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sábado, 4 de outubro de 2025

Microbiota: o elo invisível entre saúde intestinal, imunidade e bem-estar dos pets

O equilíbrio e o desequilíbrio da microbiota impactam
 a saúde geral dos animais
 
Foto: Melvin Quaresma

DrogaVET investe em ativos manipulados que valorizam o papel da microbiota para promover saúde digestiva, imunológica e sistêmica em cães e gatos

 

De um lado, o intestino. Do outro, o cérebro, o sistema imunológico, a pele e até o humor. Entre eles, um elo invisível e vital: a microbiota. Esse conjunto de trilhões de microrganismos que habita o trato gastrointestinal de cães e gatos está no centro de uma verdadeira revolução na medicina veterinária funcional, não apenas pela complexidade, mas pelo impacto que seu equilíbrio ou desequilíbrio pode ter sobre a saúde geral dos animais. 

Com base nas evidências científicas mais recentes e alinhada à tendência internacional de cuidado integrativo, a DrogaVET, rede pioneira e líder nacional em farmácia de manipulação exclusivamente veterinária, vem investindo em soluções personalizadas para apoiar o equilíbrio da microbiota de animais de estimação. Os ativos, disponíveis sob prescrição, fazem parte de um portfólio diferenciado e manipulável em formas farmacêuticas de alta adesão, com sabores e apresentações adaptados ao perfil do paciente — uma estratégia que alia ciência, tecnologia farmacêutica e cuidado individualizado.


A importância de olhar para dentro: o que a microbiota diz sobre a saúde do pet

A microbiota intestinal desempenha papel essencial na digestão, na imunidade e na integridade da mucosa gastrointestinal. Quando em desequilíbrio (disbiose), pode desencadear manifestações gastrointestinais, dermatológicas e comportamentais, como diarreia crônica, flatulência, dermatites, queda de pelo, prurido, distúrbios comportamentais, entre outros.

“O intestino é mais do que um órgão digestivo. Ele abriga cerca de 70% das células imunológicas do corpo e se comunica diretamente com o cérebro, a pele e outros sistemas. Por isso, estratégias terapêuticas que incluem a modulação da microbiota têm se mostrado eficazes não apenas em distúrbios gastrointestinais, mas também em condições  dermatológicas, imunológicas e metabólicas”,  explica a médica-veterinária e consultora técnica da DrogaVET, Farah de Andrade.

disbiose pode desencadear manifestações gastrointestinais,
dermatológicas e comportamentais nos pets
 
Foto Edjane Madza


Do laboratório ao intestino: ativos manipulados que cuidam de dentro para fora

Os probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefício à saúde do hospedeiro. Lactobacillus acidophilus, rhamnosus e plantarum, por exemplo, ajudam a restabelecer o equilíbrio microbiano intestinal, reforçar a imunidade e reduzir inflamações, especialmente importantes em pacientes com histórico de disbiose, infecções recorrentes ou uso prolongado de antibióticos.

Já os prebióticos são fibras não digeríveis que servem de alimento para essas bactérias benéficas, estimulando seu crescimento e atividade no trato intestinal. Compostos como os frutooligossacarídeos (FOS) e mananoligossacarídeos (MOS) são frequentemente prescritos para favorecer um ambiente eubiótico.

O uso conjunto de probióticos e prebióticos caracteriza a atuação simbiótica, com efeitos sinérgicos na restauração da microbiota e no suporte imunológico. Essa abordagem é particularmente indicada em quadros de enteropatias crônicas, alergias alimentares, colites e outros distúrbios digestivos.

Além disso, a DrogaVET trabalha com ativos imunomoduladores e regeneradores da mucosa intestinal, como a glutamina, um aminoácido essencial para os enterócitos (as células da parede intestinal), especialmente útil em casos de lesões, inflamações ou recuperação pós-cirúrgica. Outro destaque é o butirato de sódio, um ácido graxo fundamental para a regeneração da mucosa intestinal, com ação anti-inflamatória direta e papel na modulação do sistema imune.

Ativos de origem natural como a berberina e a curcumina, apresentam propriedades antioxidantes, antimicrobianas e anti-inflamatórias e são frequentemente utilizadas em protocolos integrativos para cuidado do trato digestivo e manifestações dermatológicas associadas à disbiose. A composição se completa com os ácidos graxos de cadeia média e curta, que ajudam a regular o pH intestinal, inibir o crescimento de bactérias patogênicas e fortalecer as barreiras naturais de defesa do organismo.

DrogaVet investe em ativos manipulados que
valorizam o papel da microbiota
 Foto: Priscilla Fiedler


Todos esses ativos podem ser manipulados em formas farmacêuticas adaptadas ao comportamento e às preferências do pet — desde biscoitos e caldas flavorizadas até pastas orais, sachês ou cápsulas, com sabores como frango, carne, salmão ou leite condensado.

 “Esse cuidado com a forma e o sabor não é um detalhe, mas um fator determinante para a adesão ao tratamento”, explica Farah, reforçando que medicamentos só fazem efeito se forem administrados corretamente, e isso depende da aceitação pelo animal.

“Embora o microbioma ainda seja um universo em expansão na veterinária, é evidente que o seu papel será cada vez mais central nos protocolos terapêuticos. E nós estamos prontos, com ciência, tecnologia e respeito às particularidades de cada paciente”, conclui a médica-veterinária.

 


DrogaVET
www.drogavet.com.br


Falsificação de medicamentos veterinários contra pulgas e carrapatos pode colocar em risco a saúde dos pets

Tutores devem redobrar a atenção na hora da compra, principalmente no ambiente virtual, orienta a Elanco Saúde Animal

 

A Elanco Saúde Animal reforça um alerta importante para tutores de cães e gatos: a falsificação de medicamentos veterinários tem se tornado cada vez mais frequente, especialmente em plataformas de e-commerce (lojas em ambiente virtual). A prática coloca em risco a saúde e a vida dos animais de estimação, já que produtos falsificados não garantem eficácia nem segurança.

Os medicamentos ilegais muitas vezes chegam ao consumidor em blisters suspeitos, com comprimidos que lembram grãos de ração, e embalagens que tentam reproduzir o aspecto dos produtos originais. Em alguns casos, sequer há embalagens. O risco é alto: além de não tratar corretamente, esses produtos podem conter substâncias prejudiciais à saúde do animal.

“Animais que recebem medicamentos falsos podem ter reações adversas como vômito, diarreia, coceira ou mesmo quadros mais graves de intoxicação. Ou, simplesmente, não apresentar sintoma nenhum, justamente por estarem ingerindo um placebo”, explica Camila Camalionte, médica-veterinária e gerente técnica da Elanco para Pet Health. “Por conta disso, a melhora ao tratamento de doenças mais graves pode ser mais demorada, colocando o animal ainda mais em risco”, alerta. 

Cristiano Anjo, diretor de marketing da Elanco, afirma que é fundamental que os tutores comprem sempre em canais oficiais e de confiança e fiquem atentos a qualquer irregularidade nas embalagens ou nos comprimidos. “Em caso de dúvida, a recomendação é consultar o médico-veterinário antes de administrar o produto e entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa”, diz.

Para garantir a segurança dos pets, a Elanco orienta que os tutores:

  • Adquiram medicamentos apenas em plataformas oficiais, clínicas veterinárias e pet shops de confiança;
  • Desconfiem de descontos muito expressivos e/ou preço muito abaixo do praticado por canais de confiança;
  • Chequem se a aparência e o odor do medicamento correspondem exatamente aos produtos originais, assim como embalagens, bulas e blisters;
  • Caso suspeitem do site de compra, usem o detector de site confiável do Reclame Aqui
  • Na dúvida sobre a autenticidade do medicamento, não deem ao animal. Consultem antes um médico-veterinário e entrem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa fabricante.

Além das orientações aos tutores, a Elanco está tomando uma série de medidas para coibir o uso indevido da marca em produtos falsificados. Entre elas estão denúncias ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e outras autoridades competentes, a realização de investigações de campo e iniciativas para identificar e retirar do mercado produtos irregulares.

A falsificação de medicamentos compromete o bem-estar dos animais e representa um problema de saúde pública. “A Elanco reforça seu compromisso em apoiar os tutores e profissionais veterinários no combate a essa prática, promovendo informação, conscientização e ações concretas para proteger cães e gatos em todo o Brasil”, conclui Anjo.

Para saber mais sobre a Elanco, visite o site https://meupet.elanco.com/br , siga nossas redes sociais no Instagram (@elancopetsbr) e no LinkedIn (@elancobrasil).

 

Elanco Animal Health
www.elanco.com.br


Ação solidária de adoção de pets em Pinheiros é promovido por Nanica Brasil e Petlove

A marca pet friendly, que tem Tiago Abravanel como sócio, transformou sua loja em ponto de adoção responsável, reunindo pets que foram adotados presencialmente e outros disponíveis por meio de cartazes

 

O Nanica Brasil em Pinheiros abriu as portas com um objetivo diferente. Além de servir as famosas tortas que já conquistaram todo mundo, a rede de franquias especializada em banoffee, que tem como um de seus sócios o artista Tiago Abravanel, uniu sabor, causa social e amor pelos pets em uma parceria inédita com a Petlove, maior ecossistema pet do Brasil. A ação, carinhosamente chamada de Nanicão, teve como objetivo promover a adoção responsável junto à ONG Desabandone, dedicada ao cuidado animal. O processo de adoção aconteceu de duas formas: presencialmente com filhotes acompanhados de cuidadores, garantindo bem-estar e segurança e também por meio de cartazes que conectam animais a novos tutores de forma prática e acessível.

Durante o evento, o público participou de ativações especiais, recebeu brindes exclusivos de ambas marcas e, claro, aproveitou o sabor inconfundível das sobremesas do Nanica. Além disso, uma bebida inédita foi criada especialmente para a ocasião. A novidade teve como inspiração um dos grandes símbolos brasileiros: o vira-lata caramelo. Trata-se de uma forma divertida e carinhosa que a marca encontrou de homenagear esse ícone nacional, presente de norte a sul do país. 

E para relacionar o mundo pet ao dia da Banana, a Petlove utilizou dos dados do seu PetCenso, levantamento de nomes pet com mais de 1,8 milhão de animais, para celebrar mais um espaço pet friendly e aliado no cuidado com os animais. De acordo com a pesquisa da empresa, são 140 animais chamados de banana, destes, 65% são SRDs, os populares vira-latas, entre eles, os caramelos. 

O Nanica é uma marca pet friendly por essência, tanto que ter um espaço preparado para receber animais de estimação é um dos requisitos para abrir uma franquia da rede. Em todas as lojas, há áreas pensadas especialmente para que os pets se sintam confortáveis, como parte de um projeto que valoriza todos os integrantes da família. Segundo dados de uma pesquisa da Petlove, essa é uma demanda frequente, 90% dos tutores acreditam que mais estabelecimentos deveriam permitir a companhia dos animais.

“Nossas lojas são pensadas para que as pessoas e os animais se sintam em casa e possam aproveitar as sobremesas sem pressa, realmente vivendo o momento. Pensamos em cada detalhe porque queremos que todos se sintam bem-vindos, tanto clientes quanto seus pets”, acrescenta Thais Costa, CEO do Nanica Brasil. 

“É com alegria que participamos deste movimento do Nanica e observamos mais um espaço pet friendly, preocupado com o bem-estar dos animais e que incentiva a adoção. De acordo com dados da Petlove, 93% dos tutores consideram seus animais como membros da família, assim, promover experiências que manifestem essa paixão é uma felicidade e faz parte do nosso propósito de transformar o mundo em um lugar onde os pets sejam mais felizes e saudáveis”, revela André Romeiro, CMO da Petlove. 

Para o Nanica, essa ação é uma forma de reforçar seus valores e de unir forças com quem compartilha da mesma missão. Fundado em 2018 pelos amigos Leonardo Macedo e Tito Barcellos, o Nanica começou como uma pequena operação artesanal e ganhou projeção nacional com o apoio de sócios estratégicos, como o ator e apresentador Tiago. Abravanel e a holding de franquias SMZTO. Hoje, com gestão profissionalizada e operação enxuta, a rede mira encerrar 2025 com 80 unidades, expandindo para mercados estratégicos no Rio de Janeiro e em outras regiões do país.

 

Nanica
Para mais informações, visite o site.


Aves de estimação: cuidados essenciais para garantir bem-estar e saúde

Pexels
 Alimentação equilibrada, ambiente adequado e acompanhamento veterinário fazem a diferença na vida dessas companheiras de longa data


Ter uma ave como animal de estimação pode ser uma experiência encantadora e repleta de afeto. Mas esses pets exigem cuidados específicos que garantem saúde, bem-estar e qualidade de vida. Segundo o médico veterinário André Schlemper, especialista em Medicina de Animais Selvagens e professor da Una Catalão, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, conhecer as necessidades básicas desses animais é essencial para quem deseja adotar ou já tem uma ave em casa.
 

“É importante lembrar que muitas espécies vivem por décadas. Uma calopsita, por exemplo, pode chegar a 20 anos, enquanto alguns papagaios passam facilmente dos 80. Portanto, ao adotar uma ave, é preciso ter consciência de que se trata de um compromisso de longo prazo”, explica Schlemper. 

Entre as aves que podem ser criadas legalmente como pets no Brasil estão canários, periquitos, calopsitas, pombos, marrecos, galinhas e pavões, além de algumas espécies adquiridas apenas em criadouros autorizados, como papagaios e araras. Em todos os casos, o especialista reforça a importância de verificar se a ave veio de origem legal, evitando o tráfico de animais.

Pexels

Cuidados básicos: mais do que apenas uma gaiola 

Espaço adequado, alimentação balanceada e estímulos diários são fundamentais. Gaiolas pequenas e sem enriquecimento ambiental podem causar estresse, doenças e até comportamentos compulsivos, como arrancar as próprias penas. 

“Deixar a ave solta em momentos supervisionados é uma ótima alternativa, especialmente para psitacídeos como calopsitas e papagaios. Isso estimula a socialização e reduz problemas emocionais, mas precisa ser feito com segurança, sem risco de contato com fios, tintas ou objetos tóxicos”, alerta o especialista.

 

Alimentação: o erro comum das sementes 

Um dos equívocos mais comuns entre tutores é oferecer apenas sementes, como girassol ou alpiste. Essa prática, segundo o veterinário, traz sérios riscos: “Sementes em excesso podem causar obesidade, problemas no fígado e carência de vitaminas e minerais. O ideal é investir em rações específicas para aves, complementadas por pequenas porções de frutas, verduras e legumes”.

 

Atenção ao comportamento e à saúde 

Mudanças de apetite, silêncio incomum, penas eriçadas ou fezes alteradas podem indicar problemas de saúde. Além disso, aves estressadas podem se tornar agressivas ou arrancar as próprias penas. Consultas periódicas com veterinário especializado ajudam a prevenir doenças digestivas e respiratórias, além de orientar o tutor sobre manejo adequado. 

“Recomendo que, assim que o tutor adote uma ave, faça uma consulta de orientação. Depois, o ideal é manter um check-up a cada seis meses, com exames simples de sangue e fezes. Isso garante que a ave tenha uma vida longa, saudável e feliz”, conclui Schlemper. 

O Dia das Aves, 4 de outubro, é um convite para lembrar que a convivência com esses animais exige responsabilidade e carinho, valorizando seu bem-estar.

 

Centro Universitário Uma


Enriquecimento ambiental pode melhorar a saúde e o bem-estar de bezerras leiteiras, aponta pesquisa do IZ

 

Pesquisa realizada pelo Instituto de Zootecnia (IZ-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, investigou o impacto do enriquecimento ambiental no desempenho, na incidência de doenças e no comportamento de bezerras na fase de aleitamento, além de suas preferências por objetos lúdicos. Coordenado pela pesquisadora Márcia Saladini do Núcleo Regional de Pesquisa de Ribeirão Preto do IZ, o trabalho indicou que as adaptações realizadas nos recintos dos animais trouxeram melhoras ao bem-estar das bezerras leiteiras. 

Márcia relata que a pesquisa foi realizada em parceria com a Fazenda Sertãozinho, situada em Minas Gerais e de propriedade de Andres Rojas, sendo avaliadas 20 bezerras da raça Holandesa, criadas individualmente em gaiolas suspensas, sendo utilizadas 10 gaiolas com enriquecimento ambiental e 10 sem o enriquecimento. 

“Para fazer o enriquecimento ambiental das gaiolas, usamos objetos simples e de baixo custo, acessíveis para qualquer produtor. Colocamos coçadores nas instalações durante todo o período de avaliação, que nada mais são do que as escovas da base das vassouras. Também utilizamos bola, bola com sino e corrente de plástico”, relata. Para que não ficasse monótono e as bezerras perdessem o interesse, a especialista conta que a equipe revezava os objetos a cada 15 dias. “Iniciamos com a bola, depois de 15 dias trocamos pela bola com sino e após mais 15 dias substituímos pela corrente”, comenta. 

Para a pesquisadora, os resultados foram muito satisfatórios. “O enriquecimento ambiental contribui para o bem-estar das bezerras e pode diminuir os custos de produção. Houve melhora na conversão alimentar, ou seja, os animais consumiram menos alimentos para alcançar o mesmo peso. Além disso, houve redução no escore de fezes nos primeiros trinta dias de vida, indicando menor incidência de diarreia. Os gastos com medicamentos para tratar doenças como diarreia, pneumonia e tristeza parasitária reduziram em 30%, refletindo melhoras na saúde e consequentemente no bem-estar dos animais”, explica Márcia. 

A pesquisa fez parte da dissertação de mestrado defendida por Raquel de Oliveira Andrade, do Programa de Pós-graduação em Produção Animal Sustentável do IZ, orientada pela pesquisadora Márcia Saladini.

 

Enriquecimento ambiental no aleitamento

A fase de aleitamento de bezerras é um período crítico, pois seu sistema imunológico ainda é imaturo. Um manejo adequado nos primeiros meses de vida é essencial para reduzir a morbidade e a mortalidade, impactando positivamente o desempenho e a produtividade futura desses animais.

O método de criar bezerras em baias individuais ainda é polêmico, já que acaba privando os animais de expressar seus comportamentos naturais. Porém neste sistema há menor propagação de doenças e maior facilidade para a observação individual dos animais.

O uso de enriquecimento ambiental pode contribuir para melhorar o bem-estar de bezerras criadas em gaiolas durante a fase inicial de vida. Essa prática favorece o desenvolvimento comportamental e reduz o estresse até a transferência para baias coletivas, promovendo resultados positivos no bem-estar geral dos animais.
 

Alexandra Cordeiro


Caso do ‘coelho fumante passivo’: veterinária cita 3 alertas para donos de pets

Professora do curso de Veterinária da Una Itabira, no Leste de Minas, cita doenças possíveis


Um coelho coberto por fuligem e nicotina ficou quase branco depois do banho após ser resgatado de uma casa no Canadá, onde os moradores eram fumantes. O caso, que viralizou e saiu no jornal britânico The Sun, acende o alerta sobre os efeitos do “fumo passivo” e o “fumo de terceira mão” em animais. Mas, qual é a dimensão do perigo de fumar próximo dos pets?
 

A professora e veterinária Ana Laura Barros, responsável técnica no Centro Médico Veterinário da Faculdade Una Itabira, faz três alertas aos tutores fumantes - enquanto eles ainda não conseguem abandonar este hábito. A faculdade integra o Ecossistema Ânima de ensino no Leste de Minas:

 

1- Principais efeitos na saúde dos pets: o tabagismo passivo afeta principalmente aqueles pets que vivem em ambiente muito fechado, sem ventilação e que têm convívio diário com o tutor que é fumante. Podem ocorrer doenças respiratórias e alergias oculares, principalmente, nos mamíferos. Nos casos mais graves, a exposição ao fumo pode levar até às neoplasias e, no caso dos felinos, pode gerar linfoma. “Já as aves têm um sistema respiratório bem sensível, então, essa convivência com a fumaça também pode gerar dificuldade respiratória, inflamação e, nos casos mais graves, pode levar à morte súbita. No caso dos peixes de aquário, a fumaça altera a qualidade da água, porque as partículas vão se depositando na água do aquário, o que pode levar ao estresse, queda de imunidade e trazer suscetibilidade à outras doenças”.
 

2 - Sinais clínicos que indicam que um animal está num cenário de tabagismo passivo: já os sinais clínicos que indicam que o animal pode estar com alguma dessas consequências da exposição são tosse, espirro, secreção nasal, dificuldade respiratória, conjuntivite, alergia de pele, intolerância ao exercício e até emagrecimento. “No caso das aves, as penas ficam arrepiadas, pode haver à letargia e redução do canto; os peixes podem ficar muito paradinhos no fundo do aquário ou boiando na superfície e terem redução do apetite”, alerta a professora da Una Itabira.
 

3 - Proteja seus pets dos efeitos nocivos da fumaça: não fume no ambiente que esses pets frequentam, principalmente, se for um ambiente fechado, dentro do carro, dentro do quarto. Evite que os pets fiquem em contato com roupa, tapete e com tudo que estiver muito impregnado de fumaça (essa fuligem com nicotina também chamada de "fumo de terceira mão”). Mantenha os ambientes bem arejados, principalmente, naqueles onde você tem o costume de fumar.
 

Pets mais saudáveis e felizes: como incluir ovo na dieta de cães e gatos

Especialistas destacam o ovo como uma opção natural, nutritiva e segura para os pets, se oferecido de forma consciente


Quando pensamos em presentear nossos amigos de quatro patas,muitas vezes recorremos a petiscos industrializados. Mas você sabia que o ovo pode ser uma excelente alternativa natural, nutritiva e saborosa? Neste mês, além de celebrarmos o Mês do Ovo, destacam-se datas como o Dia dos Animais e o Dia do Cachorro (4 de outubro), que trazem um gancho perfeito para falar sobre saúde e bem-estar dos pets. 

Nos últimos anos, os tutores têm buscado maneiras mais naturais de diversificar a alimentação de cães e gatos. Nesse cenário, o ovo surge como opção interessante, desde que seja usado de forma consciente. 

O zootecnista Tabatha Lacerda, do Instituto Ovos Brasil (IOB), explica: “O ovo é uma fonte de proteína de alta qualidade, vitaminas e minerais que contribuem para a saúde geral do animal. Além disso, pode tornar a refeição mais atrativa e divertida, já que muitos pets adoram o sabor do ovo. Mas é fundamental que sua inclusão seja feita com equilíbrio e orientação profissional”.


Benefício do ovo para pets

  • Proteínas completas e de fácil digestão;
  • Vitaminas e minerais que fortalecem o sistema imunológico; e
  • Opção atrativa para animais que rejeitam a ração ou precisam de estímulo alimentar.


Cuidados importantes

Especialistas recomendam que o ovo seja sempre oferecido cozido, sem sal ou temperos. O consumo cru demanda cautela e deve ser feito apenas sob orientação veterinária. Outro ponto: a casca, quando bem higienizada, seca e triturada, pode ser fonte natural de cálcio.

Cada animal é único, porte, idade, condição física e nível de atividade devem ser considerados. Por isso, a consulta ao veterinário é essencial para definir a quantidade adequada.


Como incluir de forma segura

  • Comece com pequenas porções e observe a reação do pet;
  • Misture gradualmente ao alimento habitual;
  • Monitore sinais de desconforto digestivo; e
  • Mantenha o acompanhamento regular com um profissional.

Mais do que um petisco, o ovo pode ser um gesto de cuidado e carinho, uma forma simples de transformar a rotina alimentar em um momento saudável e especial para os pets.

 

Instituto Ovos Brasil


Vermes em cães: sintomas, tratamento e a importância da vermifugação

Créditos: Thais Ceneviva
iStock

Como identificar parasitas, proteger a saúde canina e prevenir problemas futuros


A infestação por vermes é um dos problemas de saúde mais comuns em cães e, ao mesmo tempo, uma das maiores preocupações dos tutores. Esses parasitas silenciosos podem comprometer o bem-estar do animal, prejudicar sua rotina e até abrir caminho para doenças graves.

O alerta é ainda maior visto que em alguns casos, os vermes também podem ser transmitidos aos humanos, o que torna a prevenção ainda mais indispensável. Por isso, reconhecer os sintomas, conhecer os tratamentos adequados e entender a importância da vermifugação regular é fundamental para garantir não apenas a saúde e a longevidade do pet, mas também a segurança de toda a família.


Sintomas que indicam a presença de vermes no seu pet

Os sintomas de vermes em cães podem variar conforme o tipo de parasita e o grau de infestação. Ainda, identificar os sinais precocemente auxilia a buscar ajuda veterinária de forma rápida. Entre os indícios mais comuns, estão:

  • Diarreia frequente, às vezes com presença de sangue ou muco;
  • Vômitos ocasionais, podendo conter vermes visíveis;
  • Perda de peso mesmo com alimentação normal;
  • Abdômen inchado, conhecido como “barriga de verme”;
  • Pelagem opaca e sem brilho;
  • Apatia, cansaço e falta de disposição;
  • Coceira na região anal ou tentativa de arrastar o corpo no chão.

Vale destacar que os sintomas desses parasitas em cães podem ser confundidos com outras doenças, reforçando a necessidade de avaliação de um médico veterinário.


Tratamentos recomendados e acompanhamento veterinário

O tratamento de vermes em cães deve sempre ser indicado por um profissional, que avaliará o tipo de parasita e o estado geral do animal. Além disso, o uso de medicamentos antiparasitários é a forma mais comum de eliminar a infestação, podendo ser feito em comprimidos, líquidos ou até injetáveis.

Nesse sentido, o tratamento de vermes nos pets deve ser seguido corretamente para garantir a eficácia. Em alguns casos, pode ser necessário repetir a dose após um período determinado, de acordo com a orientação do veterinário. Ademais, é fundamental manter o ambiente limpo, recolher as fezes com frequência e higienizar o local em que o animal vive.

Ainda, o acompanhamento profissional também é essencial, pois infestações graves podem provocar anemia, obstruções intestinais e outros problemas sérios que exigem cuidados específicos.


A importância da vermifugação preventiva

Mais do que tratar, o ideal é prevenir. A vermifugação em cães deve ser feita de forma regular, seguindo o protocolo definido pelo veterinário. Essa medida evita que os parasitas se instalem no organismo do pet e reduz os riscos de complicações futuras.

Entre os benefícios da vermifugação preventiva, estão:

  • Proteção contra diferentes tipos de vermes, como os intestinais e cardíacos;
  • Redução da chance de transmissão para humanos;
  • Manutenção da saúde intestinal e fortalecimento do sistema imunológico;
  • Maior tranquilidade para os tutores quanto ao bem-estar do animal.

No mercado, existem soluções completas que atuam tanto na prevenção quanto no combate de vermes e outros parasitas. Dessa forma, produtos como o Nexgard Spectra são exemplos de alternativas tanto práticas quanto eficazes, que podem ser recomendadas pelo veterinário para auxiliar na proteção do pet.


Prevenção é o melhor cuidado para a saúde do pet

Logo, manter a saúde canina livre de parasitas é um compromisso que envolve atenção constante, desde a observação de sinais clínicos até o cumprimento do calendário de vermifugação. Reconhecer os sintomas de vermes em cães e buscar tratamento adequado é fundamental, mas prevenir sempre será a melhor escolha.

Com orientação correta de profissionais, medidas de higiene e uso regular de vermífugos, é possível proporcionar uma vida mais longa, saudável e feliz para o animal de estimação.

 

Corte de unhas em cães: saúde sem complicações

 

Promover o bem-estar de um cachorro de estimação envolve muitos cuidados que precisam ser tomados para que ele seja feliz e saudável. O que muita gente não imagina, é que cortar as unhas do cachorro é uma atividade essencial. 

Não é por acaso que o cão de estimação possui o título de melhor amigo dos seres humanos. Sua companhia é benéfica em muitos sentidos. 

Morar num lar seguro dá ao cão a oportunidade de fazer a diferença na vida de crianças e adultos, além de estar protegido de atropelamentos e doenças como os cachorros da rua.  

Mas não basta oferecer sombra boa, comida e água fresca. Quem se preocupa com a saúde de um pet sabe que eles demandam vários cuidados, acompanhamentos periódicos e hábitos de higiene. 

 

Qual a importância de cortar a unha do cachorro

Muitos tutores ignoram isso, mas cortar as unhas do cachorro é um importante procedimento de cuidado com sua saúde e higiene, tão necessário quanto a vacinação e o banho.  

Em virtude de sempre caminharem por terrenos ásperos como calçadas e ruas, os cães urbanos possuem um desgaste natural de suas unhas, proveniente do atrito com o chão. 

O mesmo fenômeno não ocorre com os cãezinhos domésticos, especialmente aqueles que vivem em apartamentos e só têm contato com pisos mais lisos.

Uma alternativa que pode ajudar a promover o desgaste das unhas, embora não exclua a necessidade de cortar, é levar o animal para passear na rua, se possível, com frequência. Ainda assim, é necessário o corte periódico das unhas do seu pet para poder preservar sua saúde, evitando graves problemas que podem surgir com as unhas grandes. 

 

Prejuízos de manter as unhas grandes

As consequências de se manter grandes as unhas de cachorro são muito graves e podem causar sérios danos à saúde do animal. 

A unha crescida ocasiona redução do contato do chão com as “almofadas” da pata do animal, interferindo diretamente em sua pisada, fazendo-o caminhar com a pata mais levantada, afirmam os veterinários do Vet Quality Centro Veterinário. 

.O ato de levantar a pata para ter mais firmeza no passo pode provocar problemas posturais no pet, causando um dano ortopédico em sua coluna.

Além das deformidades, o animal não terá equilíbrio suficiente para andar e o risco de quedas é muito alto, podendo ser causado por escorregamentos. 

Não cortar as unhas do cachorro possibilita também que elas entrem na carne devido ao encurvamento natural do crescimento, o que geraria muita dor e desconforto. 

Esse fenômeno da curvatura pode ser observado principalmente na unha do “dedão”, que nunca toca o solo quando o animal pisa. 

Os cuidados devem ser redobrados no caso de cachorros idosos. Devido à idade avançada, o equilíbrio é naturalmente debilitado e, com as unhas grandes, o risco de queda é muito maior. 

Além de todos esses malefícios, também devemos considerar a limpeza. Assim como os humanos, também é mais higiênico manter cortadas as unhas dos cães para evitar micróbios indesejados.

 

Como cortar a unha do cachorro?  

Cortar as unhas do cachorro em casa é possível, mas recomendamos procurar um veterinário ou outro profissional da área que seja de sua confiança, para o procedimento ser seguro. 

O primeiro passo é escolher a ferramenta específica para o corte em cães, pois os utensílios para uso humano podem ferir o animal. Indica-se alicates ou guilhotinas. 

Após a escolha do equipamento, deve-se pensar no melhor momento para cortar. A melhor opção é quando o cachorro está mais tranquilo, sem agitações. 

É necessário segurar a pata com firmeza e imobilizar o corpo do animal para ele não ficar se mexendo e possivelmente ser machucado devido a algum movimento repentino. 

Se for o caso de um cão de médio ou grande porte, uma alternativa é procurar deitá-lo no chão, já se for pequeno, pode segurá-lo no colo. 

É importante saber que o cachorro possui uma estrutura orgânica conhecida popularmente como “sabugo”, que fica na parte interna da unha. 

O sabugo é uma área com terminações nervosas e vasos sanguíneos responsáveis por nutrir a queratina, ou seja, se cortá-lo acidentalmente, o cão sentirá muita dor e terá sangramento intenso.  

Para evitar um ferimento, deve-se atento à cor das unhas do pet. Nas unhas claras, é possível visualizar melhor o sabugo, já nas escuras deve-se ter um cuidado um pouco maior. 

Vá cortando aos poucos e devagar para não avançar muito. Em caso de receio, você pode optar tranquilamente por uma lixa específica para gastar as unhas em vez de cortá-las.

 

Qual a frequência necessária

Primeiramente, devemos orientar que é necessário aguardar o filhote completar os primeiros 2 meses de vida para cortar as unhas pela primeira vez. 

O motivo dessa espera é justamente por causa do sabugo, que começa a se retrair somente após esse período, o que torna mais seguro o corte. 

O ideal é cortar as unhas do cachorro uma vez por semana ou, no máximo, a cada 15 dias, para não crescer tanto a ponto de atrapalhar o andar do animal.

Uma dica que pode ajudar muito é observar o seu caminhar, caso esteja com lambeduras nas patasou com elas levantadas, pode ser um sinal de que as unhas já estão grandes demais. 

Se basear no barulho que as unhas fazem ao tocar o chão é outra opção. Quando ouvir o “tic-tic”, é mais um indicativo de que chegou o momento certo.

 

Conclusão

Assim como o exercício físico, o banho e a vacinação em dia, cortar as unhas do cachorro faz parte dos cuidados de saúde indispensáveis. 

Os gatos têm o hábito natural de arranhar todos os tipos de superfície ao seu redor, corroendo suas garras, mas os cachorros não o fazem. 

Ajudá-lo com isso é uma forma de cuidar de seu bem-estar, evitando dores causadas por uma postura inadequada, e também feridas por enroscamentos e quebras. 

Além disso, cortar as unhas do pet em dia é uma forma de retribuir todo o bem mental e afetivo que ele doa quando nos presenteia com sua lealdade e carinho.

 

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