comprometer a regeneração da pele dos foliões mais velhos, devido à maior fragilidade da derme.

 


bloquinho da ‘terceira idade’ aqueceu o coração dos brasileiros em todo o país, levando a alegria e a energia para dentro das avenidas. No entanto, para os foliões mais velhos, os “efeitos do pós-Carnaval” podem ir além da diversão, impactando diretamente na saúde e na regeneração da pele.

 

A exposição intensa aos raios solares, somada as mudanças radicais na rotina de cuidados, pode deixar marcas visíveis, especialmente em peles mais maduras, que naturalmente possuem menor capacidade de regeneração e hidratação. Com a chegada de dias mais ensolarados, é essencial que os cuidados com a pele sejam intensificados, resguardando as camadas mais frágeis e ‘finas’ da derme. 

 

De acordo com a biomédica esteta Jéssica Magalhãesque atua há mais de dez anos à frente do seu consultório, o ‘envelhecimento cutâneo’ é um processo natural da pele, que sofre impactos visíveis após o período festivo, como o ressecamento, irritações e até mesmo a aceleração do envelhecimento cutâneo

 

“Com a exposição prolongada ao sol durante o Carnaval, o processo de regeneração celular, que já é mais lento com o avanço da idade, é ainda mais comprometido. A falta de hidratação adequada e a diminuição da elasticidade da pele tornam-se ainda mais evidentes, fazendo com que o ressecamento e as linhas finas se acentuem”, explica. 

 

Para os cuidados com a pele maduraJéssica recomenda o uso de ceramidas e peptídeos; ativos que ajudam a repor a hidratação e melhorar a elasticidade. Esses fatores, segundo a profissional, são essenciais para a regeneração celular e podem ser potencializados com alguns tratamentos complementares, como aplicar séruns com ácido hialurônico de baixo peso molecular para hidratação profunda, além de optar por cremes nutritivos com antioxidantes (como vitamina C e E) para combater os radicais livres.

 

A especialista também enfatiza a importância da limpeza suave, evitando sabonetes agressivos. A escolha de loções de limpeza ou géis suaves, como glicerina e pantenol, pode prevenir o ressecamento excessivo, ao mesmo tempo que mantém o equilíbrio da pele. Outras recomendações da profissional são as massagens faciais suaves, essenciais para estimular a circulação sanguínea e linfática. 

 

De acordo com Jéssica, seguir um protocolo completo e consistente é fundamental na prevenção de danos cumulativos. “Na pele madura, cada exposição solar ou período de desidratação pode acelerar o envelhecimento. Por isso, é essencial combinar cuidados diários, hidratação, proteção solar e tratamentos específicos, sempre sob acompanhamento profissional”, conclui. 

 

 

Botox: dermatologista esclarece riscos, possíveis assimetrias e se é possível reverter o procedimento

Especialista explica o que é comum após a aplicação, quando procurar avaliação e por que a escolha do profissional é decisiva para a segurança 

 

A aplicação de toxina botulínica, conhecida popularmente como botox, está entre os procedimentos estéticos mais realizados no país. Minimante invasivo e com recuperação rápida, o tratamento ainda gera dúvidas frequentes entre pacientes, principalmente sobre riscos, falhas no resultado e possibilidade de reversão.

 

De acordo com a dermatologista Isabela Dupin, professora da pós-graduação em Estética e Cosmiatria da Afya Educação Médica São Paulo, os efeitos adversos mais comuns são leves e temporários. “Os efeitos mais frequentes são vermelhidão, inchaço, sensibilidade ou pequenos hematomas no local da aplicação, que costumam durar poucos dias”, explica.

 

Segundo a especialista, também podem ocorrer queda temporária da pálpebra ou da sobrancelha e pequenas assimetrias faciais. “Isso acontece quando o produto se espalha para um músculo próximo ao local da aplicação. Na maioria dos casos, a melhora ocorre em algumas semanas”, afirma.

 

Complicações mais sérias são raras. Alterações na fala ou na deglutição podem ocorrer em situações específicas, geralmente associadas a técnica inadequada ou dose incorreta. Eventos graves, como botulismo, são extremamente incomuns.


 

Assimetria pode acontecer e tem manejo


Uma dúvida recorrente é se o botox pode “pegar” em uma parte do rosto e em outra não. Segundo Isabela Dupin, não há evidências científicas que indiquem eficácia desigual da toxina em diferentes áreas, mas assimetrias podem ocorrer na prática clínica.

“Cada pessoa tem variações na musculatura e na força de cada músculo. Além disso, algumas regiões podem responder mais rapidamente do que outras. Isso pode dar a impressão de que o botox funcionou de um lado e não do outro”, explica.

 

Quando há diferença perceptível no resultado, o manejo é individualizado. Após avaliação, o profissional pode indicar pequenas doses adicionais para equilibrar a musculatura. “Normalmente reavaliamos o paciente após cerca de 15 dias, quando o efeito já está estabelecido. Se necessário, aplicamos pequenas quantidades adicionais nos pontos específicos para deixar o resultado mais harmonioso”, detalha.

 

Mesmo quando a correção não é total, o efeito da toxina é temporário e regride naturalmente ao longo de alguns meses.


 

É possível reverter o botox?


Outra pergunta comum é se existe forma de remover a toxina após a aplicação. A resposta é não.

 

“Não é possível retirar a toxina depois que ela é aplicada. Ela começa a agir logo após a injeção e não existe um antídoto que faça o efeito desaparecer imediatamente”, esclarece a dermatologista.

 

O próprio organismo é responsável por metabolizar o produto gradualmente. Em geral, o efeito dura entre três e quatro meses, período após o qual os músculos recuperam sua função de forma natural.

 

Caso surja algum resultado indesejado, como leve queda da pálpebra, o manejo é feito com medidas de suporte. “Em alguns casos, podemos usar colírios específicos para aliviar o incômodo, mas eles não removem o botox; apenas ajudam até que o organismo se recupere”, explica.

 

Para a especialista, a principal medida de segurança acontece antes mesmo da aplicação. “A escolha de um profissional habilitado, com conhecimento aprofundado da anatomia facial e uso correto das doses, é fundamental para reduzir riscos. Também é essencial informar histórico de saúde e uso de medicamentos durante a consulta”, orienta.

  

Afya
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