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terça-feira, 7 de outubro de 2025

11 de Outubro marca o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos: assistência ainda é limitada no Brasil

 

Cerca de 625 mil pessoas necessitam destes cuidados 

 

Comemorado em 11 de Outubro, o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos de 2025 destaca o tema da Organização Mundial da Saúde: “Alcançar a Promessa: Acesso Universal aos Cuidados Paliativos”.

 

Segundo dados recentes do Ministério da Saúde, cerca de 625 mil brasileiros necessitam desse tipo de assistência, voltada à promoção da qualidade de vida de pessoas com doenças graves e crônicas.

 

Cuidados paliativos: Muitas pessoas ainda acreditam que os cuidados paliativos se destinam apenas aos pacientes em fase terminal de uma doença. No entanto, o doutor em cuidados paliativos do Hospital das Clínicas e membro da Organização Nacional de Acreditação (ONA), Douglas Crispim, explica que o público beneficiado por esse tipo de cuidado é muito mais amplo.

 

Os cuidados paliativos têm como objetivo oferecer uma abordagem integral ao sofrimento causado por doenças que ameaçam a vida, abrangendo todas as faixas etárias. Para surpresa de muitos, esse cuidado pode começar ainda no período perinatal, quando gestantes carregam fetos com baixa chance de sobrevivência. Estende-se ao acompanhamento neonatal, pediátrico, de adolescentes, adultos, idosos e outros grupos específicos.

 

“No caso dos adultos, os principais grupos que necessitam de cuidados paliativos são aqueles com doenças cardiovasculares, renais, pulmonares, hepáticas – incluindo a cirrose e condições que exigem transplante – além de pacientes com câncer e doenças neurológicas, como Alzheimer, sequelas de acidente vascular cerebral e Parkinson”, esclarece o dr. Crispim. Ainda ressalta que fatores sociais, como a baixa renda e situações de vulnerabilidade, também ampliam a necessidade desse cuidado, pois o sofrimento social se soma ao sofrimento em saúde.

 

Mais do que tratar sintomas físicos, os cuidados paliativos acompanham o paciente desde antes do diagnóstico, durante o tratamento e até o período de luto da família. “A proposta é mitigar efeitos colaterais, reduzir o sofrimento, apoiar os familiares e oferecer uma rede completa de atenção ao longo de todo o processo. Esse olhar ampliado torna os cuidados paliativos essenciais para garantir dignidade e qualidade de vida, independentemente da fase da doença”.

 

Cenário no Brasil: O Brasil conta atualmente com 234 serviços de cuidados paliativos em funcionamento, segundo dados da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), divulgados no Atlas dos Cuidados Paliativos do Brasil (2022, publicado em 2024). A maior parte dos atendimentos está concentrada na rede pública: 123 serviços (52,6%) funcionam exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Outros 36 (15,4%) operam de forma mista, atendendo tanto pelo SUS quanto pela rede privada, enquanto 75 (32%) atuam exclusivamente na saúde suplementar.

 

De acordo com o médico, a ANCP está finalizando um novo levantamento que deve apontar um crescimento expressivo na oferta desses serviços. “A expectativa é que ultrapassemos a marca de 400 serviços no país, o que representa um avanço importante”, afirma.

 

Apesar do progresso, o acesso ainda é desigual e limitado. Em São Paulo, o Hospital das Clínicas é um exemplo de referência. A unidade conta com uma estrutura robusta, que atende mais de 200 pacientes por mês e oferece formação multiprofissional para médicos, enfermeiros, psicólogos e dentistas. No entanto, iniciativas como essa ainda são exceção no país.

 

“O Brasil permanece mal posicionado nos rankings internacionais de qualidade da morte, ao lado de países com baixos indicadores socioeconômicos, principalmente na África. Isso revela o contraste entre o potencial econômico brasileiro e a desigualdade na oferta de cuidados paliativos”, alerta Crispim.


 

Distribuição de serviços por estado – estudo de 2022

 


 

Distribuição de serviços por região do país: A região Sudeste conta com maior número de serviços, sendo responsável por 98 (41,8%). Em seguida, vem a região Nordeste que soma 60 serviços (25,7%). O Sul com 40 (17,1%), Centro-Oeste, com 28 (12%) e o Norte, a única região que não tem serviços em todos seus estados, apresenta 8 (3,4%) serviços, distribuídos em quatro estados (Amapá, Pará, Rondônia e Roraima). 

 

Entre os 234 coordenadores desses serviços, a maioria é formada por médicos (204 profissionais, ou 87,1%). Em seguida vêm os enfermeiros, com 16 profissionais (6,8%). Os demais cargos incluem psicólogos (4), assistentes sociais (3), fisioterapeutas (3), fonoaudiólogo (1), musicoterapeuta (1), médico veterinário (1) e administrador hospitalar (1).


No que diz respeito ao financiamento, a maior parte dos serviços (123, ou 52,6%) está inserida exclusivamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Outros 36 (15,4%) atuam de forma mista, atendendo tanto pelo SUS quanto pela saúde suplementar, enquanto 75 (32%) operam exclusivamente no setor privado.

 

Avanços no SUS: política nacional para cuidados paliativos - O Brasil deu um passo importante na consolidação dos cuidados paliativos como política pública. Em 2024, o Ministério da Saúde lançou a Política Nacional de Cuidados Paliativos no Sistema Único de Saúde (SUS), com previsão de criar 1.321 equipes especializadas e investimento anual de R$ 887 milhões.

 

A meta é que, até 2026, cada macrorregião do país conte com pelo menos uma Equipe Matricial de Cuidados Paliativos (EMCP), que atuará como referência regional por meio da telessaúde. Além disso, serão habilitadas gradualmente as Equipes Assistenciais de Cuidados Paliativos (EACP), diretamente vinculadas a hospitais e serviços de saúde.

 

No dia 1º de setembro de 2025, a medida começou a sair do papel com a habilitação das 14 primeiras equipes EMCP e EACP em quatro municípios: Pelotas (RS), Curitiba (PR), Araguaína (TO) e Blumenau (SC). A ação foi oficializada pela Portaria GM/MS nº 8.032/2025 e contou com investimento federal de R$ 8 milhões anuais para custeio das equipes.

 

Segundo Crispim, a efetividade desse cuidado exige uma estrutura robusta. “É necessária uma equipe multiprofissional, completa e especializada, com protocolos, procedimentos e modalidades assistenciais bem definidos, além de acesso amplo à população, tanto na rede pública quanto na privada”, afirma.

 

A política nacional se apoia em marcos regulatórios importantes, como: a Resolução nº 41, de 31 de outubro de 2018, que estabeleceu diretrizes para a implantação de cuidados paliativos no SUS, e a Resolução nº 1.895, do Conselho Federal de Medicina, em vigor desde 2006, que normatiza a prática médica na área.

 

Entre os avanços mais recentes estão a criação de residência médica com duração de dois anos, o reconhecimento da especialidade em enfermagem, a obrigatoriedade do ensino de cuidados paliativos nos currículos de medicina e a articulação com conselhos profissionais de outras áreas, como psicologia, fisioterapia e odontologia.

 

Principais gargalos – Mesmo com a obrigatoriedade prevista em lei, muitos serviços de cuidados paliativos oferecidos no Brasil ainda estão aquém de atender às necessidades de pacientes e familiares. Em vez de promoverem acolhimento, conforto e segurança, como prevê a proposta central desse tipo de assistência, muitas instituições acabam gerando estresse, frustração e até abandono do serviço por parte das famílias.


A falta de preparo das equipes é uma das principais queixas. Grande parte dos profissionais envolvidos nos atendimentos não possui formação específica para atuar com cuidados paliativos, o que compromete diretamente a qualidade da assistência oferecida.

 

Apesar das dificuldades, o Brasil vem ganhando destaque internacional na área. Em 2022, o país passou a integrar oficialmente a Aliança Mundial de Cuidados Paliativos e Hospice (WHPCA, na sigla em inglês), entidade parceira da Organização Mundial da Saúde (OMS). O reconhecimento internacional se fortaleceu em 2024, com a aprovação da Política Nacional de Cuidados Paliativos (PNCP), considerada uma das mais ambiciosas do mundo.

 

A nova política, que conta com financiamento das esferas federal, estadual e municipal, tem potencial para transformar o cenário nacional. No entanto, os desafios de implementação ainda são grandes. Desigualdades regionais, diferenças estruturais nos serviços de saúde e a carência de profissionais qualificados continuam sendo barreiras significativas.

 

“O protagonismo do Brasil nessa agenda é importante, mas ainda precisamos de uma mobilização real para que os projetos saiam do papel e se consolidem. A Política Nacional de Cuidados Paliativos pode se tornar uma das maiores iniciativas globais nessa área, desde que consiga superar os entraves locais”, afirma o médico.

 


Importância da acreditação - A má prática em cuidados paliativos gera desperdícios milionários em um sistema de saúde já sobrecarregado. Por isso, garantir qualidade, transparência e confiança para pacientes, famílias e fontes pagadoras são essenciais.

 

“Nesse cenário, a ONA cumpre o papel estratégico ao difundir as boas práticas e criar pilares sólidos para o cuidado paliativo no Brasil. Não basta contabilizar a quantidade de serviços existentes: é preciso garantir qualidade, de forma que o atendimento seja efetivo e multiprofissional, com integração plena ao sistema de saúde. Hoje é possível encontrar variações muito grandes entre instituições que oferecem cuidados paliativos e o desafio está em equalizar esse padrão”, explica.

 

Desafio global de saúde pública - De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 60 milhões de pessoas necessitam de cuidados paliativos anualmente em todo o mundo. Deste total, 31,1 milhões estão em fase terminal, e aproximadamente 18 milhões morrem sofrendo com dor e sintomas que poderiam ser evitados.

 

A maior parte desses pacientes, 73%, vive em países de baixa renda, cenário que evidencia a desigualdade no acesso a esse tipo de assistência. A situação é ainda mais grave entre crianças de 0 a 19 anos, já que mais de 97% das que precisam de cuidados paliativos estão em nações de baixa e média renda. 

 

Entre as principais causas que demandam cuidados paliativos pediátricos estão HIV/AIDS e malformações congênitas, responsáveis por 46% dos casos, seguidos por prematuridade extrema e trauma de nascimento (quase 18%) e lesões (16%). 

 

A região da África concentra mais da metade dessa demanda infantil, seguida pelo Sudeste Asiático (20%), Mediterrâneo Oriental (12%) e Pacífico Ocidental (8%). A Europa e as Américas somam apenas 9% da necessidade global de cuidados paliativos infantis. 

 

Em termos per capita, a África lidera a necessidade, seguida pelo Mediterrâneo Oriental. A maior parte da demanda pediátrica está relacionada à doenças progressivas não malignas, exceto na África, onde o HIV é a principal causa. O câncer representa uma parcela menor dessa necessidade entre crianças.

 

Saúde mental nas empresas: seis mitos e verdades que você precisa conhecer

Psicóloga fala o que ajuda a romper preconceitos e a fortalecer o cuidado com o bem-estar no trabalho

 

De acordo com dados do Ministério da Previdência, metade dos trabalhadores brasileiros poderá desenvolver algum tipo de transtorno mental ao longo da vida profissional. Embora o bem-estar tenha ganhado espaço nas conversas atuais, a saúde mental ainda é cercada por tabus, desinformação e medo. Muitas pessoas evitam buscar apoio psicológico por receio de serem julgadas, parecem frágeis ou comprometerem a imagem profissional. 

Para a psicóloga Fatima Macedo, especialista em saúde mental corporativa e CEO da Mental Clean, é urgente romper mitos e abrir espaço para o cuidado verdadeiro. “Para construirmos ambientes de trabalho mais humanos, produtivos e sustentáveis, precisamos ter acesso a informações de qualidade e promover espaços de diálogo e escuta ativa. A saúde mental é responsabilidade de todos, e começa pela extinção dos estigmas relacionados ao tema”, ressalta Fatima.

 

Conheça seis mitos e verdades sobre a saúde mental: 

  1. Mito: “Quem vai ao psicólogo é fraco ou está louco.”

Verdade: A psicoterapia é um recurso para qualquer pessoa que deseja se conhecer, crescer emocionalmente ou enfrentar desafios com mais equilíbrio;

  1. Mito: “Problemas emocionais se resolvem com força de vontade.”

Verdade: Transtornos mentais têm causas complexas (biológicas, psicológicas e sociais) e exigem cuidado especializado. Apoio profissional e ambientes acolhedores fazem toda a diferença;

  1. Mito: “Só quem tem um diagnóstico grave precisa de psicólogo.”

Verdade: A psicoterapia é um recurso para qualquer pessoa que deseja se conhecer, crescer emocionalmente ou enfrentar desafios com mais equilíbrio;

  1. Mito: “No trabalho, o foco deve ser a produtividade — não as emoções.”

Verdade: A produtividade anda lado a lado com a saúde emocional. Colaboradores que se sentem ouvidos, seguros e valorizados entregam mais, relacionam melhor e se engajam com maior empenho em suas atividades;

  1. Mito: “Falar sobre saúde mental na empresa é abrir espaço para reclamação.”

Verdade: Falar sobre saúde mental e emoções com responsabilidade previne crises, melhora a comunicação e favorece relações saudáveis. Empresas que promovem esse diálogo têm mais sucesso, melhor engajamento e retenção de talentos.

  1. Mito: “Quem está bem mentalmente nunca sente tristeza ou cansaço.”
    Verdade: Ter saúde mental não significa estar feliz o tempo todo. Significa

reconhecer e lidar com as emoções de forma saudável, com apoio quando necessário.


 

Abrindo espaço para o diálogo 

Falar sobre saúde mental sem tabu significa criar ambientes de confiança e segurança psicológica. Fatima reforça que romper mitos é abrir espaço para o cuidado verdadeiro e orienta algumas iniciativas que podem contribuir para a criação de ambientes emocionalmente saudáveis. 

“Promover rodas de conversa e campanhas educativas, reforçando que pedir ajuda é um ato de coragem e não de fraqueza; capacitar líderes e gestores para identificar sinais de sofrimento emocional em suas equipes e acolher com empatia; oferecer acesso a apoio profissional, como programas de assistência psicológica, terapia on-line ou convênios de saúde ampliados; valorizar as pausas, equilíbrio e autocuidado como parte da cultura organizacional, e não como privilégios isolados, podem quebrar tabus e incentivar espaços para o diálogo, criando um ambiente corporativo mais acolhedor”, completa a psicóloga.


Fatores sociais, ambientais e biológicos podem estar relacionados a essa discrepância na incidência da enfermidade

“Não existe ainda uma causa definida para explicar esta discrepância entre sexos, mas sim hipóteses levantadas pela comunidade científica”, afirma a médica Rafaela Pozzobon, da Oncologia D’Or. A seguir, a especialista cita quatro possíveis motivos que levariam os homens a serem mais vulneráveis ao câncer do que as mulheres.

 

1.   As mulheres costumam cuidar mais do próprio corpo do que seus parceiros. Esta seria uma das explicações para essa diferença? 

Resposta – Sim. Esta é a primeira hipótese considerada. O fato é que as mulheres procuram mais os serviços de saúde, preocupam-se mais com o próprio corpo e fazem exames de rotina e rastreamento. Já os homens têm mais resistência em cuidar da saúde e, quando procuram os serviços médicos, o fazem tardiamente.
 

2.   Eles também costumam fumar e beber mais do que as mulheres. Esses hábitos os tornam mais suscetíveis ao câncer? 

Resposta – Sim. A segunda variável mais levantada pelos cientistas envolve fatores ambientais mais comuns entre os homens, que aumentam o risco de câncer, como o tabagismo, o etilismo, a obesidade, o sedentarismo e o estresse. 

Entender os motivos dessa diferença pode abrir novas
perspectivas para a prevenção e o tratamento
do câncer em homens


 3. Existe alguma prova que sustente esta hipótese? 

Resposta – Não existe comprovação ainda. Mas em países como os Estados Unidos, a incidência de câncer na população feminina tem aumentado desde a década de 1990, enquanto na masculina está estável desde 20134.. À medida que a mulher entrou no mercado de trabalho, começou a ter um estilo de vida muito parecido com o dos homens, o que explicaria este movimento.
 

4. Além de fatores externos, há causas internas para explicar a discrepância na incidência da enfermidade? 

Resposta – Estudos sugerem que as mulheres teriam mais proteção contra o câncer por questões biológicas. Pesquisadores americanos estudaram os genes ligados ao cromossomo X, em especial um grupo que suprime os tumores. Como as mulheres têm dois cromossomos X e os homens apenas um, elas estariam mais protegidas do câncer do que eles. Nos homens, bastaria a mutação de uma cópia para causar a perda do inibidor de células malignas. Esse fato não ocorreria nas mulheres. Se confirmada, essa teoria abre a possibilidade para o desenvolvimento de novos tratamentos para o câncer.

  

Oncologia D'Or

 

Referências

  1. Instituto Nacional do Câncer (INCA). Disponível em: Link.
  2. Sarah Jackson. Sex differences in cancer incidence among solid organ transplant recipients. Journal of the National Cancer Institute, Volume 116, Issue 3, 2024, Pages 401–407.
  3. Instituto Nacional de Câncer (Brasil). Estimativa 2023: incidência de câncer no Brasil/Instituto Nacional de Câncer, Rio de Janeiro, 2022
  4. Don Dizon et al. Cancer statistics 2024: All hands on deck. CA Cancer J Clin. 2024;74:8–9

  

Cinco situações cotidianas que a enxaqueca transforma em grande sofrimento

A doença não tem cura, mas tem tratamento. O cuidado integrado permite que os pacientes desfrutem de momentos de lazer e descanso sem dores.

 

Segundo estimativas da OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de um bilhão de pessoas sofrem de enxaqueca no mundo, só no Brasil são cerca de 30 milhões com a doença, que é crônica e tem causa hereditária. Para elas, algumas circunstâncias do dia a dia - muitas vezes inevitáveis - podem se transformar em grande sofrimento. Conheça cinco dessas situações: 

1) Dormir: além da insônia, a enxaqueca também é causa de pesadelos e bruxismo noturno (ranger e apertar os dentes); 

2) Viajar: a cinetose, ou “mal do movimento” provocada pela enxaqueca, transforma uma simples viagem em um enorme problema que costuma começar já na infância, bem antes da dor de cabeça, sendo um sintoma precoce da enxaqueca. Náuseas, vômitos, palidez e mal estar acontecem por essa sensibilidade excessiva ao movimento; 

3) Lazer: fotofobia (sensibilidade à luz) e fonofobia (intolerância a sons altos) são sintomas da enxaqueca, por isso, frequentar locais muito iluminados e barulhentos pode ser impossível; 

4) Ir ao cabeleireiro: devido à alodínia (dor provocada por estímulos que normalmente não causam dor) e à constante sensibilidade e inflamação do couro cabeludo, contatos diretos com o cabelo podem causar muita dor; 

5) Calor: as altas temperaturas também são inevitáveis (assim como as alterações bruscas nos termômetros), afinal, é impossível controlarmos o clima. O calor pode ser muito desconfortável para quem sofre de enxaqueca, assim como ir à praia, com a luz do sol e a areia branquinha, pode trazer sofrimento para quem tem enxaqueca. Nesse caso, a neurologista Thaís Villa, médica especialista no diagnóstico e tratamento da enxaqueca, orienta não esquecer óculos de sol e se manter hidratado.


 

Não tem cura, mas tem tratamento

 

“É fundamental entender que, ao tratar a enxaqueca, as chances de crise diminuem, permitindo que pessoas que têm a doença desfrutem dos momentos de lazer e descanso, afinal, normal é viver sem dor!”, explica Thaís Villa. 

A médica orienta que a pessoa com enxaqueca procure um neurologista e inicie a jornada de tratamento da doença, que é complexa e tem muitas repercussões na vida do paciente, inclusive complicações vasculares (risco aumentado para AVC e infarto), além de perdas na qualidade de vida, como alterações do sono e de humor, tendência à ansiedade e a problemas cognitivos, entre outras. 

“O tratamento integrado visa o controle dos sintomas e da doença e deve combinar terapias com medicamentos de ponta e ajustes no estilo de vida, com acompanhamento de uma equipe multiprofissional, oferecendo atendimento de forma individualizada com o objetivo de proporcionar bem-estar ao paciente por meio do controle da doença e dos sintomas que ela faz acontecer”, completa Thaís Villa.


Neste Outubro Rosa, Instituto Natura e Avon lançam Movimento Pelo Cuidado das Mamas e campanha Estar com Elas para ampliar conscientização sobre câncer de mama

 

Iniciativas propõem ativar o senso de urgência em relação aos exames de detecção precoce da doença e quebra de barreiras de acesso à informação para chegar às mulheres mais vulneráveis

 

Com o objetivo de conscientizar e transformar consciência sobre câncer de mama em atitude, o Instituto Natura e a Avon, que historicamente atuam nas causas de Direitos e Saúde das Mulheres, lançaram o Movimento Pelo Cuidado das Mamas, em parceria com o grupo RD Saúde (Raia e Drogasil), o Instituto Oncoguia e a Rede Feminina de Combate ao Câncer, e a campanha Estar com Elas, própria do Instituto Natura e Avon. 

O Movimento Pelo Cuidado das Mamas, iniciado ainda em setembro, conta com a campanha “Tem que Peitar”, estrelada pela cantora Tiê, que já passou por um tratamento de câncer de pulmão e atualmente se dedica a conscientizar pessoas sobre o câncer em geral. A estratégia da campanha, primeira iniciativa lançada pelo Movimento, é manter ações perenes ao longo de todo o ano para conscientizar a população sobre a saúde das mamas no Brasil e enfrentar os principais desafios mapeados para 2025. 

O objetivo é desconstruir o mito do autoexame como suficiente e alcançar mulheres em maior vulnerabilidade social, econômica ou emocional com empatia e linguagem acessível. Para isso, a campanha, criada pela Agência Repense, conta com peças digitais, parcerias com diversas organizações e comunidades de fé, ações OOH (Out-Of-Home, em cidades), ativações em rádios por meio de Spots (peças publicitárias) com histórias de transformação de vidas e informações sobre autocuidado, acesso ao diagnóstico, direitos e serviços de acolhimento. 

“Ainda que o câncer de mama seja o tipo de câncer que mais acomete mulheres e um dos mais conhecidos, mobilizá-las para o cuidado contínuo é um desafio de saúde coletiva e que deve ser feito de forma constante. É preciso que as mulheres saibam reconhecer os métodos de detecção precoce, as leis e direitos disponíveis para as pacientes, os sinais e sintomas da doença”, afirma Mariana Lorencinho, líder de Políticas Públicas de Saúde das Mulheres do Instituto Natura. 

Já a campanha “Estar com Elas” foca em alavancar a mensagem de que as consultas e os exames de rotina devem ser uma prioridade para todas as mulheres. “Nosso objetivo, com a campanha, é conscientizar e incentivar as mulheres a priorizarem sua saúde e fazerem os exames de rotina. Sabemos que o dia a dia agitado sempre deixa essa tarefa para depois. Queremos ativar o senso de urgência e a importância do cuidado com as mamas”, diz Juliana Barros, diretora de Marketing e Comunicação da Avon. 

A campanha proprietária do Instituto Natura e Avon já aconteceu em 2024 durante o Outubro Rosa e chega em 2025 com novas mídias digitais e impressas, um vídeo-manifesto alertando sobre os riscos de deixar os exames de rotina para “depois” e ações de marketing com produtos Avon Care - em especial com a loção hidratante de óleo de coco, que ganhará uma embalagem nova temática. Diferente do Movimento, esta tem abrangência latino-americana, com ativações não só no Brasil como também na Argentina, México, Chile, Colômbia e Peru, países em que o Instituto Natura e a Avon estão. 

“No dia a dia, a gente vive falando ‘depois’. ‘Depois eu ligo.’ ‘Depois eu faço.’ ‘Depois eu cuido disso.’ Mas quando o assunto é a saúde das mamas, é o ‘agora’ que pode mudar tudo. Detectar o câncer de mama precocemente é chegar a tempo. A consulta médica anual e os exames de rotina, como a mamografia, são ferramentas para cuidar da saúde das suas mamas. Precisamos dar um novo significado para o valor do ‘agora’”, diz o manifesto da campanha. “Estar com elas é agora. Faça sua consulta de rotina e procure orientação médica”, finaliza o vídeo.

 

                  https://www.youtube.com/watch?v=NkxJN4fxZgg&t=3s 

Dados do Panorama do Câncer de Mama, estudo encomendado pelo Instituto Natura a partir de dados do Sistema Único de Saúde (SUS), mostram que o País tem hoje um cenário preocupante em relação ao câncer de mama: em 2023 e 2024, a taxa de cobertura mamográfica atingida a nível nacional foi de apenas 23,7%, muito abaixo dos 70% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, entre 2015 e 2024, quase meio milhão de novos casos de câncer de mama foram registrados no SUS, com maior incidência em mulheres de 50 a 69 anos, mas com crescimento expressivo também entre as mais jovens.

 

Amplificação da mensagem

O Movimento Pelo Cuidado das Mamas tem abrangência nacional e foi pensado com a lógica de que é necessário unir forças de diferentes atores estratégicos no país e hoje conta com o Instituto Natura e Avon, que historicamente contribuem com a causa do câncer de mama; RD Saúde, que tem a potência da abrangência nacional de sua rede e seu foco em promover saúde; Oncoguia, como referência nacional em informação de qualidade e defesa de direitos das pacientes; e Rede Feminina de Combate ao Câncer, que atua nacionalmente para o acolhimento e apoio a pacientes e mulheres em processo de diagnóstico de câncer - para construir uma estratégia sólida e ampla de divulgação, a uma única voz da mensagem sobre o cuidado com as mamas. 

“Para a RD Saúde, participar do Movimento Pelo Cuidado das Mamas é mais do que apoiar uma campanha: é exercer nosso compromisso de contribuir para uma sociedade mais saudável. Com a presença em milhares de farmácias em todo o Brasil, temos a oportunidade e a responsabilidade de levar informação de qualidade e incentivar o cuidado contínuo com a saúde das mulheres, rompendo a ideia de que prevenção se limita ao mês de outubro”, afirma Giuliana Ortega, diretora de Sustentabilidade da RD Saúde.

“Temos que garantir que a informação básica sobre o câncer de mama chegue a todas as mulheres, independentemente da idade, do local onde ela mora, da sua cor ou ainda sua educação. Temos que garantir que cada mulher tocada pela nossa campanha tenha acesso a um cuidado integral e efetivo”, complementa Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia. A intenção do Movimento é que futuramente mais parceiros façam parte desta iniciativa unindo esforços, ideias e recursos para transformar a realidade sobre a conscientização do câncer de mama no Brasil.

 

Ficha-técnica Tem que Peitar:

Título: Tem que Peitar

Anunciante: Movimento Pelo Cuidado das Mamas

Equipe do Anunciante Brasil: Instituto Natura, Avon, RD Saúde (dona das marcas Raia e Drogasil), Instituto Oncoguia e a Rede Feminina de Combate ao Câncer
 

Agência: Agência Repense

CEO: Otávio Dias

Diretor de Atendimento: Felipe Machado

Head de Atendimento: Taísa Tamura

Atendimento: Gabriela Puppi

Direção de Criação: Aline Leucz

Head de Criação: Daniel Chagas

Música: Daniel Chagas

Direção de Arte: Daniel Chagas

Revisão: Angela Guanais

Planejamento: Mariana Ferrara

Produção Gráfica: Leandro Souza

Finalização: Gilmar Padrão

RTV: Daniele Gomes - Siga

Direção de Mídia: Nilson Moura

Mídia: Selma Foguel e Luciana Goltcher
 

Produtora: Trust Filmes

Direção: Leandro Torres

Produção Executiva: Alex Leonardo e Deocleciano Junior

Atendimento (Produtora): Carol Oliveira

Edição: Anderson Silva

Finalização (Produtora): Anderson Silva
 

Produtora de Áudio: Lua Nova

Direção Geral: Thomas Roth

Atendimento (Áudio): Isabela Salles

Produtor(a): Fred Benuce

Composição: Daniel Chagas e Fred Benuce

Finalização (Áudio): Gabriel Schubsky e Julio Brasileiro

 


Instituto Natura

Avon
www.avon.com.br

Oncoguia
Basta ligar gratuitamente para 0800 773 1666.

RD Saúde


Dia Mundial da Saúde Mental: geração Z relata falta de propósito e significado na vida

58% dos jovens adultos sentem ‘vazio existencial’; outros 19% dizem não ter ninguém em quem confiar para obter apoio social

 

No Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado em 10 de outubro, segundo a Harvard Graduate School of Education, 58% dos jovens adultos relataram ter experimentado pouca ou nenhuma sensação de propósito ou significado em suas vidas no último mês. O índice revela um vazio existencial em meio a um cenário global de crises e mostra que, apesar do avanço da era digital e da inteligência artificial, falta espaço para as conexões humanas e o sentido de viver. 

Aliado a isso, o World Happiness Report 2025 revela que 19% dos jovens adultos globalmente relataram não ter ninguém em quem confiar para obter apoio social. Apesar de estarem hiperconectados digitalmente, a Geração Z enfrenta uma epidemia de solidão, com poucas relações humanas profundas e falta de afeto. 

Renata Rivetti, especialista na ciência da felicidade e bem-estar, ressalta que a crise da solidão e a crise do sentido da vida andam em conjunto e que a sociedade não está compreendendo a urgência e a gravidade do tema. Somado a isso, os jovens também lidam com crises econômicas, climáticas, desigualdade crescente, sobrecarga e pressão por resultados. 

"Não podemos mais fechar os olhos para essa realidade nem cair na armadilha de achar que os jovens não suportam nada. Eles estão sofrendo e precisam do nosso apoio. Apenas exigir que enfrentem o mundo sem medo não resolve. É fundamental reconhecermos nossos erros como sociedade para buscarmos mudanças concretas", afirma Rivetti.

 

Soluções

Um dos caminhos para ajudar a Geração Z a superar este estado de apatia e solidão, segundo Rivetti, é estimulá-los a buscar o autoconhecimento. “Procuramos desesperadamente o sentido da vida sem perceber que, talvez, o que realmente podemos construir é sentido na vida. Não precisamos de um propósito raro e extraordinário, mas podemos escolher viver uma experiência pessoal com consciência e significado." 

Além disso, as gerações mais velhas precisam encarar de frente a urgência desse cenário. A sociedade não pode ignorar a gravidade da crise de solidão e infelicidade entre os mais jovens. Assumir a responsabilidade é o primeiro passo para a transformação: “Precisamos reconhecer que estamos falhando como sociedade. Só assim será possível mudar e oferecer condições para que esses jovens enfrentem o mundo com mais segurança e menos isolamento. O que protege os jovens da solidão é a certeza de que eles têm a quem recorrer nos momentos difíceis”, destaca Rivetti. 

Outro caminho para resgatar a vitalidade da Geração Z está na recuperação dos sonhos e da esperança. Ainda que a realidade seja desafiadora, os jovens precisam sentir que a vida vale a pena ser vivida. “Mesmo pequenas ilusões podem ser combustível para a alegria. O essencial é que eles não percam a capacidade de sonhar e de acreditar em um futuro possível”, sugere Rivetti. 

Resgatar a Geração Z da solidão, portanto, passa por três frentes: fortalecer vínculos reais, assumir a responsabilidade coletiva pela crise e reacender nos jovens a chama dos sonhos.

 

Renata Rivetti - Especialista na ciência da felicidade, Renata Rivetti é fundadora da Reconnect, diretora do 4 Days Week no Brasil, palestrante, consultora, colunista da Fast Company Brasil e autora do livro “O Poder do Bem-estar: um guia para redesenhar o futuro do trabalho”. É formada em Administração pela FGV-EAESP, com pós-graduação em Psicologia Positiva na PUC-RS e especialização em Estudos da Felicidade na Happiness Studies Academy, além de possuir diversas certificações em bem-estar e saúde mental no trabalho nas universidades Harvard, da Pensilvânia e outras instituições.



Iguatemi São Paulo incentiva o cuidado da mulher e chama a atenção para a importância do autocuidado no Outubro Rosa

Crédito: Rafael Cusato

A campanha reforça a importância de prevenção, conscientização e diagnóstico precoce dos cânceres de mama e de colo do útero

 

A Iguatemi, mais uma vez, comprometida em contribuir com uma sociedade mais consciente e solidária, promove a campanha internacional do Outubro Rosa em seus empreendimentos, para reforçar a mensagem da importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do cuidado integral com a saúde da mulher. 

Assim como nas edições anteriores, o Iguatemi São Paulo terá sua fachada iluminada na cor rosa, o paisagismo temático e a presença da campanha nos canais digitais dos empreendimentos ajudam a dar mais visibilidade à conscientização sobre a relevância do cuidado integral e da informação sobre a saúde da mulher.  

Durante todo o mês de outubro,11 shoppings e outlets da rede irão realizar uma série de ações que visam sensibilizar a população. A tradicional iluminação das fachadas na cor rosa, o paisagismo temático e a presença da campanha nos canais digitais dos empreendimentos ajudam a dar mais visibilidade à conscientização sobre a relevância do cuidado integral e da informação sobre a saúde da mulher. 

Entre as iniciativas previstas está o “Estacionou, Doou”, ação social realizada todos os anos que, na última quarta-feira de outubro, reverte 100% da renda líquida obtida com o estacionamento dos empreendimentos participantes para instituições de apoio a pacientes oncológicas. Nos últimos 10 anos, os shoppings da Iguatemi já doaram em torno de R$ 4 milhões para diferentes entidades, contribuindo diretamente para a realização de mais de 18 mil mamografias em diversas regiões do país. 

"O Outubro Rosa é mais do que uma campanha, é um convite coletivo à conscientização e ao cuidado. Com a nossa presença em diversas cidades, seguimos comprometidos em ampliar essa conscientização nacionalmente para engajar clientes, colaboradores, lojistas, parceiros e toda a nossa comunidade em torno de uma causa de extrema importância para a sociedade e que exige atenção contínua", afirma Renata Zitune, Diretora Executiva de Marketing e Patrocínio da Iguatemi S.A.


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