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segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Dia da Gestante: Conheça e Garanta seus Direitos Trabalhistas


O Dia da Gestante, celebrado em 15 de agosto, é mais do que uma data para celebrar a maternidade: é também um convite à conscientização sobre os direitos trabalhistas das mulheres durante a gravidez e o pós-parto.
 

A legislação brasileira protege a gestante não apenas para garantir a saúde da mãe e do bebê, mas também para assegurar que a maternidade não seja motivo de discriminação ou prejuízo profissional. 

Abaixo destaca-se alguns dos principais direitos da empregada gestante durante e após o parto.

 

1. Estabilidade Provisória no Emprego

A estabilidade provisória assegura que a gestante não pode ser dispensada sem justa causa desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto (art. 10, II, “b” do ADCT da Constituição Federal).

Mesmo que o empregador alegue desconhecimento da gestação no momento da demissão, o direito permanece. Nesses casos, a trabalhadora tem direito à reintegração ao emprego ou ao pagamento de indenização correspondente.

Além disso, a Súmula 244 do TST deixa claro que essa proteção vale inclusive para contratos temporários ou por prazo determinado.

 

2. Licença-Maternidade

Prevista no art. 392 da CLT, a licença-maternidade é um direito fundamental.

  • Duração padrão: 120 dias com salário integral
  • Início: normalmente no parto, mas pode ser antecipado em caso de necessidade médica
  • Empresa Cidadã: possibilidade de prorrogação por mais 60 dias, totalizando 180 dias — um incentivo importante para fortalecer o vínculo mãe-bebê e contribuir para o aleitamento materno.

     

3. Direito de afastamento de atividades insalubres

Um ponto muitas vezes esquecido é o direito de afastamento de atividades insalubres. Desde a Reforma Trabalhista, a CLT (art. 394-A) proíbe o trabalho da gestante em locais ou atividades consideradas insalubres, salvo se apresentar atestado médico autorizando. Em grau máximo de insalubridade, o afastamento é obrigatório e não pode ser relativizado. 

Nesse período, caso não haja possibilidade de remanejamento para função salubre, a gestante tem direito ao salário-maternidade pago pelo INSS.

 

4. Consultas e exames pré-natais

A legislação também assegura dispensa do horário de trabalho para a realização de pelo menos seis consultas médicas e exames complementares (art. 392, § 4º da CLT). 

É um direito importante, que garante à gestante acesso ao pré-natal adequado sem sofrer descontos ou punições por essas ausências justificadas.

 

5. Férias e benefícios durante a gestação

A licença-maternidade não interfere no direito às férias. Se o período aquisitivo se completar durante a licença, a gestante poderá usufruir as férias após o retorno.

  • Vale-alimentação: Em regra, não há obrigatoriedade de pagamento durante a licença-maternidade, salvo previsão em acordo ou convenção coletiva.
  • Plano de saúde: Deve ser mantido pela empresa durante todo o período da licença. 

É fundamental que empresas verifiquem convenções coletivas, pois algumas categorias preveem benefícios adicionais à gestante.

 

6. Trabalho durante a licença-maternidade

A licença-maternidade é período de repouso e dedicação exclusiva ao bebê. A exigência de trabalho — mesmo que remoto ou intermitente — durante a licença é ilegal. A trabalhadora que for acionada para trabalhar durante esse período pode ingressar com ação trabalhista pleiteando indenização por danos morais. 

A Justiça do Trabalho já reconheceu que esse tipo de prática causa transtornos psíquicos e emocionais e impede a mãe de exercer seus cuidados essenciais nos primeiros meses de vida do bebê.

 

7. Política de inclusão e apoio nas empresas

Para além das obrigações legais, é desejável que as empresas adotem políticas inclusivas de apoio à gestante e à maternidade:

  • Flexibilização de jornada para consultas médicas.
  • Ambientes adequados para amamentação ou coleta de leite.
  • Orientação e treinamento de gestores para lidar com o tema sem preconceitos ou discriminação.
  • Criação de canais internos para denúncias de assédio ou descumprimento de direitos.
     

Essas medidas não só cumprem um papel social importante, mas também contribuem para a retenção de talentos e para a construção de um ambiente de trabalho mais saudável e respeitoso.

 

8. O que fazer se seus direitos não forem respeitados

Caso a empresa não cumpra as obrigações legais, a gestante pode:

  • Conversar com o empregador: Muitas vezes, a falta de conhecimento do empregador sobre os direitos trabalhistas é o que causa a violação desses direitos. Tentar uma conversa amigável pode ser uma boa alternativa.
  • Buscar orientação jurídica: Caso a conversa não resolva, é importante procurar um advogado especializado em direito trabalhista. O advogado poderá orientar sobre as medidas legais que podem ser tomadas.
  • Denunciar ao Ministério do Trabalho: O trabalhador pode registrar uma denúncia junto ao Ministério Público do Trabalho que possui canais específicos para queixas relacionadas aos direitos trabalhistas.

     

9. Conclusão: Informação é Proteção

Os direitos trabalhistas das gestantes são conquistas fundamentais para garantir a saúde, a dignidade e a segurança da mãe e do bebê — e para combater a discriminação contra a maternidade no ambiente de trabalho. 

Neste Dia da Gestante, reforçamos a importância de conhecer, divulgar e exigir o cumprimento desses direitos. Empresas, profissionais de RH, advogados e trabalhadoras devem caminhar juntos para construir ambientes mais justos e humanos para todas as mães. 



Giovanna Tawada - advogada formada e pós-graduada em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho, ambos pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, e conta com mais de 11 anos de experiência na área trabalhista, sempre atuando em grandes e renomados escritórios de São Paulo. Tawada é, atualmente, sócia do escritório Feltrin Brasil Tawada com atuação voltada tanto para área consultiva quanto para o contencioso trabalhista.


Cupons de desconto se consolidam como ferramenta estratégica no e-commerce

Divulgação
Mais de 5 milhões de cupons foram usados no início de 2025, com mais de R$ 6 milhões em economia, aponta levantamento do Cuponation

 

Os cupons de desconto deixaram de ser apenas um atrativo pontual e se consolidaram como uma ferramenta essencial nas estratégias de marketing digital. Seja para aumentar a conversão, reduzir o abandono de carrinho ou fidelizar clientes, os cupons digitais vêm ganhando protagonismo no e-commerce brasileiro.

De acordo com um levantamento exclusivo do  Cuponation, maior plataforma de cupons do país, mais de 5 milhões de cupons foram utilizados no Brasil entre janeiro e abril de 2025 — um crescimento de 17% em relação ao mesmo período de 2024. A movimentação resultou em uma economia direta de mais de R$ 6 milhões para os consumidores.

“O consumidor online está mais estratégico do que nunca. Hoje, mais de 70% dos brasileiros pesquisam por vantagens como cupons e ofertas antes de finalizar uma compra, segundo estudos de comportamento digital do Google. Isso mostra que o cupom deixou de ser um bônus eventual para se tornar parte da jornada de decisão, influenciando desde a escolha do varejista até o momento da conversão”, afirma Maria Fernanda Antunes Junqueira, cofundadora e Managing Director da Atolls na América Latina, holding da marca Cuponation.

“Para as marcas, o uso inteligente de cupons representa uma alavanca poderosa de performance. É uma forma eficaz de aumentar ticket médio, reativar clientes inativos e impulsionar campanhas promocionais com ROI mensurável”, complementa.”

A tendência acompanha o avanço da maturidade digital no Brasil. Segundo uma pesquisa do Mercado Livre realizada em 2024, 75% dos consumidores afirmaram que finalizariam uma compra se recebessem uma oferta ou cupom no momento certo. Isso reforça o papel dos incentivos personalizados como diferencial competitivo.

Além disso, dados globais reforçam a tendência. De acordo com um relatório recente da consultoria Market Research Future (MRFR) - empresa de análise de mercado -, o mercado mundial de cupons digitais deve crescer a um CAGR de 7,84% até 2032, podendo ultrapassar US$ 200 bilhões nesse período. No Brasil, a adesão ao formato tem sido impulsionada por estratégias de personalização, com marcas investindo em segmentação de ofertas com base no comportamento de navegação e no histórico de compras.

“Os consumidores não querem apenas descontos ao fazer suas compras, querem vantagens relevantes. E os cupons, quando usados com inteligência, entregam exatamente isso: valor para o cliente e resultado para o negócio”, reforça Maria Fernanda.

Diante desse cenário, os cupons digitais deixam de ser um recurso secundário e assumem protagonismo nas estratégias de aquisição, retenção e conversão das marcas no ambiente digital. 



Cuponation
www.cuponation.com.br


Nove em cada dez brasileiros acreditam que as redes sociais não protegem jovens e crianças

Cartilha traz orientações para fortalecer a proteção digital infantil com diálogo, controle parental, supervisão de conteúdos e incentivo a hábitos conscientes online


A internet é parte do cotidiano das famílias brasileiras: 85% dos domicílios urbanos e 74% dos rurais já estão conectados à rede, segundo a pesquisa TIC Domicílios 2024. Crianças e adolescentes são usuários ativos nesse ambiente, acessando redes sociais, jogos online e plataformas de vídeo desde a primeira infância, ainda que a maioria dos sites tenha em sua política não permitir a entrada de menores de idade, não há uma auditoria para garantir que isso se cumpra em todos os casos. 

Esse cenário oferece uma série de riscos digitais, como o cyberbullying, assédio, roubo de identidade e exposição a conteúdos inapropriados. “Hoje, nossas crianças não apenas crescem conectadas, elas também enfrentam ameaças que não existiam há alguns anos. Essa realidade exige que famílias estejam preparadas para orientar, monitorar e proteger os mais jovens com recursos, escuta ativa e regras claras de convivência digital”, afirma Paulo Bonucci, Vice-Presidente LATAM da Cipher. 

De acordo com dados da TIC Kids Online Brasil 2024, 29% das crianças e adolescentes no país afirmaram já ter sofrido ofensas ou humilhações online, e 30% declararam ter conversado com desconhecidos na internet. Além disso, a SaferNet Brasil recebeu mais de 100 mil denúncias de crimes cibernéticos em 2024, incluindo 52.999 casos envolvendo exploração sexual infantil. Mesmo com queda de 33% nas denúncias em relação a 2023, especialistas alertam que a migração de interações para canais mais fechados (como aplicativos de mensagem) dificulta a identificação de crimes e amplia os riscos. 

Outro levantamento, chamado “O que os brasileiros pensam sobre proteção de crianças e adolescentes na internet”, divulgado em setembro de 2024 pelo Instituto Alana, com dados do Datafolha, revela que uma ampla maioria dos brasileiros está preocupada com o uso excessivo da internet por crianças e adolescentes. Segundo a pesquisa, 93% dos entrevistados acreditam que os jovens estão ficando viciados em redes sociais, enquanto 92% consideram que eles têm muita dificuldade para se protegerem sozinhos contra violências e conteúdos inadequados. 

Além disso, nove em cada dez brasileiros acreditam que as plataformas de redes sociais não fazem o suficiente para proteger o público jovem. 

Para ajudar famílias e escolas a enfrentarem esses desafios, a Cipher, unidade de cibersegurança do Grupo Prosegur, preparou uma cartilha com orientações práticas, voltadas a pais, educadores, crianças e adolescentes. O objetivo é promover hábitos seguros no ambiente digital e prevenir riscos desde cedo.
 

Recomendações para pais e educadores:

  • Estabeleça um diálogo constante sobre o uso responsável da internet e redes sociais;
  • Ative controles parentais adequados à idade da criança;
  • Acompanhe de forma ativa os conteúdos, jogos e aplicativos utilizados;
  • Ensine seus filhos a usar senhas seguras e verificação em duas etapas;
  • Defina regras claras para o uso de dispositivos e incentive momentos offline em família;
  • Participe de atividades de formação e conscientização sobre cibersegurança.


Para crianças e adolescentes:

  • Aprenda a identificar mensagens ou perfis suspeitos e nunca compartilhe informações pessoais;
  • Use senhas fortes e não as revele a ninguém;
  • Mantenha os perfis nas redes sociais em modo privado e evite aceitar desconhecidos;
  • Sempre avise um adulto em casos de cyberbullying ou assédio;
  • Lembre-se: não fale com estranhos na internet como também não falaria na vida real.

Além do ambiente doméstico e escolar, as empresas também precisam estar atentas. Segundo um estudo da EY, 3 em cada 4 empresas na América Latina sofreram pelo menos um incidente de cibersegurança nos últimos 12 meses — um reflexo da complexidade dos riscos atuais. 

“A cibersegurança começa muito antes da tecnologia. Ela se constrói com educação, diálogo e consciência. Precisamos formar cidadãos digitais desde cedo. A informação é o primeiro passo para transformar risco em proteção,” reforça Bonucci.

 

Cipher
Para mais informações visite o site


O que os brasileiros precisam saber antes de alugar um carro nos EUA sem burocracias e imprevistos?

Freepik   
 Jcomp
Especialista lista cuidados essenciais para garantir um aluguel de carro seguro, sem burocracia e com bom custo-benefício

 

Com o aumento das viagens internacionais e a retomada do turismo, a busca por aluguel de veículos nos Estados Unidos também cresceu. Seja para explorar as praias da Flórida, os parques de Orlando ou as estradas da Califórnia, alugar um automóvel é uma das preocupações ao organizar uma viagem. Para entender como funciona esse processo, evitando burocracias e imprevistos, Vasco Pinheiro, sócio da CFO Auto Group, concessionária e locadora de automóveis nos Estados Unidos, reuniu algumas regras essenciais para garantir uma experiência tranquila e sem complicações.

Procure locadoras confiáveis - Optar por uma locadora de confiança faz toda a diferença na experiência de viagem. Além de garantir veículos em bom estado e suporte em caso de imprevistos, você evita cobranças abusivas, cláusulas mal explicadas e transtornos na hora da retirada ou devolução. “Para brasileiros, é recomendado locadoras que falam o idioma e entendam as necessidades do cliente nos Estados Unidos, onde as normas podem variar entre os estados. Contar com uma empresa confiável garante segurança, transparência e tranquilidade para aproveitar melhor a viagem”, destaca.

CNH brasileira é aceita, mas existem exceções - Muitas locadoras aceitam a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) brasileira, junto ao passaporte. Porém, alguns estados podem exigir a Permissão Internacional para Dirigir (PID). Para evitar problemas, vale consultar previamente as regras de trânsito do destino. Um detalhe importante é que o país não aceita a versão digital do documento.

Garanta o seguro - É fundamental contratar seguro contra acidentes, danos e terceiros. Nos EUA, qualquer dano pode custar muito caro. “Nunca abra mão do seguro. É um custo que parece extra, mas que pode salvar sua viagem de prejuízos inesperados”, alerta Vasco.

Escolha a melhor forma de pagamento e fuja das taxas escondidas

Um dos pontos que mais geram dúvidas é o pagamento e o especialista explica como escolher empresas com transparência no processo e que oferecem flexibilidade pode fazer toda diferença para uma experiência segura.  “No país, é comum que seja exigido um cartão de crédito internacional no nome do motorista para o bloqueio de caução, que pode comprometer boa parte do limite. Mas esse é um cenário que vem mudando. Na CFO, por exemplo, oferecemos alternativas mais práticas como pagamento em espécie (em dólar), transferências via contas internacionais e até parcelamento em real antes da viagem.  A vantagem nesses casos é fugir da flutuação do câmbio e evitar surpresas com taxas como o IOF”, afirma. Na concessionária é possível alugar um veículo com valores a partir de US$35 



CFO Auto Group


Pais presentes: especialista comenta os avanços no direito à licença-paternidade

Pais biológicos podem ter de cinco a 20 dias de licença, enquanto os pais adotivos têm o direito de 120 dias

 

A professora e doutora Isabelli Gravatá, especialista em Direito e Processo do Trabalho da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio, questiona a importância do papel paterno na criação dos filhos. Por que pais biológicos só têm cinco dias de licença, pagos pelo patrão, enquanto os que trabalham em empresas aderentes ao Programa Empresa Cidadã têm o direito a 20 dias e os adotivos 120 dias?

Com a proximidade do Dia dos Pais, comemorado em 10 de agosto, esse debate ganha relevância, pois os pais precisam estar envolvidos nesse processo desde os primeiros dias de vida da criança. Muito se fala sobre a ausência do pai no dia a dia, mas esse vínculo acaba não sendo criado desde o nascimento. Um dos caminhos para esse fortalecimento é por meio da licença-paternidade.

Segundo a professora e doutora Isabelli Gravatá, especialista em Direito e Processo do Trabalho da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio, os avanços têm sido lentos. “A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) garantia, originalmente, apenas um dia de licença para que o pai pudesse registrar o filho. Hoje, esse período é de cinco dias corridos. Mas esse tempo ainda é insuficiente para promover o vínculo afetivo e o apoio à família”, afirma.

A ampliação da licença-paternidade para até 20 dias já é uma realidade para os pais que trabalham em empresas aderentes ao Programa Empresa Cidadã. Esse programa foi criado pela Lei nº 11.770/2008, mas só se aplica a empresas tributadas com base no lucro real, o que representa bem menos da metade do número de empresas ativas no Brasil. Para se ter uma ideia, em 2024 o Simples Nacional dominou cerca de 84% do mercado. A lei permite que o pai se afaste do trabalho por 15 dias adicionais aos cinco dias já previstos na Constituição Federal. Já pais adotivos, por exemplo, têm direito a 120 dias de licença.

No final de 2023, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a omissão do Congresso Nacional quanto à regulamentação definitiva da licença-paternidade. A Corte estabeleceu o prazo de 18 meses para que o Legislativo aprove nova legislação sobre o tema. Estão em análise projetos que propõem o aumento do benefício para até 30 dias, com custeio pela Previdência Social e sem ônus às empresas.

“O debate sobre a licença-paternidade precisa refletir o novo papel do pai na sociedade. A presença ativa do pai desde o início da vida da criança contribui para o desenvolvimento da criança, para a saúde física e emocional do pai, para o fortalecimento do convívio familiar e a divisão equilibrada das tarefas parentais”, reforça a professora Isabelli.

Neste Dia dos Pais, a reflexão vai além da comemoração. É também um chamado para o reconhecimento legal do cuidado paterno como parte essencial do fortalecimento dos laços familiares e da estrutura social.


Juros pagos por famílias e empresas subiram 17% em 2024, enquanto renda anual das famílias avançou apenas 3,2%

  

Inadimplência caiu, muito em razão de renegociações de dívidas ou postergação de consumo; mas sistema pressionado revela horizonte arriscado para o País com possível desaceleração da economia

 
Famílias e empresas brasileiras pagaram, juntas, cerca de R$ 1,148 trilhão em juros ao longo de 2024. É o que mostra estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O número representa um aumento de 17% em relação ao total de juros pagos em 2023, quando esse valor foi de R$ 981 bilhões.
 
O grosso desse montante saiu do orçamento de famílias (R$ 859,9 bilhões), enquanto as empresas destinaram R$ 287,9 bilhões para esse fim.
 
Esses dados indicam que o mercado de crédito segue sendo a sustentação da demanda agregada, com crescimento de concessões e queda relevante na taxa de inadimplência.
 
A retração do volume de inadimplentes3, em conjuntura de juros alto, é positiva e provavelmente motivada pelo mercado de trabalho aquecido. Entretanto, há um aumento no comprometimento da renda dos lares e do caixa de negócios com dívidas. Além disso, a renda brasileira fica cada vez mais concentrada no setor financeiro, o que é mais perverso, considerando que os rendimentos reais não crescem nessa mesma dimensão, criando um horizonte arriscado para a sustentabilidade do consumo e dos investimentos.
 
JUROS MAIS ALTOS, RENDA... NEM TANTO
Os cálculos da FecomercioSP mostram que o volume de juros pagos pelos lares brasileiros, no ano passado, subiu 20,5% em comparação com o ano anterior, passando de R$ 713,9 bilhões para R$ 859,9 bilhões. Nesse mesmo período, a massa de renda anual das famílias avançou apenas 3,2%, ao passar de R$ 7,838 trilhões, em 2023, para R$ 8,091 trilhões, em 2024 [tabela 1].
 
A consequência é que orçamentos domésticos têm ficado mais comprometidos com pagamentos de juros: em 2024, um décimo da renda familiar nacional (10,63%) estava destinado a custos dessa espécie. Para a economia, é um dado negativo, porque tira recursos do consumo ou até de investimentos, como a poupança. Em 2023, essa taxa estava em 9,11%.
 

 [TABELA 1]
PAGAMENTOS DE JUROS — FAMÍLIAS (2024)
Fontes: Banco Central/ IBGE/ FecomercioSP

 

A queda da inadimplência ao longo dos últimos três anos, saindo de 5,9%, em 2022, para 5,26%, em 2024, diz menos sobre a saúde do orçamento doméstico médio e mais sobre mecanismos do próprio sistema, que vão da rotatividade do crédito à renegociação das dívidas — ou, ainda, de decisões cotidianas, como a postergação de decisões de consumo.
 

[TABELA 2]
VOLUME DE CRÉDITO — FAMÍLIAS (2024)

Fontes: Banco Central/ IBGE/ FecomercioSP


Os dados da pesquisa apontam ainda que houve uma elevação de 2,4% na taxa de juros média mensal paga pelas famílias brasileiras, marcando 3,58% em 2024 [tabela 2]. O aumento foi até pequeno se comparado com o registrado entre 2022 e 2023 (17%).
 
Mesmo nesse cenário de alta nas taxas de juros, o saldo das operações de crédito avançou 7,4% no ano passado, alcançando R$ 2,22 trilhões. Isso aponta que a forte alta do consumo nos últimos anos foi financiada por meio do sistema de crédito.


 
JUROS ATRAPALHAM INVESTIMENTOS

Da mesma forma que as famílias, o volume de juros pagos pelas empresas do País também cresceu de forma vertiginosa em 2024: 7,8% em relação a 2023, atingindo R$ 287,9 bilhões. Essa expansão ocorreu sobre uma forte base de comparação, já que o montante de juros pagos havia avançado 21,9% no ano anterior em comparação com 2022 [tabela 3]. O saldo de inadimplência caiu 16,3%, ao passar de R$ 49,2 bilhões, em 2023, para R$ 41,2 bilhões, em 2024 — e, com isso, a taxa de inadimplência recuou de 3,13% para 2,51% no mesmo período.
 
São informações como essas que reforçam análises recentes de como o custo financeiro ainda é um dos principais entraves à retomada de investimentos privados, assim como a elevada carga tributária nacional. O peso dos juros é ainda maior para as Pequenas e Médias Empresas (PMEs).
 

[TABELA 3]
PAGAMENTOS DE JUROS – EMPRESAS (2024)

Fontes: Banco Central/ IBGE/ FecomercioSP


 
A taxa de juros média mensal permaneceu estável (1,61%), enquanto o saldo de crédito com recursos livres cresceu 4,4% em 2024, chegando a R$ 1,64 trilhão.


 
PRESSÃO SOBRE A POLÍTICA FISCAL

Os dados do estudo da FecomercioSP revelam a importância de as políticas fiscal e monetária estarem alinhadas para que a meta de inflação seja atingida, bem como para que o Banco Central (BC) possa reduzir a taxa básica de juros, a Selic.
 
Se não houver um ajuste fiscal, o País terá de conviver por um bom tempo com juros reais de 7% a 8%, inibindo consumo e investimentos.
 

 [TABELA 4]
PAGAMENTOS DE JUROS — FAMÍLIAS E EMPRESAS (2024)
Fontes: Banco Central/ IBGE/ FecomercioSP



 
Essa dinâmica é perversa, considerando que esse total de juros pagos pelas empresas e pelas famílias representou 9,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do País em 2024 (R$ 11,7 trilhões, de acordo com o IBGE). Segundo a FecomercioSP, mais do que isso, são números que mostram um sistema em alta pressão. A desaceleração da atividade econômica, como apontam as perspectivas para este segundo semestre, pode marcar um novo ciclo de inadimplência em alta.



FecomercioSP
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A Rota dos Sete Lagos, na Patagônia, combina natureza exuberante e turismo de aventura

Divulgação


Uma das estradas panorâmicas mais impressionantes da Argentina, a Rota dos Sete Lagos percorre 110 quilômetros entre San Martín de los Andes e Villa La Angostura, ao norte da província de Neuquén, no coração da Patagônia. O trajeto conecta sete lagos de origem glacial: Lácar, Machónico, Falkner, Villarino, Escondido, Correntoso e Espejo, em meio a um cenário de montanhas nevadas, florestas densas, rios cristalinos, cachoeiras e vales imponentes.  

Apesar de ser possível fazer o percurso em um único dia, o ideal é aproveitar com calma, em três ou quatro dias, fazendo paradas para trilhas, acampamentos ou passeios de barco.  

Ao longo do caminho, curvas sinuosas se alternam com retas que cortam campos abertos e túneis verdes formados por vegetação nativa da floresta andino-patagônica. Em alguns pontos, o horizonte se abre para revelar toda a grandiosidade da paisagem. 

 

Como fazer a rota 

É possível percorrer a estrada de carro, moto ou bicicleta. Há também excursões oferecidas por agências locais, além de opções como vans, ônibus e táxis para quem não estiver com veículo próprio. A região conta com boa infraestrutura, incluindo campings, hotéis, pousadas e restaurantes ao longo do trajeto. 

 

O que fazer por lá 

Entre as atividades mais procuradas estão os passeios de barco pelos lagos glaciais (como o Nahuel Huapi e o Lácar), pesca esportiva nos rios Chimehuin e Correntoso, trilhas como a “Volta do Lago Lácar” e a escalada do vulcão Lanín, um dos grandes símbolos da região.  

Outras experiências incluem glamping (acampamento com conforto), mergulho no bosque submerso de Villa Traful, caminhadas pelo Bosque de Arrayanes e os chamados “banhos de floresta” (shinrin-yoku), uma prática japonesa que convida à imersão sensorial na natureza.  

A região também sedia eventos como a Patagonia Run, uma das ultramaratonas mais desafiadoras da América Latina. 

 

Sabores da região 

A culinária local valoriza ingredientes nativos e produção artesanal. Entre os pratos mais típicos estão o cordeiro assado no forno de barro, truta com batatas andinas, carne de javali, sopa de cogumelos e waffles com frutas vermelhas. Chocolates artesanais e pães caseiros vendidos à beira da estrada completam o roteiro gastronômico. 

 

Melhor época para visitar 

A rota pode ser explorada o ano todo, e cada estação oferece uma experiência diferente. No inverno, a paisagem fica coberta de neve, criando cenários de cartão-postal, embora o acesso possa ser mais difícil em algumas áreas. Entre setembro e março, as temperaturas mais amenas favorecem trilhas, glamping e atividades nos lagos. 

 

Informações práticas 

Como chegar: A maneira mais prática é voar de Guarulhos até o Aeroporto Teniente Luis Candelaria, em Bariloche, e seguir de carro até Villa La Angostura ou San Martín de los Andes. Outra opção é pegar um voo direto para o Aeroporto Aviador Carlos Campos, em San Martín de los Andes. 

Documentos: Brasileiros não precisam de visto nem passaporte para entrar na Argentina, basta apresentar um documento de identidade em bom estado. 

Moeda: Peso argentino. 

 

 

Neuquén Tur

 

KPMG: maioria dos funcionários espera que IA aumente produtividade em 3 anos


Uma pesquisa realizada pela KPMG apontou que 66% dos funcionários esperam que a tecnologia aumente a produtividade nos próximos três anos, mas 20% deles acreditam que ela tenha prejudicado o desempenho deles no trabalho. Mesmo assim, quase 40% dos entrevistados disseram que as melhorias na performance são superadas pelos efeitos no bem-estar e saúde mental. O objetivo do estudo, que contou com a participação de quatro mil profissionais do mundo todo, foi entender como se sentem em relação aos planos das organizações sobre o uso da inteligência artificial. 

Quando questionados se as novas tecnologias poderão automatizar o trabalho que eles desenvolvem, mais de 33% dos entrevistados disseram que elas terão impacto em até 30% das funções que eles realizam. Outros 25% acham esse efeito chegará a apenas metade das atividades. 

“O estudo trouxe um grande panorama para as empresas sobre o impacto da tecnologia do ponto de vista dos funcionários. Produtividade, confiança e bem-estar foram aspectos importantes apontados pelos trabalhadores no levantamento e que irão moldar as estratégias o futuro do trabalho nas empresas”, analisa a sócia-líder de consultoria em capital humano da KPMG no Brasil, Camilla Padua. 

O levantamento ainda questionou os entrevistados se eles teriam ciência das estratégias tecnológicas utilizadas pelas empresas onde trabalham. A pesquisa mostrou que os trabalhadores não estavam cientes dessas iniciativas, mas confiavam nestas. Além disso, apesar da corrida das organizações para aderir à inteligência artificial, apenas um pouco mais da metade dos entrevistados (54%) disse que o respectivo empregador adotou novas tecnologias nos últimos três anos.

 

Investimento em aprimoramento e armazenamento de dados: 

Segundo 62% dos entrevistados, o investimento de uma empresa em aprimoramento de habilidades tem influência na decisão de ingressar, sair ou permanecer em uma organização, enquanto somente 56% dizem que as empresas estão investindo de forma proativa em requalificação e aprimoramento de habilidades. 

Com relação ao armazenamento atual de dados de tecnologia da empresa, 36% disseram que as respectivas organizações não são claras sobre como a força de trabalho deve mudar para atender às necessidades futuras dos negócios e dos clientes.


O link de acesso à pesquisa “Futuro do Trabalho” é o seguinte: future-of-work
 


domingo, 3 de agosto de 2025

Arquitetura pet friendly: a casa pensada para moradores e seus pets

No estúdio de 40m², o arquiteto Raphael Wittmann 
escolheu o piso vinílico
Projeto Rawi Arquitetura + Design 
 Foto: Thiago e Dam Mol

Ao viverem em nossas casas como integrantes da família, os ambientes devem estar bem-preparados para dias tranquilos e gostosos na companhia deles

 

Cada vez mais integrados aos lares, os pets são nossos fiéis companheiros e o impacto positivo que eles exercem em nossas vidas é grande. Em um mundo cada vez mais adaptado às necessidades dos pets, a arquitetura desempenha papel fundamental ao criar lares que propiciem comodidade, segurança e funcionalidade, tanto para os animais quanto para seus donos. Mas como unir essas questões? Acompanhe os pontos listados pelo arquiteto Raphael Wittmann, do escritório Rawi Arquitetura + Design.

 

Escolhendo o piso ideal


Não apenas no piso, mas uma das premissas ao projetar uma casa ou apartamento pet-friendly implica em especificar materiais alinhados com essa rotina. Sem dúvidas, o porcelanato é uma das alternativas mais práticas e seguras para quem tem animais de estimação. No acabamento acetinado ou ABS, o revestimento oferece aderência e evita que os bichinhos escorreguem, além de ser resistente e fácil de limpar.

 

O profissional afirma que o piso vinílico é outra boa escolha por sua facilidade de limpeza, conforto térmico e por minimizar o barulho das patinhas. “Laminados, carpetes e pedras porosas devem ser evitados”, aconselha. Nas paredes, as tintas laváveis são as mais recomendadas.

 

Espaços adaptados para diferentes tamanhos e rotinas


Ao definir o layout do ambiente para acomodar pets, o tamanho do espaço é menos importante do que a qualidade de vida oferecida. Para garantir o bem-estar dos animais, a arquitetura, por mais eficaz que seja, não resolve tudo sozinha: é fundamental que o humano assuma a responsabilidade de proporcionar estímulos dentro de casa por meio de atividades e passeios frequentes nas proximidades do imóvel.

 

De acordo com Raphael, rampinhas e degraus para pets têm o objetivo de facilitar o acesso às áreas mais altas, reduzindo o impacto nas articulações e na coluna para animais idosos ou com problemas de mobilidade. “É importante avaliar a altura de cada degrau, bem como o espaçamento entre eles, para que não haja esforço excessivo”, indica. Para maior segurança dos dispositivos, ele prescreve a fixação no chão ou em algum móvel para evitar movimentos durante o uso.

 

 

Materiais duráveis e Pet-Friendly

 

Quem investe na aquisição de móveis não quer saber de vê-los
deteriorados nem em curto, médio e longo prazo. De acordo com
arquiteto Raphael Wittmann, que posou na foto com o cachorrinho,
a tecnologia permite que o mercado disponha de tecidos resistentes
 e sem interferir na estética do projeto 
Projeto Rawi Arquitetura + Design 
Foto: Thiago e Dam Mol

 

Quando o assunto é mobiliário, a escolha de matérias-primas que resistam ao desgaste causado pelos pets é crucial. Para sofás e cadeiras, Raphael assinala o uso de tecidos com tramas fechadas e tecnologia Easy Clean, que facilita a limpeza e oferece proteção contra odores e rasgos. Visando a longevidade, também aconselha a blindagem e a impermeabilização dessas peças. “Podemos considerar outras possibilidades, como o caso do couro, que é perfeito para cães, embora não se aplique aos gatos, que podem danificá-los com suas dezoito unhas no tradicional costume de arranhar – um ato comumente realizado para demarcar território”, elabora.

 

Com a definição do tecido certo, o dono do pet pode ficar
despreocupado quanto à durabilidade dos móveis |
 Freepik

Iluminação para o bem-estar dos pets

Uma questão que nem sempre é lembrada, mas que pode influenciar diretamente na saúde e no comportamento dos pets, diz respeito à iluminação do ambiente. Assim como os humanos, cães e gatos são sensíveis às variações de luz e necessitam de um ciclo natural de luminosidade para regular suas atividades diárias.

 

A intensidade e a temperatura de cor das lâmpadas podem afetar o bem-estar e, para garantir um ambiente mais tranquilo, é sugerido manter janelas e cortinas abertas sempre que possível. A luz artificial também deve ser cuidadosamente escolhida, lançando mão de tons mais suaves e agradáveis, que não promovem desconforto aos animais.

 

A natureza dentro de casa


As plantas são sempre muito bem-vindas em casas com bichinhos de estimação, desde que escolhidas com uma análise criteriosa para não incorrer no risco de escolher espécies tóxicas. Para os tutores que também são pais e mães de plantas, vasos pesados – longe da altura do animal –, ou mesmo suspensas, são estratégias para evitar que eles não derrubem ou atrapalhem a integridade delas.

 

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